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Arquivo da Categoria Sem categoria

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011 Sem categoria | 19:25

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Eu continuo sem ver o Lakers jogar. Este maldito horário de verão me impede. Verão que só traz desgraças com suas chuvas inclementes, verão que aborrece por causa do calor estafante. Ah que bom seria se o tal do verão não desse mais as caras.

Mas fazer o quê? Ele está aí e não tem jeito. A cada ciclo ele dá as caras e fica a nos encher a paciência por longos três meses. Por causa dele eu não consigo ver o Lakers jogar; já disse.

Novamente, só “highlights”. Melhores momentos e olho no “box score”.  E o que ele me revela? Que Jason Kidd fez 21 pontos e só não foi o artilheiro do Dallas por causa de Shawn Marion, que fez 22.

Vi que J-Kidd acertou cinco bolas de três em oito tentadas. Foram 12 arremessos durante a partida. Quatro deles não foram de três. Não vi esses quatro, mas devem ter sido fruto de quatro infiltradas, pois o armador do Dallas desconhece a possibilidade de arremessos à meia distância.

Como disse, não vi o jogo. Aí eu fico me perguntando: quem é que marcou J-Kidd? Esse problema já havia ocorrido na partida contra o Oklahoma City, quando Russell Westbrook fez 32 pontos.

Como eu também não vi o jogo contra o Thunder, vocês me disseram que Kobe Bryant se revezou na marcação a Westbrook junto com Derek Fisher e Steve Blake, mas que basicamente foi Kobe quem marcou e não obteve sucesso diante do armador do Thunder.

Westbrook, no entanto, ao contrário de J-Kidd, é jovem, cheio de energia. Pode não ter a cabeça, o raciocínio de Kidd (e não tem mesmo), mas suas pernas são um vigor só. Seus tornozelos foram feitos de mola. E suas mãos parecem mãos de mágico, que iludem os olhos mais atentos.

J-Kidd, ao contrário, é um veterano de 37 anos, de pernas cansadas, de tornozelos pesados e de mãos talvez indecisas. Compensa tudo isso com raciocínio rápido; compensa tudo isso com experiência que ele foi adquirindo com o passar do tempo.

Mas Kidd está velho e cansado. Já não é mais o mesmo de outrora.

E aí eu volto a perguntar a vocês que viram o jogo: quem é que marcou Jason Kidd? Quem é que o marcou e não conseguiu controlá-lo? J-Kidd que já saiu zerado de quadra em três partidas desta temporada. Como é que o Lakers deixa um jogador com um retrospecto desses fazer 21 pontos?!

Quem é que marcou Jason Kidd? A foto que eu usei para a chamada do blog sugere que foi Kobe. Foi ele mesmo? Foi ele quem fracassou diante de um jogador que conta no calendário os dias para a aposentadoria?

Pode parecer pegação no pé do Lakers, mas não é; é, isto sim, preocupação pura.

CONTAGEM

1 a 2. Este é o retrospecto do Lakers nesta turnê envolvendo o final do mês de janeiro e fevereiro todo. Período onde o time, concordamos, será testado.

Notas relacionadas:

  1. UM TIME PRA LONDRES
  2. THUNDER E BULLS FORAM ATRAÇÕES DA RODADA
  3. MOLECADA APRONTA NA MATINÊ DE SEGUNDA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 Sem categoria | 20:06

UMA CAMPANHA INCOMPARÁVEL

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Alguns parceiros deste botequim dizem que se o San Antonio ou o Lakers, por exemplo, jogassem na Conferência Leste poderiam igualar ou mesmo quebrar o recorde de vitórias do Chicago Bulls. Se você não sabe, na temporada 1995/96 o time de Michael Jordan ganhou 72 partidas e perdeu apenas dez. Como disse, é recorde na história da NBA: ninguém jamais ganhou tantas partidas ou perdeu tão poucas numa única temporada.

Alguns chegam a dizer que o feito do Chicago tem que ser contextualizado. Ou seja: se ele jogasse na Conferência Oeste, talvez não tivesse obtido este recorde. Engano de quem pensa assim, pois naquela época o Leste era melhor que o Oeste.

