Adrian Wojnarowski, repórter do Yahoo! Sports, acabou de postar em seu Twitter que Chris Paul disse aos executivos do Clippers e Golden State que topa ir para qualquer uma dessas equipes se elas contratarem Tyson Chandler, um dos agentes livres desta temporada. CP3, se você não se lembra, jogou três temporadas com Chandler em New Orleans.
Wojnarowski é um dos caras mais bem informados sobre NBA na atualidade, é bom que se diga. Isso muda muito a situação, pois o sonho do Lakers de pegar os dois pode não se concretizar.
Vamos dar uma olhada no “cap” de Clippers e GSW? Vamos ver quem é que pode pegar CP3?
Vamos começar pelo centro-sul da Califórnia. A folha de pagamento do Clippers diz que o time já tem comprometido para esta temporada US$ 44,9 milhões.
A franquia está US$ 13,1 milhões abaixo do teto salarial. Isso sem contar os outros US$ 13 milhões que são bonificados pelo CBA de modo a não entrar na “Luxury Tax”.
Isso sem falar que a franquia ainda pode usar a cláusula de anistia e mandar embora Chris Kaman (US$ 12,2 milhões) ou Mo Williams (US$ 8,5 milhões). Esse dinheiro também pode ser usado.
Em outras palavras, dinheiro pra pegar os dois o Clippers tem—e ainda sobra um bom trocado para fazer novos investimentos.
O Clippers ficaria assim: CP3, Eric Gordon, um Mané qualquer, Blake Griffin e Chandler.
Caramba, um baita time!
Vamos rumar em direção ao norte da Califórnia. Sugiro viajarmos pela US 1 e não pela US 101. A US 1 é mais atraente, andamos pelo litoral, vendo o Pacífico e as belezas naturais deste que é um dos lugares mais lindos do planeta.
Passaremos por Santa Barbara, onde eu moraria fácil, fácil; um pouco mais ao norte chegaremos ao Big Sur, região onde morou Henry Miller, um dos mais brilhantes e despudorados escritores norte-americanos; e entre Carmel (a cidade de Clint Eastwood) e Monterrey a gente vai se deparar com a 17 Mile Drive: uma parada e nos encantamos com a fauna e a flora local, praticamente intacta.
A partir daí, é negócio pegar a US 101 até San José. Depois, vamos pela 880 e evitamos passar por San Francisco. Mas se a gente perde tempo em Frisco, podemos ir a Oakland cruzando a Bay Bridge, vendo à esquerda a Golden Gate, um dos monumentos arquitetônicos espetaculares da Califórnia. Acho que vale a pena, sem contar que a gente passa por Frisco, que dispensa comentário.
Finalmente chegamos a Oakland. Vamos olhar o “cap” do Golden State?
Olhando, vemos que o time já tem comprometido US$ 49,1 milhões para esta temporada. Deste montante, US$ 11 milhões serão destinados a Monta Ellis, que tem mais três anos de contrato, o último deles com opção do jogador.
Quer dizer, CP3 pode fazer um “sign-and-trade” com o New Orleans e o Clippers colocar Ellis no negócio. Isso faria sobrar grana para contratar Tyson Chandler.
O Warriors ficaria assim: CP3, Stephen Curry, um mané qualquer, David Lee e Chandler.
Caramba, um baita time também.
O que eu faria se fosse CP3? No papel, o Clippers é mais time, mas haverá sempre a concorrência do Lakers. E o Golden State, embora um pouco mais fraco reina absoluto na Bay Area.
Decisão difícil pra CP3. Ambas, confesso, são tentadoras.
PACOTÃO
Vários executivos da NBA, segundo o repórter Adrian Wojnarowski, do Yahoo! Sports, acreditam que o Chicago está dormindo de touca ao não tentar contratar Dwight Howard, sugestão que eu, modestamente, fui o primeiro a dar quando o Chicago foi eliminado pelo Miami nas finais do Leste.
Segundo esses executivos, o Bulls tem o melhor pacote para oferecer ao Orlando — exatamente o que eu propus há seis meses: Joakim Noah e Luol Deng pelo Super-Homem. Ou então (aí eu acho furada para o Orlando) Carlos Boozer no lugar de Luol.
E por que seria melhor para o Orlando fazer negócio com o Chicago e não com o Lakers, que segundo muitos também tem um ótimo pacote para o Orlando?
Porque se o Lakers oferecer Pau Gasol, estará oferecendo um jogador de 31 anos e que já dá sinais de que está na descendente. Se não estivesse, por que o Lakers estaria dispensando seus serviços? Serviços de um jogador que foi fundamental nos dois últimos títulos conquistados pelo Lakers, diga-se. Um jogador que no jogo sete da final contra o Boston, em 2010, foi o melhor em quadra e que levou o time nas costas na vitória por 83-79 numa noite em que Kobe Bryant fez 6-24 em seus arremessos — Gasol terminou a partida 19 pontos e 18 rebotes.
