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quarta-feira, 12 de março de 2008 Sem categoria | 12:07

ATÉ ONDE PODE IR A INVENCIBILIDADE DO HOUSTON?

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O Houston é o time do momento na NBA. Vem de uma série de 19 vitórias seguidas. Está a uma de igualar a segunda melhor marca da história da liga, que pertence ao Milwaukee Bucks (1970/71). Mas ainda tem chão para se equiparar ou superar o recorde de invencibilidade do Lakers, que no campeonato de 1971/72 anotou nada menos do que 33 jogos sem perder. A melhor performance em todos os tempos.


Rafer Alston festeja: imagem comum nas últimas semanas

O que intriga neste desempenho do Houston é o fato de o time ter perdido seu super-pivô, o chinês Yao Ming. Ele teve uma fratura por estresse no pé esquerdo e seu último jogo com a camisa 11 do Rockets foi contra o Chicago, na vitória por 110-97, em casa, no dia 24 de fevereiro passado.

Na época, a mídia cravou: “No Yao, no playoffs”.

Errou.

De lá para cá foram mais sete jogos e sete vitórias.

Surpreendente.

Ninguém esperava que o time pudesse manter o mesmo desempenho sem Yao.

Manteve.

Para isso, o técnico Rick Adelman teve de colocar em quadra o veteraníssimo pivô Dikembe Mutombo (41 anos), que estava na lista dos inativos. Solicitou também o auxílio importantíssimo do ala/pivô argentino Luis Scola, que tem jogado igualmente na posição 5 para dar um refresco a Mutombo.

Outro fato importante: o desempenho do “all-star” Tracy McGrady. Parece que finalmente o ala (que não jogou o college e por isso não aprendeu os conceitos básicos do basquete em equipe) demorou onze anos para entender que os companheiros precisam ser envolvidos na partida também. O jogador fominha deu lugar a um atacante agressivo que não olha apenas para a cesta. Ele ampliou sua visão ofensiva e agora aciona também os outros quatro parceiros que estão a seu lado.

Esta corrida de 19 vitórias seguidas fez a equipe pular da rabeira da zona de classificação para os playoffs para um consistente terceiro lugar na conferência mais difícil da NBA. Hoje (12/03) tem apenas 20 derrotas, uma a menos do que Lakers e San Antonio, os líderes do Oeste.

Há quem desdenhe este desempenho com duas observações: desta seqüência de 19 vitórias, 13 jogos foram em casa e apenas seis aconteceram no ginásio inimigo; só oito desses 19 adversários têm um aproveitamento superior a 50%.

Mas não importa. O fato é que o time texano vem entusiasmando seus torcedores, que não hesitam em lotar as poltronas do Toyota Center.

A pergunta do momento é a seguinte: até onde esse time pode ir?

Na capa de esportes da edição desta quarta-feira do jornal “Houston Chronicle” há uma pesquisa sobre quem pode frear o Rockets. As alternativas apresentadas pelo jornal são:

a) Atlanta (hoje, fora);

b) Charlotte (14/03 – C);

c) Lakers (16/03 – C);

d) Boston (18/03 – C);

e) vitória em todos os jogos.

O resultado até o momento (12h10) mostra o seguinte: 47% pela manutenção da invencibilidade; 29% pela derrota diante do Lakers; 18% derrocada frente ao Boston; 3% revés para o Atlanta; e 2% para um surpreendente desastre diante do Charlotte.

Eu cravei na alternativa “c”: derrota diante do Lakers. Acho que no dia 16 esta história terá um fim.

Autor: Fábio Sormani Tags:

segunda-feira, 10 de março de 2008 Sem categoria | 22:37

MÍDIA NOS EUA QUER MUDANÇA NOS PLAYOFFS DA NBA

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Regulamento pode deixar o Denver de Iverson fora dos playoffs (foto AP)

A pressão é grande por parte da mídia norte-americana. Muitos jornalistas estão com a faca no peito do presidente da NBA, David Stern, pedindo para que ele mude as regras do campeonato. Ou melhor: dos playoffs. E com a bola em movimento; ou seja, já para esta temporada.

