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segunda-feira, 17 de agosto de 2009 Seleção Brasileira, basquete brasileiro, outras | 18:53

LOS HERMANOS, NOVAMENTE ELES

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O Brasil estréia na Copa Tuto Marchand diante da Argentina. O jogo será amanhã às 19h de Brasília e, infelizmente, não será mostrado por nenhum canal de tevê.

Nem cabo e muito menos aberto.

Em toda a história do confronto, brasileiros e argentinos se enfrentaram em 84 oportunidades. Foram 44 vitórias do lado de cá contra 40 do lado de lá.

A superioridade, pequena, se dá por causa do passado. Hoje, com um basquete moderno e bem estruturado taticamente, a Argentina deita e rola em cima do Brasil.

E mesmo quando se vê privada de seus melhores jogadores – que é o que vai acontecer nesta Copa América –, mesmo assim o time é forte e mais competitivo, pois os jogadores estão a serviço de um sistema – e não o contrário.

O técnico Moncho Monsalve declarou o seguinte sobre o confronto:

– Apesar dos desfalques, a Argentina leva uma pequena vantagem no que diz respeito à estrutura tática. O técnico Sérgio Hernandez dirige a seleção há alguns anos e sempre conta com quatro ou cinco atletas que formam a base do grupo. Já o Brasil conta com jogadores mais talentosos individualmente e ainda estamos evoluindo no conjunto. O trabalho da comissão técnica está aumentando a confiança da equipe. Posso garantir que vamos entrar para ganhar e sem essa história de esconder o jogo.

É isso o que me deixa curioso em relação à Argentina: será que ela vai jogar pra valer? Será que ela vai exibir seu jogo?

Duvido – como duvido também que o Brasil vá mostrar todo o seu arsenal. Se o fizer estará cometendo um grande equívoco.

Não é hora para isso.

É hora de testar parte do que foi planejado. Os golpes certeiros o Brasil terá de desferi-los durante a competição, pra pegar o adversário com a guarda baixa.

Caso contrário, seus golpes morrerão na guarda do inimigo, pois ele saberá de onde eles virão.

Notas relacionadas:

  1. ABUSO DE PODER
  2. UMA SAÍDA PARA O BASQUETE
  3. GARRAFÃO ESCANCARADO
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

quinta-feira, 13 de agosto de 2009 NBA, outras | 22:47

APOCALYPSE NOW

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A NBA segue fazendo “estragos” nas seleções. J. J. Barea, de Porto Rico, foi impedido pelo Dallas de jogar pelo seu país na Copa América que começa no final deste mês.

O armador, de 25 anos, foi submetido a uma artroscopia em seu ombro esquerdo no final do mês de maio. Médicos do Mavs acompanham o caso de perto e disseram que o jogador não está cem por cento para jogar bola.

O jogador, que tem mais dois anos de contrato com a franquia texana, num total de US$ 2.5 milhões, se diz arrasado com a proibição. E lembra que desde os 16 anos ele sempre atendeu a todas as convocações.

Sempre tem a primeira vez. E ela chegou para Barea.

Não tem jeito, o cerco tende a apertar para os jogadores. Pagando verdadeiras fortunas para os atletas, os clubes não querem se ver privados de suas estrelas por causa de competições outras.

Vejam o caso do volante Kléberson, do Flamengo, que teve uma luxação no ombro defendendo a seleção brasileira no amistoso diante da Estônia. José Luís Runco, médico do Brasil, decretou: Kléberson, só no ano que vem.

E como é que fica o Flamengo? Não fica; não poderá mais contar com o jogador no Campeonato Brasileiro e ainda por cima terá que pagar o salário do atleta.

Para evitar situações desse tipo, as franquias norte-americanas e os clubes europeus estão colocando nos contratos dos jogadores cláusula que dá direito a eles de liberar ou não os atletas.

Desse jeito, chegará um tempo em que as seleções ficarão reduzidas a pó. E os Mundiais e, quem sabe, até mesmo as Olimpíadas perderão todo o seu glamour, todo o seu garbo.

Se a Fiba não abrir os olhos, isso de fato vai ocorrer; não é ficção. Se ela quiser evitar que esse dia chegue, tem que fazer como a Fifa: em jogos oficiais, os clubes são obrigados a liberar os jogadores convocados.

E ponto final.

Notas relacionadas:

  1. NBA DEFINE “CAP” PARA PRÓXIMA TEMPORADA
  2. UM JEITO DE DRIBLAR O “CAP”
  3. BRINCANDO COM A SORTE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

sábado, 4 de julho de 2009 NBA, outras | 11:21

MUDANÇA DE PLANOS

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O negócio só deve ser anunciado no dia 8 de julho, quarta-feira da próxima semana, mas o acordo entre Hedo Turkoglu e o Toronto já foi sacramentado.

O ala turco abriu mão de jogar no Portland por alguns motivos; entre eles, porque vai receber do Raptors US$ 53 milhões e não US$ 50 milhões por cinco temporadas que o Blazers oferecia.

Três paus a mais; é muita grana – acho que eu faria o mesmo.

Tem mais: Hedo (foto AP) prefere a cosmopolita Toronto à pacata Portland. Na cidade canadense, a colônia turca é muito grande, o que o deixaria bem à vontade, sentindo-se em casa.

Finalmente, depois de ter passado as últimas cinco temporadas na costa Leste, ele decidiu que ficar nesta conferência seria melhor pela familiaridade com as equipes adversárias, o que facilitaria o seu jogo.

Como disse na abertura do nosso papo, o negócio só será anunciado no dia oito porque o Toronto tem até o dia sete para abrir mão dos contratos de Shawn Marion, Anthony Parker e Carlos Delfino, abrindo espaço no “cap” para oferecer US$ 10.1 milhões para Turkoglu no primeiro de seus cinco anos de contrato com os canadenses.

Como já disse, acho muito dinheiro para um jogador que não tem o status de craque e que acabou de completar 30 anos. De todo o modo, o dinheiro não é meu.

E mais: será que Hedo conseguiu a garantia dos canadenses de que a franquia não vai perder Chris Bosh? Sim, pois se o pivô deixar o Raptors, o que Turkoglu vai fazer por lá?

De qualquer maneira, para a próxima temporada, o time se reforça com a presença do vice-campeão da NBA.

SHEED

Rasheed Wallace esteve reunido ontem em Detroit com Wyc Grousbeck, um dos donos do Celtics, Kevin Garnett, Ray Allen e Paul Pierce. O encontro durou três horas.

Mas não houve decisão alguma. Embora paparicado pelo quarteto, Sheed pediu um tempo para responder ao time de Massachusetts.

Perto de completar 35 anos (17 de setembro), o jogador está aguardando outras ofertas. Elas vêm de Charlotte, Cleveland, Orlando e San Antonio.

Na última temporada com o Detroit, Sheed amealhou US$ 13.7 milhões. O que o Boston consegue oferecer a ele é algo em torno de US$ 5.6 e US$ 5.8 milhões.

