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17/10/2009 - 17:08
Tomás Castagna, um parceiro novo neste botequim, chamou-me a atenção para o blog anterior. Disse ele: “Posso estar errado, mas acho que isso [os critérios de classificação para a Olimpíada] não existe mais desde a última Olimpíada, pelo que sei são duas vagas para Europa, duas para as Américas, uma para a África, uma para a Ásia, uma para a Oceania, uma do campeão mundial, uma do país sede [Inglaterra] e três via Pré-Olímpico Mundial. Sendo que para o Pré-Olímpico Mundial as Américas têm três vagas (do 3º ao 5º)”.
Não, Tomás, você não está errado; errado estava eu.
Vamos então esmiuçar a situação. Ei-la:
Torneios Pré-Olímpicos Continentais
América = duas vagas;
Europa = duas vagas;
Ásia = uma vaga;
África = uma vaga;
Oceânica = uma vaga;
Campeão Mundial = vaga garantida;
Pais sede = vaga garantida.
Temos, portanto, nove vagas. Como o torneio olímpico é disputado por 12 seleções, sobram três, que serão preenchidas no Torneio Pré-Olímpico Mundial (sem data e local definidos pela Fiba).
Os 12 países que vão disputar esse Pré-Mundial são:
América = três participantes (terceiro, quarto e quinto colocados do Pré-Olímpico das Américas);
Europa = quatro participantes (terceiro, quarto, quinto e sexto colocados do Pré-Olímpico europeu);
Ásia = dois participantes (segundo e terceiro colocados do Pré-Olímpico asiático);
África = dois participantes (segundo e terceiro colocados do Pré-Olímpico africano);
Oceania = um participante (segundo colocado do Pré-Olímpico da Oceania).
FEMININO
As moças têm à disposição apenas uma vaga por continente, totalizando cinco. O campeão mundial e a seleção inglesa também estão garantidos.
Sobram, portanto, cinco vagas, que serão definidas no Pré-Olímpico Mundial (sem data e local definidos).
Participam do Pré-Mundial 12 nações. As vagas serão assim preenchidas:
Américas = três vagas (segundo, terceiro e quarto colocados do Pré das Américas);
Europa = quatro vagas (segundo, terceiro, quarto e quinto do Pré europeu);
Ásia = duas vagas (segundo e terceiro do Pré asiático);
África = duas vagas (segundo e terceiro do Pré africano);
Oceania = uma vaga (segundo do Pré da Oceania).
IMPORTANTE
A FIBA solicitou ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que aumentasse para 16 o número de vagas para os Jogos de Londres. Mas até o momento nem o COI e nem o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Londres se manifestaram a respeito do desejo da Fiba.
AGRADECIMENTOS
Volto a agradecer o parceiro Tomás Castagna. Não fosse ele e esse botequim estaria discutindo matéria velha.
Valeu, Tomás!
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): outras
Tags: COI, Comitê Olímpico Internacional, Jogos Olímpicos de Londres
16/10/2009 - 17:27
A briga vai ser boa; vamos ver se o Brasil leva essa também, depois de ter sido escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.
Falo do Pré-Olímpico de basquete masculino e feminino para os Jogos de Londres, em 2012. A CBB quer sediar os dois. A informação, fresquinha, é da Fiba Américas.
Penso que a CBB comete um erro. Deveria concentrar suas atenções e brigar para abrigar apenas o masculino, pois o fator quadra pode ser determinante para conseguirmos uma vaga.
No feminino, mesmo com um time que não é lá grande coisa, penso que dá para a gente se classificar mesmo que o torneio aconteça na Conchinchina – que hoje já não existe mais, diga-se.
Mas, falava eu, sediar o torneio masculino pode ser o diferencial que o nosso selecionado precisa para garantir a vaga para os Jogos londrinos. Agora, é claro que vai depender muito do que vai acontecer no Mundial da Turquia, no ano que vem.
Vamos torcer para que os EUA ganhem – assim, garantem automaticamente a vaga para a Olimpíada de Londres. Vamos torcer também para que a Argentina fique entre os cinco primeiros para abrir mais uma vaga para o nosso continente.
Se isso ocorrer, mais a vaga que é garantida para as Américas, teremos três disponíveis no Pré-Olímpico continental. Ganhando o Mundial, os EUA nem participam da competição.