Dos dez jogos que o Chicago perdeu, sete foram para times do Leste. Apenas três para o Oeste. Os resultados foram estes:

94 a 88 – Orlando (F)
97 a 92 – Seattle (F)
103 a 97 – Indiana (F)
105 a 99 – Denver (F)
106 a 96 – Phoenix (F)
113 a 104 – Miami (F)
104 a 72 – New York (F)
109 a 108 – Toronto (F)
98 a 97 – Charlotte (C)
100 a 99 – Indiana(C)

Ou seja: o Chicago teve um aproveitamento de 89,3% diante dos times do Oeste. Como se vê, o problema foi o Leste, então uma conferência mais difícil.

Vejam como ficou a classificação envolvendo todos os 16 classificados para os playoffs daquela temporada:

1) Chicago Bulls (72-10) 87,8%
2) Seattle SuperSonics (64-18) 78,0%
3) Orlando Magic (60-22) 73,2%
4) San Antonio Spurs (59-23) 72,0%
5) Utah Jazz (55-27) 67,1%
6) Los Angeles Lakers (53-29) 64,6%
7) Indiana Pacers (52-30) 63,4%
8) Houston Rockets (48-34) 58,5%
9) Cleveland Cavaliers (47-35) 57,3%
10) New York Knicks (47-35) 57,3%
11) Atlanta Hawks (46-36) 56,1%
12) Detroit Pistons (46-36) 56,1%
13) Portland Trail Blazers (44-38) 53,7%
14) Miami Heat (42-40) 51,2%
15) Phoenix Suns (41-41) 50,0%
16) Sacramento Kings (39-43) 47,6%

Como vocês podem ver, o único time entre os 16 que se classificaram para os playoffs que teve aproveitamento inferior a 50% foi o Sacramento: 47,6%. O Charlotte Hornets (hoje New Orleans), que jogava no Leste, teve um aproveitamento de 50,0%, 41-41 e ficou de fora dos playoffs.

Os times do Leste eram melhores do que os do Oeste. Não muuuuuuuito melhores, mas eram melhores. O Orlando, que foi o vice-campeão do Leste, era melhor que o Seattle, campeão do Oeste.

Ou seja, o recorde obtido pelo Chicago foi extremamente expressivo.

HOJE EM DIA

San Antonio e Lakers poderiam hoje bater o recorde do Chicago se jogassem no Leste? Vamos ver: se a gente pegar a classificação desta quarta-feira, dia 19 de janeiro, os 16 melhores da NBA são:

1) San Antonio (35-6) 85,4%
2) Boston (31-9) 77,5%
3) LA Lakers (31-12) 72,1%
4) Miami (30-13) 69,8%
5) Chicago (28-14) 667%
6) Oklahoma City (27-14) 65,9%
7) Utah (27-14) 65,9%
8) Atlanta (28-15) 65,1%
9) Dallas (26-14) 65,0%
10) Orlando (26-15) 63,4%
11) New Orleans (26-16) 61,9%
12) Denver (23-17) 57,5%
13) New York (22-18) 55,0%
14) Portland (22-20) 52,4%
15) Memphis (19-22)46,3%
16) Phoenix (18-21) 46,2%

Temos uma vantagem de 10-6 em favor do Oeste. Em 1995/96, se tirássemos o Sacramento e colocássemos o Charlotte, o placar final ficaria 9-7 em favor do Leste na classificação final de todo o campeonato considerando-se os 16 melhores. Ou seja: a diferença não é muito grande hoje em dia como se pensa.

Embora hoje em dia o Oeste seja melhor que o Leste, como no passado, a diferença também não é muuuuuuuito grande como a princípio se imagina.

O San Antonio tem um desempenho de 11 vitórias e três derrotas contra times do Leste. Ou seja: 78,5% de aproveitamento. O Lakers, 15 vitórias e quatro derrotas. Ou seja: 78,9%. O Chicago teve um aproveitamento de 89,3% contra equipes da conferência mais fraca, que era a Oeste.

Portanto, se San Antonio e Lakers, por exemplo, jogassem pela Conferência Leste, não, não quebrariam o recorde do Chicago. Isso levando-se em conta os números atuais. Spurs e Lakers teriam que ter um aproveitamento de 89,2% contra equipes do Leste para quebrar o recorde do Bulls.

