Publicidade

quarta-feira, 4 de junho de 2008 Sem categoria | 20:21

VAREJÃO PEDE DISPENSA, OUTROS DEVERÃO FAZER O MESMO

Compartilhe: Twitter

Anderson Varejão pediu dispensa da seleção brasileira. Está com problemas no tornozelo esquerdo e na perna direita, informou a assessoria de imprensa do Cleveland.

Está na cara que Varejão foi pressionado pelo Cavs para não disputar o Pré-Olímpico e cuidar da saúde. A renovação de contrato dele com o time de Ohio foi supercomplicada, lembram-se?

Por isso, ele deve ter atendido a determinação da chefia.

Em primeiro lugar o patrão, que paga-lhe polpudo salário. Varejão assinou um contrato de três temporadas com o Cleveland e vai receber pouco mais de US$ 17,3 milhões.

Muita grana. O Cleveland não vai querer desembolsar essa dinheirama toda para ver um de seus principais jogadores no DM.

E como fica a seleção?

Bem, com Varejão pulando fora do barco, o próximo deve ser Leandrinho, que também está com problema de contusão. Vai ser pressionado pelo Phoenix, está na cara também.

E quando Leandrinho pular fora, o seguinte deve ser Nenê, que está se restabelecendo de uma cirurgia que extirpou um tumor nos testículos.

Com os três fora de combate, o time do técnico Moncho Monsalve deve ser: Marcelinho Huertas, Marcelinho Machado, Guilherme Giovanoni, JP Batista e Tiago Splitter.

Dá pra encarar o Pré-Olímpico Mundial?

Nem com promessa.

Infelizmente, o Brasil ficará mais uma Olimpíada chupando o dedo.

Torço para estar errado e quebrar a cara.

Autor: Fábio Sormani Tags:

Sem categoria | 16:09

OBAMA, BOM DE VOTO, MAS BOM DE BOLA?

Compartilhe: Twitter

O vídeo está rodando por toda a internet.

Barack Obama, candidato oficial do Partido Democrata à presidência dos EUA, é um baita fã de basquete; você sabia? Eu não.

Barry, como era conhecido nos tempos de “high school”, o nosso ensino médio, bateu sua primeira bolinha nas quadras da Punahou School, em Honolulu (Havaí), onde nasceu. Usava a camisa 23.

Não era grande coisa, é verdade. Tanto assim que, quando terminou o “high school”, acabou parando na Occidental College, em Los Angeles, faculdade que faz parte da 3ª. divisão do basquete universitário dos EUA.

Como era bem melhor com os livros nas mãos, acabou transferindo-se para a Columbia University, que faz parte da Ivy League, grupo das principais universidades dos EUA.

Lá, usou as mãos apenas para manusear cadernos e livros.

Mas isso pouco importa.

O que vale é conferir as habilidades basquetebolística deste que pode se tornar o primeiro presidente negro na história dos EUA.

E canhoto.

Confira!

Autor: Fábio Sormani Tags:

Sem categoria | 11:42

KOBE É IMPARÁVEL, O NEGÓCIO É SEGURAR OS OUTROS

Compartilhe: Twitter

Kobe Bryant diverte-se no último treino do Lakers em Los Angeles (AP)

O Boston está muito confiante. Acredita que pode conter Kobe Bryant nestas finais. E consequentemente ganhar o título, que não vem desde 1986.

Toma como base os números.

Nos dois confrontos entre Celtics e Lakers nesta temporada, na fase de classificação, o Boston levou a melhor em ambos e conteve Kobe em quadra.

No primeiro embate, no TD Banknorth Garden (vitória por 107-94), Kobe marcou 28 pontos, mas teve um aproveitamento ruim: nove arremessos certeiros em 21 tentados, o que dá uma média de 42.8% de aproveitamento.

No segundo encontro, no Staples Center (triunfo por 110-91), o desempenho de Kobe foi muitíssimo pior: 22 pontos, tendo acertado apenas seis arremessos em 25 arremessados. Percentual de 24%. Ridículo.

Só para lembrar: nestes playoffs, Kobe tem um aproveitamento de 51% nos arremessos.

