Allen Iverson | Fábio Sormani

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Posts com a Tag Allen Iverson

segunda-feira, 5 de setembro de 2011 NBA | 19:10

NENÊ, O FUTEBOL E SEU FUTURO NA NBA

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Nenê Hilário tem mantido a forma em Denver jogando futebol. Na foto, ele aparece batendo bola com a camisa do São Paulo, seu time do coração.

Ele disse à reportagem do “Denver Post” que o futebol é seu passatempo favorito. E que foi seu primeiro amor na infância. “Sinto muita vontade de jogar futebol”, disse ele. “Eu cresci jogando futebol.

E mais: Nenê disse que quando joga futebol, se sente mais próximo do Brasil.

Quanto a NBA, todos nós sabemos, ele abriu mão de seu último ano de contrato com o Denver, no qual iria receber US$ 11,6 milhões. Abriu mão para testar o mercado.

Fala-se que o Miami está interessado nele. Mas o Miami só terá disponível para contratar a “mid-level exceptions”, que se o CBA estivesse em vigor seria de US$ 5,5 milhões. Ou seja: US$ 6,1 milhões a menos do que ele ganharia no Denver.

Ganharia, pois o contrato não existe mais.

Mas sabe o que pode acontecer? Nenê pode assinar novamente com o Denver e para ganhar muito mais do que os US$ 11,6 milhões.

O Denver tem comprometido US$ 28,8 milhões para a próxima temporada. Quase US$ 30 milhões a menos do que poderá gastar se o CBA não for alterado. E sem contar a “mid-level exception” e outras exceções que o CBA permite aos times.

Nenê já disse que o dinheiro não será o principal fator no momento da escolha do próximo time. Ele quer ganhar um anel.

No Denver isso dificilmente vai acontecer, a menos que o time consiga fazer trocas e pegar alguém importante. Mas todos os importantes estão comprometidos.

Quanto ao Miami, na Flórida dá para pensar em ganhar um anel. O time tem três estrelas: Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh.

Há quatro anos, quando eu conversei com Nenê no vestiário do Staples, depois de uma partida do Nuggets contra o Lakers, e perguntei a ele sobre sua situação no time com a contratação de Allen Iverson.

Disse: Nenê, você tem esperanças de pegar na bola num time com Carmelo Anthony, Iverson e J.R. Smith? E ele respondeu: “Claro que sim; se não me derem a bola, vou ter uma conversa com eles”.

Transportando para o Miami, eu pergunto a vocês: qual a chance de Nenê pegar na bola num time que tem D-Wade e LBJ? Isso sem falar em CB1.

Resumindo: se Nenê está atrás de um anel e para isso topa abrir mão de dinheiro e do prazer de jogar basquete, limitando-se apenas a pegar rebotes, passar a bola ou então fazer corta-luz para D-Wade e LBJ jogarem, então eu acho que ele assina com o Miami.

Caso contrário, nem pensar.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 26 de agosto de 2011 NBA | 19:03

OS MELHORES DA NBA NAS TRÊS ÚLTIMAS DÉCADAS

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Dia desses, um parceiro aqui do nosso botequim (que eu não consigo lembrar quem foi e desde já eu me desculpo com ele), pediu para que eu escalasse o meu quinteto titular da NBA na década de 1980.

Disse a ele que precisava pensar. Pensei e escalei não apenas o quinteto titular, mas fiz uma seleção. E mais: ampliei para as décadas de 1990 e 2000.

Certamente eu deixei de fora alguns nomes. Vamos ver o que vocês têm a dizer.

Ah, sim: não coloquei LeBron James, Dwayne Wade e Carmelo Anthony na seleção da década de 2000 porque vou considerá-los como década de 2010. E mais pra frente a gente fala sobre ela.

Vão lá os meus selecionados e seus respectivos quintetos:

DÉCADA DE 80
Armadores
Magic Johnson
Isiah Thomas
Dennis Johnson

Alas-armadores
Joe Dumars
Dr. J

Alas
Larry Bird
Cedric Maxwell

Alas-pivôs
James Worthy
Kevin McHale

Pivôs
Kareem Abdul-Jabbar
Robert Parish
Moses Malone

Quinteto titular
Magic Johnson
Dr. J
Larry Bird
James Worthy
Kareem Abdul-Jabbar

DÉCADA DE 90
Armadores
John Stockton
Tim Hardaway

Alas-armadores
Michael Jordan
Clyde Drexler

Alas
Scottie Pippen
Reggie Miller

Alas-pivôs
Karl Malone
Charles Barkley
Dennis Rodman

Pivôs
Hakeem Olajuwon
Patrick Ewing
Alonzo Mourning

Quinteto titular
John Stockton
Michael Jordan
Scottie Pippen
Karl Malone
Hakeem Olajuwon

DÉCADA DE 00
Armadores
Jason Kidd
Steve Nash
Allen Iverson

Alas-armadores
Kobe Bryant
Manu Ginobili

Alas
Paul Pierce
Dirk Nowitzki

Alas-pivôs
Tim Duncan
Kevin Garnett
Robert Horry

Pivôs
Shaquille O’Neal
Yao Ming

Quinteto titular
Allen Iverson
Kobe Bryant
Paul Pierce
Tim Duncan
Shaquille O’Neal

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sábado, 6 de agosto de 2011 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 21:03

LARRY BROWN, UM CARA DIFERENCIADO ENTRE NÓS

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Larry Brown está aqui em São Paulo. Está entre nós por conta de uma clínica de basquete.

Sou fã de Larry Brown. É um cara diferenciado, que trata a todos com muita atenção e educação. E é competente.

Minha primeira experiência com ele foi no “All-Star Game” de 2001, em Washington. Na época, Brown dirigia o Philadelphia (que faria a final contra o Lakers e seria batido por 4 a 1), e pela belíssima campanha dirigiu a seleção do Leste.

Conversei com ele no vestiário da seleção do Leste depois da partida. As atenções estavam todas voltadas para Allen Iverson, o MVP da contenda onde o Leste venceu o Oeste por 111 a 110 numa recuperação espetacular.

Mas Brown também deu suas entrevistas. Fiquei observando-o sentado em um dos bancos, com o filho mais novo sentado em sua perna esquerda. O menino devia ter uns dez anos, no máximo. Hoje, creio eu, deve estar se formando na faculdade.

Depois que ele conversou com os jornalistas, fui ter um colóquio com Mr. Brown. Ele me atendeu muitíssimo bem, respondeu a todas as perguntas e quem deu a entrevista por encerrada fui eu.