SILÊNCIO

O tópico de hoje fugiu ao corriqueiro. Ou seja: nada falei sobre a rodada. Afinal de contas, perder em casa para o Charlotte Bobcats é dose pra mamute!

Notas relacionadas:

  1. O SENHOR DOS ANÉIS NÃO VAI NOS DEIXAR
  2. JEANIE, O MOTIVO DE P-JAX NÃO DEIXAR O LAKERS
  3. MICHAEL JORDAN É INCOMPARÁVEL
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 Sem categoria | 23:59

MOLECADA APRONTA NA MATINÊ DE SEGUNDA

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A matinê foi da molecada; como sempre. Quando era garoto, ir ao cinema era ir à sessão da tarde. Cinema noturno era dos adultos. Portanto, a matinê era da molecada.

E não foi diferente nesta segunda-feira de feriado na NBA. A matinê foi da molecada.

O PRIMEIRO MOLEQUE

O primeiro moleque a aprontar foi Derrick Rose (foto AP). O armador do Chicago Bulls comandou o time na vitória diante do Memphis Grizzlies em plena “Graceland” por 96 a 84.

D-Rose anotou um “triple-double”: 22 pontos, 12 assistências e dez rebotes. Foi, aliás, o primeiro da carreira deste estupendo armador. E conseguiu uma dúzia de assistências mesmo com o time não podendo contar com Carlos Boozer e Joakim Noah.

E como isso foi possível? Porque Kyle Korver parecia Ray Allen. D-Rose passava a bola pra ele e Korver encestava. Simples. Korver fez 6-10 nas bolas de três e do banco contribuiu com 22 pontos.

Ah, e Luol Deng parecia Paul Pierce. Era jogar a bola pra ele que o sudanês naturalizado inglês derrubava também. Foram 28 pontos frutos de um aproveitamento muito bom nos arremessos: 11-17.

Nos últimos cinco jogos, o armador do Bulls soma médias de 26,2 pontos, 7,8 assistências e 6,2 rebotes.

Um show.

O SEGUNDO MOLEQUE

O segundo moleque a aprontar nesta matinê da NBA foi Blake Griffin (foto AP). Com a camisa 32 do Los Angeles Clippers ele anotou 47 pontos na vitória diante do Indiana por 114 a 107.

Griffin bateu o recorde de pontos de um jogador nesta temporada, pertencente até então a Monta Ellis, que tinha anotado 46.

E pra quem diz que Griffin é um Dwight Howard mais claro (viu, Reirom!), o ala-pivô do Clippers fez cesta de tudo quanto é jeito. Não apenas com enterradas, seu forte (é o líder da temporada neste quesito), mas também com chutes de meia distância, com “fade away jump”, dribles e bandeja, ganchos; enfim, foi um tormento em quadra para a defensiva indiana.

Aliás, Griffin acertou 19 cestas. Este número também representa um recorde pessoal na carreira — e não apenas na temporada.

Esta foi a quinta vitória consecutiva do Clippers como mandante. Isso não ocorria desde fevereiro de 2006.

VETERANO

Se dois garotos brilharam nesta segunda-feira à tarde, o mesmo não se pode dizer de um veterano. Jason Kidd voltou a ter atuação comprometedora na derrota do Dallas para o fraquíssimo Detroit por 103 a 89.

O armador do time texano saiu uma vez mais zerado de quadra. Como eu falei, ele se parece com jogador brasileiro: só arremessa de três ou pontua com infiltrações. Não consegue arremessar à meia distância.

Nesta segunda, na cidade do automóvel, J-Kidd não arremessou nenhuma bola dupla (nem infiltrar ele conseguiu). Fora sete tijolos de três que se arrebentaram na tabela adversária.

PRESENTE

Tom Thibodeau fez 53 anos nesta segunda-feira. E o presente, segundo ele, quem deu não foi Derrick Rose, mas sim Luol Deng.

Não entendeu? Eu explico: antes de o jogo começar, Thibodeau pediu a Deng para não deixar Rudy Gay jogar. E o sudanês naturalizado inglês cumpriu à risca o que o comandante pediu.

