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terça-feira, 25 de outubro de 2011 Sem categoria | 22:22

BRASIL FICA COM O BRONZE QUANDO NA VERDADE DEVERIA TER FICADO COM O OURO

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A seleção feminina acabou de ganhar da inexpressiva Colômbia por 87-48. Com o resultado, conquistou a medalha de bronze no Pan de Guadalajara.

Não fez mais que a obrigação.

Ou melhor: fez menos do que deveria ter feito. O que o time comandado por Ênio Vecchi no banco e por Érika de Souza e Iziane Castro em quadra deveria ter conquistado o ouro.

O nível do campeonato foi baixíssimo.

Cuba, que poderia ser um adversário de peso, preferiu priorizar a preparação para o Pré-Olímpico Mundial e nem sequer apareceu para o torneio. Nem mesmo com uma equipe sub qualquer coisa. Idem para a Argentina, que também jogou desfalcada.

O Brasil decepcionou. Nunca é demais lembrar e frisar.

Essa derrota pode ter sido boa visando os Jogos Olímpicos do ano que vem em Londres. Pode ter sido boa para nos mostrar que esse time tem muito o que fazer se quiser uma posição honrosa.

E que Érika e Iziane compreendam que as duas são boas jogadoras, nada além disso. Estão longe de ser o que no passado foram Paula, Hortência e Janeth.

E vale o investimento em Damiris do Amaral. Ela é grande, tem velocidade e tem fundamentos. Vale todo o investimento nela, pois se tem alguém nesse time que pode ser no futuro importante para nós é ela.

E temos que procurar rapidamente uma armadora. Quem? Realmente, não sei.

Notas relacionadas:

  1. APESAR DE TUDO, O BRASIL É FAVORITO PARA CONQUISTAR A VAGA NO PRÉ FEMININO
  2. NA DEFESA, CONTRARIANDO TUDO, O BRASIL VOLTA A VENCER NO PRÉ FEMININO
  3. BRASIL SURRA ARGENTINA E GARANTE VAGA NOS JOGOS DE LONDRES
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 24 de outubro de 2011 Sem categoria | 22:43

A CARTA DOS PREFEITOS À NBA E AOS JOGADORES E OS EFEITOS QUE O LOCAUTE PROVOCA

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A carta enviada por 14 prefeitos de cidades que hospedam times da NBA para a entidade e para a associação dos jogadores (NBPA) na semana passada tem sido assunto entre alguns parceiros deste botequim. Tomei conhecimento por conta de um link mandado pelo Márcio, um de nossos beberrões inveterados e que sempre está neste estabelecimento. Márcio, valeu; obrigado, meu velho.

De fato, a carta tem conteúdo; só não sei se o suficiente para tirar do pedestal os jogadores e diminuir a arrogância dos proprietários das equipes.

Para quem não leu, eu fiz a tradução e publico abaixo:

Carta aberta para a National Basketball Association (NBA) e NBA Player Union — de Prefeitos dos EUA.

Nós somos prefeitos de cidades da NBA. Todos os anos, nossos moradores lotam as arenas onde os nossos times jogam. Eles compram produtos da NBA. Eles torcem por seus jogadores favoritos com paixão e intensidade. Eles frequentam os jogos e tornam este momento inesquecível ao lado da família e amigos. Muitos proprietários ou trabalhadores de empresas de pequeno porte dependem dos jogos da NBA para sobreviverem. Não importa como você olha para isso, o fato é que nossas equipes são uma parte vital do tecido económico e social das nossas cidades.

Infelizmente, perdido neste debate sobre um novo acordo de negociação coletiva da NBA, está o ponto de vista dos moradores e o impacto negativo que uma temporada cancelada pode ter sobre eles, bem como sobre nossas cidades e nossas economias.

Nós sabemos que as questões discutidas entre os proprietários de NBA e os jogadores são complexas e precisam ser atendidas para garantir o bem-estar a longo prazo da liga. Não estamos interessados em tomar partido de qualquer um dos lados. A Conferência de Prefeitos dos EUA sempre manteve a imparcialidade nas negociações esportivas.

Nós respeitosamente pedimos que vocês (NBA e NBPA) considem as consequências para as nossas cidades se o locaute continuar. Pedimos a vocês que trabalhem rapidamente para encontrar um acordo para que possamos salvar a temporada da NBA.

