Publicidade

Arquivo da Categoria NBA

segunda-feira, 11 de julho de 2011 NBA | 20:29

NÃO É FICÇÃO, É HISTÓRIA

Compartilhe: Twitter

A coisa está feia para os lados da NBA. Além de a liga estar em locaute e a próxima temporada ameaçadíssima de não ser realizada (o que implicaria em perdas transatlânticas de mais de US$ 2 bilhões em faturamento), a aposentadoria de Yao Ming representa outro golpe no fígado da liga mais importante de basquete do planeta.

Um chinês postou em seu twitter o seguinte: “Por que eu deveria ver a NBA a partir de agora?” Pesquisa feita na China mostrou que 57% dos entrevistados disseram que sem Yao (foto AP) eles não vão mais acompanhar a NBA. E podem ter certeza: com o passar do tempo, se nenhum chinês bom de bola aparecer, a tendência é haver uma queda ainda maior nesse percentual.

E sabem o que isso significará? A perda do maior mercado mundial da NBA depois dos EUA.

Muito embora esteja enfrentando problemas com a crise mundial, a China não parou de se expandir. Segundo a revista inglesa “The Economist”, é a segunda maior economia do planeta, atrás apenas dos EUA, que tem um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 14,9 trilhões, enquanto que o PIB chinês é de US$ 6,4 trilhões.

Só para se ter uma ideia do tamanho da grana que rola na China, a economia chinesa é maior do que dos outros países que compõem o chamado Brics. Ou seja: Brasil, Rússia, Índia e África do Sul. (O “C” do Brics é a China.)

A voracidade com que os chineses consomem a NBA deixa a todos empolgados no escritório da Olympic Tower, na Quinta Avenida, em Nova York.

Segundo David Stern, comissário da NBA, a China representa cerca de 5% do faturamento da liga. Pode parecer pouco, mas traduzindo em números, isso significa algo em torno de US$ 50 milhões por temporada.

Sem Yao, sobra Yi Jianlian. Joga no Washington. Um manezaço que não tem apelo nem em seu país.

O que fazer?

A NBA está de olho agora no mercado da Índia. Satnam Singh Bhamara, 14 anos, 2,20m de altura é o jogador (foto reprodução) em quem a liga norte-americana aposta para que brevemente esteja vestindo a camisa de um dos 30 times que compõem o campeonato.

A Índia situa-se atualmente em nono lugar no ranking das maiores economias do mundo. Seu PIB é de US$ 1,8 trilhão. Bem aquém do chinês, mas é a bola da vez aos olhos da NBA, que, claro, não quer perder o mercado chinês e algo ela fará para que isso não ocorra.

Agora, vejam que interessante: vocês sabem quanto é o PIB do Brasil? US$ 2,0 trilhões, o que nos coloca em sétimo lugar no ranking das maiores economias do mundo.

Maior do que a Índia, em quem a NBA aposta. E por que a NBA aposta na Índia? Simples: porque lá o futebol não oferece qualquer concorrência aos esportes. O futebol é mais um esporte entre tantos esportes que agradam os indianos.

Gostaram da história que contei? Acho que deu para entreter, sem dúvida que sim.

Pra encerrar, eu digo: de que adianta tudo isso, de que adianta tantos planos, se a NBA está em locaute? Se a próxima temporada pode nem ocorrer?

Parece ficção, mas não é. É história e não estória.

Notas relacionadas:

  1. GRANDES JOGOS, GRANDES EMOÇÕES
  2. DOIS GÊNIOS
  3. E AGORA, JOSÉ?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

domingo, 10 de julho de 2011 NBA, basquete brasileiro | 13:09

POR QUE NÃO O BRASIL COMO ALTERNATIVA?

Compartilhe: Twitter

Parece mesmo que a próxima temporada da NBA está indo para o espaço. Segundo Deron Williams, boa parte dos jogadores da NBA está arrumando as malas para jogar na Europa. Ele mesmo acabou de assinar um contrato com o Besiktas para ganhar US$ 5 milhões por uma temporada.

D-Will afirmou que Kobe Bryant possa ser seu companheiro na equipe turca. Ou então, se isso não for possível, Black Mamba pode ir para a China. “Lá ele é o cara”, disse D-Will, que jogou ao lado de Kobe nos Jogos de Pequim, em 2008.

Eu estive em Pequim e vi o que Kobe fez. Era um popstar de primeira grandeza.

Deron disse que não conversou com Kobe, mas, sem mencionar, afirmou que manteve contato com dez, talvez 15 jogadores que se mostraram dispostos a jogar fora dos EUA na próxima temporada.

Destino? Europa. Segunda opção? Ásia. Terceira? Quem sabe Oceania. Quarta? Não tem.

Digo isso porque, infelizmente, ninguém cogita a possibilidade de jogar no Brasil. Nem mesmo os brasileiros. Um pena.

Completamente desestruturado na modalidade, o Brasil não tem como atrair nenhum jogador da NBA. Nem mesmo aqueles mixurucas, que ganham o salário mínimo, que participam do “garbage time” de uma partida.

Nossos ginásios são uma porcaria, nosso campeonato é capenga e o basquete não interessa pra ninguém. Uma pena.

Vivemos uma época da ditadura dos institutos de pesquisa. Eles saem à rua e perguntam: que esporte você mais gosta?

Não preciso responder que é o futebol, mas se você não sabe eu respondo: futebol.