Assim, brigariam por três vagas Brasil, Argentina, Porto Rico, Canadá e República Dominicana. Os demais figurariam no torneio.
Quer dizer, cinco postulantes a três vagas. E jogando no Maracanãzinho, por exemplo (gostaria muito que fosse na Arena HSBC, mas o pessoal do Rio diz que é longe de tudo e de todos e isso acaba por inviabilizar o uso do local), o Brasil vê suas chances crescerem demais.
Argentina, México, Venezuela e EUA (se o país não for campeão na Turquia) pleiteiam sediar também o Pré-Olímpico. Como o passado foi em Las Vegas (na foto AP, Alex Garcia observado por Guilherme Giovannoni e Pablo Prigioni no torneio de Nevada), talvez a Fiba Américas não escolha a terra do Tio Sam.
Se isso ocorrer, os americanos vão brigar para que a competição seja em Porto Rico ou no México, pois os jogadores da NBA não gostam de longas viagens. Na pior das hipóteses, Venezuela.
Nesse caso (de os EUA participarem do Pré-Olímpico), creio que Brasil e Argentina estão fora da disputa, pois, como disse, os norte-americanos vão vetar, creio eu.
O argentino Alberto García, secretário geral da Fiba Américas, informou que as federações têm até o dia 4 de dezembro próximo para apresentar suas candidaturas. Depois, em 25 de junho do ano que vem, a Fiba anuncia o país escolhido.
Que seja o Brasil – mas tem dado tanto Brasil ultimamente que eu estou achando que a gente vai dançar nessa.
Tomara que eu esteja errado.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro, outras
Tags: Arena HSBC, CBB, Jogos Olímpicos de Londres 2012, Maracanãzinho, NBA, Pré-Olímpico
15/10/2009 - 16:17
Emil Rached morreu esta manhã em Campinas. Tinha apenas 66 anos.
Muitos – senão a totalidade – de vocês já ouviram falar do gigante brasileiro que media 2m20 de altura. Vestiu a camisa do Palmeiras, Corinthians e Botafogo, entre outras equipes, de 1964 a 1980.
Em 16 anos de carreira, atuou em apenas 18 partidas com a camisa da seleção brasileira, mesmo tendo 2m20 de altura. Marcou 114 pontos, o que dá uma média de 6.3 por jogo.
Defendendo a pátria, foi medalhista de bronze no Mundial do Uruguai em 1967 e de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Cali, em 71.
É verdade que estava mais para Gheorghe Muresan do que para Yao Ming. Mas mesmo com sua dificuldade de locomoção em quadra, foi pouco explorado por seus treinadores.
Numa época em que era difícil encontrar-se jogadores com mais de 2m10 (em todo o planeta, não apenas no Brasil), nossos técnicos não souberam enxergar o potencial de altura de Emil Rached.
Dezoito partidas na seleção tendo 2m20 de altura soa como piada de mau gosto; brincadeira, como se diz popularmente.
Por isso, no dia da morte de Emil, ele será lembrado mais como participante de filmes dos “Trapalhões” do que como jogador de basquete.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, basquete brasileiro, outras
Tags: Emil Rached, Gheorghe Muresan, Jogos Pan-Americanos de Cali, Mundial do Uruguai, Os Trapalhões, Seleção Brasileira, Yao Ming
13/10/2009 - 19:49
Anotem aí: não será a TNT quem vai transmitir os jogos da NBA nesta temporada para o Brasil, mas sim o Space HD, canal da Sky apenas para quem tem o pacote de alta definição.
O Space HD faz parte do conglomerado Turner. Por isso a confusão inicial.
Os jogos serão sempre às quintas-feiras. O locutor está escolhido: Marco Túlio Reis, que já narrou para a TNT há alguns anos com os comentários do Cadum Guimarães.
O comentarista, desta vez, não foi ainda decidido, mas deverá ser um ex-ESPN, pois a transmissão será feita de Bristol, Connecticut, onde funciona a sede da ESPN. Torço muito para que o escolhido seja José Inácio Werneck.
Conheci Werneck há alguns anos quando estive na sede da ESPN em Bristol. Cara bacana, inteligente e com uma cultura esportiva muito grande.