DIFERENÇAS

Em 1995, num jogo em Miami, fui ao vestiário do Detroit. Conversei com Grant Hill, que me disse ser admirador da música brasileira e que costumava tocar ao piano “Wave”, de Tom Jobim.

Mas a conversa não rendeu muito mais do que isso. Hill estava se preparando para a contenda diante do Heat. Foi educado, mas lacônico.

Minha experiência com Joe Dumars (foto), que ainda jogava pelo Pistons, não foi das melhores. Depois da partida, ele olhava o “box score”, num canto do vestiário, e com muito má vontade me atendeu. Depois de umas três perguntas ele disse: “Enough”. Uau!

Larry Brown, ao contrário de Hill e principalmente Dumars, foi o entrevistado que todo entrevistador quer ter. Desde então tornei-me ainda mais admirador de seu trabalho, pois na balança eu jogo não apenas o que Brown faz dirigindo uma equipe de basquete, mas também o afeto que sinto por ele.

DECEPÇÃO

Fiquei triste e desapontado com Michael Jordan quando ele demitiu Larry Brown do cargo de treinador do Charlotte Bobcats. Brown que levou o Cats aos playoffs no ano passado pela primeira e única vez na história desta franquia que ainda engatinha.

Demitido por quê? Por que o time estava mal na temporada passada? Ora, Coach Brown tinha muito crédito e não poderia ter sido demitido por conta disso.

O que mais me deixou intrigado é que ambos são frutos de North Carolina. E a união que existe entre jogadores, ex-jogadores, treinadores e ex-treinadores de Carolina é algo que emociona.

Por que MJ demitiu Larry Brown?

RECORDE

Larry Brown, quase todos sabem, mas se você não sabe eu conto, é o único treinador na história do basquete norte-americano a ser campeão no universitário (Kansas, 1988) e na NBA (Detroit em 2004).

OURO

Como jogador, Larry Brown ganhou a medalha de ouro jogando pela seleção dos EUA nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964. Sabem quem acabou com o bronze? O Brasil.

Na fase de grupos, o Brasil enfrentou os EUA e perdeu por 86 a 53. Com o resultado, os brasileiros, que tinham no time Wlamir Marques, Amaury Pasos, Ubiratan Maciel, Rosa Branca, entre outros, ficaram em segundo lugar no Grupo B, atrás apenas dos norte-americanos.

Os 16 selecionados foram divididos em dois grupos de oito e o regulamento previa que classificavam-se apenas os dois primeiros de cada um deles e os quatro times fariam as semifinais. Por ter ficado na segunda posição, o Brasil pegou a extinta URSS, líder do A, enquanto que os EUA jogaram contra Porto Rico, o segundo colocado.

Nosso selecionado perdeu por apenas seis pontos para os soviéticos: 53 a 47. No outro confronto, os norte-americanos fizeram moles 62 a 42.

O bronze veio com a vitória diante dos porto-riquenhos por 76 a 60, enquanto que os EUA venceram a URSS por 73 a 59. Dois jogos onde os vencedores sobraram em relação aos perdedores.

A campanha dos EUA foi impecável: nove vitórias e nenhuma derrota.

Larry Brown era o armador titular dos EUA. Teve média de 4,1 pontos por jogo. Naquela época, não se computava as assistências, infelizmente.

RECADO

Foi graças à sua experiência como jogador universitário e profissional, bem como suas passagens pela seleção dos EUA, que Larry Brown tornou-se treinador. Tem muito o que ensinar em sua clínica aqui em São Paulo.

Mas o que mais me chamou a atenção foram suas palavras na entrevista coletiva desta sexta-feira (Foto Divulgação ao lado do técnico assistente Dave Hanners), em uma churrascaria em São Paulo. Brown deu um puxão de orelhas nos brasileiros que não se emocionam com a camisa de nosso selecionado.

Era um recado claro para Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa.

Em entrevista publicada pelo site do UOL, Brown disse: “É um grande erro os brasileiros da NBA não quererem jogar pela seleção nacional. Não sei por que isto acontece, eles devem ter suas próprias razões. Mas se você tem orgulho de seu país e quer ajudar a desenvolver o basquete, os melhores atletas precisam jogar [na seleção]. Estive na França dois anos atrás e vi o quanto os jogadores de lá querem estar com a seleção. O Dirk Nowitzki quer jogar pela Alemanha no campeonato europeu”.

E emendou: “Defender a seleção de seu país precisa ser a coisa mais importante, acima da NBA”.

REFLEXÃO

Vocês bem sabem o que eu penso sobre a situação. O jogador tem todo o direito de pensar no que é melhor pra ele. Respeito esse posicionamento.

Mas… Concordo com Coach Brown: pra se incrementar a modalidade, especialmente no Brasil, que perdeu sua identificação com o basquete, seria muito legal que nossos jogadores da NBA entrassem em quadra com a camisa do Brasil.

Por que o vôlei tornou-se o que é hoje? Por causa dos clubes? Lógico que não: tornou-se o que é hoje por causa da seleção.

A FIVB (Federação Internacional de Voleibol) sabe disso. Por isso, o que não falta é torneio envolvendo seleções. É Liga Mundial, Copa do Mundo, Mundial, Jogos Olímpicos; enfim, os selecionados estão na ativa todos os anos.

No basquete, há apenas duas competições importantes: Mundial e Olimpíada.

Já que a reunião do selecionado de basquete é tão esporádico, a presença dos nossos melhores jogadores seria indispensável para o crescimento da modalidade.

Infelizmente, isso não ocorre.

QUOTE

“Defender a seleção de seu país precisa ser a coisa mais importante, acima da NBA” — Larry Brown.

A diferença de como um país trata seus filhos pode explicar muita coisa. Entre elas, o posicionamento de nossos jogadores em relação à seleção brasileira.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 28 de março de 2011 NBA | 17:45

POR QUE D-ROSE É O MVP DESTA TEMPORADA

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Irado com o basquete que Derrick Rose está jogando e, provavelmente incomodado com o fato de que o Chicago passou a perna no Boston (pelo menos por enquanto), nosso bom amigo e parceiro de botequim Reirom veio com essa no último sábado: “Sormani, Rose se for MVP será o segundo pior MVP em “field goals”. Você sabia disso? Um dos piores MVPs de todos os tempos…”

Quando a gente se deixa levar pelas armadilhas do coração pode cometer equívocos. Quando deixamos o fanatismo nos cegar, tornamo-nos imprecisos. E isso ocorre com o nosso Reirom no momento.