Por conta disso, a mídia investe no futebol. Dedica 90% de seu espaço esportivo para o futebol. Os 10% restantes são repartidos entre os outros esportes.

E como o dinheiro é o que conta, a mídia, de uma maneira geral, não está preocupada em fazer jornalismo e investir seu espaço em todas as modalidades, educar o povo.

Investe no futebol porque o futebol é o que interessa, porque o futebol carrega consigo um baú de dinheiro, dinheiro esse que as empresas de comunicação estão de olho, pois vivemos em um mundo capitalista e o capitalismo vê a questão dessa maneira.

Mas se houvesse um mínimo de estrutura, poderia se pensar em um plano mirabolante, desses que o LAOR, presidente do Santos, consegue arquitetar a ponto de endurecer a saída de Neymar para o futebol europeu.

Se houvesse uns dez ginásios no Brasil semelhante à Arena HSBC no Rio, o Pedrocão, em Franca, e o ginásio do Minas Tênis, em BH, a gente poderia até pensar em um plano mirabolante, como disse, para criar uma liga e atrair alguns dos jogadores americanos.

É certo que a Europa é o foco deles. O Velho Continente está mais próximo, é um mundo fascinante em se tratando de cultura e lazer e a segurança lá não se compara com a daqui. Sem contar que os europeus têm mais dinheiro do que a gente para investir no esporte.

Mas se o Brasil tivesse arenas, boa estrutura, poderia ser uma alternativa de trabalho para os jogadores da NBA que enfrentam o locaute neste momento.

Mas como pensar em um projeto para arrecadar milhões de reais da iniciativa privada se não temos ginásios disponíveis para o jogo? Ginásios com piso adequado, tabelas descentes, vestiários dignos e sala de imprensa apropriada? E mais: com estrutura para que uma rede de televisão instalasse suas câmeras para transmitir o jogo.

Mas que tal sonhar? Vamos pensar em algumas reformas e, quem sabe, poderíamos usar também o Maracanãzinho, o Ibirapuera, a arena de Barueri, o Nilson Nelson em Brasília e o Mineirinho em BH. Eles se juntariam à Arena HSBC, ao ginásio do Minas e ao Pedrocão.

Poderíamos ter um campeonato assim:

Flamengo – Arena HSBC
Outro time grande do Rio – Maracanãzinho
Franca – Pedrocão
Corinthians – Ibirapuera
Palmeiras – Barueri
Brasília – Nilson Nelson
Um time grande de BH – Mineirinho
Minas – Minas Tênis

Consegui arrumar oito equipes.

Mas não posso me esquecer de Uberlândia, Joinville, Bauru e Pinheiros. São equipes fortes, que investem na modalidade. Mas que, infelizmente, não têm ginásios para comportar um jogo que venha receber atletas da NBA.

Mas, de repente, um LAOR da vida aparece no basquete e consegue dar uma “arrumada na casa”. Às pressas, melhora as instalações dos ginásios dessas quatro equipes.

Assim, teríamos 12 times. Já pensaram? Um campeonato com 12 equipes, turno e returno, onde quatro se classificariam para os playoffs. Mas se alguém tiver uma ideia melhor, que diga.

A gente conseguiria repatriar Nenê Hilário, Anderson Varejão, Tiago Splitter e Leandrinho Barbosa. Quem sabe trazer para o Brasil dois jogadores da NBA por equipe.

Teríamos mais 24 atletas da liga norte-americana, num total de 28 contando os quatro brasileiros mencionados.

Quais jogadores poderiam atuar no Brasil? Deixo para vocês sugerirem.

Usem a imaginação e me digam quem vocês trariam para disputar a quarta edição do NBB.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL BATE ARGENTINA, MAS…
  2. UMA COMPARAÇÃO ENTRE BRASIL E ARGENTINA
  3. VOCÊS TÊM RAZÃO: O BRASIL ESTÁ PREPARADO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

domingo, 3 de julho de 2011 NBA | 22:53

O COMPROMETIMENTO DOS TIMES COM O ‘SALARY CAP’

Compartilhe: Twitter

Embora a NBA esteja em locaute neste momento e a gente nem saiba ainda se teremos ou não a próxima temporada, muito se pergunta sobre reforços e muito se questiona a respeito dos free-agents.

Nenê pode ir para o Boston? Caberia no Lakers? E que tal no Miami? E Marc Gasol, pode ir para Los Angeles juntar-se ao irmão? E J.J. Barea, pode jogar no Heat, seu rival na decisão do último campeonato? Que tal David West no New Jersey? E Tyson Chandler, vai pra onde?

Há outros free-agents no mercado que despertam interesse em times da NBA, como Richard Jefferson, Jason Richardson, Jamal Crawford, Wilson Chandler, DeShawn Stevenson, Caron Butler, Grant Hill, Tayshaun Prince, Samuel Dalembert, entre outros.

Mas como estão os times neste momento? Quem pode de fato contratar?

O “Salary Cap” da última temporada foi de US$ 57,04 milhões. Com a “Luxury Tax” (LT), podia-se chegar a US$ 70,30 milhões.

