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quinta-feira, 24 de julho de 2008 Sem categoria | 20:07

GINOBILI, O MAIOR ESTRANGEIRO NA HISTÓRIA DA NBA

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Felipe Gatica mandou a seguinte pergunta nos comentários do post passado: “Fábio, vc concorda com uma declaração do Paul Pierce afirmando que ‘El Narigón’ Ginobili é o maior jogador estrangeiro da história da NBA? Me pareceu exagerado. Será média do americano na sua entrevista ao diário ‘Clarín’? E o pessoal, o que acha?”

Não vi nenhuma resposta até agora dos outros internautas, mas eu respondi que se a gente considerar que o Hakeem Olajuwon foi formado no basquete americano, o mesmo para o Patrick Ewing e o Tim Duncan, quem poderia ter sido melhor do que Ginobili? Drazen Petrovic? Vlad Divac? Peja Stojakovic? Acho que não. Penso que o Paul Pierce está certo. ‘El Narigón’ tem sido mesmo o melhor jogador estrangeiro na história da NBA.

E disse mais: se alguém se lembrar de um outro jogador, escreva! Até agora ninguém escreveu. Mas um amigo leu a minha resposta e mandou a seguinte mensagem em meu celular: “Sei não… Pode ser… O Nowitzki foi MVP uma vez, o Nash duas vezes. Tem o Petrovic, que jogou muita bola. Sem contar o Pipoka!!!”

A história do Pipoka foi evidentemente uma brincadeira deste amigo. Mas a gente teria de considerar o Nowitzki e o Nash. Mesmo assim, continuo achando o Ginobili melhor do que qualquer um dos dois. O fato de alguém ter conquistado o troféu de MVP na temporada regular a mim não diz muita coisa. Já escrevi sobre isso.

Além do mais, já escrevi também, o alemão e o canadense pipocam (será que foi por isso que o meu amigo mencionou o Pipoka?) em jogos decisivos.

E “El Narigón” tem três títulos da NBA e um olímpico.

Autor: Fábio Sormani Tags:

Sem categoria | 15:29

EUROPA AMEAÇA A NBA

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Josh Childress (em foto da Reuters) recusou oferta do Atlanta Hawks e acertou com o grego Olympiakos. Vai receber US$ 30 milhões por três anos de contrato. Dinheiro limpo, sem impostos. Nos EUA, quem ganha mais de US$ 1 milhão por temporada deixa quase que 50% para o governo em tributos.

Carlos Delfino fez o mesmo, mas acertou com o Khimki, da Rússia. Também por três anos e também por US$ 30 milhões, limpinhos da silva.

Outros jogadores fizeram o mesmo caminho que Childress e Delfino e acertaram com times europeus, como Primoz Brezec (ex-Detroit), Juan Carlos Navarro (ex-Memphis), Bostjan Nachbar (ex-New Jersey) e Jorge Garbajosa (ex-Toronto), por exemplo.

O próximo a sair: Carl Landry, ala do Houston Rockets e que jogou apenas uma temporada na NBA. Segundo Buddy Baker, seu empresário, há ofertas tentadoras vindas da Europa. Ele não disse de onde e nem quanto, mas deu a entender que Landry deverá cruzar o Atlântico.

Há também o caso de Tiago Splitter, que foi draftado pelo San Antonio e renovou com o Tau Cerâmica por mais quatro temporadas em troca de US$ 20 milhões. “Seu time fez uma oferta que ele não poderia virar as costas”, disse Herb Rudouy, empresário de Splitter, o grande representante de jogadores da NBA no continente europeu. “Sua intenção era jogar no Spurs”, garantiu Rudoy.

O que acontece com a NBA? A liga está cedendo espaço para o basquete europeu. Por que isso está acontecendo?

As regras rígidas da maior liga de basquete do planeta têm dificultado a ação das franquias; sem contar que os salários têm subido de maneira estratosférica.

