Meu mau humor continua. O responsável agora é o Chicago. Vocês viram a pobreza do time no jogo de ontem contra o Washington?
Enfrentou um dos piores times da liga e perdeu!!!
Os jogadores não conseguiram se motivar nem mesmo com a presença do presidente Barack Obama numa das poltronas do Verizon Center. Obama, que construiu sua vida política em Chicago, já declarou seu amor pelo Bulls várias vezes.
Se eu fosse jogador e visse meu presidente, torcendo pelo meu time e consequentemente por mim, eu me encheria de vontade, minhas forças triplicariam, quadruplicariam, quintuplicariam, sei lá, aumentariam barbaramente e nenhum jogador oponente iria conseguir me deter.
Mas não foi o que se viu. O Chicago foi um time apático e descalibrado. Em momento algum da partida ameaçou o adversário.
Ao contrário, foi presa fácil do oponente. Este à frente no marcador apenas uma vez, quando Joakim Noah ganhou o pulo-bola diante de Dominic McGuire em jogada finalizada por Ben Gordon: 2-0.
A partir daí, só deu Washington.
O time da capital dos EUA chegou a abrir, várias vezes, diferenças com dois dígitos. A maior delas chegou em 25 pontos!
Isso mesmo, o Chicago ficou 25 pontos atrás de um dos piores times da NBA na atualidade.
Por tudo isso, a vitória do Wizards por 113-90 foi incontestável. Wizards que jogou, como sempre, sem Gilbert Arenas e Brendan Haywood; e ontem, mais uma vez, ficou sem Deshawn Stevenson.
Um time que se resume, hoje em dia, basicamente, a dois jogadores: Antawn Jamison e Caron Butler. Isso mesmo, o Chicago perdeu para um time de apenas dois jogadores.
Por jogar bolinha, deu voz a atletas medíocres, como McGuire, Darius Songalia e Mike James.
O Chicago precisa rapidamente resolver o caso de alguns jogadores, especialmente Tyrus Thomas. O cara não sabe jogar basquete – ou então eu não tenho dado sorte nos jogos que eu assisti.
Ele não arremessa; joga pedras contra a cesta. É medíocre.
Luol Deng é outro do time de Thomas: não sabe nada, fraquíssimo.
Mas o pior é que o Chicago não existe como time: é um bando em quadra.
Jogadores, o técnico Vinnie Del Negro, seus assistentes, Bernie Bickerstaff e Dell Harris, e o GM, John Paxson, todos, eu disse todos, são responsáveis por este momento constrangedor.
ATRASO
O ala Caron Butler foi até o trio de arbitragem, antes de o jogo se iniciar, e disse: “Não comecem a partida, o Presidente não chegou ainda”.
Todos no Verizon Center sabiam que Barack Obama iria assistir ao encontro entre Washington e Chicago. Os motivos eu já os apresentei acima.
E Obama, jogador de basquete na época do ensino médio e da faculdade, estava atrasado. Seria a primeira visita de um presidente ao ginásio do Wizards desde que Bill Clinton deixou a Casa Branca.
George W. Bush nunca foi ao Verizon Center.
Bem, mas alguns minutos se passaram quando o presidente norte-americano adentrou ao ginásio e foi aplaudidíssimo pelos 18.114 torcedores.
Foi então que a bola foi lançada ao ar pela primeira vez e o jogo começou.
Atraso mais do que justificado; pelo menos na minha opinião – não sei a de vocês.
VIRA-CASACA
Caron Butler, depois do jogo, contou a história descrita acima. E adicionou o seguinte: “Ele [Barack Obama] é um torcedor apaixonado do Bulls. Espero que a gente tenha conseguido convertê-lo um pouquinho”.
Butler, o esforço do Washington – que deveria ter sido também do Chicago – foi louvável, mas Obama não será convertido.
Ninguém muda de time – nem mesmo nos EUA, onde a paixão pelo esporte tem limites. Mas que Obama (foto AP) ficou envergonhado com que o time fez em quadra, isso foi notório.
RETORNO
Nenê voltou ao time do Denver depois de dois jogos do lado de fora, contundido que esteve no joelho direito. E voltou bem.
Seus números ficaram abaixo de sua média, mas os oito pontos anotados e os sete rebotes fisgados são expressivos, dada a inatividade do jogador e os 20 minutos que foram reservados ao são-carlense.
Tivesse atuado sem os resquícios inerentes de uma inatividade provocada por contusão e fosse-lhe permitido mais 13 minutos em quadra, atingindo sua média na competição, talvez o brazuca pudesse ter chegado aos 15 pontos e pego um rebote a mais, igualando seu desempenho na atual temporada.
Mas o que valeu mesmo foi que o Denver venceu: 90-79.
TABU
Ontem eu disse aqui que havia dez jogos que o Denver não dobrava o Lakers. Errei por um; na verdade eram nove e não uma dezena.
O Nuggets não sabia o que era vencer o time angelino desde abril de 2007. O tabu iria completar dois anos.
Incômodo demais.
Ele caiu, mas foi em Denver. Faz um montão de tempo que o time colorado não vence em Los Angeles; e nem sei se vai conseguir tão rapidamente, pois a diferença entre ambos não é pequena não.
GUERREIRO
Sou fã de carteirinha de Chris Andersen. Já disse-o aqui e encontrei eco em alguns (vários, eu diria) parceiros do nosso botequim.