Tomara que seja ele o escolhido.
Então, dúvida dirimida, temos mais uma opção para ver a NBA.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): outras
Tags: Cadum Guimarães, José Inácio Werneck, Marco Tulio Reis, NBA, Sky, Space HD, TNT
01/10/2009 - 17:36
Acho que muitos de vocês já estão por dentro do assunto, mas para quem está por fora das fofocas, lá vai: Michael Jordan vai se casar novamente.
A data ainda não foi decidida, mas a mulher sim. Yvette Prieto, uma modelo cubana de 30 anos, foi a escolhida.
Jordan, você que gosta da NBA há de se lembrar, foi casado durante 17 anos com Juanita, mãe de seus três filhos. Separou-se dela em 2006 e a então Sra. Jordan abocanhou US$ 168 milhões!
Segundo os entendidos no assunto, foi a maior quantia que uma celebridade pagou a seu par em toda a história para obter a liberdade. Deve ter valido a pena, pois MJ não é de jogar dinheiro fora.
Juanita, no entanto, é passado; o presente pertence a Yvette (na foto, o casal chegando ao Museu do Basquete, em Springfield, Massachusetts, em 15 de setembro passado, quando MJ foi incluído no Hall of Fame).
MJ nunca jogou dinheiro fora e nunca foi de dar bola fora. Novamente mostra-se competente: a cubana é muito bonita. Os dois estão juntos desde o começo do ano.
Compraram uma casa nos arredores de Miami em fevereiro passado. O verbo foi conjugado na terceira pessoa do plural, mas deveria ter sido na terceira do singular. Jordan deve ter comprado a mansão, com certeza.
Num dia morno como o de hoje, quinta-feira sem notícias importantes, este é o assunto que eu proponho pra gente discutir neste botequim. Bem apropriado, eu diria, pois esporte e mulher dão um casamento perfeito para discussões num botteghino.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, outras
Tags: Juanita, Michael Jordan, Yvett Prieto
27/09/2009 - 11:03
O Brasil que enfrentou Cuba foi melhor ainda do que o Brasil que enfrentou o Canadá. Em ambos os casos, nosso selecionado deixou a quadra como vencedor.
O triunfo de ontem diante das caribenhas por 79-59 representou não apenas a vaga para o Mundial do ano que vem na República Tcheca, mas também uma ascensão a olhos vistos do jogo mostrado por nossas meninas nesta Copa América.
A seleção brasileira marcou bem, trocou de defesa em vários momentos da partida e pressionou a saída de bola das adversárias, tática que não vinha sendo empregada até então e que deveria ser usada muito mais vezes.

Adrianinha, contra Cuba
O time do técnico Paulo Bassul praticamente anulou os tiros de três do adversário (2/13, 15.4%) e limitou bem as bolas duplas (20/44, 45.5%). No total, Cuba teve um aproveitamento muito ruim em seus arremessos: 22/57 (38.6%).
Em contrapartida, nosso jogo ofensivo fluiu, especialmente nas bolas de três, o eterno namorado das nossas meninas. Durante a partida, elas encestaram nove das 17 bolas atiradas contra a cesta cubana, o que deu um ótimo aproveitamento de 52.9%.
A veterana Helen Luz estava com a “macaca” ontem em Cuiabá (MT), onde está sendo disputada a competição. Arremessou oito vezes e embiroscou seis – o que deu um excelente aproveitamento de 75.0%.
Adrianinha Pinto chutou três bolas longas (longas, bota longas nisso, foi mais longe do que da linha da NBA, como ela gosta de fazer, para espanto de muitos). Dessa trinca, errou apenas uma (66.7%).
O único fator que deixou-me preocupado foi a briga pelos rebotes. O Brasil bateu Cuba, mas foi apertadíssimo: 38-37.
E a gente não pode se esquecer que duas moças cubanas grandalhonas não jogaram essa Copa América: Yakelín Plutín, que se aposentou, e Yaima Blouquet, lesionada.
Precisamos, pois, melhorar nosso posicionamento defensivo dentro do garrafão.
