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domingo, 22 de abril de 2012 NBA | 13:44

LAKERS TEM CHANCE DERRADEIRA DE MOSTRAR QUE PODE BRIGAR PELO TÍTULO

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Rapidinho, como faço aos domingos, porque daqui a pouco, 14h de Brasília, a bola começa a quicar na NBA com o jogo New York x Atlanta. Mas o quente mesmo da rodada fica por conta de Lakers x Oklahoma City, em Los Angeles, às 16h30.

Leio no “LA Times” a preocupação da mídia e dos torcedores em relação ao futuro do Lakers. Segundo o jornal o time tem um péssimo retrospecto contra quem eles chamam de “elite team”. Ou, os contendores de verdade pelo título desta temporada.

Diz a reportagem que contra os “elite teams” do Leste a campanha do Lakers é de 1-3: a única vitória veio diante do Miami e as derrotas para o próprio Heat, Chicago e Indiana. O jornal não classifica o Boston como um dos times da nata do Leste. O diário angelino erra, pois o Celtics é sim senhor uma das forças desta conferência. Só porque ele está em quarto lugar? Só vale se estiver entre os três primeiros? Discordo.

Achei até engraçado esta ausência do C’s, pois contra eles o Lakers fez 2-0, ganhando em casa e fora.

Como o Lakers é atualmente o terceiro colocado do Oeste, o jornal confronta sua campanha contra os dois primeiros: San Antonio e Oklahoma City. Diante do SAS o desempenho é de 1-2; frente ao OKC, 0-2. Quer dizer: 1-4 quando o assunto é o enfrentamento contra as forças de sua conferência. E as derrotas para esses dois oponentes vieram por uma diferença média de 17,3 pontos por partida.

E hoje tem o embate diante do Thunder. Segundo o jornal, a chance derradeira para o Lakers mostrar que vai entrar nos playoffs para brigar pelo título do Oeste e depois pelo da NBA.

RODADA

O Chicago agradece Nenê Hilário. O brasileiro fez a cesta que deu a vitória ao Washington, em plena Miami, diante do Heat: 86-84. Com o resultado, o time do sul da Flórida soma agora 18 derrotas duas a mais do que o Bulls, que terá exatamente mais dois jogos pela frente: Indiana, fora, e Cleveland, em casa. Acho pouco provável que não consiga vencer uma dessas duas partidas para assegurar, matematicamente, o título da conferência.

Para chegar a esta posição confortável, o Bulls passou pelo Dallas, ontem, em Chicago: 93-83. Muito dessa vitória tem a ver com o retorno de Derrick Rose. Embora o armador tenha mostrado muito pouco perto do que pode render, sua presença física, em quadra, aumenta a confiança dos companheiros. D-Rose terminou a partida com 11 pontos e oito assistências. O destaque ficou por conta, mais uma vez, de Luol Deng: 22 pontos (4-7 nas bolas de três) e seis rebotes.

Em Miami, o Heat sofreu um duro golpe com a contusão de Dwyane Wade logo no início da partida. Deslocou o indicador canhoto e não voltou mais. Duro golpe porque Erik Spoelstra, técnico do Miami, resolveu poupar LeBron James e uma vez mais Chris Bosh. Achou que D-Wade, sozinho, levaria o time à vitória. O imponderável, no entanto, destruiu os planos de Spo.

Nenê jogou 20:40 minutos e terminou a partida com 11 pontos e três rebotes. Destaque para as 13 assistências de John Wall, a última delas para Nenê fazer a cesta que deu a vitória ao Wizards. Os dois, aliás, mostram que podem formar uma dupla bem interessante na reconstrução da franquia da capital dos EUA.

Em Salt Lake City, o Utah deu um passo importantíssimo para ficar com a última vaga do Oeste ao vencer o Orlando por 117-107. Com o triunfo, posiciona-se em oitavo lugar na conferência com 30 derrotas, uma a menos do que Phoenix e Houston, que ainda sonham com a vaga para os playoffs.

Ma próxima terça-feira, o Jazz recebe exatamente o Phoenix. Se ganhar, elimina o concorrente, pois terá apenas mais um jogo pela frente, diante do Portland, fora de casa. O Houston pega hoje o Miami e depois recebe o New Orleans, na terça. Precisa ganhar as duas contendas; não tem acordo.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

sexta-feira, 20 de abril de 2012 NBA | 12:02

MIAMI MUDA CARÁTER DO TIME PARA GANHAR O TÍTULO DESTA TEMPORADA

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O Miami venceu o Chicago por 83-72. Mais uma vez o Bulls jogou sem Derrick Rose e o Heat, vale dizer, claro que sim, o Heat jogou sem Chris Bosh.

O Miami venceu Chicago jogando de um jeito que ele não costuma jogar: o Heat comportou-se como um time sujo em muitos momentos do jogo. Eu pergunto: pra quê?

O Miami venceu o Chicago e pode vencê-lo novamente, dentro ou fora de casa — ou em qualquer lugar —, pois tem um time muito forte. Não é precisa ser desleal para ganhar do Chicago.

Eu me pergunto: de quem foi essa ideia de se mudar o caráter da equipe? O Miami nunca foi um time assim.

Realmente, não consigo entender por que James Jones deu uma baita porrada em Joakim Noah, por que Dwyane Wade fez o mesmo com Richard Hamilton e por que LeBron James, covardemente, quase nocauteou o nanico John Lucas III.

Ou melhor, eu acho que entendo: a ideia é intimidar o Chicago, porque talvez o pessoal do sul da Flórida não tenha tanta confiança assim no seu jogo. O Heat quer intimidar o Bulls para no caso de não conseguir o primeiro lugar no Leste ter de fazer mais jogos fora de casa e por perceber que em Chicago vai ser difícil vencer, pois não venceu em duas oportunidades nesta temporada, mesmo com o Bulls jogando desfalcado de D-Rose.

O Miami mandou o seguinte recado ao Chicago: se não der na bola, vai ser no pau.

O problema todo para o Chicago é: como responder a isso?

O Chicago não tem um jogador sujo. Os caras jogam bola, são sangue bom, são do bem. Num passado houve Charles Oakley, Horace Grant e Dennis Rodman. Mais recentemente Kurt Thomas. Hoje não há ninguém. Carlos Boozer, Omer Asik e Noah são “softs”. Taj Gibson é o mais “esquentadinho”, mas é só “esquentadinho”, não sabe ser sujo, pois não é sujo.

Não sei se Chicago e Miami farão a final do Leste. Se fizerem, podem ter certeza, o Chicago vai levar muito bofetões, assim como o Miami levou do Dallas na final da temporada passada e perdeu o campeonato na bola e no tapa.

Os árbitros são mais permissivos com o jogo viril nos playoffs, todos nós sabemos disso. E sempre nos lembramos da frase de Michael Jordan que tornou-se um aforismo. Dizia MJ: “Nos playoffs você separa os homens dos meninos”.