O “pouco” dinheiro é fruto da “midlevel exception”, uma vez que o “cap” do Celtics está estouradíssimo da silva. O alviverde não tem como oferecer mais ao jogador.

Esperam seduzi-lo com a possibilidade de ganhar outro anel de campeão e pelo prazer de jogar ao lado de KG, um de seus melhores amigos na liga.

Mas eu acho que quem pagar mais, leva.

BANCO

Phil Jackson (foto AP) anunciou ontem que vai continuar trabalhando. Segundo o treinador, seu médico particular liberou-o para mais uma temporada sentado em seu cadeirão.

Mas eu penso que o diagnóstico final do doutor teve um peso menor do que o salário que ele vai ganhar (US$ 13.1 milhões) e a perspectiva de voltar a ser campeão depois da contratação de Ron Artest.

TCHAU!

Ah, sim, esqueci de falar mais um negócio sobre o Boston: Stephon Marbury não aceitou a oferta do Celtics para mais uma temporada. Considerou o US$ 1.3 milhão ofertado pela franquia uma ofensa.

O que ele esperava?

PREFERÊNCIA

Perguntado por um lunático repórter sobre quem era melhor, Michael Jordan ou Kobe Bryant, o presidente norte-americano, Barack Obama, foi rápido na resposta: Oh, Michael”.

Tem cabimento uma pergunta dessas, ainda mais para o presidente e torcedor número um do Chicago Bulls?

IGUAL

Por falar em Bulls, navegando pela internet, dei uma varrida à procura de novidades. Por enquanto, nada.

O Chicago tem que esperar até o dia 8 de julho, data em que Ben Gordon vai oficializar o seu acordo com o Detroit. Depois disso, sairá às compras.

E quem comprar?

Num primeiro momento, acho que ninguém. A franquia quer abrir um bom espaço em seu “cap” para oferecer um caminhão de dinheiro a Dwyane Wade ao final da próxima temporada, quando o contrato do jogador se encerra com o Miami.

Pra quem não sabe, D-Wade nasceu e mora em Chicago – e é torcedor do Bulls.

Portanto, torcida tricolor, esta próxima temporada vamos de Derrick Rose, Kirk Hinrich, John Salmons, Tyrus Thomas e Joakim Noah.

Ah, e Vinnie Del Negro no banco, agora sem Dell Harris, que aposentou-se.

Sei…

Notas relacionadas:

  1. MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER
  2. BOSTON ENTRA EM PARAFUSO
  3. A HORA DO PALPITE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 7 de abril de 2009 NBA, outras | 12:48

CAROLINA, SEM DÚVIDA

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Não teve graça nenhuma. North Carolina não deu a menor chance para Michigan State; dominou a decisão do Final Four do começo ao fim da partida.

O resultado de 89-72 foi incontestável. Representou o quinto título nacional de Tar Heels.

Com um time mais experiente e muito superior tecnicamente, North Carolina impôs-se com facilidade diante do adversário. Ignorou não apenas o oponente, mas também a pressão que vinha das arquibancadas: 95% dos 72.922 torcedores que estiveram no Ford Field torceram para os Spartans.

Foi a repetição do que havia acontecido na fase inicial do torneio da NCAA. Em12 de março passado, as duas escolas haviam se encontrado no mesmo palco e Carolina sapecou 98-63.

Naquela oportunidade, porém, 25.267 torcedores foram ao estádio de futebol americano do Detroit Lions, adaptado ao basquete.

Novamente diante de seus fãs, Michigan State capitulou a North Carolina. A decisão de ontem (foto Reuters) foi em Detroit, a maior cidade do estado de Michigan, cuja capital é Lansing, exatamente onde se situa a Michigan State University.

Geografia à parte, a diferença final de 13 pontos chegou a 24 durante o primeiro tempo, que acabou em 55-34 para os visitantes. Representou a maior pontuação de uma escola na história do Final Four.

Carolina teve um aproveitamento de 52.9% de seus arremessos na etapa inicial (18-34). MSU ficou em 44.4% (12-27).

Mas o que contaminou negativamente o jogo de Michigan State nesses primeiros 20 minutos foram os erros: os verdinhos cometeram nada menos do que 14, enquanto que o adversário equivocou-se apenas quatro vezes.

Um terço dos pontos marcados por Tar Heels veio destas bobagens de MSU. E Lawson ainda por cima fez sete de seus oito desarmes na primeira etapa.

Não havia mesmo como resistir a tanta trapalhada.

Com tamanha diferença no marcador – a maior em toda a história de uma decisão do universitário ao final do primeiro tempo–, seria praticamente impossível promover uma virada na etapa final.

Mas bem que MSU tentou.

O técnico Tom Izzo apertou a marcação e o aproveitamento de Carolina nos arremessos caiu para 37.1% (10-27). Mas o problema é que o desempenho de Michigan State também baixou: 35.7% (10-28).

Mas não foi à toa. A performance de MSU degringolou porque Carolina, sentindo que as bolas caíam menos, fez da defesa sua trincheira.

Deu certo. Michigan State ganhou, é verdade, o segundo tempo (38-34), mas o “gap” era imenso. Carolina controlou o jogo pelo cronômetro e pelo marcador.

Justo, ou melhor, justíssimo campeão.

Vibrei como nunca.

MVP

Inexplicavelmente – pelo menos para mim –, o ala Wayne Ellington (foto Reuters) foi escolhido o Most Outstanding Player, o melhor jogador da final. Ele marcou 19 pontos com um aproveitamento de 100% nos tiros de três: 3-3.

Seus números, se comparados aos de Ty Lawson, são modestos. O armador de UNC cravou 21 pontos, seis assistências, quatro rebotes e fez impressionantes oito desarmes, recorde em uma decisão escolar.

Pra mim, Lawson foi o MOP deste Final Four.

COY

Roy foi o COY desta temporada. Traduzindo em miúdos: “coach of the year”.

Roy Williams é hoje um dos principais treinadores do basquete universitário norte-americano. Ganhou seu segundo título escolar, pois em 2005 colocou seu primeiro anel de campeão ao conduzir North Carolina ao título na decisão contra Illinois.

Como disse outro dia, o basquete universitário é um torneio de treinadores. Tanto que na cerimônia final o troféu foi entregue a Williams e não ao capitão do time. Na NBA, o caneco vai primeiro para o dono da franquia, que depois o repassa aos jogadores.

Williams igualou-se a Dean Smith, que igualmente conquistou dois títulos universitários. Roy é discípulo de Smith, para mim o maior de todos, embora John Wooden tenha conquistado dez campeonatos dirigindo UCLA.

Mr. Smith (foto Reuters) é o maior de todos porque ensinou os fundamentos do basquete para o maior de todos

MJ

O maior de todos, claro, é Michael Jordan. E o Pelé do basquete esteve presente ontem ao Ford Field.

Elegante como sempre, participou de uma cerimônia no intervalo da partida onde, ao lado de David Robinson, John Stockton e C. Vivian Stringer, foi apresentado como o mais novo membro do Hall of Fame de Springfield, Massachusetts.

