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domingo, 8 de junho de 2008 Sem categoria | 12:27

JOGAR OU NÃO NA SELEÇÃO É UM DIREITO DE CADA UM

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O internauta João Paulo Martins fez o seguinte comentário a respeito do último texto postado neste blog:

“Sormani, o Oscar Schmidt teve oportunidade de jogar na NBA, mas, naquela época, quem jogasse na liga norte-americana não poderia jogar pela seleção de seu país e o Oscar não pensou duas vezes, a seleção brasileira em primeiro lugar. Esse é patriota. Abs”.

Certa vez, entrevistando o Oscar sobre o assunto, ele foi muito claro comigo. Disse que não foi para o New Jersey porque o salário que ele iria receber nos EUA era praticamente a mesma coisa que ele ganhava na Itália. Por isso, ele optou por continuar na Europa e, desta forma, poder disputar Olimpíadas, Mundiais e Pan-Americanos.

Oscar foi transparente: fosse a oferta maior, com certeza ele teria ido para a NBA. Infelizmente para ele – e felizmente para a nossa seleção – naquela época a NBA não pagava os salários astronômicos que paga hoje em dia.

Ainda mais para jogadores que foram selecionados tardiamente no “NBA Draft”. Oscar foi a escolha número 15 do Nets da sexta rodada de 1984. Na prática, foi eleito na posição 131. Naquela época, os recrutamentos não se davam apenas em duas rodadas, como acontece atualmente.

Acho que a gente tem que respeitar as decisões de cada um.

Optou por ir à NBA e ganhar dinheiro? Nada contra.

Optou por não jogar na seleção para não ter sua carreira nos EUA prejudicada? Nada contra.

Optou por jogar na Europa e ganhar menos do que nos EUA – com está fazendo o Splitter? Nada contra.

Optou por jogar sempre na seleção e abrir mão de ligas norte-americanas ou européias? Nada contra.

Cada um sabe onde aperta o calo. Por isso, eu acho que não é justo a gente condenar esse ou aquele por ter tomado essa ou aquela decisão.

É evidente que a gente comenta a decisão. Mas há uma diferença bem grande entre comentar e condenar.

Agora, o que eu condeno é a ambigüidade de atitude. Ou seja: o cara não quer jogar na seleção, mas diz que quer apenas em nome do bom-mocismo.

Isso para mim é repugnante.

O resto eu respeito.

Autor: Fábio Sormani Tags:

sábado, 7 de junho de 2008 Sem categoria | 10:25

NENÊ NÃO MERECE CRÍTICAS PELO PEDIDO DE DISPENSA

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Nenê também está fora da seleção brasileira. Um misto de decepção e irritação toma conta dos brasileiros que amam o basquete – nem toda a população, infelizmente.

O 31 do Denver apresentou um atestado assinado pelo médico do Nuggets no qual ele diz que Nenê precisa de repouso até o início dos treinamentos para a próxima temporada da NBA.

Segundo o próprio atestado, o brasileiro necessita descansar para se recompor definitivamente da cirurgia que retirou um tumor de seus testículos. E mais: precisa se recuperar de uma distensão na virilha.

Muita gente duvida dos motivos de Nenê.

Não deveria duvidar. Como o próprio técnico Moncho Monsalve falou, a situação de Nenê é especial.

O pivô passou por um momento delicado na vida. Venceu uma batalha difícil. Ainda não está completamente recomposto física e mentalmente.

Ah, mas participou de alguns jogos do Denver depois da cirurgia. Foi pressionado.

Nenê tem um dos maiores salários do Nuggets. Assinou um contrato de seis anos em troca de US$ 60 milhões. A direção da franquia é frequentemente criticada por isso pela mídia local e por muitos dos torcedores.

Eles acreditam que o dinheiro gasto com Nenê poderia ter sito utilizado para contratar um jogador mais decisivo.

Em janeiro do ano passado, estive em Los Angeles para trabalhar num jogo do Lakers contra o Denver. Fui ao vestiário do Nuggets encontrar-me com Nenê. Eu vi o inchaço no joelho dele. “Os caras querem que eu jogue de qualquer maneira”, disse-me ele, quando eu, assustado com a bola que era o joelho dele, perguntei por que estaria em quadra contra o Lakers.