No dia 9 de julho último, a NBA anunciou o teto salarial para a próxima temporada: US$ 58.680.000, contra US$ 55.630.000 do campeonato passado. Mas 18 dos 30 times da liga vão gastar mais do que isso em 2008/09.

Isso porque as equipes podem estourar esse teto para manter jogadores até a quantia de US$ 71.150.000 – na temporada passada era US$ 67.865.000. Esse dinheiro a mais é conhecido como luxury tax.

Acontece que, para a próxima temporada, oito desses 18 times já estouraram a luxury tax. São eles: New York (US$ 93.864.770), Cleveland (US$ 84.631342), Dallas (US$ 84.206.021), Portland (US$ 81.508.534), Boston (US$ 75.369.509), Lakers (US$ 75.330.112), Phoenix (US$ 73.222.550) e Houston (US$ 72.084.033).

Quem ultrapassa esse limite não passa incólume pelas regras da NBA: tem de pagar 100% de multa. Quer dizer: se uma franquia extrapolar em US$ 5 milhões a luxury tax para dar de salário a um jogador, pagará outros US$ 5 milhões para a NBA. O jogador custaria, na verdade, US$ 10 milhões.

Além da luxury tax, as franquias contam com uma outra válvula de escape. É a midlevel exception. Valor: US$ 5.585.000 – antes era de US$ 5.356.000.

No caso de Delfino, o Detroit tinha apenas a midlevel exception para oferecer ao argentino. Quando ele viu o que o Khimki ofereceu, não pensou duas vezes e deixou a NBA.

Aconteceu com Splitter algo semelhante. Escolhido pelo Spurs na 28ª. posição do NBA Draft do ano passado, o catarinense teria direito a um contrato de US$ 800 mil por temporada. Pior ainda: havia uma multa de US$ 1 milhão com o Tau para romper o acordo e ir para o Texas. Como a NBA autoriza uma franquia a pagar multa de até US$ 500 mil para a quebra de contrato de um jogador, a diferença ficaria por conta de Splitter.

Isso aconteceu com Nenê – lembra-se? – quando ele jogava pelo Vasco. Naquela época, o máximo que uma franquia pagava era US$ 300 mil. A multa do pivô com o time carioca era de US$ 600 mil. Nenê teve de pagar do próprio bolso o restante para jogar no Denver.

No caso de Splitter, não era negócio pagar os US$ 500 mil de diferença, porque na NBA receberia muito menos do que receberá no Tau. Não a situação de Nenê.

Agora, muitas franquias não querem ultrapassar a luxury tax para não pagar a multa. Por que não?

Porque a economia dos EUA enfraquece a cada dia que passa e a arrecadação varia de uma franquia para outra. O que o New York arrecada é muito mais do que o Minnesota, por exemplo. Mas de uma maneira geral, as franquias prevêem um faturamento menor nos próximos anos, principalmente em ingressos e publicidade. É a recessão que começa a dar as caras na NBA.

Ao contrário, na Europa a economia vai muito bem obrigado. Além disso, bilionários do leste europeu começam a enxergar no basquete uma boa fonte de renda. E estão investindo.

Eu me pergunto: se os bilionários sauditas resolverem entrar nesse ramo também, a situação ficará ainda mais dramática para a NBA.

Especialistas norte-americanos dizem que esse é o primeiro sinal: a contratação de jogadores apenas medianos da NBA por times europeus. Num futuro não muito longínquo, serão as estrelas a arrumar as malas e desarrumá-las na Europa.

Você já pensou uma Champions League do basquete europeu? Esse sonho não me parece impossível e nem muito distante.

Seria muito legal: duas grandes ligas de basquete no planeta.

Autor: Fábio Sormani Tags:

quarta-feira, 23 de julho de 2008 Sem categoria | 00:18

SÓ AS FEDERAÇÕES PODEM SALVAR O BASQUETE BRASILEIRO

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Seguinte: acabei de conversar com o advogado Marcelo Muoio, especializado em direito desportivo, sobre a questão de uma possível intervenção do governo na Confederação Brasileira de Basquete.