Naquela época, é bom frisar, o time ainda não contava com Pau Gasol. E Lamar Odom era a segunda opção de ataque do Lakers, algo que ele não conseguia suportar.

Lamar não tem estofo para uma carga dessas. Também por isso a contratação do espanhol foi muito boa, pois passou Odom para o terceiro posto como opção ofensiva.

Livre da pressão de ser o desafogo quando Kobe está mal no jogo, ele agora vem desempenhando muito bem o seu papel. Com os ombros pesados, repito, sumia em quadra.

Foi o que aconteceu naqueles dois jogos.

No primeiro, Lamar ficou em quadra quase 32 minutos. Arremessou apenas sete bolas à cesta e acertou apenas duas. Saiu de quadra com miseráveis quatro pontos.

No segundo, Odom jogou quase 41 minutos – ou seja, praticamente toda a partida – e contribuiu um pouco mais: 14 pontos (6-17).

Agora, com Gasol, como disse, a vida mudou em Los Angeles.

Mesmo assim, o Celtics segue confiante.

Acredita que pode limitar também a capacidade de distribuição de jogo de Kobe Bryant.

Se, de fato, o Boston diminuir num todo o volume de jogo de Kobe, certamente ganhará o título.

Mas a pergunta que fica é: conseguirá?

Acho difícil.

Penso que a melhor tática do Celtics é marcar bem os outros jogadores do Lakers. Tentar diminuir o volume de jogo deles.

Há que se estar atento a Kobe durante toda a série, é claro, mas não se pode ficar obcecado com o camisa 24 do Lakers.

Sozinho, ele não vai ganhar essas finais. Kobe dependerá muito do desempenho de seus companheiros.

Alguém pode dizer: se não houver dobra em cima de Kobe, ele faz 50 pontos por partida.

Mas poderão ser insuficientes se os demais tiverem um desempenho pífio.

Portanto, penso que esta é a melhor – e única – alternativa para o Boston.

Veja o que aconteceu na série contra o Cleveland. Todos achavam que o Celtics não teria antídoto para LeBron James.

O Boston diminuiu um pouco o aproveitamento de King James (teve média de quase 27 pontos no confronto, contra exatos 30 pontos na temporada regular), mas anulou completamente os demais.

Mesmo na partida derradeira da série, quando LeBron fez 45 pontos, o Celtics saiu vencedor (97-92), pois os outros jogadores não foram vistos em quadra. Delont West fez 15 pontos, os demais ficaram abaixo dos dois dígitos.

Este, pois, para mim, é o segredo.

Autor: Fábio Sormani Tags:

terça-feira, 3 de junho de 2008 Sem categoria | 16:40

FLIP SAUNDERS É DEMITIDO INJUSTAMENTE PELO DETROIT

Compartilhe: Twitter

Flip Saunders acabou de ser demitido. Joe Dumars, ex-jogador a atual presidente do Detroit, justificou: “É o momento de uma nova voz para liderar o nosso time”.

Saunders (em foto da AP) tinha mais um ano de contrato com o Pistons. Mas vai receber os US$ 5 milhões restantes de seu acordo de quatro anos, assinado em 2005, num total de US$ 20 milhões.

Eu não me importaria em ficar desempregado com essa grana no bolso. Flip também não. Não porque sabe que as contas a pagar serão pagas religiosamente em dia; mas porque sabe que a qualquer momento vai arrumar um time para dirigir na próxima temporada da NBA.

Cairia com uma luva no Chicago, que ainda procura um técnico.

Disse aqui mesmo neste espaço que Saunders ainda tem que provar que é um técnico top na liga. Mas a eliminação do Detroit pelo Boston não pode ser creditada a ele.

O principal jogador do time, o armador Chancey Billups, jogou a meia-bomba a série contra o Celtics, porque se machucou em Orlando.

Rip Hamilton também teve problemas com seu cotovelo e foi outro que deixou de ajudar o grupo no jogo derradeiro.

Então, o que fazer?

Taí uma demissão mais do que injusta.

Um ano a mais e com o desenvolvimento de Rodney Stuckey – que será inevitável -, o Detroit tinha tudo para voltar à decisão do Leste e chegar à final da NBA.