Pressão do empregador, meu velho. Muitos sabem muito bem o que é isso.

E se você acompanha a NBA de perto, há de se lembrar também que Nenê ficou alguns jogos de fora – logo depois que retornou da cirurgia – por causa da contusão na virilha.

Portanto, eu isento Nenê. Não dava mesmo.

Varejão?

Como eu já escrevi aqui, ele também enfrenta pressão do patrão. Mas também não mostra muita disposição em pedir ao Cleveland uma dispensa para participar do Pré-Olímpico Mundial. Usa para isso um atestado médico do Cavs que fala também sobre uma lesão.

Quando foi disputado o Pré das Américas, ano passado, Varejão não participou da competição por não ter renovado seu contrato com o Cleveland. Segundo ele, por isso não havia um seguro.

De fato, isso é verdade, mas ele poderia ter jogado se quisesse. O fato de não haver um seguro não impede qualquer jogador de entrar em quadra.

O que ele temia era uma contusão grave, o fim da carreira, e ficar na rua da amargura. Era isso.

Tanto que Dirk Nowitzki, segundo Moncho, pagou do próprio bolso um seguro para participar do Pré Mundial na Grécia. Varejão poderia ter feito o mesmo em Las Vegas.

Portanto, como disse, não se mostrou muito empenhado em jogar pela seleção brasileira.

Direito dele. Mas não venha com essa desculpa de que não jogou Las Vegas porque não tinha contrato com o Cavs e, por isso mesmo, estava sem seguro.

Repito: se quisesse, poderia ter jogado sem seguro ou feito um e pago do próprio bolso – ou, bem mais difícil, fazer a CBB pagá-lo.

Quanto a Leandrinho…

Bem, esse ainda é um caso obscuro. O silêncio dele em relação à seleção brasileira nos leva a crer que ele também não tem propósito algum em voltar a vestir a amarelinha.

Mas vamos esperar o tempo passar para fazermos qualquer comentário definitivo para não corrermos o risco de cometer injustiça.

Eu conheço Leandrinho desde os tempos em que ele jogava com a camisa do Bauru/Tilibra.

Ele mudou muito. E não foi para melhor.

Autor: Fábio Sormani Tags:

sexta-feira, 6 de junho de 2008 Sem categoria | 12:39

LAKERS FICA ATOLADO E BOSTON FAZ 1-0

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Pierce deixa a quadra saudado pelos torcedores; ele foi o nome do jogo (AP)

O Celtics mostrou pela terceira vez consecutiva nesta temporada que consegue controlar Kobe Bryant. Então, esse negócio de tirar o volume dos companheiros porque Kobe é imparável, parece ser bobagem. Pelo menos para o Boston.

Kobe sucumbiu diante da poderosa marcação alviverde, especialmente de Paul Pierce. No momento decisivo da partida, ou seja, no último quarto, foi um desastre: marcou apenas quatro pontos (1-6), cobrou só dois lances-livres e não apanhou nenhum rebote.

Mas o desastre foi num todo, não apenas no quarto derradeiro. Kobe acertou apenas nove de seus 26 arremessos. Teve um embaraçoso desempenho de 34.6% de seus chutes. Só para comparar, na série contra o Denver a sua performance foi de 50%; diante do Utah, 49.1%; e frente ao San Antonio, 53.3%.

Somando-se os três jogos frente ao Celtics, Kobe arremessou 72 bolas e derrubou 24. Percentual de acerto: 33.3%. Sua atuação nestes playoffs (sem contar o jogo de ontem) era: 169-332 = 50.9%. Muito superior.

Ontem, Kobe parecia um louco em quadra. Marcou apenas 24 pontos, contra uma média de 31.9 nesta fase final. Fez tudo o que não deveria ter feito.

Forçou o jogo, esqueceu-se dos companheiros, ignorou o ataque dos triângulos e defendeu muito mal, especialmente quando Pierce voltou ao jogo depois da contusão e meteu duas bolas de três, completamente à vontade e com Kobe longe da jogada, como se não estivesse nem aí.

