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16/10/2009 - 17:27
A briga vai ser boa; vamos ver se o Brasil leva essa também, depois de ter sido escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.
Falo do Pré-Olímpico de basquete masculino e feminino para os Jogos de Londres, em 2012. A CBB quer sediar os dois. A informação, fresquinha, é da Fiba Américas.
Penso que a CBB comete um erro. Deveria concentrar suas atenções e brigar para abrigar apenas o masculino, pois o fator quadra pode ser determinante para conseguirmos uma vaga.
No feminino, mesmo com um time que não é lá grande coisa, penso que dá para a gente se classificar mesmo que o torneio aconteça na Conchinchina – que hoje já não existe mais, diga-se.
Mas, falava eu, sediar o torneio masculino pode ser o diferencial que o nosso selecionado precisa para garantir a vaga para os Jogos londrinos. Agora, é claro que vai depender muito do que vai acontecer no Mundial da Turquia, no ano que vem.
Vamos torcer para que os EUA ganhem – assim, garantem automaticamente a vaga para a Olimpíada de Londres. Vamos torcer também para que a Argentina fique entre os cinco primeiros para abrir mais uma vaga para o nosso continente.
Se isso ocorrer, mais a vaga que é garantida para as Américas, teremos três disponíveis no Pré-Olímpico continental. Ganhando o Mundial, os EUA nem participam da competição.
Assim, brigariam por três vagas Brasil, Argentina, Porto Rico, Canadá e República Dominicana. Os demais figurariam no torneio.
Quer dizer, cinco postulantes a três vagas. E jogando no Maracanãzinho, por exemplo (gostaria muito que fosse na Arena HSBC, mas o pessoal do Rio diz que é longe de tudo e de todos e isso acaba por inviabilizar o uso do local), o Brasil vê suas chances crescerem demais.
Argentina, México, Venezuela e EUA (se o país não for campeão na Turquia) pleiteiam sediar também o Pré-Olímpico. Como o passado foi em Las Vegas (na foto AP, Alex Garcia observado por Guilherme Giovannoni e Pablo Prigioni no torneio de Nevada), talvez a Fiba Américas não escolha a terra do Tio Sam.
Se isso ocorrer, os americanos vão brigar para que a competição seja em Porto Rico ou no México, pois os jogadores da NBA não gostam de longas viagens. Na pior das hipóteses, Venezuela.
Nesse caso (de os EUA participarem do Pré-Olímpico), creio que Brasil e Argentina estão fora da disputa, pois, como disse, os norte-americanos vão vetar, creio eu.
O argentino Alberto García, secretário geral da Fiba Américas, informou que as federações têm até o dia 4 de dezembro próximo para apresentar suas candidaturas. Depois, em 25 de junho do ano que vem, a Fiba anuncia o país escolhido.
Que seja o Brasil – mas tem dado tanto Brasil ultimamente que eu estou achando que a gente vai dançar nessa.
Tomara que eu esteja errado.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro, outras
Tags: Arena HSBC, CBB, Jogos Olímpicos de Londres 2012, Maracanãzinho, NBA, Pré-Olímpico
09/10/2009 - 21:26
Moncho Monsalve está de molho. Fez uma cirurgia na coluna e o tempo de recuperação é de quatro meses.
Outubro, novembro, dezembro, janeiro… Quer dizer, na pior das hipóteses o espanhol estará de volta ao batente no final de fevereiro.
Tempo suficiente para armar o time visando o Mundial do ano que vem na Turquia. Está nas mãos dele, pois o presidente da CBB, Carlos Nunes, em entrevista ao SporTV, declarou: “Em time que está ganhando não se mexe. Os atletas já se manifestaram a favor de ele ficar, mas o Moncho sempre coloca que precisa estar em perfeitas condições físicas para trabalhar”.
Moncho (foto AP) é forte, um batalhador. Tem apenas 64 anos; vai tirar de letra essa cirurgia.
Portanto, não há com o que se preocupar. Que Nunes trate logo de renovar o contrato do ibérico, que vence em 25 de novembro próximo.
E nesse tempo de convalescença, Moncho com certeza estará traçando os planos para o Mundial de Turquia.
Até onde ele poderá levar nossa seleção?
DEPENDE
Depende do quê?
Depende se Nenê, por exemplo, estará com o grupo. Com ele no elenco, o time brasileiro fica muito mais forte; não há como negar isso.
