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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 Sem categoria | 18:36

CHANDLER DIZ QUE DEIXA O DALLAS E TIME TEXANO PODE CONTRATAR NENÊ

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Tyson Chandler declarou o seguinte nesta quinta-feira: “Acho que estarei em uma nova equipe quando os treinamentos começarem. Estou atento a todas as opções para ver qual combina melhor comigo”.

Chandler, campeão da temporada passada com o Dallas, estaria disposto a deixar o Mavs porque, segundo ele, não foi procurado valorizado pela franquia ao não receber qualquer proposta para renovar seu contrato.

“Ficar em Dallas sempre foi minha primeira escolha”, disse Chandler. Mas…

Mas se a saída de Chandler (foto) se confirmar, as portas do Dallas se abrem para Nenê Hilário. Isso porque o outro pivô atraente neste mercado de “free agents” é Marc Gasol. Acontece que o espanhol não é um agente livre irrestrito, como Chandler e Nenê. Gasol é um agente restrito; ou seja: o Memphis pode igualar a melhor proposta recebida por Gasol e ele fica no Tennessee.

O Denver, no entanto, não quer abrir mão de Nenê. Também nesta quinta-feira, Masai Ujiri, gerente geral do Nuggets, disse que o foco principal da franquia é oferecer um novo contrato para o pivô brasileiro.

“Queremos Nenê de volta”, afirmou Ujiri. O executivo disse que passou o dia de ontem reunido com o agente de Nenê. É sempre bom lembrar: nas férias passadas, o Denver ofereceu a Nenê um contrato de US$ 50 milhões por quatro temporadas e ele disse não. Isso daria algo em torno de US$ 12,5 milhões por ano, US$ 1,5 milhão a mais do que ele ganharia nesta temporada caso optasse por jogar em Denver.

Quanto a Chandler, pra onde o pivô iria se não renovar com o Dallas? Fala-se em New Jersey. New Jersey? Pois é, New Jersey. Eu não trocaria o Dallas pelo Nets. Até porque Deron Williams teria dito que não vai estender seu contrato com a franquia. Com isso, o NJN ficaria pouquíssimo atraente.

Os dirigentes da franquia (leia-se o rapper Jay-Z) estão tentando convencer Dwight Howard a vestir a camisa 12 do Nets. DH, todavia, já disse que não quer. Disse que quer jogar em Los Angeles. O Clippers se entusiasmou e ofereceu um contrato para o Super-Homem. Ele agradeceu e disse que os executivos do Clippers não entenderam bem o que ele quis dizer com jogar em LA. O que Dwight quis dizer é que ele quer jogar é no Lakers, ao lado de Kobe Bryant.

Para realizar este sonho duplo, o Lakers estaria disposto a ceder Andrew Bynum ou Pau Gasol. O Orlando teria dito que topa o negócio, mas quer os dois. Aí a grana não bate, pois Gasol e Odom ganham juntos US$ 33,8 milhões, enquanto que Howard ganhará US$ 17,8 milhões nesta temporada. Haveria uma defasagem de US$ 16 milhões. Aí talvez o Lakers tivesse que aceitar no negócio Gilbert Arenas. Mas se isso ocorrer, os amarelinhos não teriam como usar a cláusula de anistia com Luke Walton ou Metta World Peace. Talvez o time venha usá-la com Arenas, o grande “mico” da NBA no momento.

Enfim, são negócios que os dirigentes de Lakers e Orlando teriam que resolver. Uma coisa, pra mim é certa: acho que DH (foto) sai da Flórida. E deve ser a qualquer momento, pois se o Magic não fizer negócio agora, ficará com as mãos abanando ao final da próxima temporada, quando o jogador tem a opção de exercer mais um ano de seu contrato ou não.

Quanto a Bynum, é importante dizer que o cara que o segura no Lakers é ninguém menos do que Jim Buss, filho de Jerry Buss, o dono da franquia. Jim foi convencido neste tempo de locaute de que os joelhos de Bynum o impedem de ser quem todos em LA gostariam que ele fosse. Portanto, o filho do chefe aceitou a realidade e já se mostra disposto a negociar seu dodoizinho.

Por falar em Bynum, o New Jersey também estaria de olho nele. Mas quem manifestou desejo abertamente foi o Minnesota Timberwolves. Isso porque o Lakers ofereceu Lamar Odom ao Wolves em troca de Derrick Williams, o explosivo ala de Arizona que foi recrutado pelo time de Minneapolis no “NBA Draft” passado.

Os dirigentes do Wolves disseram não e pediram Bynum ou Gasol. Aí quem disse não foi o Lakers.

Por que o Lakers ofereceu Lamar? Porque o jogador se apresentou nesta quinta-feira completamente fora de forma. Trouxe consigo um recheado cardápio de problemas vividos nestas férias. Um primo próximo morreu; Lamar atropelou um pedestre que veio a falecer dias depois; e parece ter estado mais focado no “reality show” ao lado de sua mulher, Khloe Kardashian, do que em cuidar da forma física e se apresentar bem para a temporada.

Ops! Notícia de última hora: o agente de Chris Paul afirmou que ele não vai assinar extensão de contrato com o New Orleans. O agente disse que o objetivo de CP3 é jogar em Nova York na próxima temporada ao lado de Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire. Uau!

