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Arquivo da Categoria Sem categoria

12/11/2009 - 12:49

TRIO DE FERRO

Não teve jogo ontem em Orlando; LeBron James não deixou. Shaquille O´Neal e Mo Williams também não.

LBJ anotou 36 pontos e Williams 28. Juntos marcaram 64 dos 102 pontos do Cleveland. Ou seja: 62.7% da produção ofensiva do Cavs.

Shaq anotou apenas dez pontinhos e pegou só quatro rebotes. Mas enlatou Dwight Howard, o melhor jogador do Magic. O Super-Homem marcou inexpressivos 11 pontos e confiscou apenas sete rebotes.

DH, é bom lembrar, antes do jogo de ontem tinha médias de 19.3 pontos e exatos 11 rebotes por partida.

Com tantos pontos da dupla LeBron/Williams e com Howard controlado por Shaq , o Cleveland fechou com facilidade a partida de ontem da Flórida e venceu por 102-93.

O que nos leva a pensar: se os três jogarem a maioria das partidas desta maneira, o Cleveland poderá encarar o Boston de igual para igual numa possível final de conferência. Caso contrário, se jogar o que vinha jogando, esquece: o Cavs não será páreo para o pessoal das bandas de Massachusetts.

Portanto, vamos esperar. Só o tempo vai nos dizer qual o caminho o Cavs vai escolher para trilhar nesta temporada.

LeBron James passa por Mickael Pietrus na vitória do Cavs sobre o Magic (foto: Getty Images)

LeBron James passa por Mickael Pietrus na vitória do Cavs sobre o Magic (foto: Getty Images)

MULEQUE!

Alguém viu Oklahoma City x Clippers em Los Angeles? Se não viu, perdeu outro show de Kevin Durant.

O “muleque” do Thunder fez de tudo um pouco – e é assim que os grandes jogadores se comportam. Anotou 30 pontos, sendo que acertou 12 de seus 20 arremessos (60.0%). Nas bolas de três, foi econômico nas tentativas: três; mas acertou uma delas.

Pegou dez rebotes, deu quatro assistências, fez dois desarmes e deu um toco.

Mais ainda: jogou um balde de água fria pra cima dos angelinos quando faltavam 38 segundos para o final e mandou uma bola certeira da ponta esquerda do ataque, abrindo dois pontos de vantagem, que foi ampliada com dois certeiros lances livres cobrados pelo veterano Kevin Ollie.

Final: Thunder 83-79 Clippers.

Quem ainda não viu Durant em ação, reserve um tempinho, pois vale mais do que a pena.

DERBY

Em San Antonio, no clássico do Texas entre Spurs e Dallas, novamente o time da casa jogou sem dois de seus tenores. Tim Duncan e Tony Parker, lesionados, viram a partida em trajes civis.

Mas Richard Jefferson, uniformizado, compensou a ausência do duo. Fazendo finalmente um jogo consistente, o ala anotou 29 pontos (11-23) e foi um tormento para a defesa do Cavs.

Manu Ginobili? Vindo do banco, cravou apenas 13 pontos, bem abaixo dos 36 anotados na partida anterior diante do Toronto.

Acho que o veneno do morcego perdeu a eficácia. É bom alguém vasculhar cavernas nos arredores da cidade, apanhar mais um mamífero voador e soltá-lo no AT&T Center e torcer para que o argentino seja mordido.

Brincadeiras à parte, resultado justo, que deixa o San Antonio em 4-0 em casa e anima os torcedores do alvinegro, pois Jefferson fez um jogo consistente, como disse.

E muito se espera dele nesta temporada.

Quanto ao Dallas, depois de ter feito 30 pontos nos dois primeiros jogos que marcaram seu retorno, ontem Josh Howard não foi bem: só oito pontos. E ainda deixou o jogo com dores no tornozelo.

Problema? Os próximos dias dirão.

O desempenho dos outros titulares, excetuando Dirk Nowitzki, foi muito ruim: anotaram juntos 25 pontos, contra 29 do alemão.

