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segunda-feira, 12 de março de 2012 NBA | 00:43

O CASO LEBRON JAMES E A INTERPRETAÇÃO DO TEXTO

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LeBron James não leva mesmo sorte. Vinha fazendo tudo certinho…

Foram estas as minhas duas primeiras frases do texto sobre LeBron James e o jogo contra o Indiana. Vou repetir o que escrevi: LeBron James não leva mesmo sorte. Vinha fazendo tudo certinho…

Ou seja: se ele vinha fazendo tudo certinho é porque ele estava jogando bem, cumprindo brilhantemente seu papel.

Se o cara vinha fazendo tudo certinho e cumprindo brilhantemente o seu papel e não levou sorte é porque o fim da história não ocorreu do jeito que ele gostaria que ocorresse e do jeito que ele merecia que fosse.

Em nenhum momento no texto eu falei em amarelar ou afinar. Eu só disse que LeBron não leva sorte, o que é bem diferente de se omitir. Após uma grande partida, ao tentar coroar sua atuação com chave de ouro, errou o arremesso que daria a vitória ao Miami, feito que coube a Dwyane Wade.

Por isso LBJ não leva sorte.

Repito: em nenhum momento no texto eu falei que ele amarelou ou afinou. Isso está na cabeça de vocês. E como está na cabeça de vocês (e não na minha), vocês não conseguiram entender um texto claro e simples.

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Autor: Fábio Sormani Tags: ,

domingo, 11 de março de 2012 NBA, outras | 14:39

LEBRON NÃO DÁ SORTE MESMO!

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LeBron James não leva mesmo sorte.

Vinha fazendo tudo certinho. O Miami estava atrás cinco pontos, na prorrogação, diante do Indiana, e o cronômetro mostrava que apenas 1:44 minuto separava o jogo de seu final.

O Pacers meio que esfregava as mãos, contando com a vitória. Foi então que LBJ derrubou uma bola de três e baixou a diferença para dois pontos, para delírio da galera que lotou a American Airlines Arena (20.154 pagantes).

O Pacers falhou em seu ataque e no ataque do Heat LeBron deu uma assistência para Chris Bosh empatar a contenda em 91 pontos. Pedido de tempo pelo Indiana, Gary Glitter estourando os alto-falantes do ginásio com seu “Rock and Roll Part II” e os torcedores empolgados.

Os visitantes voltaram a falhar em seu ataque e no contra-ataque LBJ tentou novo arremesso triplo. A American Airlines Arena parou. Todos torciam para que o tiro fosse certeiro. Não foi.

Havia ainda 24 segundos para o final da prorrogação. A sorte do Miami e o alívio dos torcedores foi que Udonis Haslem pegou o rebote.

E o que aconteceu?

Nada de LeBron James decidir a última bola. Ela foi para as mãos de Dwyane Wade.

E o que aconteceu?

Vitória do Miami por 93-91.

LeBron James não leva mesmo sorte.

RODADA

E não é que o Detroit tomou gosto pela vitória? Ontem bateu o Toronto por 105-96 e enfileirou seu terceiro triunfo. Dos últimos cinco confrontos, ganhou quatro. Tudo bem que foi tudo dentro de casa, mas foi. Antigamente, mesmo dentro de casa o time só perdia… A partir de amanhã, o Pistons fica “on the road”. Fará nada menos do que cinco jogos seguidos em quadra alheia: Utah, Sacramento, Phoenix, Lakers e Denver. Depois joga em casa com o Miami. E nova sequência na estrada: New York, Washington, Cleveland e Chicago. Vai dar pra gente ver se o Detroit está mesmo em evolução… Neste cotejo, Leandrinho Barbosa esteve discreto: nove pontos (4-11; 1-4 nas bolas de três). Jogou 20:34 minutos… Em Chicago, o Bulls passeou diante do Utah: 111-97. E sem Luol Deng, que vai cumprir aquele tempo de descanso que ele pediu para o “staff” médico e também ao técnico Tom Thibodeau. Thibs, aliás, não pôde contar também com Joakim Noah. Deng e Noah uniram-se a Rip Hamilton e CJ Watson, dois outros jogadores que estão lesionados… Sabem quem foi o cestinha do Chicago? Carlos Boozer: 27 pontos. Booz voltou a ter um ótimo desempenho ofensivo. Kyle Korver entrou na vaga de Luol Deng e não decepcionou: 26 pontos (6-11 nas bolas de três). Derrick Rose? 24 pontos e 13 assistências… Se Korver e Boozer jogarem sempre assim, D-Rose faz um “double-double” todos os jogos… Não vi a vitória do Oklahoma City diante do Charlotte por 122-95. Kevin Durant, pelos números, até que foi bem, mas o destaque foi mesmo James Harden, que deve ser escolhido o sexto homem desta temporada. Harden anotou nada menos do que 33 pontos… Notei que minha caixa de mensagem está civilizada. Sabem por quê? O Dallas voltou a perder: 111-87 para o frágil Golden State. Estou com saudades dos tontos e suas mensagens histéricas que me fazem rir e aumentar os “cliques” no relatório mensal de audiência do blog… O Mavs, que já ocupou o terceiro lugar no Oeste, despencou para o oitavo por conta desta sequência de três derrotas consecutivas. Dos últimos dez jogos, venceu só dois… Por falar em entupir a caixa de mensagem, nosso empolgado parceiro Reirom não parava de me amolar (no bom sentido, claro) com sua empolgação com o Memphis. O Grizzlies vinha de cinco vitórias seguidas e ocupava a terceira posição no Oeste. Ontem fui ver o jogo do time da terra de Elvis Presley contra o ciclotímico Phoenix Suns. Sabem o que aconteceu? Vitória do Suns por 98-91. Acho que Reirom ficará um bom tempo sem aparecer por aqui.