Hoje à noite, 21h30 de Brasília, o Brasil faz a decisão do torneio contra a Argentina, que bateu o Canadá por 63-53 e também se garantiu no Mundial da República Tcheca (Cuba e Canadá jogam pelo bronze e pela vaga derradeira para o Mundial; no feminino, não se esqueçam, não há convites, ao contrário do que ocorre lamentavelmente no masculino).
Como tenho dito aqui, o título é obrigação – ainda mais agora diante das argentinas. Somos melhores do que elas tecnicamente (taticamente eu acho que não) e não podemos ser batidos dentro de casa pelo nosso maior rival de jeito nenhum.
Se isso ocorrer, tudo o que foi feito será jogado na lata do lixo – em que pese a classificação para o Mundial ter ocorrido.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Seleção Brasileira, basquete brasileiro, outras
Tags: Adrianinha Pinto, Helen Luz, Paulo Bassul, Yaima Blouquet, Yakelín Plutín
17/09/2009 - 20:46
Estou lendo um livro bastante interessante: “O Andar do Bêbado – Como o Acaso Determina Nossas Vidas” (Editora Zahar, 261 pgs, R$ 39,00). Foi escrito por um norte-americano de Chicago. O cara chama-se Leonard Mlodinow e tem 55 anos. Ah, sim, é físico.
Segundo Mlodinow (foto divulgação) , não estamos preparados para lidar com o aleatório, isso porque estamos desatentos a ele. Não fosse assim, seria possível prever o acaso em muitos casos.
Entre os vários exemplos do livro, ele cita um que eu gostaria de contar a vocês, pois achei-o bem interessante e tem a ver com o que vou falar.
É a história de um instrutor de voo nos EUA que acredita ser a repreensão e a punição a melhor maneira de se ensinar. Disse o instrutor referido: ”Muitas vezes elogiei entusiasmadamente meus alunos por manobras muito bem executadas e na vez seguinte sempre se saíram pior. E já gritei com eles por manobras mal executadas e geralmente melhoraram na vez seguinte. Não me venha me dizer que a recompensa funciona e a punição não. Minha experiência contradiz essa idéia”.
Pois bem, Mlodinow, o autor do livro, garante que isso nada tem a ver com a queda e/ou melhora do rendimento de ninguém. Ele diz que isso tem a ver com um fenômeno chamado regressão à média.
No caso dos pilotos, se um deles fizer um pouso excepcional, bem acima de sua performance média, haverá uma boa chance de que, na aterrissagem seguinte, ela se aproxime de sua média; ou seja, piore.
Assim, se o instrutor o tiver elogiado no dia anterior por sua habilidade, ficará com a sensação de que o elogio não surtiu efeito.
Por outro lado, se um piloto fizer um pouso horroroso, bem abaixo de seu desempenho, haverá uma grande chance de que no dia seguinte ele volte à normalidade e aterrisse com qualidade.
Se o instrutor ridicularizou o piloto por ele ter tido um desempenho pavoroso, se gritou com o cara e chamou-o de asno pela fracassada aterrissagem, ficará com a certeza de que a crítica teve um efeito positivo.
Mas, de acordo com a teoria de Mlodinow, o elogio e a crítica não fizeram a menor diferença. A questão, no caso, era da probabilidade; era, vamos dizer, matemática.
Vamos, pois, a partir de agora, falar de basquete.
Assisti agora há pouco a sova que a Espanha de Pau Gasol (foto Reuters) deu na França pelas semifinais da Euro-2009.
Os franceses vinham de seis vitórias seguidas e foram surrados por 86-66. Não viram a cor da bola.
A Espanha, ao contrário, já tinha sido derrotada pela Sérvia e Turquia e mostrava um basquete irregular, longe de sua qualidade habitual, que levou-a ao vice-campeonato olímpico.
Se formos levar em conta a teoria de Mlodinow, a França foi vítima do aleatório. A tendência é o time se recuperar e apresentar seu verdadeiro basquete na partida seguinte, contra o perdedor de Grécia e Turquia, quando começa o torneio que vai definir os times do quinto ao oitavo lugares – e que vai apontar classificados para o Mundial do ano que vem.
E quanto a Espanha? Bem, os ibéricos, começaram o torneio com uma derrota para a Sérvia. Depois bateram Inglaterra e Eslovênia. Voltaram a perder, para a Turquia, mas na sequência enfileiraram três vitórias: Lituânia, Polônia e França.