Por ser uma entidade privada, o governo, em hipótese alguma, pode intervir na CBB. Nem em caso de má versação de verbas por parte da entidade, mesmo em se tratando de dinheiro público.

As confederações – entre elas a CBB – recebem verbas do governo através do COB. Isso é o que determina a Lei Agnelo/Piva, sancionada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 16 de julho de 2001.

Embora não possa agir como interventor, o governo – no caso o ministério – vigia a utilização destes recursos. “Existe uma comissão dentro do Ministério do Esporte que faz a fiscalização deste repasse do governo”, informou Muoio. “Esta averiguação é anual. Se houver irregularidades na prestação de contas, o que o ministério faz é não repassar as verbas dos anos seguintes até que a situação seja regularizada. Quem pode intervir na confederação, pedir o impeachment do seu presidente, são os filiados, ou seja, as federações”.

E o Ministério Público?

“Ele só poderá colaborar com a destituição do presidente após a finalização de um processo que venha mostrar a caracterização da improbidade administrativa”, explica Muoio. “Mas isso levaria anos”.

Resumo da ópera: nada a ser feito; pelo menos por enquanto. A prestação de contas por parte da CBB ao Ministério do Esporte não demonstrou nenhuma irregularidade até hoje – é o que informa o governo. Nenhum processo cabe.

Mas no ano que vem haverá eleições na CBB. Estaremos fiscalizando federação por federação, pois são elas que votam. Vamos ver quem quer o bem e quem quer o mal do basquete brasileiro.

Autor: Fábio Sormani Tags:

terça-feira, 22 de julho de 2008 Sem categoria | 19:02

GOVERNO LAVA AS MÃOS COM A CONSTITUIÇÃO

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O internauta Wagner, outro baita parceiro deste blog, mostrou toda sua indignação quanto à administração do presidente Gerasime Bozikis, o Grego, à frente da CBB. Mandou um e-mail para o site do Ministério do Esporte. Vejam a resposta que o governo deu a ele:

Prezado Senhor,

Informamos a Vossa Senhoria que com o advento da Constituição Federal de 1988 foi extinto o órgão da esfera federal (Conselho Nacional de Desportos – CND) que podia intervir nas entidades nacionais dirigentes do desporto, quando acontecia denúncias fundamentadas a respeito de seu funcionamento. Assim, é um impedimento constitucional o Ministério do Esporte interpor ação judicial, bem como administrativa no sentido de apurar responsabilidades, de acordo com o que prescreve:

● a Constituição Federal em seu artigo 217, dispõe que “É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais, como direito de cada um, observados: I – a autonomia das entidades desportivas dirigentes e associações, quanto a sua organização e funcionamento”;

● o Art. 2°, da Lei 9.615/98, afirma que ” O desporto, como direito individual, tem como base os princípios: II – da autonomia, definido pela faculdade e liberdade de pessoas físicas e jurídicas organizarem-se para a prática desportiva; e

● em seu Art. 16, afirma que “As entidades de prática desportiva e as entidades nacionais de administração do desporto, bem como as ligas de que trata o Art. 20, são pessoas jurídicas de direito privado, com organização e funcionamento autônomo, e terão as competências definidas em seus estatutos”.

Lembramos a Vossa Senhoria que cabe ao Ministério Público a observância da ordem jurídica, dos interesses sociais e dos interesses individuais, bem como dos princípios constitucionais relativos ao desporto, conforme estabelece o § 2º do art. 4º da Lei nº 9.615/98 – Lei Pelé e Lei Complementar 75/93.

Para ler a íntegra da lei, acessar o portal:
www.planalto.gov.br – escolher a opção Constituição – 1988 ou Leis – Leis Ordinárias – 1998.

Atenciosamente,

Ouvidoria-Geral
Ministério do Esporte

Em outras palavras: o governo diz não poder ajudar-nos. Então, temos que encontrar um parlamentar. Se alguém conhecer um deputado federal ou um senador, vamos a ele.

