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quinta-feira, 10 de maio de 2012 NBA | 16:32

MIAMI ELIMINA NEW YORK E CONFIRMA SER A PRINCIPAL FORÇA DO LESTE

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Aconteceu ontem em Miami o que já era para ter acontecido no domingo. O Heat passou pelo New York (106-97) e colocou um ponto final na série. Com o resultado, está nas semifinais do Leste e terá o “encardido” Indiana pela frente, série que começa no próximo domingo em Miami.

Do Pacers a gente fala depois; do embate diante do Knicks falamos agora.

Bem que tentamos ver uma nesga de luz neste confronto, de modo a imaginar que o New York pudesse oferecer alguma resistência. Mas não teve jeito: o Miami é muito mais time e isso ficou claro em todos os embates, mesmo na derrota de domingo passado.

Tudo bem que o NYK perdeu seus dois principais armadores, Jeremy Lin e Baron Davis. Mas Mike Bibby entrou bem no jogo de ontem e mostrou que poderia e deveria ter sido mais usado por Mike Woodson nesta série. O grande problema do time nova-iorquino, no entanto — e volto a dizer —, é a individualidade de alguns jogadores. Carmelo Anthony, Amar´e Stoudemire e — pasmem! — até mesmo um cara mediano como J.R. Smith formam um trio onde o ego é inflado demais, a ponto de não sobrar qualquer espaço para que seus companheiros consigam respirar. Jogar ao lado deles é sufocante.

Melo arremessou ontem 31 bolas. Neste confronto, teve média de 25 chutes por partida. J.R., vindo do banco — e com menos minutos em quadra do que Melo — atirou 15 bolas ontem. Na série, pouco mais de 15 por cotejo. Quer dizer: os dois juntos arremessam cerca de 40 bolas por peleja. O Knicks chutou em média pouco mais de 73 por embate. Resumindo a história para não me tornar chato: Melo e J.R. foram responsáveis por quase 55% dos arremessos da equipe. E os demais? Ficaram chupando o dedo, é claro.

Envolver os companheiros. É isso o que um grande jogador faz. É isso o que um grande treinador determina.

Claro que Melo não pode ser equiparado a J.R., ele é muito melhor, mas muito melhor mesmo. Ele não é caso perdido e nem causa perdida. Com um treinador de verdade ele pode ser muito útil ao time.

Que tal Phil Jackson?

NOJENTO

Quanto a Amar’e Stoudemire, o que dizer de um ser humano que faz o que ele fez a Shane Battier? Stat deve se achar o rei da cocada preta. E não passa e nem nunca passou de um jogador nota 6,5. Em seu melhor momento atingiu a nota sete.

FORÇA

Falem o que quiser, mas time que tem LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh é muito forte. Ou melhor: é fortíssimo. Time que tem LBJ, D-Wade e CB1 é forte candidato ao título. Ou melhor: é fortíssimo candidato ao título.

Esqueçam o técnico, esqueçam a falta de pivôs e nem se fiem nessa história de que o time não tem armador. Os três podem resolver essa questão em quadra.

É claro que o basquete é diferente do futebol e a participação do treinador é muito mais importante e notada. Mas os três são experientes e craques de bola. Podem resolver no jogo qualquer dificuldade que surja. Aliás, acho que vocês sabem, P-Jax acredita que o amadurecimento de um jogador se dá também quando eles, em quadra, sozinhos, sem pedido de tempo, conseguem sair do buraco. Muitas vezes, ele deixava de pedir tempo exatamente para ver como os jogadores reagiam; e consequentemente amadureciam. King James, D-Wade e CB1 já passaram por poucas e boas desde que se juntaram em Miami na temporada passada. Podem, perfeitamente, sair de muitas ciladas que deverão aparecer até o final da temporada sem a mão tutora de um treinador.

Quanto a falta de pivôs e um armador de ofício, digo que a falta de homenzarrões não me preocupa, pois pode-se perfeitamente ganhar o jogo de outra maneira. O basquete te dá muitas variantes para construir vitórias e evitar derrotas. E a questão da armação, vocês bem sabem o que eu penso sobre o assunto. LBJ é o armador do Miami sem ser da posição. Mas é inteligente, forte, hábil e rápido.

No Oklahoma City, Russell Westbrook e James Harden são os condutores do time em quadra e não foram feitos na mesma forma de Jason Kidd e Rajon Rondo. Mesmo no Boston, nos finais das partidas, é Paul Pierce quem fica com a bola nas mãos. Funciona assim também no San Antonio, onde Manu Ginobili desempenha este papel “down the strecht” e, convenhamos, Tony Parker foi moldado na mesma forma de Westbrook. E mais: um dos melhores armadores da NBA na atualidade, Derrick Rose, não é bem um armador na extensão da palavra. E não se esqueçam: quando Chris Paul pontua, dá poucas assistências.

Portanto, caros amigos, o Miami é muito forte sim senhor. Entra como favorito nesta série diante do Indiana. Entra como favorito; não disse que vai vencer.

ADIADO

O Memphis não tomou conhecimento do Clippers e venceu por 92-80. Não vi o jogo. Por isso, se alguém quiser o microfone para comentá-lo, fique à vontade. Mas constatei pelo “box score” que a vitória do Grizzlies foi construída nas costas de seus dois pivôs titulares: Zach Randolph e Marc Gasol.

Os dois juntos anotaram 42 dos 92 pontos da equipe (45,6%). Z-Bo cravou um “double-double” ao marcar 19 pontos e dez rebotes. Marc ainda deve nos ressaltos, mas melhorou na pontuação.

O Grizz está nas mãos dos dois também. Jogar tudo nas costas de Rudy Gay é cruel e injusto demais.

Pra encerrar: a chance do Clips é vencer o confronto desta sexta-feira, em Los Angeles. Se não o fizer, o Memphis ficará com a faca e o queijo nas mãos para encerrar a série como vitorioso.

Notas relacionadas:

  1. NA DECISÃO DO LESTE, MIAMI ENTRA COMO FAVORITO
  2. LIN SENTE A FORÇA DO MIAMI; LAKERS SENTE O PODERIO DO OKLAHOMA CITY
  3. SE ACONTECER TUDO ISSO, CHICAGO VENCE MIAMI NA FINAL DO LESTE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 9 de maio de 2012 NBA | 11:30

INDIANA SE CLASSIFICA E LAKERS VOLTA A VACILAR

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O Indiana foi o único time na rodada de ontem que se classificou para as semifinais dos playoffs. Esperava que fossem dois. O Lakers deveria estar nessa relação também. Ao contrário do Pacers, que deu apenas um pequeno vacilo na série, perdendo o primeiro jogo em casa, o time californiano vem titubeando demais. Tivesse o Nuggets um time melhor e mais experiente poderíamos ter uma surpresa neste confronto.

Jogando em casa, o Indiana, ao contrário do Lakers, não deixou escapar a oportunidade de avançar na competição. Fez incontestáveis 105-87 e mostrou uma vez mais que o revés da primeira partida foi apenas um acidente de trabalho, como eu disse aqui neste botequim aos parceiros que falaram em “decepção”. Playoff é assim mesmo. Muitas vezes um time com a vantagem de quadra perde um jogo em casa e se recupera logo na sequência. Lembro-me que nas finais de 1991, o Chicago tinha melhor campanha que o Lakers e fez o primeiro jogo em seu extinto Chicago Stadium. Perdeu. Muita gente achou que não tinha como reverter diante de uma equipe que contava com Magic Johnson, James Worthy e Byron Scott. Mas o Chicago era mais time que o Lakers e venceu os quatro jogos seguintes, três deles em Los Angeles.

