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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 NBA | 16:14

O ÍBIS DA NBA

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Na segunda-feira foi Kobe Bryant; ontem, LeBron James.

O fato é que o New York virou o Íbis da NBA.

Qualquer equipe mais qualificada que enfrenta o Knicks – não importa onde – ensaca o time da Big Apple.

Kobe fez 61 pontos na paupérrima zaga nova-iorquina no começo da semana, recorde de pontos de um jogador dentro do Madison Square Garden.

King James não quebrou a marca do armador do Lakers, mas anotou ontem um “triple-double” que vem encabeçado por 52 pontos, 11 assistências e 10 rebotes.

LeBron James contra o Knicks

Os 61 pontos de Kobe causaram polêmica neste botequim nos últimos dias. Os torcedores do Lakers, claro, defenderam a marca do jogador – nem todos, é bem verdade –, os outros disseram que esta tonelada de pontos pouco significava por ter sido contra um time que, reconhecidamente, não sabe marcar.

De fato, o New York virou o Íbis da NBA.

As pontuações das duas estrelas maiores da liga mostram isso.

E LBJ, como disse, fez ainda um triplo-duplo.

Foi o 21º. na carreira do jogador.

Como os americanos morrem de paixão por estatísticas, números, a informação que nos chega é que desde que a NBA se juntou com a ABA, em 1976, nunca um jogador, ao anotar um “triple-double”, fez tantos pontos.

Anteriormente a isso, no entanto, Wilt Chamberlain, em 1968, anotou 53 pontos em um “triple-double” vestindo a camisa do Philadelphia.

Mais um recorde para LeBron, que anteontem tornou-se o jogador mais jovem a atingir a marca dos 12 mil pontos na NBA.

Mais números: o Knicks transformou-se no primeiro time da liga, desde 1962, a permitir que um jogador faça 50 pontos ou mais, seguidamente, em sua cesta.

Antes de Kobe e LeBron, Elgin Baylor, do Lakers, tinha atingido o feito quando os amarelinhos de Los Angeles jogaram contra o San Francisco Warriors.

Pobre New York, o time virou mesmo o Íbis da NBA.

COLETIVO

Depois do jogo, vencido pelo Cleveland por 107-102, LeBron James fez questão de mostrar os vários aspectos de seu jogo.

Disse ele o seguinte: “Eu não jogo atrás de números, apenas faço o meu jogo. Vocês viram várias facetas dele esta noite, pontos, rebotes, assistências e defesa agressiva”.

De fato LBJ foi um jogador completo diante do New York.

Os números são claros e não deixam dúvida alguma quanto a isso.

O interessante é que King James só fechou o triplo-duplo a dois segundos do final, quando Chris Duhon arremessou uma bola de três que não atingiu o alvo e esta caiu limpinha nas mãos de LeBron.

DISCRETO

Anderson Varejão correu pra lá e pra cá; brigou pelos rebotes, tentou tomar a bola das mãos dos adversários, agitou o time no seu melhor estilo.

Mas se a gente for olhar para os números do capixaba, cai de costas dada a pobreza produtiva.

Andie anotou apenas um ponto e pegou só quatro rebotes.

Esteve 26 minutos em quadra, dez a menos do que ficava quando Zydrunas Ilgauskas estava machucado.

Naquela época, Varejão produzia mais.

Parece que ele está confuso quanto à limitação de seu tempo de jogo.

NO FIM

Foi no último ataque, mas foi. O Denver pulou miudinho para vencer o Oklahoma City, ontem à noite, fora de casa.

O autor da façanha, ou seja, o cara que marcou a cesta derradeira que deu a vitória ao Denver por 114-113, foi Carmelo Anthony.

E quem mais poderia ser?

Estrela da companhia, todos sabem que em situações como esta o certo é jogar a bola nas mãos de Melo que ele decide.

E decidiu mesmo.

Alguém pode estranhar a dificuldade do Denver diante de um dos piores times da liga – mas que melhorou muito nos últimos embates. A gente não pode se esquecer, porém, que o Nuggets jogou sem Chauncey Billups e Kenyon Martin.

Eles estão dodói.

Melo teve que fazer a função de Kenyon quando o time era atacado, com Renaldo Balkman em sua vaga.

Quando a situação se invertia, as posições também, pois Carmelo tem que ter liberdade de ação em quadra quando o Denver tem a posse de bola.

Por isso mesmo, acabou a partida com 32 pontos, cestinha do jogo, um a mais do que Kevin Durant, o ala do Thunder.

NENÊNene

O são-carlense voltou a ter um ótimo desempenho.

Marcou 20 pontos, mas deixou escapar outro “double-double” ao anotar oito rebotes. Finalizou o embate como reboteiro do time.

Se não deu nenhum toco, ao contrário da noite retrasada, diante do Sacramento, quando deu cinco, desta vez fez dois importantes desarmes.

Mais uma atuação sólida do melhor brasileiro na NBA atualmente.

FILEIRA

Foi a terceira vitória consecutiva do Denver. Nos últimos sete jogos, perdeu apenas um.

Levando-se em conta as dez partidas passadas, venceu sete delas.

O Denver, confesso, me surpreende. Não esperava tudo isso da equipe do técnico George Karl.

Às vezes perde o senso coletivo em quadra, mas isso não tem custado tão caro assim para o time do Colorado.

A companhia está com o moral alto.

É bom mesmo, porque agora o time vai fazer uma excursão de duas semanas ao Leste americano. Serão sete confrontos, que somados ao de ontem, totalizam os oito seguidos que o time terá neste mês de fevereiro.

Dá para ganhar quantos?

Por que não todos?

Ora, o Orlando, o oponente mais complicado, está sem Jameer Nelson, que lamentavelmente deslocou o ombro direito e talvez só volte a jogar nos playoffs. Por isso, o time alviceleste tem que pensar em vitória.

Pega também, na ordem, Washington (amanhã), New Jersey, Miami, (Orlando), Philadelphia, Chicago e Milwaukee.

Vocês não acham que dá para ganhar todas?

Eu acho que dá.

REFORÇO

Mas Chauncey Billups e Kenyon Martin precisam voltar.

Billups teve uma entorse no tornozelo direito; Kenyon está com dor de garganta.

Ambos devem entrar em quadra amanhã diante do Wizards.

TRIPLO-DUPLO

Liderado pelo ala Stephen Jackson, que anotou seu primeiro “triple-double” na carreira (30 pontos, 11 rebotes e dez assistências), o Golden State venceu o Phoenix por 124-112.

Quando a gente pensava que o Suns iria enfileirar vitórias, após a bronca que o time levou do dono da franquia, Robert Sarver, e do GM do Suns, Steve Kerr, eis que o Phoenix perde novamente.

O primeiro quarto foi um desastre.

Defesa?

O que é isso? – todos se perguntavam quando a buzina soou forte após 12 minutos de bola quicando.

O Suns perdeu o primeiro quarto por 43-30; dali para frente, foi correr atrás do Golden State, sem jamais encontrar o oponente.

“Eles nocautearam a gente no primeiro quarto”, disse o técnico Terry Porter.

E nocautearam mesmo.

A corrida final, no último quarto, quando o time do Arizona marcou 29-20, não foi suficiente para apagar as bobagens defensivas cometidas ao longo dos três quartos anteriores.

Mais uma derrota merecida; mais um golpe que o pavoroso Porter comete contra o time e seus fãs.

SOBRA

Olhando friamente para a estatística do jogo, a gente pode se impressionar com os 20 pontos marcados por Leandrinho.

Mas a metade deles foi realizada no chamado “garbage time”. Ou seja: quando a partida já está decidida e os dois treinadores colocam em quadra o time reserva.

Lamentável o que Terry Porter faz com Leandrinho.

As humilhações têm sido constantes para o paulistano nesta temporada.

MAIÚSCULA

Não importa que Chris Paul não estava lá. A vitória do Chicago diante do New Orleans por 107-93, na cidade do jazz, foi com “v” maiúsculo.

O time parece estar se encontrando na competição.

