SÓ PROBLEMAS NUM DIA DE CHUVA EM QUE A ZEBRA APARECEU NOVAMENTE NA NBA
Estou com problemas provavelmente com meu provedor. A coisa mais esquisita está acontecendo: eu consigo acessar sites nacionais, mas os internacionais eu não consigo.
Ou seja: vejo-me privado da minha principal ferramenta de trabalho, os sites norte-americanos, onde eu navego todos os dias à cata de informações que me deem subsídios para que a gente converse entre um gole de uma cervejinha bem gelada, sempre trazida pelo nosso amado e prestativo Labica.
Estou ilhado. Se disser a vocês que me sinto nu, não seria exagero algum.
Pra piorar, chove pra burro lá fora. Moro na Grande São Paulo em uma região que tem muitas árvores e a chuva se aproveita para se enamorar com o vento forte se divertir fazendo tombar sobre os fios da rede de energia galhos e às vezes troncos pesados das árvores. E isso nos deixa em completa escuridão para deleite deste casal sapeca.
Os raios, filhos da cópula de nuvens negras e pesadas, são igualmente uma ameaça.
Mas até agora eles não aprontaram.
Melhor, vejo que a chuva está diminuindo. Quase já não ouço seu martelar no solo. Acho que no escuro não ficarei — ao menos isso.
Mas sigo sem poder navegar pelos sites estrangeiros. Estou realmente à deriva.
Não queria falar sobre a rodada de ontem, mas não me resta alternativa. Falo pra promover um início de discussão entre nós.
Digo, por exemplo, algo surrado e batido deste botequim: zebra no basquete. Se alguém ainda acha que não tem zebra, que olhe para o que ocorreu ontem na capital dos EUA: o Washington, simplesmente o pior time da NBA, que tinha um cartel de 1-12, venceu o líder da competição, o Oklahoma City, que acumulava até então apenas duas derrotas. Washington 105-102 OKC.
Se isso não é zebra, não sei o que é.
Mas ao contrário do futebol, onde as zebras galopam sem muito sentido, onde um time faz um gol e passa o restante da partida dando bicos nos adversários e na bola para garantir o resultado, no basquete isso não pode ser feito em função das regras que são democráticas. O Washington teve que jogar bola, teve que se superar para vencer o OKC.
Se o futebol não tem lógica, esta é a lógica do basquete: para um time fraco (Washington) ganhar de um forte (OKC), e fora de casa, ele tem que ser melhor; senão, não ganha.
Aliás, isso vale para todos os outros esportes, menos para o futebol.
Pra Thomaz Bellucci vencer Rafael Nadal, ele vai ter que jogar mais que o espanhol. Caso contrário, perde.
Para o americano Tyson Gay vencer Usain Bolt na prova dos 100 metros, ele vai ter que correr mais. Vai ter que ser melhor que o jamaicano.
Se a seleção da Venezuela de vôlei masculino vencer o Brasil novamente, pode escrever: jogou mais que o time do técnico Bernardinho Resende.
No futebol não é assim. Um gol numa bola parada, fruto de uma falta feita para evitar o contra-ataque do time que só se defendia, pode resolver a partida. Sim, pois o chamado time pequeno, com 1-0 no marcador, seguirá só se defendendo, fazendo faltas para parar o jogo, chutando a bola pra arquibancada para fazer o relógio correr com a bola fora de jogo, fazendo cera para repor a redondinha em movimento ou simulando contusão para o relógio correr sem que a bola se mexa.
Esta é a diferença.
Mas sigo falando sobre a rodada de ontem. Vejo que o Denver de Nenê Hilário ganhou do Philadelphia, na prorrogação, por 108-104. O são-carlense (foto) fez 20 pontos e pegou 14 rebotes. Excelente.
Mas eu quero falar sobre o Sixers. Muita gente mostra-se empolgada com o time da Filadélfia. Eu, no entanto, mantenho meu pé atrás. O Sixers ganhou apenas de times medianos e fracos.
Vejo também que Tiago Splitter jogou 18 minutos em Orlando e anotou 10 pontos. Para um cotejo que teve prorrogação, o catarinense praticamente não entrou em quadra. Deve ter ido mal na vitória de seu San Antonio sobre o Orlando por 85-83.
Outro brasileiro que jogou foi Leandrinho Barbosa. O seu Toronto foi derrotado mais uma vez (esse time só perde!), agora para o Celtics, em Boston, por 96-73. E LB, que vinha com duplo dígito na pontuação há algumas partidas, ficou desta vez nos seis pontos.
Sigo em frente e vejo um resultado que me chama a atenção: o New York perdeu em seu Garden para o fraquíssimo Phoenix por 91-88. Aí eu aproveito e pergunto: o que a franquia está esperando para mandar embora Mike D’Antoni e contratar, por exemplo, Jerry Sloan?
Rapaziada, estou com a boca seca e sinto-me constrangido. Passo agora a palavra a vocês.
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Autor: Fábio Sormani Tags: Bernardinho Resende, Leandrinho Barbosa, Nenê Hilário, Rafael Nadal, Thomaz Bellucci, Tiago Splitter, Tyson Gay, Usain Bolt