Uma pena; eu não gosto disso. Gosto de ver o jogo ser jogado — e que o melhor vença. Como o Miami venceu na final do Leste do ano passado, jogando limpamente, mostrando que tinha mais time que o Chicago.

DEFESA

Jogando bola, e não dando porrada, o Miami fez uma defesa espetacular pra cima do Chicago ontem em sua American Airlines Arena. Depois de ter sido frouxo no início da partida, permitindo ao Bulls encestar dez de seus 14 primeiros arremessos (71,4%), o Heat apertou a marcação e limitou o adversário a 15-56 (26,8%) em seus chutes. Nas bolas de três, o aproveitamento do Bulls foi este: 2-16 (12,5%).

O Miami foi uma fortaleza defensiva nos três últimos quartos. No primeiro, perdeu por 27-23. Nos três últimos fez 56-45. Tudo isso jogando bola — e não dando porrada.

Alguém pode dizer: as porradas tiraram o Chicago do eixo, pois os jogadores ficaram emputecidos com as porradas que estavam levando e perderam o foco.

Pode ser.

CONTA

O Miami precisa de mais uma derrota do Chicago para terminar em primeiro lugar na Conferência Leste; desde, é claro, que vença todos os seus jogos finais.

O Bulls tem mais três cotejos pela frente: em casa, Dallas e Cleveland; fora, o Indiana. A situação não é tranquila. Derrick Rose volta nos confrontos diante do Pacers e do Cavs. Mas ele não está bem, todos nós vimos. O fato é que o Chicago pode ser batido em mais um desses três confrontos.

O Heat precisa vencer seus próximos quatro compromissos. Em casa o time pega na sequência Washington e Houston; fora encerra o campeonato enfrentando Boston e Washington. O time texano poderia oferecer resistência, mas está fora dos playoffs e, por conta disso, desanimado. Não creio que vença. O maior problema do Miami está no Celtics. O jogo será fora de casa e o C’s não é como o Chicago. O C’s baixa o porrete também. E o C’s não gosta do Miami.

Portanto, quero ver como é que o machões do Miami vão se comportar em Boston. Sim, pois o covarde se comporta assim: bate nos indefesos e afina para os mais fortes. Foi assim na final da NBA do ano passado, quando DeShawn Stevenson só faltou enfiar o dedo no rabo de LeBron James, que tudo aceitou, passivamente, como um fraco que foi, embaraçando seus companheiros (e consequentemente o time) e comprometendo o resultado final: o título da temporada.

Portanto, meus amigos, vamos aguardar pelos próximos capítulos. Como tenho dito, o torneio está emocionante. E não é em pontos corridos.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 11:56

COMO FICAM OS EUA SEM DWIGHT HOWARD NOS JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES?

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A notícia é fresquinha, fresquinha: Dwight Howard será submetido a uma cirurgia para resolver um problema de hérnia de disco e não jogará mais esta temporada. E mais: está fora dos Jogos Olímpicos de Londres, que começam no final de julho próximo.

Com D12 (foto AP) fora, a pergunta que fica é: os EUA ainda são favoritos para conquistarem a medalha de ouro olímpica?

Os norte-americanos têm problemas com seus pivôs, ao contrário dos selecionados europeus, que esbanjam grandalhões pelas quadras. Sem Dwight Howard, sobrou apenas Tyson Chandler como jogador da posição. Os outros “big fellas” do time são Chris Bosh, Kevin Love e Blake Griffin, todos ala-pivôs.

Dá pra encarar com esses quatro? Pode ser, até porque em Pequim apenas D12 era o único pivô de ofício. Bosh e Carlos Boozer (que mal entrou em quadra) completaram o garrafão, que contou com o auxílio de Carmelo Anthony em muitas oportunidades, especialmente quando os EUA marcavam zona. Melo, nesses casos, chegou a jogar até de pivô.

Mas caso Mike Krzyzewski queira substituir Dwight, há três alternativas: Andrew Bynum, Roy Hibbert e Kendrick Perkins. A melhor alternativa, com certeza, é Bynum que eu, como já disse, joga de igual para igual com D12.

Bynum é tão forte como Howard e tem muitos recursos ofensivos. Lembra, guardadas as devidas proporções, Shaquille O’Neal, que foi um jogador que se notabilizou na NBA pelo seu jogo ofensivo, muito mais que o defensivo. Bynum é um artilheiro nato. E na defesa, embora não seja um grande marcador, pega muitos rebotes, o que ajuda pra burro. É, sem dúvida, a melhor alternativa a Dwight Howard.

Embora jovem e inexperiente, Hibbert tem tamanho, físico e razoável técnica, sendo eficiente ofensivamente, assim como Bynum. Perkins é um jogador limitado no ataque, mas é muito bom na defesa. Some-se a isso o fato de ele ter mais experiência. Os dois surgem como alternativas caso Bynum não aceite a convocação.

Se Bynum não aceitar, quem eu chamaria? Como Perkins se aproxima mais de Chandler, eu apostaria numa convocação de Hibbert, que surge como uma alternativa, o que não ocorre com o pivô do OKC. Quando o perímetro estiver sufocado, bem marcado, e precisar jogar no pivô, com Hibbert isso é possível; com Perkins, não.

Mas vamos aguardar pelas novidades. Vamos ver se Jerry Colangelo, presidente da USA Basketball, o homem que faz as convocações e não o Coach K, como muitos imaginam, vamos ver o que Colangelo vai fazer — se é que vai fazer.

Com Bynum no time os EUA não ficam comprometidos. Se ele não for a Londres, os EUA perdem um pouco o seu poder de força, mas não a ponto de comprometer o ouro olímpico.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 19 de abril de 2012 NBA | 10:06

DEPOIS DE TER SIDO CONVOCADO, NENÊ RETORNA AO WASHINGTON. VAREJÃO NÃO DEVE MAIS JOGAR ESTA TEMPORADA

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Depois de ter sido convocado na hora do almoço pelo presidente Carlos Nunes, Nenê jogou à noite pelo Washington (fotoAP) depois de dez partidas ausentes por conta de uma lesão no pé. Voltou a jogar depois de quase três semanas do lado de fora. Não como titular como vinha ocorrendo desde que chegou ao Wizards, mas como reserva.

Entrou no decorrer da partida contra o Milwaukee e mostrou o seguinte: 14 pontos, quatro rebotes, dois tocos e uma assistência. Ficou em quadra 18:13 minutos. Ajudou o Wizards a bater o Bucks por 121-112. Esse resultado, aliás, pra mim, define os oito classificados no Leste, com o Milwaukee ficando do lado de fora da festa.