Gay anotou apenas nove pontos, ele que tem média de 21 tentos nesta temporada. Deixou Gay acertar apenas um de seus dez arremessos. Uma aula defensiva, segundo Thibodeau.

E foi mesmo.

Notas relacionadas:

  1. THUNDER E BULLS FORAM ATRAÇÕES DA RODADA
  2. É PARA SE TER MESMO PENA DE BLAKE GRIFFIN?
  3. BLAKE GRIFFIN, O QUE O FUTURO RESERVA PRA ELE?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010 Sem categoria | 17:52

FELIZ ANO NOVO!

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Rapaziada

2010 chega ao fim. Foi um baita prazer ter estado com todos vocês mais um ano. Discutimos, debatemos, aprendemos e nos conhecemos um pouco mais. Perdemos alguns parceiros (o Daniel Sanches desapareceu, vocês perceberam?), mas ganhamos outros assíduos, como o engraçadíssimo Reirom. JC já não aparece com a mesma frequência de antes, mas tem aparecido e isso me deixa feliz. Vou citar estes, mas poderia ter citado outros também. Mas paro por aqui para não cometer injustiças ao esquecer alguém.

Conto com esta freguesia em 2011. Espero que este ano que está por chegar seja maravilhoso pra todos nós. Que o nosso botequim continue a todo o vapor e que vocês também se realizem em todos os setores da vida.

E que em 2011 o nosso selecionado masculino conquiste uma vaga para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Algo, aliás, que não acontece desde 1996, quando em Atlanta o Brasil esteve pela última vez porque foi a última vez que contamos com este genial Oscar Schmidt.

E que o nosso selecionado feminino faça o mesmo: que conquiste uma vaga para Londres. E que Enio Vecchi tenha sido mesmo a melhor escolha.

Que nossos brasucas continuem brilhando na Europa e nos EUA, na NBA e na WNBA.

Que o NBB continue melhorando e que a LBF não desapareça.

E que haja investimentos dos governos, em todos os níveis, nos chamados “esportes olímpicos”, entre eles o basquete.

Acho que é isso.

Rapaziada: Feliz Ano Novo!

Autor: Fábio Sormani Tags:

terça-feira, 28 de dezembro de 2010 Sem categoria | 23:23

BLAKE GRIFFIN, O QUE O FUTURO RESERVA PRA ELE?

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O L.A. Clippers foi à capital da Califórnia e bateu o Sacramento por 100 a 99. Faz quase um dia, mas estou falando sobre isso agora por conta das mudanças no Esporte do iG (espero que vocês tenham aprovado).

Dos últimos cinco jogos, o Clips venceu quatro. Cresce de produção a cada rodada.

Blake Griffin, que será eleito o “Rookie of the Year” desta temporada (a menos que ocorra uma catástrofe), foi novamente um gigante: 24 pontos e 14 rebotes. Eric Gordon, ala-armador campeão do mundo com os EUA na Turquia em setembro passado, anotou 31 pontos. Ajudou muito.

Mas Griffin tem sido o cara. Ele veio do basquete universitário. Lá jogou apenas duas temporadas. Foi draftado em primeiro lugar no ano passado. Contundiu o joelho e perdeu toda a temporada passada.

Jogou dois anos no basquete universitário e ficou um ano parado. Até a bola subir nesta temporada, não tinha qualquer experiência na NBA — que é completamente diferente do basquete universitário. Não tinha qualquer experiência na NBA e nem em nível internacional.

E ainda por cima é treinado por Vinnie Del Negro.

Eu pergunto a vocês: o que o futuro reserva para Blake Griffin? Vocês podem me responder?

Depois que vocês responderem, eu continuo a falar sobre o assunto.

Notas relacionadas:

  1. ESPN MUDA JOGO A SER TRANSMITIDO NA QUARTA
  2. ESTREIA FORA DO SCRIPT
  3. É PARA SE TER MESMO PENA DE BLAKE GRIFFIN?
Autor: Fábio Sormani Tags: ,

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010 NBA, Sem categoria | 15:59

FALTA DE LÓGICA; FALTA DE CRITÉRIO

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Vejo que o movimento no botequim é pequeno. Não é pra menos: hoje é véspera de Natal, nem jogo tem na NBA. Nem na NBA e nem em lugar algum. Em qualquer canto deste planeta a bola está parada. De basquete, de futebol, de vôlei, de handebol. Tudo parado.

