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quinta-feira, 21 de maio de 2009 Sem categoria | 12:07

DEFESA FRÁGIL

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LeBron James

Por que o Cleveland perdeu? Num jogo onde LeBron James (acima, em foto Getty Images) jogou uma enormidade, anotou 49 pontos (seu recorde em playoffs), deu oito assistências e apanhou seis rebotes, por que o Cleveland perdeu?

Mesmo que tenha sido por apenas um ponto (107-106), não se pode atribuir ao acaso o que aconteceu ontem à noite na Quicken Loans Arena.

Então, por que o Cleveland perdeu?

Não creio que o motivo principal foi o baixo desempenho dos jogadores que gravitam em torno de LBJ como alguns estão dizendo. O “xis” da questão, a meu ver, foi a defesa do Cavs: uma peneira.

Vejam só: nos oito jogos anteriores desses playoffs, diante de Detroit e Atlanta (4-0 em ambas as séries), o Cleveland permitiu aos dois adversários um aproveitamento de apenas 39.7% de seus arremessos. Ontem, o Orlando acertou 55.1%.

Nas bolas de três, o desempenho de Pistons e Hawks foi de modestos 31.0%. Já o Magic teve uma performance de 45%.

Nos dois confrontos anteriores, o Cavs venceu todos seus jogos por uma margem superior a dez pontos. O máximo de pontos sofridos nos oito enfrentamentos passados foram os 85 tentos no terceiro embate da série diante do Atlanta.

E a média de pontos sofridos pelo Cleveland foi de 78.1 tentos contra por partida.

Pois bem, ontem o Orlando marcou 107 pontos na defesa do melhor time da fase de classificação. E venceu a partida.

As bolas de três do Magic minaram a resistência do Cavs. Responsável pela marcação de Rashard Lewis, Anderson Varejão, que foi bem ofensivamente ao anotar 14 pontos, não conseguiu evitar os tiros longos do adversário especialmente no segundo tempo.

O mais doído deles ocorreu a 14.7 segundos do final da partida, que deu a vitória aos visitantes. Lewis acertou três de seus quatro chutes de três durante os 42 minutos em que esteve em quadra.

O Orlando jogou uma barbaridade – assim como LBJ. Foi um time que soube variar seu jogo em quadra.

Explorou a força física de Dwight Howard (à direita, em foto Getty Images), que terminou a peleja com 30 pontos. Quando o Super-Homem (que quase derrubou a tabela no primeiro tempo) estava do lado de fora ou bem marcado por Zydrunas Ilgauskas, a equipe do técnico Stan Van Gundy usou as bolas longas.

Furou também a defesa do Cleveland para infiltrações ou aproveitou-se de corta-luzes para acertar bolas da zona morta, que também foram derrubadas após um drible, por exemplo.

Essa variação de jogo o Cavs encontrou apenas em LeBron. Os demais jogadores tiveram um aproveitamento ruim.

Enquanto King James acertou 20 de seus 30 arremessos na partida (66.7%), o resto do time encestou 23-58 (39.6%).

Mas não podemos esquecer que a maior pontuação do time nesses playoffs foram os 105 pontos marcados diante do Atlanta no terceiro jogo da série. Nos demais, o time nunca chegou à contagem centenária.

Não chegou também porque o técnico Mike Brown deixou seus principais jogadores descansando, poupando-os para esta decisão do Leste. Isso significa que, se todos fossem exigidos por mais tempo, o time poderia perfeitamente ter ultrapassado a barreira dos cem pontos em outras partidas.

Mas os 106 pontos marcados ontem não são desprezíveis, principalmente diante do Orlando. Por isso é que eu não creio que a baixa produção ofensiva do resto do time levou o Cleveland à derrota.

LeBron jogou por eles.

A defesa é que comprometeu. Os números provam isso.

Vocês viram algo mais que levou o Cleveland à derrota ou o Orlando à vitória?

PROVAÇÃO

Com a derrota de ontem, o Cleveland tem agora que vencer uma partida na quadra inimiga para ir à decisão da NBA. Se isso não ocorrer, babau; dá Orlando.

Já frisei aqui neste botequim várias vezes que o Cavs não tem um bom desempenho fora de casa diante dos melhores times desta temporada. Não conseguiu vencer em Boston, Orlando e Los Angeles.

Pois bem, chegou o momento de LeBron James e companhia provarem que são realmente fortes e dignos de todos os mimos que o time recebeu merecidamente durante toda a fase de classificação.

Como se diz popularmente, agora chegou a hora de a onça beber água. E de LBJ provar que entrou definitivamente para o seleto rol dos grandes homens da NBA.

Anderson Varejao

Notas relacionadas:

  1. LEBRON, UM ESPETÁCULO À PARTE
  2. LAKERS, UM TIME SEM ALMA E SEM CORAÇÃO
  3. LAKERS VENCE, MAS DENVER ENGROSSOU
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 20 de maio de 2009 Sem categoria | 12:24

LAKERS VENCE, MAS DENVER ENGROSSOU

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Já disse aqui neste botequim: se o Denver não diminuir o volume de jogo de Kobe Bryant, por mais que se anule Pau Gasol, Lamar Odom e companhia, não vai dar para ganhar esta série.

Ontem, tudo funcionou bem até quase o final do livro.