Moncho Monsalve, com o são-carlense à disposição, tem a opção de montar o time com Varejão na ala, Splitter como ala de força e Nenê no pivô.
Eu não gosto desta formação. O time perde nos arremessos longos (Varejão não é um especialista) e fica mais lento.
De todo o modo, o Miami vem fazendo isso nesta temporada de amistosos da NBA. Eric Spoelstra tem escalado o time assim.
Ora com Michael Beasley, Udonis Haslem e Jermaine O’Neal juntos; ora com Joel Anthony na vaga de Jermaine O’Neal.
Pode funcionar, muitos garantem isso. Mas eu não gosto – pelos motivos expostos.
Mas voltando ao time brasileiro, com Nenê no elenco nosso “frontcourt” fica bem mais forte. O jogador do Denver é um dos melhores da posição no planeta.
Sem ele, nossas possibilidades diminuem.
Diria que com Nenê a gente disputa de quinto a oitavo; sem ele, de nono a décimo segundo lugar.
BICUDA
Ainda na entrevista ao SporTV, Carlos Nunes disse que Hortência tem feito das tripas coração para convencer Iziane a voltar à seleção. Mas a jogadora, turrona como ela só, remói o passado e não consegue deixar lá o que lá pertence.
Disse Nunes sobre o caso: “Do lado do Paulo Bassul, já está tudo certo. Não existe veto nenhum. A Iziane não veio [para a Copa América] porque não quis”.
Todos os esforços estão sendo feitos no sentido de ela voltar a conversar com Bassul e trabalhar com a seleção. Mas enquanto ela não enterrar o passado, vai ser difícil.
Penso que mais do que conversar com Hortência, o que Iziane deveria fazer era conversar com um psicanalista.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Seleção Brasileira, basquete brasileiro
Tags: Anderson Varejão, Hortência, Iziane, Moncho Monsalve, Nenê, Tiago Splitter
03/10/2009 - 16:23
Tim Duncan está chegando ao fim da linha. Foi ele mesmo que admitiu isso em San Antonio, onde o time se ajeita para a próxima temporada.
“A janela está se fechando para mim”, disse Timmy. “E em direção ao fim de minha carreira”.
Timmy revela que está sentindo o peso da idade. Mas ele não é tão veterano assim, pois completou 33 anos em 26 de abril passado.
Mas a gente sabe como são os grandes atletas: exigentes. Duncan sente que já não é mais o mesmo em quadra.
“E tudo isso é verdade”, completa, referindo-se ao fato de que quanto mais o tempo passa, as coisas ficam mais difíceis.
Pensando mais em não sofrer durante a temporada do que em prolongar sua brilhante carreira, o pivô apresentou-se ao Spurs sete quilos mais magro. Espera, com isso, aliviar o corpo.
Para ajudar nesse processo de se poupar Duncan em quadra, a franquia contratou outro grandalhão: Antonio McDyess. Com McDyess no grupo, Duncan vai sofrer menos.
Os dois poderão jogar juntos, revezando-se nas posições 4 de 5, ou então McDyess pode dar um refresco para Timmy durante as partidas. Theo Ratliff, veteraníssimo (14 temporadas na NBA, 36 anos), é outro que chega para ajudar no revezamento.
BRASUCA
Os olhos de Gregg Popovich brilham quando o nome de Tiago Splitter é pronunciado. O treinador espera poder contar com o catarinense para a temporada 2010/11.
Splitter bem que poderia já estar em San Antonio. Preferiu ganhar uns trocados agora na Europa.
Subtraiu um ano de seu provável convívio com Duncan para amealhar US$ 10 milhões, dinheiro esse que ele recuperaria facilmente jogando na NBA.
Por isso, eu jamais faria a escolha que Tiago fez.
Splitter, pra mim, foi mal orientado. Pensou curto. Não percebeu que a carreira de Timmy encurta a cada ano que passa.
Splitter tem que aproveitar Timmy. Para muitos, o melhor ala/pivô da história da NBA.
Não tem professor melhor, atualmente, para ensinar a Tiago os segredos do garrafão. Era nisso que o brasuca deveria pensar.
SARGENTÃO
Phil Jackson chamou Sasha Vujacic em seu escritório assim que os jogadores do Lakers se apresentaram para essa temporada.
“Sente-se”, disse P-Jax ao esloveno. “Preste atenção no vídeo”.
Acionou a tecla “play” e Sasha se viu em várias cenas da temporada passada. Em todas aparecia o armador correndo com ou sem a bola, mas sempre arrumando o cabelo, onde alguns fios rebeldes teimavam em escapar da fitinha preta que tinha a missão de controlar a todos.