Aquelas duas bolas triplas foram importantíssimas para a vitória de 98-88 do Boston.

O que os torcedores do Lakers pensam neste momento é que jogadores do nível de Kobe não jogam mal duas partidas seguidas. A esperança é que ele confirme a regra e no domingo distribua seu cartão de visita aos seus marcadores.

Mas acontece que, como disse anteriormente, o Boston mostrou que consegue controlar Kobe. Especialmente Pierce, torcedor de carteirinha do Lakers, diga-se. Ele foi um gigante em quadra.

Fez 22 pontos, anulou Kobe, meteu aquelas duas bolas triplas que desnortearam o Lakers e atuou com o joelho direito torcido desde a metade do terceiro quarto.

Foi peça importante na azeitada engrenagem defensiva do Boston.

O Lakers entrou em quadra ontem (05/06) com uma média de 105.9 pontos por partida nestes playoffs. Desafiava uma defesa que permitia apenas 87.3 pontos por jogo a seus oponentes.

Com seu principal jogador comportando-se como um debilóide, o Lakers acabou sucumbindo: marcou 88 pontos, ficando dentro da média permitida pelo Celtics – ou 18 pontos abaixo do que ele, Lakers, costuma marcar. O time californiano teve um aproveitamento de apenas 41.6% nos chutes (32-77), contra 47.8%, a sua média nestes playoffs. Ou seja, aproveitou exatamente o que o Boston costuma consentir aos adversários, que é 42.1% de seus arremessos. Nas bolas de três, o Los Angeles perdeu 11 de suas 14 tentativas.

Um fiasco.

Mas não parou por aí: na briga pelos rebotes, nova vitória do Celtics: 46-33. O Lakers teve apenas dois contra-ataques no jogo – o que comprova a sua fragilidade defensiva e sua ausência no rebote de defesa – e apenas quatro segundas tentativas de pontuar – olhai novamente o problema dos rebotes.

Foi a terceira vitória seguida do Boston sobre o Lakers nesta temporada. A manchete do caderno de esportes do “Los Angeles Times” é significativa: “Para o Lakers, verde significa parar”, numa alusão aos sinais de trânsito.

O próximo jogo é domingo.

Se o Lakers continuar sofrendo de daltonismo, especialmente Kobe, esta série vai ser uma barbada para o Celtics.

Autor: Fábio Sormani Tags:

quinta-feira, 5 de junho de 2008 Sem categoria | 13:01

LAKERS DÁ HOJE SEU PRIMEIRO PASSO RUMO AO TÍTULO

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Garnett calibra o arremesso de meia distância no treino de ontem (Reuters)


Kobe faz o mesmo no último trabalho do Lakers antes da decisão (Reuters)

Começa hoje a final da NBA. Em quem você aposta? Na melhor defesa da liga e no melhor defensor ou no melhor ataque e no MVP?

Após 21 anos, Celtics e Lakers, as duas franquias mais populares dos EUA voltam a se enfrentar em uma decisão. Era tudo o que a NBA queria.

A série final será mostrada ao vivo – inclusive o Brasil, graças a Deus! – para 215 países. A liga estima que quase um bilhão de pessoas em todo o planeta estejam com os olhos bem abertos vendo os dois velhos rivais frente a frente uma vez mais.

Os índices de audiência na televisão vão aumentar pra dedéu. David Stern, o presidente da NBA, esfrega as mãos. A arrecadação será grande, todos sabem.

Mas, é bom que se diga, a NBA não trabalhou para isso. De fato, os dois melhores times do campeonato estão na final.

Será – como todos nós estamos carecas de saber – a 11ª. vez em que Boston e Los Angeles farão o duelo derradeiro, com o Celtics liderando essa corrida em 8-2.

Os dois times, juntos, ganharam 30 dos 61 campeonatos disputados até hoje, competição que começou no longínquo ano de 1947; século passado, portanto.

Isso fez das duas as mais notórias equipes da liga. Prova disso, nesta temporada, são os números que eles mostram como visitante: o Boston tem a melhor média de público quando joga no ginásio adversário, com 19.042 torcedores assistindo suas partidas, seguido do Lakers, com 18.671.