A opinião dele, claro, será sempre respeitada. Ele tem todo o direito de achar que Rajon Rondo é melhor que D-Rose. E não tem nenhum absurdo nisso, pois algumas pessoas também acham isso.

Mas desqualificar a temporada de D-Rose por conta de um suposto baixo aproveitamento de arremessos não me parece sábio. Além disso, a informação que ele nos traz não é correta, pois dois outros jogadores foram eleitos MVPs e tiveram aproveitamento de arremessos inferior aos atuais 43,9% do armador do Chicago Bulls.

Eleito segundo MVP da história da NBA, Bob Cousy ganhou o troféu ao final da temporada 1956/57. Ex-armador do Boston Celtics, eleito um dos 50 maiores jogadores da história da NBA, Cousy (Foto Reprodução) teve um aproveitamento, naquela temporada, de 37,8%.

Ao lado de Bill Russell, era um dos sustentáculos daquele Celtics que não encontrava adversário pela frente. Conquistou seis anéis.

Allen Iverson foi escolhido o melhor jogador da temporada 2000/01. Na ocasião, levou nas costas o Philadelphia à decisão do título contra o Lakers. Perdeu, é verdade, mas jogou muita bola durante toda aquela temporada. Iverson teve aproveitamento de exatos 42% de seus arremessos naquela temporada.

Portanto, a informação não é correta de que D-Rose, se eleito for o MVP desta temporada, será o segundo com pior aproveitamento de arremessos.

Mas eu pergunto: vamos desqualificar Cousy e Iverson porque eles tiveram aproveitamento baixo nos arremessos? Não me parece que seja apenas por aí que se avalia o desempenho de um jogador em um campeonato.

Além do mais, a temporada não acabou. D-Rose tanto pode manter sua atual média, como melhorá-la ou mesmo piorá-la.

O MVP, como disse, não é escolhido pelo seu aproveitamento nos chutes. Fosse assim, nosso Nenê Hilário, que tem o melhor “field goals” da liga neste momento (62,2%), estaria entre os candidatos ao troféu. Não está.

O que se mede na escolha do prêmio é o que o jogador fez na temporada como um todo. Não apenas nos chutes. Mas se formos olhar apenas para este fundamento, a melhora de D-Rose em relação à passada é extraordinária.

No campeonato anterior, o armador do Bulls acertou apenas 16 arremessos de três pontos de um total de 60 chutados, o que deu um aproveitamento de apenas 26,7%.

Nesta temporada, D-Rose já encestou 112 bolas triplas! Arremessou, é verdade, muito mais: 237. Seu percentual de aproveitamento é de 33,2%.

Se alguém torcer o nariz para o percentual de D-Rose, lembro que LeBron James, cotado por alguns para ser o MVP desta temporada, tem aproveitamento de 33,5% nas bolas triplas. Dwyane Wade, seu companheiro no Miami Heat, apresenta desempenho de 31,1%. E Kobe Bryant, também apontado por outra parcela como merecedor do MVP deste ano, tem performance de 32,1%.

A melhora no aproveitamento nos arremessos, a coragem em arremessar mais, tudo isso é fruto de um exaustivo trabalho feito pelo armador do Chicago durante o verão norte-americano, antes de ele se apresentar à seleção dos EUA que jogou o Mundial da Turquia e foi campeã.

Foge-me o nome de um dos amigos-parceiros deste botequim que enviou-me o link de uma matéria no site da ESPN norte-americana. Nesta matéria, Derrick revela o segredo da melhora de seu arremesso: ele foi até a Califórnia treinar com Rob McClanaghan (Foto Cortesia).

“Ele (McClanaghan) é a razão pela qual eu estou tendo muito sucesso no meu arremesso este ano”, disse Rose.

Além de melhorar a mecânica no arremesso de D-Rose, McClanaghan trabalhou também com o emocional do jogador. Melhorou sua autoconfiança.

“No passado, ele (Rose) perdia três ou quatro arremessos seguidos e parava de arremessar por um quarto inteiro”, disse McClanaghan. “Nesta temporada, em um jogo contra o Atlanta, ele errou seus sete primeiros arremessos e terminou a partida com 34 pontos”.

Com a melhora no aproveitamento nos chutes, mais confiante, Derrick é outro jogador nesta temporada. Não tem nada a ver com o jogador da temporada passada.

E quem tira proveito disso é o técnico Tom Thibodeau. É óbvio que TT montou esse time do Chicago. É óbvio que sem ele esse time não estaria rendendo o que rende no momento. Mas é mais óbvio ainda que se não fosse D-Rose o Chicago não estaria onde está.

É ele que entra em quadra e coloca os desenhos de Thibodeau em prática. Por melhor que sejam os desenhos táticos de um treinador, se ele não tiver gente para desempenhar, não tem jeito. Não funciona.

Portanto, para quem acha que o segredo do sucesso do Bulls desta temporada em comparação com a passada é Thibodeau, está aí o meu argumento contrário. Não só meu, mas de quase todos que estão ligados direta ou indiretamente à NBA: treinadores, jogadores e jornalistas.

Um dos argumentos mais sólidos a favor de Rose é que mesmo sem poder contar a seu lado com Carlos Boozer e Joakim Noah, os outros dois principais jogadores do time, Derrick conseguiu fazer o Chicago funcionar.

O Bulls tem hoje a melhor campanha da Conferência Leste e a segunda melhor da NBA. Tem um cartel de 53 vitórias e 19 derrotas. Desempenho de 73,6%.

No campeonato passado, aquele onde Derrick encestou apenas 16 arremessos de três, o Chicago fez 41-41; 50% de aproveitamento.

A melhora é substancial. Nenhum dos favoritos ao título apresentou uma melhora tão significativa.

Por tudo isso (melhora nos arremessos, mais confiante, amadurecimento em quadra na condução do time, capacidade de fazê-lo muito melhor do que na temporada anterior, ser eleito para o time titular do Leste no “All-Star Game”, respeito adquirido pelos adversários), por tudo isso Derrick Rose está cotadíssimo para ser o melhor jogador desta temporada.

Como já disse aqui, se não for ele, quem será?

Dwight Howard? Não dá para comparar: veja a campanha de um (Chicago) e de outro (Orlando).

LeBron James? O Miami passou por poucas e boas nesta temporada; o Chicago foi extremamente regular.

Kobe Bryant? Até o momento não há como comparar o desempenho dos dois: Rose está jogando mais do que Black Mamba.

É como eu disse: se não for D-Rose, quem será? Ele reúne no momento todos os ingredientes indispensáveis para se fazer o melhor jogador desta temporada.