“Você passou a maior parte do tempo em quadra arrumando o cabelo do que pensando no jogo”, disse Phil.
“Verdade”, admitiu Sasha, vendo e revendo as jogadas, completamente batido pelos lances apresentados no vídeo.
“Portanto, assim que acabar o treino de hoje, procure um barbeiro e corte esse cabelo”.
Sasha acatou a ordem do chefe.
EXEMPLOS
Kobe Bryant e Derek Fisher foram os dois jogadores do Lakers que se apresentaram em melhores condições físicas. “São exemplos para o grupo”, disse Phil Jackson.
E são mesmo.
Kobe, aliás, pela primeira vez desde que chegou à NBA, há 13 temporadas, ficou dois meses sem tocar na laranjinha. Descansou com a família (foi a Paris passear) e cumpriu compromissos agendados pela NBA (esteve na China).
Antes de pegar na bola, arrumou a mala e desarrumou-a em Houston. Foi atrás de Hakeem Olajuwon.
Muitos dos frequentadores desse botequim conhecem a história, mas relato para os que não sabem.
Michael Jordan era conhecido (também) por ter um arsenal incontável de jogadas. Sempre que uma temporada começava, MJ vinha com uma novidade. E isso atormentava ainda mais seus marcadores.
Kobe foi até Hakeem (um dos maiores pivôs da história da NBA) atrás de alguns segredos da posição. Mas por que, se ele não é pivô?
Pergunta pertinente. Eis a resposta: Kobe joga muito próximo ao garrafão, quer ter a vida facilitada.
Procurou o professor certo.
ALEGRIA
Mark Cuban, o desmiolado dono do Dallas, declarou recentemente no Texas que aprovou a contratação de Ron Artest pelo Lakers. “Ele vai destruir o ambiente”.
Com isso, imagina Cuban, o Lakers vai sofrer nesta temporada e não será nem sombra do time que foi no campeonato passado, quando ganhou o título.
Será mesmo que Artest destruirá o ambiente interno do Lakers? Penso que não; Artest não é mais louco do que Dennis Rodman.
Quando “The Worm” quando chegou ao Chicago, muitos apostavam nesse cenário também. Mas Phil Jackson, Michael Jordan e Scottie Pippen domaram o tresloucado jogador.
Kobe não é MJ, mas é o MJ desta geração. Tem moral entre os boleiros e é o cara mais respeitado entre todos na liga.
E P-Jax continua sendo P-Jax – e mais durão ainda, basta ver o caso mencionado acima envolvendo Sasha Vujacic.
Sem contar no poder de persuasão e na fala mansa de Derek Fisher, um cara que é venerado até pelos adversários pelo seu histórico na NBA.
Como disse acima, se Artest (na foto Reuters ao lado de Kobe) tentar colocar as asinhas de fora, elas serão podadas rapidamente pelo trio.
INÍCIO
A “Pre-Season” já começou. Dois jogos já foram realizados.
Na quinta-feira, o Denver foi a Salt Lake City e levou uma sova do Utah: 103-87. Nenê jogou apenas 17 minutos, brigou mais contra as faltas do que contra os pivôs adversários.
Fez cinco e ficou boa parte do jogo no banco. Está, também, recuperando-se aos poucos da fratura no braço, que impediu-o de se juntar à seleção brasileira que venceu a Copa América em Porto Rico.
Nos 17 minutos em quadra, anotou quatro pontos, pegou três rebotes e fez uma dupla de assistências e desarmes.
Ontem foi a vez de Indiana e Chicago debutarem nesta temporada. O prélio foi em Indianapolis, mas o Bulls não se intimidou: venceu por 104-95.
O que me impressionou foram os números do novato Taj Gibson, recrutado da USC. Gibson atuou meia hora; marcou 19 pontos (cestinha do Chicago), apanhou nove rebotes (cinco no ataque), deu uma assistência e um toco também.
Fiquei empolgado! Que seja sempre assim durante a temporada (falo agora com os torcedores do Chicago, desculpem-me, pois, os que me conhecem, sabem da minha preferência pelo tricolor de Illinois).
Luol Deng, rapaziada, também jogou bem: 15 tentos, cinco rebotes, três assistências e igual número de desarmes também. Que ótimo; se ele jogar como no início de sua carreira na NBA…
John Salmons também anotou 15 pontos.