Playoff, como disse, é assim mesmo. A menos que seja uma série como a do Memphis contra o Clippers. Há muita igualdade. Uma vitória roubada na casa do inimigo pode determinar o classificado. Não é o caso do confronto entre Lakers e Denver e nem era na série Indiana x Orlando. O Lakers vacila — e isso é algo que deve preocupar a todos que estão ligados à franquia, seja afetiva ou profissionalmente.

SURPRESA

O confronto contra o Denver era para estar resolvido. Mas o time angelino, como se diz por aí, tem dado um mole danado, volto a dizer. Por mole danado podemos entender a fragilidade de Andrew Bynum em alguns jogos desta série. Ontem o pivô do Lakers voltou a hesitar. Disso se aproveitou JaVale McGee, um jogador mediano, que tornou a deitar e rolar em cima de Bynum, tido por muitos (inclusive por mim), como um dos melhores da posição na atualidade.

É inadmissível Bynum deixar McGee anotar 21 pontos e pegar 14 rebotes, seis deles no ataque. Não bastasse isso, Kenneth Faried pegou nove ressaltos. Faried tem 9,8 rebotes de média nesta série é de responsabilidade de Pau Gasol. Que o espanhol é soft, isso a gente sabe. Os longos cabelos de Faried, aos olhos de Gasol, devem transformá-lo numa espécie de Sansão, impossível de ser dobrado. Deve ser isso.

O que quero dizer é que Bynum e Gasol não podem tomar um vareio de bola de McGee e Faried. McGee, como disse, é um jogador mediano; Faried, já falei, é apenas um “rookie”, com muito potencial, é certo, mas ainda assim um novato.

Os dois, Bynum e Gasol (ou McGee e Faried, depende de sua leitura), são os maiores responsáveis por esta série ainda não estar resolvida.

DIFERENÇA

Tendo um adversário fragilizado pela frente, desfalcado de Dwight Howard, seu principal jogador, o Indiana liquidou a fatura e agora descansa à espera do vencedor da série entre Miami e New York, que deve ser definida esta noite, com vitória do Heat no sul da Flórida.

Mas eu dizia que o Indiana deu um pequeno tropicão, mas nada que tirasse o time do eixo. Ontem, comandado mais uma vez por Danny Granger (25 pontos; foto Gety Images), o time liquidou a fatura. Leandrinho fez apenas sete nos 20:29 minutos em que ficou em quadra. Atirou apenas quatro bolas contra a cesta adversária (pouco para o potencial dele), mas ajudou nos rebotes, por incrível que possa parecer: pegou seis.

Por falar em rebotes, a decepção desta série, pra mim, foi o pivô Roy Hibbert. Selecionado para o “All-Star Game” desta temporada, cantado em prosa e verso por muitos frequentadores deste botequim, indicado por mim mesmo como um dos candidatos para ocupar a vaga de Dwight Howard na seleção dos EUA que vai a Londres, Hibbert fraquejou diante de Glen Davis, o substituto de D12. Davis terminou a série com médias de 19,0 pontos e 9,2 rebotes. Mesmo tendo 2,06m de altura, impôs-se diante dos 2,18m de altura de Hibbert, que terminou este confronto passando-nos a impressão de ser um molengão. Teve médias de 11,0 pontos (só isso?) e 10,8 rebotes. Alguém pode apontar o dedo para os tocos que ele deu neste embate: 3,8 de média. Realmente, extraordinário. Mas aí eu aponto o dedo novamente para a altura de Hibbert: 2,18m.

FELICIDADE

Fiquei feliz com a classificação do Indiana. Feliz por Frank Vogel, que parece despontar como um dos melhores treinadores desta nova safra da NBA. E feliz porque o Pacers jogou basquete e não se preocupou em baixar o sarrafo, como fez no ano passado na série diante do Chicago.

É claro que muito disso tem a ver com a aposentadoria do obtuso Jeff Foster.

IRONIA

Coisas da vida, muitos costumam dizer nesta situação. E é verdade: o melhor jogador do Boston foi o responsável pela derrota do time ontem diante do Hawks.

Quem acompanhou o jogo de Atlanta viu Rajon (foto Getty Images) interceptar um lateral cobrado por Josh Smith a pouco mais de dez segundos para o final e o placar mostrando os definitivos 87-86 a favor do time da casa. E o que fez Rondo? Nada; ou melhor, atrapalhou-se com a bola, indo para o canto da quadra depois de Kevin Garnett ter feito o corta-luz em cima de Smith, que o marcava. Armou para si mesmo uma armadilha, pois ao ir para o canto da quadra, facilitou a marcação de Al Horford, que apareceu em socorro a Josh Smith. Rajon se enroscou com a marcação e o ataque que poderia ter dado a vitória e a consequente classificação ao Celtics, não existiu.

Coisas da vida, digo eu agora. Rajon Rondo tem uma gorda poupança no C’s. Pode errar que não dá pra reclamar dele.

DIFERENÇA

Al Horford fez ontem seu segundo jogo nesta série. Marcou 19 pontos e pegou 11 rebotes. Deu ainda três tocos e igual número de assistências e desarmes.

Ficou muito claro que com ele desde o início o Celtics teria muitas dificuldades para reverter a série como reverteu.

O próximo confronto está marcado para quinta-feira, agora em Boston. Não acredito que o C’s vai dar o mesmo vacilo que o Lakers deu em Los Angeles.

MUDANÇA

O Chicago saiu da UTI. Está agora no quarto. Venceu ontem o Philadelphia em seu United Center por 77-69 e prolongou a série. Quinta-feira os dois times volta a se enfrentar, desta feita na Pensilvânia. O Sixers deve liquidar a fatura neste jogo.

O Bulls faz o que pode. Enfrenta problemas sérios como a contusão de seu melhor jogador e a ausência de seu principal pivô. Derrick Rose, o comandante do time, não volta mais nesta temporada. Joakim Noah, que mais uma vez ficou no banco em trajes civis e com o pé engessado, quem sabe possa jogar amanhã à noite.

Some-se a isso o fato de o Chicago ser um time completamente sem noção quando ataca. Não consigo detectar nenhuma jogada ensaiada. Os jogadores jogam por instinto. A única coisa que eu ouço Tom Thibodeau dizer é: “Move the ball!”. OK, vamos rodar a bola, mas em que direção? Pra quem? Pra onde?

Thibs é um excelente técnico, todos nós sabemos. Mas ele sofre de miopia ofensiva. Quando o time não tem D-Rose e quando Luol Deng não está inspirado, fica difícil vencer. A direção do Chicago deveria pensar seriamente em contratar Mike D’Antoni para treinar o time ofensivamente. Se isso acontecer, o Bulls vai sofrer bem menos quando não puder contar com D-Rose e quando Luol estiver com bloqueio de criatividade.

Fica a sugestão.

REFORÇOS

Muitos torcedores do Bulls dizem, e com razão, que o time precisa ser reforçado. Eu mesmo já disse isso e até sugeri, ao final da temporada passada, que se fizesse uma troca com o Orlando mandando para a Flórida Joakim Noah e Luol Deng por Dwight Howard. Hoje eu mesmo não colocaria mais Luol, mas Joakim sim. Quem sabe ele e Carlos Boozer, neste caso com o Chicago pegando o mico do Hedo Turkoglu.