Antes desta viagem de seis jogos fora de seu United Center, o Bulls tinha um recorde “on the road” de quatro vitórias e 16 derrotas.

Agora, nesta meia dúzia de embates longe do lar, quatro vitórias e duas derrotas.

E a de ontem, como disse, foi com “v” maiúsculo.

Então, deixe-me dizer: foi uma Vitória e tanto.

NA COLA

O Bulls tem agora 28 derrotas, uma a menos do que o New Jersey, o oitavo colocado da Conferência Leste.

Por que não sonhar com uma vaga para os playoffs?

Não custa nada – se bem que o time é horroroso.

SORRY

Quero me desculpar com vocês pelo avançado da hora. É que a gente está com problemas técnicos aqui no iG que me impossibilitaram de postar este texto com mais antecedência.

Também quero me desculpar por não estar respondendo os comentários.

A razão é a mesma.

Assim que tudo se normalizar, voltamos a bater o nosso papo diário.

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009 NBA, basquete brasileiro | 14:56

COISA DE TIME PEQUENO

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Não dá para dizer que o Philadelphia é um time pequeno. Já foi campeão e Wilt Chamberlain, um dos maiores jogadores da história da NBA, vestia a camisa do Sixers quando bateu o recorde de cem pontos em uma partida diante do New York.

Mas a realidade atual é bem diferente daqueles tempos.

O time, à exceção da fase de Allen Iverson, quando chegou à final do campeonato na temporada 2000-01, tem vivido situações complicadas.

Nem mesmo a era Charles Barkley foi capaz de reconduzir a franquia aos tempos de conquistas.

Ontem, o que ocorreu no Wachovia Center ilustra bem a fase atual do Philadelphia, uma franquia que tem carregado o rótulo de time pequeno.

A equipe ficou na frente do Boston praticamente o jogo todo. No quarto final, liderou o marcador até quando o cronômetro marcava menos de um segundo para o final da partida.

Foi então que Paul Pierce recebeu a bola na altura da cabeça do garrafão, mas atrás da linha dos três pontos. Veio a dobra e ele viu Ray Allen escapar pela ponta esquerda.

O passe foi preciso; o arremesso também.

O Sixers, que vencia a partida por 99-97, viu sua vitória ir para o espaço quando a bola de Allen (foto AP) deslizou pela redinha: 100-99.

Hoje todos falam do arremesso do armador do Celtics. Lembram que ele fez isso também diante do Charlotte, na temporada passada, e muitos comparam a situação com aquela vivida por Jesus Shuttlesworth, seu personagem no filme “He Got Game”.

Mas eu prefiro falar do carimbo que marca o Sixers. Essas coisas só acontecem com time pequeno.

ERRO

O técnico Tony Di Leo não deve ter dormido até agora. Havia apenas dois jogadores do time que não poderiam ficar sem marcação: Paul Pierce e Ray Allen.

Foram fazer a dobra em cima de Pierce? Que não se usasse o marcador de Allen.

Foi exatamente o que aconteceu. Thaddeus Young, que marcava o camisa 20 do Celtics, tentou socorrer Andre Iguodala e deixou livre quem não poderia ficar.

O resultado foi que Allen acabou só e o arremesso foi feito com o maior conforto possível.

Não poderia dar outra.

Coisas que somente times pequenos cometem.

GRANDEZA

Como na NBA um time é pequeno hoje e grande amanhã, é claro que o Philadelphia pode se reerguer. Há jogadores com grande potencial dentro da franquia.

Andre Iguodala é o principal deles. Mas o próprio Thaddeus Young e Lou Williams são dois outros atletas que podem elevar o nível da franquia.

BANDEJA

O San Antonio entregou o jogo de ontem para o Denver.

Com dores no quadril e impossibilitado de atuar, Manu Ginobili era desfalque certo no time texano.

Mas para surpresa de todos, Gregg Popovich deixou Tim Duncan e Tony Parker (foto AP) descansando também; os dois e Michael Finley, outro que ganhou um “day off”.

Timmy e o francês estavam trocados, mas não entraram em quadra. Viram o jogo sentados nas cadeiras estofadas reservadas para quem está de fora.

O resultado não poderia mesmo ser outro: vitória do Denver por 104-96.

Apesar do triunfo, a decepção de todos que estiveram no Pepsi Center foi grande demais. O Nuggets se complicou diante do time reserva do Spurs e apesar de ter controlado quase que a totalidade do embate, em momento algum conseguiu aquela folga que a situação impunha ao time colorado.

Final de encontro, entrevista coletiva, e o técnico George Karl lascou: “Foi decepcionante [a atuação do time]. Imaturidade é a palavra que encontro para descrever o desempenho da equipe”.

E foi mesmo.

Mas é bom analisar também a questão sob outra perspectiva.

É claro que inconscientemente os jogadores do Denver frearam o ímpeto ao ver o time reserva do San Antonio em quadra. Não engataram a quarta e muito menos a quinta marchas em momento algum.

Com certeza, estivessem eles diante de um San Antonio com seus Três Tenores e os jogadores teriam entrado mais ligados em quadra.

Esta situação vivida pelo Nuggets é como cobrar pênalti: se marca o gol, não fez mais que a obrigação; se perde o mundo desaba.

Não é fácil estar diante dela.

PROVEITO

Quem se aproveitou da situação foi Carmelo Anthony. O ala do Nuggets fez 35 pontos, teve um ótimo aproveitamento nos arremessos (10-17, 58.8%), foi sensacional batendo lances livres (14-15, 93.3%) e ainda pegou nove rebotes.

Nenê Hilário também cumpriu bem o seu papel. Teve 50% de aproveitamento nos arremessos (7-14), 75% nos lances livres (3-4); com isso totalizou 17 pontos.

Foi bem igualmente nos rebotes, tendo fisgado 11, sendo cinco deles de ataque.

Mas o que se tem que destacar foram os cinco tocos que o são-carlense aplicou nos reservas do San Antonio.

Chris Andersen, com um toco a menos, também entrou ligado em quadra.

PROBLEMA

Chauncey Billups deixou a quadra no segundo quarto com uma torção no tornozelo direito.

Problema.

Mesmo que ele não esteja se comportando verdadeiramente como um armador, jogando, como tenho dito, mais para si do que para o grupo, Billups é um “all-star” e tem um troféu de MVP das finais quando ganhou o título com o Detroit em 2004.

Hoje, o jogador fará raio-X e uma ressonância no local.

A bruxa está solta na NBA.

RECORDE 1

O Cleveland ganhou mais uma dentro de sua Quicken Loans Arena. Aumentou a invencibilidade em seu ginásio para 23 jogos.

A vítima desta vez foi o Toronto: 101-83.

É o único esquadrão nesta temporada que ainda não foi derrotado diante de seus fãs.

O desempenho caseiro do Cavs é o quarto melhor em toda a história da NBA.

O melhor de todos pertence ao Chicago, que venceu 37 partidas seguidas em seu United Center na temporada 1995-96.

Depois vem o Orlando, que no mesmo campeonato ficou invicto um confronto a menos que o Bulls dentro da então Orlando Arena (hoje Amway Arena).

O Portland, no campeonato 1977-78, esteve imbatível diante de seus fanáticos torcedores, no Rose Garden, em 26 jogos.

Depois aparece o atual Cleveland.

A pergunta que fica é: inícios fulminantes são garantia de título?

Negativo; dos três times mencionados acima, apenas o Chicago acabou campeão.

RECORDE 2

Outro destaque do jogo de ontem foi a marca estabelecida por LeBron James (foto AP). O ala do Cavs tornou-se o mais jovem atleta a chegar a 12 mil pontos na carreira.

Atingiu a pontuação com 24 anos e 35 dias, superando Kobe Bryant que o fez aos 25 anos e 220 dias.

Os dois, é bom que se diga, não passaram pelo “college”. Foram direto do “high school” para a NBA, ao contrário, por exemplo, de grandes artilheiros como Kareem Abdul-Jabbar (UCLA), Michael Jordan (North Carolina) e Wilt Chamberlain (Kansas), que jogaram no basquete universitário antes de chegarem à NBA.