O que os dirigentes do Hornets pretendem fazer então? Trocar CP3 com o Boston. Pegariam Rajon Rondo. Mas CP3 disse não. Disse que se for trocado, não assinará extensão de contrato com o Celtics, deixando o alviverde de Massachusetts sem alternativas para a posição ao final desta temporada. CP3 quer mesmo jogar no Knicks.

Enfim, o mercado está em efervescência. E é Importante dizer que se os times já podem conversar com os jogadores e seus agentes, os contratos só podem ser apresentados a partir do dia 9 de dezembro.

Vem muito mais por aí. Se aparecer algo novo eu aviso.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 30 de novembro de 2011 Sem categoria | 17:47

A FARRA DOS TIMES MILIONÁRIOS ACABOU, QUE O DIGA O LOS ANGELES LAKERS

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O novo CBA (Collective Bargaining Agreement), ou o contrato entre times e jogadores, atinge em cheio as franquias milionárias. De agora em diante, essas franquias perdulárias, como Lakers, New York, Dallas e Miami, por exemplo, vão pular miudinho se quiserem manter o padrão de excelência nos gastos para terem equipes competitivas. Ou então, vão ter que fechar a torneira, pois, como disse, o novo CBA atinge em cheio esses gastões da NBA.

Vamos pegar o caso do Lakers, o time mais popular nos EUA, no Brasil e no mundo.

A folha de pagamento (“payroll”) do time californiano, para esta temporada, já é de US$ 91 milhões. Isso para um elenco (“roster”) que tem 11 jogadores até o momento.

Como se sabe, todas as equipes trabalham com 15 atletas durante a temporada. Isso sem falar nos imprevistos que surgem e obrigam as equipes a fazerem contratações emergenciais para preencher o grupo caso um desses 15 jogadores se contunda.

Além desses US$ 91 milhões, o Lakers pagará outros US$ 21 milhões em multa (“Luxury Tax”) por ter extrapolado o teto salarial (“Salary Cap”) e o bônus de cerca de US$ 14 milhões que um time pode exceder o “cap” sem ser penalizado pela “Luxury Tax”.

Isso, repito, para 11 jogadores.

Digamos que o Lakers contrate mais quatro jogadores por US$ 1,3 milhão cada um, que é o mínimo a ser pago para um atleta. Isso dará um total de US$ 5,2 milhões. Esta mesma quantia o time pagará de multa pelos motivos explicados acima.

Ou seja: a folha de pagamento do Lakers pularia para US$ 96,2 milhões e a franquia ainda teria que pagar multa de US$ 26,2 milhões.

Ou seja: nesta temporada, o Lakers gastaria US$ 122,4 milhões.

Com o novo CBA, nos próximos dois anos tudo segue como está: US$ 1,00 de multa para cada US$ 1,00 gasto.

No terceiro ano do contrato (temporada 2013-14), tudo muda. E é aí que o bicho vai pegar para Lakers e outras franquias milionárias e que não pensavam duas vezes no momento de ir às compras.

Ficará assim:

1) US$ 1,50 para cada US$ 1,00 gasto com a “Luxury Tax” até a quantia de US$ 5 milhões;
2) US$ 1,75 para cada US$ 1,00 de US$ 5 milhões a US$ 10 milhões;
3) US$ 2,50 para cada US$ 1,00 de US$ 10 milhões a US$ 15 milhões;
4) US$ 3,25 para cada US$ 1,00 de US$ 15 milhões a US$ 25 milhões.

Exemplificando, na temporada 2013-14, além dos US$ 96,2 milhões da folha de pagamento, o Lakers pagaria um adicional de US$ 85,1 milhões referentes a multa com a “Luxury Tax” por ter ultrapassado o limite permitido.

Ou seja: o Lakers pagará de multa quase que outra folha de pagamento! Somando os dois montantes, o time californiano teria um gasto total de US$ 181,3 milhões por temporada!

O Lakers arrecada isso?

O time acabou de fechar um contrato com a Time Warner de US$ 3 bilhões por 20 anos de exclusividade em transmissão de seus jogos para o Estado da Califórnia. Isso dá US$ 150 milhões por temporada. Some-se a isso outros US$ 30 milhões, que é o dinheiro vindo das transmissões em nível nacional (ABC, ESPN e TNT).

Isso dá um total de US$ 180 milhões.

Segundo a revista de economia “Forbes”, a média de renda do New York Knicks na temporada passada foi de US$ 2 milhões por partida. Em Los Angeles o average é semelhante.

Como cada time faz 41 jogos em casa durante a temporada regular, isso daria algo em torno de US$ 82 milhões de bilheteria. Sem contar os playoffs — mas é bom não contar, pois não se sabe se um time vai ou não se classificar.

Somando esses valores ordinários, temos US$ 262 milhões para o Lakers por temporada. Mas, como disse, faltam as bilheterias dos playoffs e a venda de suvenires, que eu não sei quanto é — mas não acredito que seja muito, pois tudo o que se arrecada basicamente é dividido igualmente entre as 30 equipes.

A grosso modo, digamos que com os suvenires e os playoffs o Lakers chegue a US$ 300 milhões por temporada.

Sobrariam US$ 118,7 milhões.

Mas há outros gastos que a gente não está computando, como aluguel do Staples Center, pagamento de funcionários, seguros que os times fazem para os jogadores. Isso sem falar que os times, em sua maioria (incluindo o Lakers), alugam jatinhos para fazer suas viagens durante a temporada. Dois terços das equipes da NBA têm contrato com a Delta Airlines. E a temporada sai por volta de US$ 3 milhões.

