KOBE BRYANT ESTÁ COM UM PÉ NA TURQUIA
O locaute deve comprometer esta temporada. São vários os jogadores que têm dito isso. Até mesmo a NBA está se conformando com a situação.
E o que fazer? Da parte das franquias, creio que não há nada a se fazer. Mas do lado dos jogadores, há a alternativa de se jogar fora dos EUA.
A Fiba vai autorizar. Claro que vai, pois, com isso, ela não vê maculado o torneio de basquete dos Jogos Olímpicos do ano que vem, em Londres.
Kobe Bryant já está com a caneta na mão direita. Pronto para assinar contrato com o Besiktas da Turquia e ser companheiro de Deron Williams no time otomano.
O plano foi revelado com detalhes nesta sexta-feira: a Turkish Airlines, um dos patrocinadores pessoais do ala-armador do Los Angeles Lakers, disse que entra na jogada para pagar o salário (talvez na totalidade) para que Kobe jogue esta temporada no basquete turco.
E de quanto será a oferta? Resposta: € 500 mil por mês, o que daria € 6 milhões pela temporada. Convertendo para o dinheiro americano, teríamos US$ 8,6 milhões.
Bem menos do que Kobe (foto AP) ganharia no Lakers, pois de acordo com o contrato ele tem garantido US$ 25,2 milhões pela temporada 2011/12. Mas ela não deve acontecer e, assim, Kobe não ganharia nada.
Portanto, é melhor US$ 8,6 milhões do que nada, concordam?
“Os agentes de Kobe já entraram em contato conosco”, disse o técnico do Besiktas, Ergin Ataman. “Kobe só está esperando pela proposta oficial. Ele já nos disse que quer jogar aqui. Estávamos apenas esperando por um patrocinador para pagar os salários de Kobe”.
O patrocinador já foi encontrado. Ou seja: o acordo pode sair a qualquer momento.
TEMOR
Não temam: se houver uma debandada dos principais jogadores da NBA para a Europa, a televisão vai fechar acordo com ligas europeias para a transmissão dessas partidas para os EUA — e consequentemente para o Brasil.
O BandSports tem os direitos de transmissão da Euroleague. É a Champions League do basquete europeu. Vamos assistir, seguramente, o campeonato, que ficará mais empolgante ainda com os jogadores da NBA.
O torneio turco? Até onde eu sei, nenhuma emissora aqui no Brasil tem os direitos de transmissão. Fica aí a dica.
Nossas meninas estrearam com o pé direito no Sub 19 que está sendo disputado no Chile. O Brasil venceu ontem a sempre difícil Espanha por 71 a 64.
A pivô Damiris do Amaral (foto Divulgação) foi o destaque do nosso selecionado. Damiris anotou um “double-double”, com 19 pontos e 13 rebotes. Seus 19 tentos representaram, também, a maior pontuação da partida.
Damiris, 1,90m, se você não sabe, é nossa melhor jogadora. Já está integrada no time adulto (participou do Mundial do ano passado na República Tcheca). Em seu jogo o técnico Luis Claudio Tarallo deposita suas esperanças de pódio.
Outro destaque da contenda foi a ala-armadora Carina Martins: 14 pontos.
Nesta sexta-feira, 22h de Brasília, o adversário é a Eslovênia. Conversando com amigos que trabalham no SporTV, o jogo desta noite não será transmitido ao vivo (como o de ontem também não foi e a CBB, equivocadamente, anunciou em seu site que seria).
O que o canal informa é que os confrontos da fase aguda da competição serão exibidos. E tomara que o Brasil esteja presente.
ESTRELA QUE SE APAGA
Marion Jones foi uma das maiores estrelas do esporte nos EUA. Quando era estudante em North Carolina, a mesma faculdade de Michael Jordan, era um talento no basquete e no atletismo.
Com a bolas nas mãos, foi campeã da NCAA em 1994. E nas competições de velocidade, deixava todo mundo comendo poeira.
Ao terminar os estudos, teria que optar entre o basquete e o atletismo. Conversando com os diretores esportivos e seus treinadores em North Carolina, todos chegaram à conclusão que o melhor para Marion seria o atletismo.
Por quê? Porque na época não existia a WNBA e ela, para ganhar dinheiro com o basquete, teria que jogar fora dos EUA. E Marion (foto Divulgação) não queria deixar o país. E mais: o atletismo pagaria fortunas por suas pernas velozes.
Optou, pois, por guardar a bola de basquete, seu esporte favorito.
Marion tornou-se um expoente do atletismo norte-americano e seu ápice foi nos Jogos de Sydney, em 2000, quando tornou-se a mulher mais rápida do mundo ao conquistar a medalha de ouro na prova dos 100 metros. Ao todo, amealhou cinco medalhas na competição australiana, três delas de ouro.
Marion, no entanto, não estava “limpa”. Dopou-se (admitiu o doping) e foi punida por isso. Perdeu todas as medalhas conquistadas. Ficou conhecida como “a maior fraude” do atletismo feminino na história dos Jogos Olímpicos.
Foi suspensa por dois anos e até na prisão foi parar. Ficou seis meses detida em Fort Worth (ao lado de Dallas), no Texas.
Deixou as pistas, escreveu um livro (“On the Right Track”, não lançado no Brasil) e resolveu dedicar-se ao esporte que ela mais gostava.
Temporada passada, Marion assinou contrato com o Tulsa Shock, time da WNBA. Nolan Richardson, técnico campeão da NCAA no masculino com Arkansas, em 1994, atual treinador das meninas de Tulsa, ficou empolgado com a chegada de Marion.
Mas a prática da teoria não se confirmou. Embora tenha participado de 47 partidas com a camisa 20 (mesmo número que ela usou em North Carolina) do Tulsa, Marion não rendeu em quadra o que dela se esperava.
Aos 35 anos, as pernas não eram mais as mesmas de há 16 anos. Seus números foram decepcionantes: 2,6 pontos, 1,3 rebote e 0,5 assistência. Com números ruins, não mereceu mais do que nove minutos em quadra por partida.
O que tinha tudo para ser uma história de superação e volta por cima com final feliz acabou em frustração. Marion foi dispensada pelo técnico Nolan Richardson.
Vai dar sua vaga para Abi Olajuwon, filha de Hakeem, que como o pai é pivô (tem 1,93m). Richardson justificou assim a troca: “Precisamos de altura e intensidade no garrafão”.
Marion, armadora de ofício, divulgou uma nota após a dispensa: “Quero agradecer a organização Tulsa Shock, ao técnico Richardson, minhas companheiras e à WNBA pela oportunidade de realizar um sonho”.
O sonho realizado foi poder um dia ter jogador basquete profissionalmente, em seu país, como ela tanto queria. Não foi do jeito que ela planejou, mas foi.
“Mostrei aos jovens que se você tem fé na vida, ela te dá uma segunda oportunidade”, encerrou Marion em sua nota. Não foi, como disse, com final feliz, mas ela teve sua segunda chance.
Notas relacionadas:
- BYNUM LIVRA A CARA DE KOBE E DO LAKERS
- UM DESASTRE CHAMADO KOBE BRYANT
- POR QUE KOBE QUER OS BRIGÕES A SEU LADO?




Stern disse que os times estão perdendo US$ 200 milhões por ano desde que o acordo entrou em vigor, em 2005. Vejam bem, não é por equipe, mas no global.
NOITADA 1