A mídia nos EUA concorda com a fórmula vigente até a apuração das oito equipes classificadas por conferência, totalizando 16. Depois disso, pedem o fim da disputa dentro das conferências, dando lugar ao seguinte sistema: 1º. x 16º.; 2º. x 15º.; 3º. x 14º. e assim por diante.

Desta maneira, entendem eles, algumas distorções dentro do campeonato seriam corrigidas. Por exemplo: permitir que a final da NBA tenha duas equipes de uma mesma conferência.

É claro pra todo mundo que a turma do Oeste é muito mais forte do que a turma do Leste. Com este novo formato, a gente poderia chegar às semifinais com quatro equipes do Oeste. Justo, segundo o pensamento dos jornalistas.

Como disse anteriormente, corrigem-se algumas distorções, mas nem todas. Por exemplo: o Denver, que hoje (10/03) é o nono colocado da Conferência do Oeste e, portanto, fora dos playoffs, tem uma campanha de 37 vitórias e 25 derrotas, com um aproveitamento de 59,7%.

Este desempenho o colocaria na quarta posição na Conferência do Leste. Quer dizer: um time como o Denver ficaria fora dos playoffs dando lugar a equipes como Washington, Philadelphia e Atlanta que têm aproveitamento inferior a 50% de seus jogos.

Não é fácil resolver essa parada. Acho justas as reivindicações dos times do Oeste, amparadas por boa parte da imprensa, como disse. Mas como a NBA não vai querer deixar de apurar os campeões das conferências, o que ocorre desde que a liga foi criada, a minha sugestão seria a seguinte: os campeões e vices das conferências estariam classificados para uma semifinal, onde o primeiro colocado do Leste enfrentaria o segundo do Oeste e o primeiro do Oeste pegaria o segundo do Leste.

Desta maneira, a gente conheceria os campeões das conferências e possibilitaria uma final envolvendo duas equipes de uma mesma região, se fosse o caso.

Simples, não é mesmo?

Autor: Fábio Sormani Tags:

quarta-feira, 5 de março de 2008 Sem categoria | 19:22

NBA: ORGANIZAÇÃO DE DAR INVEJA

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Atlanta x Miami: times vão terminar partida de dezembro passado (foto AP)

Por conta de um erro da mesa, que desclassificou o pivô Shaquille O’Neal (então jogador do Miami Heat) com seis faltas quando na verdade ele tinha cometido a sua quinta, o jogo entre Atlanta e Miami, ocorrido em 19 de dezembro do ano passado, terá seus segundos finais disputados novamente para corrigir o equívoco grosseiro. A decisão foi tomada pela NBA em 11 de janeiro passado e o embate derradeiro foi marcado para o próximo sábado, antes de mais um jogo entre as equipes válido pela regular season, também na mesma Phillips Arena, em Atlanta, onde o erro ocorreu.

Hoje (05/03), a NBA mandou o seguinte informe para os jornalistas que fazem parte de seu mailing – que é o meu caso:

A NBA mandou o seguinte informe para os jornalistas que fazem parte de seu mailing – que é o meu caso:

“O jogo do dia 19 de dezembro de 2007 entre Miami Heat e Atlanta Hawks será terminado no dia 8 de março, antes da partida da temporada regular já programada entre as duas equipes. Ambos os times estarão sujeitos às seguintes regras:

CONCLUSÃO DO JOGO
O jogo do dia 19 dezembro será terminado com a equipe do Miami com a vantagem de bola na linha de base e 51.9 segundos restantes no relógio para finalizar a prorrogação. O Miami estará arremessando na frente do banco do Atlanta Hawks.