Outro que deixou a quadra do Conseco Fieldhouse com um duplo dígito na pontuação foi Derrick Byars, outro “rookie” do Bulls para essa temporada. Marcou 12 pontos.
Que não seja fogo de palha!
PROSSEGUIMENTO
Hoje à noite tem mais um jogo programado. O Denver volta à quadra para enfrentar o Partizan Belgrado, da Sérvia.
Pena que a gente não pode ver os jogos.
NOVIDADE
A TNT vai mostrar os jogos da NBA nesta temporada. Soma-se à ESPN.
É tevê a cabo também, mas é uma opção a mais para a galera.
E quanto ao NBA League Pass, está escrito na capa do site: “Coming Soon”. Ou seja: em breve a liga estará disponibilizando o pacote.
RECADO
Respondi boa parte dos comentários postados no texto de ontem sobre a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.
Agradeço a todas as mensagens, respeito o ponto de vista de todos, mas não irei mais debater o assunto, pois ele me parece interminável. Cada lado tem seus argumentos; e eles são fortes.
Bola pra frente e que tudo de bom ocorra para o país e para o Rio de Janeiro, em especial, até a abertura da Olimpíada.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, Seleção Brasileira
Tags: Bulls, Chicago, Dallas, Derek Fisher, Derrick Byars, Gregg Popovich, John Salmons, Kobe Bryant, Lakers, Luol Deng, Mark Cuban, Phil Jackson, Ron Artest, San Antonio, Sasha Vujacic, Spurs, Taj Gibson, Tiago Splitter, Tim Duncan
28/09/2009 - 13:36

Seleção festeja conquista da Copa América
Á exceção do primeiro quarto, o resto foi uma beleza. O Brasil dominou completamente os outros três períodos e, por isso mesmo, venceu com sobras a Argentina por 71-48.
Conquistou pela terceira vez o título da Copa América.
O time do técnico Paulo Bassul fez o que dele se esperava: não tomou conhecimento do adversário – à exceção do primeiro quarto, como eu disse. Embora a Argentina tenha crescido demais – tática e tecnicamente –, o Brasil adulto ainda é soberano em relação às nossas “hermanas”..
Fez, portanto, o que dele se esperava. E isso não tira os méritos do nosso selecionado, que venceu com sobras – tivesse capenga, teria vencido na prorrogação, por exemplo, como aconteceu em um dos amistosos em Barueri.
Ontem em Cuiabá (MT) a noite foi da ala Silvia Gustavo. Sil, como é chamada pelas companheiras e amigas, anotou 18 pontos, tendo acertado três de seus cinco arremessos de três.
E que arremessos! Na hora certa e com uma mecânica difícil de ser vista no feminino: acima da cabeça, quebrando a munheca com precisão, ganhando impulso corretamente, como faziam Hortência e Janeth.
Normalmente, as meninas costumam arremessar na altura do peito. Nenhuma crítica, é normal mesmo. Magic Paula arremessava assim e era um show à parte com suas bolas de três a desconcertar defesas inimigas.
No time atual, Adrianinha Pinto e Helen Luz repetem Paula.
Mas não Sil, que apanhou um quarteto de rebotes, repetindo a dose nas assistências. Foi o termômetro do time em quadra.
Mas não dá para esquecer do trabalho de Alessandra Oliveira. Nossa pivô mostrou-se novamente eficiente: 12 pontos e 16 rebotes.
Foi a única jogadora em quadra a fazer um “double-double”.
Fernanda Beling também não negou fogo. Anotou 13 pontos, dez deles em lances livres (errou apenas dois, o que deu uma ótima performance de 83.3%). Fernanda foi agressiva o jogo todo.
E a Adrianinha, então? Nove pontos e oito rebotes, mesmo com aquele tamainho!
Enfim, o Brasil não decepcionou – e não apenas ontem, mas no torneio também. Houve momentos de fragilidade, especialmente defensiva (em alguns jogos) e nos arremessos (idem).
Mas Bassul e as meninas souberam corrigir esses erros com o andar da carroagem. Méritos, portanto, a eles.
Nosso selecionado está garantido na República Tcheca. Temos um ano pela frente para lapidar o time.
E que na reunião de avaliação do trabalho de Bassul, o presidente Carlos Nunes enxergue o óbvio: não há por que haver qualquer mudança.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Seleção Brasileira, basquete brasileiro
Tags: Argentina, Brasil, Copa América, Paulo Bassul
27/09/2009 - 11:03
O Brasil que enfrentou Cuba foi melhor ainda do que o Brasil que enfrentou o Canadá. Em ambos os casos, nosso selecionado deixou a quadra como vencedor.