Quanto sobraria? Difícil dizer; mas eu acho que menos de US$ 100 milhões por temporada. Ou seja: o Lakers estaria gastando dois terços de seu faturamento e Jerry Buss estaria embolsando apenas um terço.

Será que ele toparia uma coisa dessas? Pagar em multa outra folha de pagamento? Fica difícil também responder; vai depender do sentimento dele em relação ao dinheiro e ao Lakers.

O fato é que, com o novo CBA, a farra dos times milionários acabou.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

sábado, 26 de novembro de 2011 Sem categoria | 19:35

DETALHES DO NOVO ACORDO ENTRE NBA E JOGADORES COMEÇAM A SER REVELADOS

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Alguns detalhes do novo acordo entre NBA e jogadores (Collective Bargaining Agreement [CBA]) começam a aparecer. Vamos a eles:

1) Divisão do BRI (Basketball Related Income) — Os jogadores devem ficar com algo em torno de 49% a 51% dependendo do valor arrecadado na temporada. Pra quem não sabe, BRI é tudo o que a liga arrecada em uma temporada, como venda de direito de transmissão para TV, rádio e internet, souvenires, propagandas;

2) Tempo máximo dos contratos — Para os jogadores que se encaixam na Lei Larry Bird, cinco anos; para os demais, quatro anos;

3) Salário máximo — Apenas um jogador por equipe pode ganhar o teto salarial, que é de 30% do “salary cap”;

4) Mid-level Exception — Salário inicial de US$ 5 milhões apenas se o contrato tiver quatro anos de duração.

5) Luxury Tax — Times que excederem o teto em US$ 4 milhões ou mais poderão usar apenas US$ 3 milhões do MLE em contrato de quatro anos de duração;

6) Salário dos Rookies — Não haverá redução;

7) Salários mínimos — Também continuam como no contrato passado. Terão aumento de 85% nos primeiros dois anos;

8) Escrow Pool — Continua como estava: 10% dos salários dos jogadores serão bloqueados para serem usados em caso de estouro do BRI;

9) Free-agents — Times terão agora apenas três dias para cobrir ou não a proposta recebida por um de seus jogadores.

Se aparecer algo mais relevante, eu conto. Portanto, estejam atentos, pois o botequim não fecha.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sexta-feira, 25 de novembro de 2011 Sem categoria | 14:43

POR CONTA DOS TRÊS AMERICANOS, BAURU TEM TUDO PARA SER A GRANDE ATRAÇÃO DO NBB

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Não sei se o Bauru vai ser campeão (acho difícil, pois Flamengo e Brasília têm mais time e mais entrosamento), mas que a equipe do interior de São Paulo tem tudo para ser a mais atraente deste NBB, disso eu não tenho dúvida.

Tudo por conta da presença dos três norte-americanos em seu elenco: Larry Taylor, Jeff Agba e o recém-contratado Nathan Thomas. Taylor, aliás, completou ontem 100 partidas pelo time bauruense e foi justamente homenageado.

Os três “gringos” deram um show à parte na vitória diante do Joinville por 85-70. Quem esteve no ginásio da Associação Luso-Brasileira viu ponte-aérea, enterradas acrobáticas, dribles desconcertantes e infiltrações espetaculares.

Se a naturalização de Larry (Foto Divulgação) sair rapidamente, Bauru poderá contratar mais um estrangeiro. E, no caso, que tal outro americano? Já pensaram? Mas que seja outro afro-americano, por favor, pois eles são garantia de espetáculo.

O basquete está no DNA de todo afro-americano, assim como o futebol está no sangue dos brasileiros.

O JOGO

Fernando Fisher foi o cestinha do time bauruense, graças, principalmente, aos seus tiros de três: 4/5 (80,0%). Mas destacaria também o norte-americano Nathan Thomas: soltou-se apenas no segundo tempo, é verdade, mas soltou-se seguramente por ter se sentido mais à vontade.

No total foram oito pontos e seis rebotes de Nathan. Promete.

Bauru sobrou em relação ao Joinville. À exceção do início da partida, quando o time catarinense fez 5-0 e depois 7-6, o time bauruense comandou sempre o marcador.

Fiquei decepcionado com a atuação do Luís Felipe, o Luis Lemes: apenas cinco pontos e quatro assistências. Esperava muito mais dele, pois sei que ele pode render muito mais do que rendeu ontem à noite.

DESLEALDADE

A cotovelada maldosa de Jeff Agba em Luís Felipe, ainda no primeiro quarto do jogo, foi um escândalo. E nenhum dos três árbitros viu! Não viu porque estavam desatentos e/ou mal colocados.

Se eu sou treinador e um jogador meu faz um troço desses em quadra, eu o tiro do jogo imediatamente e acabo com ele no banco de reservas. A menos que ele estivesse reagindo a uma jogada desleal, mas isso eu confesso que não vi.

UAU

A surpresa da rodada de ontem ficou por conta da derrota do Pinheiros, atual campeão paulista, para o Uberlândia. O campeão mineiro, mesmo jogando fora de casa, fez 90-81, fruto de um basquete solidário.

Cinco de seus jogadores terminaram a partida com duplo dígito: Robby Collum (20), Valtinho Apolinário (16), Luis Gruber (16), o veterano Cláudio Brasília (11) e Lucas Cipolini (10).