Ontem, Birdman voltou a arrepiar. Distribuiu tocos pra tudo quanto é lado: sete para ser preciso.
Três a mais e teria atingido o primeiro “triple-double” de sua carreira, pois o tatuadíssimo jogador do Denver marcou 11 pontos e pegou 12 rebotes.
Inflamou os 19.920 torcedores que foram ao Pepsi Center; e estes, por extensão, contagiaram os jogadores em quadra.
Com Andersen não tem tempo quente – e nem bola perdida.
Tim Duncan nada mais é do que um homem sem identidade. O mesmo vale para Dwight Howard ou Kevin Garnett.
Jogador desse tipo todo time precisa ter.
Seu contrato com o Denver termina ao final desta temporada. Ele ganha apenas US$ 797.581,00.
Será disputado a tapa, tenho certeza, por vários times da NBA quando o verão chegar e as negociações forem abertas.
LÍDER
Mesmo com a derrota, o Lakers permanece em primeiro lugar na classificação geral do campeonato. Tem 11 derrotas, contra 12 do Cleveland, seu mais direto perseguidor.
Noite ruim dos amarelinhos, que ontem jogaram de roxo. Roxo de vergonha eles devem ter ficado quando o primeiro tempo acabou e o time tinha anotado apenas 40 pontos, a mais baixa produção da equipe nesta temporada.
Ficaram mais embaraçados ainda quando viram os números, após a partida, que mostraram um aproveitamento de apenas 29.8% de seus arremessos, o pior desde que a franquia saiu de Minneapolis e foi para Los Angeles.
Nas bolas de três, um vergonhoso desempenho de 9.5%. O time encaixou só dois de seus 21 torpedos.
Uma vergonha.
Kobe Bryant (foto AP) acertou apenas 10 de seus 31 arremessos e mesmo assim acabou como cestinha do time – e da partida – com 29 pontos.
Dessa mediocridade toda eu deixaria de lado Lamar Odom: 12 pontos e 19 rebotes. Mesmo assim, errou 12 de seus 17 arremessos. Mas compensou nos rebotes, convenhamos.
INIGUALÁVEL
Com a derrota de ontem em Denver, o recorde do Chicago, de 72 vitórias e apenas dez derrotas, obtido na temporada 1995-96, não será mais igualado pelo Lakers.
E imaginar que tinha gente que apostava na quebra do recorde.
SOSSEGO
O Cleveland visitou o San Antonio e venceu o time texano sem grandes dificuldades: 97-86.
Mas jogou com o pé no freio – e não no acelerador – no último quarto, quando o técnico Mike Brown deixou LeBron James no banco de reservas durante todo o período.
É lógico que eu sei por que isso aconteceu: o Spurs jogou novamente dois de seus tenores. Contundidos, Tim Duncan e Manu Ginobili apenas assistiram e nada puderam fazer para evitar a derrota.
Sozinho em quadra, Tony Parker não teve como levar o time a um importante triunfo. Digo importante do ponto de vista moral, pois é sempre bom ganhar de um time forte, porque em termos de competição, Gregg Popovich e companhia sabem muito bem que não há mais como ficar entre os primeiros.
VAREJÃO
Novo desempenho discreto do capixaba: seis pontos e cinco rebotes. E olha que Anderson Varejão ficou em quadra meia hora.
Confesso que estou preocupado com o brazuca. Nos últimos seis jogos, suas médias são de 4.2 pontos e 6.5 rebotes.
Muito pouco.
Andie, come on!
FIM
O Detroit conseguiu colocar um ponto final em sua embaraçosa carreira de oito derrotas seguidas. E ganhou uma partida que eu, particularmente, não acreditava que pudesse ocorrer.
O time visitou o Orlando e venceu por 93-85 com uma atuação de gala do ala/armador Rip Hamilton (foto AP). Sem Allen Iverson para torrar sua paciência, Hamilton fez 31 pontos e deixou a quadra como o máximo pontuador da partida.
Hamilton não olhou apenas para a cesta, pois distribuiu ainda seis assistências.
Outro que se sentiu mais confortável em quadra sem a presença de AI foi o armador Rodney Stuckey, que marcou 22 pontos e estava visivelmente curtindo a partida.
Foi o que eu falei outro dia desses aqui em nosso botequim: sem Iverson o Detroit tinha tudo para melhorar.
Não deu outra; foi só ele não jogar que o time voltou a vencer.
DEBU
Stephon Marbury (foto AP) atuou pela primeira vez depois de pouco mais de um ano de inatividade. Entrou em quadra com a camisa 8 do Boston Celtics e jogou pouco menos do que 13 minutos.
Marcou oito pontos e deu duas assistências. Apesar dos três erros cometidos, ajudou o time na vitória apertada diante do Indiana por 104-99.
Muito bom para quem ficou tanto tempo inativo.
“Minha maior satisfação foi que o time ganhou”, disse Marbury depois do jogo.
Vamos ver como será daqui para frente.
ENSACADA
O Phoenix voltou a fazer correria. Agora diante do Toronto: 133-113.
Jogo descartável para quem gosta de basquete. O único registro importante fica por conta dos 45 pontos que Shaquille O’Neal marcou, sua maior pontuação nos últimos seis anos.
Shaq vai completou 37 anos semana que vem.