Faltou paciência a Dumars.

Autor: Fábio Sormani Tags:

Sem categoria | 14:59

JERRY WEST INSPIRA O LOGO DA NBA

Compartilhe: Twitter

Jerry West e Kobe Bryant depois do título da conferência diante do Spurs(AP)

Você gosta do logo da NBA?

Eu acho sensacional.

Você sabia que ele foi desenhado em cima de uma foto de Jerry West?

Pois é, é isso mesmo.

Jerry West era o máximo quando jogava. Todos o chamavam de “Mister Clutch” por seu poder de decisão nos momentos difíceis.

Foi campeão universitário com a modesta West Virginia em 1959 e eleito o Most Outstanding Player (o MVP do college) do Final Four.

Em 1960 ganhou a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Roma.

Vestiu a camisa 44 do Lakers por 14 temporadas. É até hoje o artilheiro da história do Los Angeles com 25.192 pontos anotados.

Ganhou apenas um campeonato, o de 1972.

Chegou a outras oito finais e perdeu todas, a maioria delas para o Boston.

Mesmo assim, todos se curvavam à sua categoria.

Na decisão de 1969, depois de ter perdido pela sexta vez o título de campeão para o Celtics, agora dentro do Forum de Inglewood, em Los Angeles, West ficou arrasado. Também pudera: marcou 43 pontos, apanhou 13 rebotes e deu 12 assistências. Insuficientes para levar o Lakers ao título, o primeiro de sua carreira.

Para você ter uma idéia de quem foi Jerry West, os jogadores do Boston, capitaneado por Bill Russell, depois da partida, se dirigiram até o vestiário do Lakers. Ao entrar, Russell procurou West, pegou seu braço direito e levantou-o, numa reverência inédita. E disse: “Nós te amamos, Jerry”.

Naquela final, West foi eleito o MVP. Foi a única vez, em toda a história da NBA, que um jogador de um time derrotado levou a honraria.

Autor: Fábio Sormani Tags:

Sem categoria | 13:26

LAKERS PROCURA HOTEL EM BOSTON

Compartilhe: Twitter

Inesperado problema para o Lakers: o time não conseguiu hotel em Boston para esta noite (03/06), quando a delegação chega para o jogo de quinta-feira.

Tudo porque há um congresso médico na cidade e, além disso, alunos de Harvard e do MIT estarão se graduando nesta terça-feira.

O que fazer?

Ir para Providence, em Rhode Island, que fica a uma hora de distância. A delegação dorme por lá e amanhã ruma para Boston.

De mala e cuia; ou seja, com o uniforme de treino no corpo, porque à tarde está marcado um trabalho para o TD Banknorth Garden, ginásio do Celtics.

Portanto, um imprevisto desnecessário, mas que acontece até mesmo na organizadíssima NBA.

Autor: Fábio Sormani Tags:

segunda-feira, 2 de junho de 2008 Sem categoria | 13:45

“BEAT LA”, QUANDO SURGIU ESTE CÂNTIDO NOS GINÁSIOS DA NBA?

Compartilhe: Twitter

“Beat LA”, “Beat LA”, “Beat LA”.

Este é um dos cânticos mais conhecidos nos ginásios da NBA.

Por ser um dos mais eficientes times da liga, o Lakers passou a ser também o repositório da ira de muitos fãs. Meu time não foi campeão? Então vamos torcer contra o Lakers.

O site do diário “The Boston Globe” publica hoje (02/06) um texto sobre a origem do cântico. Que ele foi criado em Boston ninguém tinha dúvida. Mas quando isso aconteceu?

Para muitos, ele teria surgido nos embates decisivos entre Celtics e Lakers na década de 1980, quando Magic Johnson, James Worthy e Kareem Abdul-Jabbar travaram batalhas homéricas contra Larry Bird, Kevin McHalle e Robert Parrish.

Mas não foi bem assim que o cântico apareceu.

Ele surgiu a 26 segundos do final do jogo sete entre Boston e Philadelphia na decisão da Conferência do Leste de 1982. Com o Celtics batido e o Sixers se classificando para a final contra o Lakers, que tinha eliminado o San Antonio por 4-0, os torcedores bostonianos criaram ali, irados, o cântico.