Gasol foi bem marcado pelo “front line” do Denver e anotou apenas 13 pontos. Odom encontrou a mesma barreira pela frente e deixou só sete tentos na cesta colorada. Trevor Ariza também não conseguiu sair da marcação e fez apenas seis.

Kobe Bryant e NenêÉ certo também que Derek Fisher, que estava com um desempenho miserável nestes playoffs, ontem cravou 13 pontos. Seis a mais que sua média nesta fase da competição, que era de 7.2 por partida.

Mas os 40 pontos de Kobe são um exagero.

Nestes playoffs, em apenas uma ocasião o camisa 24 do Lakers deixou igual número na cesta alheia: no segundo jogo da série contra o Houston. Sua média, nesta fase, é bom frisar, é de 28.4 tentos por partida.

Eu sei; eu vi. O trabalho hercúleo de Dahntay Jones, Anthony Carter, J. R. Smith e Carmelo Anthony na marcação a Kobe foi comovedor. Até mesmo Kenyon Martin apareceu à frente de Kobe.

Mas foi insuficiente.

Muitos dizem que o Denver perdeu sua chance ontem, pois esteve 13 pontos na frente. Que Gasol e Lamar tendem a melhorar e que, por isso mesmo, o Lakers vai crescer.

Tenho dúvidas. Penso que o “frontcourt” do Nuggets pode repetir a excelente marcação em cima dos dois e limitar o jogo de ambos.

Vigiar Ariza não é tarefa das mais complicadas. O mesmo vale para jogadores como Luke Walton, Sasha Vujacic, Jordan Farmar, Shannon Brown e Josh Powell.

Dá para repetir a dose perfeitamente.

O que o Denver tem que fazer, como disse, é diminuir o volume de jogo de Kobe e não deixar Fisher tão livre como ele ficou ontem. Mesmo veterano e desregulado na calibragem dos arremessos, se ele conseguir derrubar três bolinhas, como fez ontem, põe o time no jogo, incendeia o ginásio e mete pressão no adversário.

O Denver está vivíssimo da silva na série. O resultado de ontem, 105-103 para o Lakers, mostra isso.

Como falei, o confronto será apertado. E mesmo que o Nuggets ganhe amanhã, nada impede o Lakers de fazer o mesmo no Colorado.

IRREGULAR

O que dizer da atuação de Nenê? O primeiro tempo foi um primor, daqueles que quando acaba você levanta do sofá, vai até a geladeira, pega uma cerveja e celebra.

Foram 14 pontos, três rebotes um toco e um desarme. O são-carlense esteve ativo o tempo todo.

Mas no segundo… Simplesmente sumiu.

É certo que enrolou-se com as faltas – foram cinco na etapa final –, o que limitou sua atuação. Mas o brazuca jogou 13:47 no segundo tempo e não fez ponto algum!

Nenê e Pau GasolO carro-chefe de seu jogo são as cestas; todos nós sabemos. Ele ajuda bastante no trabalho coletivo dos rebotes, fazendo bloqueio nos pivôs inimigos, mas apanhar rebotes não é com ele.

Ontem Nenê nos deu mais um exemplo de como encara os rebotes ao fazer falta em Pau Gasol e ser excluído do jogo. Se tivesse ido no ressalto – como faz a maioria dos pivôs –, não teria cometido a infração que veio na sequência do lance mencionado.

Não sei quem incutiu esse comportamento na cabeça de Nenê. Mas, já disse aqui, me parece um equívoco.

Mas tudo bem, não se discute isso; Nenê é assim quanto aos rebotes e ponto final. Então, que compense nos tentos, como ele tem feito.

Ah, mas 14 tentos é uma boa pontuação, pois está dentro da média dele nesta temporada, alguém pode dizer. Verdade, mas se a chance de se anotar 25, 30 pontos aparece, não se pode desperdiçá-la.

Ontem era jogo para Nenê ter o mesmo aproveitamento das duas primeiras pelejas diante do Dallas na série passada, quando anotou 24 e 25 pontos respectivamente. Mas ele simplesmente sumiu no segundo tempo.

Essa irregularidade dentro de uma mesma partida tem sido a tônica no jogo de Nenê neste campeonato em muitas partidas. É preciso encontrar o equilíbrio.

Qualidade, inteligência e dedicação ele tem. Então, o que falta?

DUELO

Kobe Bryant fez 40 pontos e acabou como cestinha da partida. Carmelo Anthony anotou 39 e ficou com a medalha de prata.

Quem jogou melhor?

Se olharmos o desempenho numérico dos dois, Melo teve um aproveitamento superior. Afinal, atirou 20 bolas na cesta do Lakers durante o jogo e encestou 14: 70% de acerto.

Kobe chutou 28 e embiroscou 13: 46.4%.

Nas bolas de três, Melo fez 4-5 (80%); Kobe, 2-3 (66.7%).

Nos lances livres, Kobe levou a melhor: acertou 12-13 (92.3%). Melo lá esteve menos vezes, oito, e acertou sete (87.5%).

Mas esqueçam os números. O diferencial foi o desempenho de cada um no momento final, no momento de se fechar e ganhar a partida. No momento de se separar os homens dos meninos.

No último quarto, Carmelo anotou nove pontos enquanto que Kobe marcou o dobro: 18.

Quem jogou melhor?

