ATÉ ONDE PODE IR A INVENCIBILIDADE DO HOUSTON?
O Houston é o time do momento na NBA. Vem de uma série de 19 vitórias seguidas. Está a uma de igualar a segunda melhor marca da história da liga, que pertence ao Milwaukee Bucks (1970/71). Mas ainda tem chão para se equiparar ou superar o recorde de invencibilidade do Lakers, que no campeonato de 1971/72 anotou nada menos do que 33 jogos sem perder. A melhor performance em todos os tempos.

Rafer Alston festeja: imagem comum nas últimas semanas
O que intriga neste desempenho do Houston é o fato de o time ter perdido seu super-pivô, o chinês Yao Ming. Ele teve uma fratura por estresse no pé esquerdo e seu último jogo com a camisa 11 do Rockets foi contra o Chicago, na vitória por 110-97, em casa, no dia 24 de fevereiro passado.
Na época, a mídia cravou: “No Yao, no playoffs”.
Errou.
De lá para cá foram mais sete jogos e sete vitórias.
Surpreendente.
Ninguém esperava que o time pudesse manter o mesmo desempenho sem Yao.
Manteve.
Para isso, o técnico Rick Adelman teve de colocar em quadra o veteraníssimo pivô Dikembe Mutombo (41 anos), que estava na lista dos inativos. Solicitou também o auxílio importantíssimo do ala/pivô argentino Luis Scola, que tem jogado igualmente na posição 5 para dar um refresco a Mutombo.
Outro fato importante: o desempenho do “all-star” Tracy McGrady. Parece que finalmente o ala (que não jogou o college e por isso não aprendeu os conceitos básicos do basquete em equipe) demorou onze anos para entender que os companheiros precisam ser envolvidos na partida também. O jogador fominha deu lugar a um atacante agressivo que não olha apenas para a cesta. Ele ampliou sua visão ofensiva e agora aciona também os outros quatro parceiros que estão a seu lado.
Esta corrida de 19 vitórias seguidas fez a equipe pular da rabeira da zona de classificação para os playoffs para um consistente terceiro lugar na conferência mais difícil da NBA. Hoje (12/03) tem apenas 20 derrotas, uma a menos do que Lakers e San Antonio, os líderes do Oeste.
Há quem desdenhe este desempenho com duas observações: desta seqüência de 19 vitórias, 13 jogos foram em casa e apenas seis aconteceram no ginásio inimigo; só oito desses 19 adversários têm um aproveitamento superior a 50%.
Mas não importa. O fato é que o time texano vem entusiasmando seus torcedores, que não hesitam em lotar as poltronas do Toyota Center.
A pergunta do momento é a seguinte: até onde esse time pode ir?
Na capa de esportes da edição desta quarta-feira do jornal “Houston Chronicle” há uma pesquisa sobre quem pode frear o Rockets. As alternativas apresentadas pelo jornal são:
a) Atlanta (hoje, fora);
b) Charlotte (14/03 – C);
c) Lakers (16/03 – C);
d) Boston (18/03 – C);
e) vitória em todos os jogos.
O resultado até o momento (12h10) mostra o seguinte: 47% pela manutenção da invencibilidade; 29% pela derrota diante do Lakers; 18% derrocada frente ao Boston; 3% revés para o Atlanta; e 2% para um surpreendente desastre diante do Charlotte.
Eu cravei na alternativa “c”: derrota diante do Lakers. Acho que no dia 16 esta história terá um fim.


Grego (foto), como é conhecido, não quer isso. Não quer largar essa teta tentadora, saborosa e generosa que é o nosso basquete. Nada tenho contra continuísmos, quero deixar bem claro. Se o cara é bom, tem que ficar. Mais ainda: tem que ser remunerado. Mas se é ruim, como é o caso dele, cai fora!