Velho Dallas, velhos problemas, tudo nas costas do velho Nowitzki.

RODADA

Os demais jogos em não acompanhei. Quem os viu e quiser nos contar, somos todos ouvidos aqui no botequim.

Labica, mais uma cerva, por favor!

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , , , , ,
11/11/2009 - 11:53

MONITOR DEFINE VITÓRIA

Seguramente foi o final mais emocionante desta temporada. Infelizmente, vítima do apagão que vitimou 12 Estados (entre eles São Paulo) da nação mais o Distrito Federal, não assisti ao vivo; vi agora pela manhã.

Valeu ou não valeu? A bola ainda estava nas mãos de Brad Miller ou não?

Creio que ainda estava. Portanto, o trio agiu muito bem ao anular a cesta milagrosa de Miller e “tirar” a vitória do Chicago e passá-la para o Denver.

Mas que foi doído, isso foi.

Quem ainda não conhece a história, vamos a ela.Nuggets Bulls Basketball

Faltava 1:55 minuto para o final do jogo quando Kenyon Martin, ao receber um passe de JR Smith (que voltou após suspensão de sete partidas), enterrou e aumentou a vantagem do Denver para quatro pontos: 87-83.

No ataque seguinte, Luol Deng tentou uma bandeja, mas tomou um toco de Nenê, que ainda pegou o rebote. No ataque colorado, o são-carlense cometeu um equívoco ao andar com a bola, isso a 1:19 do fim.

Dez segundos depois, Kirk Hinrich encestou uma bola dupla: 87-85 para o Nuggets.

O mesmo Hinrich desarmou Chauncey Billups quando o cronômetro mostrava que faltavam 56 segundos para o fim da partida. Tempo do Chicago.

O ataque seguinte ao tempo solicitado pelo Bulls foi emocionante: John Salmons errou um chute de três; Hinrich pegou o rebote e entregou a bola para Joakim Noah, que tentou a bandeja, mas tomou um toco de Martin; Derrick Rose ficou com a sobra e empatou o jogo em 87 pontos.

Faltavam 33 segundos para o final.

O Denver bateu o fundo bola e 20 segundos depois de tomar a cesta que empatou o prélio, Carmelo Anthony, da ponta esquerda do ataque colorado, encestou uma bola de dois: 89-87.

Treze segundos para o final da partida; tempo de 20 segundos para o Chicago.

Billups faz falta em D-Rose no ataque tricolor e o “muleque” do Bulls acerta os dois tiros, mostrando uma frieza impressionante para quem está há pouco mais de uma temporada na NBA. Jogo empatado novamente: 89-89.

Dez segundos para o final, o Denver bate o fundo bola e Hinrich faz falta em Billups. O armador do Denver vai para a linha do lance livre com o cronômetro marcando 0.6 segundo para o final.

Billups acerta o primeiro e coloca o Nuggets na frente em 90-89. Erra o segundo propositalmente para que o relógio corresse, certo de que quando Noah segurasse o rebote o tempo estaria zerado.

Não zerou; falta ainda 0.3 segundo para o fim do jogo.

Tempo do Chicago.

Lateral bola no ataque. Hinrich passa para Miller, que pega e arremessa: bingo!

A bola entrou, os jogadores do Bulls e os 21.409 torcedores que lotaram o United Center abraçavam-se como se o time tivesse conquistado o campeonato. Mas o trio de arbitragem, corretamente, recorreu ao monitor para ver se a cesta valeu ou não.

Depois de dez minutos debruçados diante da tela, Matt Boland, Mark Wunderlich e Eric Dalen constataram que a bola ainda estava nas mãos de Miller quando o cronômetro zerou.

Denver 90-89 Chicago.

Foi doído, mas foi o correto.

Por hoje é só.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , ,
09/10/2009 - 21:34

NBA LEAGUE PASS JÁ ESTÁ DISPONÍVEL!