“Beat LA”, “Beat LA”, “Beat LA”.

Há, inclusive, um vídeo no YouTube onde tudo está comprovado.

Divirta-se!

Autor: Fábio Sormani Tags:

domingo, 1 de junho de 2008 Sem categoria | 18:38

CELTICS-LAKERS É HISTÓRIA PURA DA NBA

Compartilhe: Twitter

Phil Jackson posa com o troféu de campeão; fosse aqui no Brasil…(AP)

A decisão começa na próxima quinta-feira.

Você está preparado?

É um privilégio, uma dádiva divina poder acompanhar uma decisão entre Celtics e Lakers. As duas franquias mais charmosas da NBA. História pura.

Juntas, elas têm quase que a metade dos títulos distribuídos pela NBA ao longo de seus 61 anos de história. 30 no total: 16 do Celtics contra 14 do Lakers.

Vão fazer a 11a. decisão entre ambos. A vantagem do Boston é esmagadora: 8-2.

Tudo começou em 1959, quando os dois times se enfrentaram pela primeira vez em uma decisão da NBA. O Boston varreu o Lakers, que na época estava baseado em Minneapolis.

Na década de 1960, as duas franquias se enfrentaram em seis finais. Todas vencidas pelo Celtics, já com o Lakers jogando em Los Angeles.

Nesta época, a rivalidade era entre Bill Russel e Bob Cousy, pelo Boston, e Elgin Baylor e Jerry West, pelo Lakers.

Nos dez anos seguintes, os dois times não se enfrentaram em nenhuma final.

Mas na década de 1980, o jogo voltou a pegar fogo quando Larry Bird, Kevin McHalle e Robert Parrish encontravam Magic Johnson, James Worthy e Kareem Abdul-Jabbar.

Foram três decisões entre eles. Na primeira, o Boston voltou a levar vantagem, abrindo 8-0 no confronto. Mas nas duas últimas o Lakers finalmente conseguiu quebrar o tabu e derrotar o Celtics.

Agora chegou a vez de Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen e Kobe Bryant, Pau Gasol e Lamar Odom reviverem uma rivalidade que esteve adormecida por mais de duas décadas.

Nas casas nas áreas metropolitanas de Boston e Los Angeles deitaram-se bandeiras das duas equipes. Nas ruas de ambas as cidades camisetas dos dois times são vistas a cada piscar de olhos.

A mídia abre largos espaços para noticiar a final, que terá outro ingrediente saboroso: a disputa entre Phil Jackson e Red Auerbach, o falecido patrono do Celtics.

Ambos os treinadores conquistaram nove títulos. Auerbach sempre dirigindo o Boston; Jackson, como técnico do Chicago (seis) e Lakers (três).

Se o Los Angeles for campeão, comenta-se que Phil irá comemorar fumando um charuto. Será uma homenagem a Auerbach. Se você não sabe, o antigo treinador do Boston era amigo inseparável de um bom exemplar cubano.

A vantagem do Lakers nas pesquisas via internet e nas previsões dos entendidos é grande. Mesmo com o Boston tendo a vantagem de quadra.

Kobe Bryant é o fator de desequilíbrio na série, acreditam os que apostam em favor do Lakers.

O Boston entrará nesta final mais cansado do que o Lakers. Jogou 20 vezes no últimos 41 dias. Duas dezenas de jogos nestes playoffs.

Aliás, se for campeão com um 4-0, vai igualar o número de partidas que o próprio Lakers, em 1988, e o San Antonio, em 2003, precisaram disputar para serem campeões.

Qualquer coisa acima de quatro jogos e o Boston quebra o recorde da NBA em caso de vencer o campeonato.

O Lakers, em contrapartida, está descansadinho da silva. Disputou seis jogos a menos: 15 em 39 dias.

Terá um dia a mais de repouso.

Um dia fará diferença? Aparentemente não, mas a gente não pode se esquecer que ninguém do trio do Boston tem menos de 30 anos, enquanto que o trio do Lakers apenas Lamar é trintão.