VAREJÃO

O capixaba se enrolou com as faltas no encontro de ontem à noite. Cometeu cinco e por isso ficou vendo o jogo a maior parte do tempo.

Atuou apenas 14 minutos.

Com tão pouco tempo disponível, não dava mesmo para fazer muito mais do que dois pontos e apanhar três rebotes.

Como costumo dizer, noite para ser esquecida.

LUTO

Depois da Michelle, agora foi a vez de Adilson.

Ambos foram vitimados pelo câncer.

Adilson lutava havia cinco anos contra a doença; infelizmente, assim como Michelle, foi derrotado.

Mas não nas quadras.

Nelas ele foi grande.

Adilson jogou cerca de 15 anos com a camisa da seleção. Começou em 1971 com um sul-americano no Uruguai. Acabou com os Jogos de Los Angeles em 1984.

Seu grande momento foi a medalha de bronze no Mundial das Filipinas, em 1978. O Brasil bateu a Itália por um ponto a um segundo do final, num arremesso longo de Marcel, quase que do meio da quadra.

Adilson era canhoto e tinha uma precisão no arremesso da zona morta que beirava a perfeição. Usava muito a tabela, como hoje faz Tim Duncan.

Não vi Rosa Branca jogar, mas tive a felicidade de ver Adilson em quadra.

Que ele também descanse em paz.

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  1. VAREJÃO ANULA NOWITZKI DENTRO DE DALLAS
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009 NBA | 15:06

KOBE FAZ HISTÓRIA NO TEMPLO DO BASQUETE

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Kobe Bryant não poderia ter escolhido melhor palco para bater seu recorde de pontos nesta temporada. E ao fazê-lo, entrou para a história do Madison Square Garden como o jogador a obter a pontuação máxima no templo sagrado do basquete norte-americano.

O Garden nova-iorquino é o Maracanã do basquete mundial. Um lugar mítico.

Por isso, os 61 pontos que Kobe anotou no triunfo do Lakers sobre o New York por 126-117 reluzem com mais intensidade se fossem anotados em qualquer outro ginásio do planeta.

Foram, na verdade, dois os recordes que KB quebrou:

1) O de maior número de pontos no ginásio do Knicks, superando a performance ofensiva do ala Bernard King, que em 25 de dezembro de 1984 tinha anotado 60 pontos com a camisa nova-iorquina;

2) O de maior número de pontos marcados por um jogador adversário do New York, superando 0s 55 tentos de Michael Jordan, que voltava à NBA com a camisa 45 do Chicago em 28 de março de 1995 depois de uma temporada e meia de afastamento.

Kobe (foto Reuters) barbarizou ontem à noite em Nova York.

Com certeza, sentiu-se estimulado pelos gritos que vinham de grande parte de todas as 19.763 poltronas do veterano ginásio norte-americano, que foram ocupadas em sua totalidade.

Sim, mesmo em Nova York, o Lakers parecia ter mais torcida do que o Knicks.

Já disse aqui neste botequim que o time da Big Apple é o Corinthians da NBA por causa do fanatismo de seus torcedores; e que o Lakers é o Flamengo pela sua popularidade.

Portanto, seria o mesmo que ver o time do Rio jogando no Pacaembu contra o Corinthians e dividir o estádio paulistano ao meio.

Foi mais ou menos o que aconteceu ontem na Big Apple.

O ápice deu-se ainda no segundo quarto, quando Kobe foi para a linha do lance livre e metade do ginásio começou a gritar: “MVP, MVP, MVP”.

Kobe sentiu-se, seguramente, no Staples Center de Los Angeles.

Inesquecível.

FRASE

“É uma benção você fazer o que gosta e viver momentos como este” — Kobe Bryant.

TROCA

Mitch Kupchak não pode perder tempo se ele quiser ver o Lakers campeão nesta temporada. Uma troca urgente tem que ser feita para compensar a ausência de Andrew Bynum.

Quem pegar?

Jermaine O’Neal; afinal, o pivô do Toronto não quer mais ficar no Canadá e já deixou isso bem claro.

A troca teria, necessariamente, que envolver Lamar Odom, pois é um jogador caro para o Lakers e que seria um atrativo e tanto para o Raptors.

E para fechar a acordo, pois O’Neal (foto AP) ganha mais do que Odom, o Lakers colocaria Vladimir Radmanovic no negócio.

Seria perfeito, pois o pivô canadense e o ala californiano têm apenas esta temporada de contrato. Rad tem ainda outra, mas talvez o sérvio seja útil ao Raptors e valha a pena sustentá-lo por mais um campeonato.

É questão de tentar – e convencer os canadenses.

Não acho um negócio tão difícil de ser concretizado.

Alguém pode dizer que Odom pode opor-se à troca. Então, digo eu, que vá chorar na cama que é lugar quente, pois ele não tem no contrato nenhuma cláusula que dá-lhe poder de veto em um negócio envolvendo seu nome.

OUTRO?

Olhando assim, à primeira vista, parece que o Orlando fraquejou diante de um time mais fraco. Mas isso para quem não acompanhou a partida.

O que de fato aconteceu na derrota do Magic para o Dallas (105-95) foi que o armador Jameer Nelson deixou o confronto ainda no terceiro quarto, contundido. E isso teve um peso enorme no resultado final.

O lance aconteceu quando o cronômetro da Amway Arena mostrava que faltavam 9:11 minutos para o final do período referido. O pivô – desculpem o trocadilho –, do “crime” foi Eric Dampier. O grandalhão do Mavs, após perder a bola para o armador do time da Flórida, jogou-o, vamos dizer, involuntariamente, ao chão.

Resultado: Jameer deslocou o ombro direito e não mais voltou ao jogo.

Naquele momento, é bom dizer também, o Dallas vencia por 56-51.

Sem Nelson, os texanos tiveram um caminho mais suave até a buzina tocar definitivamente.

Amanhã (quinta-feira), o baixinho do Orlando (1m83) vai fazer uma ressonância no local. Todos cruzam os dedos e esperam que nenhum ligamento tenha sido afetado.

Afinal de contas, ainda lateja na memória de todos a contusão de Andrew Bynum.

INCOMPREENSÃO

Confesso que não vi o jogo do Phoenix. Baseio-me nos relatos que leio na internet.

Quer dizer então que depois de ter feito 32 pontos diante do Chicago e ter sido o único jogador a se salvar da mediocridade (o time foi derrotado, em casa, por 122-111), o prêmio foi jogar apenas 15 minutos diante do Sacramento?

O resultado desta sovinice do técnico Terry Porter foi que o paulistano fez apenas 11 pontos ontem diante do Kings. Mas seu aproveitamento foi muito bom nos arremessos: 50% (3-6).

Desta meia dúzia de tiros, um deles foi um triplo que acertou o alvo.

Nos lances livres, 4-4.

Leandrinho (foto AP), se toca, meu velho, põe a cabeça para funcionar.

BRONCA

A barra pesou para o lado do técnico Terry Porter antes do jogo contra o Sacramento. O dono da franquia, Robert Sarver, e o GM do Suns, Steve Kerr, chamaram o treinador no cantão para uma conversa.

Bem, conversa é a maneira de falar, pois na reunião Sarver e Kerr falaram cobras e lagartos para Porter.

O que eu acho?

Que o castigo verbal não deveria ser aplicado apenas ao técnico; Kerr também teria que ser admoestado severamente.

Afinal, não foi ele quem engendrou esse time tétrico e contratou esse treinador pavoroso?

Enfim, parece que a paciência de Sarver está esgotando-se.

O resultado imediato da bronca foi que o time surrou o Sacramento por 129-81.

Mas não se deixem enganar: foi o Sacramento.

PERIGO

O San Antonio precisou de uma prorrogação para bater o Golden State por 110-105. Warriors que somou apenas 15 vitórias na competição e já apanhou em 34 oportunidades, tendo um parco aproveitamento de 30.6%.

São estas exibições que me deixam com um pé atrás em relação ao Spurs. Os adversários, já observei isso, não entram mais em quadra temerosos e creditando ao acaso uma possível vitória diante do San Antonio.