Acabei de assinar o pacote para esta temporada. Há duas opções: 1) High Definition, que sai por US$ 139.95 e 2) Standard, ao preço de US$ 79.95.

No caso do High Definition, o pagamento pode ser à vista (sempre pelo cartão de crédito) ou em cinco parcelas de US$ 29.95. No Standard o parcelamento sai sete de US$ 12.95.

Rapaziada, anote o site: http://ilp.nba.com.

Pensei que eles iriam disponibilizar jogos da “Pre-Season”, mas isso não vai ocorrer. O pacote tem início na “Regular Season”.

Vamos, pois aguardar a festa começar.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/10/2009 - 16:30

O PAÍS DO BETO ROCKFELLER

Momento da assinatura do contrato entre o Brasil e o Comitê Olímpico Internacional

Momento da assinatura do contrato entre o Brasil e o Comitê Olímpico Internacional

O Rio de Janeiro vai sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Faço parte do time daqueles que se entristeceram com a notícia.

Já fui a três Olimpíadas: Atlanta, Sydney e Pequim. É evidente que o Brasil tem condições de sediar uma competição dessas. Não é nada de outro mundo.

Mas o que eu questiono não é a capacidade, mas a necessidade de se sediar uma competição dessas. Nosso país, como sabemos, tem necessidades mais prementes; e não são poucas.

Formamos, infelizmente, um país com desigualdades sociais escandalosas e vergonhosas. Há dois Brasis em um Brasil: o Brasil dos milionários e dos favorecidos e o Brasil dos paupérrimos e marginalizados.

O Brasil dos milionários é formado por uma pequena parcela dos nossos 190 milhões de habitantes. Uma casta.

O Brasil dos paupérrimos é formado por uma grande parcela dos nossos 190 milhões de habitantes. Também uma casta, mas dos descamisados.

É para essa gente necessitada que o Brasil deveria olhar. Nossa briga momentânea não deveria ser para sediarmos uma competição desse porte, penso eu.

Nossa briga deveria ser para acabarmos com a exclusão social – e outras mazelas que envergonham o nosso país.

O presidente Lula, eufórico com o resultado, declarou em Copenhague: “Entre as dez maiores economias do mundo, apenas o Brasil não sediou uma Olimpíada”.

Verdade; mas entre as dez maiores economias do mundo, apenas o Brasil apresenta tantas desigualdades sociais.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, pegando carona na fala do presidente Lula, completou: “O Banco Mundial prevê que seremos a quinta maior economia do mundo em 2016”.

Que ótimo!

Mas o que isso vai significar de prático para o grosso da população? Trataremos melhor, por exemplo, nossas crianças? Elas deixarão de fazer malabarismo nos semáforos das grandes cidades a esmolar quando deveriam estar nas escolas? Deixarão de roubar e traficar para sobreviver? Muitas deixarão de ser arrimo de família?

E os nossos idosos, serão tratados com a distinção que eles merecem? Deixarão de morrer nas filas de hospitais por falta de atendimento? Terão um final de vida digno, confortável, depois de terem dedicado uma vida ao trabalho e ao país?

Ah, como seria ótimo se isso acontecesse.

Mas o que a gente vê é a violência estender seus tentáculos nas grandes cidades brasileiras e de lá não arredar pé. Perdemos de goleada a batalha para a bandidagem.

E o que o governo faz?

Outro dia, estava em um elevador e entraram duas moças. Uma delas falou: “Fulano de Tal convidou-me para passar o feriado no Rio de Janeiro. Nunca estive lá, gostaria muito de conhecer o Rio, mas morro de medo de morrer lá”.

Não é ficção, é realidade.

Realidade que parece ficção para o nosso país, pois pouco – ou nada – se faz para que esta realidade torne-se ficção.

Outra ficção é a saúde pública em nosso país. O que governo nos oferece?

O que ele nos oferece é simplesmente lamentável. Nossos hospitais públicos são mal equipados; desfalcados de insumos e profissionais em sua esmagadora maioria.