Não podemos desistir.

Autor: Fábio Sormani Tags:

Sem categoria | 11:45

NATURALIZAR UM JOGADOR; POR QUE NÃO?

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É consenso: a seleção masculina precisa de um ala. Ou aquele jogador da posição três.

Disse em uma de minhas respostas em nosso bate-papo que daria mais uma oportunidade a Marcus Vinícius. O jogador tem boa altura para a posição (2m03) e experiência internacional, pois já passou pelo New Orleans e atualmente faz um camp de verão com o Phoenix. E tecnicamente não é mau jogador; ao contrário.

Ontem à noite, encontrei com uma pessoa ligada ao antigo grupo que comandou a seleção brasileira. Disse-me esta pessoa que Marcus Vinícius é um ser humano complicado, ruim de grupo e que não gosta de treinar. Mais ainda: muitas vezes não é afim nem de jogar.

Com um quadro desses, o que fazer? O negócio é esquecer o Marcus Vinícius, concordam?

E o que fazer com a seleção?

Bem, Marcelinho Machado, felizmente, deu adeus à seleção. Sobram Guilherme Geovanoni e Jonathan Tavernari.

Guilherme nunca foi um ala de origem. Desde os 14 anos mede os atuais 2m02 de altura. Jogava de pivô – e muito bem. Com o passar do tempo, nada de crescer mais. Até que com 18 anos, foi deslocado para a ala. Ou seja: todos os seus fundamentos foram de pivô, mas como é um jogador de bom potencial, inteligente e esforçado, adaptou-se muito bem à posição de ala.

Quanto a Tavernari, pareceu-me bastante verde neste Pré-Olímpico. Com um ano mais em BYU deve amadurecer, mas, pergunto: o suficiente para jogar na seleção? Ele disputa uma divisão do “college” que não é das mais difíceis. Por isso mesmo, tem pouca repercussão nos EUA.

Tavernari vai amadurecer e tornar-se, quem sabe, um jogador internacional, quando transferir-se para o basquete europeu. Não sei se ele teria volume de jogo, num primeiro momento, para jogar na NBA. Na Europa, com certeza teria.

E a nossa seleção, como é que fica?

O que estou propondo é naturalizar um jogador para esta posição. Um, não, por que não dois?

A gente viu a Alemanha conquistando uma das três vagas deste Pré-Olímpico. Sabe quantos jogadores naturalizados havia em seu time? Três: o pivô Chris Kamam e os armadores Demond Greene e Konrad Wisocki. Os dois primeiros norte-americanos e o último polonês.

Os EUA, o maior celeiro de jogador de basquete do planeta, já utilizou-se deste recurso. Ou vocês se esqueceram que Hakeem Olajuwon é um nigeriano naturalizado norte-americano? E com ele no pivô, os EUA conquistaram o ouro olímpico em 1996 nos Jogos de Atlanta.

Tim Duncan é outro jogador naturalizado. Nasceu nas Ilhas Virgens. Duncan vestiu a camisa do time olímpico dos EUA nos Jogos de Atenas, sem o mesmo sucesso de Olajuwon, pois os norte-americanos acabaram com o bronze.

Ah, sim, tem o Patrick Ewing também. Como pude esquecer-me! Jamaicano naturalizado norte-americano, fez parte do Dream Team verdadeiro, aquele que conquistou o ouro em Barcelona-92.

A Rússia, que estará em Pequim e brigando por pódio, conta com o norte-americano JR Holden na armação de suas jogadas. E em todo o país é consenso: sem Holden o time não jogaria o que joga, pois o talento isolado de Andrei Kirilenko não seria suficiente.

Enfim, há vários exemplos mais. Tenho certeza que vocês, internautas, vão se lembrar de outros jogadores naturalizados e que fizeram sucesso jogando basquete por outros países.