O Celtics é, reconhecidamente, a melhor retaguarda da NBA na atualidade. Liderou o campeonato em percentual de arremesso certo permitido aos adversários. E todo o seu processo defensivo é baseado em Kevin Garnett, eleito o melhor jogador de defesa desta temporada.

Mesmo tendo uma defesa difícil de ser transposta, o Celtics já perdeu oito partidas nestes playoffs, enquanto que o Lakers foi derrotado em apenas três ocasiões. Contradição? De jeito nenhum. Vale para a defesa do Boston o que se aplica aos jogadores: não dá para jogar bem todas as noites.

A defensiva alviverde passou por maus bocados no começo destes playoffs quando jogou no ginásio estrangeiro. Mas na série contra o Detroit, na decisão da Conferência Leste, desafiando o segundo melhor time da liga, o Celtics viajou três vezes até Michigan e venceu duas partidas.

O time se recuperou e voltou a atuar com a mesma solidez defensiva da temporada regular, quando permitiu aos oponentes 90 pontos por jogo. Nestes playoffs, subtraiu três dos adversários: 87. Permite aos oponentes um aproveitamento de 42.1% de seus arremessos.

Já o Lakers tem no ataque o seu cartão de visitas. Anotou, em média, 108 pontos por partida na fase de classificação. Caiu um pouco nestes playoffs (105.8), mas é a melhor ofensiva da NBA nos playoffs, com um aproveitamento de 47.8% de seus chutes.

Kobe Bryant, obviamente, é o catalisador das ações ofensivas do Lakers. Tem uma média de 31.4 pontos por partida e é o principal cestinha destes playoffs.

O camisa 24 é, disparado, o melhor jogador de basquete do planeta na atualidade. Pontua de todos os cantos da quadra. Com sua habilidade e inteligência executa com perfeição o Triângulo Ofensivo criado por Tex Winter, o auxiliar técnico de Phil Jackson.

Com isso, exige dos companheiros o mesmo nível de compreensão e desempenho, senão o sistema não funciona. Com a máquina azeitada, Kobe é quem tira partido disso. Como? Pontuando, é evidente.

A pergunta que fica é: teria o Boston um jogador para marcá-lo?

Eu acho que não.

O que fazer, então? Como escrevi ontem, o Celtics tem que concentrar suas forças defensivas nos demais jogadores. Subtrair o volume de jogo deles é essencial para ganhar o campeonato.

Se eles pouco contribuírem, vai chegar um momento que Kobe pode se cansar. Afinal, ele é um ser humano – não é Michael Jordan, como se sabe.

Portanto: conseguirá a melhor zaga da NBA segurar os companheiros de Kobe Bryant?

Como eu perguntei no começo desse texto, você aposta em quem? Na melhor defesa ou no melhor ataque?

Por outro lado, não seria simplista demais da minha parte limitar essa decisão a ataque contra defesa?

Não há outros componentes a serem analisados?

Claro que sim.

Que tal os dois técnicos?

Vamos a eles então.

Neste duelo, o Lakers leva grande vantagem. Phil Jackson é bem superior a Doc Rivers.

E o engraçado é que nos EUA muita gente não vê tanta qualidade assim no treinador californiano. E o cara já venceu nove campeonatos!

Se ganhar este, desempatará o confronto com o falecido Red Auerbach, que formou a dinastia do Boston nos anos 1950 e 60, e se tornará o técnico com mais títulos conquistados na história da NBA. Mas nos EUA, compará-los é uma heresia.

Por quê?

A maioria das pessoas não gosta do jeito zen de Phil no banco de reservas.

Mas é exatamente esse jeito que faz com que os jogadores amadureçam e entendam melhor o jogo. Ao ficar com aquela cara de boi sonso quando o time está passando por apuros dentro de quadra, sem pedir um tempo, Phil deixa para os jogadores, eles próprios, saírem do buraco.

Isso os faz amadurecer e, como falei, entender melhor o que se passa em quadra.