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sábado, 10 de março de 2012 NBA, outras | 18:00

O PREÇO DA AUSÊNCIA DE RUBIO NO WOLVES E NA SELEÇÃO DA ESPANHA

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A notícia não podia ser pior: Ricky Rubio arrebentou os ligamentos cruzados do joelho esquerdo (foto AP) e está fora da temporada. Mais do que isso: deverá perder os Jogos Olímpicos de Londres.

O lance foi ao final da partida, quando ele fez falta em Kobe Bryant, que derrubou seu último par de lances livres. Como a imagem do meu League Pass está um lixo, no momento até achei que não tinha sido falta; mas foi.

E foi muito pior para o Minnesota, pois além de ter levado KB para a linha fatal e perdido a partida, o time de Minneapolis acabou privado de uma de suas grandes estrelas.

A contusão é grave. É semelhante à de Ganso, que o deixou sete meses do lado de fora. Os doutores do Wolves falam de seis a nove meses. É por aí mesmo.

Mas não basta apenas voltar. Quando voltar, tem que recuperar a confiança e os reflexos. Isso sem falar na mobilidade, que custa a ser recuperada, bem como a velocidade.

Somente agora, um ano depois, é que Ganso volta a jogar futebol competitivo e com qualidade. Com Rubio não deve ser diferente; infelizmente.

Se o Wolves perde, a seleção da Espanha também. Embora conte com ótimos armadores, Rubio estava solidificado na posição e pelo seu estilo de jogo era uma alternativa para mudar o sistema e imprimir velocidade à partida, pois seu jeitão de jogar está mais para o modo americano de jogar do que o europeu. Mas,inteligente que é, Rubio consegue jogar também à moda europeia, embora renda menos, como ele próprio já admitiu.

A pergunta que se faz agora é: a Espanha mantém o status de melhor time depois dos EUA? O Brasil, completo, poderá tirar proveito disso? Os espanhóis, mesmo sem Rubio, seguem fortíssimos.

Na minha avaliação, perde mais o Minnesota do que a seleção da Espanha.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

NBA | 01:08

NÃO CONSIGO VER KEVIN DURANT JOGAR BEM. QUE COISA!

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Não dou mesmo sorte quando escolho Oklahoma City e Kevin Durant para assistir. Foi o que fiz nesta sexta-feira. Minha ideia inicial era de que Anderson Varejão pudesse jogar. Não foi desta vez.

Mas fique vendo o jogo, na expectativa de assistir um possível futuro campeão da NBA. Sim, campeão, pois, afinal, o OKC faz uma campanha invejável e Kevin Durant é, para muitos, o MVP desta temporada.

Pois bem, sabem o que aconteceu? O Cleveland, o pobre Cleveland, foi até Oklahoma, isso mesmo, Oklahoma, quadra alheira, e venceu o poderoso Thunder. O Cavs, com uma campanha negativa, fora de casa, bateu o OKC, um dos favoritos ao título.

Como explicar? Nem tento.

Kevin Durant fez 23 pontos, mas no final, quando o time precisava encostar no marcador e deixar o adversário apavorado, KD entortou o aro. Deu uma de LeBron James.

O mesmo fez Russell Westbrook, 19 pontos e míseras quatro assistências.

Do outro lado, Antawn Jamison (foto AP) foi grande: 21 pontos e oito rebotes. Kyrie Irving fez apenas nove pontos, mas distribuiu 12 passes que redundaram em cesta. Anthony Parker fez 14 pontos e foi preciso no fim, ao contrário de Durant.

Enfim, tirei a noite para apreciar o OKC ao sabor de um scotch 12 anos. Acabei me deliciando vendo o Cleveland; e sem Anderson Varejão.

Final do jogo: Cavs 96-90 OKC.

Que coisa, não consigo ver Kevin Durant jogar bem!!!

RODADA

O Lakers venceu o Minnesota com as calças nas mãos, mas venceu. Parecia que ia perder, mas acabou ganhando graças a mão precisa de Kobe Bryant, que derrubou quatro arremessos no fim da partida: Lakers 105-102 Wolves… Ah, sim, KB fez 34 pontos e desta vez teve um aproveitamento melhor nos arremessos: 11-26 (42,3%)… Importante dizer: o Wolves jogou sem Kevin Love. E isso teve um peso muito grande no resultado da partida… Depois de bater o Lakers, o Detroit encaixou sua segunda vitória consecutiva. Venceu o Atlanta por 86-85. Venceu graças a uma cesta de Tayshaun Prince no final e a um erro de Joe Johnson numa bola tripla, que poderia ter dado a vitória ao time da Georgia… Boa vitória do Boston sobre o Portland por 104-86. Mas Rajon Rondo, que para muitos é o futuro da franquia, fez apenas oito pontos e deu só cinco assistências. O C’s venceu graças aos 22 pontos de Ray Allen e aos 22 pontos de Paul Pierce… Morri de rir com a derrota do San Antonio para o Clippers. No final do jogo, com o SAS na briga pela vitória, Tiago Splitter errou uma bandeja com grande grau de dificuldade, pois ele deu um drible espetacular em Blake Griffin e teve de concluir num “reverse angle”. Não conseguiu. No contra-ataque, o Clips pontuou e levou o marcador para 109-103, a 4:03 minutos do final. Gregg Popovich mandou seus jogadores pedir tempo. Na volta, voltou sem Splitter. Por quê? Dali pra frente o Clips fez uma corrida de 11-5 e venceu a partida por 120-108. Não tem jeito: não vou com a cara do sargentão… Muito dessa derrota tem a ver com a ausência de Tony Parker, que ficou do lado de fora em trajes civis.