Mas voltemos a falar de Nenê. Vamos ver se ele joga as últimas quatro partidas do Washington na temporada. Joga, recupera parte da forma e melhora o ritmo de jogo. Aproveita para descansar em Denver, ao lado da mulher e da família, bem como dos amigos, para se apresentar ao técnico Rubén Magnano e iniciar sua preparação para os Jogos Olímpicos de Londres.

É o que eu espero que ocorra. Nenê, já disse aqui, é nosso melhor jogador. Se quisermos alguma coisa nas Olimpíadas, precisamos dele. Sem ele nossas chances se reduzem. Ademais, como já disse aqui, ele nunca pediu dispensa da seleção sem motivo. Suas dispensas sempre foram motivadas por algum problema de ordem pessoal ou por conta de sua saúde.

Ao contrário de muitos parceiros deste botequim que não apreciam o jogador por causa dessas dispensas todas, eu não tenho nenhum senão contra ele. Repito: suas dispensas sempre foram motivadas por algum problema de ordem pessoal ou por conta de sua saúde. Por isso, é legítimo ele se colocar à disposição do treinador para os Jogos londrinos. Ele não é e nunca foi um “bandido”. Não pode ser condenado por algo que nunca fez; ou seja, virar as costas para a seleção brasileira.

Tomara que tudo dê certo. Que Nenê realmente vá a Londres. E que vá em forma e com a mesma disposição que mostrou em seus tempos de Denver. Se isso ocorrer, ao lado de Tiago Splitter, Rafa Hettsheimer e Anderson Varejão nosso selecionado terá um dos garrafões mais sólidos do torneio olímpico.

VAREJÃO

Pelo que me contou o assessor de imprensa Samy Vaisman, que ajuda a cuidar dos interesses de Anderson Varejão, não há motivo algum para a gente se preocupar com o jogador.

“Anderson já está treinando”, disse-me Samy por e-mail. “Ainda está ganhando condicionamento físico e a intenção é que ele jogue ainda nesta temporada, mesmo com o Cavs já sem chances de playoffs. Os médicos haviam feito uma previsão de seis a oito semanas após os exames, que foram realizados dias após a contusão (dia 11.02). Sendo assim, estamos estourando o prazo, mas Anderson está já treinando e, como falei, espera estar em quadra ainda neste campeonato”.

Mas o que está no site da ESPN gringa é o seguinte: “It appears Cavs C Anderson Varejao’s season is over. He hasn’t played since breaking his right wrist on Feb. 10. Scott said the team hasn’t made a decision on whether Varejao will return, but with just five games left, it’s unlikely he’ll get back on the court until next season. Varejao was having an All-Star-caliber season before getting hurt, averaging 10.8 points and 11.5 rebounds”.

Ou seja: a franquia cogita não colocar em quadra Varejão (ao contrário do que informa Samy) neste quinteto de partidas derradeiras, entendendo não haver necessidade alguma para que isso venha ocorrer, pois o time, como sabemos, empurra com a barriga o restante do campeonato. A ideia é preservar um jogador que, vira e mexe, infelizmente, envolve-se com contusões.

Cá entre nós, não interessa se o Cavs vai fazer isso ou aquilo. O que importa neste momento é termos Varejão para Londres. E isso, pelos relatos de todos (Samy e Cavs), vai acontecer.

Outra excelente notícia. Duas, a saber: Nenê e Varejão estarão em Londres!

RODADA

Como disse acima, com a derrota do Milwaukee para o Washington, na capital dos EUA (121-112), o Bucks praticamente deu adeus aos playoffs desta temporada. As duas últimas vagas vão mesmo ficar com New York e Philadelphia… O Knicks foi a New Jersey e bateu o Nets por 104-95 com nova atuação de destaque de Carmelo Anthony: 33 pontos e sete rebotes. Holofotes também para Tyson Chandler: 18 pontos e dez ressaltos… Já o Sixers foi a Cleveland e passou pelo Cavs: 103-87. Andre Iguodala, pra mim um dos melhores alas da NBA, fez o seguinte: 19 pontos, 13 rebotes e sete assistências… Dallas é outro time que também praticamente se garantiu nos playoffs. Sua vitória, de virada, que veio quase que finalzinho da partida, sobre o Houston foi muito importante. Dirk Nowitzki, depois de um primeiro tempo sofrível (quatro pontos apenas), deitou e rolou na etapa final ao marcar mais 31, totalizando definitivos 35 tentos, tentos esses que ajudaram a escrever o placar final: 117-110… Em Boston, o C’s, teve que correr muito para vencer o Orlando por 102-98. A atuação esplendorosa de Paul Pierce liderou o time a mais uma vitória. The Truth anotou 29 pontos e deu 14 assistências, seu recorde na carreira… O San Antonio continua sua “operação demolição”. Não deixou pedra sobre pedra na partida diante do Sacramento, na capital da Califórnia: 127-102. Tiago Splitter desta vez houve-se melhor em quadra: 17 pontos e sete rebotes. Mas voltou para o banco de reservas. Mas o que importa é que ele jogou 24:47 minutos… Finalmente Oakland: o Lakers bateu o Golden State por 99-87. O destaque do jogo ficou por conta de Pau Gasol (foto AP). O espanhol anotou seu terceiro “triple-double” da carreira na NBA: 22 pontos, 11 rebotes e 11 assistências. Andrew Bynum foi o cestinha do time e do jogo com 31 pontos… Amanhã Kobe Bryant estará de volta. E será em San Antonio, diante do Spurs. Será o jogo da rodada.

Notas relacionadas:

  1. NENÊ DEVE DESFALCAR A SELEÇÃO
  2. NENÊ DIZ QUE VAI JOGAR O MUNDIAL
  3. LEANDRINHO VAI PARA O INDIANA E NENÊ DEIXA O DENVER PARA JOGAR NO WASHINGTON
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 18 de abril de 2012 NBA | 11:37

SAN ANTONIO DÁ O TROCO EM CIMA DO LAKERS E SEGUE PASSEANDO PELAS QUADRAS DA NBA

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Parece coisa combinada. Você ganha hoje e eu ganho amanhã.

Do mesmo jeito que o Lakers passeou diante do Spurs no Texas, há três semanas (“Fizemos o pior jogo da temporada”, disse Gregg Popovich depois daquela partida), o San Antonio deu o troco em Los Angeles (“O Lakers teve uma noite semelhante àquela que tivemos quando eles nos destruíram”, comparou Popovich, ontem à noite).

Foi um festival de horrores por parte do time californiano, que parou sempre diante das arapucas defensivas armadas pela equipe texana. O Lakers teve um aproveitamento de inexpressivos 20,0% em seus arremessos de três (2-10), cometeu 20 erros contra dez do adversário e mostrou que sem Kobe Bryant o time não tem chance de ganhar o campeonato. Pode até fazer uma campanha honrosa nos playoffs, mas ganhar a conferência e depois o título parece-me quase que impossível.

