Arquivo da Categoria WNBA
28/08/2009 - 17:25
Ah, foi muito bom; ganhar da Argentina tem sempre um sabor especial. E ainda por cima foi em uma sexta-feira, dia internacional da cerveja.
Assim, o gole inicial desta noite será saudado por esses 76-67. Cheers!, como dizem os americanos; tim-tim, como nós brasileiros brindamos.
E a vitória, além de ter sido contra nossos maiores adversários, significou também o terceiro triunfo seguido do Brasil em uma trinca de partidas disputadas.
Com isso, o time do técnico Moncho Monsalve está matematicamente classificado para a próxima fase da competição. Descansa amanhã e no domingo fará um treino de luxo contra o Panamá, provavelmente na partida que será descartada, pois não acredito na classificação panamenha.
DESTAQUES POSITIVOS
Anderson Varejão e Marcelinho Huertas (foto AP) foram os grandes nomes do nosso time – e do jogo também. O capixaba anotou 19 pontos e pegou nove rebotes, enquanto que o paulistano cravou 18 pontos, sete rebotes e cinco assistências.
Varejão esteve quase que impecável na marcação a Luis Scola. O argentino só se deu bem na partida quando foi marcado por Tiago Splitter.
Este foi um dos grandes méritos do pivô brasileiro: fez seu jogo e impediu que o adversário jogasse.
Huertas, até rebote ofensivo pegou. No final da contenda, mereceu rasgados elogios de Leandrinho Barbosa.
“Esse baixinho é o nosso armador”, decretou Barbosa.
Assinamos embaixo.
DESTAQUES NEGATIVOS
Como disse, Tiago Splitter não obteve o mesmo sucesso quando foi incumbido por Moncho Monsalve de conter Luis Scola. O catarinense, aliás, foi um desastre quando teve que marcar o adversário, que anotou contra Splitter a maioria de seus 19 pontos.
Mas isso acontece; é do jogo. Splitter é um grande jogador – e não dá para jogar bem todos os dias.
E hoje não foi o dia de Splitter. Mesmo assim, ele contribuiu com sete pontos e oito rebotes.
Leandrinho uma vez mais deixou a quadra como o cestinha do jogo. Encestou 21 pontos no aro argentino.
Mas eu não gostei novamente do jogo do paulistano. Anotou a maioria dos pontos em contra-ataque fazendo bandeja. Por isso mesmo seu aproveitamento foi de 8-11 (72.7%) nas bolas duplas.
Quando Leandrinho teve que jogar no cinco contra cinco, mostrou-se frágil e com pouco domínio de bola. Esteve apagado na maioria desses momentos. Cometeu três erros.
Seu desempenho nos chutes de três novamente foi muito ruim. Acertou apenas um em cinco tentados.
Nesta Copa América, Barbosa atirou 16 bolas triplas e acertou apenas três. Isso dá uma preocupante média de 18.7%.
Outro que não esteve bem foi Alex Garcia: dois pontos apenas. E olha que ele ficou em quadra 38 minutos.
Vale para Alex o que eu disse para Splitter: não dá para jogar bem todos os dias. Hoje também não foi o dia de Alex.
Em compensação, o paulista doou-se em quadra de uma maneira comovente, sabedor que não estava bem na partida.
Um exemplo a ser seguido.
BANCO

Como aconteceu no primeiro jogo, contra a República Dominicana, Moncho Monsalve (foto AP) utilizou apenas dois reservas: Marcelinho Machado e Guilherme Giovannoni.
Utilizou, a bem da verdade, apenas Giovannoni, pois Machado ficou em quadra apenas seis minutos, quando cometeu quatro faltas. Saiu zerado em todos os fundamentos.
Em contrapartida, Giovannoni acertou suas três bolas de três e encerrou o jogo com nove pontos.
Foi muito importante no cômputo geral.
RIVALIDADE
Bem, mas como analisar esta vitória brasileira?
O Brasil enfrentou o time B da Argentina; isso é fato. Mas os reservas argentinos – reserva é maneira de dizer, pois, além de Scola, Leo Gutierrez foi outro campeão olímpico em quadra, sem contar que Pablo Prigioni é o atual armador titular do time, bem como Roman Gonzalez é o pivô titular também com o envelhecimento de Fabricio Oberto – são argentinos.