Sem contar que o time californiano tem mais opções de banco.

E por falar em banco, não há como comparar Phil Jackson e Doc Rivers.

Portanto, faço coro com a maioria – logo eu que tanto gosto de remar contra a maré.

Mas desta vez não tenho alternativa.

Autor: Fábio Sormani Tags:

sábado, 31 de maio de 2008 Sem categoria | 13:42

PIERCE CHEGA À FINAL CONTRA O SEU TIME DO CORAÇÃO

Compartilhe: Twitter

Pierce celebra a classificação do Boston para as finais da NBA (AP)

“Deus sabia que eu não queria voltar a Boston para um sétimo jogo”.

Paul Pierce teve sua prece atendida.

Talvez Papai do Céu, ao ver todo o esforço de Pierce em quadra, decidiu recompensá-lo com a vitória do seu time sobre o Detroit por 89-81, ontem (30/05) à noite, na quadra do Pistons, em Auburn Hills.

Pierce foi um gigante em quadra. Terminou a partida com 27 pontos, dois a menos do que Chancey Billups (o cestinha do jogo) e liderou o Celtics ao seu 20º. título da Conferência Leste, garantindo a equipe na final da NBA, o que não acontecia desde 1987.

E pela 11ª. vez, o Boston fará a final da liga contra o Lakers. É contra o Lakers… o time do coração de Paul Pierce. Isso mesmo: Pierce é torcedor de carteirinha da equipe californiana.

O camisa 34 do Boston cresceu no bairro de Inglewood, em Los Angeles, onde o Lakers mandou seus jogos de 1960 até o ano de 1999, quando mudou-se para o Staples Center.

O lar do time era o The Forum de Inglewood, mais conhecido como The Great Western Forum.

Foi exatamente lá que Pierce, ainda pivete de rua, vivenciou parte da rivalidade entre Lakers e Boston. Tinha apenas sete anos quando começou a assistir as partidas de basquete e a entender o jogo.

O primeiro campeonato que acompanhou foi o da temporada 1983/84. O Lakers chegou à final novamente. E contra o Boston, de quem havia perdido as sete decisões disputadas. Depois de sete partidas, o vara-pau foi dormir chorando ao ver o seu Lakers ser batido no jogo derradeiro em Boston por 111-102.

Oito decisões contra o Boston, oito vice-campeonatos.

O trauma era grande.

No ano seguinte, Paul Pierce teve suas preces atendidas e o Lakers voltou à final da NBA. E contra o Boston, exatamente como ele queria. Mas, como acontecera no ano anterior, o Celtics entrou na decisão com a vantagem de quadra.

Os jogos finais foram emocionantes.

Na primeira partida, no extinto Boston Garden, o Celtics venceu por 148-114, jogo que foi disputado no Memorial Day, última segunda-feira do mês de maio, dia em que os americanos homenageiam todos aqueles que morreram em ações militares. A partida ficou conhecida como “Memorial Day Massacre”.

Com o moral lá em baixo e humilhadíssimo, o Lakers fez o que ninguém imaginava: venceu o segundo embate por 109-102, empatando a disputa em 1-1.

A série mudou-se então para Los Angeles, onde haveria as três partidas seguintes. Pronto: basta vencê-las para se conquistar o título da temporada, quebrando o tabu de jamais ter derrotado o Boston em uma final.

No primeiro jogo na Califórnia, o Lakers pulou na frente em 2-1 com um triunfo por 136-111, para delírio dos torcedores, entre eles Paul Pierce. Mas o pesadelo recomeçou quando o Boston empatou em 2-2 o confronto seguinte, ao vencer por apenas dois pontos: 107-105.

No último jogo na Califórnia, o Lakers desempatou: 120-111.

Todos pegaram o avião e cortaram os EUA em direção à Nova Inglaterra. Mais dois confrontos poderiam ser disputados no Garden se o Boston vencesse a sexta partida da série.

Mas o Lakers, desta vez, não deixou a chance escapar e venceu o Celtics por 111-100 e fechou a decisão em 4-2.

Pierce viu pela primeira vez seu time do coração ser campeão. E contra o Boston, exatamente como ele queria.