O San Antonio, ao contrário, mostrou que é um fortíssimo contendor neste campeonato. Recuperou-se com maestria da derrota em casa diante deste poderoso oponente. Chegou a estar 26 pontos na dianteira da partida, para fechá-la em 112-91. Foi um time perfeito de cabo a rabo.

45 desses 112 pontos vieram do banco de reservas (o banco do Lakers colaborou com apenas 24). Cinco jogadores alvinegros tiveram duplo dígito (Tony Parker 29, Tim Duncan 19, Manu Ginobili 15, Daniel Green 11 e Gary Neal 10). O time funcionou como um relógio suíço, que me perdoem os amigos pelo surrado clichê, mas foi mesmo. Aliás, diga-se, é bom creditar esta atuação de gala ao técnico Popovich, que no jogo anterior do SAS contra o Golden State (goleada de 120-99), limitou Timmy a 11 minutos e Parker e Ginobili a 15. Os três voaram pela quadra do Staples Center ontem à noite, especialmente Duncan, que atuou 35:04 minutos.

Uma vitória para mostrar a os incrédulos que o time vai brigar com muita força pelo título. E segue em seu propósito de acabar a fase de classificação em primeiro lugar. O SAS ainda depende de duas derrotas do Chicago e vencer todos os seus jogos para conseguir isso. Boa parte do caminho foi trilhada ontem à noite. Restam mais seis cotejos para o Spurs: três em casa e três fora. O mais difícil será contra esse mesmo Lakers, sexta-feira próxima, em San Antonio.

E nessa partida… “Definitivamente, estarei de volta neste jogo”, disse Kobe Bryant ontem à noite, no Staples Center.

Esse pode ser o grande problema do SAS para vencer e não deixar o Bulls acabar em primeiro lugar na fase regular deste campeonato que está empolgante demais.

FIASCO

Ou papelão. Defina como quiser. Ou se você preferir ser suave, escolha o substantivo “decepção”. Pode ser também, por que não? Depende do estado de espírito de cada um e/ou do grau de tolerância ou até mesmo de cordialidade.

O fato é que a noite do San Antonio para nós, brasileiros, só não foi perfeita porque Tiago Splitter não esteve nada bem. Enrolou-se com as faltas, não foi agressivo, não soube marcar Pau Gasol e nem Andrew Bynum e por isso mesmo ficou em quadra apenas 18:27 minutos. Marcou apenas cinco pontos e pegou só três rebotes. Cometeu quatro faltas neste curto espaço de tempo.

Parecia que ia ser uma grande noite, pois Splitter saiu como titular, com a missão de marcar Gasol e Timmy a Bynum. Fiquei imaginando, no sofá de casa, como seriam os embates. E achando que Tiago poderia colocar Gasol no bolso.

Doce ilusão.

SUCESSO

Se Tiago Splitter desapontou, Tony Parker (foto Getty Images) segue sendo um jogador muito bem sucedido nesta temporada. Não foi apenas o cestinha do time e do jogo com 29 pontos, mas distribuiu igualmente 13 assistências.

O francês não tem mídia. Aliás, é duro ter mídia estando em San Antonio, um mercado pequeno, que fica no fim do mundo e que só recebe holofotes nas fases decisivas ou em clássicos imperdíveis, como o de ontem.

Tivesse Parker a mídia que outros jogadores têm, ele certamente seria mais falado nesta temporada. Não digo a ponto de brigar para ser o MVO do campeonato, mas ser mais falado. É disso que eu falo.

Tenha certeza: muito dos 59,5% (50-84) de aproveitamento nos arremessos do San Antonio na contenda de ontem tem a ver com o jogo de Tony Parker.

MÃO QUENTE

O confronto entre New York e Boston tinha tudo para ser um confronto parelho, disputado ponto a ponto, nervoso, daqueles que a gente não consegue sair da frente da TV nem para ir ao banheiro. Tinha tudo para ser assim, mas não foi.

Não foi porque Carmelo Anthony não deixou. O ala do Knicks anotou seu segundo “triple-double” na carreira ao marcar 35 pontos, 12 rebotes e 10 assistências. Seguramente o melhor jogador em quadra.

Não foi porque o New York acertou nada menos do que 19 bolas de três nas 32 tentadas (lembrou o time de Mike D’Antoni em vários momentos da partida), o que deu um aproveitamento de 59,4%! Excelente!

Não foi porque Steve Novak fez seu melhor jogo da temporada. Marcou 25 pontos (seu recorde), tendo encestado oito das dez bolas de três que arremessou. Se você não sabe, Novak é o jogador que tem o melhor aproveitamento de três na temporada: 47,2%.

Não foi porque a defesa do Boston foi um desastre no primeiro tempo da partida, quando levou nada menos do que 72 pontos. Neste período do jogo o NYK acertou 14 de suas 19 bolas de três. Fechou a etapa inicial em 72-53 e simplesmente administrou o segundo tempo, dando-se ao luxo de perdê-lo por 57-46 e, mesmo assim, sair de cabeça erguida de quadra, ganhando o confronto por 118-110.

Não foi porque o banco do Celtics esteve irreconhecível: dois pontos em todo o jogo?!?!?! Eles saíram das mãos de Keyon Dooling. Enquanto isso, o banco do Knicks contribuiu com expressivos 55, 25 deles de JR Smith, que, assim como Novak, foi um terror para a defesa do C’s nas bolas de três: 7-10. Detalhe: ao final do primeiro tempo, o banco do New York fez 39-0 nos reservas do Boston.

Não foi porque Ray Allen fez muita falta. Mesmo veterano, mesmo limitado pela idade, Allen tem cumprido bem seu papel vindo do banco. Poderia ter sido a resposta que o Boston tanto precisou para as bolas de três do NYK que tanto desconcertaram o alviverde de Massachusetts.

FUTURO

Carmelo Anthony (foto Getty Images) tem jogado muito bem e conduzido o New York em quadra. Neste mês de abril, quando começou a barbarizar, tem média de 32,1 pontos por jogo. Mais do que os 28,1 de Kobe Bryant, que o transformam em cestinha do campeonato.

Neste mês de abril Amar’e Stoudemire não entrou em quadra nenhuma vez. Está lesionado. A previsão de volta é para esta sexta-feira, diante do Cleveland, em Ohio.

A pergunta que fica é: como vai ser quando Stats voltar? O time está do jeito que Melo gosta: ele não tem a obrigação de passar a bola pra ninguém. Quando Jr Smith e Steve Novak estão em quadra, arremessam suas bolas de três, é certo, mas elas não subtraem os arremessos de Melo.

Com Stats será diferente. Melo vai ter que socializar a bola. Como vai ser com Stats em quadra? O jogo de Carmelo continuará o mesmo? Como vai ser essa briga de egos?