Por que não fazer o mesmo por aqui? Se os EUA fazem isso, por que a gente não pode usar do mesmo expediente, uma vez que precisamos de um ala para a seleção? Isso para dizer o mínimo, porque, na verdade, precisamos também de um armador para revezar com o Huertas.

Pergunto uma vez mais: por que não?

Autor: Fábio Sormani Tags:

segunda-feira, 21 de julho de 2008 Sem categoria | 16:10

FEMININO ESTÁ QUASE PRONTO PARA PEQUIM

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Sábado passado Paulo Bassul definiu as onze jogadoras que viajam no dia 31 para a Austrália; e de lá para Pequim. O técnico brasileiro cortou a pivô Karina Jacob, a armadora Natália Burian e a ala/armadora Jaqueline Silvestre. Elas faziam parte do grupo de 14 jogadoras que treinam em São Paulo.

Como as pivôs Érika e Kelly vão se unir ao grupo apenas na Oceania, pois estão nos EUA jogando a WNBA, uma jogadora ainda vai ser dispensada. Isso porque o grupo passaria para 13 atletas e apenas 12 poderão ser inscritas nos Jogos de Pequim.

Franciele, 20 anos, a mais jovem do elenco, diz estar na expectativa. Espera ficar.

“Eu sei que ainda vai ter mais um corte, mas fico muito feliz por permanecer no grupo”, disse ela. “Vou treinar cada vez mais forte. Sei que tenho que melhorar em vários pontos, mas vou me dedicar ainda mais para ajudar a equipe. O coração está batendo acelerado por estar cada vez mais perto de Pequim”.

Se conheço o trabalho de Bassul, Graziane Coelho, outra pivô, não deve escapar do corte final.

Autor: Fábio Sormani Tags:

domingo, 20 de julho de 2008 Sem categoria | 23:19

VAMOS RECLAMAR DO GREGO COM GOVERNO!

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Geraldo, um dos fiéis parceiros deste blog, fez algo genial: entrou no site do Ministério do Esporte e lá encontrou um link onde você pode falar com o órgão. E foi o que ele fez.

Geraldo deixou uma mensagem para o ministro do Esporte, Orlando Silva, dizendo tudo o que a gente tem vontade de dizer sobre a situação do basquete brasileiro.

Ótimo, mas não podemos deixar que a voz de Geraldo seja uma voz solitária. Isolada, ela perde força; não ecoa. Precisamos fazer o clamor de Geraldo reverberar intensamente. Porque o brado dele é o mesmo que o nosso.

Queremos o fim da era Gerasime Bozikis, o Grego, à frente do basquete brasileiro, não é mesmo? Portanto, não podemos perder tempo. Vamos acessar imediatamente o site do Ministério do Esporte e deixar nossa mensagem. É o melhor instrumento, neste momento, para mostrarmos nossa irritação com o que Grego vem fazendo com o nosso basquete. Isso mesmo, nosso, porque ele acha que é dele.

Vamos entupir a caixa de mensagem do ministério. Este é o canal que o governo, democraticamente, disponibiliza para que a população se manifeste. Portanto, mãos à obra!

Clique aqui e acessem.

Autor: Fábio Sormani Tags:

Sem categoria | 12:57

PRESSÃO SOBRE MONCHO DEVE COMEÇAR

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Alguns internautas têm me perguntado sobre o futuro do técnico Moncho Monsalve à frente da seleção. Fica ou não fica depois de não ter conseguido a vaga para os Jogos de Pequim?

A minha resposta é sempre a mesma: difícil, principalmente porque a pressão que os treinadores brasileiros vão fazer a partir de agora será imensa. Afinal de contas, Moncho não conseguiu classificar o time para a Olimpíada. Portanto, por que ficar?

Pois bem, ontem à noite eu encontrei um importante treinador brasileiro. Sabe qual foi a primeira coisa que ele falou para mim assim que me viu? “E o Moncho, hein, o que ele fez de tão diferente pela seleção brasileira?”

Não falei? A manifestação deste treinador é emblemática. Seguramente, é o que a maioria deles pensa no momento.