O comprometimento dos times com a folha de pagamento levando-se em conta a temporada 2011/12 é este:

Denver: US$ 29,660,238 – pode investir US$ 28,383,762
Sacramento: US$ 30,239,949 – pode investir US$ 27,804,051
Indiana: US$ 37,637,644 – pode investir US$ 20,406,356
New Jersey: US$ 40,921,102 – pode investir US$ 17,122,898
New Orleans: US$ 44,481,930 – pode investir US$ 13,562,070
Clippers: US$ 45,419,032 – pode investir US$ 12,624,968
Washington: US$ 45,884,529 – pode investir US$ 12,159,471
Toronto: US$ 47,129,132 – pode investir US$ 10,914,868
Charlotte: US$ 47,631,491 – pode investir US$ 10,412,509
Detroit: US$ 47,862,792 – pode investir US$ 10,181,208
Houston: US$ 48,383,963 – pode investir US$ 9,660,307
Minnesota: US$48,539,139 – pode investir US$ 9,504,861
Golden State: US$ 49,168,672 – pode investir US$ 8,875,328
Milwaukee: US$ 51,551,140 – pode investir US$ 6,492,860
Oklahoma City: US$ 53,314,231 – pode investir US$ 4,729,769
Philadelphia: US$ 54,117,265 – pode investir US$ 3,926,735
Memphis: US$ 55,225,383 – pode investir US$ 2,818,617
Cleveland: US$ 55,623,737 – pode investir US$ 2,420,263
Utah: US$ 57,017,627 – pode investir US$ 26,373
New York: US$ 60,610,763 – excedeu o “cap” em US$ 2,566,763 mas está abaixo da LT
Dallas: US$ 61,718,348 – excedeu o “cap” em US$ 3,674,348 mas está abaixo da LT
Boston: US$ 64,377,513 – excedeu o “cap” em US$ 6,333,513 mas está abaixo da LT
Chicago: US$ 64,429,940 – excedeu o “cap” em US$ 6,385,940 mas está abaixo da LT
Miami: US$ 65,575,553 – excedeu o “cap” em US$ 7,531,553 mas está abaixo da LT
Phoenix: US$ 65,831,176 – excedeu o “cap” em US$ 7,787,176 mas está abaixo da LT
Atlanta: US$ 66,496,237 – excedeu o “cap” em US$ 8,452,237 mas está abaixo da LT
San Antonio: US$ 73,096,214 – excedeu o “cap” em US$ 15,052,214 e está acima da LT
Portland: US$ 73,423,562 – excedeu o “cap” em US$ 15,379,562 e está acima da LT
Orlando: US$ 76,215,248 – excedeu o “cap” em US$ 18,171,248 e está acima da LT
Lakers: US$ 91,113,227 – excedeu o “cap” em US$ 33,069,227 e está acima da LT

Com base nisso, vemos que San Antonio, Portland, Orlando e Lakers só podem reforçar seus times se fizerem trocas ou pagarem multas para dispensar jogadores.

New York, Boston, Dallas, Chicago, Miami, Phoenix e Atlanta ainda podem investir, desde que se utilizem a “Luxury Tax”. Ou seja: pra cada dólar ultrapassado, paga-se a mesma quantia de multa. Quer dizer: se uma franquia investe US$ 10 milhões em um jogador, paga US$ 10 milhões para a NBA de multa.

Os que podem investir neste momento, sem ter que apelar à “Luxury Tax” (mas se quiserem também podem), são: Denver, Sacramento, Indiana, New Jersey, New Orleans, Clippers, Washington, Toronto, Charlotte, Detroit, Houston, Minnesota, Golden State, Milwaukee, Oklahoma City, Philadelphia, Memphis, Cleveland e Utah.

Isso tudo, é claro, levando-se em conta o “Salary Cap” da temporada passada. Como vai ser daqui para frente, ninguém sabe ainda.

Mas, se um acordo ocorrer, muitos acreditam que pouca coisa vai mudar. Portanto, dá para se ter uma ideia do que os times podem fazer.

Dos jogadores mencionados, Nenê, por exemplo, abriu mão de um salário de US$ 11,4 milhões para testar o mercado. Pode, é claro, acertar com o próprio Denver.

Mas vejam, por exemplo, que o Miami não tem como oferecer o mesmo dinheiro para Nenê no momento. A menos que o brasileiro faça o “sign and trade”, ou seja, assine com o Denver e o Nuggets faça uma troca com o Heat para ficar com o jogador.

Chandler tem um contrato de US$ 12,6 milhões com o Dallas. Marc Gasol, US$ 4,5 milhões com o Memphis. David West, US$ 8,3 milhões com o New Orleans.

De momento, então, vocês já têm uma ideia do comprometimento da folha salarial das equipes. Usem a imaginação e tentem resolver os problemas de seus times do coração.

Se houver alguma dúvida quanto a salário de jogador, é só perguntar.

Notas relacionadas:

  1. DOIS TIMES, DUAS SITUAÇÕES
  2. NEW ORLEANS: DUAS VITÓRIAS HISTÓRICAS
  3. OS DOIS QUINTETOS, A RODADA E O DOPING
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 30 de junho de 2011 NBA | 11:38

NENÊ DECIDE DEIXAR O DENVER

Compartilhe: Twitter

Nenê Hilário decidiu ontem à noite que não vai cumprir seu último ano de contrato com o Denver. Pronto: está aí o motivo do pedido de dispensa.

A partir de agora, ele vai ter que procurar emprego. E não dá para procurar emprego jogando o Pré-Olímpico.

E não me venham com essa de que o agente dele vai negociar. Não negocia, pois quem negocia é o Nenê. Ele tem a palavra final, ele decide se vai aceitar X ou Y — e não o agente. Ele decide onde vai jogar — e não o agente. Ele decide o tempo de contrato — e não o agente.

Repito: não dá para decidir o futuro jogando o Pré-Olímpico. Ele não faria bem nem uma coisa e nem outra. Teve que optar.