Nada disso; hoje, muitos encaram os texanos certos de que podem dobrar o tetracampeão da NBA. Não importa se dentro ou fora de casa.

O San Antonio tem 14 derrotas no campeonato; a metade delas dentro do AT&T Center.

Ontem, na Baía de São Francisco, o time estava completo. Não tinha ninguém suspenso ou doente.

A única nota digna de destaque foi o desempenho de Tim Duncan, o veterano zelador do garrafão do Spurs. Timmy fez 32 pontos, sua maior pontuação na temporada, e ainda pegou 15 rebotes.

Foi fundamental na recuperação da equipe no último quarto, quando levou o time nas costas e descontou uma diferença de 12 pontos em favor dos anfitriões.

O Golden State engrossou para o San Antonio, pois é…

Alguém pode dizer: engrossou mas não ganhou, ao contrário do que ocorreu com o Boston.

Verdade, mas aquele foi um momento ruim do Celtics na competição. O oposto ocorre com o San Antonio, que tem andado de mãos dados com o mau desempenho em muitos dos confrontos deste campeonato.

Por essas e por outras que eu acho que o time para diante do Lakers nos playoffs do Oeste.

HABILIDADE

A NBA divulgou ontem os quatro jogadores que vão participar do desafio de habilidades na noite de sábado.

São eles: Devin Harris (New Jersey[foto AP]), Jameer Nelson (Orlando), Tony Parker (San Antonio) e Derrick Rose (Chicago).

Se você não está familiarizado com o concurso, ele consiste em superar obstáculos passando, driblando e arremessando. Parece um campo de minigolfe, daqueles que as crianças tanto gostam; aliás, nem sei se eles ainda existem, pois meus filhos já são adultos.

Bem, são duas rodadas para cada um dos jogadores. Quem passar pelos obstáculos no menor tempo possível, avança para a semifinal e ganha o título aquele que bater não só as dificuldades, mas o relógio também.

Já ouvi opiniões contrárias ao evento aqui neste botequim, mas confesso que eu acho bem legal.

O concurso existe desde 2003, quando o “All-Star Weekend” foi disputado em Atlanta.

Os vencedores até o momento são os seguintes:

2003 – Jason Kidd (New Jersey)
2004 – Baron Davis (New Orleans)
2005 – Steve Nash (Phoenix)
2006 – Dwyane Wade (Miami)
2007 – Dwyane Wade (Miami)
2008 – Deron Williams (Utah)

OBS: Nelson, contundido no ombro, como vimos, provavelmente não participará do evento.

LUTO

Michelle Splitter, irmã do pivô Tiago Splitter, morreu ontem vítima de leucemia.

Num primeiro momento, Michelle tinha se recuperado da doença. Mas, infelizmente, ela voltou e não deu chances à menina de apenas 19 anos.

Como Tiago, também jogava basquete; como o irmão, também era alta; como o primogênito, também era talentosa.

Que Deus a proteja e console a família neste momento de dor.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009 NBA | 20:17

BYNUM PODE FICAR DE FORA ATÉ OS PLAYOFFS

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A maioria de vocês já sabe, mas falo para quem ainda não tomou conhecimento dos fatos: Andrew Bynum não vai ter que entrar na faca, mas o tempo de repouso é maior do que todos esperavam.

Terá de ficar de molho talvez por até três meses.

Muita coisa.

Traduzindo para jogos perdidos, o staff do Lakers calcula que ele vai perder provavelmente 27 dos 36 jogos restantes do time nesta fase de classificação. Esta é uma previsão otimista; a pessimista fala que ele pode voltar apenas nos playoffs.

Uma pena, pois havia muito tempo que um campeonato da NBA não era tão disputado como este.

Quem ficará em primeiro na classificação geral? Lakers, Boston, Cleveland ou Orlando?

Esta é a grande pergunta que todos fazem.

Agora sem Bynum, coloco o time de Los Angeles num patamar abaixo. Somente com muita superação os amarelinhos poderão fechar a temporada regular na frente dos três outros oponentes.

E o que isso pode significar?

Acho que no Oeste isso não será problema, pois mesmo que venha ficar em desvantagem em relação ao San Antonio, acho que o time passa do mesmo jeito, desde que Bynum esteja de volta, é claro.

O problema são as finais.

Sem poder realizar o maior número de jogos em casa, acho muito pouco provável que o Lakers dobre qualquer um dos três adversários do Leste.

Portanto, infelizmente para os seus torcedores, acho que esse campeonato está comprometido.

Não com o Lakers, mas com quem vencer a final da Conferência Leste.

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Autor: Fábio Sormani Tags: ,

NBA | 00:14

MO E GIBSON EMPOLGAM LEBRON

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LeBron James disse que foi emblemático. Não sei se foi para tanto, mas que foi significativo, isso foi.

Conto melhor a história, se é que você não sabe.

O terceiro quarto terminou com Allen Iverson fazendo uma bandeja e aumentando para oito pontos a vantagem do Detroit sobre o Cleveland.

King James precisava de um repouso, mas o placar do Palace of Auburn Hills exibia, para orgulho dos 22.076 torcedores do Pistons, Detroit 66-58 Cleveland.

Tudo corria bem para os anfitriões. Embora faltasse um tempo ainda pela frente, tudo indicava que o time conseguiria uma importante vitória diante do Cavs.

A confiança vinha do bom basquete da equipe e do retrospecto recente do Cleveland, que dos últimos nove jogos fora de casa havia perdido cinco deles.

E King James precisava de um repouso no início do último quarto. A diferença, que era de oito pontos, como vimos, poderia chegar a uma dúzia – quem sabe até mais.

O técnico Mike Brown sabia que King James precisava de um repouso naquele momento. Não foi cruel com seu melhor jogador; deixou-o no banco, que na verdade é uma cadeira toda estofada.

Para surpresa geral dos 22.076 torcedores que estiveram em Auburn Hills, o Cleveland, com King James repousando, fez uma corrida de 15-2 e assumiu definitivamente o controle do jogo.

Wally Szczerbiak começou o quarto derradeiro no lugar de LeBron, mas foram Daniel Gibson (foto AP) e Mo Williams  que destruíram o Detroit. Williams fez oito pontos e Gibson anotou sete.

Os dois necessitaram de apenas 4:36 minutos para colocar um ponto final nas pretensões do Detroit, que neste período curto de tempo marcou apenas dois pontos, fruto de um arremesso de Rip Hamilton.

“Esta temporada está sendo diferente, porque temos jogadores que podem assumir o controle do jogo defensiva e ofensivamente”, garantiu LBJ. “Em nenhum momento neste campeonato eu senti pressão por estar do lado de fora da quadra”.

Será que é para tudo isso mesmo?

Não sei se o time está pronto para ser forte também fora de casa. O retrospecto recente, como vimos, não indica isso.

Mas a vitória diante do Detroit, por 90-80, foi importante – não sei se emblemática.

O Pistons não é mais aquele time difícil de ser dobrado quando joga diante dos fãs. Auburn Hills não causa mais tanto temor nos visitantes por causa da balbúrdia de seus torcedores, que têm estado bem mais comportado, fruto da pouca inspirada temporada do Detroit.

Nesta temporada a equipe venceu 13 e perdeu 11 partidas no não mais assustador Auburn Hills.

Portanto, eu diria: menos, LeBron, menos.

CRÉDITO

Ao mesmo tempo, não há como não reconhecer o valor da contratação de Mo Williams.

O baixinho (1m85) que veio do Milwaukee no começo deste campeonato deu um novo tempero ao time de Ohio.

Ele exibe uma média de 17.2 pontos por partida, praticamente a mesma das duas últimas temporadas em Wisconsin.

Mas ele desempenha outro papel em quadra, tão importante quanto pontuar, que não aparece nas estatísticas: com ele jogando, a marcação pensa duas vezes se vai dobrar em cima de LeBron.

Se o fizer, Mo Williams terá liberdade em quadra. E com liberdade, o armador do Cavs torna-se um tormento para qualquer zaga.