Deve ter batido uma nostalgia em Jordan. Deve ter se lembrado, com certeza do ano de 1982, quando fez a cesta derradeira diante de Georgetown levando North Carolina ao segundo título de sua história na vitória por 63-62.

A cesta que trouxe o título foi feita a 17 segundos do final da partida.

James Worthy, que mais tarde fez parte do “showtime” do Lakers ao lado de Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabaar, foi eleito o MOP da decisão – e não MJ.

Assim como ontem Wayne Ellington foi escolhido o melhor em quadra ao invés de Ty Lawson.

Acontece.

DESTAQUES

Tyler Hansbrough (foto Reuters) fez ontem sua última partida como jogador de basquete universitário. Gradua-se em junho próximo e por isso é nome certo no NBA Draft deste ano.

Foi outro destaque de Carolina. O pivô encerrou a partida com 18 pontos e sete rebotes.

Mas se Hansbrough está deixando a escola, Roy Williams e seu staff já encontraram outro garoto para cuidar do garrafão: Ed Davis.

Nascido em Richmond (Virgínia), Davis tem apenas 19 anos e mede 2m10 de altura. No combate de ontem, veio do banco, jogou apenas 14 minutos, mas anotou 11 pontos e apanhou oito rebotes tornando-se o reboteiro do time na decisão contra Michigan State.

Potencial incrível para ser dominante não só no “college”, mas futuramente também na NBA.

FIM

Foi dormir feliz da vida com o título de North Carolina. Ao mesmo tempo, triste pela nova contusão do armador Manu Ginobili.

O argentino voltou a ter problemas no tornozelo direito. Os exames mostraram que a contusão é grave e, por isso, ele terá que ficar de fora o resto da temporada.

Sem ele, o campeonato do San Antonio foi para o espaço.

A decisão do Oeste deverá entre Lakers e o vencedor de Denver e Houston.

Notas relacionadas:

  1. VELHA HISTÓRIA: TÉCNICO CAI, TIME MELHORA
  2. GO TAR HEELS!
  3. DISCUSSÃO QUENTE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 6 de abril de 2009 NBA, outras | 18:58

BRINCADEIRA SEM GRAÇA

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Michael Jordan, John Stockton, David Robinson, Jerry Sloan e C. Vivian Stringer foram eleitos nesta segunda-feira para o Salão da Fama do basquete. Ubiratan Maciel, já falecido, uma vez mais acabou não sendo escolhido.

Os eleitos – principalmente MJ – mereceram a distinção.

Mas o que o pessoal de Springfield fez com Ubiratan enquanto ele esteve vivo e faz agora com sua memória é uma palhaçada.

Não sei se existe na história do museu um jogador que foi tantas vezes indicados para fazer parte do salão e que na hora H acaba ficando do lado de fora. Perdi as contas das vezes que Bira foi indicado.

Isso deve ter criado uma expectativa imensa dentro de seu grande coração – e no de seus familiares, amigos e fãs também.

O pessoal de Springfield, como disse, precisa parar com esta brincadeira; ou melhor: palhaçada, que é o termo mais apropriado.

Uma vergonha o desrespeito para com a memória deste que foi um dos maiores jogadores da história do nosso basquete.

Notas relacionadas:

  1. MAIS UMA DERROTA DO BASQUETE BRASILEIRO
  2. NOITE VERDE E AMARELA NA NBA
  3. CORAÇÃO ALVICELESTE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

domingo, 5 de abril de 2009 outras | 01:29

GO TAR HEELS!

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Bem, já que me xingaram de sacana e parcial. Pois bem, vou dar agora motivo para os meus detratores: este post será sobre North Carolina, meu time do coração – mais do que o Chicago.

Tar Heels acabou de aniquilar Villanova por 83-69 e classificou-se para a final do basquete universitário. A decisão do Final Four.

Vai ser contra Michigan State, do técnico Tom Izzo. Michigan State de Magic Johnson.

Vai ser na segunda-feira, 22h de Brasília. Vai ser Magic x Michael Jordan, como na decisão da NBA de 1991.

É muita lembrança para mim. Foi o primeiro título do Chicago. E eu com um lençol branco na mão – sei lá por que – na sala de casa, sacudindo-o, vibrando com o primeiro título do Bulls.

Espero que MJ apareça no Ford Field de Detroit amanhã à noite. Magic já deu as caras e torce como um moleque pelo Spartans.

Fiquei de olho, como se vê, no “college” nesta noite de sábado. Por isso, não vi nada da NBA.

Pouco me importa.

O que importa foi que Carolina jogou e venceu! Go Tar Heels!!!

E que se lasquem os choros os moleques de Villanova e de UConn. Que se lasque Hasheem Thabeet com sua toalha no rosto a cumprimentar os vencedores de Michigan State; que se danem os moleques de Villanova, como Scottie Reynolds e Shane Clark fazendo o mesmo diante de Carolina.

Que chorem na cama que é lugar quente.

Carolina venceu; isso é que importa.

Ty Lawson (foto AP), o armador do Tar Heels jogou muito. É hoje o melhor armador do lado de fora da NBA. Precisa apenas controlar a marra.

Carolina teve um armador assim, chamado Ed Cotta, que jogava muito, mas era mascarado na mesma proporção. Sumiu.

Lawson ainda é uma criança – embora, como disse, seja extremamente talentoso. Tem que controlar os nervos no momento decisivo.

Falhou nos lances livres. Bateu 17 e acertou dez. Muito pouco.

Mas deixou a quadra com 22 pontos, oito assistências e sete rebotes. Muito bom para uma criança.

Outro que me encheu os olhos foi o pivô Tyler Hansbrough. Seus números: 18 pontos, 11 rebotes e quatro desarmes.

E o que dizer de Wayne Ellington? Vinte pontos e nove rebotes. E ele é um ala/armador.

Os três estarão no NBA Draft deste julho próximo.

Hansbrough está no último ano da faculdade e necessariamente vai se candidatar a uma vaga na liga profissional. Lawson será recrutado entre os primeiros; Tyler não. Lawson e Ellington são juniores e têm ainda mais um ano de escola.

Mas devem ir para o draft deste ano.

Dos três, Lawson é quem vai se dar melhor. É bom demais, eu já disse.

Os outros dois serão uma incógnita, especialmente Tyler. Por quê?

Uns dizem que ele tem os braços curtos para um pivô. Outros afirmam que ele não tem corpo para um cinco – e não tem mesmo.

Afirmam até que nem de ala de força ele tem condição de jogar na NBA. De ala faltam-lhe habilidade e velocidade.

Se as previsões estiverem certas, Hansbrough pode a versão moderna de Pete Chilcout, um ala/pivô de North Carolina que jogou muito no universitário, mas que na NBA não passou de um bom reserva.

Foi bicampeão com o Houston Rockets.

Era também jogador de North Carolina.

Ellington pode ficar numa posição intermediária, embora não esteja bem contado entre os sites especializados. Mas tudo isso muda depois de um título de campeão.