Notas relacionadas:

  1. SAN ANTONIO: UM TIME COM CARA DE CAMPEÃO
  2. ANDREW BYNUM SEGUE IMPACTANDO O LAKERS
  3. IMPRESSIONA OS ATROPELAMENTOS DO SAN ANTONIO NA RETA FINAL DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 17 de abril de 2012 NBA | 11:13

IMPRESSIONA OS ATROPELAMENTOS DO SAN ANTONIO NA RETA FINAL DA NBA

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Impressiona o jeito que o San Antonio vem ganhando. Nos últimos confrontos ele não tem vencido, ele tem atropelado seus adversários. Claro que não dá pra fazer isso toda hora. Entre um espancamento e outro há uma vitória apertada ou mesmo uma derrota surpreendente, como aconteceu diante do Lakers, no Texas. Mas de um modo geral o Spurs vem jogando tudo e mais um pouco.

Ontem o SAS aniquilou o Golden State, na Baía de São Francisco por 120-99. Uma farra; todo mundo jogou. E dada a facilidade do confronto, Gregg Popovich poupou ao máximo seus Três Tenores, tanto que o jogador que menos atuou foi Tim Duncan, 11:18 minutos. Depois vieram Tony Parker, 14:32 minutos, e Manu Ginobili, 14:35 minutos. Ou seja: os Três Tenores foi corretamente preservado (na foto AP, Ginobili e Duncan). E, diga-se, nenhum deles jogou o segundo tempo. Entre uma conversa e outra no banco de reservas, espiaram a partida.

Mesmo assim, o massacre foi impiedoso, embora o time tenha sido ajudado, diga-se, pelo fato de os três melhores jogadores do adversário, Stephen Curry, David Lee e Andrew Bogu, não terem jogado. Mas o fato é que o SAS se aproveitou disso para deitar e rolar. Nada menos do que seis jogadores atingiram o duplo dígito na marcação, entre eles o brasileiro Tiago Splitter, que anotou 15 pontos. O cestinha do time foi Gary Neal, 17 tentos, aliás o jogador que mais tempo ficou em quadra, 25:06 minutos.

Como disse, impressiona o jeito que o San Antonio vem ganhando. Neste mês de abril foram sete vitórias e apenas duas derrotas. Deste septeto de triunfos, apenas o adquirido em Boston, frente ao Celtics, foi apertado: 87-86. Os demais foram todos com uma diferença superior a dez pontos.

O SAS mantém o segundo lugar na liga. Tem 16 derrotas, uma a mais que o Chicago, o puxador da fila. Como disse há alguns dias, o alvinegro texano não pode terminar empatado com o Bulls se quiser ficar em primeiro lugar na classificação geral. Isso porque ele perde no confronto direto, pois no único jogo disputado entre eles neste torneio, no dia 29 de fevereiro passado, o tricolor de Illinois venceu por 96-89.

O San Antonio tem mais sete jogos até o final da temporada regular, quatro fora e três em casa. Desses confrontos derradeiros, há duas pedreiras: Lakers esta noite, em Los Angeles (23h30 de Brasília, imperdível) e novamente Lakers em seu AT&T Center, na sexta-feira, 22h30, idem.

Por falar em imperdível, esses dois confrontos são “perdíveis”, pois o San Antonio tem dificuldades diante do Lakers. Se passar incólume por este duo de contendas, acaba em primeiro lugar na classificação geral.

LAMENTÁVEL

Isso porque o Chicago perdeu surpreendentemente para o Washington, em seu United Center, por 87-84. Lamentável é o adjetivo que encontro no momento para definir o confronto do ponto de vista do Bulls. Não dá para perder para o Wizards, um dos piores times do campeonato e que, uma vez mais, jogou sem Nenê Hilário.

O brasileiro, aliás, ficou no banco de reservas. Estava uniformizado, mas foi economizado. Sim, economizado, pois o paulista de São Carlos, pelos relatos lidos na mídia eletrônica norte-americana, não tem nada no momento que o impeça de jogar. Mas ele não está jogando.

E mesmo assim o Chicago perdeu. Perdeu depois de ter entrado o último quarto com uma vantagem de 11 pontos. Mas Joakim Noah (foto AP) se encarregou de comprometer o time em quadra, pois cometeu cinco dos 17 erros da equipe na partida, o último deles, diga-se, risível, estragando a jogada final armada por Tom Thibodeau que poderia ter redundado em cesta e ter levado a partida para a prorrogação.

Tudo bem, Derrick Rose não jogou; idem para Luol Deng. Tudo bem, os dois principais jogadores do time não puderam entrar em quadra. Mas para vencer o Washington até mesmo com Brian Scalabrine como titular seria possível. Mas não foi. Nem mesmo com os 22 pontos de Richard Hamilton, que está começando a entrar em ritmo de jogo, o que será importante para o futuro do time na competição.

Por falar nisso, com a derrota, como vimos acima, o Bulls tem agora uma a mais que o San Antonio na briga pela liderança geral da competição. Pode perder mais um confronto que assim mesmo continua no topo — desde, é claro, que o SAS vença todos os seus restantes.

Se ao SAS ainda faltam sete contendas para o fim da fase de classificação, cinco são os jogos que separam o Chicago do final do campeonato: três fora e dois em casa. Há duas pedreiras em quadra inimiga: Miami, nesta quinta-feira (21h) e Indiana na quarta-feira da semana que vem (20h). Sem contar que o Dallas, atual campeão da NBA, visitará o Bulls neste sábado (21h).

PLAYOFFS

Por fala na fase decisiva, com a vitória de ontem diante do Oklahoma City em casa por 92-77 o Clippers classificou-se matematicamente para os playoffs o que não acontecia desde a temporada 2005-06. A vitória do Clips tem a ver muito mais com o jogo opaco de Kevin Durant e principalmente Russell Westbrook do que com seus próprios méritos, que me perdoem os torcedores angelinos.

Depois de um primeiro tempo muito bom, quando anotou 19 pontos (6-10, 60,0%), Kevin Durant (foto Getty Images) foi um desastre na etapa final. No terceiro quarto, mesmo jogando os 12 minutos, fez 0-5 e saiu zerado do período. No derradeiro, jogou 7:16 minutos e fez cinco pontos; 1-3 nos arremessos de quadra (33,3%) e 3-4 nos lances livres (75,0%). Com isso, totalizou seus 24 pontos. Resumo: no segundo tempo KD fez 1-8 nos arremessos, o que não é normal.

Russell Westbrook, que ao lado de KD vem barbarizando defesas adversárias, este sim, comprometeu: terminou a partida com apenas nove pontos! Todos esses míseros pontos foram marcados no primeiro tempo, pois o armador do OKC saiu zerado de quadra no segundo.