Outros tantos parceiros reclamam do time e pedem o fim de tudo. Discordo. Esse time já mostrou que tem valor. Já mostrou que se bem conduzido é utilíssimo. Que o Bulls tem que arrumar outra estrela eu concordo, mas desfazer-se desse time eu discordo. Não se pode desfazer uma equipe que mostrou ser competente e competitiva da noite para o dia sem pagar um alto tributo por isso. Sim, pois a remontagem de uma equipe demanda tempo de maturação. Esse time está maturado, precisa apenas de alguns ajustes para fazer o “upgrade” rumo ao título.

Volto a dizer: o Bulls precisa de um assistente técnico que ensine o time a atacar e fazer uma troca pegando um apoio de ouro para D-Rose. Se tiver que abrir mão de dois importantes jogadores, que se abra. Caso contrário, vai continuar sempre assim: melhor campanha na fase de classificação, debacle nos playoffs.

FADA

A menos que desça em Chicago a mesma fada que esteve em Dallas na temporada passada e que com sua milagrosa varinha de condão transforme o Chicago, mesmo sem D-Rose, em um time campeão, como ela fez com o Mavs.

Eu nunca acreditei em conto de fadas, mas depois do que aconteceu na temporada passada eu já não duvido de mais nada.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 8 de maio de 2012 NBA | 11:12

CP3 BOBEIA, DÁ A VOLTA POR CIMA E COMANDA VITÓRIA DO CLIPS. SAN ANTONIO VARRE UTAH

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Chris Paul foi o personagem da vitória de ontem do Clippers sobre o Memphis por 101-97, com direito a prorrogação (na foto Getty Images, comemorando com Blake Griffin). Foi o responsável pelo triunfo por conta de sua grande atuação no “overtime”. Saiu de quadra como herói, elogiado por todos, inclusive pelo técnico Lionel Hollins, do Grizz, que afirmou: “Ele é um grande jogador e é isso o que se espera de um grande jogador”.

CP3 saiu de quadra como herói, mas poderia ter saído como vilão. Falhou em dois momentos decisivos da partida, que poderiam ter custado a vitória ao Clips. O primeiro deles, no final do tempo normal, quando se perdeu na contagem regressiva do cronômetro e “morreu” com a bola nas mãos ouvindo a corneta soar pela última vez e o jogo empatado em 87 pontos. O segundo, a 15 segundos do final do tempo extra, com o Clips na frente em quatro pontos (99-95). Voltou a se enrolar com a bola e permitiu uma marcação tripla. Errou o passe e no contra-ataque Mike Conley baixou a diferença para dois pontos: 99-97 com 10 segundos para o final da partida. Mas Mo Williams derrubou os dois lances livres cobrados e com 101-97 a contenda se encerrou.

Números de CP3 na prorrogação: oito pontos (4-5) e nenhuma assistência. Isso mesmo: nenhuma assistência. E sabem por quê? Porque CP3 tem um grande QI de basquete (usando a expressão da moda) e percebeu que o momento era dele no jogo. Pra que dar assistências se a missão dele naquele momento era fazer cestas e ganhar o jogo?

DECEPÇÃO

Marc Gasol foi um fiasco como atacante. Fez apenas oito pontos, mas seis deles na linha do lance livre. Conseguiu encestar apenas uma bola em míseras quatro tentadas. Como “xerife do garrafão”, decepcionou também: só cinco rebotes. Com ele em quadra, o Memphis ficou atrás uma média de dez pontos.

SOLITÁRIO

A série não acabou. O Grizz pode muito bem vencer o jogo da próxima quarta-feira em Memphis e mudar o placar da série (atualmente 3-1 para o Clips) para 3-2. Depois, pode ganhar em Los Angeles e levar a decisão para a terra de Elvis Presley. Pode acontecer isso? Já disse: pode. A série é igual e pode mesmo ser longa. Mas o que eu quero dizer é que se o Grizz quiser entrar para a história da NBA ele precisa urgentemente encontrar uma companhia para Rudy Gay. O peso da responsabilidade é muito grande para os ombros solitários de Gay.

RESOLVIDO

Com os 87-81 marcados ontem diante do Utah, em Salt Lake City, o San Antonio encerrou a série diante do Jazz varrendo o adversário. Foi o jogo mais difícil, mas, a meu ver, Gregg Popovich foi o responsável por isso. Tomado pela paúra (mal que acomete Tom Thibodeau também), ao ver a diferença favorável (criada basicamente por sua segunda unidade, ou time reserva, se preferir) cair de mais de 21 pontos para 13, a 3:51 minutos do final, Popovich tirou de quadra Kawhi Leonard, Danny Green e Tiago Splitter, fazendo entrar Stephen Jackson, Tim Duncan e Manu Ginobili. Não havia necessidade, pois os reservas tinham o jogo sob controle.

Os titulares voltaram meio que sem ritmo de jogo e a diferença baixou para quatro pontos (83-79), mas, no final, o grande time texano fez valer sua melhor qualidade e fechou a partida no placar mencionado acima. Como disse anteontem, Popovich é excelente, mas não é deus. Por conta disso, comete seus pecados. O de ontem foi mais um.

RESERVAS

O banco do San Antonio voltou a se destacar. Ontem, então, nem se fala. Marcou 57 dos 87 pontos da equipe. No primeiro jogo da série, anotou 44 tentos; no segundo, 43; e no terceiro, 40. Nenhum outro banco nestes playoffs da NBA é tão eficiente quanto o banco do San Antonio. Como já disse aqui, méritos de Gregg Popovich, que montou esse time assim.

PROBLEMA

Tiago Splitter fechou a partida com dez pontos e apenas dois rebotes em 20:28 minutos em quadra. O brasileiro precisa melhorar seu posicionamento e sua gana nos rebotes, especialmente os ofensivos. Sugestão: o catarinense deveria ligar para o capixaba e saber dele como é que se pega rebotes no ataque. Afinal, antes de se contundir, Anderson Varejão era o líder da NBA neste fundamento.

CAVALHEIRO

Se tem um time que não é sujo na NBA esse time é o San Antonio. Manu Ginobili, às vezes, tem umas recaídas, mas parece sob controle.

O exemplo maior do cavalheirismo do time é Tim Duncan: em quadra, é um gentleman na extensão da palavra. Se ele vê o adversário no chão, estende-lhe rapidamente a mão. Se há um esbarrão, um encontrão de jogo, logo conversa com o adversário e passa a mão na cabeça dele.

Ontem, Timmy (foto AP) deu um baita toco em Paul Millsap. Quando o adversário passou perto dele, Duncan deu um tapinha na bunda de Millsap como que querendo dizer: “Meu velho, eu tinha que dar esse toco; me desculpa”.

Tenho me divertido vendo o SAS jogar. Pelo seu jogo e pela ética da equipe em quadra. E, claro, pela eficiência de sua segunda unidade.

JOGADA

Uma das jogadas mais manjadas do San Antonio é a que é mais infalível. É o pick’n’roll que, normalmente, Tiago Splitter faz para Manu Ginobili, pois ambos pertencem à segunda unidade do SAS.

Funciona assim: Manu pega a bola próximo da cabeça do garrafão. Splitter vai para o corta-luz no armador adversário. Vem a troca porque o armador adversário fica em Splitter. Manu, rápido e habilidoso, normalmente dribla o pivô adversário. Aí vem a ajuda e, consequentemente, alguém fica livre. Esse alguém pode receber a bola para arremessar, infiltrar, enterrar, enfim, para pontuar. Se Manu prefere seguir no “rush” em direção à cesta, acaba, geralmente, pontuando.