Dois anos depois, voltou a sentir o mesmo sabor quando novamente o Lakers bateu o Celtics pelos mesmos 4-2 e garantiu seu décimo título de campeão, quatro a menos do que seu arqui-rival.

Foi a última vez que as duas franquias se enfrentaram em uma decisão da NBA. Como se vê, o Boston leva vantagem de 8-2.

O Boston é o time que mais títulos conquistou na história da NBA: 16. O Lakers vem a seguir, com 14.

Pierce ainda vibrou com o campeonato vencido diante do Detroit na temporada 1987/88, mas nada se comparou aos dias de glória vividos depois da conquista de 1985, mais ainda do que a de 1987, certamente.

Aquilo ficou na cabeça do menino vara-pau, que queria ser jogador de basquete.

Hoje, 23 anos depois, Pierce vai vivenciar novamente uma decisão entre Lakers e Celtics. Mas desta vez dentro da quadra, e em lado oposto.

“Isso (as finais) significa muito para mim, que cresci em Los Angeles vendo a rivalidade entre Lakers e Celtics”, disse Pierce. “Como garoto, eu odiava o Boston. Agora eu vou voltar para minha casa para jogar contra o time do meu coração. Aquela rivalidade revolucionou o jogo de basquete. Hoje eu faço parte dela”.

Você conseguiria jogar contra o time do seu coração? Essa é uma pergunta que não encontra uma resposta única.

Qual será a que Pierce vai dar ao final da decisão?

Mas aguardar.

Autor: Fábio Sormani Tags:

sexta-feira, 30 de maio de 2008 Sem categoria | 14:06

KOBE MUDA COMPORTAMENTO E LAKERS VAI À FINAL DA NBA

Compartilhe: Twitter

Kobe faz mais dois pontos diante de Duncan (AP)

Kobe Bryant ainda está na pauta do dia. O campeonato começou há quase duas semanas e o mimado craque do Lakers continua indócil. Quer deixar a franquia. Aliás, já disse isso pra todo mundo.

Kobe está incomodado com a fraqueza do time. Diz que do jeito que está não tem condições de ganhar campeonatos (cá pra nós, ele tem razão). Por isso, quer se mandar.

Seu comportamento, entretanto, custou-lhe um pesado tributo no jogo inaugural desta temporada. Num ineditismo constrangedor, foi vaiado impiedosamente pelos 18.997 torcedores do Lakers que lotaram o Staples Center, que fica no coração de LA, quando da apresentação dos jogadores titulares na derrota para o Houston (95-93).

A vaia estrondosa já passou. O time voltou a jogar no Staples e isso não mais aconteceu. Mas o torcedor sente-se traído.

Ele se pergunta: porque o time é fraco é motivo para virar as costas para quem sempre o tratou com carinho e distinção?

Não, não é, pensam os fãs.

Cá pra nós, concordo mais uma vez. Agora com os torcedores.

————————————–

Esta é parte de um artigo que escrevi em novembro do ano passado. Quem me acompanha aqui no iG há de se lembrar.

Kobe, como disse, estava indócil, queria ir embora. Isso mesmo, queria ir embora do Lakers!

E havia muito tempo. Desde o final da temporada passada, para ser mais exato.

Ele não se conformava principalmente com o trabalho realizado pelo gerente geral da franquia, Mitch Kupchak.

“Esse cara não entende nada”, dizia sempre, pedindo a volta de Jerry West, que ocupava o cargo – West que foi o responsável pela sua contratação em 1996, numa troca com o Hornets envolvendo o pivô Vlade Divac, negócio da China, convenhamos.

Kobe chegou a entrar na sala do dono do Lakers, Jerry Buss, para dizer que se Kupchak não fosse demitido e West recontratado, iria embora.

Foi acalmado pelo patrão.

A birra de Kobe com Kupchak, que jogou no Lakers de 1981 a 1986 e ganhou dois campeonatos, começou com a troca de Shaquille O’Neal com o Miami, em 2004. O Lakers recebeu Lamar Odom, Caron Butler e Brian Grant. Kobe torceu o nariz para os três.