Que nenhum de nós precise um dia recorrer a eles, pois se isso ocorrer, corremos o risco de morrer.

A saída, como se sabe, é pagar um plano de saúde, pagar quando já pagamos impostos para não ter que pagar plano de saúde. Pagamos e não recebemos nada em troca, por isso pagamos um plano de saúde.

E quem não tem condições de pagar um plano de saúde e tem que recorrer à saúde pública é um desafortunado. Paga, em muitas vezes, a conta com a vida.

A educação, então, é risível. Pobre daqueles que têm que mandar seus filhos para uma escola pública.

O currículo é capenga e os professores, mal remunerados, são de qualidade bem questionável. Os melhores migram para as escolas particulares, onde recebem bons salários para se prepararem e para serem os profissionais que as nossas escolas públicas deveriam ter.

Sem contar que a violência, aquela que nos amedronta no dia-a-dia e que falei anteriormente, está hoje no currículo das nossas escolas. Alunos, ou melhor, bandidos que frequentam salas de aula, ameaçam e em muitas vezes agridem os professores.

Sem contar também que a droga, outra praga da nossa sociedade, devasta em progressão geométrica nossas escolas públicas, macula um ambiente que deveria ser intelectual.

E por falar em escola pública, o que dizer de um país que vai sediar uma Olimpíada e trata a disciplina educação física com o mesmo olhar desdenhoso que os milionários dedicam aos excluídos?

O que dizer de um país que aceita um atestado de uma academia de fundo de quintal para dispensar o aluno das aulas de educação física?

Educação física que é sinônimo de esporte. Esporte que é fator importantíssimo de inclusão social – como acontece nos EUA, queiram ou não, ainda a maior potência econômica e esportiva do planeta.

Não fizemos até hoje a lição de casa, mesmo sendo a décima economia do planeta.

Formamos um país populoso, miscigenado, com vocação esportiva. Mas não fizemos a lição de casa.

E por falar em fazer a lição de casa, esta é outra ficção nesse país: casa. Casa, que casa?

Quantos não estão hoje a dormir ao léu nas ruas das grandes cidades? Quantos não estão hoje morando em favelas e palafitas, em condições indignas e humilhantes?

Quantos não morrem nas ruas vítimas da violência, de doenças, da ignorância e do desabrigo?

Que auxílio o governo dá para que os trabalhadores comprar a casa própria? Nossas linhas de crédito neste sentido são dignas de zombaria – mas as linhas de crédito para construir a cidade olímpica, no Rio de Janeiro, serão generosas.

Fala-se em R$ 26 bilhões! Isso mesmo, R$ 26 bilhões! O que não daria para se fazer com um dinheiro desses?

Sediar uma Olimpíada é um orgulho para qualquer país. O Brasil tem o direito de sonhar com isso.

Mas antes deveria fazer a lição de casa. Apesar de sermos a décima economia do mundo, não sabemos repartir.

Somos, num todo, um país de duros, nosso povo é pobre, ignorante e desprotegido.

Ao ver nossos dirigentes em Copenhague nesta sexta-feira, lembrei-me da novela Beto Rockfeller, um estrondoso sucesso da extinta TV Tupi no final da década de 1960.

Beto, se você não conhece a história, era um pobretão que se passava por milionário com o intuito de penetrar na alta sociedade paulistana.

Era um aventureiro.

Ao ver nossos dirigentes em Copenhague e o anúncio de que o Rio de Janeiro foi eleito a cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016, tive a certeza de que somos o país do Beto Rockfeller.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/09/2009 - 23:00

UM POUQUINHO DE FUTEBOL…

Falei, semana passada, do jogo de despedida de Gylmar dos Santos Neves, o maior goleiro que esse já país conheceu. Citei que foi uma partida contra uma seleção da Fifa.

Engano meu; a contenda foi diante da Inglaterra. O jogo contra a seleção do planeta aconteceu também, mas foi um ano antes, em 1968.