Além disso, ele consegue mexer com o íntimo de cada um de seus atletas. O maior exemplo? O que fez com Kobe Bryant, lembram-se? De garoto mimado e irrequieto, transformou-o em líder do time.

Tem mais: muitas vezes, Phil deixa seus principais jogadores no banco quando o time está levando uma sova do adversário. Por quê? Para motivá-los. Ao presenciarem sentados a tragédia em quadra, o jogador fica alucinado querendo entrar no jogo para mudá-lo. Quando isso acontece, quase sempre a equipe modifica o cenário e se recupera.

Que tal falarmos agora do banco de cada time?

Nova vantagem do Lakers.

A equipe de Los Angeles pode recorrer mais aos seus reservas. Jordan Farmar, Sasha Vujacic, Luke Walton, Ronny Turiaf são bem mais eficientes e melhores tecnicamente do que Sam Cassell, James Posey, P.J. Brown, Eddie House e Leon Powe.

E o fator quadra pode equilibrar este confronto, já que o Lakers tem Kobe, Phil e um banco melhor?

Como todos nós estamos cansados de saber, num mata-mata em dois jogos, ou em apenas um – como acontece no college -, a zebra pode aparecer; numa série melhor de sete, mesmo com a desvantagem de mando de quadra, o melhor sempre vence.

E este time é o Lakers.

Autor: Fábio Sormani Tags:

quarta-feira, 4 de junho de 2008 Sem categoria | 20:21

VAREJÃO PEDE DISPENSA, OUTROS DEVERÃO FAZER O MESMO

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Anderson Varejão pediu dispensa da seleção brasileira. Está com problemas no tornozelo esquerdo e na perna direita, informou a assessoria de imprensa do Cleveland.

Está na cara que Varejão foi pressionado pelo Cavs para não disputar o Pré-Olímpico e cuidar da saúde. A renovação de contrato dele com o time de Ohio foi supercomplicada, lembram-se?

Por isso, ele deve ter atendido a determinação da chefia.

Em primeiro lugar o patrão, que paga-lhe polpudo salário. Varejão assinou um contrato de três temporadas com o Cleveland e vai receber pouco mais de US$ 17,3 milhões.

Muita grana. O Cleveland não vai querer desembolsar essa dinheirama toda para ver um de seus principais jogadores no DM.

E como fica a seleção?

Bem, com Varejão pulando fora do barco, o próximo deve ser Leandrinho, que também está com problema de contusão. Vai ser pressionado pelo Phoenix, está na cara também.

E quando Leandrinho pular fora, o seguinte deve ser Nenê, que está se restabelecendo de uma cirurgia que extirpou um tumor nos testículos.

Com os três fora de combate, o time do técnico Moncho Monsalve deve ser: Marcelinho Huertas, Marcelinho Machado, Guilherme Giovanoni, JP Batista e Tiago Splitter.

Dá pra encarar o Pré-Olímpico Mundial?

Nem com promessa.

Infelizmente, o Brasil ficará mais uma Olimpíada chupando o dedo.

Torço para estar errado e quebrar a cara.

Autor: Fábio Sormani Tags:

Sem categoria | 16:09

OBAMA, BOM DE VOTO, MAS BOM DE BOLA?

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O vídeo está rodando por toda a internet.

Barack Obama, candidato oficial do Partido Democrata à presidência dos EUA, é um baita fã de basquete; você sabia? Eu não.

Barry, como era conhecido nos tempos de “high school”, o nosso ensino médio, bateu sua primeira bolinha nas quadras da Punahou School, em Honolulu (Havaí), onde nasceu. Usava a camisa 23.

Não era grande coisa, é verdade. Tanto assim que, quando terminou o “high school”, acabou parando na Occidental College, em Los Angeles, faculdade que faz parte da 3ª. divisão do basquete universitário dos EUA.

Como era bem melhor com os livros nas mãos, acabou transferindo-se para a Columbia University, que faz parte da Ivy League, grupo das principais universidades dos EUA.

Lá, usou as mãos apenas para manusear cadernos e livros.

Mas isso pouco importa.