E, a meu ver, optou certo: está cuidando da vida dele. Eu faria o mesmo.

Pergunto; e perguntar não ofende: o que os críticos do Nenê têm a dizer?

Notas relacionadas:

  1. NENÊ, DENVER E A SELEÇÃO DOS EUA
  2. A BOA VIDA DE NENÊ NO NOVO DENVER
  3. NENÊ E O DENVER: PARTIDAÇO!
Autor: Fábio Sormani Tags:

quarta-feira, 29 de junho de 2011 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 14:21

CRÍTICAS MERECIDAS?

Compartilhe: Twitter

O assunto me cansa, mas vejo que não cansa a maioria. Cansa-me porque a situação pra mim é muito clara — aliás, já comentei isso aqui.

Essa história do patriotismo argentino conflitando com o “pouco caso” dos brasileiros em relação ao selecionado nacional precisa ser analisado com mais profundidade. Analisar a situação superficialmente corre-se o risco de se ser superficial e, consequentemente, não atacar o âmago da questão.

Vamos olhar em retrospecto. Ano: 2007. Competição: Pré-Olímpico de Las Vegas (EUA).

O torneio garantia vaga para os Jogos de Pequim. Apenas Luis Scola e Carlos Delfino, jogadores da NBA, apareceram para a competição. Manu Ginobili, Fabrício Oberto e Andres Nocioni não deram as caras.

Nosso selecionado foi completo. Até com Nenê, o que acabou por marcar sua última participação com a camisa do selecionado brasileiro.

Repito: Ginobili, Nocioni e Oberto não foram participar da competição qualificatória no Estado de Nevada. E não me lembro de ter lido qualquer manifestação de repúdio aos jogadores argentinos em seu país. Nem aqui no Brasil.

Os torcedores de lá entenderam a situação, respeitaram a decisão dos jogadores da NBA. E sabiam que se a vaga não viesse (mas veio) haveria a possibilidade do Pré-Olímpico Mundial, que foi disputado na Grécia.

Fosse aqui, logo depois de ter conquistado uma medalha de ouro olímpica (os argentinos eram os campeões olímpicos, lembram-se?), a maioria dos torcedores brasileiros iria dizer: “Bando de mascarados, só porque conquistaram a medalha de ouro fica se achando. Quem esses caras pensam que são?”

Infelizmente, somos assim. Não respeitamos decisões particulares que conflitem com nossas expectativas. Não sabemos nos frustrar. Quando somos frustrados, partimos para a violência física e/ou verbal.

E quando acionamos nossa metralhadora giratória, atingimos a tudo e a todos sem pensar em consequências. E elas existem.

Ou vocês, como disse, acham que os caras não ficam sabendo o que nós dizemos sobre eles? E quando digo nós, refiro-me a TODOS nós: torcedores, jornalistas e cartolas. E quando falo em torcedores, coloco nesse balaio ex-jogadores.

Os que me conhecem sabem o quanto admiro e respeito Oscar Schmidt por tudo o que ele fez para o nosso basquete. Mas eu acho que ele comete um equívoco muito grande quando ele ataca os jogadores brasileiros que atuam na NBA.

E volto a dizer o que o Oscar me disse certa vez: “Se a NBA pagasse mais do que eu ganhava na Itália eu ia para a NBA”. Ele me disse isso! Infelizmente, não tenho a gravação desta fala, para postar aqui nesse blog para que vocês ouvissem.

Ou seja: se a NBA pagasse a ele o que ele queria, ele iria para a NBA e nunca mais teria vestido a camisa da seleção brasileira, pois naquela época os profissionais não podiam jogar nas Olimpíadas e Mundiais.

Oscar estaria cometendo um erro? Estaria traindo a pátria? Claro que não: ele tinha mesmo que cuidar de sua vida.

Eu até entendo quando se critica Nenê. De fato, ele não tem jogado em nossa seleção. Isso provoca frustração em todos nós e quando nos frustramos a gente sabe muito bem o que acontece.

Os motivos dele, para mim, são justificáveis, mas entendo também quem pensa o contrário por entender que ele deveria se esforçar um pouco mais para vestir a nossa camisa.

Leandrinho Barbosa: ele de fato “pisou na bola” uma vez ao não se “proteger” dos torcedores e da mídia ao participar de um jogo de futebol em Nova York logo depois de ter pedido dispensa da seleção que iria disputar o Pré-Olímpico de Atenas por causa de uma contusão no joelho direito. Mas depois disso, que eu me lembro, ele esteve em todas as convocações.

Aí eu leio manifestações de torcedores criticando Anderson Varejão. Varejão??? Caramba, não me lembro de ele ter recusado convocação para torneio importante.

Já vi até críticas a Tiago Splitter. Pode? Tanto pode que criticaram também.

Então, volto a perguntar: vocês acham que os caras não ficam sabendo dessas críticas, a maioria delas, a meu ver, gratuitas? Claro que ficam.

E os caras, a meu ver também, têm todo o direito de se indignar com ataques pra mim muitas vezes gratuitos, digo uma vez mais. E devem pensar: “Pra que vestir a camisa da seleção? Pra correr o risco de perder e ser chamado de mercenário e ‘americano’? Vale a pena?”

Volto a dizer: os argentinos idolatram e reverenciam seus ídolos. Nós, ao contrário, adoramos atacar. Como costumo dizer, o exercício favorito do brasileiro é acordar de criticar o Pelé.