É o cartão de visitas do San Antonio.

DESERTO

Não dá para sair de quadra vencedor quando se tem um aproveitamento de 0% nos arremessos de três pontos. E foi o que aconteceu ontem com o Utah. De suas 13 tentativas, nenhuma atingiu o alvo!

Tivesse encestado três delas, poderia ter evitado a varrição.

INTERESSANTE

Todo mundo diz (e eu concordo) que o Oeste é melhor que o Leste. Mas vocês repararam que as duas únicas varridas destes playoffs aconteceram por lá? OKC varreu o Dallas e o SAS fez o mesmo com o Utah.

Alguém consegue explicar?

Notas relacionadas:

  1. ENFIM, DE VOLTA AO LAR; DE VOLTA À VIDA
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  3. OKC VARRE O DALLAS E É O PRIMEIRO TIME CLASSIFICADO PARA AS SEMIFINAIS DO OESTE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 7 de maio de 2012 NBA | 16:09

LAKERS VENCE, PODERIA TER PERDIDO, MAS SE COMPORTOU COMO TIME GRANDE

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Perder é do jogo. Não dá para ganhar todas as noites, dizia Michael Jordan. Não dá mesmo.

Escrevi outro dia que o Lakers decepcionou na derrota para o Denver, na última sexta-feira. Alguns parceiros não entenderam e disseram que o Nuggets é um bom time e que se fortalece dentro de casa. Discordo das duas opiniões: não acho o Denver um bom time e dentro de casa, na fase regular, perdeu 13 e venceu 20, o que não é lá uma campanha de arrancar suspiros.

Mas o que eu queria dizer quando disse que o Lakers decepcionou foi que perder daquela maneira chamou a atenção. Como mencionei acima, perder é do jogo e realmente não dá para ganhar todas as noites. Mas quando você enfrenta um time mais fraco, mesmo perdendo, tem que vender caro a vitória para seu frágil oponente. Na sexta-feira passada, o Lakers ficou atrás o jogo inteiro e foi dobrado com facilidade: 99-84. Deixou-se nivelar por baixo.

Ontem o Lakers venceu. Poderia ter perdido, tudo bem, é do jogo, como eu disse. Mas venceu por 92-88. Venceu porque comportou-se como Lakers. Não como um Lakers campeão, é bom que se diga, mas como um time que na sua história sempre foi reconhecido por jamais se entregar ao oponente antes de a buzina derradeira soar.

CRÍTICA

Muitos parceiros criticam Steve Blake dizendo que ele não tem nível para jogar no Lakers. Blake, ontem, fez a cesta final do time angelino, a pouco mais de 20 segundos do encerramento da partida. Alguns podem dizer: os que criticaram Blake terão que engolir cada palavra dita. Discordo: os que criticaram Blake criticaram com razão e Blake terá que fazer muito mais do que fez para que as críticas cessem, em que pese Kobe Bryant ter dito que Blake já tinha feito isso pelo Lakers no passado. Eu não me lembro.

ESPANTO

Kobe Bryant (foto Getty Images) fez 22 pontos, teve um bom aproveitamento nos chutes (10-25, 40,0%), mas bateu apenas um lance livre nos 38:41 minutos em que esteve em quadra. Bateu e errou. Nossa, que estranho…

ACHADO

Jordan Hill foi uma daquelas descobertas que todo time gostaria de fazer nos momentos decisivos. Ninguém dava nada por ele. Mas Mike Brown deu moral pra ele, minutos de quadra e Hill não está decepcionando. Terminou a partida com 12 pontos e 11 rebotes, único jogador do Lakers em quadra a ter um “double-double”.

SEGREDO

Pra mim, o segredo da vitória do Lakers foi o controle do garrafão. No jogo passado, permitiu que o oponente pegasse 54 rebotes e ficou com os outros 44 que sobraram. Ontem a história foi diferente: venceu o duelo por 48-38. E JaVale McGee voltou a jogar o que dele se espera: oito pontos e quatro rebotes. Kenneth Faried jogou como um “rookie” que ele é: seis pontos e sete rebotes.

REPITO

Como disse acima, perder faz parte do contexto, mas há maneiras de perder e de se perder. No jogo de sexta-feira, Faried e McGee pegaram juntos 30 dos 54 rebotes do Denver. E fizeram 28 pontos. Ontem ambos anotaram 14 pontos e pegaram 11 rebotes. Isso é se comportar como um time grande.

PNEU?

O New York venceu o Miami por apenas dois pontinhos: 89-87. Mas poderia ter perdido. Dwyane Wade errou a bola derradeira a dois segundos do final. Uma bola de três que deu bico. Se fosse LeBron James que tivesse perdido… o mundo caía.

LBJ tem suportado mais a pressão final. Mostrou isso no jogo passado quando marcou 17 pontos e foi o responsável direto pela vitória do Miami em pleno Madison Square Garden. Ontem, anotou nove.

Se continuar assim, o Heat pode esfregar as mãos com mais intensidade. As chances de ganhar o campeonato aumentam. O que não pode é tudo ficar nas costas de D-Wade. LBJ tem que jogar nos finais o mesmo que joga no meio das partidas.

HUMILHAÇÃO

Carmelo Anthony (fotoAP) terminou a partida como cestinha ao ter anotado 41 pontos. Meteu uma bola de três importante no final do jogo. Perdeu dois de três lances livres. Seu papel de protagonista termina com a seguinte menção: levou um toco humilhante de Dwyane Wade. Já havia acontecido no jogo passado quando LeBron James fez o mesmo e absurdamente a arbitragem assinalou falta. Desta vez, não teve como proteger Melo.

BOM DA HISTÓRIA

Com a vitória de ontem, abre-se a possibilidade de Jeremy Lin voltar na quinta partida da série. Já pensou? Linsanity de volta às quadras. É tudo o que eu e a maioria queremos. E talvez ocorra mesmo, pois o NYK está sem Iman Shumpert (machucado) e ontem perdeu Baron Davis.

DUO

Dois outros jogos fecharam a rodada de ontem. Em Boston, o Celtics bateu com muita facilidade o Atlanta por 101-79. E na Filadélfia o Sixers passou pelo Chicago por 89-82.

Em Massachusetts, Rajon Rondo voltou a comandar o time com 20 pontos e 16 assistências. Na Pensilvânia, o Phillies aproveitou-se do fato de o Bulls ter jogado sem Derrick Rose e Joakim Noah e fez o que dele se esperava.

CONTAGEM

Com a rodada de ontem, as séries ficaram assim:

Sixers 3-1 Bulls (próximo confronto amanhã em Chicago)
Heat 3-1 Knicks (próximo confronto quarta-feira em Miami)
Celtics 3-1 Hawks (próximo confronto amanhã em Atlanta)
Lakers 3-1 Nuggets (próximo confronto amanhã em LA)

Análises: não haverá reviravolta em nenhum desses quatro embates.