Parece-me indiscutível.

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sábado, 19 de março de 2011 NBA | 14:02

SIXERS, DE CARA NOVA

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É natural que se olhe pra mulher bonita. Como dizia Vinícius de Moraes, “as feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”. É natural que a gente coloque o foco em times como San Antonio, Boston, Lakers, Chicago, Dallas e Miami. São os melhores do campeonato.

São eles que provocam suspiros no torcedor.

Abro um parêntese neste momento e deixo de olhar para as belas e olho para as nem tão feiosas assim. Por isso, hoje não vou falar das beldades deste campeonato.

Abro um parêntese para falar do Philadelphia.

Na temporada passada, já disse aqui, o Sixers fez a terceira pior campanha da Conferência Leste com um recorde de 27-55 (32,9%). Foi, no geral, o 25º colocado.

Desde Larry Brown, que comandou o time entre as temporadas 1997/2003 (“Coach of the Year em 2001 quando foi vice-campeão) que o Sixers não causava suspiros nos fãs do time e da NBA.

Uma série de técnicos medianos dirigiu o time desde então. Entre eles Randy Ayers, Chris Ford (ex-Boston, um horror de ruim), Jim O’Brien, Maurice Cheeks, Tony DiLeo e Eddie Jordan.

Sete anos de vacas magras se passaram e a franquia resolveu que era chegado o momento de dar uma sacudida. Que era chegado o momento de tentar voltar aos tempos de glórias.

Que glórias? Ora, se você não sabe, o Sixers tem dois títulos na NBA.

Em 1966/67 bateu o San Francisco Warriors (que começou na Filadélfia e que atualmente é o Golden State) por 4 a 2, capitaneado por Wilt Chamberlain, que com a camisa 13 do Sixers (Foto Divulgação) acabou a temporada com médias de 24,1 pontos e 24,2 rebotes.

Wilt “The Stilt” não levou o troféu de MVP das finais porque naquela época não havia a premiação. Mas foi o MVP da temporada regular. Seguramente teria bisado.

Em 1982/83 veio o segundo título. Um contundente 4 a 0 diante do Lakers. A equipe contava com dois jogadores extraordinários: Moses Malone e Julius Erving. Malone foi o MVP da temporada regular e das finais.

O primeiro tênis criado para jogadores de basquete foi desenhado pela Nike em 1982. Foi o “Air Force One”. E foi idealizado para que Moses Malone usasse. E a empresa, até hoje, nunca encontrou um tênis que vendesse tanto quanto o “Air Force One” de Moses Malone.

Nem mesmo os “Air Jordan”; nem mesmo os tênis desenhados posteriormente para Kobe Bryant e LeBron James.

O “Air Force One” tornou-se um fenômeno sem paralelos na história da empresa de material esportivo. É certo que o tênis é “cool”. Mas Moses Malone o fez “cool”, porque Malone era “cool” em quadra.

O Philadelphia não tem mais Moses Malone, não tem mais Julius Erving e nem Wilt Chamberlain. Allen Iverson quase fez do Philadelphia campeão em 2001. Mas Shaquille O’Neal não deixou.

De lá pra cá, de Iverson e Brown pra cá, foi uma estiagem só.

Por isso, nesta temporada, a franquia foi atrás de um treinador que pudesse fazer o grupo, que não é tão ruim assim, jogar bola. Contratou Doug Collins, o primeiro técnico de Michael Jordan no Chicago.

Collins é gênio? Não, longe disso; mas diante do que vemos atualmente, diante dos Vinnie Del Negro e Mike D’Antoni da vida, um pouco de conhecimento serve para fazer um time jogar bola.

Collins não é gênio, mas é um bom treinador. Arrumou o time. E o Sixers, em menos de uma temporada, transformou-se completamente.

De 25º colocado do campeonato passado, ocupa atualmente o sexto lugar no Leste com uma campanha de 36 vitórias e 33 derrotas. Deixou para trás o New York, que desmontou seu time para contratar os fominhas Carmelo Anthony e Chauncey Billups.

De 25º colocado na temporada passada, transformou-se numa espécie de “asa negra” do Boston, o melhor time do Leste nas últimas temporadas.

O começo do trabalho não foi nada fácil, já disse aqui no botequim. Fez 1-10 e depois 3-13.

Mas neste ano de 2011 o time tem uma campanha de 23-12, o que dá um aproveitamento de 65,7%. Isso daria ao time o quarto lugar na conferência se o desempenho fosse o mesmo desde o início.

Collins vem arrumando esse Sixers aos poucos. Ontem o time surrou o Kings em Sacramento por 102 a 80. “Ele (Collins) trouxe um novo sistema e nos fez a todos responsáveis por ele”, disse o pivô Elton Brand.

O time é interessante. Tem jogadores promissores que misturados a veteranos pode se tornar ainda mais competitivo na próxima temporada.

O armador Jrue Holiday (UCLA) tem 6,2 assistências de média na temporada e 13,7 pontos. Lou Williams (fugiu da escola) o ajuda muito bem no serviço. Evan Turner, recrutado este ano e eleito o melhor jogador universitário da temporada passada jogando por Ohio State, tem tudo para deslanchar na liga.

Os três mais Elton Brand (Duke) e Andre Iguodala (Arizona) podem, como disse, tornar o Sixers ainda mais competitivo na próxima temporada.

Dá pra voltar aos tempos de glória? Não creio — a menos que o Sixers faça uma contratação contundente e não perca ninguém. Mas dá para fazer do time um time competitivo, longe daquele que envergonhou seus fãs ao acabar na 25ª posição na temporada passada, com a terceira pior campanha do Leste.

Isso dá; ô se dá.

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011 NBA, outras | 22:51

LA IS MY LADY

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LOS ANGELES – Cheguei há pouco em LA. Como diz Sinatra, “LA is My Lady”. O Bulls é o time do meu coração, mas se tem uma cidade que dobra o meu coração é Los Angeles.

É a quinta vez que desembarco nesse pedaço de terra que a mim me deixa de queixo caído. Gosto de tudo aqui; só não gosto quando o Lakers faz o meu Chicago se curvar a ele.

Por falar em Lakers, assim que desembarquei, comprei o “Daily Breeze”. Engraçado é que eu sempre acesso o “LA Times” quando estou aí no Brasil, mas quando aqui estou eu gosto de ler a seção de esportes do “Breeze”.

E sabem por quê? Porque ela é mais “cool” que a do “Times”. Por exemplo: na edição desta terça-feira, o Clippers tem tanto destaque quanto o Lakers. Pode? Pode um jornal dar destaque para o Clips? Clips que perdeu para o Milwaukee, vim a saber: 102 a 78 (foto AP).