Estamos orgulhosos de sermos lar de franquias da NBA. Como fãs de basquete, sabemos que ganhar ou perder faz parte do jogo. Mas com certeza sabemos que todo mundo perde se não houver uma temporada.

Se pudermos ajudar para o processo de proteção a próxima temporada, por favor não hesite em contatar-nos.

Sinceramente.

Gregory A. Ballard, Prefeito de Indianápolis; Buddy Dyer, Prefeito de Orlando; Kevin Johnson, Prefeito de Sacramento; A.C. Wharton Jr., Prefeito de Memphis; Vincent Gray, Prefeito de Washington, DC; Michael Nutter, Prefeito da Filadélfia; Phil Gordon, Prefeito de Phoenix; Annise D. Parker, Prefeita de Houston; Mike Rawlings, Prefeito de Dallas; Anthony Foxx, Prefeito de Charlotte; David Bing, Prefeito de Detroit; Ralph Becker, Prefeito de Salt Lake City; Julian Castro, Prefeito de San Antonio; Michael Hancock, Prefeito de Denver.

EFEITOS

A edição deste domingo da “Folha de S.Paulo” trouxe-nos um texto do jornalista norte-americano Tom Withers, da Associated Press, onde ele mostra extamente o drama de comerciantes e trabalhadores que gravitam em torno dos ginásios e dos times da NBA, extamente como diz a carta dos prefeitos para a liga e para a NBPA.

Withers fala de um restaurante que fica próximo à Q Arena de Cleveland, o Harry Buffalo, que depende da temporada da NBA para sobreviver e, consequentemente, manter o emprego de seus funcionários. “Tenho três mães solteiras na minha equipe de garçonetes e dois pais solteiros na cozinha”, disse John Adams, gerente de operações do restaurante. “Preciso pensar em seus 11 filhos. É doloroso quando tenho de colocar a empresa em primeiro lugar e dizer que não posso ter uma equipe de 15 garçonetes porque não temos tanto movimento”.

Este é um exemplo. Há outros.

Assim como não são apenas garçonetes e cozinheiros que dependem da NBA. Há todo o pessoal que trabalha dentro dos ginásios nos dias de jogos, seguranças que são contratados, taxistas que ganham com corridas para levar e buscar torcedores, proprietários e funcionários de lojas de material esportivo.

Isso sem falar na mídia. Há um batalhão de repórteres, narradores e comentaristas que ganham a vida cobrindo os jogos da NBA.

Enfim, como disse, há muita gente envolvida.

Por tudo isso, muitos têm classificado jogadores e patrões como egoístas.

Estariam essas pessoas erradas?

Autor: Fábio Sormani Tags:

quinta-feira, 20 de outubro de 2011 Sem categoria | 22:49

REUNIÃO DESTA QUINTA TERMINA E LOCAUTE CONTINUA NA NBA

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Depois de cinco horas de discussão nesta quinta-feira, NBA, NBPA (a associação dos jogadores) e o mediador federal George Cohen não conseguiram chegar a um acordo.

Pior do que isso: nenhuma outra reunião foi agendada.

Adam Silver, o representante maior da NBA na reunião (o comissário David Stern está gripado e acompanhou tudo de casa), disse: “Não fomos capazes de preencher a lacuna que separa as duas partes. Estamos tristes em nome do jogo”.

Os problemas permanecem os mesmo: divisão do BRI (tudo o que a NBA arrecada) e o sistema do “salary cap”.

Só pra lembrar: a primeira proposta dos jogadores reduzia a parte dos atletas de 57% para 53%, deixando para os patrões 47%. A última foi de 52,5%, sobrando para os patrões 47,5%.

Os patrões topam dividir meio a meio. Mas os jogadores não querem.

Eperava-se muito que Cohen, o mediador federal, conseguisse amolecer as partes. Não conseguiu até o momento. Na terça-feira a reunião durou 16 horas; ontem, quarta, oito horas; e hoje, como disse, mais cinco horas.

Ou seja: 29 horas não foram suficientes para resolver a questão.