O argentino faz isso com Maradona? Não; ao contrário, tratam o ex-jogador com deus. Aliás, é o apelido dele.

Ah, o Pelé fala muita bobagem, alguém pode dizer. Mais do que o Maradona?

Não estou dizendo que eles estão fazendo isso, mas se um desses atletas der um pé na bunda da seleção, a gente tem que entender. Nós não merecemos que eles vistam nossa camisa.

Notas relacionadas:

  1. UMA COMPARAÇÃO ENTRE BRASIL E ARGENTINA
  2. A FRASE DO SAUDOSO VICENTE MATHEUS
  3. AINDA O CASO NENÊ – ÚLTIMA PARTE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 26 de junho de 2011 NBA, basquete universitário norte-americano | 12:51

ATENDENDO A PEDIDOS, UM POUCO DO DRAFT

Compartilhe: Twitter

Confesso que não me sinto estimulado a falar sobre o draft. Foram 60 jogadores recrutados e eu conheço pouquíssimo deles. Então, o que posso dizer sobre o draft?

Nada; ou melhor, quase nada.

Vejam o caso do Kyrie Irving, primeiro jogador recrutado. Ele fez 11 partidas apenas na temporada passada por Duke. O que dizer dele? Dá pra cravar que o cara é um craque por causa de 11 partidas com Duke?

Fui procurar os números de Irving no High School. Só achei três jogos do “McDonalds All-American”. Nos tempos de ensino médio, só médias. Não encontrei quantas vezes ele entrou em quadra.

Então, volto a perguntar: dá pra dizer que Irving (foto AP) vai fazer isso ou aquilo em seu primeiro ano de NBA? Não dá. Até porque joga-se de uma maneira no “college” e de outra no profissional.

No universitário joga-se oito minutos a menos por jogo. E o jogo não é físico, é cadenciado, em marcha-lenta. Chega a ser muito chato na maioria das vezes.

Realmente, confesso, não sei dizer se Irving vai mudar o Cleveland.

Derrick Williams eu vi jogar algumas vezes, mais do que Irving. E quando o vi em ação, impressionou-me. É atlético como os jogadores da NBA, é rápido como os jogadores da NBA, tem explosão como os jogadores da NBA e joga como os jogadores da NBA.

Gostei muito do que vi nas vezes em que vi. Por isso, disse aqui, era o meu favorito para ser o draft número 1.

Os demais, não vi nada ou quase nada.

Portanto, vocês vão me perdoar, mas eu não tenho nada a dizer sobre o draft olhando especificamente para o jogador recrutado. Quando a próxima temporada começar, aí sim a gente vai poder dizer algo; dizer se essa escolha foi boa ou se não foi.

Enquanto isso não acontecer, falar sobre esses jogadores é apenas copiar o que leio pela internet.

Posso, no entanto, dizer que o Cleveland, ao recrutar Irving e Tristan Thompson, dá pinta de que Byron Scott quer reprisar em Ohio o que fez na Louisiana. Ou seja: construir seu time sustentado no talento de Irving, Thompson e Anderson Varejão, como fez no New Orleans com Chris Paul, David West e Tyson Chandler.

O que eu acho? Não sei se Irving pode ser um CP3, se Thompson será West. Mas posso dizer que Varejão é melhor que Chandler.

Quanto ao Minnesota, se a gente olhar para os jogadores que o time tem, ficou interessante, pois ele dá múltiplas opções para o seu treinador (que a gente nem sabe quem será).

Williams, de quem eu já falei, joga de ala e ala-pivô; o mesmo para Michael Beasley. Wes Johnson é ala-armador e ala, enquanto que Anthony Randolph faz um pivô e um ala-pivô. Ou seja: você mexe no time sem mexer no jogador. Acho isso muito interessante, pois pode quebrar a defesa adversária, que até se acertar pode ter tomado muitos pontos.

A eles vai se unir Ricky Rubio. E tem também Kevin Love. Acho que o Minnesota pode ficar um time interessante.

O que dizer do Utah? Não tem a menor ideia. Nunca vi Enes Kanter e Alec Burks, seus dois selecionados, em ação. O que sei de Kanter é que ele, além de turco, é pivô e tem 2,11m. Li que pontua bem e é razoável reboteiro. Burks é um ala-armador bom de chute.

Tyrone Corbin, o treinador, disse que Kanter (foto AP) será titular. Com isso, ele deve passar Al Jefferson para a posição 4, pois o que se comenta é que o Utah vai dispensar Paul Millsap por conta dos US$ 14 milhões que ele tem para receber nos próximos dois anos, considerados um exagero em tempos bicudos.

O Toronto selecionou um pivô lituano. Sempre que eu me deparo com um pivô lituano eu me lembro de Arvydas Sabonis, o melhor pivô europeu de todos os tempos. Jonas Valanciunas é o pivô de quem eu falava, mas esqueci de dizer o nome. Ele tem 2,13m.

Vamos ver o que a equipe vai fazer com Andrea Bargnani. Dá para jogarem juntos? Sim, pois o italiano pode fazer um ala de força, uma vez que tem jogo externo e um arremesso consistente, especialmente atrás da linha dos três.

Já o Washington pegou Jan Vesely, outro da legião europeia que invadiu a NBA no draft deste ano. É um ala-pivô de apenas 21 anos e 2,11m. Pelo que li, Vesely não era quem o Washington queria. O que o time da capital dos EUA queria era Enes Kanter.