Kobe, é claro.

DEBU

Hoje o Cleveland do brazuca Anderson Varejão e LeBron James estreia na final da Conferência Leste. Deste jogo a gente vai falar muito amanhã.

Da série, já disse aqui, será igualmente apertada. Tudo porque o Cleveland mostrou desempenho preocupante fora de casa nos grandes combates desta temporada.

Mesmo que não consiga vencer em Orlando, se mantiver o desempenho em casa fecha a série em 4-3.

Suficiente para chegar à decisão da NBA.

E é o que eu acho que vai acontecer.

Notas relacionadas:

  1. A DIFERENÇA QUE UM TIME FAZ
  2. LAKERS, UM TIME SEM ALMA E SEM CORAÇÃO
  3. EQUILÍBRIO NO OESTE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 19 de maio de 2009 Sem categoria | 16:25

EQUILÍBRIO NO OESTE

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Nene Hilario, Denver Nuggets

A mídia, de uma maneira geral, aposta no Lakers. Os torcedores também.

Mas a série decisiva do Oeste, que começa esta noite (22h de Brasília) promete ser disputada. Alguns (poucos, eu diria) falam em vitória fácil do time de Los Angeles porque os amarelinhos, acostumados e desejosos de decisões, sabem como se comportar nesta situação.

O Denver, ao contrário, desacostumado, pode sentir a pressão e sucumbir. É como criança chupando pirulito, se lambuza toda, comparam os que apostam no Lakers. (acima, Nenê Hilário, do Nuggets, em foto AP)

Pode ser, pode ser, mas não acredito. Como já disse aqui, não aposto em série fácil nem pra um e nem pra outro: o equilíbrio será a tônica do enfrentamento.

O time colorado, se não tem a experiência do Lakers, entra descansado e com o moral mais elevado. Afinal de contas, foram dez jogos destes playoffs até o momento: oito vitórias e apenas duas derrotas.

O Los Angeles, ao contrário, teve que penar na série passada diante do Houston. Precisou dos sete jogos disponíveis para eliminar uma equipe que jogou desfalcada de seus dois principais jogadores: Tracy McGrady e Yao Ming.

O Lakers deixou o confronto pela porta dos fundos. Foi duas vezes humilhado pelo Rockets.

O Denver deixou os embates contra New Orleans e Dallas pela porta da frente. Ao contrário do Lakers, foi ele quem humilhou.

Muitos acreditam que Nenê será o diferencial desta série. De que maneira? Anulando Pau Gasol.

Conversando com parceiros deste botequim, acredito que Nenê terá seu foco, num primeiro momento, voltado para Andrew Bynum. Se o pivô do Lakers jogar como jogou na partida passada contra o Houston, terá garantido mais minutos em quadra e neste cenário Gasol jogará como ala de força e será marcado por Kenyon Martin.

Se Bynum voltar a jogar mal, aí Lamar Odom terá mais tempo de jogo e o espanhol passará para o pivô e aí sim o são-carlense terá a missão de marcá-lo.

De todo o modo, o raciocínio é perfeito: se o Denver quiser ter sucesso neste confronto, terá que controlar Gasol. E, cá para nós, não acho que seja coisa de outro mundo.

Gasol é um jogador soft. Se Nenê, Martin e Chris Andersen transformarem este em um confronto físico, Gasol sumirá do garrafão.

Foi assim contra o Boston na decisão do ano passado: Kevin Garnett e Kendrick Perkins pintaram hematomas pelo corpo do espanhol, que não aguentou o tranco e simplesmente desapareceu das finais.

Agora, não adianta nada anular Gasol e deixar Kobe Bryant à vontade. Ah, mas o Kobe sempre vai pontuar muito.

É verdade, mas tudo tem um limite. Não se pode aceitar que Kobe tenha média de 35 pontos por jogo, por exemplo, neste confronto.

Se isso acontecer, ele, sozinho, leva o Lakers mais uma vez para a final da NBA. Portanto, marcá-lo – e bem – será fundamental.

Num primeiro momento, George Karl, técnico do Denver, incumbirá Dahntay Jones da espinhosa missão. O ex-armador de Duke é o melhor marcador do Nuggets.

Mas ele não estará o tempo todo em cima de Kobe. Terá, com certeza, problemas com faltas e poderá também sucumbir em muitos momentos, o que levará Karl a trocar o marcador.

Aí será a vez de Chauncey Billups, creio eu, grudar em Kobe. Anthony Carter também terá sua cota de participação neste duelo.

Não será fácil, mas há que se fazer das tripas coração para controlar Kobe.

Do lado do Lakers o técnico Phil Jackson já deve ter perdido boas horas de sono pensando em como anular Carmelo Anthony. O ala do Denver será marcado por Trevor Ariza.

Kobe também será designado para o papel, mas creio que P-Jax fará o mesmo que Mike Brown no Cleveland, que deixa LeBron James em cima do melhor jogador adversário apenas no último quarto.

Deverá ocorrer neste confronto diante de Carmelo: Kobe irá vigiá-lo talvez no momento mais decisivo.

E Billups, quem é que vai marcar? Acho que Kobe irá fazê-lo, com Derek Fisher em cima de Jones.

Billups é a alma desse time do Denver em quadra. Não poderá, de jeito nenhum, ter espaço para pensar e jogar.