As duas primeiras semanas do calendário já foram canceladas. Ninguém falou em cancelar mais rodadas. Mas…

Notas relacionadas:

  1. EQUILÍBRIO NO OESTE
  2. GALHOFA OU FATO?
  3. PATRÕES E JOGADORES COMEÇAM A SE ENTENDER EM NOVA YORK
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

Sem categoria | 18:07

PATRÕES E JOGADORES COMEÇAM A SE ENTENDER EM NOVA YORK

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A reunião entre NBA, NBPA (associação dos jogadores) e o mediador federal George Cohen começou há pouco mais de duas em Nova York. David Stern, o comissário da liga, está resfriado e de casa acompanha a reunião.

Há pouco, as partes teriam celebrado um acordo: a “Mid-Level Exception”.

Duas semanas atrás, os patrões queriam que ela fosse de US$ 3 milhões. Os jogadores disseram não. Parece que fecharam em US$ 4,8 milhões.

Na temporada passada, a MLE foi de US$ 5,8 milhões. Ou seja: conseguiram uma redução de US$ 1 milhão.

O que é a MLE? Ela possibilita que um time, mesmo com o “cap” estourado, assine com um jogador pagando-lhe esta quantia.

Vejam que eu coloquei o fato na condicional: teriam. Não é oficial ainda.

Mas parece que está havendo progressos. Tanto que Adam Silver, braço direito de Stern, disse ontem que ainda é possível que os 82 jogos da temporada regular sejam disputados.

Tomara.

A reunião prossegue.

Continuem acessando o blog. Assim que houver novidades estarei informando.

Notas relacionadas:

  1. REPRESENTANTE DOS JOGADORES DIZ QUE TEMPORADA PODE NÃO ACONTECER
  2. NBA CANCELA AS DUAS PRIMEIRAS SEMANAS DA TEMPORADA REGULAR
  3. JOGADORES ESTARIAM ROENDO A CORDA?
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

quarta-feira, 19 de outubro de 2011 Sem categoria | 10:03

FIM DO LOCAUTE NA NBA PODE SER DECRETADO NESTA QUARTA-FEIRA

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Só para não deixá-los sem informação: a reunião de ontem entre NBA, associação dos jogadores (NBPA) e o mediador George Cohen começou às 10h da manhã e terminou às 4h da manhã desta quarta-feira — tudo horário local. Nada foi resolvido.

Embora as partes não tenham conversado com a mídia, escapou uma coisinha aqui e outra ali. E elas deram conta de que houve grande progresso.

Por isso, as partes resolveram se encontrar, novamente com a presença do mediador Cohen, às 10h da manhã (horário local, 12h horário de Brasília) para tentar resolver hoje (não pode passar de hoje, segundo o comissário David Stern) a questão e com isso finalmente colocar um ponto final no locaute.

Fiquem atentos ao blog, porque no decorrer do dia poderemos ter novidades. Assim que elas surgirem, eu conto pra vocês.

O locaute que chega ao seu 111º dia nesta quarta-feira. Número sugestivo; acho que tudo se resolve hoje.

Notas relacionadas:

  1. REPRESENTANTE DOS JOGADORES DIZ QUE TEMPORADA PODE NÃO ACONTECER
  2. NBA PODE TER TODA TEMPORADA CANCELADA NESTA SEXTA-FEIRA
  3. JOGADORES ESTARIAM ROENDO A CORDA?
Autor: Fábio Sormani Tags: ,

domingo, 16 de outubro de 2011 Sem categoria | 15:32

EUA LEVAM TIME UNIVERSITÁRIO AO PAN E UMA CANDIDATA A MUSA DOS JOGOS

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O time norte-americano feminino de Basquete foi definido semana passada para disputar os Jogos Pan-Americanos. Os treinos começaram ontem (15) em Houston, no Texas, sob o comando da treinadora Ceal Barry, da Universidade do Colorado.

A convocação representa um baita problema para as escolas que cederam atletas para a seleção dos EUA. Isso porque os treinos visando o campeonato universitário começaram no dia 2 de outubro passado.

Ou seja: as universidades que forneceram jogadoras para o selecionado norte-americano vão ficar privadas de suas principais atletas por pelo menos 15 dias. Isso porque o torneio de basquete feminino do Pan será disputado de 21 a 25 de outubro.