LEAGUE PASS

O meu League Pass está um lixo. A imagem não tem qualidade, trava o tempo todo e “aquele color” bar aparece sem parar.

Pergunto: o de vocês também?

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sexta-feira, 9 de março de 2012 NBA | 13:00

O CHICAGO ESTÁ EM UMA SINUCA DE BICO

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O Chicago está numa enrascada danada. E ela atende pelo nome de Luol Deng.

Nos últimos dias comentou-se que o Bulls poderia fazer uma troca com o Orlando envolvendo Joakim Noah e ele próprio na qual o time da Flórida mandaria para a Cidade dos Ventos Dwight Howard e Hedo Turkoglu, mais compensações a serem discutidas.

Acontece que Luol não está bem. Sua munheca esquerda, lesionada no começo deste ano, voltou a incomodar o sudanês naturalizado britânico.

Havia a possibilidade de uma cirurgia, mas fosse esta a opção Deng ficaria três meses do lado de fora. Assim como Kobe Bryant, que faz qualquer coisa para não entrar na faca e desfalcar o time, Luol optou por descansar e evitar ser operado.

Acontece que o punho doente não melhora. E aí reside o problema.

Na derrota de ontem para o Orlando em pleno United Center, diante de 22.127 torcedores, Deng foi um desastre. Anotou apenas cinco pontos, fruto de uma cesta de três e dois lances livres convertidos.

Seu desempenho foi o seguinte: arremessou nove bolas (apenas nove) durante a partida e encestou só uma, exatamente a de três mencionada acima. Dessas nove, cinco foram triplas. E os dois lances livres convertidos foram os únicos cobrados durante a partida. Muito pouco.

Importante: dos últimos 41 arremessos, Luol (foto AP) converteu apenas 14, o que dá um aproveitamento modesto de 34,1%.

“Não gosto de falar sobre meu pulso, mas vou ter uma conversa com o staff médico (do Bulls) e com Thibs (Tom Thibodeau)”, disse o ala depois da derrota. E o que ele vai falar com estas duas entidades da franquia? Que ele quer descansar alguns jogos porque… Ora, porque o pulso está doente muito!

Por isso o Chicago está numa enrascada.

Hoje, Luol não passaria em um exame médico rigoroso e seria vetado pelos doutores do Orlando em uma possível troca com D12. E hoje Deng não poderia executar o papel que a ele Thibs impõe durante as partidas, que é o de ser o fiel escudeiro de Derrick Rose.

Por conta disso, do péssimo basquete jogado por D-Rose e do grande basquete jogado por Howard o Orlando venceu a partida de ontem à noite no United Center por 99-94. Com isso, colocou um ponto final em uma sequência de oito vitórias do tricolor de Illinois.

Resta saber o que o futuro reserva a Luol Deng.

Uma troca envolvendo o jogador, creio eu, está descartada. Se eu fosse GM ou dono de uma franquia não pegaria o ala do Chicago nessas condições.

O futuro do time no campeonato não está descartado, pois o descanso desejado por Luol pode ser benéfico e mesmo que funcione como um paliativo, seu efeito pode ter a duração desejada, fazendo com que o jogador suporte as dores até o final da temporada para fazer a cirurgia nas férias.

Mas pode não funcionar. Afinal, o comprometimento dos ligamentos do pulso esquerdo surgiu no começo de janeiro. Luol ficou de fora algumas partidas. Voltou. Suportou um mês e meio de trabalho. Agora abre o bico. Será que vai dar certo?

O Bulls está mesmo numa enrascada.

OPOSTOS

Derrick Rose fez uma de suas piores partidas com a camisa 1 do Chicago Bulls. Marcou apenas 17 pontos, frutos de um aproveitamento de 6-22 (27,3%) de seus arremessos, sendo que foram 2-6 (33,3%) nas bolas triplas. Deu nove assistências, é verdade, mas o papel de D-Rose não é este. Seu papel é pontuar e conduzir o time em quadra. Dar assistências é o papel que cabe, por exemplo, a Rajon Rondo, que não tem aptidão para pontuar.

Rose foi um desastre ainda maior do que Luol Deng, que tinha a desculpa da munheca adoentada.

Não dá para jogar bem todas as noites, já dizia Michael Jordan. E não dá mesmo. Jogar mal faz parte do jogo. Mas o problema é que D-Rose pareceu medrar diante da defesa adversária. Passou-me esta impressão, pois esteve receoso de encontrar-se com o gigante Dwight Howard dentro do garrafão do Orlando Magic.

Por falar em D12, o pivô do Orlando fez de seus marcadores gato-e-sapato. Fiquei com pena de Omer Asik.

D12 terminou a partida com 29 pontos e 18 rebotes. Tocos? Só três. Achou pouco? Eu também. Mas olhando a partida a gente pôde ver que não apenas D-Rose evitou as infiltrações, temeroso de levar um tapão de Howard, os outros jogadores do Chicago também. Por isso, apenas três todos.

Uma observação: aquela jogada em ponte-aérea entre ele e Jameer Nelson (o baixinho bate pra dentro, finge que vai fazer a bandeja e levanta a bola para a enterrada de D12) é espetacular. Dá para fazer muitas e muitas vezes. Não sei por que não é executada com assiduidade.