Kobe sabe muito bem como fazer isso. Foi assim nos Jogos de Pequim, quando Coach K, treinador dos EUA, mandava Kobe sempre marcar o melhor jogador do time adversário e deixar Dwyane Wade, LeBron e Carmelo livres para jogarem tudo o que sabe.

Além disso, o que eu falei sobre a marcação do Denver sobre Gasol, tem que ser visto do ângulo oposto: o Lakers conta, e muito, com o jogo do espanhol dentro do garrafão; na frente e atrás.

Se ele desaparecer, Kobe terá que se desdobrar em quadra. E será que ele conseguirá jogar por dois?

Não é impossível em se tratando do camisa 24 do Lakers. Mas é bom não pagar para ver.

Será uma série e tanto, mais equilibrada, creio eu, do que Cleveland e Orlando.

Notas relacionadas:

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  2. LAKERS, UM TIME SEM ALMA E SEM CORAÇÃO
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

domingo, 17 de maio de 2009 Sem categoria | 10:48

A DECISÃO DA RAINHA

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Diretora do Departamento Feminino da CBB, Hortência anunciou ontem que Paulo Bassul continuará como treinador da seleção brasileira de saias. E mais: revelou que Janeth Arcain será sua auxiliar técnica.

A decisão mais polêmica veio a seguir: a ala Iziane, aquela que se recusou a entrar em quadra no Pré-Mundial da Espanha diante da Bielorrússia, voltará a ser convocada.

Conheço Hortência e sei de sua firmeza de caráter. A Rainha não tem medo de cara feia, não pipoca pra ninguém e nenhuma pessoa impõe nada a ela na força.

Sei que nossa Rainha desaprovou o comportamento de Iziane.

Se você pegou o bonde andando ou já se esqueceu, o Brasil participava da competição que era classificatória para a Olimpíada de Pequim e fazia uma partida importante contra as bielorrussas.

Iziane não estava jogando absolutamente nada e, corretamente, foi mandada para o banco de reservas. Quando Bassul chamou-a para entrar em quadra, do alto de sua arrogância ela disse que não iria mais jogar, como se fosse Hortência, Paula ou Janeth.

E criou-se o clima ruim (provocado por ela, certo?), que culminou com sua imediata dispensa da seleção.

À época, Bassul declarou: “A Iziane é fora de série? Não tenho dúvidas. Mas não posso deixar o grupo de lado”. E completou: “Tenho uma responsabilidade com o grupo e com o país. Não posso, em função do que eu quero ou do que alguma jogadora quer, abandonar a coletividade”.

Alguém duvida que Bassul fez o certo? Claro que não.

O episódio teve desdobramentos, com o treinador dizendo que não a convocava mais e Iziane afirmando que não jogaria mais pela seleção enquanto Bassul fosse o treinador.

Hoje vemos que Bassul vai continuar e que Iziane será novamente convocada.

Hortência deve ter conversado com Bassul e Iziane. A seu modo, duro e transparente, deve ter colocado a eles que ambos são importantes neste momento para a recuperação do basquete feminino brasileiro e que ambos têm que se entender.

Ótimo, isso mesmo; mas ainda aguardo pelo último capítulo deste “affair”: Iziane vir a público e pedir desculpas a Bassul e ao Brasil. Em alto e bom som, para que toda a nação a escute.

DECISÃO

Hoje conheceremos os dois últimos semifinalistas desta temporada da NBA. Boston e Orlando se enfrentam no nordeste dos EUA, enquanto que Lakers e Houston medirão forças no sudoeste americano.

Vamos palpitar? Vamos, pois, como já disse, esse é um dos meus esportes favoritos.

Boston x Orlando (21h de Brasília) – O Boston passa, mas no sufoco, talvez até precisando de uma prorrogação.

Lakers x Houston (16h30 de Brasília) – O Lakers passa, também no sufoco, mas sem precisar de prorrogação.

E vocês, o que pensam dessas duas decisões?

Autor: Fábio Sormani Tags:

quarta-feira, 22 de abril de 2009 Sem categoria | 17:11

PRÊMIOS MERECIDOS

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Derrick Rose acabou de ser eleito o “Rookie of the Year”. Ontem, esqueci de comentar no post anterior, Dwight Howard foi escolhido o melhor defensor da NBA.

Aproveito para falar sobre as duas indicações. Nenhuma novidade; prêmios mais do que merecidos.

Rose junta-se a Michael Jordan e Elton Brand, dois outros jogadores do Chicago a ganhar o troféu.

Única observação quanto ao melhor zagueiro: LeBron James ficou em segundo no lugar de Kobe Bryant.

Ridículo.

Com um braço amarrado Kobe defende mais do que LBJ.

Já disse aqui e repito: King James será escolhido o MVP desta temporada. Os jornalistas norte-americanos o transformaram no “Darling” da América.

Tudo que vem dele é bom – até a flatulência, que os caras de lá devem achar cheirosa…

(Desculpem a grosseria).

Autor: Fábio Sormani Tags:

Sem categoria | 16:26

O EQUILÍBRIO DO OESTE

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Bulls x CelticsSe Boston e Chicago (à direita, foto AFP) fazem uma série equilibradíssima no Leste, Portland e Houston repetem a dose no Oeste.