Notas relacionadas:

  1. LAKERS VENCE MAS CONTINUA MAL
  2. COMO GENTE GRANDE, COM JEITO DE CAMPEÃO
  3. LAKERS JOGA COMO UM TIME E NÃO COMO TIME DE UM JOGADOR SÓ E VENCE O DENVER NO COLORADO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 6 de maio de 2012 NBA | 12:20

OKC VARRE O DALLAS E É O PRIMEIRO TIME CLASSIFICADO PARA AS SEMIFINAIS DO OESTE

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Como faço todos os domingos, rapidinho, porque logo mais às 14h, a bola já sobe para esta rodada dominical. Se você não está com a tabela em mãos, eu conto:

14h – Philadelphia x Chicago (Sixers lidera por 2-1)
16h30 – New York x Miami (Heat lidera por 3-0)
20h – Boston x Atlanta (Celtics lidera por 2-1)
10h30 – Denver x Lakers (LA lidera por 2-1)

Ontem tivemos o primeiro time classificado para as semifinais de uma conferência. De maneira surpreendente, o Oklahoma City varreu os atuais campeões da NBA. Venceu a partida por 103-97, fazendo um jogo espetacular no último quarto, com o técnico Scott Brooks “matando” a defesa texana ao colocar em quadra um “lineup” baixo (Derek Fisher, Russell Westbrook, James Harden, Kevin Durant e Serge Ibaka), imprimindo velocidade ao jogo, matando o adversário, que ressentiu-se da lentidão e do peso da idade de Jason Kidd e principalmente de Dirk Nowitzki.

Brooks deixou Harden na armação, provocou o “isolation”, criando o um contra um contra Jason Terry, que não prima pela boa marcação e era batido com muita facilidade. O técnico Rick Carlisle demorou para reagir e trocar a marcação e colocar J-Kidd (embora mais lento, marca muito melhor que Jet) em cima de Harden e deixar Jet vigiando Westbrook, que jogava como ala-armador e não tinha a missão de conduzir o jogou ou desafiar a defesa adversária naquele momento, pois estava mal na partida. Carlisle demorou também para tirar Ian Mahinmi de quadra, pois ele não tinha qualquer função com o “lineup” proposto e imposto por Brooks. Tirou Mahinmi quando faltavam 2:52 minutos para o final, mas o OKC tinha feito uma corrida de 25-11, pulado na frente no marcador em 96-92 e contava a seu favor não apenas com o placar, mas com o psicológico também.

Por isso, quando a buzina soou pela última vez e o telão central mostrou a vitória do Thunder diante do Mavericks por 103-97, a mim não foi surpresa alguma o resultado. Carlisle foi lento, não viu o jogo, não enxergou o desafio proposto por Brooks e deixou o barco afundar.

Harden foi o destaque da partida com seus 29 pontos. Mas Durant esteve espetacular. Contribuiu com 24 pontos; duas bolas de três no último quarto que desestruturaram o mental do Mavs.

Não foi a noite de Westbrook, disse acima. Ele teve um aproveitamento muito ruim nos arremessos: 3-12 (25,0%). Mas quando Russell vai mal, aparece Harden que vai bem. Se é Durant que não está com a mão calibrada, é Westbrook que apura o jogo. Enfim: o OKC tem um arsenal ofensivo que desafia qualquer defesa bem postada e que prima pela eficiência. E, note-se, este arsenal bélico vem do lado de fora, não no garrafão. Seu trio é terrível, rápido, mortal. Não é fácil marcar Westbrook, Harden e Durant (foto AP).

Não à toa os três estão no time dos EUA que treinará par os Jogos Olímpicos de Londres.

EMOÇÃO

Será que foi a chance do Memphis recuperar a vantagem de quadra? Realmente não sabemos. Mas que o Grizzlies teve a chance de bater o Clippers, em Los Angeles, isso teve.

Liderou o último quarto em vários momentos, mas entrou nos segundos finais atrás em seis pontos: 86-80. Baixou essa diferença para três depois de uma cesta tripla de Rudy Gay, viu a desvantagem pular para quatro depois que Eric Bledsoe fez um de seus dois lances livres. No ataque seguinte, encostou o marcador com outro tiro de três de Gay: 87-86. Faltavam oito segundos para o final e O.J. Mayo fez falta novamente em Bledsoe, que errou os dois tiros livres. Gilbert Arenas pegou o rebote e tratou de ser rápido e entregar a bola para Gay, que estava com a mão quente. Desta vez o ala do Memphis não conseguiu encestar seu tiro de três. Viu a bola bater no aro e ouviu a sirene tocar pela última vez: Clips 87-86 Grizz.

O time angelino abriu 2-1 na série.

NORMALIDADE

Nos outros dois jogos do sábado, nenhuma surpresa. Mesmo em Orlando, o Indiana voltou a mostrar que é mais time e bateu novamente o Magic, desta feita por 101-99, no bico do corvo, como se gosta de dizer. Abriu 3-1 na série e deve fechar o confronto na próxima terça-feira, diante de seus torcedores. Em Salt Lake City, o San Antonio voltou a dobrar o Utah, mas com menos facilidade: 102-90. Tem agora 3-0 na série e deverá varrer o Jazz na próxima segunda-feira, novamente fora de casa. Em não acredita que o time da cidade do sal consiga evitar o “pneu”.

Quanto aos brasileiros, atuação apagada de Leandrinho, que anotou apenas sete pontos apesar de ter jogado quase meia hora. Nos momentos decisivos, ao contrário do jogo passado, foi para o banco. Tiago Splitter jogou bem menos, 18 minutos, mas fez bem mais: dez pontos e oito rebotes.

Ainda fico imaginando Splitter num outro time, onde ele possa jogar mais, desenvolver seu jogo, ser mais admirado por todos e escrever seu nome com tintas mais reluzentes e não opacas com as que ele vem usando por imposição de um certo senhor que é muito competente no que faz, mas que não é deus e comete seus erros. Este, entre eles.

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sábado, 5 de maio de 2012 NBA | 12:20

BOSTON E LAKERS: DUAS DECEPÇÕES DA RODADA DE ONTEM DA NBA

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Houve um tempo, não muito distante dos dias atuais, em que a gente afirmava categoricamente que este é melhor que aquele e ponto final. O fato de este ser melhor que aquele significava que este seria o vencedor diante daquele. Não haveria surpresa alguma.

Hoje esta ordem parece ter sido subvertida. Digo “parece” porque ainda não estou totalmente convencido de que realmente há uma nova tendência no mundo do basquete profissional norte-americano, uma tendência, digamos, importada do futebol, quando vemos, por exemplo, o Guarani disputando a final do Campeonato Paulista.

Vejamos o que aconteceu na rodada de ontem dos playoffs da NBA: de três jogos, dois tiveram resultado surpreendente, contestando o bom senso. Quando digo bom senso, não quero dizer que houve insensatez nos resultados dessas duas partidas que iremos abordar brevemente. Quando falo em falta de bom senso, quero dizer que o placar final dessas duas partidas foi surpreendente. Portanto, nada tem a ver com insensatez.

Quando a gente viu que o Atlanta continuaria sem Al Horford e Zaza Pachulia (seus dois principais pivôs) e que não contaria também com Josh Smith, um dos pilares da franquia, o que o bom senso mandava dizer? Ora, mandava dizer que jogando sem esses três jogadores e no TD Garden de Boston, o time não teria a menor chance diante do Celtics, Celtics que teria de volta Ray Allen, um dos “Big Three”. Isso sem falar no peso da camisa, que é desigual. Tudo conspirava para uma vitória tranquila do time da casa.