Perdeu, vírgula, foi surrado mesmo. Não adianta, é como minha avó dizia: “Quem corre por gosto não cansa”.

Ou seja: com o time que o Clips tem, com Baron Davis, Eric Gordon e Blake Griffin, tinha que estar obrigatoriamente entre os oito melhores da Conferência Oeste.

Mas não está; e sabem por que não está? Ora, por causa de Vinnie Del Negro. Todo mundo sabe que VDN não passa de um arremedo de treinador; que foi dispensado pelo Chicago. Mas, mesmo assim, Donald Sterling, dono da franquia, o contratou.

Por isso, o Clippers não está entre os melhores do Oeste. Está, isto sim, bem longe.

Como bem longe está o basquete que o Lakers apresenta no momento daquele que o levou ao título nas duas últimas temporadas. Cometi um equívoco, dia desses, de achar que os amarelinhos tinham recuperado o gosto pela vitória depois de ter batido o Celtics em Boston.

Ontem o time perdeu para o Charlotte — cá pra nós, nenhuma novidade nisso, pois o Lakers é o maior freguês de caderneta do Bobcats. Em 12 jogos disputados até hoje entre as duas franquias, o Lakers venceu só dois!

A entrevista que P-Jax deu depois da partida caberia em seu Twitter. “Eu tenho uma coisa a dizer: estamos muito decepcionados com o nosso desempenho esta noite. Estamos envergonhados com o nosso jogo. É isso”.

Virou-se, dando as costas aos jornalistas, e entrou no vestiário do time.

Na verdade, as costas quem dá é o time para o seu torcedor.

RONALDO

No pé da primeira página do “Breeze” tem uma foto do Ronaldo com a camisa do Corinthians. E a matéria fala do encerramento da carreira deste que foi o maior camisa 9 que eu vi jogar em toda a minha vida.

Não vi Coutinho, o eterno parceiro de Pelé, jogar. Mas vi Careca e Romário. E vi também Van Basten, Paolo Rossi, Rummenigge, Gerd Muller, Henry e outros mais. Nenhum deles se compara a Ronaldo.

Fica aqui o meu carinho ao Fenômeno.

COOL

Falei acima que o “Breeze” é mais “cool” que o “Times”. Por falar nisso, a última edição da “GQ Magazine”, revista masculina que mistura estilo, moda, esporte, política e afins , de um jeito bem contado, de fácil acesso, coloca Tom Brady, o marido de Gisele Bundchen, na capa.

A matéria é a seguinte: “25 Coolest Athlets of All Time”.  Ou seja: os 25 atletas mais transados de todos os tempos. Da NBA aparecem Pete Maravich, Walt Frazier (ex-Knicks), Allen Iverson e Michael Jordan, é claro.

Dois jogadores de futebol: George Best, um irlandês que bebia mais que gambá e que jogava muita bola (vestiu a camisa do ManU, entre outras), e, claro, o maior de todos os tempos: Pelé.

Pelé, aliás, se você não leu “Febre de Bola”, de Nick Hornby, onde ele declara seu amor pelo Arsenal, Pelé e a seleção brasileira de 1970 são os únicos que fizeram Hornby abrir exceção em seu livro e dedicar um capítulo inteiro que não fosse ao Arsenal.

Pelé na GQ, Ronaldo no “Breeze”. E eu em LA.

Puxa vida!

ALL-STAR WEEKEND

Bem, estou aqui por conta do “All-Star Weekend”. No Aeroporto Internacional de Los Angeles já se vê cartazes e suvenires do evento. Quando fui pegar o “shuttle” para alugar um carro, dei de cara com um cartaz de Ray Allen pregado em uma marquise.

Pode? Logo Allen, desafeto de Kobe Bryant, o grande ídolo esportivo desta cidade!

LA é assim mesmo. Cosmopolita, a ponto de Ray Allen ocupar lugar de destaque no aeroporto da cidade de Black Mamba.

Por hoje eu fico por aqui; amanhã a gente se fala.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

sábado, 12 de dezembro de 2009 NBA | 14:42

VAREJÃO ARREBENTA O PORTLAND

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Anderson Varejão fez ontem seu melhor jogo nesta temporada. Anotou 22 pontos e fisgou dez rebotes na vitória apertada, suada, do Cleveland diante do Portland por 104-99.

E, é bom que se diga, o Blazers atuou com apenas nove atletas, uma vez que Greg Oden, Rudy Fernandez e Travis Outlaw estão machucados. Pra piorar, o técnico Nate McMillan também não dirigiu o time, pois se recupera de uma cirurgia no tornozelo.

Cavaliers Rockets BasketballMesmo assim, mesmo jogando em casa, o Cavs suou para vencer o Blazers. Mas venceu — e é isso o que interessa, pois a vitória evitou o terceiro revés seguido do time de Ohio.

Mas eu dizia a vocês que Anderson Varejão fez seu melhor jogo nesta temporada. Foi uma atuação bem equilibrada.

O capixaba (foto AP) foi importante na defesa e no ataque. É assim que tem que ser; é assim que é pra ser, pois nosso bravo brasuca tem jogo pra isso.

Tem mais jogo do que ficar apenas fazendo corta-luz, mergulhando em bolas perdidas, aporrinhando adversários e contagiando o time com sua atitude e determinação em quadra.

Varejão sabe jogar; mas o técnico Mike Brown ainda não se tocou.

Os 22 pontos de ontem significam o melhor desempenho ofensivo do capixaba em toda sua carreira na NBA.

FENOMENAL

Assim a mídia nos EUA definiu mais uma atuação de LeBron James. Desta feita, diante do Portland, na vitória, como vimos, de 104-99.

LBJ anotou 33 pontos, confiscou sete rebotes e deu ainda o mesmo número de passes precisos que resultaram em cestas.

Encestou 14 de seus 24 arremessos, fez 1-2 nas bolas de três, 4-6 nos lances livres. Ah, sim, deu dois tocos e fez um desarme.

Como disse a mídia nos EUA, uma atuação fenomenal.

DANÇA

O gracejo de LeBron James diante do Chicago, que provocou o descontentamento de Joakim Noah, segue rendendo frutos. Ontem, em conversa com o jornal “Seattle Times”, Kevin McHale, ex-GM e treinador do Minnesota, e atual comentarista da NBA TV, falou sobre o assunto.