Mas se não tem tu, vai tu mesmo. Vamos ver agora o que Flip Saunders vai fazer com Rashard Lewis. Eu o colocaria como ala, sua posição de origem. Se Vesely jogar bem em seu primeiro ano, o “front court” do Wizards ficaria bem interessante com Rashard, Vesely e JaVale McGee.

Jimmer Fredette, de BYU, artilheiro nato, média de 28,9 pontos por jogo em seu último ano no “college” foi parar no Sacramento. Com isso, o Kings continua sendo um time jovem, com Tyreke Evans e DeMarcus Cousins — e agora Fredette —, que deverão formar a base da equipe californiana. É franquia para o futuro. Mas a pergunta que fica é: haverá paciência? E mais: Fredette conseguirá jogar na NBA com a mesma intensidade de seu último ano no universitário?

Brandon Knight, armador de Kentucky, foi para o Detroit. Com a chegada do jogador, o Pistons está no momento com cinco atletas em seu “back court”: Rodney Stuckey, Will Bynum, Richard Hamilton e Ben Gordon — além de Knight. O que fazer com tanta gente? Negócio, só pode ser isso, pois Knight chega pra ser titular pelo que tenho lido.

O time de Michael Jordan, o Charlotte Bobcats, selecionou Kemba Walker, armador de UConn, campeão universitário e eleito o melhor jogador do Final Four. Esse eu vi jogar bastante. Ótima escolha, pois o time não se encontrou mais depois da saída de Raymond Felton.

Se os joelhos de Walker não o traírem no profissional, cuja temporada é longa e desgastante, ele poderá causar grande impacto no time logo em sua primeira temporada. Bismack Biyombo, um congolês que jogava no basquete espanhol também foi recrutado. Nunca ouvi falar do cara.

Bem, rapaziada, os principais jogadores, pelo que li, foram esses. Se eu deixei passar alguém importante, fruto da minha ignorância confessa, por favor, aqueçam os dedos e manifestem-se à vontade.

E se falei bobagem, podem me corrigir, pois, como disse, conheço pouco, ou quase nada, desses jogadores.

Notas relacionadas:

  1. DUKE ESTÁ FORA!
  2. D-ROSE FEZ O QUE UM MVP TEM QUE FAZER
  3. QUINTA-FEIRA ESTÁ CHEGANDO…
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

sábado, 25 de junho de 2011 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 13:17

AINDA O CASO NENÊ – ÚLTIMA PARTE

Compartilhe: Twitter

Mister M postou uma opinião interessante neste botequim. Disse ele:

“O cara (Nenê) chega no Brasil e fica sabendo que na entrega de premiações desceram o pau nele (Kouros Monadjemi, presidente da LNB) para toda imprensa presente… Quer que o cara reaja como? Baixe a cabeça e (enfie) o rabo entre as pernas e faça conforme esse ditadorzinho manda? Negativo meu chapa… Tem que ser bem tratado… É estrela? É! É o nosso melhor jogador? É!… Então cativa senão perde… É simples papai! Não joga pra quem não te valoriza… Essa banca dele tem seus motivos e todos nós sabemos… Chega de ser sacaneado por essa federação bagunçada que desce a ripa no jogador e depois quer passar a mão? Ele mostrou que não é moleque e merece respeito… Se continuar essa avacalhação sou a favor até mesmo de nunca mais ele jogar e ponto final…”

Taí, concordo com a opinião de Mister M.

Do nada, Monadjemi jogou um tijolo no peito de Nenê. A troco? A convocação nem havia sido feita. Nenê nem tinha se manifestado se ia ou não ia. De repente, numa festa de entrega de prêmio do NBB, o presidente da liga vem e manda essa tijolada no peito do Nenê.

E mais: vocês acham que os jogadores não leem jornais, revistas, os blogs? Vocês acham que os caras não leem os comentários dos internautas? Claro que leem!

O que se desce a lenha nos brasileiros aqui e em outros botequins não é brincadeira. Eu chamei Tyson Chandler de horroroso e fui esculhambado por um monte de gente. Se eu falasse o mesmo do Anderson Varejão, duvido que haveria uma histeria como houve no caso do Chandler.

Noticiamos aqui no iG que Varejão está na mira do Lakers e veio muitas manifestações do tipo: pelo amor de Deus esse cara não, é horroroso. Se fosse o Chandler na mira do Lakers, talvez as manifestações fossem assim: “Que ótimo, defende muito”. Mais do que Varejão? Nem se o Varejão jogar com uma mão amarrada Chandler defende mais do que o capixaba.

Falei aqui que o Nenê era melhor que o Zach Randolph e só faltaram me apedrejar — e naquela época era melhor mesmo mais eficiente. Disse que Nenê engoliu Kendrick Perkins no confronto do Denver contra o OKC e muitos ficaram indignados; xingaram-me a valer.

Muito se fala que os argentinos não se negam a jogar pela seleção de seu país, que têm orgulho de vestir a camisa alviceleste. Verdade; mas veja como eles são tratados por lá. Os argentinos têm igualmente orgulho de sua gente.

Maradona é tratado como deus, maior do que Pelé. Se bobear, eles devem achar Manu Ginobili melhor do que Michael Jordan. Você não vê o torcedor argentino falando mal de um atleta argentino.

Eles adoram sua gente. Diga para um argentino que Dwyane Wade é melhor que Ginobili. É comprar briga na certa.