Mas ontem ela pingou. Foram três jogos. O que mais chamou a atenção foi o massacre do Orlando pra cima do San Antonio. O placar final foi de 123 a 101.

Tiago Splitter jogou. Mas foi no “garbage time”. Entrou quando faltavam 7:43 minutos para o final do terceiro quarto, com o Orlando na frente em 13 pontos: 73 a 60. Ali até que o jogo ainda não estava resolvido, mas as mudanças feitas por Gregg Popovich, na sequência, sugeriam que o Spurs estava jogando a toalha.

Tiago entrou ao lado de Garry Neal, que entrou na vaga de Manu Ginobili, e de Matt Bonner, que substituiu DeJuan Blair. O time ficou: Tony Parker, Neal, Richard Jefferson, Bonner e Tiago. Três minutes depois, Pop tirou Parker e colocou Chris Quinn. O time ficou: Quinn, Neal, Jefferson, Bonner e Tiago. Placar: 84 a 75 para o Orlando.

Com 2:08 minutos para o final do terceiro quarto, Pop jogou definitivamente a toalha: tirou Jefferson e colocou Ime Udoka. O quinteto alvinegro: Quinn, Neal, Udoka, Bonner e Tiago. Jefferson e Blair ainda entraram um pouco no último quarto, mas não havia mais o que fazer.

Ou seja: Tiago Splitter jogou 17:26 minutos. Aparentemente, bastante. Mas jogou quando a vaca já tinha ido para o brejo. Isso depois de ter feito uma grande partida diante do Denver Nuggets, quando só não atingiu um “double-double” porque Pop não deixou. Não deixou porque tirou-o do jogo quando ele estava jogando superbem.

Realmente, concordo, o assunto tá ficando chato; repetitivo. Mas se alguém conseguisse me mostrar que há lógica no que Pop faz, que há um critério, que existe um plano traçado e ele está sendo seguido, e mel explicasse tudo isso eu entenderia e mudaria de assunto.

Mas eu não consigo enxergar lógica, critério e nem ver qualquer plano que foi estabelecido por Pop no caso de Splitter.

GREETINGS

Rapaziada, quero desejar a todos vocês um Feliz Natal e agradecer por frequentarem este botequim.

Valeu!

Notas relacionadas:

  1. SPLITTER ACERTA COM O SAS
  2. SPLITTER USARÁ CAMISA 22
  3. FALTA-NOS UM SCOLA E DESEJO DE DEFENDER
Autor: Fábio Sormani Tags: ,

terça-feira, 30 de novembro de 2010 Sem categoria | 19:53

O CASO DO ZEZINHO DAS OSTRAS

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Quem está antenado nas notícias já sabe: choveu pra burro esta tarde aqui em São Paulo. Eu, pra variar, como milhões de paulistanos, fiquei preso no trânsito. Por isso o atraso pra abrir este botequim.

Tenho certeza que vocês hão de me perdoar.

Mas chega de lenga-lenga, vamos aos fatos: MVP, corrida pra ver quem será o MVP desta temporada. O Vander, parceiro assíduo deste botequim, perguntou onde é que ele encontrava este ranking. No site da ESPN dos EUA tem – não sei se outros têm.

No site referido, aparece Dwight Howard em primeiro lugar na relação. Seguido de Russel Westbrook, Kobe Bryant, Derrick Rose, Deron Williams, Dirk Nowitzki, Chris Paul, Carmelo, Manu Ginobili e Kevin Garnett.

A análise, claro, é feita com base nos números, no desempenho de cada um deles. Mas eu pergunto: até onde a gente pode se fiar nos números? Até a página nove, eu creio.

Por exemplo: Zezinho das Ostras joga no time A. Nos três primeiros jogos do campeonato, teve o seguinte desempenho:

1)    Vitória diante do Time B (equipe mediana da competição). Anotou 32 pontos, pegou 14 rebotes e deu cinco tocos.
2)    Vitória diante do Time C (equipe mediana da competição, mas um pouco melhor do que o Time A). Anotou 30 pontos, pegou 12 rebotes e deu três tocos.
3)    Derrota diante do Time D (equipe de seu nível). Anotou 12 pontos, pegou quatro rebotes e não deu toco algum.