Taí a explicação pela derrota. Kevin Durant e Russell Westbrook anotam, juntos, uma média de 51,9 pontos por partida. Ontem fizeram 33. Ou seja: quase 20 pontos a menos. O Clips venceu o jogo por 15 de diferença. Se a dupla do OKC tivesse jogado o seu normal, o Thunder teria vencido mais uma — que me perdoem os fãs do Clips.

O OKC tem mais cinco jogos até o final da fase de classificação; os três próximos fora e os dois últimos em casa. Pega o Lakers em Los Angeles. Tem que ganhar todos e torcer por duas derrotas de Chicago e San Antonio para ficar em primeiro lugar na classificação geral. Não é fácil, mas também não é impossível.

RODADA

Não, não tenho mais nada pra falar da rodada. Deixo o resto pra vocês. Aliás, eu gostaria que alguém me contasse sobre a vitória do Utah sobre o Dallas por 123-121 com direito a três prorrogações. Ricardo Camilo, provavelmente, dará corda para sua língua ferina e vai nos dizer o que aconteceu. Aliás, o resultado deixa o Mavs em situação difícil, pois está com uma derrota a menos do que Phoenix e Houston, com seu rival texano na nona posição. A sorte do atual campeão da NBA é que o Rockets perdeu em casa para o Denver por 105-102. Aliás, alguém viu esse jogo?

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segunda-feira, 16 de abril de 2012 NBA | 17:02

ANDREW BYNUM SEGUE IMPACTANDO O LAKERS

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Dado o adiantado da hora, pouca coisa resta-me a dizer sobre a rodada de ontem. É assunto que caduca, mas não ainda por completo, de modo que vale algumas observações.

E vou fazer linkando com um fato novo para falar uma vez mais de Andrew Bynum. Ele foi eleito nesta segunda-feira o melhor jogador da semana que passou pela Conferência Oeste. E com justiça; liderou o Lakers em uma campanha de 4-0. Teve médias de 21,8 pontos e 16,3 rebotes. Como já disse aqui, Bynum está jogando muito: assumiu o papel de regente da orquestra com Kobe Bryant do lado de fora, contundido.

Bynum faz neste momento o que dele sempre se esperou. Acontece que ele não jogava com essa mesma desenvoltura por conta, muito provavelmente, da presença inibidora de Kobe. Com o ala-armador em quadra, sobram menos bola para Andy e quando ele as tinha, não partia para a cesta como faz agora. Consequentemente, seu jogo não era tão vistoso como neste momento.

Na vitória de ontem do Lakers sobre o Dallas, com direito a uma prorrogação (112-108), AB foi o jogador do time californiano que mais bolas arremessou durante a partida: 24. E teve os seguintes números: 23 pontos e 16 rebotes. Novamente o melhor em quadra.

Mas a vida do pivô do Lakers não foi fácil como pode-se imaginar. O primeiro quarto foi bem complicado, pois o Dallas marcou-o com rigor. Brendan Haywood cumpriu bem o seu papel, auxiliado quase sempre por Dirk Nowitzki e às vezes também por Shawn Marion e Vince Carter (foto Getty Images). Rara não foram as oportunidades em que se via três jogadores em cima do pivô do Lakers. Por causa disso, ele anotou apenas dois pontos, frutos de um desempenho horroroso de 1-8 nos arremessos.

Aí entra um aspecto do jogo de Bynum que precisa ser amadurecido — e o treinador tem papel preponderante nisso. Com marcação dupla, às vezes tripla, Bynum tem que rodar a bola. Haverá sempre um ou dois jogadores desmarcados. E o Lakers tem que ter jogadas preparadas para esta situação. Não sei se o time as tem ou se Bynum não soube como executá-las. O fato é que ele terminou esse quarto com zero assistência. E o restante do jogo, com apenas duas. Muito pouco para quem sofre marcação intensa como essa.

Portanto, Mike Brown que trate de mostrar melhor o jogo para Bynum. Ao se transformar em uma máquina de fazer pontos, a marcação em cima do grandalhão vai ser sempre assim: dupla, às vezes tripla. Se ele for habilidoso e inteligente para enxergar o jogo, o time pode tirar proveito disso.

E ele também.

ESTATÍSTICA

Marc Gasol, com 3,2 assistências por partida, é o líder neste fundamento entre os pivôs. Joakim Noah vem em segundo com 2,5. Bynum é apenas o nono colocado, com 1,4 por confronto.

TRIO

O Miami visitou o New York e fez uma grande partida. Venceu por 93-85 e seu Trio Magnífico fez o seguinte: anotou 73 pontos (78,5%), pegou 33 rebotes de um total de 47 amealhados pela equipe (70,2%), deu oito das 14 assistências distribuídas durante a contenda (57,1%). Ou seja: quando os três estão afinados, dificilmente o Miami perde.

Individualizando esses números temos o seguinte: LeBron James anotou 29 pontos, dez rebotes e três assistências; Dwyane Wade fez 28 pontos, nove rebotes e quatro assistências; e Chris Bosh marcou 16 pontos, 14 rebotes e uma assistência.

Nenhum outro jogador do Heat teve duplo dígito em qualquer fundamento. Como eu disse, quando os três estão afinados, dificilmente o Miami perde, porque seus números são suficientes para levar o time à vitória.

INDIVIDUALIDADE

O cestinha do jogo foi Carmelo Anthony com 42 pontos. Nenhuma novidade, não é mesmo? Sem Jeremy Lin e principalmente Amar’e Stoudemire em quadra, Melo não tem a preocupação de ter de passar a bola para outro companheiro. A bola é minha e não dou pra ninguém! Essa é a mensagem que o ala nova-iorquino passa em quadra.

Melo arremessou nada menos do que 27 bolas durante o jogo. O resto do time, à exceção do outro fominha, JR Smith, arremessou 31. JR chutou 15 e ao lado de Melo foi o único jogador com duplo dígito nos arremessos.

Neste mês de abril, Melo (foto Getty Images) chutou uma média de 23,9 bolas por partida, quando sua média na carreira é de 19,2. Em duas oportunidades neste mês ele atirou 31 bolas: na derrota diante do Indiana e na vitória frente ao Chicago.

Melo é um artilheiro nato, mas é fominha demais. Assim de cabeça, rapidamente, lembro-me de Allen Iverson como outro grande fominha da história da NBA. Iverson encerrou a carreira com média de 21,8 arremessos por partida. Michael Jordan, o maior jogador de todos os tempos e cestinha da NBA em médias de pontos na regular season e nos playoffs, teve 22,9 de média durante sua carreira na NBA, enquanto que Kobe Bryant tem 19,6.

O New York briga pela última vaga para os playoffs com o Milwaukee. Tem 29 derrotas contra 31 do adversário. Stats está para voltar. Vamos ver como vai ficar. Como Amar’e em quadra, Melo não vai poder ser peladeiro como ele tem sido. Terá que distribuir mais o jogo. Seus números, consequentemente, tendem a cair.