Pedro Mota, um dos parceiros frequentes do nosso botequim, pediu para que eu desse detalhes. Recorri ao brilhante Rodolfo Rodrigues, dono de um dos melhores blogs deste iG – senão do Brasil.

Falo do “Futebol em Números” – não deixem de visitar!

Pois bem, Rodolfo passou-me as fichas técnicas dos dois encontros.

O primeiro deles aconteceu, como disse, em 1968, mais precisamente no dia seis de novembro. Resultado final: Brasil 2-1 Fifa.

A ficha técnica foi esta:

BRASIL 2 x 1 SELEÇÃO DA FIFA

Local: Maracanã (Rio de Janeiro).
Árbitro: D. Di Leo (Itália)
Público: não mencionado na ficha técnica.
Gols: Rivellino, Albert e Tostão
Brasil: Picasso (São Paulo); Carlos Alberto Torres (Santos), Jurandir (São Paulo), Dias (São Paulo) e Everaldo (Grêmio); Gérson (Botafogo) e Rivellino (Corinthians); Natal (Cruzeiro), Jairzinho (Botafogo), Pelé (Santos) e Paulo César Caju (Botafogo).
Técnico: Aymoré Moreira.
Entraram: Moreira (Botafogo) no lugar de Jurandir, Paulo Borges (Corinthians) na vaga de Natal e Tostão (Cruzeiro) substituiu PC Caju.
Fifa: Yashin (ex-URSS); Novak (ex-Tchecoslováquia), Shersterniov (ex-URSS), Schulz (Alemanha) e Marzolini (Argentina); Beckenbauer (Alemanha), Szucs (Hungria), Amâncio (Espanha) e Overath (Alemanha); Albert (Hungria) e Dzajic (ex-Iugoslávia).
Técnico: Dettmar Cramer (Alemanha).
Entraram: Mazurkiewicz (Uruguai) em substituição a Yashin, Perfumo (Argentina) no lugar de Schulz, Metreveli (ex-URSS) na vaga de Amâncio e Pedro Rocha (Uruguai) no lugar de Albert.

O jogo de despedida de Gylmar, como disse no texto, foi mesmo no friorento mês de junho de 1969, mais especificamente no dia 6. E o oponente foi de fato a Inglaterra, a então campeã do Mundo.

Resultado final: Brasil 2-1 Inglaterra. Gylmar jogou com a camisa 100, seu número de jogos pela seleção brasileira, segundo dados da então CBD, hoje CBF.

A Inglaterra fazia uma excursão pela América Latina e vinha de um empate em 0-0 diante do México e uma vitória por 2-1 contra o Uruguai.

Vamos, pois à ficha técnica da partida:

BRASIL 2 x 1 INGLATERRA

Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Árbitro: Ramón Barreto (Uruguai)
Público: 105.649 pagantes
Gols: Bell (13’1º), Tostão (34’2º) e Jairzinho (36’2º).
Observação: Carlos Alberto Torres perdeu um pênalti aos 28’1º, defendido pelo goleiro Banks.
Brasil: Gylmar (Santos); Carlos Alberto Torres (Santos), Djalma Dias (Atlético-MG), Joel Camargo (Santos) e Rildo (Santos); Clodoaldo (Santos) e Gérson (Botafogo); Jairzinho (Botafogo), Tostão (Cruzeiro), Pelé (Santos) e Edu (Santos).

Técnico: João Saldanha.

Entrou: Paulo César Caju no lugar de Edu.
Inglaterra: Banks; Wright, Newton, Mullery e Labone; Bobby Moore e Ball; Bell, Bobby Charlton, Hurst e Peters.
Técnico: Sir Alf Ramsey.

Do time inglês, Banks, Bobby Moore, Ball, Bobby Charlton e Hurst fizeram parte do elenco que ganhou o Mundial de 1966.