RODADA

Quanto aos outros jogos, nenhuma surpresa. Os resultados foram:

Vila Velha 75-73 Araraquara
Minas 70-83 Flamengo
Brasília 109-78 Tijuca
Liga Sorocabana 62-81 São José

LÍDERES

O Uberlândia está na liderança do NBB com três vitórias em três contendas disputadas. Os outros invictos do torneio são: Brasília, Bauru, São José e Franca. À exceção dos francanos, que fizeram apenas uma partida até o momento, os outros três somam duas pelejas cada.

Do lado de baixo da tabela as decepções são Araraquara e Tijuca: três jogos, três derrotas.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 24 de novembro de 2011 Sem categoria | 20:35

ELITISMO DA NBA É TAMBÉM RESPONSÁVEL PELO LOCAUTE

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Trapizomba, um dos mais antigos parceiros deste botequim, morador de Los Angeles e torcedor fanático do Lakers, mandou-me mensagem esta manha dizendo o seguinte:

“Uma coisa eu não entendo: se os caras se entendessem hoje e a temporada começasse amanhã, será que os torcedores dos times menos abastados (small-markets) continuariam a ser espectadores? Talvez em OKC, mas e nos outros lugares? Minnesota está prestes a formar um bom time, mas deve demorar uns dois, três anos. Cleveland? Depois de todo esse stress, eles devem abandonar de vez o basquete. Bucks? Nunca tiveram uma base de torcedores sólida. O Utah Jazz estará à venda em breve. Será que para os donos não seria melhor aliviar SÓ UM POUQUINHO e não arriscar perder quem realmente sustenta a NBA?”

Se o raciocínio do Trapizomba estiver correto, então os donos das equipes menores estão corretos também em não ceder nem um milímetro sequer. Se seus torcedores vão abandonar seus times porque o campeonato começou atrasado por causa do locaute, é porque esses times não têm razão de existir.

E eles não têm razão de existir não é porque os fãs locais não gostem de basquete. É porque esses times são saco de pancadas e os fãs querem ter o prazer de vencer também e um dia poder gritar: “É campeão!”.

Eu fui às duas finais em Salt Lake City no final da década de 1990. O envolvimento da comunidade com o Jazz na decisão contra o Chicago Bulls era impressionante.

Salt Lake City é conhecida por ter a arena mais barulhenta da NBA. Phil Jackson nunca gostou de jogar lá.

Veja o caso de San Antonio: um mercado pequeno que cresceu barbaramente porque o time ganhou quatro campeonatos.

Quer dizer: se há competitividade, a comunidade se envolve. E esse envolvimento da comunidade faz com que um time deixe de pertencer à categoria “smal-markets”. Mais do que isso: a categoria “small-markets” deixaria de existir.

Não seria interessante?

Se o Lakers passar a ser um time sem vitórias, o Staples Center ficará às moscas, tenha certeza disso.

Esta filosofia de que apenas os ricos podem ser bem-sucedidos, de que apenas os times baseados nos grandes mercados podem ser competitivos vem norteando a NBA e é uma das razões deste locaute.

Atualmente, apenas os ricos têm chance de ganhar. É só ver os campeões e olhar suas folhas de pagamento.

Acho que seria muito mais emocionante e conveniente para a NBA se todos competissem em pé de igualdade.

Foi este, aliás, o princípio que norteou a criação do “salary cap” na temporada 1984-85. E o valor determinado pela NBA para o “cap” era um valor que TODAS as equipes podiam atingir.

Só que este princípio foi desvirtuado com o passar do tempo por causa das exceções criadas pela pressão dos jogadores, que queriam ganhar mais e mais, uma vez que a NBA, nas mãos de David Stern, passou a ser uma liga extremamente milionária.

Com as exceções criadas (e as franquias têm culpa nisso), a gente viu na temporada passada um time como o Lakers liderar os gastos com US$ 94,7 milhões e o campeão Dallas Mavericks torrar outros US$ 86,6 milhões, quando o teto salarial era de US$ 58 milhões.

O teto, na verdade, é uma ficção; é história pra boi dormir.

O resultado deste desvirtuamento é que para ganhar campeonatos não basta ser competente. É preciso ser competente e milionário. Ganha campeonatos na NBA quem tem o maior “budget”, como vimos.

Isso merece reflexão.

É como casar com uma mulher e descobrir que ela se apaixonou, de fato, pelo seu dinheiro e não pelo seu caráter.

REUNIÃO

NBA e jogadores voltam a se reunir nesta sexta-feira. O jornalista Marc Stein, da ESPN, postou em seu Twitter que Miami, Orlando, Phoenix, Boston e Lakers são as equipes que estão pressionando para que o acordo ocorra neste final de semana. Faz sentido: eles pertencem ao grupo dos “times ricos”. Dinheiro, pra eles, não é problema.

Só achei estranho a presença do Phoenix.

BOTA

O ala-armador Tyreke Evans, do Sacramento Kings, assinou contrato nesta quinta-feira com o Roma. Volta imediatamente para os EUA se o locaute acabar.

Se tudo der certo, ele não terá o gostinho de vestir a camisa do time romano. E os torcedores locais ficarão chupando os dedos.

Torço para que isso ocorra — não que eu tenha alguma implicância com os romanos. Vocês me entendem, claro.

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011 Sem categoria | 23:51

SEM O ‘NBB LEAGUE PASS’ RECORRO AO BOX SCORE PARA FALAR DO LÍDER PINHEIROS

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Não vi o jogo — acho que poucos viram. Infelizmente, não temos à disposição o “NBB League Pass”. Se tivéssemos, seguramente os fãs do basquete brasileiro e do basquete de uma maneira geral assistiriam Flamengo x Pinheiros na noite desta segunda-feira.