Para piorar, um ano depois, Kupchak mandou Butler – o destaque do três e que se tornou o melhor amigo de Kobe no time – para o Washington e recebeu o pivô Kwame Brown, troca que se revelou um desastre.

No ano passado, quando o time foi eliminado pelo Phoenix nos playoffs, Kobe, inconformado com a eliminação, acionou novamente sua metralhadora contra Kupchak (na foto, levantando o troféu).

“Esse cara não entende nada”, voltou a dizer, tudo porque o executivo não aceitou trocar Jason Kidd por Andrew Bynum, como queria Kobe.

“Onde já se viu deixar de pegar um futuro ‘hall of famer’ para ficar com um garoto?”, indignou-se à época. Segundo Kobe, para chegar ao título, o Lakers precisava da experiência de Kidd.

Exatamente por causa deste comportamento individualista, o camisa 24 não se dava com ninguém dentro da franquia, exceto o técnico Phil Jackson. Era odiado por quase todos em função deste egocentrismo.

Quase sete meses depois de ter sido vaiado em pleno Staples Center, ontem (29/05) Kobe foi aplaudido de pé pelos torcedores e pelos companheiros ao levantar a bola prateada de campeão da Conferência do Oeste, o que dá ao Lakers o direito de disputar o título desta temporada, o que não acontecia desde 2004. Foi o segundo bom fruto que ele colheu da ótima semente que ele plantou dentro da franquia.

O que aconteceu para que houvesse toda essa mudança?

Depois de uma longa conversa com Jackson, logo após o incidente da vaia contra o Houston, Kobe resolveu fechar o bico. Ninguém sabe o que eles falaram. Mas Phil fez a cabeça dele.

Kobe buscou uma reaproximação com os companheiros. Passou a convidá-los para jantares em família. Ou em sua mansão, em Newport Beach, ou em restaurantes que ele fechava para a confraternização.

As cobranças e as broncas diminuíram e todos começaram a se sentir bem na presença do mimado jogador.

Kobe passou também a tratar melhor os torcedores. Dentro e fora de casa. Não recusava mais um pedido de autógrafo, uma foto ou um simples aperto de mão.

Mudou seu comportamento também com os jornalistas. Passou a tratá-los com atenção.

Antes de levantar a bola prateada, Kobe foi escolhido, pela mídia – é, pela mídia – como o melhor jogador desta temporada, troféu que ele nunca tinha conquistado e que tanto cobiçava.

Este foi o primeiro fruto bom que ele colheu depois da longa conversa com Phil Jackson.

Com o espírito acalmado, foi percebendo a qualidade diretiva de Kupchak. O primeiro sinal veio com o desempenho de Bynum. Deve ter pensado: “É, acho que o cara (Mitch) tem razão, o moleque é bom de bola”. Já pensou se o Lakers o tivesse trocado por Kidd?

E o respeito definitivo para com Kupchak veio quando o executivo trocou Kwame Brown por Pau Gasol – outro negócio da China, concordam?

Voltando ao começo da história: a troca de Shaq com o Miami foi, na verdade, por Lamar e Gasol. Não foi um negócio da China?

“Antes eu dava um F para Mitch, hoje eu dou um A”, disse, recentemente, Kobe Bryant.

A cerimônia de entrega da bola prateada foi ironicamente apresentada por Jerry West. Ele entregou o troféu primeiro para Mitch Kupchak. Elogiou a todos, jogadores – especialmente Kobe -, técnicos, dirigentes e a cidade de Los Angeles. Kupchak agradeceu e fez o mesmo. Kobe também, mas sem mencionar Kupchak.

Nem precisava.

O incontido e largo sorriso em seu rosto era sinal mais do que evidente de aprovação por tudo o que tem sido feito dentro do Los Angeles Lakers.

E o passo derradeiro começará a ser dado a partir de 5 de junho, quinta-feira da semana que vem.

Não consigo ver outro final para esta história.

Autor: Fábio Sormani Tags:

  1. Primeira
  2. 140
  3. 150
  4. 160
  5. 168
  6. 169
  7. 170
  8. 171
  9. 172
  10. 180
  11. Última