Ao flutuar na marcação, sobra espaço para LeBron jogar do jeito que ele mais gosta: no um contra um, onde ele pode exibir todo o seu talento e dar vazão à sua descomunal força física.

LBJ fechou a partida com 33 pontos; Mo, com 22.

Foram os dois cestinhas do time na vitória de ontem.

PSICOLÓGICO

A euforia de LeBron James talvez tenha origem no fato de que o Cleveland tinha perdido os últimos quatro embates diante do Detroit em Auburn Hills.

Tabu é um negócio que machuca. Enfurece e deprime ao mesmo tempo.

Talvez por isso, ganhar ontem em Michigan tenha sido tão significativo para LeBron, a ponto de ele ter dito o que disse: “Esta temporada está sendo diferente, porque temos jogadores que podem assumir o controle do jogo defensiva e ofensivamente. Em nenhum momento neste campeonato eu senti pressão por estar do lado de fora da quadra”.

Mas eu volto a dizer: menos, LeBron, menos.

BANCO

Zydrunas Ilgauskas voltou ao time do Cleveland no jogo passado, na vitória do Cavs sobre o Clippers por 112-95. Atuou 29 minutos.

Deixou na estatística do jogo diante dos californianos números como 20 pontos e 11 rebotes.

Ontem, jogou cinco minutos a mais e anotou 13 pontos e seis rebotes.

Onde quero chegar?

Em Anderson Varejão (foto AP), é claro, que ontem marcou dois pontos e pegou seis rebotes.

O capixaba, que chegou a ficar em quadra até 40 minutos em duas partidas com a ausência do lituano, viu seu tempo se reduzir dramaticamente.

Com a contusão de Ilgauskas, Varejão teve uma média de atuação de 34:20 minutos por jogo. Nos dois últimos embates do Cleveland, já com Z em quadra, Andie atuou exatos 24 minutos.

Dez minutos e vinte segundos a menos.

Mas não é para ficar enfurecido e nem deprimido. É assim que o técnico Mike Brown quer; foi isso que ele planejou antes de a temporada começar.

O brazuca sabe muito bem que tem lugar cativo nos planos do técnico Brown.

Ao contrário do que ocorre com Leandrinho, lá do outro lado do território norte-americano.

DOENTE

Kevin Garnett amanheceu gripado no dia de ontem. Febre alta, dores pelo corpo, mal estar, indisposição, dor de cabeça, enfim, sintomas que todo ser humano conhece quando o influenza pega-nos de surpresa.

Doc Rivers, coach do Celtics, decidiu deixar KG em casa, repousando. Nada de ir para o jogo.

O adversário era o Minnesota, que em janeiro fez uma campanha de dez vitórias e apenas quatro derrotas. Inferior apenas ao recorde do San Antonio, que marcou 12-3 no primogênito mês do ano.

E a ausência de KG quase custou a vitória do Boston. Não fosse Paul Pierce (foto Reuters), que cravou 36 pontos no aro do Wolves, e o Celtics poderia ter amargado uma derrota inesperada.

Os anfitriões chegaram a abrir uma diferença de 21 pontos no terceiro quarto, quando marcou 71-50. Os visitantes, no entanto, foram baixando a diferença, mas faltaram forças para igualar e passar à frente.

Resultado final: Celtics 109-101 Wolves.

Tivesse o Minnesota dois Al Jefferson em quadra e a vitória teria vindo. O ex-pivô do Boston, que entrou na troca com Garnett, anotou 34 pontos e 11 rebotes.

Um gigante; mas não na proporção de KG.

A troca, insisto, valeu a pena.

Post scriptum: Garnett está realmente bem debilitado; deve se ausentar também da partida de amanhã contra o Sixers, na Filadélfia.

RESSONÂNCIA

O resultado dos exames que o pivô Andrew Bynum fez ontem em Nova York será conhecido hoje. Todos esperavam pelo resultado ontem.

Bynum fez a ressonância às 11h da manhã na Big Apple. Mas o médico David Altchek, que fez a cirurgia no joelho esquerdo do jogador na temporada passada, estava na Flórida e só iria chegar em Nova York no final da noite.

Portanto, como disse John Black, assessor de imprensa do Lakers, resultado, só hoje, para agonia geral da nação amarelinha.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , ,

domingo, 1 de fevereiro de 2009 NBA | 13:07

NOVO DRAMA PARA O LAKERS

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Agora foi o joelho direito; menos mal. O duro se fosse no esquerdo, que abortou a temporada passada de Andrew Bynum e que tantos problemas causaram ao pivô durante a sua recuperação e que custaram a ele 67 partidas.

E ao Lakers também, que acabou perdendo a decisão do título da NBA para o Boston. Tivesse com Bynum em quadra, o Los Angeles poderia ter ficado com o título.

Mas o fato é que a gente não sabe.

O jogador deixou a partida de ontem em Memphis, ainda no primeiro quarto, após ser atropelado por Kobe Bryant, que tentou uma bandeja e ao cair colidiu com o joelho do pivô (foto AP).

O tom de preocupação que tomou conta de todos após o incidente foi substituído por um sentimento de alívio depois que o raio-X feito revelou que nenhum osso foi quebrado.

Neste domingo, em Nova York – o Lakers pega o Knicks amanhã à noite –, Bynum vai procurar David Altchek, o especialista que fez a cirurgia e acompanhou sua recuperação no ano passado. Fará uma ressonância no local para ver a extensão da contusão e se ligamentos foram afetados.

Mas tomara que tudo não tenha passado de um grande susto.

O próprio jogador tratou de tranquilizar a todos depois da partida. “Não ouviu nenhum estalo, ao contrário do que aconteceu na contusão passada, quando não conseguia fazer pressão na perna e nem mesmo andar”, disse o jogador.

Mas até que a palavra final do especialista nova-iorquino seja dada, os torcedores do Lakers estarão com os dedos cruzados.

De qualquer maneira, é provável que Bynum fique de fora seis semanas, pois houve uma entorse no joelho. E se isso realmente ocorrer, o sonho do Lakers de ganhar a competição poderá se tornar um pesadelo.

ANÁLISE

O Lakers tem nove derrotas; o San Antonio, 14.

A diferença é grande, já disse isso aqui, e praticamente impossível de ser descontada.

Mas desde que o Lakers jogue completo.

Sem Bynum em algumas partidas – ele poderá ficar de fora até meados de abril segundo estima o staff médico da franquia –, o time texano poderá descontá-la e, quem sabe, acabar na frente após a fase de classificação.

Isso complicaria demais a vida do Lakers em uma provável final de conferência com o Spurs, como tudo indica. Com a vantagem de quadra, o San Antonio ficará mais robusto neste enfrentamento.

Mas mesmo que passe – como aconteceu na temporada passada, quando jogou sem Bynum –, sem a vantagem de quadra contra Boston, Cleveland ou Orlando, o Lakers dificilmente terá chance de dobrar qualquer um dos três oponentes do Leste americano em uma final.

Vamos, pois, esperar pelo desenrolar dessa nova novela californiana; de hoje não passa.

Até a noite a gente saberá por quanto tempo Andrew Bynum ficará de molho.

VITÓRIA

Mesmo sem Andrew Bynum, que deixou a partida quando ainda faltavam 6:55 minutos para o final do primeiro quarto, o Lakers derrotou o Memphis.

Com 25 pontos de Kobe Bryant e 24 de Pau Gasol, os amarelinhos de Los Angeles venceram por 115-98.

Mas teve que correr atrás da vitória.

Virou o primeiro tempo atrás no marcador em seis pontos: 61-55.

Ficou bem claro que os jogadores estavam abatidos com o incidente envolvendo Bynum.

IMPORTANTE

O San Antonio fez sua parte mais uma vez. Ontem à noite, bateu o New Orleans em seu AT&T Center por 106-93, a terceira vitória seguida.

O Spurs, atentem a isso, foi o time com melhor desempenho neste janeiro que acabou de findar-se: 12 vitórias e apenas três derrotas.

Além disso, o triunfo foi importante porque os dois times brigam pelo segundo lugar no Oeste. O Spurs tem 14 derrotas; mandou o Hornets para 16.