Eu pergunto: é justo classificar de ruim o trabalho de um técnico que trabalhou um time que ele pouco conhecia durante apenas um mês? E mais: que não pôde contar com a presença de seis importantes jogadores?

Não, claro que não. É injusto.

O trabalho de Moncho foi muito bom. Com um time fraco não fez feio no Pré-Olímpico e chegou a dar-nos esperanças de que talvez pudéssemos concretizar o milagre da classificação para Pequim.

Já pensou se o Moncho tivesse sido o técnico do time brasileiro em Las Vegas, no Pré-Olímpico das Américas? Naquele qualificatório, o Brasil não contou apenas com Anderson Varejão e enfrentou seleções bem mais fracas, sendo que a Argentina entrou com o time reserva. Ouso dizer que teríamos conquistado a vaga olímpica.

Portanto, penso que o trabalho do espanhol – que a maioria classifica como muito bom – não chegou ao fim. Moncho deve ficar até o Mundial da Turquia, em 2010. Mais dois anos de implantação de uma nova filosofia e, após o torneio turco, entrega o comando do time nacional ao seu assistente, José Neto.

Este, para mim, é o cenário único para a seleção masculina.

Autor: Fábio Sormani Tags:

sábado, 19 de julho de 2008 Sem categoria | 12:16

GREGO, A DESTRUIÇÃO – PARTE II

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Gerasime Bozikis, ele mesmo, o Grego, aquele que sepulta o basquete brasileiro a cada dia que passa, deu a seguinte declaração agora há pouco em Atenas a respeito da eleição para a presidência da CBB, a ser realizada em maio do ano que vem:

“Claro que penso em 2009, ainda tem muito que se fazer. Vou ser candidato. Faltam coisas para terminar”.

Ele tem razão: falta destruir o basquete feminino.

Autor: Fábio Sormani Tags:

sexta-feira, 18 de julho de 2008 Sem categoria | 17:12

REFLEXÕES SOBRE A ELIMINAÇÃO DO BRASIL

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Splitter e Alex tentam conter o alemão Hamann; não deu (Reuters)

Infelizmente aconteceu o que todos nós prevíamos: o Brasil perdeu para a Alemanha e está fora dos Jogos de Pequim. Nossa chance de vitória era pequena demais; a possibilidade de ela ocorrer praticamente inexistia. Mas muitos de nós apegamo-nos a ela, à espera que uma surpresa pudesse ocorrer.

O time, de fato, é fraco. Os jogadores que estiveram na Grécia fizeram o possível, mas eles esbarraram em suas próprias limitações, um adversário talvez muito mais poderoso do que o time alemão. Todos lutaram, mas apenas luta é insuficiente; é preciso ter talento.

E quem tem talento nesse time brasileiro? Tiago Splitter. Quem mais? Acho que dá para colocar o Huertas também. Quem mais? Acho que só. Com este cenário desértico, com apenas dois jogadores de qualidade, não se vence partidas de um torneio como esses – a não ser quando se depara pela frente com seleções vindas de continentes sem qualquer expressão no basquete ou então quando surpresas acontecem – o que não foi o caso em nenhuma das duas situações.

Nossa equipe tem sérias limitações. É baixa, marca mal e, contrariando toda uma história, é formada por jogadores que chutam pessimamente. As bolas de três pontos nesta partida contra a Alemanha é o retrato do calibre dos nossos arremessadores: apenas três certos em 19 tentativas. Um miserável aproveitamento de 15.8%.

Marcelinho Machado é o símbolo desta geração. Contra os germânicos, seu desempenho foi ridículo: 1-7, 14.3%. Em todo o Pré-Olímpico, seus números nas bolas de três – a sua especialidade, não é mesmo? – foi o seguinte: apenas cinco acertos em 19 arremessos, percentual de 26.3%. Deixou a competição com uma média de apenas dez pontos por partida. O que falar? Não era ele o nosso artilheiro?