Vejam o que disse Huertas depois da partida: “Apesar do mau momento deles, a Argentina é um time que nunca desiste (…) Brasil e Argentina é uma coisa à parte. Quando eles não estão bem, querem levar o jogo para o físico, para a provocação. Querem tirar a gente do jogo pra nos deixar nervosos. É o jogo que eles querem fazer. Mas a gente não caiu na provocação deles”.
Este foi um dos grandes méritos do time brasileiro: não caiu em momento algum na cilada que os argentinos armaram durante o jogo. Nosso time soube como esquivar-se das arapucas.
Em outras palavras: a catimba argentina não funcionou. O Brasil teve equilíbrio nos momentos de aperto e isso foi muito importante para a vitória.
Como costumo dizer, os argentinos, quando sentem que estão inferiorizados na partida, procuram esculhambar o jogo para nivelá-lo por baixo. E quando isso acontece eles se superam.
Mas hoje não deu certo.
E mais: quando o nosso ataque estava desajustado, fruto da ótima marcação argentina principalmente nos começos dos períodos, quando eles estavam descansados, nossa defesa segurava as pontas. Por isso mesmo nossos rivais fizeram apenas 67 pontos.
NO CAMINHO
Não há como negar: o Brasil está no caminho certo. É verdade que há muita coisa pela frente, mas a amostra, até o momento, é boa.
Moncho tem o grupo na mão; e o grupo está unido.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Basquete europeu, CBB, NBA, Seleção Brasileira, WNBA, basquete brasileiro
Tags: Alex Garcia, Anderson Varejão, Guilherme Giovannoni, Leandrinho Barbosa, Luis Scola, Marcelinho Huertas, Marcelinho Machado, Moncho Monsalve, Tiago Splitter
16/08/2009 - 16:53
Marcelinho Machado voltou a treinar com bola. Não há o que se fazer: ele está no grupo que vai à Copa América e ponto final.
O que temos que fazer é pensar em uma solução para o “problema”. Acho que Marcelinho pode ser útil à seleção – não, não estou brincando.
De que maneira? Desde que tenha seu tempo limitado (e muito) em quadra e que seja encarado apenas como alternativa para determinados momentos da partida.
Veterano e com histórico ruim dentro da seleção brasileira, Moncho Monsalve, penso eu, só pode estar apostando na experiência do jogador. Só pode ser isso.
Infelizmente, não temos alas no basquete brasileiro que imponham a aposentadoria a Marcelinho. Essa debilidade no setor faz com que o jogador, dono de um “lobby” fortíssimo, diga-se, esteja sempre presente nas convocações.
E isso vem desde os tempos de Hélio Rubens.
Naquela época, todavia, Marcelinho era jovem e havia uma grande expectativa quanto ao seu futuro. O cenário atual é completamente diferente.
Hoje, aos 34 anos, Marcelinho é o jogador mais velho do grupo que vai a Porto Rico. Por isso mesmo, seu basquete não tem mais pra onde crescer.
A presença de Marcelinho na seleção, muito mais do que nos irritar, deveria nos preocupar, pois, como disse acima, não temos jogadores para a posição.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): WNBA, basquete brasileiro
Tags: Marcelinho Machado, Moncho Monsalve
26/07/2009 - 13:41
Não vi a partida, mas, pelo resultado, deve ter sido uma pelada. Aliás, todo “All-Star Game” é assim; no masculino e/ou no feminino.
Os jogadores extravasam seu lado “globetrotter” e não estão nem aí com a partida. São poucos os embates desse tipo que valem a pena ser visto.
A vitória do Oeste sobre o Leste por 130-118, ontem à tarde em Uncasville (Connecticut), deve ter sido um jogo desses. Deixo-o de lado, pois, para falar da nossa Érika de Souza.
A brasuca (na foto AP de camiseta branca), segunda jogadora a representar o país num Jogo das Estrelas, atuou apenas 14 minutos. Tempo suficiente para mostrar todo o seu talento.
A carioca esteve perfeita nos arremessos: atirou cinco bolas contra a cesta adversária e encestou todas; bateu dois lances livres e foi igualmente feliz.