Com o tropeço, o New Orleans foi suplantado pelo Denver, que é o líder da Divisão Northwest.

Nada menos do que seis jogadores do time texano terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação: Tony Parker (25), Manu Ginobili (22), Michael Finley (20), Matt Bonner (13), Tim Duncan (12) e Roger Mason (10).

REAÇÃO

O Chicago fez sua terceira vitória seguida. Bateu o Phoenix, fora de casa, por 122-111. Resultado justo.

O time da cidade dos ventos parece ter reagido à chacoalhada que o dono da franquia, Jerry Reinsdorf, deu. O patrão afirmou, semana passada, que o atual elenco do Bulls é um “desastre” e que causa “constrangimento” a todos.

E mais: disse que se estivesse sentado em qualquer uma das confortáveis poltronas do United Center, levantaria-se e vaiaria o time impiedosamente.

O recado parece que foi bem entendido.

Depois de ter perdido para o Minnesota, em sua primeira partida de uma excursão de sete jogos longe de casa, o Chicago enfileirou, como disse, três vitórias diante de Clippers, Sacramento e ontem em Phoenix.

COMPETÊNCIA

O “backcourt” titular do Bulls funcionou com a mesma precisão de um relógio suíço. Derrick Rose (foto AP) e Ben Gordon marcaram, cada um, 26 pontos. No total, 52 pontos.

O time não ficou atrás em momento algum da partida.

Na última sexta-feira, o Bulls venceu o Sacramento pela primeira vez na capital californiana desde que Michael Jordan deixou a franquia no final da década de 1990.

Quase dez anos sem vencer o Kings fora de casa.

A chance de o Chicago se classificar para os playoffs é boa. Afinal de contas apenas duas derrotas a mais ele tem em relação ao Milwaukee, o oitavo colocado no Leste.

E, cá para nós, o Bucks não é nada disso.

TRISTEZA

O que falar do Suns?

A sorte do time do Arizona é que o Utah vem mal das pernas, principalmente por causa da contusão de Carlos Boozer, o que enfraqueceu demais o Jazz.

Tivesse completo, e o Phoenix estaria hoje fora do G-8 do Oeste.

Como vimos acima, os armadores do Bulls totalizaram 52 pontos. Sabe quantos tentos Steve Nash e Jason Richardson, juntos, marcaram para o Phoenix? 27.

Mesmo assim, Richardson, um jogador limitado e que vive às custas de seu malabarismo improdutivo, ficou um minuto a mais que Leandrinho em quadra: 33 a 32.

Sabe quantos pontos Leandrinho fez? 32, a sua maior pontuação na temporada.

Dá para entender a teimosia do técnico Terry Porter com Richardson em relação a Leandrinho?

Difícil.

Mas, analisando a questão, o que me ocorre é o seguinte: Steve Kerr, GM do Suns, deve estar obrigando Porter a deixar Richardson em quadra o máximo que for suportável.

Claro, porque se ele for para o banco e de lá sair em alguns (poucos) momentos de uma partida, ou mesmo se atuar apenas no “garbage time” – que, aliás, é o que ele merece pelo que vem produzindo –, como é que Kerr vai justificar a troca feita com o Charlotte e que mandou para a Carolina do Norte Boris Diaw e Raja Bell?!?!?!

Não tem explicação.

E, com isso, quem sofre é o time e seus torcedores.

E Leandrinho também.

NBB

Tenho recebido solicitações de alguns parceiros deste botequim para que o blog venha falar também sobre o campeonato brasileiro de basquete.

Quero dizer a vocês todos que é impossível, para mim, acompanhar todas as competições. Não vejo nem mesmo torneios europeus.

Com esta impossibilidade, resolvi eleger apenas um campeonato para acompanhar bem de pertinho: o da NBA.

E é sobre a liga norte-americana que este blog vai tratar – como vem acontecendo desde que suas portas foram abertas.

Agora, é claro que em momentos importantes de outros campeonatos, a gente pode desviar o olhar para eles também.

Principalmente quando a nossa seleção estiver em quadra.

De qualquer maneira, o espaço de vocês está aberto. Fiquem à vontade para comentar, pois, como já disse, não há qualquer censura neste botequim.

IDÉIA MALUCA

Seguinte, vou revelar o que me passa pela cabeça: estou tentando encontrar um local aqui em São Paulo, onde moro, para que a gente possa fazer uma reunião dos frequentadores deste botequim.

Data: 15 de fevereiro, dia do “All-Star Game”.

Acontece que o número de internautas que acessa o blog é muito grande e isso tem inviabilizado parcerias. Estou, obviamente, fazendo uma estimativa, pois sei que quem mora fora de Sampa não poderá estar presente a esta possível reunião.

Estou batendo em várias portas e a resposta tem sido negativa, sempre.

É muita gente, não temos espaço – é o que tenho mais ouvido. Ou então: não podemos reservar uma área desse tamanho (estou computando cerca de 70 pessoas para o nosso encontro) para vocês.

De qualquer maneira, não desisti ainda de idéia. Tenho ainda mais alguns dias.

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sábado, 31 de janeiro de 2009 NBA, basquete brasileiro | 10:16

UM TÍTULO PARA NÃO SER ESQUECIDO

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Hoje faz 50 anos que o Brasil ganhou seu primeiro título mundial. Foi em 1959, no Chile.

Sua maior conquista?

Não.

Seria então o título mundial de 1963?

Também não.

Qual então?

Quais, eu respondo: as duas medalhas de bronze que o Brasil ganhou nos Jogos de Roma, em 1960, e Tóquio, quatro anos depois.

E os dois Mundiais, não foram importantes?

Claro que sim, mas o correspondente à Copa do Mundo de futebol no basquete são os Jogos Olímpicos. Ganhar o ouro Olímpico seria o mesmo que ganhar um Mundial de futebol.

E sabem por que o Mundial não é tão importante quanto uma Olimpíada? Porque os EUA, o Brasil do futebol no basquete, nunca deram importância aos Mundiais na mesma proporção que deram – e ainda dão – aos Jogos Olímpicos.

Na Olimpíada sim eles mandam o que têm de melhor.

No torneio do Chile, por exemplo, o selecionado norte-americano não foi representado pelos jogadores universitários e nem pelos atletas que disputavam a AAU (Amateur Athletic Union) League, pois seus campeonatos estavam em andamento. O jeito foi apelar por uma equipe da Força Aérea dos EUA, que foi recrutada no último momento.

Anúncios foram feitos pelos jornais em todo o território norte-americano para selecionar os jogadores.

O resultado foi que dos atletas escolhidos pelo técnico Charles “Buzz” Bennett nenhum deles tinha mais do que 1m95 de altura.

Some-se a isso o fato de que dois dos titulares, Robert Jeangerard e Eddie White, contundiram-se um dia antes de o time pegar o avião para a América do Sul e ficaram de fora do grupo final.

No ano seguinte, nos Jogos de Roma, aí sim, os EUA – que haviam ganhado o ouro olímpico nas quatro edições olímpicas disputadas – mandaram o que tinham de melhor na época. Na capital italiana estiveram jogadores como Walt Bellamy, Bob Boozer, Jerry Lucas, Oscar Robertson, Adrian Smith e Jerry West.

A nata dos EUA à época.

Ganharam o ouro, com a extinta URSS ficando com a prata. O Brasil ficou com o bronze, o que mostra que aquela geração brasileira era de fato sensacional.

Some-se à indiferença ianque ao Mundial do Chile o fato de a URSS só não ficou com o título porque se recusou a jogar contra Formosa (hoje Taiwan) por não reconhecer o país como nação independente. Em represália, a Fiba retirou todos os pontos dos soviéticos.

E o Brasil acabou ficando com o título de campeão mundial.

Nossos bravos jogadores, capitaneados por Vlamir Marques – terceiro maior cestinha do Mundial com média de 18.6 pontos por jogo – e Amaury Pasos – o MVP da competição –, evidentemente não têm nada com isso.

E daí que os EUA foram com um time de militares? E daí que os pontos soviéticos foram retirados?