O SporTV transmitiu o debute do Brasília, atual campeão do NBB, diante do Joinville, em Santa Catarina. Vi partes do confronto; a diferença entre times era grande e a vitória por 82-70 não traduziu muito o que aconteceu em quadra.

Mas eu queria mesmo era ter assistido Flamengo x Pinheiros. Um jogaço, pelo que indica o resultado final: vitória dos paulistas por 89-84, mesmo em solo carioca.

Volto a dizer: este confronto deveria marcar a abertura do campeonato, com transmissão ao vivo pela Rede Globo na manhã de domingo dentro de seu Esporte Espetacular. Campeão carioca x campeão paulista. Que apelo!

Infelizmente, pouquíssimas pessoas puderam ver este clássico do basquete brasileiro, que foi disputado no acanhado ginásio do Tijuca, que exibe vaidosamente seu novo piso, que de fato ficou muito bonito.

Agora, deparo-me com o seguinte desafio: como falar sobre o que não se viu? Difícil.

Recorro ao box score para tentar entender como o Pinheiros venceu a peleja. Ele sugere que o ala Marquinhos Vieira foi o nome do jogo e a mola propulsora da equipe do Jardim Europa: 29 pontos.

Aproveitamento muito bom nos tiros de três pontos: 5/11 (45%). Nas bolas duplas, 4/9 (44%). Agora atentem ao detalhe: Marquinhos arremessos mais bolas de três do que de dois.

Velho e desgraçado vício desta geração: as bolas de três!

Marquinhos tem 2,06m e uma envergadura extraordinária. Deveria aproveitar-se deste presente que a natureza lhe deu e explorar mais os arremessos de meia distância; afinal de contas, quanto mais próximo da cesta, mas fácil fica de encestar.

A mim isso parece lógico; mas não é para nossos jogadores.

Leandrinho Barbosa (na foto NBB sendo marcado por Marquinhos) foi o cestinha do Flamengo, que não pôde contar novamente com Marcelinho Machado, suspenso. LB anotou 20 pontos para o time rubro-negro.

Queria falar muito mais sobre o jogo, mas não me atrevo. Prefiro reservar algumas linhas, a partir de agora, ao cotejo de Bauru, onde o time da casa estreou no NBB e venceu o Vila Velha do Espírito Santo por 91-77.

E por que falar sobre este jogo? Porque o norte-americano Larry Taylor, que tenta a naturalização brasileira, anotou simplesmente um “triple-double”: 10 pontos, 10 rebotes e 12 assistências.

Leio no relato do site do NBB (desta vez os resultados apareceram na coluna ao lado direito da home, que bom!) que Taylor é chamado de “alienígena”. Não sabia; gostei do apelido.

“Eu estava com muita energia e estava com um gosto ruim na boca pela eliminação no Paulista”, disse Larry (foto NBB), depois da partida. “Queria muito começar bem este NBB e acho que tive uma boa atuação hoje”.

Boa atuação? Ora, Larry, deixe de ser modesto: assim como Marquinhos no Rio de Janeiro, você foi o cara do Bauru na Cidade Sem Limites (apelido de Bauru, vocês sabiam?).

Demais resultados desta rodada de segunda-feira:

Tijuca 63-81 Paulistano
Franca 87-81 Araraquara
Uberlândia 87-82 Limeira
São José 68-65 Minas

No site do NBB a classificação não está atualizada. Dá pra acreditar? Mas a gente sabe que o líder do campeonato é o Pinheiros, com dois jogos e duas vitórias.

A próxima rodada está marcada para quinta-feira à noite. Teremos a chance de ver Larry Taylor em ação, pois o SporTV anuncia a transmissão de Bauru x Joinville. Legal, gostei.

Se bem que teremos Minas x Flamengo e Paulistano x Franca, enquanto que o líder Pinheiros recebe o Uberlândia.

Puxa vida, agora que eu percebi: tem jogos atraentes no campeonato!

Vamos lá, rapaziada; vamos tirar a bunda da poltrona e vamos para os ginásios. O campeonato promete empolgar — e ao vivo é sempre mais emocionante.

Já que não temos cão, vamos à caça com gato mesmo. Se bobear, acho que poderemos voltar com o embornal repleto.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

sexta-feira, 18 de novembro de 2011 Sem categoria | 23:59

O NBB COMEÇA NESTE SÁBADO, CHEIO DE ESPERANÇA, MAS UM TANTO CONFUSO

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O release do NBB diz em sua primeira frase: “Foram mais de cinco meses de espera, mas o NBB está de volta”. Pergunto: quem sentiu falta?

Claro que alguns sentiram. Mas volto a perguntar: quantos?

Difícil de se mensurar. Exatidão não é o que procuramos, o que procuramos é o universo.

Muitos sentiram falta ou poucos sentiram falta?

Que pena; que bom seria se eu pudesse dizer: muitos sentiram falta e muitos se comovem neste momento com a volta do NBB.

Não é verdade.

A verdade, me parece, é: poucos sentiram falta e essa meia dúzia de gatos pingados está feliz neste momento por conta da volta do NBB.

E por que isso acontece? Por que é meia dúzia de gatos pingados?