O triunfo de ontem diante das caribenhas por 79-59 representou não apenas a vaga para o Mundial do ano que vem na República Tcheca, mas também uma ascensão a olhos vistos do jogo mostrado por nossas meninas nesta Copa América.
A seleção brasileira marcou bem, trocou de defesa em vários momentos da partida e pressionou a saída de bola das adversárias, tática que não vinha sendo empregada até então e que deveria ser usada muito mais vezes.

Adrianinha, contra Cuba
O time do técnico Paulo Bassul praticamente anulou os tiros de três do adversário (2/13, 15.4%) e limitou bem as bolas duplas (20/44, 45.5%). No total, Cuba teve um aproveitamento muito ruim em seus arremessos: 22/57 (38.6%).
Em contrapartida, nosso jogo ofensivo fluiu, especialmente nas bolas de três, o eterno namorado das nossas meninas. Durante a partida, elas encestaram nove das 17 bolas atiradas contra a cesta cubana, o que deu um ótimo aproveitamento de 52.9%.
A veterana Helen Luz estava com a “macaca” ontem em Cuiabá (MT), onde está sendo disputada a competição. Arremessou oito vezes e embiroscou seis – o que deu um excelente aproveitamento de 75.0%.
Adrianinha Pinto chutou três bolas longas (longas, bota longas nisso, foi mais longe do que da linha da NBA, como ela gosta de fazer, para espanto de muitos). Dessa trinca, errou apenas uma (66.7%).
O único fator que deixou-me preocupado foi a briga pelos rebotes. O Brasil bateu Cuba, mas foi apertadíssimo: 38-37.
E a gente não pode se esquecer que duas moças cubanas grandalhonas não jogaram essa Copa América: Yakelín Plutín, que se aposentou, e Yaima Blouquet, lesionada.
Precisamos, pois, melhorar nosso posicionamento defensivo dentro do garrafão.
Hoje à noite, 21h30 de Brasília, o Brasil faz a decisão do torneio contra a Argentina, que bateu o Canadá por 63-53 e também se garantiu no Mundial da República Tcheca (Cuba e Canadá jogam pelo bronze e pela vaga derradeira para o Mundial; no feminino, não se esqueçam, não há convites, ao contrário do que ocorre lamentavelmente no masculino).
Como tenho dito aqui, o título é obrigação – ainda mais agora diante das argentinas. Somos melhores do que elas tecnicamente (taticamente eu acho que não) e não podemos ser batidos dentro de casa pelo nosso maior rival de jeito nenhum.
Se isso ocorrer, tudo o que foi feito será jogado na lata do lixo – em que pese a classificação para o Mundial ter ocorrido.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Seleção Brasileira, basquete brasileiro, outras
Tags: Adrianinha Pinto, Helen Luz, Paulo Bassul, Yaima Blouquet, Yakelín Plutín
26/09/2009 - 12:46
Tá certo que as duas seleções já estavam classificadas, mas ninguém queria perder. Até porque o objetivo maior possibilitaria enfrentar nas semifinais a Argentina – o que acabou não se concretizando porque nossas “hermanas” conseguiram o feito de bater Cuba na partida de fundo da rodada de ontem.
Desta forma, a vitória brasileira por 61-45 diante das canadenses vem esquadrinhada com o significado importante de que houve progressos no jogo do nosso selecionado. Especialmente no defensivo.
Possibilitar apenas 45 pontos ao adversário não pode ser desprezado de jeito nenhum. A boa defesa brasileira limitou as ações ofensivas da seleção do Canadá, que acertou apenas 18 de suas 59 bolas (30.5%) em toda a partida.
Falo das laranjinhas duplas e triplas.
É fato também que as meninas do país bilíngue não estavam com a mão calibrada. Assim, sucumbiram diante da mais simples pressão defensiva brasileira.
Prova disso foi o desempenho delas nos lances livres: 4/10 (40%). As canadenses conseguiram a façanha de ser priores do que as brasileiras (fracas nesse fundamento, a gente sabe disso), que ontem cravaram 10/15 (66.7%).
Nossas mãos também não estiveram santas a ponto de a gente tripudiar a falha alheia. Nas bolas de três, nosso selecionado encestou apenas cinco das 21 tentativas (23.8%); nas duplas, 18/45 (40.0%).