Se olharmos para o retrospecto dos espanhóis vemos claramente que as derrotas iniciais foram obras do acaso. O time é vice-campeão olímpico e um dos melhores do planeta.
A tendência, portanto, é de que o time volte vencer, nas semifinais, pois retornou à sua normalidade.
Mas a gente não teria que analisar também o retrospecto dos adversários de franceses e espanhóis?
Bem, se os franceses comandados por Tony Parker (foto Reuters) pegarem a Turquia, terão pela frente um time que viria de duas derrotas seguidas depois de ter feito cinco triunfos consecutivos.
Se o oponente for a Grécia, o retrospecto mostraria três derrotas sequenciais depois de quatro vitórias iniciais.
A França entrou nesta fase da Euro pela porta dos fundos. Ou seja: pela repescagem. Gregos e turcos, não.
Não estariam os franceses voltando à sua normalidade? Não seriam os próximos perdedores, ao contrário de gregos ou turcos?
Eu diria que, pela teoria de Mlodinow, a chance de vitória da França é maior se o adversário for a Grécia.
Já a Espanha estaria enfrentando: a) Grécia, quatro vitórias seguidas, duas derrotas e uma vitória; b) Turquia, duas derrotas e seis vitórias seguidas.
Se os gregos forem os oponentes, os espanhóis têm mais chances; se forem os turcos, jogo pra ser decidido na prorrogação.
Assim, os franceses garantem vaga para o Mundial do ano que vem se tiverem pela frente a Grécia. Mas pela teoria de Mlodinow, a França perde seu próximo jogo, não importa o adversário.
Já a Espanha vai à final de qualquer maneira. Não ouso analisar os espanhóis sob o ponto de visto do Sr. Mlodinow – ele que me desculpe.
A Espanha é disparadamente o melhor time europeu. Aposto uma caixa de cerveja com quem quiser e quando fechar este botequim, na noite de domingo, irei para casa guiado pelo andar do bêbado.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, outras
Tags: Leonard Mlodinow, Pau Gasol, Tony Parker
03/09/2009 - 23:38
Que os mais sérios me desculpem, mas o momento é de pura descontração. Que me desculpem também a Copa América e momento importante que vive nosso basquete masculino e nosso “scratch” em Porto Rico.
É que recebi agora à noitinha esta foto. Foi um amigo próximo que enviou-a pelo e-mail.
Fiquei curioso para saber que time que é esse que, como diz Marcelinho Carioca, é a segunda pele desta deusa trigueira de sotaque chiado e curvas prolongadas.
Parida no Rio, chama-se Daniella; nascida em Tróia, certamente seria Helena.
O retrato foi publicado pela revista esportiva norte-americana “Sports Illustrated”, como a gente pode ver pela fotografia.
Alguém sabe qual é o time da Srta. Sarahyba? Acho que é futebol americano. Meu amigo me disse que a equipe é de hóquei.
Sei não.
Criou-se, pois, o impasse, uma vez que, realmente, nós (meu amigo e eu) não sabemos. Por isso, preciso de um auxílio do pessoal que frequenta esse botequim.
Sérgio Vianna, notório conhecedor do sexo feminino e apreciador das coisas boas da vida, com certeza deve ter a resposta. Se ele não souber, será uma grande decepção para mim.
Aguardo, pois, cartas à redação, como dizia a turma do finado “Pasquim”.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): outras
Tags: Daniella Sarahyba, Sports Illustrated
24/08/2009 - 23:44
A Copa América começa nesta quarta-feira. A estréia do time brasileiro será extremamente indigesta: República Dominicana.
O time caribenho é treinado por Julio Toro, que por muitos anos dirigiu Porto Rico e cansou de ganhar dos brasileiros; em pé, deitado e sentado. Toro conhece bem o nosso basquete.
Talvez não conheça o nosso jogo atual, pois nosso treinador é um espanhol e a filosofia mudou. Nosso sotaque agora é outro.
Assim, pelo menos, nós esperamos.
Mas falava eu do nosso oponente de quarta-feira. Os dominicanos não participam de um Mundial desde 1978.
Pra quem não se lembra, abro um parêntese para contar que o Mundial de 78 aconteceu em Manila, capital das Filipinas. E é de feliz lembrança para nós brasileiros.