Acontece pelos motivos que sabemos e que não vou ficar aporrinhando vocês novamente, selecionando (não vou escrever “elencando” porque esse verbo não existe e não são poucos os meus colegas de imprensa que fazem uso dele. De repente, chega uma mensagem do parceiro Luís, de Joinville, dizendo que sim, o verbo existe. Disse Luís: “Sormani, o verbo ‘elencar’ existe. Basta fazer uma consulta ao “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa”, no site da Academia Brasileira de Letras, que você vai encontrá-lo lá. Em tempo, o VOLP é que define, de forma oficial [pois isso está previsto em lei], o que existe ou não na língua portuguesa no Brasil. Então, pode usar ‘elencar’ sem medo…”) os motivos. Todos sabemos.

Mas eu quero falar bem do campeonato. Estamos, creio, na quarta edição do NBB. E à medida que o tempo passa, ele tem se tornado melhor.

Não há como não reconhecer o esforço do pessoal da LNB em melhorar o campeonato. A Rede Globo é parceira ideal, e quando a gente se associa à Globo, podem ter certeza, coisa boa vem.

Não, por favor, não me venham com preconceitos: a Globo pode ter seus defeitos (quem não os tem?), mas quando ela põe a mão em algo, podem ter certeza que coisa boa vem, insisto.

O pessoal da LNB, quando tudo começou, foi atrás da Record. A Record ofereceu o Record News para exibir o campeonato (alguém  já ouviu falar em Record News?) e pediu R$ 30 mil por partida transmitida.

Depois o pessoal da LNB foi bater na porta do BandSports. O BandSports disse que transmitia no BandSports, mas nada de tevê aberta — leia-se Bandeirantes.

Quando o pessoal da LNB foi bater na porta da Globo, a Globo se interessou pelo projeto. E disse: queremos ser sócios.

Ou seja: além de não pedir nada e prometer o NBB na Globo, além do SporTV, o pessoal da Globo ainda deu dinheiro para a LNB! Em troca, solicitou as placas ao redor do ginásio. E, evidentemente, horário para transmitir as contendas, seja na Globo ou no SporTV.

Tem meia dúzia de tolos que está chiando, agora, pelo fato de a Globo ter decidido que a final do campeonato será jogada em partida única. Pergunto: qual o problema?

A final do “college” (foto acima do jogo deste ano que mostrou UConn como campeã) sempre foi em jogo único. A final da Champions é em jogo único. Volto a perguntar: qual o problema?

Ah, a tradição diz que… Que tradição? Nós precisamos é crescer, nós precisamos fazer o basquete voltar a ser grande. Nós precisamos fazer do basquete, novamente, o segundo esporte deste país.

E nada melhor do que a Globo para alavancar esse crescimento. Portanto, se tivermos que fazer a final em jogo isolado, pergunto uma vez mais: qual o problema?

Nenhum.

Larguem, os tradicionalistas, de ser bobocas. Quando o basquete voltar a fincar raízes no coração dos torcedores, aí sim poderemos pensar em reivindicar alguma coisa junto à Globo. Enquanto isso, esquece.

A rodada deste sábado nos reserva… sei lá quantos jogos! Vocês já foram no site da liga? Uma confusão. Tentem encontrar os confrontos desta primeira rodada.

Desafio qualquer mortal a entender.

O jogo 1 é Franca x Limeira. Data: 5 de dezembro. Mas como, o campeonato não começa neste sábado, dia 19?

Aí, o jogo 2 está marcado para sábado: Uberlândia x Araraquara. O jogo 3 também será neste sábado: Flamengo x Paulistano. Idem para o jogo 4: Tijuca x Pinheiros (foto). Mas as partidas 5, 6 e 7 não acontecerão neste sábado. Então, por que elas pertencem à primeira rodada?

Sei lá; alguém faz ideia? Eu não faço.

Então, tentando entender e explicar pra vocês, o campeonato começa neste sábado com três contendas: Tijuca x Pinheiros, às 10h, com SporTV, e, na sequência, vem Flamengo x Paulistano, 12h, também no SporTV. Fecha a rodada Uberlândia x Araraquara às 18h.

Todos os horários são de Brasília, anotem aí.

Espero o melhor. Torço pelo melhor. E espero não estar de ressaca às 10h da manhã deste sábado, pois, como vocês bem sabem, estou de cara cheia neste momento.

Autor: Fábio Sormani Tags:

quarta-feira, 16 de novembro de 2011 Sem categoria | 00:40

HÁ MUITO O QUE SE FAZER PARA O NBB CONQUISTAR O TORCEDOR DA NBA

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Muitos parceiros deste botequim entendem que com o locaute na NBA e o provável cancelamento de toda a temporada é chegado o momento de o nosso basquete se aproveitar.

Não é bem assim; gostaria que fosse, mas não é bem assim.

A maioria dos torcedores que vibra com a NBA entende que NBA e o basquete são coisas diferentes. Faço parte desse time.

Para mim, NBA é algo que transcendeu o basquete. Quando a gente vê uma partida da NBA, sabe que é da NBA. Se a gente, ao zapear pelos canais a cabo se depara com um jogo que não é da NBA, não consegue identificar logo de cara. Pode ser Euroliga, Espanhol, NBB, universitário norte-americano, qualquer coisa, mas não é a NBA.

Quando digo isso, não me refiro apenas ao jogo. Refiro-me também à embalagem.