Ontem, os dois times protagonizaram, uma vez mais, outra partida repleta de emoções e equilíbrio. Embate definido só no final; desta vez o Portland saiu vencedor: 107-103.

Brandon Roy foi o nome do jogo. Arrebentou a defesa adversária; e olha que seus marcadores não são “joões”, como Garrincha se referia a quem o marcava e não o achava.

Shane Battier e Ron Artest, dois dos melhores defensores da liga, tiveram a inglória missão de vigiar o armador do Blazers. Não conseguiram.

Roy terminou a partida com 42 pontos, assim construídos: 13-24 nas bolas duplas, 2-3 nas triplas e 10-12 nos lances livres. Tudo isso em 42 minutos.

Agora, sabe o que também chama a atenção? O número de erros por ele cometido: nenhum!

Foi, como disse, o nome do jogo.

O fato triste ficou por conta da contusão do pivô Dikembe Mutombo. D, às portas de completar 43 anos (25 de junho), voltou ao basquete depois de muita insistência de dois times, Boston e Houston, e também da família.

Cedeu aos apelos e voltou ao Texas, onde jogou a temporada passada. Ontem, com dois minutos em quadra, contundiu o joelho esquerdo. E decretou: “Pra mim, o basquete acabou”.

De jeito nenhum, D. Quem acompanha a NBA, e você em particular, não vai esquecê-lo jamais. Seu indicador balançando de um lado para o outro após um “joão” tentar uma cesta e você dar-lhe um merecido toco ficará para sempre registrado em nossas retinas.

Você é um daqueles gênios inesquecíveis, tenha certeza.

FINAL

Aaron brooksAgora, pessoal, o que dizer do Aaron Brooks (à esquerda, foto Getty Images) no final da partida? O cara estava maluco!

Houvesse alguns segundos a mais à disposição do Houston e eu ouso dizer que o Rockets teria virado a partida.

Iluminado, Brooks marcou 11 pontos em 27 segundos – os últimos tentos do Houston em quadra, diga-se. Tentou encurtar a diferença que era favorável aos anfitriões. Não conseguiu, mas sua atuação (23 pontos e cinco assistências) ainda pulula em nossa mente, concordam?

Quem não viu o jogo, perdeu um espetáculo e tanto.

SUFOQUINHO

O Lakers voltou a respeitar o script. Venceu o Utah por 119-109.

Jamais esteve atrás no marcador e a diferença, que acabou na casa dos dez pontos, chegou em 20: 66-46 ao final do segundo quarto.

Mas o time passou por um pequeno sufoco ao final da peleja quando o Jazz, comandado por Deron Williams, encurtou a distância para apenas três p0ntos (109-106) a 2:43 minutos do final.

Mas aí os angelinos fizeram uma corrida de 10-3 e colocaram tudo em seus devidos lugares. De nada adiantaram os 35 pontos e nove assistências de Deron e nem os 20 pontos e dez rebotes de Carlos Boozer – único jogador em quadra a ter um “double-double”.

O Lakers foi novamente um time equilibradíssimo. Nada menos que sete de seus jogadores terminaram o confronto com um duplo dígito na pontuação: Kobe Bryant 26, Pau Gasol 22, Lamar Odom 19, Trevor Ariza 13, Shannon Brown 12, Derek Fisher 11 e Andrew Bynum 10.

É difícil você enfrentar um oponente que consegue distribuir os pontos. Sua defesa fica maluca, não sabe quem marcar.

Perdido na defensiva, o Utah permitiu um percentual de acerto dos arremessos do Lakers de exatos 60%, enquanto que ele, quando atacou, sem a mesma imaginação dos californianos, encestou apenas 49.4% de seus tiros contra a cesta inimiga.

Acho que isso explica bem a vitória do Lakers. A segunda em dois jogos.

Má sorte do Jazz, pois a história diz que quando o Los Angeles faz 2-0 em uma série melhor de sete (antigamente o primeiro confronto era melhor de cinco) é praticamente impossível revertê-la. Em 38 situações desse tipo, o Lakers saiu-se vencedor em 37.

Portanto, é melhor Jerry Sloan começar a projetar a próxima temporada.

Esta, já era.

Lakers x Jazz

MIXURUCA

Êta partida sem-graça! Não tem jeito, o Detroit não será adversário para o Cleveland, pelo menos jogando em Ohio.

Os ventos do Lago Erie parecem inspirar mais do que os que sopram do Michigan. Não há termos de comparação entre as equipes.

O Cavs chegou ontem à sua segunda vitória, esta por “apenas” 12 pontos: 94-82.

O Pistons bem que lutou. Baixou a diferença, que chegou em 29 pontos no início do quarto derradeiro (79-50), para sete (84-77) quando o cronômetro marcava 3:50 para a buzinada final.

Ao verem a distância ficar bem mais curta, LeBron James, Mo Williams e Delonte West se reuniram e decidiram acabar com a brincadeira. Lideraram a última corrida do jogo favorável ao Cavs em 10-5 e deram números finais ao marcador.

LeBron e Mo anotaram quatro pontos; Delonte, dois.

Terminaram a partida assim: LBJ 29 tentos, Mo 21 e Delonte 20.

Detroit? Ora, o que dizer de um time cujo medalhista olímpico Tayshaun Prince crava apenas dois pontos no aro inimigo?