Só resta saber se o Knicks vai tirar proveito disso.

ASG

Foi só o New Orleans ser vendido para a NBA contemplar a cidade e o novo proprietário com a sede do “All-Star Weekend” de 2014. Será o 63º evento da história.

Sediar um ASG não conta apenas do ponto de vista esportivo. Há um impacto grande na economia local.

Em 2011, em Los Angeles, onde estive credenciado, a receita foi de US$ 85 milhões em três dias. US$ 60 milhões vieram de torcedores que moravam fora de LA. Os outros US$ 25 milhões foram frutos dos angelinos. No ASG deste ano, em Orlando, o dinheiro gerado foi da ordem de US$ 100 milhões e a cidade estimou em 60 mil os torcedores que vieram de fora para ver o acontecimento que culminou com o jogo entre os selecionados do Leste contra o do Oeste.

Em 2010, no entanto, quando o ASW teve o Cowboy Stadium como palco, estádio do time de futebol Dallas Cowboys, o impacto foi sem precedentes na história do evento. O público recorde em uma partida de basquete foi de 108.713 torcedores. Por conta da grandiosidade do estádio, o ASW movimentou nada menos do que US$ 268,5 milhões.

A NBA acerta ao tomar essa atitude. O investimento feito por Tom Benson, novo dono da franquia, foi de US$ 338 milhões. A liga tem que agraciá-lo e paparicá-lo neste momento.

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domingo, 15 de abril de 2012 NBA | 12:02

OKC TEM DIFICULDADES DIANTE DO FRÁGIL WOLVES, MAS SAS ATROPELA O SUNS

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Bem, não vamos perder tempo porque a rodada deste domingo começa daqui a pouco, às 14h de Brasília, com o clássico New York x Miami, na capital do planeta. Logo depois, às 16h30, em Los Angeles, o Lakers recebe o Dallas. São os dois principais jogos do dia. Pena que os cinco subsequentes, todos marcados para o período noturno, são desnivelados ou pouco atraentes, o que nos faz pensar em assistir a um bom filme ou comer uma pizza.

Mas vamos ao mais importante da rodada de ontem.

Disse neste botequim que dois eram os confrontos que chamariam a atenção: Minnesota x Oklahoma City e San Antonio x Phoenix. Acertei em um e errei no outro.

O OKC teve que se esforçar muito para vencer um Wolves desfalcado de seus dois principais jogadores: Ricky Rubio, fora da temporada por conta de uma grave lesão nos ligamentos cruzados do joelho direito, e Kevin Love, que levou uma pancada na cabeça na partida diante do Denver, quarta-feira passada.

Não contava com a ausência do ala-pivô do amor. Esperava que ele pudesse jogar. Sem ele, o Wolves enfraqueceu-se demais. A partir disso, acreditava que o OKC pudesse vencer com tranquilidade. Mas não foi o que aconteceu.

Embora Kevin Durant (foto AP) e Russell Westbrook tivessem barbarizado — os dois combinaram para 78 pontos, sendo que KD anotou 43 e Westbrook 35 —, a contenda só foi definida no final; nos segundos finais. Uma bola de três de J.J. Barea encurtou a diferença do Thunder para dois pontos: 112-110. Faltavam 15,6 segundos para a estridente buzina do Target Center tocar pela última vez. Mas o OKC foi quase perfeito nos lances livres finais, todos em cima de Westbrook, que fez 3-4, levou a pontuação do OKC para 115. O Wolves, ao contrário, não conseguiu pontuar mais. E o confronto acabou.

O Wolves está matematicamente fora dos playoffs. Perdeu sua oitava partida seguida, nove nas últimas dez, mas ofereceu muita resistência. “Não adianta, todo jogo diante do Wolves é complicado”, disse Scott Brooks, técnico do OKC, provavelmente ainda com o confronto do dia 23 de março na memória, quando o Thunder precisou, em casa, de duas prorrogações para vencer por 149-140.

Desta vez não foi para tanto: OKC 115-110 Wolves. Justo.

MOLEZA

Esperava mais do Phoenix em San Antonio. Mas o Suns não deu nem para o cheiro. O Spurs atropelou o pessoal que veio do deserto, com sede de vitória, pois o time de Steve Nash vem brigando com o Denver pelo oitavo posto no Oeste. Mas, como disse, foi inapelável.

O SAS chegou a abrir 28 pontos de vantagem no segundo quarto, quando DeJuan Blair recebeu um passe de Danny Green e fez com facilidade mais dois pontos, levando o marcador para 58-30, isso a 3:50 do final do segundo quarto. Na metade do terceiro, Tim Duncan (foto AP) acertou um “jump-shot” fruto de um passe de Manu Ginobili e levou o marcador para 74-47: 27 pontos de diferença, a 6:12 do final.

Estava muito fácil. O Suns não oferecia qualquer resistência e nem tinha resposta para os vários problemas que os texanos apresentavam. Alvin Gentry, o técnico do Phoenix, mexeu de baciada logo após Timmy ter pontuado: colocou Robin Lopez no lugar de Jared Dudley, Josh Childress na vaga de Marcin Gortat, Michael Redd no posto de Shannon Brown e o rookie Markieff Morris no espaço que estava sendo ocupado em quadra por Channing Frye. Melhorou um pouco, mas nada a ponto de se pensar em uma reviravolta. O terceiro período terminou com o SAS na frente em 84-65.

O quarto final foi como que um “garbage period”. O Phoenix venceu por 26-21, mas a diferença era grande demais para ser tirada em apenas 12 minutos. Aliás, os dois times poderia estar jogando até agora que o Suns não iria mudar o resultado da partida. A diferença é grande demais também entre as duas equipes.

Com o resultado final de 105-91, o SAS conquistou o título da Southwest Division, não podendo mais ser alcançado pelo Memphis, que ontem bateu o Utah, em casa, por 103-98, com outra soberba atuação de Rudy Gay: 26 pontos e 12 rebotes.

PLAYOFF

No período matutino, o Clippers venceu o Golden State por 112-104. Com o triunfo, classificou-se para os playoffs. Isso não acontecia desde a temporada 2005-06. Chris Paul (28 pontos e 13 assistências) foi o grande nome do time californiano.

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sábado, 14 de abril de 2012 NBA | 13:30

ANDREW BYNUM CAMINHA PARA SER O SEGUNDO JOGADOR MAIS IMPORTANTE DO LAKERS

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Pitacos neste sábado de sol entremeado por nuvens sobre a rodada de sexta da NBA.