E falou do alto de seu conhecimento do jogo, pois, se você não sabe, McHale ganhou três anéis como jogador chave do time que tinha Larry Bird e Robert Parrish também. Os três formavam o sustentáculo daquele esquadrão que encantou o planeta na década de 1980.

Aproveito-me de uma tradução feita pelo site “BaskeBrasil” e mostro a vocês o que disse McHale sobre a dança de LBJ:

“Se um cara estivesse fazendo a “riverdance” [dança que James desempenhou] daquele jeito, o técnico viria para nós e diria: ‘Quem dos meus grandões tem a menor quantidade de faltas?’ Se você levantasse a mão, ele diria: ‘Nós vamos deixá-lo [LeBron] penetrar e aí vamos jogá-lo no chão’. Quando ele estivesse deitado lá, nós diríamos: ‘Está a fim de dançar agora?’ E isso basicamente resolveria o problema”.

Ah, sim, esqueci de dizer que Kevin McHale foi eleito um dos 50 maiores jogadores da história da NBA.

CORRECTION Timberwolves Lakers BasketballFRATURA

O Lakers ganhou mais uma. Novamente jogando em casa, bateu o Minnesota por 104-92. Ganhou o jogo — e um problema também.

Isso porque Kobe Bryant (foto AP) fraturou o dedo indicador da mão direita quando faltavam pouco menos de seis minutos para o final do segundo quarto. Foi para o vestiário e lá ficou um tempão.

Voltou para o segundo tempo, com uma proteção no dedo. Jogou, mas era nítido o desconforto do jogador, que passou a utilizar a mão esquerda com frequência.

Terminou a partida com 20 pontos, cinco rebotes e cinco assistências. Boa atuação.

Não se sabe ainda a extensão da contusão. Hoje à noite o time joga em Salt Lake City (aleluia, uma partida fora de casa!) contra o Utah e a expectativa de todos é muito grande.

Dos jogadores, comissão técnica, torcedores e adversários.

Com Kobe o Lakers é um time; sem ele, é outro.

PRORROGAÇÃO

O Chicago precisou de um tempo extra para, em casa, bater o Golden State, um dos times mais fracos da liga. Depois de um empate em 87 pontos no tempo normal, o Bulls fez 9-4 no Warriors na prorrogação e quebrou uma desagradável sequência de quatro jogos sem vitória.

Foi a segunda vitória nos últimos 11 encontros. Os próximos dois serão em casa contra o Boston, esta noite, e Lakers, na próxima terça.

Pode computar aí: mais duas derrotas.

Fora VDN!

DESTAQUENets Pacers Basketball

Mais uma vez Tyler Hansbrough (foto AP) esteve em evidência com a camisa 50 do Indiana. Ontem à noite o Pacers recebeu o pobrezinho do New Jersey e enfiou 107-91 goela abaixo dos visitantes.

O “muleke” do Indiana cravou 21 pontos na cesta do Nets. Apanhou ainda sete rebotes (quatro no ataque) e tomou malandramente três bolas do adversário.

Os 21 pontos de Hansbrough foram a maior pontuação do Indiana. Só não foi o cestinha da partida porque Brook Lopez, pivô do New Jersey (olho nesse muleke também!) fez 25 tentos. E pegou 14 rebotes.

Hansbrough está, aos poucos, se familiarizando com o jogo da NBA. Aos poucos, também, vai tomando minutos deste e daquele e permanecendo mais tempo em quadra.

Os 25 minutos de ontem foram o maior tempo de Tyler em um jogo da liga. Como disse, aos poucos vai tomando minutos deste e daquele e permanecendo mais em quadra.

Estará no time dos “rookies” no “All-Star Weekend” do Texas.

TABU

E o Philadelphia, hein? Não consegue mais ganhar. Fez ontem seu terceiro jogo com Allen Iverson no time e somou sua terceira derrota; e todas em seu Wachovia Center.

Desta vez, quem tomou o doce do Sixers foi o Houston: 96-91. Os 20 pontos de AI, como se vê, foram insuficientes para mudar o script.

O time não vence há 12 partidas. E com um elenco com Iverson, Andre Iguodala, Elton Brand, Thaddeus Young, Sam Dalembert e Willie Green é incompreensível um cartel desses.

Fora Eddie Jordan!

CRISE

Perder faz parte do jogo. Mas perder do jeito que alguns times da NBA estão perdendo chama a atenção.

Primeiro foi o New Jersey, que demitiu Lawrence Frank. O momento agora é de Chicago e Philadelphia.

Eddie Jordan e Vinnie Del Negro são dois treinadores rasos, obscuros. Fazem o que comandando uma franquia na NBA?

Fora os dois!

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 NBA | 11:58

SEM DANÇA, MAS COM APOIO AO COLEGA

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LeBron James não dançou ontem em Milwaukee. Ainda bem; deve ter percebido a bobagem que cometeu no jogo contra o Chicago.

Tratou com respeito o adversário. E por isso foi tratado com respeito também.

Ótimo, que assim seja; sempre.

Quem dançou ontem foi o Bucks na derrota por 101-86 diante do Cleveland. O time de Ohio fez uma corrida recorde nesta temporada de 29-0, envolvendo pontos do primeiro e segundo quartos, e liquidou a partida.

Cavaliers Bucks BasketballO destaque ficou por conta de Delonte West (foto AP). O ciclotímico jogador do Bucks anotou 21 tentos, seu recorde na temporada, motivando a todos.

Disse o técnico Mike Brown sobre Delonte: “Nós sabemos do que ele é capaz. Temos que ter paciência com ele. O time está tendo paciência com ele. Eu continuo tendo paciência com ele”.

Delonte, se você se esqueceu ou não sabe, teve uma série de problemas na pré-temporada. A maioria de ordem pessoal.

Ele sofre de depressão. Tem altos e baixos, o que é triste para um ser humano. Essa ajuda que Brown e o time do Cavs dão a ele é importante nesse processo de recuperação quando ele se encontra “down”.

Delonte é bom jogador; já provou isso. A aposta é válida.

Mas é válida não apenas do ponto de vista esportivo, mas principalmente do ponto de vista humano.

Esta, talvez, esteja sendo a maior cesta que o Cleveland vem fazendo nesta temporada.

RECUPERAÇÃO

Não é apenas Delonte West que felizmente está se recuperando bem. O Cleveland também.

Depois de um início com três vitórias e três derrotas, o Cavs fez uma corrida de 12-2 e atualmente está em 15-5.

Encontra-se atualmente na terceira posição no Leste, atrás de Orlando e Boston, ambos com uma campanha de 16 vitórias e quatro derrotas.