As médias de Zezinho das Ostras são as seguintes: 24,6 pontos, dez rebotes (”double-double” de média) e 2,7 tocos.

Ótimas médias, não acham? 24,6 pontos e dez rebotes; puxa vida, que jogador!

É, mas ele construiu este patrimônio jogando contra adversários medianos. Quando pegou um cara bom pela frente, fraquejou.

Dá para confiar cegamente nas estatísticas? Claro que não. É preciso saber interpretá-las.

Então, por favor, quando a gente voltar a conversar sobre este ou aquele jogador, não me venham APENAS com as estatísticas. Elas são importantes, mas não são definitivas. Vamos falar de bola, de jogo, de atitude, de coração, de alma, de postura.

Isso tudo vale muito mais do que os 24,6 pontos e dez rebotes que o Zezinho das Ostras pegou.

Autor: Fábio Sormani Tags:

segunda-feira, 22 de novembro de 2010 Sem categoria | 16:43

VOLTA EM GRANDE ESTILO

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Leandrinho Barbosa voltou ao Toronto Raptors neste domingo que passou. E voltou em grande estilo. Depois de seis jogos do lado de fora, impedido de jogar por causa de uma contusão no ombro, o paulistano voltou com fome de bola.

Não falo apenas pelos 12 pontos marcados. Falo também das cinco assistências distribuídas e, mais do que isso, da confiança do treinador, Jay Triano, em deixá-lo em quadra nos instantes finais da partida, quando o time canadense saiu da desvantagem de três pontos (101 a 98) para vencer por apenas um lindo pontinho de diferença (102 a 101).

E Leandrinho correspondeu – e como. Os 12 pontos anotados e as cinco assistências dadas foram muito importantes. Mas houve também dois roubos de bola que ajudaram tremendamente. O segundo deles, a 12 segundos da buzinada final, com o Boston na frente em um ponto, foi espetacular.

Este roubo de bola merece o parágrafo que escrevo a seguir…

Ray Allen, um dos mais talentosos e experientes jogadores da liga, recebeu a pelota no fundo-bola de Paul Pierce. Pegou a laranjinha e se sentiu o dono da cocada preta. Esqueceu-se que atrás dele estava “The Blur”. O Borrão, como é conhecido na NBA, deu um tapa na bola, que sobrou para José Calderón. Trama daqui, trama dali e a pelota voltou às mãos de Barbosa. Não tivesse tomado um toco de Pierce, e a jogada teria sido completa. Mas valeu pelo desarme, pois após o toco, a bola sobrou para Amir Johnson que sofreu falta e derrubou as duas bolas levando o Toronto à vitória por 102 a 101, como eu disse.

Foram seis jogos do lado de fora. Leandrinho voltou com fome de bola. Quarta-feira, às 22h de Brasília, tem mais. Desta vez diante do Sixers. Que a rapaziada da Filadélfia não durma em quadra, pois “The Blur” estará por lá.

Notas relacionadas:

  1. GALHOFA OU FATO?
  2. SERÁ SEMPRE ASSIM?
  3. FUTURO PROMISSOR
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

domingo, 21 de novembro de 2010 Sem categoria | 16:54

É PARA SE TER MESMO PENA DE BLAKE GRIFFIN?

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Tenho pena de Blake Griffin. Num primeiro momento, achei que ele ia fazer o Clippers funcionar. Mas parece que não há quem faça o Clippers funcionar.

No papel, até que é um time interessante. Baron Davis na armação, Eric Gordon como o armador de arremesso, um pivô muito bom chamado Chris Kaman e outros jogadores promissores, como DeAndre Jordan, por exemplo. E ele próprio, Blake Griffin.

Mas o fato é que o time não funciona; não engrena. Tem a pior campanha entre os 30 participantes do campeonato com apenas uma vitória e 13 derrotas. Um desempenho de ridículo 0,71%.

Tenho pena de Blake Griffin.

Mas será que é mesmo para ter pena? Ele tem apenas 21 anos e um contrato com este e mais dois anos garantidos com o Clippers. Quando ele acabar, Griffin (foto Getty Image) poderá escolher o seu destino. Ou seja: quando tiver 24 anos.