Os treinadores torceram o nariz, mas disseram entender perfeitamente a situação das atletas. “Não podia negar a Kayla (Standish) e a Katelan (Redman) a oportunidade de representar nosso país nos Jogos Pan-Americanos, mesmo que o momento não seja o ideal”, disse a técnica Kelly Graves, de Gonzaga.

Carol Callan, diretora de seleções da USA Basketball, a CBB dos EUA, teve o cuidado de mandar carta na primeira semana de agosto para os treinadores de todas as escolas da Primeira Divisão da NCAA para saber deles se haveria veto de jogadoras. Para surpresa de Carol, não houve veto algum.

“Ficamos felizes com a quantidade de jogadoras universitárias interessadas em representar os EUA em Guadalajara”, disse Carol.

Mesmo sem receber qualquer veto das escolas, a USA Basketball não convocou nenhuma atleta das grandes universidades norte-americanas, como Connecticut, Tennessee, Stanford, North Carolina, Notre Dame e Texas.

Foram 11 jogadoras oriundas de escolas menores. Além delas foi chamada também Breanna Stewart que atua no high school, o nosso ensino médio.

Breanna tem apenas 17 anos, mas já passou por seleções de base dos EUA. Por ter mostrado grande potencial, foi convocada para ganhar experiência.

MUSA

Kayla Standish, ala de 1,87m, é uma das mais experientes e melhores jogadoras dos EUA. Como disse acima, joga na Universidade de Gonzaga, que fica na cidade de Spokane, Estado de Washington.

Kayla deve se destacar em quadra nestes Jogos Pan-Americanos não apenas pela qualidade de seu basquete, mas também por sua beleza. Ela é de fato uma graça.

Na última sexta-feira, o iG publicou galeria de fotos com as beldades que estarão presentes no Pan de Guadalajara. Faltou colocar Kayla. Aos meus olhos, imperdoável.

Mas eu corrijo esta injustiça e publico uma foto de Kayla. Confiram e me digam se não tenho ou não razão.

Notas relacionadas:

  1. O EQUÍVOCO DE RUBÉN MAGNANO
  2. ENTENDA POR QUE CARINA FOI CONVOCADA PARA O LUGAR DE NÁDIA
Autor: Fábio Sormani Tags: ,

sábado, 15 de outubro de 2011 Sem categoria | 19:28

JOGADORES ESTARIAM ROENDO A CORDA?

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Parece que os jogadores começam a ruir a corda. Será?

Depois da reunião de ontem, sexta-feira, no Beverly Hilton, em Los Angeles, JaVale McGee (foto) afirmou que alguns dos 30 jogadores que participaram do encontro deram sinais de que querem desistir. E adicionou: “Mas a maioria está preparada para continuar forte”.

Luc Mbah a Moute, que também estava na reunião, ficou louco da vida quando os repórteres pediram para ele comentar a declaração de McGee. “Isso não existe!”, reagiu Mbah a Moute.

Mais tarde, em seu Twitter, covardemente McGee disse que não disse o que disse. Mas os repórteres, profissionais que são, tinham tudo gravado e McGee ficou com cara de tacho.

O que se pergunta no momento é: os jogadores estão roendo a corda ou não? Se estiverem, poderemos ter novidades na reunião da próxima terça-feira entre a NBA, a associação dos jogadores com a presença inédita de George Cohen, mediador especializado em crises do esporte norte-americano.

E é sempre bom a gente lembrar: a maioria dos jogadores não tem mercado fora dos EUA e nem está disposta a deixar o país. E mais: não tem poupança gorda para suportar uma temporada sem faturar.

E, como eu já disse aqui, os patrões não dependem do faturamento de seus times para comprar o leite das crianças. Todos eles têm outras atividades que dão tanto ou mais lucro do que as franquias da NBA.

Aliás, alguns deles trabalharam no prejuízo na última temporada, segundo David Stern. Para sermos exatos, o comissário da NBA disse que houve um prejuízo total de US$ 340 milhões e que 17 dos 30 times da liga perderam dinheiro na média em US$ 20 milhões cada um.

Portanto, os patrões não devem mesmo estar dispostos a continuar do jeito que estava: 57% do faturamento para os jogadores e 43% para eles, patrões.