O que vale é conferir as habilidades basquetebolística deste que pode se tornar o primeiro presidente negro na história dos EUA.

E canhoto.

Confira!

Autor: Fábio Sormani Tags:

Sem categoria | 11:42

KOBE É IMPARÁVEL, O NEGÓCIO É SEGURAR OS OUTROS

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Kobe Bryant diverte-se no último treino do Lakers em Los Angeles (AP)

O Boston está muito confiante. Acredita que pode conter Kobe Bryant nestas finais. E consequentemente ganhar o título, que não vem desde 1986.

Toma como base os números.

Nos dois confrontos entre Celtics e Lakers nesta temporada, na fase de classificação, o Boston levou a melhor em ambos e conteve Kobe em quadra.

No primeiro embate, no TD Banknorth Garden (vitória por 107-94), Kobe marcou 28 pontos, mas teve um aproveitamento ruim: nove arremessos certeiros em 21 tentados, o que dá uma média de 42.8% de aproveitamento.

No segundo encontro, no Staples Center (triunfo por 110-91), o desempenho de Kobe foi muitíssimo pior: 22 pontos, tendo acertado apenas seis arremessos em 25 arremessados. Percentual de 24%. Ridículo.

Só para lembrar: nestes playoffs, Kobe tem um aproveitamento de 51% nos arremessos.

Naquela época, é bom frisar, o time ainda não contava com Pau Gasol. E Lamar Odom era a segunda opção de ataque do Lakers, algo que ele não conseguia suportar.

Lamar não tem estofo para uma carga dessas. Também por isso a contratação do espanhol foi muito boa, pois passou Odom para o terceiro posto como opção ofensiva.

Livre da pressão de ser o desafogo quando Kobe está mal no jogo, ele agora vem desempenhando muito bem o seu papel. Com os ombros pesados, repito, sumia em quadra.

Foi o que aconteceu naqueles dois jogos.

No primeiro, Lamar ficou em quadra quase 32 minutos. Arremessou apenas sete bolas à cesta e acertou apenas duas. Saiu de quadra com miseráveis quatro pontos.

No segundo, Odom jogou quase 41 minutos – ou seja, praticamente toda a partida – e contribuiu um pouco mais: 14 pontos (6-17).

Agora, com Gasol, como disse, a vida mudou em Los Angeles.

Mesmo assim, o Celtics segue confiante.

Acredita que pode limitar também a capacidade de distribuição de jogo de Kobe Bryant.

Se, de fato, o Boston diminuir num todo o volume de jogo de Kobe, certamente ganhará o título.

Mas a pergunta que fica é: conseguirá?

Acho difícil.

Penso que a melhor tática do Celtics é marcar bem os outros jogadores do Lakers. Tentar diminuir o volume de jogo deles.

Há que se estar atento a Kobe durante toda a série, é claro, mas não se pode ficar obcecado com o camisa 24 do Lakers.

Sozinho, ele não vai ganhar essas finais. Kobe dependerá muito do desempenho de seus companheiros.

Alguém pode dizer: se não houver dobra em cima de Kobe, ele faz 50 pontos por partida.

Mas poderão ser insuficientes se os demais tiverem um desempenho pífio.

Portanto, penso que esta é a melhor – e única – alternativa para o Boston.

Veja o que aconteceu na série contra o Cleveland. Todos achavam que o Celtics não teria antídoto para LeBron James.

O Boston diminuiu um pouco o aproveitamento de King James (teve média de quase 27 pontos no confronto, contra exatos 30 pontos na temporada regular), mas anulou completamente os demais.

Mesmo na partida derradeira da série, quando LeBron fez 45 pontos, o Celtics saiu vencedor (97-92), pois os outros jogadores não foram vistos em quadra. Delont West fez 15 pontos, os demais ficaram abaixo dos dois dígitos.

Este, pois, para mim, é o segredo.

Autor: Fábio Sormani Tags:

terça-feira, 3 de junho de 2008 Sem categoria | 16:40

FLIP SAUNDERS É DEMITIDO INJUSTAMENTE PELO DETROIT

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Flip Saunders acabou de ser demitido. Joe Dumars, ex-jogador a atual presidente do Detroit, justificou: “É o momento de uma nova voz para liderar o nosso time”.