Mas voltemos ao jogo contra Villanova. Minha alegria não tem limites. Alegro-me por Roy Williams, o técnico que já ganhou um título para Carolina em 2005.

Pode vencer seu segundo na próxima segunda.

Williams (foto AP), vocês devem se lembrar, já falei aqui neste botequim, foi o cara para quem James Jordan, pai de Michael, fez a lareira com as próprias mãos. Williams ganhava apenas US$ 2.500 por mês e não tinha grana para comprar um prontinho da silva numa dessas casas especializadas.

Foi Williams que um dia chegou para Dean Smith e disse: “Dean, tem um moleque em Wilmington que joga muito. Ninguém conhece ele. Chama-se Michael Jordan, acho que a gente tem que recrutá-lo”.

Williams era um dos assistentes de Dean Smith quando Michael Jordan foi para Carolina. Era bom demais para ficar na saia de Smith. Acabou indo para Kansas.

Mas seu coração ficou em Chapel Hill. Quando teve oportunidade, voltou.

Veste-se mal pra burro. Mas entende como poucos de basquete.

E amanhã pode dar mais um título para Carolina. E se Deus quiser assim será.

Podem agora me chamar de parcial e sacana.

Go Tar Heels!!!

Notas relacionadas:

  1. VELHA HISTÓRIA: TÉCNICO CAI, TIME MELHORA
  2. CORAÇÃO ALVICELESTE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 12 de março de 2009 NBA, outras | 11:56

UMA FÁBULA

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Final da década de 1960. Vasco e Santos jogavam num sábado à tarde no Maracanã pelo Robertão, o campeonato brasileiro da época.

Na madrugada do dia em questão, ladrões entraram na casa de Pelé, em Santos, e roubaram alguns objetos pessoais do rei do futebol. Entre eles, troféus e medalhas.

Pelé ficou arrasado. Estava concentrado com o time no Rio quando ficou sabendo da notícia por telefone.

Entrou em campo triste e deprimido. Não queria nada com o jogo.

Pelé sempre foi apegado aos seus objetos pessoais. A caixinha de engraxate, que usava nos tempos de pivete em Bauru, é guardada até hoje com carinho.

A caixinha de engraxate não foi roubada, mas Pelé entrou em campo triste e deprimido. Por isso, não queria nada com o jogo.

Disso o Vasco se aproveitou. Abriu 2-0.

Brito e Fontana, que atuaram na Copa de 1970, no México, quando o Brasil conquistou seu terceiro título mundial (Brito como titular e Fontana como reserva), formavam a dupla de zaga do time carioca.

Quarenta minutos do segundo tempo e Fontana, que nunca se deu com Pelé, sentindo que o jogo estava garantido, virou-se para Brito e em tom provocativo perguntou:

– Você viu algum rei por aí? O tal do rei do futebol apareceu? Veio ao Maracanã?

Pelé estava próximo. Ao ouvir as palavras provocativas de seu desafeto, parece que um botãozinho foi acionado dentro dele e…

Em cinco minutos, Pelé calou o Maracanã lotado de vascaínos. Em cinco minutos fez dois gols. No segundo deles, foi até o fundo da rede, pegou a bola, passou por Fontana e disse:

– Dê a bola de presente para sua mãe. Diga que foi o rei do futebol quem mandou.

A partida terminou 2-2.

Moral da história: não se cutuca onça com vara curta.

BURRICE

Conto esta velha história para contar outra, esta atual, que passou-se ontem em Houston, no Texas.

Rockets e Lakers jogavam no Toyota Center e Kobe Bryant, amuado por causa dos últimos resultados do Lakers fora de casa e irritado com o comportamento de alguns de seus companheiros com quem discutiu depois da derrota vexatória em Portland, não estava ligado no jogo.

Ao final do primeiro tempo tinha anotado apenas seis pontos. Ao dirigir-se para o vestiário, via estampado no reluzente telão central do ginásio texano a vitória parcial dos anfitriões por 51-40.

Foi então que Ron Artest entrou em ação.

Destacado pelo técnico Rick Adelman para ser um dos marcadores de Kobe na partida, Artest começou uma guerra verbal com o MVP da última temporada assim que o segundo tempo começou. Como Fontana, imaginou que a partida estava resolvida, pois o Houston jogava o fino da bola e Kobe estava alheio ao jogo.

Ao ouvir as palavras provocativas de seu marcador, parece que um botãozinho foi acionado dentro dele e…

Kobe anotou mais 31 pontos no último período, terminou como o cestinha da partida com 37 tentos e calou o Toyota Center.

A partida terminou com a vitória do Lakers por 102-96.

Moral da história: não se cutuca mesmo onça com vara curta.

Ron Artest x Kobe Bryant

EPÍLOGO

Por enquanto em fico por aqui. Mais tarde eu volto para falar dos outros jogos da rodada de ontem.

Gostaria que vocês refletissem o que foi contado e me dissessem quem deve ser o MVP da temporada.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
  2. SINAL DE ALERTA EM BOSTON
  3. BYNUM LIVRA A CARA DE KOBE E DO LAKERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

sábado, 28 de fevereiro de 2009 NBA, outras | 13:59

BULLS ENVERGONHA BARACK OBAMA

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Meu mau humor continua. O responsável agora é o Chicago. Vocês viram a pobreza do time no jogo de ontem contra o Washington?

Enfrentou um dos piores times da liga e perdeu!!!

Os jogadores não conseguiram se motivar nem mesmo com a presença do presidente Barack Obama numa das poltronas do Verizon Center. Obama, que construiu sua vida política em Chicago, já declarou seu amor pelo Bulls várias vezes.

Se eu fosse jogador e visse meu presidente, torcendo pelo meu time e consequentemente por mim, eu me encheria de vontade, minhas forças triplicariam, quadruplicariam, quintuplicariam, sei lá, aumentariam barbaramente e nenhum jogador oponente iria conseguir me deter.

Mas não foi o que se viu. O Chicago foi um time apático e descalibrado.  Em momento algum da partida ameaçou o adversário.

Ao contrário, foi presa fácil do oponente. Este à frente no marcador apenas uma vez, quando Joakim Noah ganhou o pulo-bola diante de Dominic McGuire em jogada finalizada por Ben Gordon: 2-0.

A partir daí, só deu Washington.

O time da capital dos EUA chegou a abrir, várias vezes, diferenças com dois dígitos. A maior delas chegou em 25 pontos!

Isso mesmo, o Chicago ficou 25 pontos atrás de um dos piores times da NBA na atualidade.

Por tudo isso, a vitória do Wizards por 113-90 foi incontestável. Wizards que jogou, como sempre, sem Gilbert Arenas e Brendan Haywood; e ontem, mais uma vez, ficou sem Deshawn Stevenson.

Um time que se resume, hoje em dia, basicamente, a dois jogadores: Antawn Jamison e Caron Butler. Isso mesmo, o Chicago perdeu para um time de apenas dois jogadores.

Por jogar bolinha, deu voz a atletas medíocres, como McGuire, Darius Songalia e Mike James.