Mas fomos, de qualquer maneira, mais eficientes nos arremessos e foi aí que se deu a vitória brasileira.

Helen Luz
De todo o modo, ainda me incomoda o excesso de bolas de três que o nosso time atira em uma partida. É preciso mais critério no momento da escolha da finalização das jogadas.
A experiente Helen Luz, por exemplo, não teve o chamado “semancol” no jogo de ontem. Atirou sete bolas e embiroscou apenas duas (28.6%).
Achou muito? Foi não: dê só uma olhada no que a Fernanda Beling fez: 1/6 (16.7%).
De qualquer maneira, como disse, houve progressos – e isso é muito importante e tem que ser ressaltado.
Hoje, às 20h30, horário de Brasília, o Brasil enfrenta Cuba em uma das semifinais. O ideal seria jogar contra a Argentina; mas, fazer o quê?
Uma vitória significa a vaga para o Mundial do ano que vem na República Tcheca. Uma vitória nada mais é do que obrigação, pois nossas meninas jogam em casa e pegam uma seleção desfalcada de suas melhores pivôs e que ainda por cima perdeu da Argentina.
É assim que o Brasil tem que pensar: vencer, vencer ou vencer – respeitando sempre o adversário e jogando com muita seriedade, é claro.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Basquete europeu, Seleção Brasileira
Tags: Fernanda Beling, Helen Luz
24/09/2009 - 22:21
Num primeiro momento, achei que o jogo de agora há pouco diante da República Dominicana não serviu para nada. Engano meu: serviu sim; serviu, uma vez mais, para mostrar que a seleção brasileira tem problemas sérios que precisam ser urgentemente corrigidos.
(Serviu também para cumprir tabela e determinar a vitória do Brasil por 121-62).
Mas vamos aos nossos problemas, que é o que interessa.
ELE, SEMPRE ELE!
Novamente vimos uma atuação patética das nossas meninas nos lances livres. O Brasil bateu 22 tiros fatais e acertou só 13. Isso dá um percentual de aproveitamento de apenas 59%.
Como disse ontem, com um desempenho desses, o Brasil perde todos seus jogos contra seleções de um nível igual ou semelhante. Contra as mais fortes, não dá nem para sonhar com uma zebra.
Mas sejamos justos: Alessandra surpreendeu, pois cobrou quatro lances livres e acertou os quatro!
CADA UM POR SI
O Brasil deixou claro também que o jogo coletivo não é o forte desse grupo – pelo menos até o momento. O time pouco trabalha a bola, parece mais uma equipe estabanada em quadra; um bando em alguns instantes.
A única jogada que eu consegui detectar até agora (computando também o jogo de ontem contra Porto Rico) é feita com as pivôs, pois elas sobram em tamanho em relação às adversárias.
É IRRITANTE!
Além do jogo com as pivôs, o que nos resta são os tiros de longa distância. Que coisa! É irritante essa tara que o nosso basquete brasileiro – masculino e feminino – tem pelos arremessos de três pontos!
E o pior é que não temos bons arremessadores – tanto no masculino quanto no feminino.
Então, por que tentar tantos chutes longos?
USAIN BOLT
Outro problema: Adrianinha Pinto, e especialmente Natalia Buriam, nossas armadoras, quando pegam a bola iniciam um “rush”, feito Usain Bolt, em direção à cesta adversária como se faltassem míseros segundos para acabar a partida e o time estivesse atrás no marcador em um ou dois pontos.
Isso provoca um desgaste desnecessário na equipe, que tem que fazer com rapidez desnecessária a transição da defesa para o ataque.
É preciso ler melhor o jogo. Há momentos em que o contra-ataque tem que ser realizado; e há momentos em que o que tem que ser feito é organizar o ataque.
Nossas duas meninas não estão sabendo fazer isso. É um defeito que o técnico Paulo Bassul tem que corrigir.
AI QUE SONO!
E a nossa defesa, hein? 62 pontos sofridos diante das pobres dominicanas, sendo que 41 foram apenas no primeiro tempo. Melhorou no segundo (sofremos apenas 21 tentos), mas no geral deixou a desejar.
A falta de esforço defensivo, a falta de vontade em defender chamou a atenção.
Como chamou a atenção também a passividade do técnico Paulo Bassul no banco de reservas. Ele deve ter se deixado levar pela modorra da partida.
Por que não aproveitar uma contenda dessas e treinar, por exemplo, pressão na saída de bola do adversário? Por que não aproveitar uma oportunidade assim?