Danem-se todos.

Somos campeões mundiais!

HERÓIS

Os 12 jogadores brasileiros que sagraram-se campeões mundiais foram os seguintes:

Fernando de Freitas (Brobró) — armador
Pedro da Fonseca (Pecente) — armador
Wlamir Marques — ala
Waldemar Blatskauskas — ala
Zenny de Azevedo (Algodão) — ala
José Senra (Zezinho) — ala
Jathyr Schall — ala
Amaury Pasos — ala/pivô
Waldir Boccardo — ala/pivô
Carmo de Souza (Rosa Branca) — ala/pivô
Edson Bispo dos Santos — pivô
Otto Phol – pivô

O treinador brasileiro foi Togo Renan Soares, conhecido como Kanela. Seu auxiliar técnico era João Francisco Braz. Kanela, se você não sabe, era tio de Jô Soares.

JOGOS

Primeira fase
Local: Temuco

16/1 – Brasil 69-52 Canadá
17/1 – Brasil 65-73 URSS
18/1 – Brasil 78-50 México

Segunda fase
Local: Santiago

22/1 – Brasil 94-76 Formosa (Taiwan)
23/1 – Brasil 62-53 Bulgária
24/1 – Brasil 63-66 URSS
28/1 – Brasil 99-71 Porto Rico
30/1 – Brasil 81-67 EUA
31/1 – Brasil 73-49 Chile

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 NBA | 12:45

UM ARGENTINO QUE VALE O QUE PESA

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Não é apenas nos playoffs que você separa homens de meninos. Nos grandes jogos da fase regular também.

Ontem, no Arizona, aconteceu um deles.

Manu Ginobili saiu do banco, anotou 30 pontos (sua maior pontuação na temporada) e destruiu o Phoenix na vitória do San Antonio por 114-104.

Aos 31 anos, o argentino já não tem mais o vigor de antes. Mas continua sendo mortal, pois tem a sábia inteligência dos homens maduros.

Não comporta-se como um jogador perdulário em quadra, atitude típica dos mais jovens e dos medíocres.

Manu (foto AP) perdeu os 12 primeiros jogos do time nesta temporada por causa de uma cirurgia no tornozelo, contusão agravada por causa de sua participação nos Jogos de Pequim, contrariando orientação da franquia texana.

Está ainda em fase de recuperação de seu ritmo ideal de jogo.

Mas quando os grandes jogos chegam, ele bate à porta do sucesso e esta lhe é escancarada em reconhecimento ao seu talento.

Em apenas um confronto nesta temporada contra os grandes times ele não teve duplo dígito na pontuação. Foi na derrota para o Lakers, em Los Angeles, no dia 25 passado, por 99-85, quando anotou apenas nove pontos.

E não por coincidência, foi um único revés do time nos últimos sete jogos.

Manu é um jogador diferenciado.

Sua defesa salta aos olhos. Vigiou Leandrinho boa parte do tempo em que o brasileiro esteve em quadra e inibiu os movimentos do paulistano, que conseguiu arremessar apenas cinco bolas contra a cesta texana.

Suas infiltrações rasgam defesas adversárias como a faca de um açougueiro.

Seus lances livres flertam com a perfeição. Ontem, acertou os 18 arremessados.

Foi um tormento para a defesa do Phoenix, que não mostrou em nenhum momento sequer da partida a mesma eficiência que o argentino exibe quando vigia o oponente.

Com marcação frágil contra si e inspirado como esteve não havia mesmo outro cenário a ser desenhado ao final do confronto.

Dos estrangeiros que não passaram pelo “college”, Manu é sem dúvida o maior de todos os tempos – até o momento – na história da NBA.

TENORES

Mas é claro que não foi apenas Manu quem brilhou. Os outros dois tenores também.

Tony Parker, mesmo tendo sofrido um toco humilhante de Grant Hill no último quarto, não se abateu por isso – faz parte do jogo – e cravou 26 pontos.

Tim Duncan, que duelou com Shaquille O’Neal e saiu vencedor uma vez mais, cravou 20 pontos e apanhou 15 rebotes.

Os três juntos marcaram 76 dos 114 pontos do San Antonio.

Precisa falar mais?

TIMIDEZ

Havia muito tempo que eu não via um Leandrinho tão tímido em quadra. Fez lembrar seus primeiros jogos na NBA, quando pisava em ovos por não estar ainda familiarizado com a liga e com os companheiros.

Como disse acima, arremessou apenas cinco bolas contra o aro do San Antonio. Acertou duas delas.

Desses cinco tiros, um foi de três, em completo desequilíbrio, quando o relógio dos 24 segundos estava para soar.

Lances livres foram apenas três durante os 22 minutos que esteve em quadra.

Ao invés de mostrar gana em ter a bola nas mãos, limitava-se a procurar os cantos da quadra para os arremessos triplos.

Mas, como falei anteriormente, Manu Ginobili não deixou-o desmarcado em nenhum segundo. Conformou-se com a situação quando deveria buscar alternativas para criar espaços.

Não à toa deixou a quadra com apenas sete pontos.

E se atuou pouco foi porque não justificou, enquanto esteve em quadra, ser merecedor de mais oportunidades.

Noite para ser esquecida.

INTELIGÊNCIA?

Vocês viram a mais nova de Terry Porter? Mandou os jogadores do Phoenix fazer o hak-a-shaq em cima de Bruce Bowen.

O treinador do Phoenix (foto AP) deve ter passado semanas debruçado em cima das estatísticas do San Antonio e quando viu que Bowen tinha um aproveitamento de cerca de 50% de seus lances livres, não teve dúvidas: hak-a-shaq nele!

E o que aconteceu? Bowen acertou seis dos oito cobrados, mostrando uma eficiência de 75%.

Só faltou o ala texano ter dito para Porter: “Chupa!”

REBAIXAMENTO

A derrota fez o Phoenix cair para a oitava posição na Conferência Oeste. Tem as mesmas 19 derrotas do Dallas, mas conquistou uma vitória a menos.

Por isso mesmo, seu percentual de aproveitamento é menor.

A sorte é que o Utah vive uma estiagem de vitórias para a benção de Suns e Mavericks. O Jazz perdeu seus últimos quatro jogos e dos últimos seis ganhou apenas um.

CRESCIMENTO

Enquanto isso, o San Antonio tenta não perder o Lakers de vista, pois ainda sonha em terminar a fase de classificação em primeiro lugar.

Perdeu apenas uma de suas últimas sete partidas. Foi, no entanto, exatamente para o time de Los Angeles.

Mas texano que é texano não desiste jamais. Não conhece o lema do Estado? “Don’t mess with Texas”.

O Spurs tem 14 derrotas contra nove dos amarelinhos da terra do cinema.

Particularmente, acho missão impossível.

É bom o San Antonio contentar-se com o segundo lugar e tentar um milagre no final da conferência.

Ao mesmo tempo, tomar cuidado com o New Orleans, que, como ele, tem 14 derrotas no geral.

Um descuido e babau: cai para o terceiro lugar.

POBREZA

Saltou aos olhos a pobreza do Cleveland no jogo de ontem contra o Orlando, na Flórida. Especialmente na primeira metade do último quarto, quando deixou de defender e mostrou uma falta de imaginação ofensiva digna dos lanterninhas da competição.

Perdia por apenas três pontos (73-70) quando o relógio marcava 1:04 minuto para o final do terceiro quarto e deixou o Orlando fazer uma corrida de 26-4 em 7:44 minutos e ampliar a vantagem para 25 pontos: 99-73.

Não havia mais nada a fazer a não ser torcer para que o tempo passasse o mais rápido possível para que o vexame não fosse maior.

Com a vitória garantida, os jogadores do Magic tiraram o pé do acelerador, frearam algumas vezes e viram a vantagem despencar para 11 pontos: 99-88, placar final do encontro.

DESCALIBRADO

LeBron James foi um fiasco ontem à noite. Acertou apenas dez de seus 27 arremessos (37%) e metade dos seis lances livres cobrados diante do Orlando.

Deixou a quadra com 23 pontos.