DETALHES DO JOGO:
Marcador:
Atlanta 114-111 Miami

Faltas:
Ambas as equipes atingiram o limite máximo

Pedidos de tempo:
Atlanta – um completo e dois de 20 segundos
Miami – um completo e um de 20 segundos

Desqualificado do jogo:
Josh Smith (Atlanta) – seis faltas pessoais

Falta técnica:
Shaquille O’Neal – 4m22seg do primeiro quarto (não está mais com o time)

ELENCOS

ATLANTA (atletas que estavam inscritos para o jogo anterior)

1 Horford, Al
2 Johnson, Joe
3 Jones, Solomon
4 Law, Acie
5 Pachulia, Zaza
6 Smith, Josh
7 Stoudemire, Salim
8 West, Mario
9 Williams, Marvin

Jogadores para completar a equipe (12 atletas):
10 Bibby, Mike
11 Childress, Josh
12 Claxton, Speedy
13 Richardson, Jeremy
14 Indefinido
15 Indefinido

MIAMI (atletas que estavam inscritos para o jogo anterior)

1 Barron, Earl
2 Blount, Mark
3 Cook, Daequan
4 Davis, Ricky
5 Haslem, Udonis
6 Johnson, Alexander
7 Mourning, Alonzo
8 Quinn, Chris
9 Wade, Dwyane
10 Wright, Dorell

Jogadores para completar a equipe (12 jogadores):
11 Anthony, Joel
12 Parker, Smush
13 Williams, Jason
14 Banks, Marcus
15 Marion, Shawn

ESTATÍSTICA:
A estatística da partida, com a pontuação e a jogada-a-jogada, será reconstruída para definir o restante do jogo.

CONCLUSÃO DO JOGO DO DIA 19 DE DEZEMBRO:
Quinze (15) minutos serão cronometrados antes da conclusão da partida. Durante este tempo, as equipes terão a opção de se aquecer em quadra ou voltar ao vestuário. Imediatamente depois da conclusão do jogo, o Miami Heat (equipe visitante) notificará os árbitros a respeito de que lado da quadra a equipe escolherá para a partida da temporada regular programada para o dia 8 de março. As listas dos jogadores ativos para o jogo programada parta este sábado devem ser submetidas aos oficiais com 10 minutos restantes do início da partida”.

Que tal? Gostaram da organização? Seria possível ver algo do gênero aqui no Brasil?

Penso que não. Isso é coisa de gente organizada – o que não é o nosso caso. Independente da modalidade esportiva.

Autor: Fábio Sormani Tags:

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008 Sem categoria | 21:02

MENSAGENS SENSACIONAIS E O SILÊNCIO DA CBB

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As manifestações de apoio que o blog vem recebendo por conta do primeiro texto que publiquei, pedindo o afastamento de Gerasimis Bozikis do comando da CBB, estão sendo emocionantes. Gente de todos os cantos se solidarizando com o que foi escrito.

Thanx, guys!, eu sabia que vocês iriam entender perfeitamente o que eu escrevi e propus. Infelizmente, não há mesmo outra saída. Rebelar já!

Embora todas as mensagens sejam excelentes, gostaria de reproduzir a que foi enviada pelo Guilherme Maia, presidente do Franca Basquete:

“Parabéns pela abordagem, você realmente tem razão, não há outro caminho, todas as formas de diálogo foram esgotadas com a CBB, rebelar-nos é o melhor caminho, mas somente teremos resultado se a ação for conjunta, ganharemos adeptos a cada dia, pois a insatisfação é quase geral; quase, pois alguns que estão sendo beneficiados estão com os olhos vendados para o pior momento do basquetebol brasileiro. Abraço, Guilherme Maia.”

É certo que o time francano foi favorecido com o que escrevi. Mas pergunto: por que a CBB não se manifestou? Uma mensagem em tom de indignação, munida, é claro, de documentos e fatos que desautorizem tudo o que escrevi. Algo em tom de defesa, de contestação, de desaprovação. Mas nada, absolutamente nada. Silêncio total.

Ou nos tratam (coloco no plural porque vocês estão juntos nesta empreitada, claro que foram nas mensagens enviadas) com desdém, próprio dos arrogantes, ou porque, envergonhados, nada têm a dizer e dão voz ao velho ditado que diz que quem cala consente.

O que eu penso? A alternativa “a” é a correta, infelizmente. Duvido que o Grego e sua diretoria se envergonhem de tudo de ruim de que eles fizeram, fazem e farão com o nosso basquete.