Deixou a quadra com 12 pontos. Poderia ter sido mais se tivessem disponibilizado a ela mais minutos.
Como poderia ter feito um “double-double” se atuasse mais tempo. Nos 14 minutos (na verdade 13:59) correndo de lá pra cá e de cá pra lá, Érika confiscou nove dos 48 rebotes apanhados pela seleção do Leste.
Tudo bem, foi ótimo, porque, como eu disse, ela deixou bem claro que é boa de bola. Aliás, tem mostrado isso com a camisa do Atlanta Dream; caso contrário não teria sido convocada para o “All-Star Game”.
Bem, vamos ver agora com a seleção brasileira. Há três anos Érika não veste a amarelinha; sempre aparece um probleminha para impedi-la de jogar pelo Brasil.
Ela disse estar saudosa de representar nosso país. Pois bem, ano que vem acontecerá o Mundial na República Tcheca.
Hora, portanto, de matar a saudade.
RUMORES
Leio na internet que Lamar Odom está perto de acertar com o Miami. Duro golpe para o Lakers, porque o time californiano ficará a ver navios.
Não creio que Joe Smith vá resolver o problema se for contratado para a vaga de Lamar. Isso dará uma bela desestruturada nos angelinos.
O outro lado desta moeda diz respeito a Dwyane Wade. Dizem que ele está fazendo a cabeça de Lamar para ele mudar de praia.
Se for verdade e isso ocorrer, a chance de D-Wade sair do Miami e ir para o Chicago desaparece.
Também a internet me informa que Drew Gooden acertou um contrato de um ano com o Dallas. O Mavs tem se reforçado e não pode ser desprezado como uma das forças do Oeste.
Recentemente, acertou com Shawn Marion, não se esqueçam.
Por isso mesmo, o San Antonio foi atrás de Theo Ratliff. O veterano ala/pivô não tem mais o fôlego de antes.
Quanto estava novinho, era um tormento para quem ousasse invadir o seu garrafão; distribuía tocos pra tudo quanto é lado. Hoje não é mais assim.
Vamos esperar por esta segunda-feira e ver no que vai dar esses rumores.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, Seleção Brasileira, WNBA, basquete brasileiro
Tags: Chicago, Dallas, Drew Gooden, Dwyane Wade, Érika de Souza, Joe Smith, Lakers, Lamar Odom, Miami, San Antonio, Shawn Marion, Theo Ratliff
25/07/2009 - 12:49
O dia está fraco. Nada de importante por enquanto.
Mas como eu não sou de deixar este botequim fechado de jeito nenhum, abro-o para comentar algumas coisas com vocês.
O que de mais importante aconteceu na NBA nas últimas horas foi a ida de Andre Miller para o Portland. Conversando com alguns frequentadores deste nosso gostoso boteco, disse que o que de melhor Miller vai levar para o Blazers é sua experiência.
Aos 33 anos e com passagens por quatro equipes (Cleveland, Clippers, Denver e Philadelphia), Miller não conseguiu na NBA o mesmo destaque que teve nos quatro anos em que jogou com a camisa da universidade de Utah, quando conquistou um vice-campeonato em 1998, perdendo a decisão do Final Four para Kentucky.
Foi no Alamodome de San Antonio e eu vi tudo “in loco”, numa época gostosa em que trabalhava no SporTV e transmitimos a decisão ao vivo para o Brasil. Miller (foto AP) jogava muito, mas como disse, na NBA ficou para trás.
Quem gostou dessa contratação foi o Lakers; quem desgostou foi Lamar Odom. Com ela, o jogador vê estreitarem suas chances de assinar com outro time e ganhar o que ele gostaria.
O Blazers tem ainda cerca de US$ 14 milhões em caixa. Se oferecer essa grana, Lamar pega, claro.
Mas eu duvido que isso vá ocorrer, pois o grupo, no momento, é formado por apenas 12 jogadores e a gente sabe que é preciso no mínimo 15. Então, esquece.
Sobra a Lamar o Miami, mas lá a grana é curta. Por isso mesmo o jogador pediu penico ao Lakers e se disse disposto a reiniciar as negociações.