Se o Lakers oferecer Andrew Bynum, estará oferecendo um jogador de 24 anos. Jovem, é verdade, mas estará oferecendo um jogador que tem os joelhos comprometidos e que é instável emocionalmente. Tanto assim que estará de fora os cinco primeiros jogos do time nesta temporada para cumprir suspensão, fruto de sua entrada em J.J. Barea nos playoffs passado. E não foi o único destempero de Bynum na temporada, diga-se: ele fez o mesmo com Michael Beasley numa partida contra o Minnesota, lembram-se?
Bynum é um gigante, tem 2,13m; Dwight é outro, tem 2,11m. Bynum pesa 130 quilos; Dwight 120. E não tem nada de gordura no peso de Bynum. Ele é tão ou mais forte que Dwight. Eu já vi os dois de perto: Bynum é maior, impressionou-me mais; disse isso aqui em outras oportunidades. A diferença é que Dwight é mais definido, seus músculos saltam aos olhos.
E por que o Lakers estaria disposto a trocar Bynum por Howard? Exatamente porque seu pivô, como disse, tem os joelhos comprometidos e porque não é confiável. Você reconstruiria um time ao redor de Andrew Bynum?
Quanto aos jogadores do Chicago, Noah tem apenas 25 anos. Formou-se no basquete jogando na Universidade da Flórida, que fica em Gainsville, meia hora de carro ao norte de Orlando. É adorado na cidade.
Mas o Magic não faria um bom negócio ao pegar Noah apenas porque os fãs gostam da cor de seus olhos. Noah terminou a temporada passada com 11,7 pontos e 10,4 rebotes por jogo. E ninguém questiona o potencial do franco-americano, que tem os mesmos 2,11m de DH.
Luol Deng tem 26 anos e é reconhecidamente um dos melhores defensores da NBA. É o homem de confiança de Tom Thibodeau, treinador do Bulls. Defende muito e tem boa eficiência ofensiva. Terminou a temporada passada com 17,4 pontos e 5,8 rebotes por jogo.
Se Noah e Luol também não têm o perfil dos jogadores em quem você vai rodeá-los de outros atletas e a partir deles reconstruir uma franquia, ao menos eles são confiáveis física e emocionalmente — o que não acontece com Gasol e Bynum.
Como DH não quer ficar em Orlando, só resta ao Magic trocá-lo para não ficar com as mãos abanando. Mas se eu fosse Otis Smith, gerente geral do time da Flórida, faria negócio com o Chicago exatamente pelo que expus acima.
COMPARAÇÃO
Os mesmos executivos que entendem que o Chicago deveria investir em Dwight Howard dizem que ele ao lado de Derrick Rose formaria a melhor dupla armador-pivô desde os tempos de Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar.
ESCLARECIMENTO
É bom deixar claro o seguinte: o Chicago não procurou o Orlando e nem o oposto ocorreu. Dwight Howard já disse zilhões de vezes que quer jogar em Los Angeles ao lado de Kobe Bryant.
E é o que deve ocorrer.
NEGÓCIO
Enquanto DH não vem, o Lakers está acertando com o ala-armador Jason Kapono. Vem para o lugar de Shannon Brown, que irá alçar novos voos (entenda-se: quer ganhar mais dinheiro).
SUSPEITA
Steve Nash foi visto nesta terça-feira em Los Angeles. Seus seguidores começaram a twittá-lo, querendo saber o que ele faz em LA.
Acertando com o Lakers?
“Não, não estou aqui em negociação”, postou Nash em seu Twitter. “Estou aqui para gravar um comercial da Bridgestone com Tim Duncan”.
TRANCA
Portas que devem se fechar para Nenê Hilário: a do Clippers. O primo pobre de Los Angeles ofereceu um contrato de cinco anos para DeAndre Jordan num total de US$ 40 milhões, o que daria US$ 8 milhões por temporada.
Um dinheiro que eu duvido que DeAndre (nego-me a chamá-lo de Jordan) vá ganhar em qualquer outro time da NBA.
TABELA
Logo mais à noite, 22h de Brasília, a NBA divulga toda a tabela da fase de classificação. Estaremos atentos; assim que for divulgada, estaremos postando aqui no blog.
Portanto, quem tem férias programadas para este final de dezembro, ou então em janeiro ou fevereiro e quer ver jogos ao vivo, o momento de marcar a viagem chegou.