Aos 33 anos, Machado disse que este foi seu último torneio com a camisa da seleção brasileira. Marcelinho, ninguém tem nada contra você, reconhecemos o seu esforço e a sua luta, mas, sinceramente, esperamos que você cumpra a palavra. Chega, não dá mais. Enquanto você esteve em quadra, sendo um dos ícones de uma geração, o nosso basquete nunca esteve tão mal. Três Olimpíadas em branco e desempenhos pífios em Mundiais, como o 19º lugar na Espanha em 2006.

Mas seria injusto de minha parte colocar nos ombros de apenas um jogador mais um fracasso de nossa seleção. E não vou fazer isso, pois não me considero desonesto.

Nossos treinadores são tão fracos como nossos jogadores. Desatualizados, muitos deles chegam a ser arrogantes. Acham-se conhecedores de todas as táticas e novidades do basquete mundial, não têm nada a aprender com ninguém. Clínicas? A maioria nem sabe o que é isso – afinal, aprender o que se eles são os melhores?

O resultado é que nas mãos destes profissionais o nível do nosso jogo caiu dramaticamente. Deixamos de ser competitivos. Portanto, eles também são responsáveis por esses fracassos todos.

A situação de desgraça era tamanha que houve a necessidade de se contratar um treinador estrangeiro. O espanhol Moncho Monsalve chegou para tentar o milagre. Não conseguiu, mas eu acho que ele tem que continuar. Mostrou trabalho e competência. Sua passagem por aqui pode render bons frutos, principalmente aos técnicos mais novos, que estão dispostos a aprender. E Moncho tem o que ensinar. Seu currículo mostra isso, pois é um acadêmico do basquete.

Bem, falei dos jogadores, dos treinadores, mas o maior responsável por tudo de ruim que acontece com o basquete brasileiro nesta última década e meia sem dúvida que é o presidente da CBB, Gerasime Bozikis. Nascido na Grécia e naturalizado brasileiro, Grego – por isso o apelido – conseguiu a façanha de jogar o esporte no fundo do poço. Ou, se você preferir, na lata do lixo.

Sua administração prima pela incompetência. Os campeonatos são mal feitos – o de 2006 nem acabou -, o esporte não tem visibilidade alguma e o interesse da população inexiste. Vira e mexe e uma equipe fecha as portas. E os poucos clubes que sobrevivem são paupérrimos.

Com um produto tão desinteressante, como vende-lo? Impossível. Ninguém quer comprá-lo. E os que compram – como a tevê a cabo – pagam o que vale. Ou seja: pouco – ou quase nada. Sem dinheiro, não há investimento; e sem investimento os clubes não conseguem renovar como gostariam; e se não se renova, fica difícil descobrir talentos, jogadores que podem desequilibrar, como um dia foram Wlamir Marques, Ubiratan Maciel, Amaury Passos, Marquinhos Leite, Oscar Schmidt e Marcel Souza, só para citar alguns. E com tão poucos jogadores sendo revelados, quando seis pedem dispensa, não há o que fazer – como foi o caso deste Pré-Olímpico. As chances tornam-se diminutas, quando não, inexistentes.

A CBB recebe verbas do governo federal. O que ela faz com esse dinheiro? Por que não faz clínicas pelo Brasil investindo na massificação do esporte? E se não há massificação, voltamos ao parágrafo acima, é impossível descobrir novos talentos.

Como se vê, é uma bola de neve. A cada ano que passa, ela aumenta mais e mais; e o basquete se afunda cada vez mais. E ninguém faz nada para acabar com esse ciclo danoso.

Quem pode fazer alguma coisa, os presidentes de federações, não o faz. Por quê? Não me atrevo a dizer porque não sou bobo. E como vocês que me lêem neste momento também não o são, é claro que sabem por que esses presidentes continuam votando em Gerasime Bozikis, este sim, o maior adversário do basquete brasileiro, pior do que as grécias e alemanhas da vida.

Autor: Fábio Sormani Tags:

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