Se fosse, o Orlando ganharia com ela. E nós também.

CRONÔMETRO

Na capa da seção de esportes da edição eletrônica do diário “Orlando Sentinel” há um cronômetro que faz a contagem regressiva até a 0h do dia 16 de março, horário de Nova York.

E por que esse dia? Porque a NBA não permitirá mais trocas após as 24h de 15 de março.

Desta forma, angustiados com a possibilidade de perder seu maior jogador desde Shaquille O’Neal, todos em Orlando estão de olho no relógio.

A contagem regressiva mostra que faltam seis dias, tantas horas, tantos minutos e tantos segundos para o fim do “deadline” estabelecido pela liga.

D12 fica ou não em Orlando?

Esta é a grande questão a ser respondida neste momento na NBA.

O que eu acho? Não sei; sinceramente, não sei.

DALLAS

No Arizona, o Dallas continuou sua história de altos e baixos na temporada. Perdeu para o Phoenix por 96-94.

A derrota confirmou-se no fim. Depois de Grant Hill ter perdido um par de lances livres, o Mavs teve a chance de empatar e mandar a partida para a prorrogação, mas Rodrigue Beaubois falhou na última bola arremessada.

Escrevo o que li, pois a partida não vi (ops!).

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quinta-feira, 8 de março de 2012 NBA | 16:07

LAKERS E BOSTON SEGUEM HUMILHANDO SEUS TORCEDORES

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A rodada de ontem fugiu do roteiro. Será que a NBA foi vítima da tempestade solar que afeta a Terra neste momento? Claro que não; bobagens à parte, alguns jogos chamaram a atenção.

Falo com destaque apenas do Lakers. Afinal, o time californiano preocupa.

Com todo respeito que o Washington merece, que seus torcedores idem, mas perder para o antepenúltimo colocado do campeonato é humilhante. Alguém pode escolher o adjetivo “vergonhoso” para atenuar. Não importa; o fato é que time que quer ganhar o campeonato não pode perder para o Washington, ainda mais vindo de uma derrota para o Detroit, outro nanico do campeonato.

O que acontece com o Lakers?

Ontem, o time chegou a estar na frente por 21 pontos de diferença (76-55) no terceiro quarto. Mas deixou um time fraquíssimo como o Wizards fazer uma corrida de 51-25 e vencer a partida.

A fraca atuação de Kobe Bryant (foto AP) explica boa parte do insucesso angelino. Kobe fez 30 pontos, é verdade, mas teve um aproveitamento muito ruim nos arremessos: 9-31 (29,0%). Se tivesse acertado 43%, que é sua média na temporada, teria adicionado pelo menos mais dez pontos aos seus números e o Lakers venceria a partida por 111-106.

Mike Brown, o treinador angelino, criticou as decisões tomadas por Kobe no segundo tempo. Brown, aliás, já tinha criticado Kobe depois da derrota para o Detroit.

Disse Brown: “Ele (Kobe) fez alguns arremessos precipitados, de longa distância, o que possibilitou rebotes para os adversários e cestas fáceis (contra-ataque)”.

Por falar em rebotes, o Lakers foi um desastre neste fundamento: perdeu o duelo por 51-42. Nos rebotes ofensivos o placar foi 17-9. E nos pontos de contra-ataques o Wizards fez 26-18.

Quer mais? Pois não: o Wizards fez 52-36 nos pontos dentro do garrafão.

Enfim, se procurarmos, vamos encontrar outros defeitos no jogo californiano. Mas o principal, pra mim, é: o time perdeu a vibração e parece não meter mais medo em ninguém.

Algo de errado acontece dentro do grupo. O quê? Não sei.

O que eu sei é que depois da derrota para o Detroit não se imaginava que algo pior poderia vir.

E veio.

RODADA

Não foi apenas o Lakers que machucou seus torcedores. O Boston, o maior rival do time da Califórnia, fez o mesmo. Foi humilhado pelo Philadelphia ao perder por 103-71 e, com isso, envergonhou seus torcedores. Isso mesmo, foram 32 pontos de vantagem para o Sixers… O fato é que o C’s, assim como o Lakers, também não mete medo em mais ninguém… Rajon Rondo voltou a acertar o cravo: cinco pontos apenas e míseros seis arremessos contra o aro adversário. Disse e repito: se o Boston pensa em reconstruir a franquia em torno de Rajon, quebra a cara… Foi no bico do corvo, mas foi: o Miami venceu o Atlanta por 89-86. LeBron James fez 31 pontos, mas seu nome não aparece na estatística do jogo dos 5:07 minutos até o final da partida. Não houve tentativa de arremesso, não houve rebote, não houve falta, não houve desarme, não houve toco, não houve… O confronto estava 87-86 para o Heat e os dois últimos pontos do time do sul da Flórida foram marcados por Dwyane Wade, batendo um par de lance livre… Era para ter sido um confronto de brasileiros, mas não foi. Anderson Varejão continua se recuperando, mas seu Cleveland foi a Denver e venceu o Nuggets por apenas um pontinho: 100-99. Nenê Hilário jogou pelo Denver e anotou 13 pontos, cinco rebotes, dois roubos de bola e uma assistência… O Denver é outro que desaponta. Nenê fez uma má escolha ao renovar com o Nuggets… Os dois outros brasileiros que participaram da rodada foram Tiago Splitter e Leandrinho Barbosa. No Texas, Splitter jogou míseros 18:08 minutos e mesmo assim marcou dez pontos na vitória do seu San Antonio sobre o New York por 118-105. No Canadá, LB foi um dos destaques da surpreendente vitória do Toronto sobre o Houston por 116-98. Leandrinho anotou 15 pontos em 25:59 minutos em quadra… E novamente apoiado por uma grande torcida, o Chicago foi a Milwaukee e venceu o Bucks por 106-104. Derrick Rose cravou 30 pontos (8-22) e deu 11 assistências. Por dois rebotes não marcou um “triple-double”. O melhor armador da NBA na atualidade.