A revista de economia “Forbes”, no entanto, publicou matéria em junho passado, logo após o encerramento da temporada, que houve lucro de US$ 180 milhões ao invés da perda referida por Stern.

Stern disse à época: “Não sabemos como eles fizeram os cálculos. A ‘Forbes’ não tem os dados financeiros das equipes e suas estimativas não condizem com a realidade”.

Quem diz a verdade? Não sei.

Mas vamos aguardar. Vamos aguardar por terça-feira. Acho que teremos novidades. De um jeito ou de outro teremos novidades.

Notas relacionadas:

  1. REPRESENTANTE DOS JOGADORES DIZ QUE TEMPORADA PODE NÃO ACONTECER
  2. NBA PODE TER TODA TEMPORADA CANCELADA NESTA SEXTA-FEIRA
  3. NBA CANCELA AS DUAS PRIMEIRAS SEMANAS DA TEMPORADA REGULAR
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

sexta-feira, 14 de outubro de 2011 Sem categoria | 20:29

ENTENDA POR QUE CARINA FOI CONVOCADA PARA O LUGAR DE NÁDIA

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Nádia Colhado foi cortada nesta sexta-feira da seleção que vai disputar os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. A pivô brasileira está sentindo fortes dores na perna esquerda e exames feitos no local constataram que há uma sobrecarga óssea e ela teve que ser afastada para tratamento.

Em seu lugar foi convocada Carina Felippus, igualmente pivô, e que joga no Americana. Carina tem 32 anos e, salve engano de minha parte, jamais jogou na seleção.

Aí eu me pergunto: por que convocar uma atleta de 32 anos com um currículo desses? Não seria melhor levar uma menina que está dando os primeiros passos na carreira e que mostra potencial de crescimento? Não seria o momento adequado para se dar experiência para esta novata? Ver como ela se comporta com a camisa da seleção?

Mas não, Ênio Vecchi convocou uma veterana de 32 anos e de poucas passagens pela seleção, mas que é vivida no meio do basquete, tendo jogado, inclusive, no basquete universitário norte-americano.

Ênio optou por Carina (foto CBB/Divulgação) e não por uma novata porque o Pan, embora não seja hoje nem sombra do que foi no passado, interessa ao COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e à CBB (Confederação Brasileira de Basquete).

Ao COB porque o afluxo de medalhas ao final da competição servirá não apenas para que o Brasil ultrapasse a Argentina no quadro geral, pulando do quinto para o quarto lugar, mas também para justificar o recebimento de verbas por parte do governo federal e, quem sabe, até aumentá-las.

À CBB, porque se nossas duas seleções forem vitoriosas, poderão pleitear mais verbas por parte do COB provenientes da Lei Agnelo Piva.

A “meritocracia” instituída pelo COB para justificar o repasse de verbas funciona como uma “faca no peito” das confederações. O basquete teve nos últimos dois anos diminuída a verba recebida do COB por conta dos recentes fracassos.

Tudo por conta da ausência em três Olimpíadas seguidas no masculino e campanha pífia do feminino em Pequim-08.

Portanto, jogar o Pan de Guadalajara e conquistar medalhas significa zelar pelo bolso do patrão e, consequentemente, pelo próprio emprego.

A partir desta premissa, a gente entende quando Rubén Magnano convocou quase todos os jogadores que estiveram no Pré de Mar del Plata e Ênio agora chama uma veterana de 32 anos quando deveria escolher uma jovem promessa.

É a regra do jogo. Quem ousar burlá-la corre o risco de ser punido severamente.

E o Pan, que poderia funcionar como um laboratório visando os Jogos Olímpicos do Rio em 2016, tem na verdade outra função, que a nós pobres mortais pode soar completamente sem sentido, pois nós, pobres mortais, pensamos apenas no esporte.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

quarta-feira, 12 de outubro de 2011 Sem categoria | 11:56

O DELÍRIO DE AMAR’E STOUDEMIRE

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Amar’e Stoudemire (foto) disse ontem em Nova York que se o locaute não acabar, os jogadores pretendem criar sua própria liga e gerir seus próprios campeonatos. Viável? Inviável não é, mas é muito complicado formar uma liga, pois os obstáculos são grandes demais.