Quando a gente viu que o Lakers abriu 2-0 na série diante do Denver e teria que jogar no Colorado, mesmo assim, o bom senso indicava que o time iria somar sua terceira vitória, ou pelo menos jogaria de igual para igual, pois o Nuggets não passa de um time aplicado, carente ainda de identidade e personalidade de vencedor — nem vou falar em personalidade de campeão, porque não me entra na cabeça a possibilidade de o Denver ser campeão ao menos da Conferência Oeste.

Mas como há uma subversão da ordem esportiva, subversão essa que teve seu apogeu no campeonato passado, quando o Dallas bateu o Miami na final e levantou o troféu, como há uma subversão da ordem esportiva, de repente o Denver ganha o campeonato e ninguém vai conseguir explicar coisa alguma. Claro que muitas pessoas vão se apegar nos números e nas estatísticas para tentar explicar o Denver campeão. Vão analisar a série como se estivessem analisando um jogo de vídeo game, aproveitando-se de números que dizem respeito apenas a jogos de vídeo game e que nada têm a ver com o que acontece em quadra, quando seres humanos estão competindo.

Ontem em Boston, o Celtics penou para ganhar de um Atlanta desfalcado de seus principais jogadores. De um Atlanta que não passa de um time mediano e que é dirigido por um técnico que cumpre apenas seu segundo ano de trabalho e que ainda é um “rookie”. Larry Drew pode vir a ser um dos maiores desde sempre, mas ainda não é. O Boston, como disse, penou para ganhar de um adversário fracote. Teve que levar o jogo para a prorrogação contra um adversário que improvisou um ala-armador (Joe Johnson) para marcar o principal jogador do oponente (Paul Pierce, um ala maior e mais forte).

O Celtics venceu por 90-84, mas a mim não convenceu. A mim apenas decepcionou. Claro que eu esperava mais. Esperava pelo deslanchar dessa equipe, de modo a imaginarmos um esquadrão que venha causar algum estrago no Miami numa provável final de conferência. Mas não foi o que vimos.

O Boston abriu 2-1 na série. Mas decepcionou.

Em Denver, o Lakers também decepcionou. Passou o jogo todo atrás, correndo feito criança perdida pela mão da mãe. Correu, correu, correu, mas não encontrou nada. O aproveitamento do time nos arremessos foi uma desgraça: 29-78 (37,2%). Kobe Bryant (foto AP), o principal jogador do time, estava, uma vez mais, com a mão descalibrada: 7-23 (30,4%). Ainda por cima, cometeu seis erros. Além disso, o banco contribuiu com apenas nove pontos. Um vexame. A humilhação torna-se ainda maior ao constatarmos que os reservas do Denver ajudaram com 39!

A fragilidade do Lakers foi tamanha e incontestável a ponto do trapalhão JaVale McGee, talvez impulsionado pelos gritos de Pam, a mãe, do lado de fora da quadra, essa fragilidade californiana foi tamanha que McGee fez nada menos do que 16 pontos e 15 rebotes.

O Denver venceu a partida por 99-84.

E o Lakers também decepcionou. E a série agora está 2-1 a seu favor.

INSENSATEZ

Na Filadélfia, o Sixers também penou para ganhar do Chicago por 79-74. Achei que não conseguiria. No quarto final o Bulls chegou a abrir 14 pontos de vantagem. Mas o tempo foi passando, passando e o Philadelphia foi encostando, encostando e o Chicago não tinha a quem recorrer, pois Derrick Rose, seu melhor jogador e um dos melhores da atualidade, não jogará mais esta temporada e, por isso, não estava em quadra.

Pressionado, foi fraquejando, fraquejando e cedeu a vitória ao Sixers. O time ficou desorientado nos minutos finais ao ver sua vantagem escapar pelos dedos, a ponto de Luol Deng, um dos mais experientes do time, tentar um arremesso de três a 20 segundos do estouro do cronômetro, num lance sem o menor cabimento. O Sixers, com isso, abriu 2-1 na série e se mantiver o mando, vence o confronto por 4-2.

Alguém disse aqui que o Chicago passaria pelo Philadelphia nesta série mesmo sem D-Rose. Duvidei. O Bulls é um time sem identidade, um time completamente diferente daquele time da fase de classificação, que mesmo sem D-Rose vencia. Mas vencia porque sabia que quando os playoffs chegassem, Rose estaria ao lado de todos, pegaria um a um pela mão e os guiaria para as vitórias. Agora, sem esta liderança, os jogadores não estão suportando a pressão e estão desnorteados. C.J. Watson e Kyle Korver saíram zerados de quadra e são o melhor exemplo deste cenário de conturbação. E conturbada também estava a cabeça de Tom Thibodeau. O técnico deixou em quadra um Joakim Noah que não tinha a menor condição de jogar e, pior do que isso, correndo o risco de ver agravada a sua situação. Depois de torcer violentamente o tornozelo esquerdo, Noah deveria ter ido para o vestiário iniciar naquele momento o tratamento do tornozelo lesionado. Mas Thibs deu provas, uma vez mais, que não tem bom senso. Neste caso, falo de insensatez.

RECORDE

O Boston decepcionou, mas Rajon Rondo não. O armador alviverde (foto Getty Images) tornou-se ontem o primeiro jogador na história dos playoffs da NBA a marcar 17 pontos, 14 rebotes, 12 assistências e quatro desarmes. Foi o sétimo jogo de playoff de Rajon que ele cravou um “triple-double”.

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sexta-feira, 4 de maio de 2012 NBA | 12:29

KNICKS E MAVS ESTÃO COM UM PÉ FORA DOS PLAYOFFS. PHIL JACKSON EM NOVA YORK?

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O campeonato acabou para New York e Dallas. Ambos voltaram a perder e agora estão em desvantagem de 0-3 em suas respectivas séries. Em toda a história da NBA, nunca um time conseguiu sair de uma situação dessas. Tabus foram feitos para serem quebrados, dizem por aí. Pode ser, mas, sinceramente, pego a mesma onda da mídia em todo o planeta: o campeonato acabou mesmo para New York e Dallas.

E cada um sai de um jeito melancólico. O Knicks batendo o recorde de maior número de derrotas consecutivas na história da NBA (somou sua 13ª ontem) e o Mavs, como atual campeão, correndo o risco de ser varrido na primeira rodada, o que, convenhamos, não é nada legal para quem ostenta o status de campeão do mundo, como os americanos gostam de dizer.

RECORDE

Ao perder ontem para o Miami por 87-70 o time nova-iorquino somou seu 13ª revés, como disse. O recorde negativo anterior era do Memphis, que ficou 12 contendas em playoffs sem saber o que era vencer. E mais: se perder novamente, no domingo, será a terceira varrida consecutiva do time da “Big Apple” em playoffs. Outro recorde para o livro de recordes da NBA.

FOMINHAS

O Knicks esbarrou em seus próprios problemas e em um adversário que, queiram ou não, é um dos mais fortes destes playoffs. Os erros do NYK saltaram aos olhos, pois numa noite onde LeBron James teve mais erros e faltas do que cestas feitas, nem assim foi possível aproveitar-se dessa debilidade para conseguir sua primeira vitória. Não foi possível porque Carmelo Anthony beira o insuportável. Fez 7-23 nos arremessos (30,4%) e não se mancou que o jogo era outro. J.R. Smith, outro fominha contumaz da NBA, que também dá nos nervos, fez 5-18 (27,7%) e igualmente não teve “semancol”.