Autor: Fábio Sormani Tags:

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008 Sem categoria | 20:06

O MEDO DOS JOGADORES AMERICANOS NA SÉRVIA

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A independência do Kosovo com o aval dos EUA está causando problemas para o Efes Pilsen. Tudo porque quatro dos seis jogadores norte-americanos do time turco decidiram não ir à Sérvia (a qual o Kosovo pertencia) para o jogo desta quarta-feira (28/02) contra o Partizan Belgrado.

Drew Nicholas, Loren Woods (ex-Minnesota, Miami e Toronto), Rashad Wright e Andre Hutson acataram recomendação do governo dos EUA, que orienta seus cidadãos a não ir à Sérvia por razões de segurança. Dois outros jogadores norte-americanos, no entanto, Scoonie Penn e Kenny Gregory, decidiram viajar para a partida de amanhã contra o Partizan. Os dois mais o técnico do time, o também americano David Blatt.

A direção do time turco está maluca com a decisão dos quatro de se ausentar. E avisou: se eles não aparecerem para o jogo válido pelas quartas-de-final da Euroliga, serão demitidos!

Os quatro temem ser agredidos durante a partida. O governo sérvio avisa que dará todas as garantias aos jogadores e garante que nada irá acontecer a eles. Um plano de segurança, feito pelo governo de Belgrado, foi apresentado à embaixada da Turquia, que o aprovou.

Pergunto: se você fosse um jogador norte-americano, o que faria? Acataria recomendação do governo dos EUA ou confiaria no plano de segurança elaborado pelo governo sérvio?

Autor: Fábio Sormani Tags:

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008 Sem categoria | 18:32

HOUSTON PERDE YAO E PODE FICAR DE FORA DOS PLAYOFFS

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A notícia não poderia ser pior para o Houston: Yao Ming está fora da temporada. Tudo por causa de uma fratura por stress no pé esquerdo.

Os números do pivô chinês são sólidos neste campeonato: 22 pontos e 10.8 rebotes por jogo. Nesta segunda metade da competição (o “All-Star Weekend” funciona como um divisor de águas no campeonato), o time vem num crescimento incrível: 12 vitórias consecutivas, dos últimos 17 jogos venceu 16 (na única derrota, contra o Utah, o chinês não jogou) e neste ano o recorde é de 21 vitórias e apenas quatro derrotas.

Sétimo colocado na Conferência do Oeste e candidatíssimo a uma das vagas para os playoffs pelo basquete que o time vem jogando, fica agora a pergunta: sem Yao, vai dar?

O reserva imediato seria o veteraníssimo Dikembe Mutombo, 41 para 42 anos. Seria porque ele nem está jogando por causa também de contusão – e cá pra nós, não agüentaria o tranco também. A solução é improvisar o rookie argentino Luis Scola, que atuou na posição na derrota para o Utah.

Acontece que além de inexperiente Scola tem apenas 2,06 m de altura, inapropriada para um pivô. Não tem também físico para um jogador da posição. Sobra-lhe garra, como acontece com todos os argentinos, mas eu pergunto: é suficiente?

Acho difícil. Penso que uma das vagas do Oeste para os playoffs, que poderia ser do Houston, agora se abre. Denver, Portland e Sacramento agradecem, embora estejam consternados com a contusão de Yao.

Estariam mesmo?

Autor: Fábio Sormani Tags:

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008 Sem categoria | 17:35

REBELAR JÁ, NÃO HÁ OUTRA ALTERNATIVA

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Bem, em primeiro lugar, gostaria de dar um alô para todos os meus companheiros blogueiros aqui do esporte: Paulo Cleto, Rogério Andrade, Helena, Rizek, Flávio “Da Silva” Gomes, Michel, André, Polanco, meu velho chapa Milton Neves e o Gian “Carcamano” Oddi. Não sei se tenho condições de figurar ao lado de vocês todos, mas já que a oportunidade me foi dada, vou abraçá-la. Thanx, Gian!