Times teriam que ser criados; jogadores teriam que ser distribuídos; há que se discutir a questão dos pagamentos, como seriam esses pagamentos? quem ganharia quanto e por que ganharia tal montante?; arenas: onde seriam os jogos? sim, pois as arenas já estão com seus dias comprometidos por pelo menos uma temporada; e os direitos de televisão, como seriam negociados? com quem seriam negociados? sim, pois as grandes redes a cabo dos EUA estão comprometidas com a NBA, casos da ESPN, TNT e Fox, sobrando, claro, tevê aberta, mas, pergunto, haveria interesse?; e, além disso, tem a questão burocrática, que não é pequena, especialmente envolvendo a questão dos seguros dos jogadores, que custariam uma fortuna.

E mais: a Fiba reconheceria esta liga? Acho difícil. Ela seria, portanto, uma liga pirata. E sendo pirata os jogadores filiados a ela estariam de fora dos Jogos Olímpicos e dos Mundiais.

Assim, não apenas os americanos, mas também os estrangeiros que atuam nos EUA estariam impedidos de participar das Olimpíadas e dos Mundiais.

A NBA está afinadíssima com a Fiba. Vocês acham que a NBA não iria pressionar a Fiba para não reconhecer a nova liga? Claro que iria.

Vocês acham, então, que Pau e Marc Gasol gostariam de ficar de fora dos Jogos de Londres? O mesmo para Tony Parker, Joakim Noah, Tiago Splitter, Anderson Varejão, Manu Ginobili e Luis Scola?

Ou seja: a ideia de Stoudemire, pra mim, soa mais como uma pressão pra cima dos patrões do que algo que seja realmente exequível.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 11 de outubro de 2011 Sem categoria | 00:33

NBA CANCELA AS DUAS PRIMEIRAS SEMANAS DA TEMPORADA REGULAR

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Aconteceu o que todos nós mais temíamos: as duas primeiras semanas da temporada regular acabaram de ser canceladas por David Stern. Eu estava esperançoso, especialmente porque as partes tinham praticamente se acertado na tarde desta segunda-feira quanto a “Mid-level Exception”.

Stern, o comissário da NBA, ao anunciar o cancelamento, disse: “Estou triste e me desculpo (por isso)”. E adicionou: “A diferença (entre as partes) é grande e não pudemos transpô-la no momento”.

Mesmo com as duas primeiras semanas canceladas, se NBA e associação dos jogadores chegarem a um acordo em uma semana, por exemplo, ela ainda pode ser jogada. “Mas acho muito difícil que isso aconteça”, afirmou Stern (foto Reuters). “A gente não esperava que isso fosse acontecer”.

Derek Fisher, presidente da associação dos jogadores e armador do Los Angeles Lakers, demonstrou igualmente o seu desapontamento: “Chegamos aonde não queríamos estar.

As duas partes estiveram reunidas por mais de sete horas nesta segunda-feira. Ou seja: parece que ninguém estava mesmo disposto a chegar a um acordo. Parece que ninguém estava disposto a ceder.

Deu no que deu.

As duas partes esperam chegar a um acordo. De verdade? Esperam mesmo? Ou seria isso um discurso pronto, desprovido de emoção, de sentimento?

Não creio que ninguém queira chegar a um acordo. Não é possível que nesse tempo todo nenhum acordo pudesse ser alinhavado.

Como disse acima, as duas partes esperam chegar a um acordo. Mas nenhuma reunião foi marcada depois que o encontro desta segunda-feira acabou.

Os jogos cancelados pertencem à rodada do dia 1º de novembro e vão até o dia 14. As partidas marcadas a partir do dia 15 até o final da temporada regular, marcado para o dia 18 de abril, ainda não foram adiadas — mas poderão ser também.

A NBA não soube precisar o montante perdido, mas o sindicato dos jogadores informou que cada mês adiado significa US$ 350 milhões perdido em salários.

Some-se a isso o desemprego. Milhares de pessoas envolvidas direta e indiretamente à NBA deixarão de trabalhar. Vão se unir aos 14 milhões de desempregados nos EUA, segundo índice do governo norte-americano.

As partes deveriam pensar nisso também.

Enfim, a situação está mais feia do que eu imaginava.

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