Os dois juntos arremessaram 41 bolas. O Knicks chutou ao todo 69. Ambos atiraram 59,4% das laranjinhas que o NYK mandou contra a cesta adversária. Se estivessem com a mão quente, tudo bem: bola pra eles porque ambos vão decidir a partida. Mas não foi o caso. Em quadra, alucinados, perdidos, olhando apenas para o próprio umbigo, esqueceram-se que o basquete é um esporte coletivo e que o jogo tinha que passar por outras mãos.

No banco, o técnico Mike Woodson nada fez. Ao contrário: deu corda para ambos deixando-os praticamente o tempo todo em quadra. Melo jogou 43:13 minutos; J.R. atuou 38:58. Uma vergonha o comportamento do treinador.

Desta maneira, não tinha mesmo como ganhar. Nem mesmo numa noite onde LeBron James teve um aproveitamento ruim nos arremessos: 9-21 (42,8%). Num comparativo, nos dois confrontos anteriores, LBJ fez 18-32 (56,2%).

O jogo foi definido no segundo tempo, quando o Miami fez 51-30, placar este que frutificou no último quarto, numa corrida espetacular de 29-14.

Como no ano passado, o Heat é o time a ser batido nos playoffs do Leste.

MÁQUINA

Em Dallas, a surpresa da rodada. Pelos dois jogos feitos em Oklahoma City, não dava pra imaginar que o Mavs fosse levar uma tunda do Thunder. O placar de 95-79 poderia ter sido muito mais expressivo se os visitantes não poupassem os anfitriões. A diferença chegou a bater na casa dos 24 pontos. O final do jogo, dada a facilidade, virou um constrangedor “garbage time”.

O OKC foi um exemplo de como se deve jogar basquete. Cinco jogadores tiveram duplo dígito na pontuação (Kevin Durant, 31; Russell Westbrook, 20; e com dez pontos apareceram Serge Ibaka, James Harden e Derek Fisher), forçou o adversário a cometer 15 erros (oito foram os equívocos do Thunder), roubou 11 bolas (seis foram os desarmes do Mavs), deu sete tocos na partida (quatro saíram das mãos de Ibaka) e limitou o adversário a um aproveitamento modesto nos arremessos: 34,2% no total (26-76), sendo 31,8% nos triplos (7-22).

Tudo o que o OKC não tinha conseguido jogar diante de seus fãs ele jogou ontem à noite nas barbas da torcida adversária. E aquela impressão que a gente tinha de que o time ainda é inexperiente e carece de mais rodagem para ser um campeão de conferência, aquela impressão parece que é mesmo apenas uma impressão. Pelo que jogou ontem na vitória diante do atual campeão da NBA, o OKC deixa claro que vai mesmo brigar pelo título do Oeste.

A menos que tudo não passe de outra impressão.

FUTURO

A mídia americana diz que só há uma maneira de o New York se reencontrar: contratar Phil Jackson . P-Jax, como se sabe, está aposentado. Poupança gorda, escrevendo um livro, pescando, morando no meio do mato. O treinador mais zen de toda a história do esporte mundial não procura holofotes. Mas é um cara competitivo. E todo cara competitivo não se contenda em competir com o vizinho pra ver quem fisga mais peixes.

P-Jax pode voltar. A saúde, dizem, está ótima. E dirigir o Knicks é algo que o atrai barbaramente. Afinal de contas, foi em Nova York que ele conquistou seus dois anéis de campeão da NBA como jogador. O segundo deles, P-Jax nem conta como ganho, pois, contundido, ficou de fora a maior parte da temporada. Talvez ele queira compensar isso.

E tentar arrumar o passado recebendo por isso US$ 40 milhões em três anos de contrato, convenhamos, é tentador.

Tomara que seja verdade e isso se concretize. Ver P-Jax de volta seria espetacular. Em Nova York seria um “blockbuster”.

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quinta-feira, 3 de maio de 2012 NBA, outras | 11:37

INDIANA RECUPERA O MANDO DE QUADRA AO ATROPELAR O ORLANDO NA FLÓRIDA

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Quando o Indiana perdeu em casa a primeira partida da série para o Orlando, muitos disseram neste botequim terem ficado decepcionados com o resultado, pois esperavam mais do terceiro colocado do Leste. Até porque enfrentava o sexto, e esse sexto jogava sem seu principal jogador — e um dos principais da atual geração — o pivô Dwight Howard. Disse na época: o Pacers vai beliscar uma vitória na Flórida e vai se classificar na série.

Dito e feito; ontem o Indiana ganhou do Orlando fora de casa, fez 2-1 no confronto e pulou na frente pela primeira vez nesta contenda. Ganhou é pouco para dizer o que o time do técnico Frank Vogel fez: o Indiana machucou demais o Orlando ao vencer por uma vantagem de 23 pontos: 97-74.

O diferencial em favor do Pacers foi a atuação Roy Hibbert (foto AP). Disse outro dia que o desempenho ofensivo do pivô era de corar seu mais fanático seguidor, pois mesmo diante de um baixote como Glen Davis, ele tinha dificuldades para pontuar. Ontem, ao contrário, contribuiu com 18 pontos e fez o que dele se espera na série: encestou oito bolas, quase que o dobro das cinco acertadas nos dois confrontos anteriores.

Marcar é preciso, mas atacar também. Um jogador com status de “all-star”, que é um dos pilares da equipe, não pode se limitar apenas a defender quando tem pela frente uma clara situação de “mismatch”; ou seja: vantagem brutal em relação ao seu marcador, no caso de altura. Hibbert mede 2,18m enquanto que Davis tem apenas 2,06m. Hibbert é pivô, Davis é um ala-pivô que está no pivô porque D12 está fora do campeonato por conta da cirurgia nas costas.

Desta forma, espera-se que além de Danny Granger e sua mão calibrada, Hibbert também faça a diferença. Que Hibbert tenha sempre um duplo dígito na pontuação e que ela esteja mais perto das duas dezenas e não da simples dezena.

Basquete é um jogo de ataque e defesa. Os melhores times, os melhores jogadores, são aqueles que combinam as duas coisas. Não adianta só defender e pouco produzir no ataque, como também não adianta apenas pontuar e comprometer na defesa.

Apenas alguns puderam se dar ao luxo de ser um “descompensado” em quadra. Não é o caso de Hibbert.

RECUPERAÇÃO

Quando o Los Angeles Clippers venceu o Memphis no primeiro confronto da série, fiquei pensando cá com os meus botões: o time angelino pulou à frente, mas esta série é complicada, muito igual. Não sei se o Grizzlies vai recuperar o mando de quadra, convicção que tive no confronto entre Indiana e Orlando. Mas esta é uma série aberta.

Os dois times são muito parelhos e mesmo o time da terra de Elvis Presley mostrando dificuldades para suplantar um oponente que é dirigido por Vinnie Del Negro e que perdeu uma de suas principais peças, o ala Caron Butler, mesmo com o time da terra de Elvis Presley tendo jogado os dois primeiros jogos em casa, mesmo assim eu acho que em LA tudo pode acontecer. O Clips pode vencer as duas partidas; o oposto também pode ocorrer; bem como cada time obter uma vitória.

Não é “muretar”, é simplesmente constatar que esta série é muito parelha mesmo e é difícil ter alguma convicção. Talvez seja a série mais parelha destes playoffs.

Ontem a vitória ficou com o time da casa: 105-98. O.J. Mayo foi o destaque do Grizzlies com seus 20 pontos, dez deles no quarto final. Foram 20 pontos vindo do banco de reservas, compensando o baixo aproveitamento de Marc Gasol, que anotou míseros oito tentos e sete ressaltos. O espanhol, aliás, vem tendo uma série apagada. Soma média de 11,0 pontos e 6,5 rebotes. Estou atento a isso, pois Marc é um dos caras que têm que fazer a diferença neste embate para que o Grizzlies avance na competição.