Mas não, o que se viu foi uma defesa (na maior parte do prélio) zona bem preguiçosa, que proporcionou às adversárias espaços para arremessos daqui e dali – e principalmente nos chutes de três pontos.
RESUMO DA ÓPERA
Espero que tudo isso seja fruto da fragilidade dos oponentes, que levam equipes mais forte a perder a concentração. Os grandes atletas falam isso abertamente.
Tomara.
Amanhã o adversário é mais forte: Canadá. Do nível do nosso time.
A partir de amanhã começaremos a avaliar nosso selecionado. Depois vem a semifinal no sábado e a final no domingo.
A meu ver, qualquer outro resultado que não seja o título desta Copa América será decepcionante.
MVP
Franciele Nascimento foi o nome do jogo. A paranaense anotou 23 pontos (cestinha da partida), apanhou dez rebotes e deu dois tocos.
Com certeza, o nome do jogo.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: Adrianinha Pinto, Alessandra Oliveira, Franciele Nascimento, Natalia Buriam, Paulo Bassul
23/09/2009 - 21:55
O Brasil estreou há pouco diante de Porto Rico pela Copa América feminina e venceu por 78-34. Mas o jogo foi muito ruim.
Infelizmente, o nível técnico da esmagadora maioria das equipes femininas no continente é fraco. Hoje temos cinco seleções apenas nas Américas: EUA, Canadá, Cuba, Brasil e Argentina; as demais são figurantes.
Tentei prestar atenção na estréia do Brasil. Consegui me concentrar apenas no primeiro quarto. Depois, vi a partida com os olhos de um geraldino.
No primeiro quarto, no entanto, deu pra ver que a defesa brasileira mostra defeitos. Permitiu infiltrações às pencas; pior, houve pouca ajuda. Quando o técnico Paulo Bassul mudou para a zona, houve grande melhora.
As porto-riquenhas fizeram apenas dez pontos no quarto, é verdade. Mas pontuaram pouco porque erraram demais.
Não foram erros forçados, foram erros espontâneos, frutos da má qualidade técnica das nossas adversárias.
No todo, olhando para o “boxscore”, vemos que novamente os lances livres foram nosso calcanhar de Aquiles. Foram míseros 56% de acerto: 14/25.
Com um aproveitamento desses, num jogo difícil, fica quase que impossível vencer.
Individualmente, nossas pivôs tiveram um mau aproveitamento. Kelly Santos acertou apenas dois de seus seis arremessos (33.3%), enquanto que Alessandra Oliveira foi um pouco melhor: 3/7 (42.9%).
O destaque fica para a atuação de Adrianinha Pinto. Nossa armadora foi a cestinha do time e do jogo com 18 pontos, nove rebotes, cinco assistências e dois desarmes. Nas bolas triplas, 100%: 4/4.
Amanhã o Brasil terá pela frente a frágil República Dominicana. Outro jogo para se ver com os olhos de um geraldino.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: Adrianinha Pinto, Alessandra Oliveira, Kelly Santos, Paulo Bassul
20/09/2009 - 15:58
O Brasil bateu ontem o Canadá com muita facilidade: 67-45. Ao contrário do que ocorreu no jogo anterior, desta vez a seleção do técnico Paulo Bassul mostrou uma baita consistência defensiva.
A eficiência mostrada na arena de Cuiabá, onde será disputada a Copa América, não foi vista nos três jogos amistosos disputados anteriormente. Por quê?
Talvez porque as canadenses não estivessem em uma grande noitada – é possível. Talvez também porque nossas meninas, mais entrosadas, puderam defender do jeito que Bassul tanto quer.
Demos um banho nos rebotes (36-26), mas o principal é que nosso selecionado baixou o percentual de aproveitamento das moças adversárias.
Nas bolas duplas, as canadenses tiveram um aproveitamento de apenas 35% (11/31).
Nas bolas triplas, o desempenho das meninas que falam duas línguas foi ridículo: 14% (2-14).
Eficiência defensiva à parte, o Brasil precisa corrigir alguns defeitos. O lance livre tem melhorado, mas pode fica melhor ainda.
Ontem foram 74% de acerto (14-19). O ideal é chegar aos 85%, 90%.
As bolas de dois pontos também precisam cair um pouquinho mais. Ontem, foram 16-34, o que deu um aproveitamento de 47%.
Chegar aos 55% seria muito legal.
E as bolas longas, aquelas que valem três pontos, também não ficaram num patamar desejado: 7-21 (33%).