AGRADECIMENTOS

Aos tontos que seguem mandando mensagens agressivas achando que eu me importo com isso. Além de não me importar, repito: elas aumentam os “cliques” do blog e o tornam um dos mais acessados do iG. Por favor: continuem mandando. Ah, e se o Dallas for campeão novamente, combinem uma vez mais, via Orkut, de entupir a caixa de mensagem do blog como fizeram no ano passado, quando bati o recorde de acessos desde que reabri este botequim, há quase cinco anos. E fui cumprimentado por isso.

Notas relacionadas:

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quarta-feira, 7 de março de 2012 NBA | 17:21

MAIS DALLAS E A RODADA DE ONTEM DA NBA

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O assunto Dallas ainda desperta muitos sentimentos entre as pessoas que são frequentadoras assíduas deste botequim e aqueles paus-d’água que só aparecem aqui encachaçados para xingar o dono do boteco. Os sentimentos mais frequentes são os de raiva, surpresa e decepção.

Os dois últimos eu compreendo. Afinal de contas, por sermos próximos e estarmos juntos há um bom tempo, ao emitir uma opinião contundente sobre meu sentimento a respeito do time campeão do Dallas posso mesmo causar admiração (caramba, Sormani, você acha mesmo que o Mavs é um timeco?) e/ou decepção (puxa vida, Sormani, não esperava que você não visse qualidades no Dallas).

O sentimento de ira, no entanto, me chama a atenção. A troco? Não ofendi ninguém; apenas emiti minha opinião, apenas isso. Quem é contrário a ela, que se manifeste e com exemplos mostre que eu estou errado.

Muitos fizeram isso (e seus comentários foram postados), mas outro tanto, impregnado pelo radicalismo e entorpecido pela obtusidade trataram basicamente de me ofender (e essas mensagens foram para a lixeira).

Aos xiitas obtusos (seria pleonasmo?) apenas um aviso: não leio suas mensagens. Ao observar do que se trata, paro a leitura na primeira frase e mando-as direto para a lixeira. E mais: elas não me incomodam; aliás, elas até me ajudam, pois ao acessarem o blog para escrever mensagens raivosas isso significa um “clique” e no relatório mensal o blog aparece entre os mais visitados do iG, o que acaba sendo muito bom para mim. Obrigado, portanto, por acessar o blog. Espero, pois, que vocês continuem se reunindo no Orkut e combinando de entrar no blog para entupi-lo de mensagens agressivas.

DÚVIDA

Quanto ao tema “Dallas”, não retiro nem uma linha do que escrevi. Mas não sou estúpido. Se o time texano provar para mim que é merecedor de crédito, mudarei meu discurso; óbvio.

Como disse, o título do Dallas foi merecido. Ninguém é campeão à toa, ainda mais em um sistema de playoffs melhor de sete.

A dúvida que ainda tenho é: será que o Mavs não foi melhor apenas naquele momento? Será que o Dallas não se aproveitou de um momento em que tudo se encaixou e deu certo? Um momento em que tudo convergia favoravelmente a ele?

Eu encontro “senões” em todas as séries vencidas pelo Mavs.

1) Portland — Surge como favorito em todo campeonato, mas nunca vence ninguém. É o famoso “rojão sem bomba”;
2) Lakers — Time estava todo bagunçado por conta de relacionamento ruim entre jogadores, tanto que foi varrido;
3) OKC — Time jovem, que estava nos playoffs apenas segunda vez;
4) Miami — LeBron James desaparecendo na série final.

Tenho, pois, o sentimento de que o Dallas foi um campeão de ocasião, pois não via (como ainda não consigo enxergar) grande coisa naquele time. Mas posso estar errado.

E o que o Dallas tem que fazer para mostrar que estou equivocado? Ganhar mais títulos. Se ele o fizer, não há o que se contestar; se não o fizer, ficarei eternamente com esta opinião: foi um campeão de ocasião.

DINASTIA

Vejamos os campeões da NBA…

Na década de 1950, o Minneapolis Lakers formou a primeira dinastia da NBA e ganhou cinco campeonatos. Campeão incontestável.

Na década de 1960, foi a vez de o Boston deixar a todos boquiabertos com um time que tinha Bob Cousy, John Havlicek e Bill Russell. Campeão mais do que incontestável.

O Lakers, já em Los Angeles, comandado por Magic Johnson, voltou a dar as caras no final da década de 1970 e na seguinte conquistando cinco títulos.

Depois apareceu o Chicago de Michael Jordan e seus dois “Three Peats” e o San Antonio de Tim Duncan, que ganhou quatro torneios.

O Lakers, comandado primeiro por Shaquille O’Neal e depois por Kobe Bryant, voltou a bagunçar os adversários conquistando cinco troféus.

Alguém ousa contestar estas equipes?

SOLITÁRIO

Há times que ganham apenas um título, mas que disputaram outros. São os casos do Philadelphia, campeão em 1983, mas que foi vice em 1977, 80 e 82. E também do Detroit, vencedor em 2004, vice em 2005 e que perdeu as finais da conferência em 2006, 2007 e 2008.