O Chicago precisa rapidamente resolver o caso de alguns jogadores, especialmente Tyrus Thomas. O cara não sabe jogar basquete – ou então eu não tenho dado sorte nos jogos que eu assisti.

Ele não arremessa; joga pedras contra a cesta. É medíocre.

Luol Deng é outro do time de Thomas: não sabe nada, fraquíssimo.

Mas o pior é que o Chicago não existe como time: é um bando em quadra.

Jogadores, o técnico Vinnie Del Negro, seus assistentes, Bernie Bickerstaff e Dell Harris, e o GM, John Paxson, todos, eu disse todos, são responsáveis por este momento constrangedor.

ATRASO

O ala Caron Butler foi até o trio de arbitragem, antes de o jogo se iniciar, e disse: “Não comecem a partida, o Presidente não chegou ainda”.

Todos no Verizon Center sabiam que Barack Obama iria assistir ao encontro entre Washington e Chicago. Os motivos eu já os apresentei acima.

E Obama, jogador de basquete na época do ensino médio e da faculdade, estava atrasado. Seria a primeira visita de um presidente ao ginásio do Wizards desde que Bill Clinton deixou a Casa Branca.

George W. Bush nunca foi ao Verizon Center.

Bem, mas alguns minutos se passaram quando o presidente norte-americano adentrou ao ginásio e foi aplaudidíssimo pelos 18.114 torcedores.

Foi então que a bola foi lançada ao ar pela primeira vez e o jogo começou.

Atraso mais do que justificado; pelo menos na minha opinião – não sei a de vocês.

VIRA-CASACA

Caron Butler, depois do jogo, contou a história descrita acima. E adicionou o seguinte: “Ele [Barack Obama] é um torcedor apaixonado do Bulls. Espero que a gente tenha conseguido convertê-lo um pouquinho”.

Butler, o esforço do Washington – que deveria ter sido também do Chicago – foi louvável, mas Obama não será convertido.

Ninguém muda de time – nem mesmo nos EUA, onde a paixão pelo esporte tem limites. Mas que Obama (foto AP) ficou envergonhado com que o time fez em quadra, isso foi notório.

RETORNO

Nenê voltou ao time do Denver depois de dois jogos do lado de fora, contundido que esteve no joelho direito. E voltou bem.

Seus números ficaram abaixo de sua média, mas os oito pontos anotados e os sete rebotes fisgados são expressivos, dada a inatividade do jogador e os 20 minutos que foram reservados ao são-carlense.

Tivesse atuado sem os resquícios inerentes de uma inatividade provocada por contusão e fosse-lhe permitido mais 13 minutos em quadra, atingindo sua média na competição, talvez o brazuca pudesse ter chegado aos 15 pontos e pego um rebote a mais, igualando seu desempenho na atual temporada.

Mas o que valeu mesmo foi que o Denver venceu: 90-79.

TABU

Ontem eu disse aqui que havia dez jogos que o Denver não dobrava o Lakers. Errei por um; na verdade eram nove e não uma dezena.

O Nuggets não sabia o que era vencer o time angelino desde abril de 2007. O tabu iria completar dois anos.

Incômodo demais.

Ele caiu, mas foi em Denver. Faz um montão de tempo que o time colorado não vence em Los Angeles; e nem sei se vai conseguir tão rapidamente, pois a diferença entre ambos não é pequena não.

GUERREIRO

Sou fã de carteirinha de Chris Andersen. Já disse-o aqui e encontrei eco em alguns (vários, eu diria) parceiros do nosso botequim.

Ontem, Birdman voltou a arrepiar. Distribuiu tocos pra tudo quanto é lado: sete para ser preciso.

Três a mais e teria atingido o primeiro “triple-double” de sua carreira, pois o tatuadíssimo jogador do Denver marcou 11 pontos e pegou 12 rebotes.

Inflamou os 19.920 torcedores que foram ao Pepsi Center; e estes, por extensão, contagiaram os jogadores em quadra.

Com Andersen não tem tempo quente – e nem bola perdida.

Tim Duncan nada mais é do que um homem sem identidade. O mesmo vale para Dwight Howard ou Kevin Garnett.

Jogador desse tipo todo time precisa ter.

Seu contrato com o Denver termina ao final desta temporada. Ele ganha apenas US$ 797.581,00.

Será disputado a tapa, tenho certeza, por vários times da NBA quando o verão chegar e as negociações forem abertas.

LÍDER

Mesmo com a derrota, o Lakers permanece em primeiro lugar na classificação geral do campeonato. Tem 11 derrotas, contra 12 do Cleveland, seu mais direto perseguidor.

Noite ruim dos amarelinhos, que ontem jogaram de roxo. Roxo de vergonha eles devem ter ficado quando o primeiro tempo acabou e o time tinha anotado apenas 40 pontos, a mais baixa produção da equipe nesta temporada.

Ficaram mais embaraçados ainda quando viram os números, após a partida, que mostraram um aproveitamento de apenas 29.8% de seus arremessos, o pior desde que a franquia saiu de Minneapolis e foi para Los Angeles.

Nas bolas de três, um vergonhoso desempenho de 9.5%. O time encaixou só dois de seus 21 torpedos.

Uma vergonha.

Kobe Bryant (foto AP) acertou apenas 10 de seus 31 arremessos e mesmo assim acabou como cestinha do time – e da partida – com 29 pontos.

Dessa mediocridade toda eu deixaria de lado Lamar Odom: 12 pontos e 19 rebotes. Mesmo assim, errou 12 de seus 17 arremessos. Mas compensou nos rebotes, convenhamos.

INIGUALÁVEL

Com a derrota de ontem em Denver, o recorde do Chicago, de 72 vitórias e apenas dez derrotas, obtido na temporada 1995-96, não será mais igualado pelo Lakers.

E imaginar que tinha gente que apostava na quebra do recorde.

SOSSEGO

O Cleveland visitou o San Antonio e venceu o time texano sem grandes dificuldades: 97-86.

Mas jogou com o pé no freio – e não no acelerador – no último quarto, quando o técnico Mike Brown deixou LeBron James no banco de reservas durante todo o período.

É lógico que eu sei por que isso aconteceu: o Spurs jogou novamente dois de seus tenores. Contundidos, Tim Duncan e Manu Ginobili apenas assistiram e nada puderam fazer para evitar a derrota.

Sozinho em quadra, Tony Parker não teve como levar o time a um importante triunfo. Digo importante do ponto de vista moral, pois é sempre bom ganhar de um time forte, porque em termos de competição, Gregg Popovich e companhia sabem muito bem que não há mais como ficar entre os primeiros.

VAREJÃO

Novo desempenho discreto do capixaba: seis pontos e cinco rebotes. E olha que Anderson Varejão ficou em quadra meia hora.

Confesso que estou preocupado com o brazuca. Nos últimos seis jogos, suas médias são de 4.2 pontos e 6.5 rebotes.

Muito pouco.

Andie, come on!

FIM

O Detroit conseguiu colocar um ponto final em sua embaraçosa carreira de oito derrotas seguidas. E ganhou uma partida que eu, particularmente, não acreditava que pudesse ocorrer.