Se formos nos ater ao jogo, a NBA é um jogo dinâmico, de transição. É na NBA se vê o tal do “isolation game”, ou seja, o ápice do espetáculo, quando o craque, o gênio, vai enfrentar o pobre do marcador e vai colocá-lo no bolso, finalizando a jogada em grande estilo.

Se formos nos ater à embalagem, aí é covardia. Os ginásios, as quadras, os uniformes, os jogadores, a bola, o telão central, as placas de publicidade em torno da quadra que ficam mudando a cada dois, três minutos, o banco de reservas que fica posicionado em frente às câmeras de televisão, de modo que os treinadores não “sujam” a quadra, pois estão sempre projetados para fora dela, as “cheerleaders”. Enfim, como disse, é covardia (na foto, Staples Centre de Los Angeles).

O basquete do resto do mundo não tem nada disso. O basquete no resto do mundo é tático, amarrado, feio de se ver, especialmente na Europa. Não à toa, o San Antonio Spurs, o mais europeu dos times da NBA, é também o mais detestado. A maioria dos parceiros deste botequim já manifestou isso. Quando a TV anuncia que vai mostrar um jogo ao vivo do SAS, muitos torcem o nariz, pois é um time que não encanta.

Se na NBA o jogo é dos jogadores, na Europa é mais dos treinadores (como no universitário norte-americano). Gosto mais de ver o show dos atletas com suas jogadas mirabolantes do que o show dos treinadores e suas pranchetas.

Aqui no Brasil, que jogo praticamos? Aqui no Brasil o jogo carece de uma identidade. O que somos realmente?

Somos, talvez, um híbrido do que se pratica nos EUA e na Europa. Mas isso não quer dizer que aqui se pratica um jogo diferente e por isso mesmo atraente.

Nossa falta de identidade gera um jogo às vezes difícil de assistir, pois, muitas vezes, torna-se uma pelada. Jogadores alucinados em quadra, arremessando sem parar atrás da linha dos três pontos, arremessos imprecisos, especialmente os “mid-range jumpers”, lances livres que teimam em não cair. Isso sem falar nas defesas capengas.

Além disso, no resto do planeta, incluindo o Brasil, a embalagem dos jogos deixa muito a desejar. E olha que a Europa poderia apresentar algo melhor. Dinheiro para isso há, não como na NBA, mas há. Aqui temos de enfrentar a dura realidade da ditadura do futebol, que não deixa nem migalha para as demais modalidades esportivas.

Ao mesmo tempo, parece-me que falta também imaginação aos europeus e brasileiros. Alguém de visão que comande o departamento de marketing de modo a deixar os campeonatos mais atraentes.

Os ginásios na Europa precisam de um “banho de loja”. São como seres molambentos que não encantam ninguém. O piso é um horror, todo poluído; dentro e fora das linhas de jogo. As tabelas estão infestadas de propagandas, parecendo mulher que vai para a rua cheia de bóbis na cabeça (na foto, ginásio do Real Madrid).

Isso sem falar nos uniformes dos times, que são feios por natureza e que ficam ainda mais feios por conta do exagero de publicidade.

Aqui no Brasil o cenário não é muito diferente. Mas a diferença nos coloca para baixo e não para cima.

E a bola? Agora ficou colorida; como disse, parece bola de foca.

Por tudo isso, agora falando apenas do Brasil, se a gente quer tirar proveito do provável cancelamento da NBA, há que se investir. Contar que os torcedores ficarão carentes e, por isso, vão migrar para o NBB, a meu ver, parece-me ingenuidade. Não creio que isso ocorrerá.

É certo que falta dinheiro, como já disse. O Vitória, por exemplo, acabou de pedir afastamento do NBB. A tabela estava pronta e tudo o mais. Mas os capixabas não aguentaram o tranco. Uma pena.

É certo que falta dinheiro, mas, como disse anteriormente, nessas horas que se vê quem é competente. Agora é que o departamento de marketing da liga tem que trabalhar dobrado e mostrar criatividade.

A brecha parece estar surgindo. Se vamos aproveitá-la eu não sei, mas se alguém insistir para eu responder, eu digo: não, não vamos aproveitá-la, pois não vejo ninguém mover nem uma palha sequer para mudar o status quo, que, como vimos, não é nada bom.

Gostaria de ter escrito algo diferente pra vocês, mas, infelizmente, não tem como.

Notas relacionadas:

  1. DEFESA FRÁGIL
  2. O FIASCO DO ANO
  3. GALHOFA OU FATO?
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

segunda-feira, 14 de novembro de 2011 Sem categoria | 22:40

JOGADORES REJEITAM PROPOSTA, DISSOLVEM SINDICATO E NBA PODE DESAPARECER

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Aconteceu o que todos esperavam: depois de mais de três horas de reunião, os jogadores rejeitaram a última proposta da NBA. E mais: disseram que vão dissolver o sindicato. Ou seja: a briga vai para os tribunais.

Uma tragédia.

Os entendidos dizem que em 45 dias o sindicato será desfeito. Com isso, os atletas vão processar a NBA com base na lei antitruste alegando que a liga agiu de má fé.

Seja lá o que isso possa significar, essa pendenga pode durar anos. Alguns falam em dois, três anos. Outros, todavia, dizem que o fato de a discussão ir para os tribunais pode resultar em acordo mais rápido do que se imagina e que a temporada não está perdida ainda.

Especialista em direito desportivo e professor de direito da Universidade de Tulane, Gabe Feldman disse: “É impossível prever o que vai acontecer”.