Talvez eu tenha sido injusto quanto ao Detroit de Chauncey Billups por conta deste currículo apresentado e alertado por um parceiro deste botequim. Mesmo assim, acho que um verdadeiro campeão não fica em apenas um título; ele ganha outros. E o Detroit, todos nós sabemos, jogava em uma conferência capenga. Por conta disso, não sei valorar esses números do Pistons e por isso eu fico em dúvida.

BISAR

Desta forma, se o Dallas chegar nesta temporada e repetir o título da passada, eu prontamente mudo meu discurso. Sim, pois ele deixa claro que não foi um campeão de ocasião.

Mesmo que não ganhe este ano (o time foi muito mexido e perdeu peças importantes), mas chegue no ano que vem, OK; sem problema. Não é preciso enfileirar campeonatos.

O San Antonio de Timmy nunca venceu títulos na sequência. Ganhava ano sim, ano não numa sequência tripla (03, 05 e 07), antecedida pelo campeonato conquistado em 1999. Foi um timaço, que ainda tentar dar um último suspiro.

E o Boston de Larry Bird também nunca foi campeão seguidamente.

EPÍLOGO

Estou, pois, no aguardo. Meu sentimento ainda é o mesmo. Cabe ao Dallas mudá-lo.

E a vocês, nobres parceiros, que tentaram com raciocínio e argumentos me convencer que estou equivocado e sendo injusto, eu agradeço no mínimo pela educação de vocês. E as encachaçados, obrigado também por acessar o blog e torná-lo um dos mais visitados do iG.

RODADA

Alguém conseguia imaginar que o Lakers seria batido pelo pobre Detroit? Eu não; confesso. A derrota por 88-85 foi justa. Aliás, o time já era para ter perdido no tempo normal não fosse a genialidade de Kobe Bryant, que acertou uma bola com o cronômetro praticamente zerado, empatando a partida em 78 pontos e levando-a para a prorrogação… O armador Rodney Stuckey foi um gigante. Do alto de seu 1,96m anotou 34 pontos, seis deles na prorrogação num total de dez anotados pelo Pistons… Greg Monroe: não foi desta vez que vi um grande jogo dele. Foi bem nos rebotes (15), mas até agora procura o caminho da cesta: 1-10. Pior: nem lance livre bateu, demonstrando certa fragilidade ofensiva e temor aos postes adversários, especialmente Andrew Bynum, que anotou 30 pontos e pegou 14 rebotes… Kobe Bryant foi mal: 8-26 nos arremessos. Só não merece vaias por conta da bola que mandou o jogo para a prorrogação… No Texas, talvez emocionado pelas homenagens, Tyson Chandler foi um desastre na derrota do New York para o Dallas por 95-85: seis pontos e oito rebotes. Tentou a cesta em apenas cinco ocasiões!… Jeremy Lin: continua atrás do tempo perdido: 14 pontos e sete assistências. Nos arremessos, 4-13. Se eu fosse Mike D’Antoni deixava Carmelo Anthony de fora uma partida pra ver no que dá. Ainda acho que ele atrapalha Lin… O New Jersey, que ontem jogou com seu uniforme dos tempos de Nova York (por isso “New York” no peito), levou uma surra do Heat em Miami: 108-78. O mesmo New Jersey que havia vencido, fora de casa, Dallas, New York e Chicago… Chris Bosh voltou depois de três partidas ausentes (morte da avó) e anotou 20 pontos… DeShawn Stevenson, aquele que provocou LBJ depois do título do Dallas (vestiu uma camiseta onde se lia “Hey LeBron! How’s my dirk taste?”), nem foi notado em quadra… O Boston precisou de uma prorrogação para bater o Houston por 97-92. Rajon Rondo, desta vez, bateu na ferradura: nove pontos (4-12). Mas Paul Pierce foi um gigante do alto de seus 30 pontos.

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  3. SÃO PAULO, BOSTON, CELTICS E A RODADA DE ONTEM DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 6 de março de 2012 NBA | 21:28

A FRASE EMBLEMÁTICA DE JASON KIDD

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A frase de Jason Kidd dita depois da derrota do Dallas para o Oklahoma City (95-91) é emblemática. E o que disse J-Kidd?

“Nós (Dallas) não temos o benefício do apito (acho que ele quis dizer “dúvida”). Não acho que somos tratados como campeões, mas isso é outra história. Dirk (Nowitzki) deveria viver na linha (do lance livre) se eles (árbitros) apitassem do jeito que deveriam. Mas eles não fazem isso”.

Nós não somos tratados como campeões, disse J-Kidd. E não são mesmo, pois o título conquistado pelo Dallas na temporada passada foi uma das maiores aberrações da história da NBA, igualando-se, talvez, ao título do Detroit sobre o Lakers em 2004.

Em 2004, o Pistons foi campeão porque enfrentou um Lakers consumido por sua fogueira de vaidades. Um elenco dividido, onde Shaquille O’Neal não podia olhar pra cara de Kobe Bryant, que queria esmurrar Karl Malone porque este teria dado em cima de sua então mulher.

Num cenário desses, o Detroit, um time correto, nada além de correto, ganhou uma conferência raquítica (Leste) e acabou campeão da NBA ao derrotar o então tricampeão Lakers por 4-1.

Nem mesmo Phil Jackson e toda sua filosofia zen foi capaz de controlar e administrar a situação. Deixou o time depois da perda do título e falou cobra e lagartos sobre Kobe, dizendo que ele era “uncoachable”.

Ano passado, o Dallas ganhou um campeonato que nem mesmo ele próprio talvez imaginasse que pudesse vencer. Venceu porque LeBron James… Bem, a história a gente já sabe.