O time visitou o Orlando e venceu por 93-85 com uma atuação de gala do ala/armador Rip Hamilton (foto AP). Sem Allen Iverson para torrar sua paciência, Hamilton fez 31 pontos e deixou a quadra como o máximo pontuador da partida.

Hamilton não olhou apenas para a cesta, pois distribuiu ainda seis assistências.

Outro que se sentiu mais confortável em quadra sem a presença de AI foi o armador Rodney Stuckey, que marcou 22 pontos e estava visivelmente curtindo a partida.

Foi o que eu falei outro dia desses aqui em nosso botequim: sem Iverson o Detroit tinha tudo para melhorar.

Não deu outra; foi só ele não jogar que o time voltou a vencer.

DEBU

Stephon Marbury (foto AP) atuou pela primeira vez depois de pouco mais de um ano de inatividade. Entrou em quadra com a camisa 8 do Boston Celtics e jogou pouco menos do que 13 minutos.

Marcou oito pontos e deu duas assistências. Apesar dos três erros cometidos, ajudou o time na vitória apertada diante do Indiana por 104-99.

Muito bom para quem ficou tanto tempo inativo.

“Minha maior satisfação foi que o time ganhou”, disse Marbury depois do jogo.

Vamos ver como será daqui para frente.

ENSACADA

O Phoenix voltou a fazer correria. Agora diante do Toronto: 133-113.

Jogo descartável para quem gosta de basquete. O único registro importante fica por conta dos 45 pontos que Shaquille O’Neal marcou, sua maior pontuação nos últimos seis anos.

Shaq vai completou 37 anos semana que vem.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 NBA, basquete brasileiro, outras | 16:00

CORAÇÃO ALVICELESTE

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Confesso que foi um olho no jogo de North Carolina contra Carolina State e outro na partida do Denver contra o Philadelphia. Mas confesso também que na maior parte do tempo foram dois olhos mesmos no Dean Dome de Chapel Hill.

O Tar Heels venceu novamente, para a minha felicidade: 89-80. Foi a décima vitória consecutiva e a liderança mais do que garantida na ACC (Atlantic Coast Conference).

O time foi liderado em quadra pelo seu ala/pivô Tyler Hansbrough (foto AP), que estará, seguramente, entre as primeiras escolhas do NBA Draft deste ano. O ala/pivô cravou 27 pontos e sete rebotes.

Mas ele não foi o único a brilhar no lustroso parquete do Dean Dome.

O armador Ty Lawson – outro que também vai luzir na NBA brevemente – anotou 17 pontos e deu nove assistências. Danny Green, na ala, colaborou com mais 17 pontos.

Líder da ACC e terceira colocada no geral, Carolina deveria aparecer como uma das escolas favoritas ao título. Mas não é assim que o time é visto por alguns especialistas.

Se o elenco é forte no ataque, tem possibilitado aos seus oponentes a feitura de muitos pontos. Analistas temem que isso seja um complicador quando o NCAA Tournament (o mata-mata final) começar.

Roy Williams, técnico do time alviceleste, estava furioso ao final da partida de ontem. “Eles tiveram um aproveitamento de 64% no primeiro tempo e 54% no geral”, irritou-se ele, dentro do vestiário, reconhecendo, no entanto, que no segundo tempo o time ganhou consistência defensiva.

O que irrita Williams é que seu grupo é apenas o quinto melhor quando o assunto é defesa na ACC e o nono quando o papo é sobre as bolas de três.

É preciso, de fato, melhorar. Com essa permissividade defensiva, no Tournament o time pode escancarar as portas para a Cinderela dar seu ar da graça.

(Pra quem não sabe, nos EUA a zebra é chamada de Cinderela, aquela que não foi convidada para a festa e acabou aparecendo).

AFETO

O técnico Roy Williams (foto AP) era um dos assistentes de Dean Smith quando Michael Jordan foi recrutado por North Carolina. E ele foi decisivo para que o jogador optasse pelos Tar Heels e não por Syracuse, que também estava de olho no futuro Pelé do basquete.

James Jordan, pai de MJ, gostava muito de Williams. Isso teve um grande peso no momento da escolha.

No livro “Michael Jordan”, escrito por David Halberstam, há uma passagem que mostra bem o relacionamento entre ambos. Vamos a ela:

“Durante o último ano de Jordan no ensino médio, Williams, numa conversa com o pai de Jordan, contou como ele gostaria de cortar madeira, tanto pelo exercício como pela própria lenha, já que ele precisava arranjar um forno a lenha para sua casa para se livrar das contas de aquecimento. James Jordan quis saber as medidas de sua lareira e disse que poderia resolver a questão do forno. Algumas semanas depois, James apareceu com um forno que ele mesmo havia feito. Ele sentiu um grande prazer em fazer aquilo – adorava trabalhar com as mãos e fazer fornos para amigos; aquele era o décimo terceiro que tinha feito. Roy Williams quis pagar pelo trabalho, e James não gostou nada. ‘Treinador’, disse ele, ‘estou realmente cansado pelo trabalho que deu e por trazer isso até aqui [Chapel Hill] e carregar para dentro da sua casa. Se eu tiver que carregar de volta e fazer toda a viagem de volta até Wilmington (onde MJ morava) vou ficar muito zangado’ ”.

E o forno foi aceito de bom grado.

SURPRESA

De volta à NBA, confesso uma vez mais que o Denver surpreende-me a cada rodada percorrida. Ontem o time foi à Filadélfia e bateu o Sixers por 101-89.

O Nuggets é o segundo colocado na Conferência Oeste, atrás apenas do Lakers. Tem jogado um basquete funcional.

Não me dá, no entanto, a certeza de que pode chegar à final da conferência. Embora esteja à frente do San Antonio, não acredito que a equipe de Nenê consiga suplantar o Spurs numa semifinal para depois tentar a façanha de ganhar o título do Oeste diante do Lakers (provavelmente) e chegar à decisão da NBA.

Falta ao time um ala/armador que dê consistência de jogo para o “backcourt”. Dahntay Jones e J. R. Smith oscilam demais.

Ontem, Jones marcou apenas dois pontos, enquanto que JR deixou meia dúzia na cesta do Philadelphia. A desculpa de Dahntay é que ele brigou mais com as faltas do que com o adversário.

Mas não é um jogador muito confiável. Temo que ele abra o bico quando os playoffs chegarem.

Além disso, já comentei aqui, Chauncey Billups perdeu muito de sua qualidade de organizador de jogo. Ontem fez 22 pontos e deu apenas cinco assistências.

Billups precisa olhar um pouco menos para a cesta e mais para os seus companheiros.

Isso tudo tem funcionado muito bem até agora; mas será que vai funcionar quando os playoffs chegarem?

Esta é a minha dúvida.

AGRESSIVIDADE

Vocês viram a enterrada que Nenê (foto AP) deu em cima de Sam Dalembert quase ao final da partida? Pra mim, a jogada da noite.