Acho que esta semana que entra Lamar e Lakers batem o martelo. Falaram em uma proposta de US$ 40 milhões por quatro anos; duvido que a franquia vá dar esse dinheiro.
É mais do que ela se mostrou disposta a pagar. Penso que Jerry Buss não vai dar nem um centavo a mais para Odom do que já foi oferecido – até porque ele tem as cartas na mão no momento.
ÉRIKA
Hoje às 16h30 de Brasília acontece o “All-Star Game” da WNBA. A pivô brasileira Érika de Souza vai defender as cores do time do Leste.
Depois de um hiato de oito anos o Brasil será representado no evento. Janeth Arcain, em 2001, foi a última (e única) representante do país no “All-Star” da WNBA.
O jogo será mostrado apenas pela ESPN HD – o que limita ainda mais o acesso ao evento.
Quem tem ESPN HD? Pouquíssimas pessoas.
Uma pena.
MEGALOMANIA
Vamos pegar o avião para a Europa e desembarcar em Madri. Florentino Perez, o megalomaníaco presidente do Real está aprontando outra das suas.
Depois de contratar Cristiano Ronaldo e Kaká por 165 milhões de euros, Perez diz que vai pagar os três milhões de euros ao DKV Joventut e levar o armador Ricky Rubio para o time merengue.
Rubio assinaria um contrato de dois anos e em seguida se mandaria para a NBA sem ter que pagar nada a ninguém.
E, de quebra, nesses dois anos na capital espanhola, ainda faturaria um bom dinheiro.
Interessante.
LOUCURA!
Voltemos aos EUA…
O Chicago fala em assinar com David Lee. O ala/pivô quer um contrato de US$ 12 milhões por temporada.
Se John Paxson fizer esse negócio, tem que mandar prender o cara. Lee é um bom jogador, tem mostrado isso com a camisa do New York, mas investir um dinheiro desses num jogador apenas bom é caso de polícia.
Lee não vai levar nenhum time a ganhar um campeonato. Ele vai ajudar, mas não é um “factor player”.
Derrick Rose precisa encontrar um parceiro com quem possa dividir responsabilidades em quadra. E esse cara não é de jeito nenhum David Lee.
Só pode ser brincadeira; espero.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, WNBA
Tags: Andre Miller, Chicago, David Lee, Érika de Souza, Janeth Arcain, Jerry Buss, Lakers, Lamar Odom, Miami, Portland, Ricky Rubio
21/07/2009 - 22:52
A pivô Érika foi convocada para participar do “All-Star Game” da WNBA desta temporada. Como reserva, é certo, mas está entre as melhores.
Muito legal.
A carioca – outro atleta que há muito não veste a camisa da seleção sempre por um probleminha aqui, outro ali – é a principal reboteira da NBA de saias. Sua média: 8.6 ressaltos por partida.
O embate festivo ocorrerá neste sábado na cidade de Uncasville no estado de Connecticut. A brasuca espera se destacar não apenas pegando rebotes, mas pontuando também: sua média é de expressivos 11.5 tentos por partida.
Jogadora do Atlanta Dream, Érika participará da Conferência Leste. Estará no banco, assim que a partida começar, ao lado de Katie Smith (Detroit), Jia Perkins (Chicago), Sancho Lyttle (Atlanta), Shameka Christon (New York) e Ashja Jones (Connecticut).
As titulares serão Katie Douglas (Indiana), Tamika Catchings (Indiana), Sylvia Fowles (Chicago), Candice Dupree (Chicago) e Alana Beard (Washington).
Do lado Oeste, Diana Taurasi (Phoenix) foi escolhida para sentar no banco ao lado de Cappie Pondexter (Phoenix), Nicky Anosike (Minnesota Lynx), Tina Thompson (Los Angeles), Charde Houston (Minnesota) e Sophia Young (San Antonio).
As titulares serão Sue Bird Seattle), Lauren Jackson (Seattle), Swin Cash (Seattle), Lisa Leslie (Los Angeles) e Becky Hammon (San Antonio).
Como se vê, 22 jogadoras estarão participando da partida; onze de cada lado.
Pergunto: alguém viu a Iziane por aí?
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): WNBA
Tags: Diana Taurasi, Érika, Lisa Leslie, WNBA
Voltar ao topo