Saunders (em foto da AP) tinha mais um ano de contrato com o Pistons. Mas vai receber os US$ 5 milhões restantes de seu acordo de quatro anos, assinado em 2005, num total de US$ 20 milhões.

Eu não me importaria em ficar desempregado com essa grana no bolso. Flip também não. Não porque sabe que as contas a pagar serão pagas religiosamente em dia; mas porque sabe que a qualquer momento vai arrumar um time para dirigir na próxima temporada da NBA.

Cairia com uma luva no Chicago, que ainda procura um técnico.

Disse aqui mesmo neste espaço que Saunders ainda tem que provar que é um técnico top na liga. Mas a eliminação do Detroit pelo Boston não pode ser creditada a ele.

O principal jogador do time, o armador Chancey Billups, jogou a meia-bomba a série contra o Celtics, porque se machucou em Orlando.

Rip Hamilton também teve problemas com seu cotovelo e foi outro que deixou de ajudar o grupo no jogo derradeiro.

Então, o que fazer?

Taí uma demissão mais do que injusta.

Um ano a mais e com o desenvolvimento de Rodney Stuckey – que será inevitável -, o Detroit tinha tudo para voltar à decisão do Leste e chegar à final da NBA.

Faltou paciência a Dumars.

Autor: Fábio Sormani Tags:

Sem categoria | 14:59

JERRY WEST INSPIRA O LOGO DA NBA

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Jerry West e Kobe Bryant depois do título da conferência diante do Spurs(AP)

Você gosta do logo da NBA?

Eu acho sensacional.

Você sabia que ele foi desenhado em cima de uma foto de Jerry West?

Pois é, é isso mesmo.

Jerry West era o máximo quando jogava. Todos o chamavam de “Mister Clutch” por seu poder de decisão nos momentos difíceis.

Foi campeão universitário com a modesta West Virginia em 1959 e eleito o Most Outstanding Player (o MVP do college) do Final Four.

Em 1960 ganhou a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Roma.

Vestiu a camisa 44 do Lakers por 14 temporadas. É até hoje o artilheiro da história do Los Angeles com 25.192 pontos anotados.

Ganhou apenas um campeonato, o de 1972.

Chegou a outras oito finais e perdeu todas, a maioria delas para o Boston.

Mesmo assim, todos se curvavam à sua categoria.

Na decisão de 1969, depois de ter perdido pela sexta vez o título de campeão para o Celtics, agora dentro do Forum de Inglewood, em Los Angeles, West ficou arrasado. Também pudera: marcou 43 pontos, apanhou 13 rebotes e deu 12 assistências. Insuficientes para levar o Lakers ao título, o primeiro de sua carreira.

Para você ter uma idéia de quem foi Jerry West, os jogadores do Boston, capitaneado por Bill Russell, depois da partida, se dirigiram até o vestiário do Lakers. Ao entrar, Russell procurou West, pegou seu braço direito e levantou-o, numa reverência inédita. E disse: “Nós te amamos, Jerry”.

Naquela final, West foi eleito o MVP. Foi a única vez, em toda a história da NBA, que um jogador de um time derrotado levou a honraria.

Autor: Fábio Sormani Tags:

Sem categoria | 13:26

LAKERS PROCURA HOTEL EM BOSTON

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Inesperado problema para o Lakers: o time não conseguiu hotel em Boston para esta noite (03/06), quando a delegação chega para o jogo de quinta-feira.

Tudo porque há um congresso médico na cidade e, além disso, alunos de Harvard e do MIT estarão se graduando nesta terça-feira.

O que fazer?

Ir para Providence, em Rhode Island, que fica a uma hora de distância. A delegação dorme por lá e amanhã ruma para Boston.

De mala e cuia; ou seja, com o uniforme de treino no corpo, porque à tarde está marcado um trabalho para o TD Banknorth Garden, ginásio do Celtics.

Portanto, um imprevisto desnecessário, mas que acontece até mesmo na organizadíssima NBA.

Autor: Fábio Sormani Tags:

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