O são-carlense (17 pontos e sete rebotes) pegou a bola na ponta-esquerda, de costas para o canadense. Fez o giro rápido (uma de suas especialidades) e foi em direção à cesta.

Dois passos com a bola na mão direita, braço esticado, longe do alcance de Dalembert e… crau!

Então, eu me pergunto: por que ele não faz o mesmo diante de Dwight Howard e Tim Duncan?

Nenê: jogo para isso você tem; tamanho, nem se diga. Trata-se apenas de confiança, creio eu.

GOLEADA

O Phoenix surrou novamente o Clippers. Agora em Los Angeles: 142-119.

O Suns adicionou, em relação à partida de anteontem, no Arizona, dois pontos a mais no ataque, mas permitiu que o adversário fizesse 19 além do que marcou no referido encontro de terça-feira.

Mas pouco importa, pois a partida foi uma pelada. Aliás, jogar contra o Clippers é assim mesmo.

Como foi Leandrinho Barbosa, é isso o que você quer saber, não é mesmo? Até porque Jason Richardson estava de volta depois de cumprir um jogo de suspensão e o brazuca tinha jogado muito bem na vaga de J-Rich.

Pois bem, tudo voltou à rotina. O paulistano foi, como sempre, para o banco e ficou menos tempo em quadra se comparado com os titulares – entre eles J-Rich.

Fez apenas 13 pontos etc. e tal e blábláblá.

Seguinte: a gente – pelo menos eu – não vê basquete do mesmo jeito que os caras do Phoenix veem.

Portanto, chega de falar sobre isso. Este assunto começa a cansar minha beleza, como dizia minha avó.

RECONHECIMENTO

Valorizado pelo técnico Mike Brown, Anderson Varejão aproveitou-se da contusão de Ben Wallace e saiu jogando na partida de ontem diante do Toronto, em solo canadense.

O capixaba ficou pouco mais de meia hora em quadra. Se marcou apenas cinco pontos, apanhou 14 ressaltos.

Foi o reboteiro do time e do jogo.

LeBron James, astro do Cleveland quase fez um “triple-double”. Marcou 20 pontos, nove rebotes e igual número de assistências.

Placar final: 93-76 para o Cavs.

MONCHO

A CBB informa que o espanhol Moncho Monçalve, que dirige a seleção brasileira masculina, estará acompanhando de perto os brazucas espalhados pelo mundo.

Nestas primeiras semanas, estará de olho em nossos atletas que atuam em solo europeu, entre eles Tiago Splitter, Marcelinho Huertas, JP Batista e Guilherme Geovanoni.

Depois, embarcará para os EUA para acompanhar nossos três bravos jogadores que atuam na NBA.

Vai ver e conversar com todos eles. Quer saber se haverá comprometimento da parte deles com a seleção brasileira.

Depois disso, fará a convocação para a Copa América que será jogada em agosto próximo.

É isso mesmo que um treinador tem que fazer. Ver os jogadores e perguntar a eles: se eu te convocar, você vai aceitar? Porque se não quiser, eu nem convoco para evitar problemas.

Postura correta, que jamais tinha sido adotada por um treinador brasileiro à frente da nossa seleção.

TROCA 1

O Chicago mandou para o Sacramento Andres Nocioni, Drew Gooden e Michael Ruffin e recebeu Brad Miller e John Salmons. Ruffin, imediatamente foi para o Portland, que mandou para o Kings Ike Diogu.

Vamos ao que interessa: na minha avaliação, o Bulls trocou seis por meia dúzia no tocante aos pivôs; quanto a Salmons, no momento, ele joga mais do que Nocioni. Bom negócio para o Chicago.

Quanto ao Sacramento, a esperança é a de que o argentino volte a jogar o que sabia. Se isso ocorrer, o Kings fez também um bom negócio.

De qualquer maneira, nesse momento, o Chicago levou a melhor, como disse.

TROCA 2

A transação entre Oklahoma City e New Orleans deu para trás. Isso porque Tyson Chandler não foi aprovado nos exames médicos feitos pelo DM do Thunder.

Motivo: uma contusão no dedão da mão esquerda. Segundo o médico da franquia, o risco de ela se agravar e deixá-lo por um bom tempo fora das quadras era grande.

Sorte do Oklahoma City, pois Chandler é fraco. O pouco que ele conseguiu mostrar de basquete foi por causa da presença de Chris Paul a seu lado.

RUMORES

Hoje é o Dia D para as trocas na NBA. A partir das 18h de Nova York, nenhum acordo mais poderá ser feito.

O que se fala no momento é que o Chicago fez mais uma troca, mas não é oficial: mandou para o Knicks o ala Larry Hughes e recebeu Tim Thomas e Jerome James.

A informação teria saído de dentro do escritório da NBA em Nova York.

De lá também surge a especulação de que Shaquille O’Neal está com as malas arrumadas para desarrumá-las em Cleveland. O Suns receberia Ben Wallace e Sasha Pavlovic.

Para o Cleveland seria um negocião. Para o Suns também, pois Amaré Stoudemire e Shaq não deu química.

Vamos aguardar; por enquanto, nada de oficial.

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 NBA, outras | 15:38

VELHA HISTÓRIA: TÉCNICO CAI, TIME MELHORA

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Lá, como cá, é tudo igual. Ou então: no basquete acontece o mesmo que no futebol.

O que quero dizer? Ora, só uma criancinha não percebe que os jogadores do Phoenix estavam incomodados com a presença de Terry Porter no comando da equipe.

Bastou o treinador sair e pronto: do dia para a noite o time mudou da água para o vinho.

O pessoal do Phoenix estava jogando para derrubar o treinador antigo? Não dá para ninguém afirmar, a menos que algum jogador afirme isso publicamente – o que eu duvido que vá ocorrer, pois, como disse, nem sei se isso é verdade.

O que eu acho é que o grupo estava realmente agastado com a presença de Porter; por motivos que a gente não sabe exatamente quais são. Os atletas estavam desestimulados e sem vontade para trabalhar.

E sem estímulo, faz-se muito pouco – ou quase nada.

Vida nova, Alvin Gentry (na foto AP ao lado de Goran Dragic) no comando do time, e ontem foram 81 pontos marcados só no primeiro tempo; 140 no total.

Basquete envolvente, contagiante, digno de um time que tem pretensões na temporada – o que não acontecia até a noite de ontem.

E não importa que o adversário tenha sido o raquítico Clippers, que não pôde contar com o pivô Marcus Camby, com uma infecção no ouvido. E nem me venham dizer também que a expulsão de Zach Randolph, merecedíssima, ainda no primeiro quarto (deu um soco de canhota em Louis Amundson), também serve de justificativa.

A vitória de 140-100 foi conquistada mais pelo esforço dos jogadores, que afloraram todo o seu potencial técnico em quadra talvez pela primeira vez nesta temporada, do que pela ineficiência do oponente.

Ademais, a gente não pode se esquecer que o Suns já se curvou neste campeonato diante de equipes de qualidade duvidosa, como Charlotte e Minnesota.