Aqui, a maioria acha Perkins melhor que Nenê. Se fosse comparar Dwight Howard com Nenê, tudo bem, vamos deixar o orgulho de lado para não perder o senso crítico, pois DH é mesmo muito melhor que Nenê. Mas Perkins!

Então, é presidente do NBB que desce a lenha, torcedor que esculhamba (nem todos, é bom que se diga), tudo isso, o jogador lê e deve pensar: o que eu vou fazer lá? Os caras não gostam de mim. Na primeira derrota o mundo desaba na minha cabeça.

Depois que vê tudo isso, o cara, que tem que resolver o futuro dele na NBA e que está com um filho quase nascendo, pega um pedaço de papel e uma caneta e pede dispensa da seleção.

Simples.

Vamos refletir isso.

Notas relacionadas:

  1. LEBRON, UM ESPETÁCULO À PARTE
  2. O CASO DO SEGURO
  3. REVISTA CRAVA: NENÊ É O MELHOR AGENTE LIVRE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

sexta-feira, 24 de junho de 2011 NBA | 23:31

REVISTA CRAVA: NENÊ É O MELHOR AGENTE LIVRE

Compartilhe: Twitter

Realmente, é uma pena que Nenê não vista a camisa da seleção brasileira no Pré-Olímpico de Mar del Plata em agosto próximo.

A revista “Sporting News”, que está completando 125 anos de fundação, depois de ter escolhido o Chicago Bulls de 1995/96 o melhor time de basquete da história da NBA, analisou todos os jogadores que serão agentes livres nesta temporada.

E sabem quem ela colocou como o melhor de todos? Isso mesmo, Nenê.

À frente de David West, Marc Gasol, Andrei Kirilenko, Tayshaun Prince, Carl Landry, Caron Butler e de Tyson Chandler, por quem metade deste botequim se derrete de amores e o considera melhor do que Nenê.

Os americanos, que conhecem da mortadela, não pensam assim. Pensam assado, exatamente como eu. Não dá para comparar: Nenê é muito melhor que Tyson Chandler.

Infelizmente, quis o destino, uma vez mais, que o são-carlense se ausentasse do nosso selecionado.

Notas relacionadas:

  1. CONTUSÃO DE NENÊ NÃO É GRAVE!
  2. REVISTA NORTE-AMERICANA COLOCA NENÊ COMO TITULAR NO TIME DO OESTE NO “ALL-STAR GAME”
  3. A BOA VIDA DE NENÊ NO NOVO DENVER
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 23 de junho de 2011 NBA | 11:47

VAREJÃO NO LAKERS? É DIFÍCIL

Compartilhe: Twitter

A notícia não poderia ser melhor: o Lakers está de olho em Anderson Varejão. Não que o capixaba esteja arrancando suspiros de Mitch Kupchak ou mesmo de Kobe Bryant, o dono do time em quadra.

Quem quer levar Varejão para o Lakers é o técnico Mike Brown.

E por que ele sugere o brasileiro para o “front court” angelino? Provavelmente porque a saída de Pau Gasol ou Andrew Bynum seja inevitável para que o Lakers comece a mudar sua cara.

Ou então, porque ele quer ver a energia de Varejão contagiando o Lakers, um time apático, sem vida, amorfo nos playoffs da última temporada, que, vocês bem se lembram, foi varrido pelo Dallas nas semifinais do Oeste.

Varejão tem garantindo para a próxima temporada US$ 7,7 milhões. Para contratá-lo o time da Califórnia tem que abrir mão de um jogador que custe algo assim.

Lamar Odom vai receber US$ 8,9 milhões em 2011/12. A conta não fecha; o Cavs teria que compensar com dinheiro ou outro jogador de pequeno porte, que o Lakers pegaria, pagaria a multa e o dispensaria se não houvesse interesse.

Bynum? Ele ganhará US$ 15,1 milhões no próximo torneio. Gasol? US$ 18,7 milhões. Quase impossível envolver qualquer um dos dois no negócio.

Ou seja, não será fácil o Lakers levar Varejão para Los Angeles. Isso sem contar que Byron Scott, treinador do Cavs, já disse várias vezes que o brasileiro é um jogador-chave para a montagem de sua equipe para os próximos anos.

Seria muito legal a gente ver um jogador brasileiro no Lakers. Mas se ele for mesmo pra LA, ficará muito claro que a franquia está apoiando incondicionalmente Mike Brown.

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO É O DESTAQUE NA ABERTURA DA NBA
  2. LEANDRINHO VIVE MOMENTO DIFÍCIL NA NBA
  3. VAREJÃO RENOVA COM O CAVS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

terça-feira, 21 de junho de 2011 NBA | 20:18

QUINTA-FEIRA ESTÁ CHEGANDO…

Compartilhe: Twitter

Quinta-feira está chegando e os rumores estão aumentando. Salerme Inácio, grande parceiro deste botequim, me alertou: “Sormani, acabei de ler que o Wolves ofereceu a segunda escolha do draft pelo Bynum”.

Naveguei pela internet e achei a notícia. Fui publicada no Twitter do jornalista Sam Amick, que escreve para o “Sacramento Bee” e também para a “Sports Illustrated”. O cara é bem informado.

Como disse para Salerme, se for verdade, Mitch Kupchak não pode pensar duas vezes. O gerente geral do Lakers tem que dizer sim e ponto final.

Claro, pois com este draft o time angelino poderia: 1) Recrutar o armador Kyrie Irving, de Duke, se o Cleveland selecionar o ala Derrick Williams de Arizona; 2) Recrutar Williams se o Cavs selecionar Irving.