Nem com a série indo para Detroit dá para imaginar uma vitória do Pistons.

Notas relacionadas:

  1. A DIFERENÇA QUE UM TIME FAZ
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quarta-feira, 15 de abril de 2009 Sem categoria | 17:20

OS CENÁRIOS PARA ESTA NOITE

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Como disse no post anterior, esta será uma noite de decisões. Pra facilitar a vida de todos os frequentadores deste botequim, vamos aos possíveis cenários:

CONFERÊNCIA LESTE

Cleveland – primeiro colocado
Boston – segundo
Orlando – terceiro
Atlanta – quarto
Miami – quinto
Chicago – fica em sexto se vencer o Toronto; cairá para a sétima posição caso perca e o Philadelphia ganhe do Cavs em Cleveland
Sixers – será o sexto colocado se ganhar e o Chicago perder; fica em sétimo se o Bulls ganhar, independente de seu resultado, pois ganha do Detroit no confronto direto
Detroit – oitavo

CONFERÊNCIA OESTE

Lakers – primeiro
Denver — fica em segundo se vencer o Blazers ou se o Houston perder; vai para terceiro se for derrotado e o Houston ganhar
Houston — fica em segundo se ganhar do Dallas e o Denver perder; se ambos ganharem, fica em terceiro; fica também em terceiro se perder e Portland e SAS perderem também; será o quarto colocado caso perca, Portland também e SAS perca; será igualmente o quarto colocado se perder e SAS vencer e Portland perder; vai para a quinta colocação se perder e Portland e SAS vencerem
Portland — será o terceiro se vencer o Denver e Houston e SAS perderem; vai para o quarto lugar caso vença e o Houston também; será o quarto com vitória sua e do SAS; se perder e o SAS também, fica em quarto lugar; vai para a quinta posição se perder e o SAS vencer
San Antonio – fica em terceiro lugar se vencer o New Orleans, em casa, e o Houston perder; será o quarto colocado em caso de vitórias sua e do Houston e derrota do Portland; vai para o quinto lugar se houver triunfos seu, do Houston e do Portland; se perder, fica em quinto
New Orleans – será o sexto colocado se vencer o San Antonio ou o Dallas perder para o Houston; pula para a sétima posição se perder e o Dallas vencer
Dallas – termina em sexto lugar se vencer e o New Orleans perder; fica em sétimo se perder ou o New Orleans ganhar
Utah — oitavo

Autor: Fábio Sormani Tags:

sábado, 21 de março de 2009 Sem categoria | 13:10

OS CRAQUES TAMBÉM ERRAM

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Acontece também com os grandes jogadores. Ontem Tony Parker foi a bola da vez.

O armador do San Antonio, um dos melhores da NBA, jogou fora uma vitória que seria de extrema importância para a equipe na briga pela segunda vaga do Oeste rumo aos playoffs.

A 49 segundos do final da partida, com o Boston na frente em dois pontos (76-74), o francês foi para a linha do lance livre e desperdiçou ambos. A sorte ainda não havia abandonado o par de Eva Longoria, pois no ataque adversário, Rajon Rondo errou o arremesso e Tim Duncan ficou com o rebote.

Parker, no ataque alvinegro, sofreu falta de Paul Pierce e foi novamente para a linha do lance livre. Errou outra vez os dois arremessos!

Desta vez, custou caro o desperdício. Com a posse de bola, o Celtics foi à frente e Glen “Baleinha” Davis encestou mais dois tentos num lindo passe de Pierce para o rechonchudo pivô do Boston, que estava aberto na ponta esquerda. O marcador saltou para 78-74, a cinco segundos do final da partida.

Parker jogou muito bem; até chegar aos dois lances mencionados, claro. Tinha feito 25 pontos, distribuído oito assistências e confiscado sete rebotes.

Mas quis o destino que Tony chutasse o balde ao final da peleja.

Acontece também com os grandes jogadores.

BRIGA

Com a derrota por 80-77 para o Boston, o San Antonio fica agora com duas a menos do que Houston, Denver e New Orleans. Ou seja: 23-25.

Há um chão razoável pela frente até terminar a temporada regular. Nada está garantido.

Na rodada de ontem, Houston, New Orleans e Denver saíram vencedores.

O Rockets recebeu em seu Toyota Center o raquítico Minnesota e venceu facilmente por 107-88. Mesmo com Yao Ming errando dez de seus 16 arremessos.

Como disse, o Wolves é frágil e não fizeram falta os tiros tortos do chinês.

Mas amanhã… bem, amanhã a história é outra; porque o adversário também será. A viagem é curta, de ônibus mesmo. Um tirinho, logo ali.

Sabe contra quem? San Antonio.

O jogo deste domingo; imperdível. Se Yao falhar como falhou ontem…

Mas dizia eu que o Denver também ganhou. E igualmente com um braço amarrado.

Ah se todos os adversários fossem iguais ao Washington… A vida seria repleta de alegria.

O Nuggets enfiou 116-105 no time da capital dos EUA.

Dois foram os destaques do time colorado: J. R. Smith, que anotou 40 pontos, sua melhor marca nesta temporada, e Chris Andersen, que cravou 18 pontos (seu melhor desempenho na carreira), 11 rebotes e seis tocos.