Espero ter agradado a todos com esse desvio de rota.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/08/2009 - 19:40

PROBLEMAS TÉCNICOS

Caros amigos (que o Chico me perdoe, mas não consegui pensar em uma abertura melhor):

Peço desculpas por não estar respondendo as mensagens que vocês estão mandando. Infelizmente, estamos com problemas técnicos aqui no iG.

Isso explica o meu mutismo.

Ttenho lido, no entanto, todas as mensagens. Elas estão se avolumando — e eu fico feliz por isso, pois isso significa que o botequim vai bem, obrigado — e espero poder dar conta delas futuramente.

Se eu não responder a todas, peço que vocês me compreendam.

Abraços.

Sormani

PS: mais tarde eu falo com vocês sobre o jogo do Brasil contra o Canadá.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/08/2009 - 16:27

HERANÇA MALDITA

Ainda não atingimos o fundo do poço. Vem muito mais por aí.

Refiro-me ao basquete feminino…

Outrora freguesa de caderneta – como um dia o masculino também o foi –, a Argentina voltou a sapecar o Brasil. Agora na categoria sub-17.

Na disputa pela medalha de bronze da Copa América, as argentinas simplesmente atropelaram as brasileira. Resultado final: 64-47.

Como o torneio era classificatório para o Mundial do ano que vem, ao ficar em quarto lugar nossas meninas perderam a última vaga (os EUA ficaram em primeiro lugar ao humilharem o Canadá por 103-52), pois apenas os três primeiros colocados se classificaram.

Outra das heranças da administração Gerasime Bozikis, o popular Grego.

Como disse anteriormente, vem muito mais por aí. Sim, pois estas meninas serão o futuro do nosso basquete.

E que futuro elas nos reservam? Elas e as meninas do sub-19, que também foram batidas recentemente pelas argentinas?

Essas meninas, na verdade, não têm culpa de nada. São, isto sim, umas guerreiras, que vivem dando murros em ponta de faca ao querer jogar basquete.

O sistema é que está doente, desde as federações até – e principalmente – a CBB. Enquanto o “status quo” não mudar, continuaremos caindo, caindo, caindo…

 

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/08/2009 - 14:09

OS MILONGUEIROS DE SEMPRE

Em nosso papo de ontem, aqui nesse botequim, eu disse: tudo indica que será a Argentina o adversário na final do Super 4 tupiniquim. E completei: será?

Eu estava com essa pulga atrás da orelha: a Argentina, por estar completamente modificada e desfalcada, não vai querer enfrentar o Brasil, uma das forças da Copa América. Dá um miguezão danado, perde para a Austrália e surpreende o nosso time durante a competição que classificará quatro seleções para o Mundial do ano que vem na Turquia.

Exatamente como fez no Pré-Olímpico de Las Vegas.

E não deu outra: os australianos (fraquíssimos, pois estão com um time de terceira classe) bateram “los hermanitos” após duas prorrogações por 110-107. E os argentinos conseguiram o que queriam: não jogar contra o Brasil.

É certo que as duas seleções vão se enfrentar na Copa Tuto Marchand, dia 18 próximo, em Porto Rico. Mas você pode ter certeza: a Argentina vai esconder o jogo.

Os argentinos, pragmáticos e pouco inventivos, vão fazer de seu basquete robotizado sua maior arma. Arma, aliás, poderosíssima.

Sérgio Hernandez, excelente treinador, deve ter um arsenal de jogadas preparadas para surpreender os oponentes. Por isso, quanto menor for o contato com os adversários, melhor – entre eles o Brasil, como eu disse.

Vocês podem ter certeza: a Argentina perdeu para a Austrália, não foram os australianos quem venceram os argentinos.

Mais uma vez eles mostraram que são milongueiros.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/07/2009 - 12:09

UM CASO PRA MAIS DE METRO

Mais do caso Lamar Odom. (Talvez alguns de vocês estejam aborrecidos com a insistência no assunto, mas este “affair” é extremamente didático para que a gente continue a entender como é que funciona o “salary cap”)

Um contrato, é bom frisar, pode ser: 1) cumprido do começo ao fim; 2) pode dar ao clube a opção de pagar ou não o último ano; 3) pode dar ao jogador a opção de jogar ou não na equipe no derradeiro ano do acordo.