Será mesmo que é para se ter pena de Griffin? Sabe por que eu pergunto? Porque quando ele tiver 24 anos, ele pode nem vai ter que esquentar a cabeça com mudança de casa, por exemplo. Pode ficar em Los Angeles mesmo.

Não parece a vocês que Blake Griffin tem tudo para acabar no lado nobre, no lado rico, no lado glamoroso de Los Angeles? Não parece a vocês que Blake Griffin não acabará com aquela camisa amarela e roxa?

EXAGERO

Vejam os números de Blake Griffin na derrota do Clippers para o New York (124 a 115), ontem à noite, em Los Angeles: 44 pontos, 15 rebotes e sete assistências.

Muito para o caminhão do Clippers, concordam?

AH!

Havia me esquecido: vocês viram que é o técnico do Clippers? Sim, ele mesmo: Vinnie Del Negro.

Será que não é aí que mora o problema?

Notas relacionadas:

  1. ESPN MUDA JOGO A SER TRANSMITIDO NA QUARTA
  2. ESTREIA FORA DO SCRIPT
Autor: Fábio Sormani Tags:

Sem categoria | 16:12

FINALMENTE CHEGOU O DIA DE TIAGO SPLITTER

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Finalmente chegou o dia de Tiago Splitter. O pivô brasileiro ficou mais tempo em quadra e deixou o AT&T Center sob o olhar contemplativo de todos. Sem exagero algum: de todos. E quando falo em todos, refiro-me a torcedores, adversários e companheiros. E acho que até da arbitragem.

E não é exagero algum de minha parte. Contextualizo o que digo: o barriga-verde ficou em quadra boa parte do “garbage time”, é verdade, aqueles minutos que os jogadores empurram a partida com a barriga, pois nada de mais importante vai acontecer, mas soube aproveitar também dos outros momentos.

Todos estavam esperando por uma atuação dessas por parte de Splitter (foto Getty Image). Seus números? Pois não, anote aí: 18 pontos, cinco rebotes e um par de assistências, desarmes e tocos.

Depois do jogo, Splitter foi sincero: “Estava pronto para esta chance”. E estava mesmo. Foi só Gregg Popovich deixá-lo em quadra um pouco mais, foi só Pop deixá-lo esquentar as turbinas pra gente ver o Tiago Splitter da seleção brasileira e do Caja Laboral com a camisa do San Antonio.

Pop não foi econômico nas palavras: “Ele é extremamente eficiente. Está sempre no lugar certo”.

Então, eu me pergunto: se ele é eficiente e está sempre no lugar certo, por que não usá-lo mais? Mais do que isso: por que deixá-lo dois jogos todinhos no banco de reservas, sem ter o gostinho de entrar em quadra?

Pop é um baita treinador. Um dos maiores da história da NBA. Ganhou quatro campeonatos comandando uma franquia que está escondida no interior dos EUA, longe dos holofotes da mídia. Ser campeão com franquias tradicionais é muito mais fácil, ninguém duvida.

Pop sabe o que faz. E o que se viu em quadra ontem à noite na vitória por 116 a 92 diante do Cleveland talvez tenha sido fruto do “castigo” do treinador ao nosso jogador, pois o que Tiago jogou ontem nos enche de entusiasmo para olhar a tabela e ver quando é que o Spurs e o nosso Splitter estarão em quadra novamente.

E eu respondo imediatamente: amanhã à noite, segunda-feira, às 23h30 de Brasília diante do Orlando, novamente no AT&T Center da Cidade do Álamo. Imperdível. Imperdível não apenas por conta do que pode o catarinense fazer; imperdível porque ele deverá travar um duelo e tanto com Dwight Howard.

Isto é: se Pop deixar. Mas se depender do que foi visto ontem à noite, Pop vai deixar.

Notas relacionadas:

  1. A DECADÊNCIA DE UMA ESTRELA
  2. HUERTAS APROVA EM SEU DEBUTE NA NBA
  3. ESTREIA FORA DO SCRIPT
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

  1. Primeira
  2. 8
  3. 9
  4. 10
  5. 11
  6. 12
  7. 20
  8. 30
  9. 40
  10. Última