E o Lakers ficaria muito interessante. Pois agora com Mike Brown, o sistema dos triângulos deve desaparecer. O Lakers voltará a ter um armador para conduzir seu jogo, revezando com Kobe Bryant, como Mo Williams fazia no Cavs juntamente com LeBron James.

Caso o Cleveland opte por Irving, há ainda a possibilidade de o Lakers recrutar Brandon Knight, de Kentucky, que pode revezar com Kobe na condução do jogo, pois Knight não é um armador puro. Se quiser um puro, tem Kemba Walker, de Connecticut, campeão da NCAA e eleito o melhor jogador do “Final Four”.

Ou então, como eu acho que deveria ser, o Lakers recrutaria Williams e ganharia um jogador explosivo na posição 3, que pode fazer um 4, e que ajudaria Kobe na tarefa de bagunçar defesas adversárias, sem contar que ele tem físico privilegiado para ajudar também nos rebotes.

O problema seria arrumar alguém para a vaga de Bynum (foto Getty Images). Gasol; sim, mas quem ajuda Gasol a descansar? O Lakers tem que pensar nisso — mas aí o Los Angeles pegaria um “Zé Mané” que não seja um “nerds” e o problema se resolve.

Mas aí em vou ao jornal “Star Tribune”, de Minneapolis, e leio que o presidente do Minnesota, David Khan, declarou que o Wolves não vai abrir mão de Kevin Love e que vai recrutar Irving se o Cleveland não o fizer.

Mas e se fizer?

E mais: por que Irving se o time acabou de pegar Rubio e tem ainda Luke Ridnour e Jonny Flynn? Trades; ou seja: troca. O Minnesota recruta e depois expõe sua preciosidade na vitrine da First Avenue, 600, em Minneapolis.

Ou então Flynn vai para o New York Knicks, que parece estar interessado no jogador.

E Rubio? Trocado, com o Lakers, como já se chegou a comentar? “Rubio não será trocado”, afirmou Khan, que gostaria de vê-lo ao lado de Gasol.

Vamos aguardar, há muitos rumores entre esses dois times.

Quem não está disposto a aguardar nada é o Cleveland. O que se comenta é que o time de Anderson Varejão quer mais um draft entre os 20 primeiros; como se sabe, o Cavs tem os drafts 1 e 4.

E para isso daria seus dois drafts da segunda rodada (32 e 54), mais dinheiro. Será que consegue?

Dan Gilbert, dono do Cavs, está eufórico com a derrota de LeBron James nas finais da NBA para o Dallas. Quando LBJ saiu do Cavs, Gilbert disse: “Seremos campeões antes de LeBron”. E está disposto a montar um baita time.

Por falar em Miami, o presidente do Heat, Patrick Riley, declarou nesta terça-feira, na última entrevista da temporada que: 1) Está aposentado e não vai mais trabalhar como treinador; 2) Acredita piamente no trabalho de Erik Spoelstra, que será mantido no cargo.

Spo tem sido criticado por uma boa parcela de parceiros deste botequim que o acha sem imaginação e experiência. Então, eu fico pensando: ou Riley é turrão e não vai admitir que errou ao colocar Spo como técnico (se é que errou, eu não penso assim) ou Spo (Foto AP) é realmente um grande treinador e o tempo vai se encarregar de mostrar isso (que é o que eu acho que vai acontecer).

Por falar no Miami, eu me lembro do Chicago, que foi derrotado pelo time da Flórida nas finais do Leste. E para o meu desespero, leio que Gar Forman, o GM do Bulls, está atrás de um ala-armador e quer usar seus drafts (28º e 30º da primeira rodada e o terceiro da segunda) para tentar seduzir algum time que tenha um jogador para esta posição.

Formam crê que com um ala-armador melhor do que Keith Bogans e/ou Ronnie Brewer o time será mais competitivo ainda. Falou-se até mesmo em Vince Carter (valha-me Deus!), mas isso não deverá sair, pois o Bulls não tem mais do que o mínimo (US$ 1,3 milhão) para oferecer ao jogador — ufa!

Ou seja: planos audaciosos? Nenhum. Aquela ideia de se dar Luol Deng e Joakim Noah por Dwight Howard nem foi pensada nos lados do Berto Center (o CT do Chicago).

Uma pena, pois acho que Forman não tem ideia da dimensão do problema do Bulls. Falta à equipe um jogador para tirar a pressão de Derrick Rose.

Um ala-armador: ótimo, mas quem? Ah, claro, há bons jogadores desta posição na NBA: Kobe Bryant, Dwyane Wade… é esse jogador que o Chicago precisa para ganhar campeonatos.

Mais jovem? Que tal Monta Ellis?

Mas para ter um grande jogador, o Bulls terá que abrir mão de jogadores também. O Orlando não vai trocar DH por Carlos Boozer e Kyle Korver — nem o Golden State vai aceitá-los por Ellis. Nem mesmo por drafts sem brilho algum.

Enfim, como eu disse, quinta-feira está chegando.

Notas relacionadas:

  1. LAKERS IGNORA CRISE E DÁ US$ 57,4 MI PARA BYNUM
  2. LAKERS, UM TIME SEM CARA DE CAMPEÃO
  3. DUKE ESTÁ FORA!
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

  1. Primeira
  2. 10
  3. 20
  4. 28
  5. 29
  6. 30
  7. 31
  8. 32
  9. 40
  10. 50
  11. 60
  12. Última