O interessante é que Chauncey Billups deu apenas sete tiros na partida. O fominha do J. R. não deixou ninguém mais arremessar. Estava “on fire”, como vimos.

Nenê jogou pouco: 27 minutos. Deixou a quadra quando faltavam 3:04 para o final do terceiro quarto. Não voltou mais; ficou descansando.

Seus números: 11 pontos, quatro rebotes e dois tocos.

Finalmente, na rodada de ontem, o New Orleans também ganhou e tirou proveito da derrota do San Antonio. Recebeu o fraco Memphis em sua New Orleans Arena e anotou 96-84.

Chris Paul foi uma vez mais o destaque do Hornets com 32 pontos, nove assistências, cinco rebotes e o mesmo número de desarmes.

Partidaço!

CALENDÁRIO

A agenda de jogos do San Antonio é um pouco complicada.

Recebe amanhã o Houston e mais pra frente o Portland e Utah. Vai jogar fora de casa contra New Orleans, Cleveland, Atlanta.

Perigo à vista.

Já o Houston visita o Spurs, como vimos, o Utah, Phoenix, Lakers e Dallas. Recebe Portland, Orlando e New Orleans.

Tabela complicada, bem mais do que a do San Antonio.

Quanto ao Denver, o time terá uma trinca de partidas bem indigestas. Jogará fora contra Phoenix, New Orleans e Dallas, na sequência, e ainda visitará Lakers e New Orleans.

Esquece, não oferecerá perigo ao San Antonio.

Finalmente, o New Orleans receberá, além do Denver, San Antonio, Utah, Phoenix e Dallas. Visitará Miami, Dallas, Houston e San Antonio.

Só trocará de lugar com os texanos se fizer um final de temporada como no ano passado.

Não acredito.

Os quatro tiros livres de Tony Parker não custarão caro ao Spurs.

Notas relacionadas:

  1. A DIFERENÇA QUE UM TIME FAZ
  2. LEBRON, UM ESPETÁCULO À PARTE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 2 de março de 2009 Sem categoria | 19:50

PROBLEMAS: MEUS, DO LAKERS, DENVER, BOSTON…

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www.cadaumcomseusproblemas
Quem nunca recebeu de volta essa resposta quando tentou justificar um percalço qualquer? Claro que em tom de brincadeira ouve-se isso; mas a gente bem sabe que muitos são adeptos do ditado “é brincando que se diz verdades” e ao registrar o endereço eletrônico deixam claro que não estão nem aí para as nossas desculpas.

Espero não ouvir isso de vocês, meus companheiros de botequim, pois vou contar o que aconteceu comigo. E vocês podem nem acreditar; mas deveriam.

Meus dois computadores deixaram-me na mão. Juro que é verdade!

Primeiro, foi o meu notebook.

O carregador de bateria simplesmente morreu. Resultado: não consigo mais abrí-lo. Estou, feito um maluco, à espera de um novo carregador, para enterrar o antigo – e reviver meu notebook.

A alternativa seria usar o PC de mesa, mas, acreditem, ele foi infectado por mais de 50 vírus! Como sei? O Paulo César, um cara batuta, acabou de sair de casa e mostrou-me tudo; e em seguida deixou meu PC novinho em folha.

É dele que escrevo neste momento.

FORA DO AR

Por causa desses problemas (não digam, por favor, www.cadaumcomseusproblemas…), não pude acompanhar a rodada de ontem. E nem vou ver a de hoje, pois o meu PC, apesar de estar novinho em folha, como disse, é um carro popular; não tem velocidade para rodar o programa do NBA League Pass.

SURPRESA 1

Agora que volto ao mundo dos mortais, já fiquei por dentro do que aconteceu na rodada de ontem.
Vi, por exemplo, que o Detroit bateu o Boston em Massachusetts! Uma dezena de pontos de vantagem, incrível! Um time que estava próximo de bater o recorde de derrotas, já soma duas vitórias e diante de dois dos favoritos ao título desta temporada! E fora de casa!

Primeiro foi o Orlando, na Flórida, como vimos; ontem, o Celtics.

Por que isso aconteceu?

Ora, não precisa ser esperto para saber que os dois sucessos estão intimamente ligados à ausência de Allen Iverson, contundido.

Na dobrada que o Pistons deu no Magic, Rip Hamilton, substituto de AI, foi o cestinha do jogo com 31 pontos. Ontem, Hamilton voltou a comandar o time em quadra: 25 pontos, nove assistências e seis rebotes.

Deem só uma olhada em seus números: 4-9 nas bolas de dois; 2-3 nas de três; 11-12 nos lances livres.

Todo esse volume em 39 minutos, cinco minutos a mais do que sua média de permanência em quadra neste campeonato. Somando os dois últimos embates, quando ele substitutiu Iverson, sua média em quadra saltou para exatos 40 minutos.

E o Detroit venceu as duas partidas.

Por que será, hein?

DESTINO

Michael Curry, técnico do Pistons, daqueles que escalam jogador pelo nome e não pelo que ele produz, estava numa sinuca de bico por causa do rendimento do time com Rip Hamilton como titular e Allen Iverson de fora.

Já estava alisando o veterano armador, dizendo que estava estudando mudar o “line-up” etc. e tal, quando o destino acabou por ajudá-lo: a contusão de Iverson nas costas é muito mais grave do que se imagina e ele vai perder seu terceiro jogo consecutivo, contra o Denver, amanhã à noite, em Detroit.