Claro que eu não posso me esquecer dos que estão na frente do PC ou do laptop neste momento. Um alô bem especial pra vocês que acessam o iG. E obrigado por isso. Espero que vocês se mantenham fiéis e não sejam indiferentes ao que irei abordar aqui neste espaço a partir de hoje. Por isso, aplaudam e/ou xinguem. Não importa. Opinem, ajudem, sugiram; enfim, este espaço foi criado pra nós que gostamos de esporte — ou de basquete, principalmente.

Gostaria muito que este primeiro tip-off fosse sobre coisas boas. As trocas finais que aconteceram na NBA, sobre o Nenê que começa a quimio amanhã (26/02), sobre o college que anda a mil, a Euroliga; mas, infelizmente, o tema que se escancara no momento é sobre mais uma desfaçatez do presidente da CBB, Gerasimis Bozikis.

A retaliação dele com Franca é covarde, para dizer o mínimo. Está histérico porque o time francano encabeça a lista dos “rebelados” que criaram uma liga de basquete. É um direito que as equipes têm. Está previsto na Lei Pelé. O mundo dança esta valsa, dos EUA à Europa, passando pela Ásia e Oceania.

Grego (foto), como é conhecido, não quer isso. Não quer largar essa teta tentadora, saborosa e generosa que é o nosso basquete. Nada tenho contra continuísmos, quero deixar bem claro. Se o cara é bom, tem que ficar. Mais ainda: tem que ser remunerado. Mas se é ruim, como é o caso dele, cai fora!

David Stern assumiu a NBA em 1984. Mudou a liga. Antes decadente como instituição e associada a jogadores drogados – a final de 1980, quando Magic Johnson ganhou seu primeiro título, não foi transmitida ao vivo para os EUA, apenas em VT, algumas horas depois -, hoje a liga é admirada e conhecida em todo o planeta. Se está indo tão bem, por que trocar? Stern vai quase todos os dias ao prédio da NBA na 5ª. Avenida há 24 anos. Ninguém sabe ao certo quanto ele ganha, mas especula-se que ele amealha cerca de US$ 10 milhões por temporada. Já falaram em US$ 20 milhões. Por que não? Nada mais justo por tudo o que ele fez. Concordam?

Voltando ao nosso caso, pergunto: quanto mereceria ganhar Grego? Nada. Merecia, isto sim, um pé bem dado nos fundilhos.

O que fazer então para mudar a situação? Rebelar-se; não há outra saída. É complicado dizer isso, eu sei, até porque o perfil do brasileiro é de um povo conciliador. Não fomos forjados para ir à luta. Somos pacíficos, para não dizer acomodados (queria dizer outra coisa, mas como se trata do meu primeiro texto, deixa pra lá, pois não quero chocar os mais sensíveis; com o tempo vocês me conhecerão melhor).

Os clubes deveriam abandonar a CBB de uma vez. Todos! Ninguém cede jogador para a seleção e nem participa de campeonato organizado pelo Sr. Bozikis. Os jogadores que estão fora do país deveriam assumir uma postura firme, sem a miopia do amor à pátria, como tentou Nenê e foi mal interpretado pela maioria – até mesmo pelo incomparável Oscar Schmidt. A hora não é para isso. Se forem convocados, deveriam dizer: não aceitamos enquanto o Grego estiver na principal cadeira da Avenida Rio Branco 245, 16º. andar, Rio de Janeiro. E mais: ninguém se habilitaria a treinar o nosso time masculino, caso fosse convidado, pois no momento o técnico é o espanhol Moncho Monsalve.

Tem que ser assim, no pau. Ninguém pode afinar ou se curvar a discursos conciliatórios. Vamos abrir, por favor, uma concessão em nossa história neste momento. Vamos pro pau!, repito.

Quero ver se isso fosse feito se o presidente do COB, o acomodado, pra dizer o mínimo, Carlos Arthur Nuzmann, não iria tomar providências. Quais? Qual, eu diria: batalhar pelo afastamento do Sr. Bozikis da CBB. Não há outra saída.

Mãos à obra, guys! O tempo urge; os dois Pré-Olímpicos estão logo aí. Ainda dá tempo.

Foto: CBB

Autor: Fábio Sormani Tags:

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