1) Com a vitória sobre o Denver por 103-97, o Lakers se classificou matematicamente para os playoffs. Ninguém duvidava disso. Mas muitos duvidaram aqui neste botequim da qualidade de Andrew Bynum (foto Getty Images). Desde que se tornou “garoto-problema”, seu basquete em quadra cresceu demais. Nos últimos seis jogos, acumula médias de 23,7 pontos e 13,7 rebotes. Ontem, no triunfo diante do Nuggets, foram 30 pontos    e oito ressaltos. Está jogando muito, repito. Está assumindo o jogo. Está se tornando o segundo melhor jogador do time, deixando Pau Gasol para trás. Matt Barnes foi a surpresa do jogo: 24 pontos e dez rebotes;

2) E o Denver, hein? Está em oitavo no Oeste com uma campanha de 32-27, ameaçadíssimo pelo Phoenix (31-28), que ontem bateu o Houston, no Texas, por 112-105. Phoenix que não para de crescer. Neste mês de abril tem uma campanha de 8-2, enquanto que o Denver exibe 4-3. A trajetória do time colorado é bem complicada até o final da fase de classificação. Em casa: Houston, Clippers e Orlando. Fora: Houston, Phoenix, OKC e Minnesota. Portanto, três contendas em casa e quatro fora. O Suns tem um trajeto menos espinhoso, pois dos sete jogos restantes, apenas dois serão fora de casa. Vamos ao “schedule” do Phoenix: em casa tem Portland, OKC, Clippers, Denver e San Antonio; fora, o San Antonio duas vezes. Como se vê, Phoenix e Denver vão se enroscar. E o enrosco será no Arizona. Sei não, o Nuggets corre sério risco de ficar de fora dos playoffs;

3) Ainda Phoenix: gostaria muito de vê-lo nos playoffs por conta de Steve Nash. Ontem, na vitória diante do Rockets, o canadense anotou mais um “double-double” na carreira: 18 pontos e 10 assistências. Destaque também para Marcin Gortat: 20 pontos e 15 rebotes. Gortat, um polonês por quem eu não dava muita coisa, está fazendo um campeonato muito bom. Quase um “double-double” de médias: 15,9 pontos e 9,9 rebotes;

4) O Indiana venceu o Cleveland, em Ohio, por 102-83. Danny Granger foi o cestinha do time com 18 pontos, mas Leandrinho Barbosa voltou a jogar bem e a contribuir na mesma proporção vindo do banco de reservas: 13 pontos. Essa pontuação foi fruto de 3-3 nas bolas de três, com 5-8 no geral. Neste mês de abril está com 11,1 pontos de média. Muito bom para quem fica em quadra menos de 20 minutos por partida. Ontem, todavia, jogou 24. Está conquistando aos poucos seu espaço dentro do time;

5) Finalmente, Toronto 84-79 Boston. Surpreendente, não é mesmo? Pois é, faz parte do jogo. Mas o que foi surpreendente mesmo foi o fato de o Raptors ter feito seus últimos dez pontos na linha do lance livre. Não errou nenhum! Seis saíram das mãos de Linas Kleiza; quatro nas de DeMar DeRozan. Sei que vai ter gente se aproveitando da situação para debochar LeBron James e dizer que ele poderia fazer um curso intensivo com Kleiza e DeRozan. Quanto ao C’s, ontem foi o primeiro de seus três jogos que serão disputados em três dias seguidos. E todos fora de casa: Toronto ontem, New Jersey hoje e Charlotte amanhã. Haverá mais um fora, Knicks no Garden, mas haverá também um dia de descanso entre a partida na Carolina do Norte e a de Nova York. O Boston que se cuide, pois Atlanta e Orlando brigam pela quarta posição também.

RODADA

Dois jogos eu indico para esta noite; e os dois no Oeste. Minnesota x OKC às 21h de Brasília e SAS x Phoenix, uma hora depois.

Notas relacionadas:

  1. LAKERS IGNORA CRISE E DÁ US$ 57,4 MI PARA BYNUM
  2. LAKERS COMEÇA A SE ENCONTRAR. BYNUM ARREBENTA O DENVER
  3. EM RODADA ESQUISITA, BYNUM PERDE PARA AS FALTAS E PARA D12
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sexta-feira, 13 de abril de 2012 NBA | 19:09

NBA VENDE NEW ORLEANS POR US$ 338 MILHÕES

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O New Orleans Hornets já tem dono: Tom Benson, proprietário do New Orleans Saints, time de futebol americano, comprou a franquia da NBA, que vinha administrando-a desde dezembro de 2010. Preço: US$ 338 milhões. O negócio, no entanto, ainda não foi anunciado oficialmente, mas o martelo já foi batido, pois o “board” da entidade, reunido nesta sexta-feira, aprovou a compra.

“Nossa expectativa é tornar o Hornets em um dos melhores times da liga”, disse Benson. “Caso contrário, não o compraria”. Se ele quiser mesmo tornar a equipe competitiva, a primeira medida a ser tomada é demitir Dell Demps, o gerente geral da franquia que fez aquela barbaridade envolvendo CP3, Lakers e Houston, corretamente vetada pela NBA na época. E, claro, avaliar um pouco mais o trabalho de Monty Williams, o treinador. E saber de Chris Kaman, por exemplo, se ele está afim ou não de continuar com o time. O mesmo para Eric Gordon, que não jogou esta temporada por conta de contusão, mas que jamais mostrou disposição em vestir a regata do Hornets.

“Nova Orleans é um dos tesouros do nosso país”, disse o comissário David Stern. “Felizmente, conseguimos encontrar o proprietário certo”.

Tomara que Stern tenha razão. Eu, se fosse o comissário, iria um pouco mais longe para tornar esse tesouro bem mais atraente e cobiçado. Procuraria a família Miller, proprietária do Utah Jazz, e diria o seguinte: vamos mudar de nome, pois Jazz tem tudo a ver com New Orleans e nada a ver com Utah. Se vocês quiserem Hornets, tudo bem; se quiserem um novo nome, procurem um; fiquem à vontade. Aliás, por que não Salt? Utah Salt; ou então Utah Saline. Qualquer coisa, menos Jazz. Jazz é propriedade de New Orleans.

Mas, delírios à parte (e eu sei que é delírio tentar mudar o nome de uma franquia), Benson adquiriu o Saints há três décadas e tornou competitiva a franquia futebolística da cidade. Mesmo enfrentando as barreiras inerentes a um mercado pequeno, em 2009 o Saints atingiu o apogeu ao ganhar o Super Bowl.

Benson espera fazer o mesmo com o Hornets (queria dizer Jazz). Quanto tempo isso vai demorar? Não sei; o que sei é que agora, com um dono, o New Orleans será outro e não mais um saco de pancadas como vem sendo.

Notas relacionadas:

  1. CP3 AGE COMO JOGADOR DE FUTEBOL
  2. DIGA AO POVO QUE FICO
  3. THERE’S A HOUSE IN NEW ORLEANS…
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  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. 10
  8. 20
  9. 30
  10. Última