Então, a vitória tem muito mais a ver com o alto astral do Phoenix do que com o baixo astral do Clippers.

CONSISTENTE

Leandrinho Barbosa fez 24 pontos e foi o cestinha da noite. Saiu jogando na vaga de Jason Richardson, que foi suspenso pela franquia por ter sido flagrado pela polícia do Arizona dirigindo acima dos limites de velocidade em uma estrada estadual. E com um agravante: o filho de três anos fazia companhia ao irresponsável pai.

O paulistano foi o que mais tempo ficou em quadra no jogo de ontem: 27:51 minutos. Mas permaneceu o último tempo sentado, junto com os outros titulares, vendo os reservas aproveitarem-se de um generoso “garbage time” que durou 12 minutos.

Seus 24 pontos foram desenhados conjuntamente com sete rebotes e cinco assistências.

Mas o melhor de tudo foram os cinco desarmes que Leandrinho fez durante o razoável período em que ficou em quadra.

Hoje o time volta a encarar o Clippers. Agora em Los Angeles.

Jason Richardson estará à disposição do novo treinador, Alvin Gentry. Vamos ver o que ele vai fazer.

Leandrinho (foto AP) não merece levar um “punch” como Louis Amundson tomou de Zach Randolph.

RAIVA

Dwight Howard estava irado. Com certeza estava.

A bola que Shaquille O’Neal jogou por entre suas pernas no “All-Star Game” do último domingo, em Phoenix, seguramente ainda martelava na cabeça do Super-Homem da NBA.

A bola humilhante e a kriptonita chamada Nate Robinson. O jogo, portanto, e o torneio de enterradas, do mesmo evento, realizado no sábado à noite.

E o que fez Howard?

Respondeu em quadra a todas as ofensas recebidas no Arizona.

Ontem, na vitória por 107-102 diante do Charlotte, o superpivô do Orlando marcou 45 pontos (sua maior pontuação desde que chegou à NBA, em 2004), apanhou 19 rebotes e deu oito tocos.

“Ele foi inacreditável”, disse o técnico Stan Van Gundy. “Ou melhor: fenomenal”.

Verdade.

A liga informou ontem mesmo que desde que os tocos começaram a ser computados nas estatísticas, a partir de 1973-74, nenhum jogador fez tantos pontos, apanhou tamanho número de rebotes e distribuiu esta quantidade de tocos.

Foi realmente fenomenal – e ele se chama Dwight, e não Ronaldo.

PROBLEMAS

O que se passa com o San Antonio? Outro dia o time perdeu para um Toronto que jogou sem Jermaine O’Neal (hoje no Miami) e Chris Bosh; ontem, foi derrotado pelo instável New York por 112-107, com direito a uma prorrogação.

Mas não pode perder para o Knicks?

Não, não pode; time que quer ser campeão não pode tropeçar do jeito que o Spurs vem tropeçando.

Há uma atenuante: a equipe jogou sem Manu Ginobili, que ficou em San Antonio para examinar melhor seu tornozelo direito, novamente com problemas.

O duro é que em quadra o armador Tony Parker foi um desastre nos acertos de seus arremessos: 5-20. Terminou com 14 pontos, para constrangimento da desconcertante Eva Longoria, sua mulher, que a tudo via em uma das confortáveis poltronas do Garden nova-iorquino.

Só Tim Duncan fez seu papel: 26 pontos e 15 rebotes.

A verdade é que quando um ou dois membros dos Três Tenores desafina ou não aparece para cantar, não há substitutos à altura – com raras exceções, como Roger Mason, que ontem anotou 20 pontos.

E os 33.3% de aproveitamento dos arremessos de três (8-24) não causam estranheza alguma.

O time depende demais dos Três Tenores – e qual a novidade nisso?

KRIPTO-NATE

Sabe quem destruiu o San Antonio ontem à noite no Madison Square Garden? Ele mesmo, Nate Robinson (foto AP), o baixinho de 1m75 de altura, que já tinha aniquilado o Super-Homem na noite das enterradas do “All-Star Weekend”.

Robinson fez 32 pontos, o terceiro embate seguido com três dezenas ou mais na pontuação. Até aí, tudo bem, apesar de reconhecermos que é um feito e tanto.

Mas o que me chamou a atenção foram os dez rebotes que esse pixotinho apanhou. Três deles no ataque.

Está sendo chamado, merecidamente, de “Kripto-Nate”.

TRIPLE-DOUBLE

O Lakers se enroscou um pouquinho com o Atlanta, em Los Angeles, no primeiro quarto, mas depois passou por cima do adversário e venceu com tranqüilidade: 96-83.

Os holofotes, ao final da partida, não foram direcionados para Kobe Bryant. Foram jogados todinhos em cima de Pau Gasol.

O espanhol fez seu primeiro “triple-double” da carreira ao marcar 12 pontos, 13 rebotes e 10 assistências.

Eles (holofotes) resvalaram também em Lamar Odom, que marcou 15 pontos e pegou 20 rebotes. Nos últimos quatro jogos dos amarelinhos, Lamar teve uma média de 18.5 ressaltos por partida.

Bem superior aos 14.2 de Dwight Howard, reboteiro da competição.

Gasol surpreendeu; Lamar continua surpreendendo.

Quando Andrew Bynum voltar, com o nível de jogo que Odom vem apresentando, o Lakers, mais do que nunca, será o time a ser batido nesta competição.

ECONÔMICO

Kobe fez apenas dez pontos, sua menor pontuação na temporada.

Mas quem notou? Pau Gasol e Lamar Odom não deixaram.

SORRY

A NBA que me perdoe, mas esta noite em vou assistir um jogaço do “college”.

Já disse aqui que sou torcedor do Chicago. Mas meu afeto pela universidade de North Carolina é similar.

Gosto dos dois times por causa de Michael Jordan, claro.

Em meados da década de 1995, fui a Chapel Hill conhecer a cidade e o Dean Dome, ginásio onde joga o Tar Heels. Assisti uma partida entre Carolina e Georgia Tech.

Travis Best armava o jogo do Yellow Jackets e Rasheed Wallace e Jerry Stackhouse comandavam o time então treinado por Dean Smith – daí o nome da arena.

Hoje à noite, 22h de Brasília, Carolina recebe North Carolina State. Tar Heels está ranqueada em terceiro lugar, posição que ganhou após bater espetacularmente Duke dentro do Cameron Indoor por 101-87 e ter confirmado sua ótima fase vencendo Miami, também fora de casa, por 69-65.

Carolina não perde há nove partidas.

Momento para se ver dois jogadores que vão brilhar rapidamente na NBA: o armador Ty Lawson e o ala/pivô Tyler Hansbrough (foto Reuters).

O Bandsports vai passar a partida às 22h de Brasília, repito.

O divertimento será maior ainda porque Ivan Zimmermann vai narrar a contenda, com a competência e a irreverência de sempre, com os comentários precisos do treinador José Neto, assistente técnico e futuro sucessor de Moncho Monçalve na seleção brasileira.

Eu serei um dos espectadores. Convido a todos para não perder a noitada do “college”.

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