Chegar em 40% é possível e desejável.
De qualquer maneira, com um desempenho defensivo como se viu ontem e com um aproveitamento igualmente observado, dá para conquistar com o pé nas costas uma das três vagas para o Mundial do ano que vem.
O negócio, depois, é pensar no ano que vem. Se o Brasil quiser – e sei que quer –conquistar uma medalha na República Tcheca, é preciso chegar nesses números que eu mencionei.
Como disse anteriormente, é possível e desejável.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Seleção Brasileira, basquete brasileiro
Tags: Paulo Bassul, Seleção Brasileira
18/09/2009 - 12:28

Drika
Estou preocupado com nossas meninas. À exceção da ótima vitória diante da Argentina no primeiro amistoso realizado (65-50), as outras duas partidas, novamente contra as argentinas (77-71, prorrogação) e ontem frente ao Canadá (69-68), mostraram um time que ainda está longe de ser um time.
Normal?
Bem, os primeiros jogos são assim mesmo; de acomodação, vamos dizer. Há que se dar um desconto, claro.
Mas eu não consegui ver nada de muito proveitoso em quadra. Ou melhor, tenho que ser justo: vi sim; vi um time que foi capaz de sair de duas situações adversas e vencer.
Mas as partidas foram contra Argentina e Canadá, equipes fracas dentro do cenário internacional. Quer dizer: o Brasil passou sufoco diante de times bem questionáveis.
De uma maneira geral, a seleção brasileira mostrou-se atrapalhada em quadra e com uma defesa bem vulnerável. Não consegui também detectar jogadas incisivas e o aproveitamento nos lances livres – eles novamente – foi muito ruim.
Adrianinha, nossa principal armadora, fez uma partida fraca ontem diante do Canadá, mesmo tendo encestado a bola vencedora no segundo final. Não conseguiu armar o time e infiltrou pouco.
Além disso, não mostrou-se eficiente nas bolas de três, seu cartão de visita. Aliás, na trinca de partidas realizadas até o momento, Adrianinha teve um aproveitamento ruim neste quesito: 2/7 (28.6%).
Veja que além de não ter sido eficiente nas encestadas de longa distância, foi pouco audaciosa também. Lançou apenas sete bolas em três contendas, o que dá uma média de apenas 2.3 bolas por jogo.
Muito pouco – mesmo que o jogo brasileiro, especialmente contra as baixinhas argentinas, tenha ficado bastante concentrado no garrafão, explorando Kelly e principalmente Alexandra.
Alessandra, aliás, é outra jogadora que me preocupa – mas nos lances livres. A eficiência dela no garrafão é incontestável.
Se bobear, ela enche o picuá apanhando rebotes e fazendo cestas. Mas como ela tem um aproveitamento ruim nos lances livres, o time adversário passa a dar “machadadas” quando Alessandra, embaixo da cesta, prepara a bandeja.
Quando ela não consegue encestar, vira um problema, pois os dois pontos que seriam garantidos viram um grande ponto de interrogação.
No jogo de ontem Alessandra visitou a linha do lance livre em sete oportunidades, Obteve sucesso em apenas duas delas (28.6%).
Nas três partidas realizadas até o momento, seus números na linha fatal são: 6/18 (33.3%). Um perigo esse aproveitamento, porque controlar uma de nossas principais jogadoras pode não ser tão difícil assim – basta haver um revezamento nas faltas – e fazê-las quando for o caso.
Haverá mais um amistoso contra o Canadá, marcado para amanhã às 21h30 de Brasília. Paulo Bassul, nosso treinador, competente que é, deve estar atento a estes e a outros problemas.
E que a maior parte deles seja corrigida até a estréia brasileira na Copa América, que começa na próxima quarta-feira, em Cuiabá.
DEFINIÇÃO
Paulo Bassul definiu o time brasileiro que vai participar da Copa América. Ontem à noite, nosso treinador cortou a pivô Karina Jacob.
O grupo definitivo é esse: Adrianinha Pinto, Helen Luz, Karen Gustavo, Micaela Jacintho, Natália Burian, Kelly Santos, Mamá Dantas, Fernanda Beling, Palmira Marçal, Alessandra Oliveira, Franciele Nascimento e Silvia Gustavo.
Boa sorte para as nossas moças.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Seleção Brasileira, basquete brasileiro
Tags: Adrianinha, Alessandra, Helen, Kelly, Micaela, Paulo Bassul
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