PROVOCAÇÃO

Sabe o que o Milwaukee fez enquanto o locutor do ginásio apresentava o time do Cleveland? Tocou ao fundo o tema “New York, New York”, imortalizado na voz eterna do maior cantor de todos os tempos, Frank Sinatra.

O som ganhou mais decibéis quando chegou a vez de LeBron James.

Brincadeira sadia. Esta vale a pena e é engraçada.

BRASUCA

Anderson Varejão não foi bem na pontuação. A gente sabe que não é esta a função dele no Cavs.

O negócio dele é pegar rebotes, fazer corta-luz para os armadores e para LeBron James e contagiar o time com sua energia.
Cumpriu bem seu papel ontem diante do Milwaukee. Apanhou 12 ressaltos e acabou como o reboteiro do time e do jogo.

Deu ainda três assistências, tomou a bola do adversário em três ocasiões e deu um toco.

E contagiou a todos com seu jeito de não desistir jamais.

DODÓI

Brandon Jennings estava feliz por jogar ao lado de Michael Redd. Mas o armador do Milwaukee, medalha de ouro em Pequim, entrou em quadra nos dois primeiros jogos da temporada, contundiu o joelho, ficou nove jogos de fora, voltou, jogou mais três partidas e voltou a lesionar o joelho canhoto.

Não joga há cinco partidas. O DM do Bucks informa que ele pode voltar na contenda de amanhã contra o Boston.

Sabe o que me parece? Que Redd está cansado dos ares de Wisconsin.

ANÁLISE

O Lakers surrou o Phoenix ontem à noite em Los Angeles: 108-88. Com a nova vitória (a segunda diante do Suns nesta temporada), consolida-se como o time de melhor campanha nesta temporada entre todos os envolvidos na competição.

Seu recorde: 16-3. Depois aparecem Denver (15-5) e Phoenix (15-6).

Mas eu pergunto: esses números refletem realmente o poderio do Lakers em relação aos seus adversários? Que o Los Angeles é o melhor time da NBA, acho que ninguém duvida. Mas eu volto a perguntar: esses números refletem realmente o poderio do Lakers em relação aos seus adversários?

Vejamos: dessas 19 partidas realizadas até agora, 15 foram no Staples Center. Apenas quatro foram no campo alheio.

Em contrapartida, o Denver, de seus 20 compromissos, realizou dez fora e dez em casa; bem equilibrada. Já a tabela do Phoenix mostra o mesmo desequilíbrio da tabela do Lakers, mas ao inverso. O Suns fez 21 jogos até agora na competição, mas apenas sete foram no deserto do Arizona e 14 (!) fora da casa.

Pergunto uma vez mais: será que o Lakers teria essa campanha se tivesse uma tabela igual a do Phoenix?

Tenho dúvidas.

GENIALIDADESuns Lakers Basketball

Do que eu não tenho dúvida é quanto à capacidade de Kobe Bryant. O melhor jogador de basquete do planeta jogou ontem como se estivesse no playground de sua casa, em Newport Beach, brincando com os filhos.

Divertiu-se em quadra, fez seus companheiros renderem e, consequentemente, o time também. Seis dos 12 jogadores utilizados por Phil Jackson tiveram um duplo dígito na pontuação.

Entre eles, Kobe (foto AP), que anotou 26 tentos. Cestinha do time e do jogo.

Aliás, nenhum atleta do Lakers fez um “double-double” na partida contra o Phoenix. O único jogador em quadra a ter um duplo-duplo foi o armador Steve Nash, do Suns: 12 pontos e dez assistências.

Depois de um início avassalador, o Phoenix perdeu três de seus últimos quatro compromissos. Mas é bom ressaltar que todos foram fora de casa.

Já o Lakers está invicto há nove partidas. Oito delas jogadas em Los Angeles, apenas uma fora de casa, na vizinha São Francisco, diante do frágil Golden State.

DEBU

O bom filho à casa torna, diz o velho ditado. Pois bem, depois de três anos, Allen Iverson estará de volta com a camisa 3 do Philadelphia no jogo desta noite diante do Denver, no Wachovia Center da Filadélfia.

Depois de amargar reservas no Detroit e no Memphis, AI retorna ao Sixers para jogar o tempo todo, se for o caso. É isso o que ele quer; é isso o que Eddie Jordan, treinador do Philadelphia, garantiu a ele.

Não fosse assim, Iverson não teria aceitado esse novo contrato.

O melhor jogo da noite, sem dúvida.

Notas relacionadas:

  1. DENVER, QUEM DIRIA?
  2. OS SIGNIFICADOS DE UMA VITÓRIA
  3. LAKERS SURRA O PHOENIX
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 NBA | 18:11

HISTÓRIA PRA BOI DORMIR

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Aconteceu o que eu previa: Allen Iverson está de volta.

Aliás, nunca acreditei muito nessa história de aposentadoria. Era mais uma história pra boi dormir.

Tanto que nem perdi o meu tempo e nem desperdicei o de vocês com linhas e mais linhas, parágrafos atrás de parágrafos contando a vida deste irrequieto jogador.

Mas dizia eu que Iverson está de volta. Não apenas às quadras, mas também à velha casa: AI voltará a vestir a jaqueta três do Philadelphia depois de dois anos longe de casa.76ers Iverson Basketball

Sua estréia já tem data marcada: será nesta segunda-feira da próxima semana. Adversário: Denver, seu ex-time.

A fratura na mandíbula de Lou Williams ajudou na volta de Iverson à Filadélfia. Williams deverá ficar dois meses de fora.

O acordo de AI (foto AP) com o Sixers é de um contrato não-garantido. Ou seja: pode ser quebrado a qualquer momento sem multa para qualquer das partes.

O jogador receberia ao final desse negócio US$ 1,3 milhão, que é o mínimo que uma franquia pode oferecer para um jogador com dez ou mais temporadas na liga.

Mas há uma cláusula que prevê o seguinte: se Iverson agradar e ficar no time até o dia 10 de janeiro próximo, o contrato passa de não-garantido para garantido e o Philadelphia daria ao atleta mais US$ 700 mil, totalizando US$ 2 milhões até o final da temporada.

Legal; gostei da notícia.

Minha única preocupação é quanto ao jogo de Andre Iguodala. Vocês hão de se lembrar, o jogo de Iguodala cresceu e saltou aos olhos de todos exatamente quando Iverson deixou o Sixers.

O que vai acontecer agora?