O tempo passa, a poeira se assenta e a verdade dos fatos começa a aparecer. O título do Dallas não é levado a sério. Não sou eu que estou dizendo, é Jason Kidd. “Não somos tratados como campeões”.

Verdade, Jason, não são mesmo. E sabe por quê? Porque realmente é duro acreditar que aquele timeco do Dallas foi campeão.

Por conta desse título do Dallas, eu sempre costumo dizer: tudo é possível na NBA. Até mesmo a recuperação do Mavs nesta temporada e a repetição do título em junho próximo.

(Este post é dedicado ao meu amigo Ricardo Camilo)

Notas relacionadas:

  1. CENA EMBLEMÁTICA EM PHOENIX
  2. KIDD, MAS PODERIA SER KID
  3. LAKERS: UMA VITÓRIA EMBLEMÁTICA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 20:28

UMA LUZ SOBRE OS PRÉ-OLÍMPICOS, AS OLIMPÍADAS E AS CHANCES DO BRASIL

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A NBA está a todo o vapor e o NBB também. É claro que neste botequim o papo versa mais sobre o torneio norte-americano, mas há os que gostam também da competição nacional.

A NBA está a todo o vapor e o NBB também, mas no final de julho próximo começam as Olimpíadas. Alguns parceiros perguntam sobre datas e seleções classificadas. Perguntam também sobre os Pré-Olímpicos, masculinos e femininos.

Vamos, pois, clarear a situação.

O torneio masculino começa no dia 29 de julho e termina em 12 de agosto. No feminino, a bola sobe pela primeira vez um dia antes; ou seja, em 28 de julho, com a decisão da medalha de ouro marcada para 11 de agosto.

Os dois torneios são compostos de 12 seleções cada.

Do lado dos marmanjos, nove selecionados já garantiram vaga em Londres, restando, pois, três vagas. Vamos aos classificados:

Grã-Bretanha (sede)
EUA (campeão mundial)
Argentina (América)
Brasil (América)
Espanha (Europa)
França (Europa)
Austrália (Oceania)
China (Ásia)
Tunísia (África)

De 2 a 8 de julho, em Caracas, Venezuela, será disputado o Pré-Olímpico Mundial dos homens. Doze países estarão brigando pelas três últimas vagas. São eles: Grécia, Lituânia, Macedônia, Rússia, República Dominicana, Porto Rico, Venezuela, Coreia do Sul, Jordânia, Angola, Nigéria e Nova Zelândia.

Estes 12 países foram divididos em quatro grupos com três componentes cada. A saber:

Grupo A
Grécia
Jordânia
Porto Rico

Grupo B
Lituânia
Nigéria
Venezuela

Grupo C
República Dominicana
Coreia do Sul
Rússia

Grupo D
Angola
Macedônia
Nova Zelândia

As equipes se enfrentam dentro do grupo e os dois primeiros colocados se classificam para a fase quartas de final. Os quatro vencedores avançam para as semifinais e os vencedores, além de decidirem o título, garantem vaga para as Olimpíadas. Quem ficar com a medalha de bronze (disputa do terceiro lugar) garante-se também em Londres.

Do lado das moças, os selecionados já garantidos em Londres são sete. Vamos a eles:

Grã-Bretanha (sede)
EUA (campeão mundial)
Brasil (América)
Rússia (Europa)
Austrália (Oceania)
China (Ásia)
Angola (África)

De 25 de junho a 1º de julho será disputado o Pré-Olímpico Mundial das mulheres. Local: Ankara, Turquia. Doze seleções estarão brigando por cinco vagas. São elas: Croácia, República Tcheca, França, Turquia, Argentina, Canadá, Porto Rico, Japão, Coreia do Sul, Mali, Moçambique e Nova Zelândia.

Esta dúzia de seleções estará dividida em quatro grupos de três:

Grupo A
Japão
Porto Rico
Turquia

Grupo B
Argentina
República Tcheca
Nova Zelândia

Grupo C
Croácia
Coreia do Sul
Moçambique

Grupo D
Canadá
França
Mali

Os selecionados se enfrentam dentro de seus respectivos grupos e os dois primeiros colocados se garantem nas quartas de final. As quatro equipes que passarem para a fase semifinal carimbam passaporte para Londres. Os outros quatro times, derrotados nas quartas, disputarão a última vaga.

BRASIL

Muito se fala das possibilidades brasileiras. Medalha?

Bem, no masculino, se todos os nossos jogadores se dispuserem a jogar (falo principalmente dos quatro que jogam na NBA, Anderson Varejão, Nenê Hilário, Tiago Splitter e Leandrinho Barbosa), o Brasil deve disputar do quinto ao oitavo lugar.

Agora, caso o técnico Rubén Magnano consiga extrair o máximo de cada um de nossos atletas e algum dos selecionados favoritos (EUA, Espanha, França e Argentina) der uma patinada, o Brasil pode brigar pela medalha de bronze.

Se eu fosse Magnano escalaria este quinteto titular:

Marcelinho Huertas (foto Reuters)
Alex Garcia
Marquinhos Vieira
Nenê Hilário
Anderson Varejão

Atribuiria a Leandrinho o mesmo papel que lhe cabe desde que chegou à NBA: ser o nosso sexto homem, vindo do banco, bagunçando as defesas adversárias com sua velocidade e seus arremessos de três. E Splitter seria o descanso perfeito para Varejão e Nenê.

No feminino as coisas andam meio complicadas. Enio Vecchi, que fez um ótimo trabalho no Pré-Olímpico das Américas, disputado em Neiva (Colômbia), não teve seu contrato renovado com a CBB. Hortência Marcari, responsável pelos selecionados femininos, optou trocá-lo por Luis Cláudio Tarallo.