A jogada da noite foi a seguinte: sozinho, em um contra-ataque, Tony Allen enterrou (não fez mais que a obrigação) e soltou um grito à la John Weissmuller. Parecia que tinha feita a enterrada da temporada, num grau de dificuldade monstruoso. Na jogada seguinte, tomou uma cravada de DeAndre Jordan que ultrapassou a humilhação. Allen ficou feito cachorro em dia de mudança, sem saber pra onde ir e o que fazer. Deu pena.

ATROPELAMENTO

Alguém anotou a placa do caminhão em cores preta e branca, que atropelou um fusquinha colorido com chapa de Salt Lake City?

Os que viram o tal caminhão alvinegro disseram que ele pegou a I-10 em direção ao Oeste. Testemunhas dão conta de que ele passou pelo Estado de New Mexico. A última informação é que ele está na fronteira com o Arizona e, ao que tudo indica, está rumando para Utah.

O serviço ainda não está completo.

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quarta-feira, 2 de maio de 2012 NBA | 17:45

CHANDLER É ELEITO MELHOR ZAGUEIRO DA NBA. TENHO DÚVIDAS

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Tyson Chandler foi eleito o melhor beque desta temporada na NBA. Se achei justo o prêmio dado ontem a Gregg Popovich, tenho muitas dúvidas em relação a este outorgado ao pivô do New York Knicks.

Quem me acompanha no botequim sabe muito bem que tenho o nariz torcido para Chandler (foto AP). Eu o considero apenas um jogador esforçado — e normalmente jogador esforçado (eufemismo para “ruim”) tenta sobreviver correndo atrás dos caras bons de bola não deixando-os jogar, pois não resta outra alternativa para eles, pois com a bola nas mãos são limitados. Claro que há exceções, mas, de uma maneira geral, eu vejo assim essa questão do “jogador esforçado”.

Meu escolhido seria Serge Ibaka. O congolês naturalizado espanhol, a meu ver, marcou muito mais que Chandler. Mas não foi este o entendimento dos jornalistas que votaram e deixaram o ala de força do Oklahoma City em segundo lugar e Chandler na liderança.

O prêmio representou a primeira deferência na área para um jogador do New York Knicks.

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NBA | 12:05

BOSTON SE DÁ BEM, CHICAGO SE DÁ MAL E LAKERS FAZ O QUE TINHA QUE FAZER

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O Boston venceu. Era esperado. O Boston venceu ontem o Atlanta fora de casa por 87-80 e isso tem a ver com dois fatores que não podem ser deixado de lado: 1) a contusão de Josh Smith; 2) a soberba partida de Paul Pierce especialmente no último quarto.

Josh vinha jogando muito bem até torcer o tornozelo a 4:20 minutos do final. O placar mostrava o Celtics na frente em 74-72. Smith tinha números expressivos na partida: 16 pontos, 12 rebotes, cinco assistências e dois tocos. Cuidava bem do garrafão georgiano. Mas veio a contusão e os planos de uma nova vitória do Hawks foram para o espaço.

Mas não apenas por conta da lesão de Josh Smith. Como disse, Paul Pierce (foto Getty Images) jogou uma barbaridade. Foi um tormento para a defesa do Atlanta. No último quarto marcou 13 de seus 36 pontos. The Truth terminou a partida com números significativos. Repito: 36 pontos e mais 14 rebotes. Alguém pode olhar o “box score” e apontar o dedo para os oito erros que Pierce cometeu. Verdade, foram oito erros, mas o ala do C’s cometeu esses oito erros porque teve a bola praticamente o tempo todo nas mãos. Pediu a bola porque sabia que esse era o jogo para o alviverde ganhar para reverter e vencer a série. E ele gosta desse tipo de jogo. Não se escondeu, apareceu, acertou e errou. Fez o que os grande jogadores costumam fazer: liderou o time no momento em que ele mais carecia de uma liderança.

Não vou dizer que a série acabou, mas a situação do Atlanta, que joga sem Al Horford e Zaza Pachulia, seus dois pivôs principais, vai ficar mais dramática ainda. Até porque as notícias vindas do vestiário do Hawks dão conta de que a lesão de Smith não é tão simples a ponto de colocá-lo em quadra na próxima sexta-feira, quando os dois times voltam a se enfrentar novamente. Se Josh não puder jogar, Jason Collins, um pivô limitado e que mal atuou esta temporada, será o responsável por guardar o garrafão. Ontem, por exemplo, ele deixou a partida faltando 8:25 para seu final. O Hawks ficou nas mãos de quatro armadores e Ivan Johnson, um ala que disputa apenas sua primeira temporada. Não conseguiu, claro, conter o adversário.

E dificilmente conseguirá se não houver uma solução para os problemas de contusão de seus pirulões.

NORMALIDADE

O Chicago foi detonado pelo Philadelphia em seu United Center por 109-92. A derrota veio mesmo no terceiro quarto, quando o Sixers fez uma corrida de 36-14 numa bagunçada defesa tricolor. Acertou 68,2% de seus arremessos. Não bastasse isso, o Philadelphia defendeu uma barbaridade e limitou o Bulls a apenas 25,0% neste período.

O Chicago sentiu demais a ausência de Derrick Rose, que não joga mais esta temporada por ter lesionado o joelho esquerdo. D-Rose foi ao ginásio. Foi aplaudido por todos antes de a partida começar, no centro da quadra. Mas quando a bola foi atirada ao alto, para dar início à contenda, D-Rose estava sentado em um dos camarotes do ginásio.

E assim será no restante da série.

Dá pra reverter e recuperar o mando de quadra? Sim, dá; até porque sem D-Rose o Bulls fez uma campanha extraordinária na fase de classificação. Bola pra isso o time tem. O que o time não tem é estofo psicológico para suportar a ausência definitiva de seu principal jogador. Até então, a equipe jogava numa boa, pois sabia que a qualquer momento Rose voltaria. Agora ela joga pressionada, pois sabe que seu líder só volta no ano que vem.

DIFICULDADE

O Lakers venceu o Denver com muita dificuldade ontem à noite em Los Angeles: 104-100. Não fosse a grande partida realizada pelo seu “big three” e, sei não, os amarelinhos poderiam ter passado por sérios apuros e quem sabe ter até perdido o confronto.

Kobe Bryant marcou 38 pontos e jogou o fino da bola, como se costumava dizer no meu tempo. Fez 15-29 nos arremessos (51,7%). No começo do prélio, então, caía tudo. KB pouco errava. Depois, mesmo desperdiçando alguns chutes, continuou no seu nível de excelência e comandando o time em quadra.

Os dois pivôs do time fizeram o seguinte: Andrew Bynum cravou 27 pontos, seu recorde em playoffs, enquanto que Pau Gasol anotou um “double-double”: 13 pontos e 10 rebotes.

Impressionou o trabalho de garrafão do Denver: foram 52 rebotes contra 48 do Lakers. Muito disso se deve ao trabalho abaixo do esperado de Bynum, que pegou apenas nove ressaltos.

De todo o modo, o time venceu.

A série agora vai para o Colorado. Dois jogos no Pepsi Center. Acho que o Lakers volta para Los Angeles com uma vitória na bagagem.

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