Houve alguns entraves que apoquentaram o jogador e seu agente, Jeff Schwartz, nas negociações com o Lakers. Lamar, vamos relembrar, queria um acordo de cinco anos e US$ 50 milhões, com a garantia de receber todo o dinheiro.

Jerry Buss, dono do Lakers, quando viu a proposta, teve de ser acudido sob o risco de perder o fôlego de tanto que riu. O Lakers contrapropôs US$ 30 milhões em três ou quatro anos.

O contrato de quatro anos, que teoricamente pularia o total para US$ 36 milhões (US$ 9 milhões por temporada) dava a opção ao time de fazer valer o acordo ou não.

Ou seja: Lamar teria garantido US$ 27 milhões (três primeiros anos) e no caso de o Lakers decidir pela quebra do mesmo, pagaria US$ 3 milhões e demitiria Lamar.

Desta maneira, o contrato chegaria aos US$ 30 milhões prometidos a Lamar. Se o jogador mostrasse ser útil ao time, o quarto ano do acordo seria cumprido e ele embolsaria os US$ 9 milhões, chegando aos US$ 36 milhões totais.

Como Schwartz demorou para responder, Jerry Buss retirou a oferta e Lamar, agora, está a ver navios. Retirou a oferta também porque Odom conversou com Pat Riley, GM do Miami.

Os mais próximos dizem que Buss continua P da vida com o jogador.

A oferta do Heat apareceu ontem com mais clareza. Vamos a ela…

Como o Lakers é o único time que pode estourar o teto salarial nesse caso, pois Lamar jogou pelo time na temporada passada, tudo o que o Miami (que já ultrapassou o “cap”) pode oferecer é a “mid-level exception”.

E o valor da “mid-level exception” é de US$ 5.8 milhões – para qualquer time da liga.

O trato com o Miami seria de cinco anos, o que totalizaria US$ 34 milhões. Agora, não me perguntem como é que chegaria neste valor se a “mid-level exception” vale US$ 5.8 milhões. Não sei.

Já mandei um e-mail para a NBA para que a liga me esclareça o fato. No entanto, se alguém souber, manifeste-se.

Mas, voltando ao assunto, esse contrato com o Miami daria a Lamar a possibilidade de se tornar “free-agent” depois de três anos. Não sei aonde isso poderia ser bom, pois no momento ele é “free-agent” e está encurralado.

Imagine daqui a três anos, mais velho e mais cansado.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , ,
21/06/2009 - 21:47

A FALTA DE ESPORTIVIDADE

Confesso que não vi a partida, apenas o resultado. Mas deve ter sido um jogo pelo menos emocionante.

O Brasília venceu o Flamengo na prorrogação por 82-78 (igualdade em 70 pontos no tempo normal), empatou a decisão do campeonato brasileiro em 2-2 e com isso provocou o quinto jogo na série final marcado para o próximo final de semana no Rio de Janeiro.

Varro a internet à procura de informação sobre a peleja e o que mais me chamou a atenção foi a declaração de Marcelinho Machado, jogador do Flamengo, após a partida. Disse o ala do time carioca: “Espero que a arbitragem tenha o mesmo critério que teve aqui [Brasília] e favoreça o time da casa”.

Não tem jeito mesmo; é cultural. Infelizmente, o atleta brasileiro, seus treinadores e dirigentes não sabem perder. Não têm a grandeza de reconhecer a superioridade adversária.

E mesmo que ela não tenha existido, não têm também o cavalheirismo de cumprimentar o oponente pelo êxito obtido.

É assim no basquete, no futebol, no vôlei, no tênis, no handebol…

Este é o Brasil esportivo.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Sem categoria, basquete brasileiro Tags: , ,
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