A bem da verdade, Hortência nunca escondeu de ninguém que Tarallo era seu técnico favorito. Num primeiro momento, no entanto, o treinador não pôde aceitar o convite, que acabou no colo de Vecchi.

As chances do Brasil são mínimas para não dizer nenhuma. Nosso time pode brigar, na melhor das hipóteses, por um quinto lugar. Medalha, acho muito difícil, pois há seleções muito mais fortes, como os EUA, Rússia, Austrália e China.

Além de ter um treinador novo, o Brasil ainda conta com a indefinição de Iziane Castro (foto Fiba). A ala brasileira deve ir para o Seattle Storm, da WNBA, e se isso acontecer ela só teria condições de se apresentar 15 dias antes do torneio de Londres. O mesmo vale para a nossa pivô Érika de Souza, que deve jogar novamente pelo Atlanta Dream.

Eu abriria este precedente, pois nosso selecionado não pode abrir mão das duas. Com elas será bem difícil; sem elas será impossível brigar por um lugar honroso.

Se eu fosse Tarallo escalaria o seguinte quinteto titular:

Adrianinha Pinto
Palmira Marçal
Iziane Castro
Damiris Amaral
Érika de Souza

Por que Palmira? Sei que muitos devem estar se perguntando. Porque ela defende muito e num torneio como esse você tem que ter uma jogadora com este caráter.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL ARRASA PORTO RICO E ESTÁ A UMA VITÓRIA DOS JOGOS OLÍMPICOS
  2. BRASIL BATE A COLÔMBIA E TEM A OBRIGAÇÃO DE VENCER PORTO RICO E DECIDIR O OURO
  3. A ARGENTINA NAS OLIMPÍADAS E A LUCIDEZ DE OSCAR SCHMIDT
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segunda-feira, 5 de março de 2012 NBA | 19:54

ARMADORES PUROS SUMIRÃO NUM FUTURO NÃO MUITO DISTANTE

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O parceiro Gustavo Malaquias mandou a seguinte mensagem há pouco: “Muitos falam a mesma coisa: consideram Derrick Rose (foto Getty Images) um “shooting guard” e não um “point guard”. Mas eu tenho uma outra opinião. Para mim, D-Rose é o típico “point guard” moderno – muito atlético, explosivo, com bom arremesso, ótimo controle de bola e grande visão de jogo. Você não encontra essas qualidades em muitos “shooting guards”. E a tendência é que a nova safra dominante de armadores tenham essas qualidades, vide John Wall, Kyrie Irving, Kemba Walker e o próprio Russell Westbrook, que possui um jogo parecidíssimo com o do Rose e você não o retirou de sua lista”.

Era uma resposta a algum comentário de outro parceiro deste botequim.

É exatamente isso o que eu penso e já me manifestei aqui sobre o assunto em outras ocasiões.

Em uma conversa que tive pelo Twitter com o meu xará Fabio Balassiano disse isso a ele e ele também concordou. E o nosso papo (fiquei feliz por isso) motivou-o a escrever um texto muito bom sobre o assunto (clique aqui para ler).

A opinião de Gustavo vem ao encontro do que eu penso. Sem querer posar de sabichão ou sabe-tudo, a meu ver a maioria das pessoas se guia por um conceito antigo de que armador tem que passar a bola em primeiro lugar. Isso está ficando para trás. Armador moderno tem que armar o jogo e pontuar — e muito, de preferência.

Magic Johnson, aliás, já fazia isso na década de 1980. Também por isso Earvin entrou pra história como um dos maiores de todos os tempos.

Eu já disse aqui algumas vezes: os armadores puros, do tipo Rajon Rondo e Jason Kidd (atual), vão sumir com o passar do tempo. Jogador tem a obrigação de saber levar a bola, ler o jogo e fazer escolhas corretas sob quaisquer circunstâncias do jogo.

Então, pra que um “point-guard”?

Num futuro breve, todos serão “shooting guard”. E os alas também terão que saber conduzir o jogo. Scottie Pippen, por exemplo, fazia isso nos tempos do Chicago de Michael Jordan — que também sabia levar a bola.

Aliás, no segundo “Three Peat” do Bulls, o “armador” era Ron Harper, que nunca foi armador. Ele era um ala-armador como Michael Jordan. Steve Kerr (que era um armador, mas que estava mais para ala-armador), entrava apenas nos momentos chaves das partidas.

No Lakers de Phil Jackson, o que Derek Fisher menos fazia era levar a bola e armar o jogo. Isso ficava a cargo de Kobe Bryant e Lamar Odom.

No Miami atual, Mario Chalmers ocupa um papel semelhante ao de Fish: finge-se de morto e sempre aparece aberto para os arremessos de três, servido que é por LeBron James e Dwyane Wade, por exemplo.

Assim serão os times de basquete no futuro. Futuro, diga-se, que está em nossa frente, mas que muitos ainda não estão conseguindo enxergar.

Os times do futuro terão jogadores como Derrick Rose, Kobe Bryant, LeBron James, Dwyane Wade, Russell Westbrook, Deron Williams, Tony Parker e Jeremy Lin. Terão John Wall, Kyrie Irving e Kemba Walker.

Assim será; podem me cobrar.

Notas relacionadas:

  1. PIPPEN VAI MUITO BEM, OBRIGADO
  2. O FUTURO DE LEBRON
  3. NENÊ, O FUTEBOL E SEU FUTURO NA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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