AI, inclusive, está em Washington D.C. onde vai procurar um especialista para colher uma segunda opinião sobre a contusão.

Já disse e repito: não gosto de desejar nada de mal a ninguém, mas esta contusão de Iverson pode garantir uma das vagas para o playoff do Leste ao Detroit.

O time, com ele, estava embicando; com Hamilton, decolando.

SURPRESA 2

Outra surpresa da rodada ficou por conta da derrota do Lakers para o Phoenix por 118-11. Mesmo jogando fora de casa, o Los Angeles era favorito, que me desculpem os torcedores do Suns.

Mas vejo que apenas dois jogadores angelinos não negaram fogo: Kobe Bryant e Pau Gasol. Os demais foram um fiasco, até mesmo Lamar Odom, que vinha jogando muito bem.

Bryant e Gasol, juntos, anotaram 79 pontos, enquanto que o resto do time marcou míseros 32.

Odom, que assumiu a condição de titular com a contusão de Andrew Bynum, estava com 16.5 pontos e 13.4 rebotes de média. Ontem, foram vexatórios quatro tentos e seis rebotes.

Fica difícil ganhar assim, especialmente quando do outro lado da quadra Shaquille O´Neal, o idoso pivô do Phoenix, anota 33 pontos. Não bastasse isso, o obscuro ala Matt Barnes, que tinha menos de nove pontos de média por partida, marca 26.

Fica difícil ganhar assim.

CRESCENDO

Leandrinho Barbosa continua jogando como nos velhos tempor de Bauru-Tilibra. Ontem cravou 22 pontos na cesta do Lakers.

Há oito confrontos seguidos que o paulistano tem um duplo dígito na pontuação. Sua média nessas partidas é de 20.5 pontos por jogo.

Como na época do Bauru-Tilibra.

DESAFINADO

A composição do maestro Tom Jobim serve muito bem para explicar o que vem ocorrendo com o San Antonio. Os texanos não são os mesmos quando um dos Três Tenores não aparece para o show.

Ontem, uma vez mais, Manu Ginobili ficou de fora. Seu tornozelo não o deixa em paz.

Toni Parker (15 pontos) e Tim Duncan (14) não conseguiram sustentar o show até o seu final e o resultado foi que o Spurs foi derrotado impiedosamente pelo Portland por 102-84.

E com um desempenho notável do ala/pivô LaMarcus Aldridge (aquele que era do Chicago e foi trocado com Tyrus Thomas), que marcou 26 pontos e fisgou ainda sete ressaltos.

Agora, vejam só se a estrofe a seguir não cabe bem nexte contexto:

Se você disser que eu desafino amor
Saiba que isto em mim provoca imensa dor
Só privilegiados têm o ouvido igual ao seu
Eu possuo apenas o que Deus me deu

Maestro, saiba que aqui neste botequim somos privilegiados; entendeos muito bem que o San Antonio, quando um dos Três Tenores não vem para o palco, desafina; e isso provoca imensa dor em seus torcedores – e naqueles que tantam amam o basquete.

CARREIRA

Oito jogos. Este é o tempo que o Utah está sem perder.

Ontem, a vitória foi diante do Golden State, na Bay Area de São Francisco por 112-104. E com 20 assistências de Deron Williams!

Volto à sala de música para bater na mesma tecla deste velho piano que não desafina: o Utah vai se classificar com facilidade aos playoffs do Oeste. Se bobearem, em segundo lugar.

E se isso acontecer, fará a final da conferência contra o Lakers.

Cobrem de mim.

ALERTA

O Denver que se cuide; o time não vive um bom momento. Perdeu quatro dos últimos seis jogos.
Ontem foi para o Indiana, em Indianapolis, por 100-94.

A equipe colorada ainda mantém a terceira posição no Oeste, mas com apenas uma derrota a menos que Houston, Portland e New Orleans; duas a mais em relação a Utah e Dallas; e quatro sobre o Phoenix, o nono colocado da conferência.

Nenê Hilário voltou a fazer um “double-double” ao anotar 12 pontos e dez rebotes. Havia nove jogos que ele não tinha um duplo dígito em dois fundamentos.

Mas isso não teve influência alguma no resultado final da partida.

Autor: Fábio Sormani Tags:

sábado, 21 de fevereiro de 2009 Sem categoria | 22:06

PEQUENO HIATO

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Pessoal, também sou filho de Deus.

O que quero dizer com isso? É que nesses próximos dias eu vou aproveitar o Carnaval para dar uma descansada. O Gian Oddi, carcamano que comanda brilhantemente essa editoria de esportes do iG, deu-me sinal verde.

– Vá, Sormani, descanse e volte a todo o vapor na quarta-feira — sugeriu-me ele.

Vou acatar a sugestão do chefe; afinal de contas, chefe é chefe, mãe é mãe e o gato é um bicho.

Assim, peço desculpas a todos vocês, mas vou dar uma descansada. Estou presente neste botequim, sem falhar, há um ano.

Como disse, sou filho de Deus também e mereço um pequeno descanço.

A gente se fala na quarta.

Mas não se esqueçam: o botequim estará aberto, mesmo sem a minha presença.

Bom Carnaval a todos!

Autor: Fábio Sormani Tags:

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