Com um time que contava com Carioquinha, Marquinhos, Adilson, Oscar e Marcel, entre outros, o Brasil acabou em terceiro lugar. Bateu a Itália na decisão pelo bronze com uma cesta incrível de Marcel no último segundo.
Os italianos venciam a partida por 85-84, quando Marcel, pouco depois da metade da quadra, lançou, desesperadamente, a bola contra a cesta adversária. E a bola entrou!
E o cronômetro zerou.
Naquela época, não havia a linha dos três pontos e o resultado final foi Brasil 86-85 Itália. Foi a última vez que o Brasil subiu no pódio.
Mas falava eu do nosso oponente de quarta-feira. Os dominicanos têm tudo para voltar a disputar um Mundial.
O time é forte e é treinado por Julio Toro, eu já disse. E sabe quem joga por lá?
Vocês sabem, é claro, mas não custa reavivar a memória: Charlie Villanueva (Detroit), Francisco Garcia (Sacramento) e Al Horford (Atlanta).
Há outros jogadores de intenso calibre, como o armador Franklin Western, que fez toda a sua carreira no basquete universitário norte-americano. Western jogou em Providence e muitos apostavam em uma carreira sólida na NBA.
Não vingou.
O mesmo para Luis Flores, o outro armador do time. Também formado no “college” (Rutgers e depois Manhattan College), Flores não conseguiu, igualmente, espaço na NBA.
Mas os dois são muito bons de bola. Esses cinco devem formar o quinteto titular da Dominicana: Flores, Western, Cisco, Charlie e Al.
O time mais forte na história do país, orgulham-se os dominicanos. E deve ser mesmo.
O Brasil que se cuide. Abrir a Copa América com uma derrota seria desastroso.
Mas não vamos pensar nisso; nosso time é forte também. Dá para encarar os dominicanos numa boa.
Será um jogaço!
Quarta-feira, 17h de Brasília, com SporTV e ESPN Brasil.
Imperdível.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, Seleção Brasileira, outras
Tags: Al Horford, Charlie Villanueva, Francisco Garcia, Julio Toro, Marcel, Oscar
17/08/2009 - 18:53
O Brasil estréia na Copa Tuto Marchand diante da Argentina. O jogo será amanhã às 19h de Brasília e, infelizmente, não será mostrado por nenhum canal de tevê.
Nem cabo e muito menos aberto.
Em toda a história do confronto, brasileiros e argentinos se enfrentaram em 84 oportunidades. Foram 44 vitórias do lado de cá contra 40 do lado de lá.
A superioridade, pequena, se dá por causa do passado. Hoje, com um basquete moderno e bem estruturado taticamente, a Argentina deita e rola em cima do Brasil.
E mesmo quando se vê privada de seus melhores jogadores – que é o que vai acontecer nesta Copa América –, mesmo assim o time é forte e mais competitivo, pois os jogadores estão a serviço de um sistema – e não o contrário.
O técnico Moncho Monsalve declarou o seguinte sobre o confronto:
– Apesar dos desfalques, a Argentina leva uma pequena vantagem no que diz respeito à estrutura tática. O técnico Sérgio Hernandez dirige a seleção há alguns anos e sempre conta com quatro ou cinco atletas que formam a base do grupo. Já o Brasil conta com jogadores mais talentosos individualmente e ainda estamos evoluindo no conjunto. O trabalho da comissão técnica está aumentando a confiança da equipe. Posso garantir que vamos entrar para ganhar e sem essa história de esconder o jogo.
É isso o que me deixa curioso em relação à Argentina: será que ela vai jogar pra valer? Será que ela vai exibir seu jogo?
Duvido – como duvido também que o Brasil vá mostrar todo o seu arsenal. Se o fizer estará cometendo um grande equívoco.
Não é hora para isso.
É hora de testar parte do que foi planejado. Os golpes certeiros o Brasil terá de desferi-los durante a competição, pra pegar o adversário com a guarda baixa.
Caso contrário, seus golpes morrerão na guarda do inimigo, pois ele saberá de onde eles virão.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Seleção Brasileira, basquete brasileiro, outras
Tags: Moncho Monsalve, Seleção Brasileira, Sergio Hernandez
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