Iguodala deu sinal verde para a contratação de Iverson. Disse que gostaria de jogar novamente ao lado do antigo companheiro. Bom sinal, pois Iguodala não atribuiu seu baixo rendimento àquela época à presença de AI no time.

Legal; gostei mesmo da notícia.

RODADA

O Denver voltou a vencer — e novamente em seu Pepsi Center. A vítima foi o Golden State: 135-107.

Um massacre. E Nenê Hilário tem muito a ver com a “chacina”. Fez 18 pontos, apanhou 12 rebotes, deu três assistências e dois tocos.

Mas o destaque ficou por conta do coletivo. Nada menos do que sete jogadores tiveram um duplo dígito na pontuação.

Nos outros resultados…

… supresa em Nova York! O Phoenix perdeu para o New York! Pode?

Time que quer ser campeão não pode ser dobrado por um adversário mole como é o Knicks. OK, não dá para jogar bem todas as noites.

Vamos nessa então; vamos nessa até porque Steve Nash, que vinha arrebentando nas assistências, dessa vez deu apenas oito.

Acidente de percurso que colocou um ponto final em uma sequência de quatro jogos sem derrota.

Destaque também para a vitória do Miami diante do Portland, no Oregon: 107-100. Duas observações: o Heat melhora aos poucos, fez sua terceira vitória em cinco jogos; o Blazers segue jogando mais na mídia do que em quadra: somou sua terceira derrota consecutiva.

Notas relacionadas:

  1. GRÉCIA DE OLHO EM IVERSON
  2. IVERSON E BROWN DE NAMORICO
  3. BEASLEY AJUDA WADE; NENÊ QUASE FAZ HISTÓRIA
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

terça-feira, 1 de dezembro de 2009 NBA | 17:19

CHICAGO PERDE MAIS UMA E FECHA PORTAS

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O Chicago encerrou ontem à noite sua turnê de quase duas semanas pelo Oeste americano, culminando com uma partida diante do Milwaukee, logo ali. O resultado final foi patético: uma vitória e cinco derrotas consecutivas, incluindo o revés de ontem à noite frente ao vizinho Bucks.

Quando arrumou as malas e partiu, no dia 16 de novembro passado, o Bulls deixou atrás de si um rastro de esperança e expectativa. O time parecia estar se acertando.Bulls Bucks Basketball

Eu mesmo escrevi que o grupo estava pronto, à espera de uma estrela para alçar voos. Ledo engano.

O resultado desta turnê deixa bem claro que há muito ainda o que ser feito — se é que será possível fazer alguma coisa com esse grupo e com esse treinador.

À exceção da vitória inicial contra o Sacramento (101-87), nas demais partidas do lado do Pacífico o Chicago foi massacrado. Esmagado, se você preferir; trucidado também é um bom adjetivo.

Depois de bater o frágil Kings, levou um coro do Lakers: 108-93. Só não foi mais larga a vantagem porque os amarelinhos se pouparam.

Voltou a fazer 93 pontos diante do Denver, mas tomou 112.

Conseguiu anotar 98 tentos no Portland, mas sofreu 122; que sova!

Por falar nisso, olhem só o resultado em Salt Lake City: 105-86 para o Utah. Que feio!

E no prélio de ontem, diante do fraco Milwaukee (na foto AP Brad Miller arremessa pressionado por Andrew Bogut), a derrota foi aceitável: 99-97. Bem, mas depende também da perspectiva de observação, pois perder para o Bucks não é aceitável jamais.

Afinal, lá não estão mais Lew Alcindor e nem Oscar Robertson.

Patética não foi apenas a turnê do Chicago; patético foi também o basquete mostrado pelo time, como disse.

No jogo de ontem, por exemplo, ficou clara a falta de jogadas da equipe. No final da partida, dois pontos atrás, posse de bola, e o time tentou levar o jogo para a prorrogação.

Ora, faça-me o favor. Jogo fora de casa, numa circunstância dessas, tenta-se matar com uma bola de três.

Mas como pensar nessa alternativa se o time não tem matadores em seu elenco? Das oito bolas tentadas ontem, apenas duas foram encestadas.

Em contrapartida, o Milwaukee chutou 26 e acertou dez.

Isso deixa claro que o time além de não ter exímios chutadores de três, é um time composto por jogadores sem confiança.

Marca mal, arremessa mal e é desprovido de jogadores hábeis e inteligentes.

Agora vamos fazer um exercício de substituição de palavras: ao invés de Chicago, a gente coloca New York; onde aparecer Bulls, coloque Knicks.

Muda alguma coisa?

Claro que não; é a mesma coisa.

Moral da história: a chance de LeBron James ficar em Cleveland é muito grande.

EMOÇÃO76ers Mavericks Basketball

Foi o que não faltou no final do jogo de ontem em Dallas. Andre Iguodala meteu uma bola de três e empatou o prélio em 102 pontos a 5.6 segundos do final.

Tempo do Mavs. Jogada armada não para Dirk Nowitzki, mas sim para Jason Terry.

O melhor reserva da temporada passada, marcado em cima por Willie Green (foto AP), fintou pra lá, fintou pra cá e arremessou: bang!

Final: Dallas 104-102 Philadelphia.

Com o resultado o time texano melhorou seu desempenho para 13-5. É seu melhor início de temporada deste o campeonato de 2006/07, quando chegou a 67 vitórias, recorde da franquia.

EM VÃO

Agora, deu pena do Sixers, um time que batalhou, batalhou e batalhou, conseguiu tirar uma diferença de 17 pontos, mas perdeu. Pensei que fosse ao menos chegar à prorrogação.

Não conseguiu; mas espera conseguir tornar ao lar seu bom filho Allen Iverson.

Depois da partida de ontem, o técnico Eddie Jordan disse que representantes da franquia e ele próprio, mais AI e o seu agente, Leon Rose, conversaram por cerca de duas horas e que o papo foi muito bom.

“Vamos ver o que acontece nos próximos dias”, disse o treinador, que quer o retorno do jogador não apenas por seus predicados, mas também porque Lou Williams está lesionado e vai ficar de fora cerca de dois meses.

Jordan espera que o acordo ocorra com a maior rapidez possível. Se de fato ocorrer, Iverson estreará na próxima segunda-feira contra o Denver, em casa.

RODADA

O restante da rodada (Utah 120-93 Memphis e Golden State 126-107 Indiana) eu não vi. Se alguém quiser se manifestar, fique à vontade.

Notas relacionadas:

  1. NENÊ ARREBENTA EM VITÓRIA DO DENVER EM LA
  2. MAIS UMA DOS CARAS
  3. MANIA DE TREINADOR
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. Última