Maurice Evans, ala do Atlanta Hawks e vice-presidente da NBPA, disse que a decisão dos atletas em rejeitar a nova proposta da NBA e dissolver o sindicato foi unânime. Participaram da reunião jogadores como Kobe Bryant, Carmelo Anthony e Chauncey Billups.

“Nós colocamos na mesa todas as nossas propostas e todas foram rejeitadas”, disse Evans. “É um risco calculado, mas é a escolha certa a se fazer. Não há mais nada a se negociar”.

“Ficamos muito, muito perto de um acordo”, lamentou Stern, entendendo que os jogadores deveriam aceitar o que foi proposto pela NBA na última quinta-feira. “Infelizmente, eles preferiram dar um bico nisso tudo”.

Marc Fleisher, agente de atletas da NBA, disse que o grande erro de Stern foi ter colocado a faca na garganta dos jogadores. “Eles são pessoas competitivas e não reagem bem a ultimatos”.

Em nota divulgada nesta segunda-feira, Stern afirmou: “A NBA tem agido de boa fé durante todo o processo de negociação coletiva, mas porque a nossa proposta revisada não foi do seu agrado, o sindicato decidiu concretizar a ameaça do Sr. (Jeffrey) Kessler (advogado do sindicato dos jogadores)”.

O que Stern quis dizer é que em fevereiro do ano passado Kessler, advogado do sindicato, havia ameaçado dissolver a NBPA e processar a liga com base na lei antitruste.

Enfim, chega de blábláblá. A situação é grave. Poderemos mesmo ficar sem o basquete da NBA por muito, mas muito tempo.

Lamentável.

Notas relacionadas:

  1. REPRESENTANTE DOS JOGADORES DIZ QUE TEMPORADA PODE NÃO ACONTECER
  2. NBA PODE TER TODA TEMPORADA CANCELADA NESTA SEXTA-FEIRA
  3. NBA E JOGADORES VOLTAM A SE REUNIR NO SÁBADO EM NOVA YORK
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

Sem categoria | 12:02

MAGNANO VOLTA A FRISAR: “AS PORTAS NÃO ESTÃO FECHADAS PARA NINGUÉM”

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O técnico Rubén Magnano esteve no programa “Juca Entrevista” da ESPN Brasil no último sábado. Falou sobre muitas coisas, mas, claro, o mais importante tema quando o assunto é seleção brasileira são os Jogos Olímpicos de Londres, ano que vem.

Magnano não contou nenhuma novidade. Disse o de sempre, mas é sempre bom a gente frisar o pensamento do treinador argentino que brilhantemente comanda a seleção brasileira e que depois de 16 anos classificou nosso selecionado para as Olimpíadas.

“Não quero ficar preso por minhas palavras”, disse Magnano (foto Gaspar Nóbrega-CBB/Divulgação), quando indagado pelo jornalista Juca Kfouri (comandante do programa) sobre o grupo que ele pretende levar a Londres. Magnano não quer dizer algo contundente neste momento que venha fechar questão e depois, por um problema ou outro, se ver refém de suas palavras.

“Não vou fechar a porta para nenhum jogador brasileiro”, voltou a frisar. “Todo jogador que tem passaporte brasileiro tem possibilidade de jogar pelo Brasil. Então, hoje, não estão fechadas as portas para ninguém”.

E voltou a frisar: “É certo que eu vou fazer minhas avaliações. Técnicas, físicas e de comprometimento. E vou tomar a minha decisão. Como faço sempre (…) Espero ser suficientemente inteligente para que a minha decisão seja o melhor para o basquete do Brasil”.

Quanto a questão de o grupo que foi a Mar del Plata ter vaga cativa nos Jogos londrinos, Magnano alertou, como sempre tem alertado: “Pode acontecer muita coisa em seis meses, muita coisa. Eu te falo por experiência pessoal de minha vida. Por isso eu não posso dizer sim e garantir esses 12 caras. Não, não, não. Por isso eu falei anteriormente que espero ser suficientemente inteligente para que a minha decisão seja a melhor para o basquete do Brasil. É o que eu vou fazer. Se der certo, melhor; se não der certo… Não posso fechar a equipe agora”.

Inteligente; sábio, eu corrijo, pois esta palavra tem mais força. Pra que ficar comprando briga a pouco menos de um ano da competição? Pra que ficar criando conflitos a pouco menos de um ano da competição?

Nada disso; Magnano quer dar tempo ao tempo. Quer esperar. Quer ver o comprometimento dos jogadores. Quer ouvir declarações, depoimentos, posicionamentos; quer ver qual o grau de desejo dos jogadores em vestir a camisa da seleção.

Depois, como disse, vai tomar sua decisão.

O que eu acho que vai acontecer? Bem, se todos, digo TODOS, os jogadores se mostrarem dispostos a jogar pela seleção, Magnano vai convocar os melhores.

Nenê e Leandrinho estarão no grupo, podem ter certeza. Mas se nosso treinador não sentir comprometimento de quem quer que seja, pode ser o nosso melhor jogador, ele não será convocado.

Sábio, como disse.

Notas relacionadas:

  1. RUBÉN MAGNANO DIZ QUE HAVERÁ MODIFICAÇÕES NO GRUPO QUE VAI A LONDRES
  2. O EQUÍVOCO DE RUBÉN MAGNANO
  3. ENTENDA POR QUE CARINA FOI CONVOCADA PARA O LUGAR DE NÁDIA
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

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