O que preocupa é que nos confrontos diante dos times que vão brigar pelo título, LBJ tem se mostrado tímido quando o embate é na quadra inimiga.

King James tem uma média de quase 28 pontos por jogo. Diante de Boston, Lakers e Orlando, na quadra inimiga, como disse, ele anotou, respectivamente, 22, 23 e 22 pontos.

E o Cavs perdeu todos estes três confrontos.

O Cleveland ainda não enfrentou o Spurs nesta temporada. O confronto em San Antonio será no dia 27 de fevereiro próximo.

Vamos ver como King James vai se comportar, se como lobo ou cordeiro.

SORTE

Mike Brown mandou Big Ben Wallace marcar Dwight Howard. Com isso, Anderson Varejão não precisou tomar analgésicos e anti-inflamatórios depois da partida.

Marcar o Super-Homem da NBA não é uma tarefa para humanos.

Tanto que Big Ben nada fez diante de Howard. O pivô do Magic deixou o jogo com 22 pontos e 18 rebotes. O do Cavs fez miseráveis dois pontinhos e pegou inexpressivos três rebotes.

Longe de Howard, o capixaba foi um dos reboteiros do time ao lado de LeBron James com oito no total. Marcou nove pontos em 32 minutos de participação no clássico do Leste.

Varejão fez o que pôde, mas o que pôde fazer foi insuficiente para ter qualquer interferência no resultado da partida.

RETROSPECTO

Se a vitória mandou o Orlando para um recorde de 18 vitórias e apenas quatro derrotas nos últimos 22 enfrentamentos, a derrota lançou o Cleveland para uma campanha de cinco derrotas e quatro vitórias em seus últimos nove jogos longe da Quicken Loans Arena.

Lobo em casa e cordeiro fora dela?

ALL-STAR GAME

A NBA divulgou ontem os reservas, que são escolhidos pelos treinadores de suas respectivas conferências.

São eles:

LESTE
Chris Bosh
Danny Granger
Devin Harris
Joe Johnson
Rashard Lewis
Jameer Nelson
Paul Pierce

OESTE
Chauncey Billups
Pau Gasol
Dirk Nowitzki
Shaquille O’Neal
Tony Parker
Brandon Roy
David West

Apenas um reparo: Billups entre os selecionáveis. Deron Williams, do Utah, é muito mais jogador do que ele.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009 NBA | 16:09

DENVER COMPLICA-SE COM NOVA DERROTA

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O Denver foi um fiasco ontem à noite. Pegou um adversário desfalcado de dois de seus melhores jogadores e perdeu.

Não importa que o jogo tenha sido em Nova Orleans. Vencer o Hornets, na situação referida, era imperativo.

Mesmo sem Carmelo Anthony.

Mas a vitória acabou não acontecendo.

Ao perder para o New Orleans por 94-81, deixou de encostar no oponente na tabela de classificação. Além disso, possibilitou a chegada do Portland em seus calcanhares, uma vez que o time do Oregon bateu o Charlotte, em casa, por 88-74.

O Hornets, com o triunfo, ficou com um recorde de 28-14 (66.7%) e o Denver com 30-16 (65.2%). Ambos poderiam estar empatados em número de derrotas.

Com os 16 revezes, o Nuggets fica com uma a menos do que o Blazers, que tem uma campanha de 28-17 (62.2%).

E no caso de terminar empatado ao final de classificação com o New Orleans, poderá perder no critério primeiro de desempate: confronto direto.

O Nuggets já fez seus dois jogos contra o Hornets no Pepsi Center. Perdeu um e ganhou outro. Foi derrotado no primeiro dos dois enfrentamentos na New Orleans Arena, ontem à noite.

Mais uma partida entre ambos vai ocorrer. Ela está marcada para o dia 25 de março, uma quarta-feira, novamente na Louisiannia.

O Denver tem que vencer para ao menos terminar o confronto em 2-2 e depois ver como se sai nos outros critérios de desempate.

Já disse aqui neste botequim: acho pouco provável que o Nuggets termine a fase de classificação entre os quatro primeiros.

DESFALQUES

Como disse acima, o New Orleans jogou sem dois de seus principais jogadores: David West e Tyson Chandler. Duas das três peças de seu “frontcourt”.

Mesmo assim, o Denver não conseguiu tirar proveito.

Jogar com Nenê (foto AP) e Kenyon Martin, o tempo todo, era o mais indicado. Foram explorados?

Médio, pois Chauncey Billups, uma vez mais, armou o jogo para si; J. R. Smith, com a posse de bola, enxergou, como sempre, apenas a cesta adversária.

Vejam a diferença entre os dois times no quesito assistências: 23 para o New Orleans, 18 para o Denver.

A diferença não é tão significante, concordo. Mas se a gente considerar que David West estava ausente do jogo, isso tem outro peso, pois só restava a CP3 atirar contra o aro adversário.

Billups não precisa disso, mesmo com a ausência de Carmelo Anthony. Mesmo assim, arremessou 14 bolas e acertou só quatro. Fez 12 pontos e deu apenas duas assistências.

Chris Paul anotou os mesmos 12 pontos (3-12), mas deu dez assistências.

Smith arremessou 17 bolas contra a cesta adversária.

Ou seja: os dois homens do “backcourt” do Nuggets deram 31 tiros contra o aro inimigo.

Somados os arremessos de Nenê e Martin, temos 21 chutes – dez a menos por parte de quem deveria ter dez a mais.

Acontece, também, que o são-carlense voltou a ter uma noite sem muito brilho. Ou melhor: luziu apenas no primeiro tempo, quando marcou todos os seus 11 pontos.

No segundo, deixou a quadra zerado. Produziu apenas dois rebotes e uma assistência.

Enquanto isso, Kenyon cravou 22 pontos. Quer dizer: fez sua parte.

Talvez por essa timidez ofensiva de Nenê que os dois fominhas colocaram definitivamente as manguinhas de fora e saíram arremessando de tudo quanto é lugar.

ANÁLISE

A gente tem visto que Nenê tem tido problemas no segundo tempo.

Por que isso ocorre?

Não sei; só sei que o são-carlense é um no primeiro tempo e outro no período final.

Na NBA todos os treinadores são detalhistas. A comissão técnica é grande. O “staff” médico é atento a tudo.

Alguma coisa está acontecendo, porque não é possível um jogador do nível do Nenê cair tanto de produção de um tempo para o outro.

E o que me intriga é que a mídia local não atentou ainda para o fato.

OBRIGAÇÃO

Ontem falei aqui que alguns jogos o time favorito tem que carimbar. É claro que isso não é regra, porque senão a gente não veria a zebrinha passeando às vezes pelas quadras da NBA.

Digo isso porque o Chicago não deu espaço para a surpresa.

Visitou ontem o Clippers e venceu por 95-75.

Quem gostou foi o Oklahoma City, que galgou mais uma posição na tabela de classificação.

Ao término de rodada retrasada, o Thunder tinha deixado a lanterninha da competição para Washington e Sacramento.

Com as derrotas do Wizards para o Miami (93-71), na Flórida, e do Sacramento para o Celtics (119-100), em Boston, o Thunder está agora na 26ª. colocação.

Mas é importante ressaltar que o time fez sua parte. Recebeu ontem o Memphis em seu Ford Center e ganhou por 114-102.

Novamente Kevin Durant (foto AP) foi o nome do jogo. Ele anotou 35 pontos, 10 rebotes, seis assistências e quatro tocos.

Está jogando muito.

Sem dúvida que ele tem grande responsabilidade pelo recorde de 8-6 nos últimos 14 jogos.

Anteriormente a essas partidas, a campanha do Thunder era de 3-29.

Méritos também para Scott Brooks, o novo treinador do Oklahoma City, que pegou o time na lata do lixo e deu dignidade a ele e, consequentemente, aos jogadores.

TOURO

Mas e o Chicago, seus torcedores podem perguntar?

Voltemos, pois, ao Bulls.

O time vinha de cinco derrotas enfileiradas. Havia perdido para San Antonio, Atlanta e Toronto em seu United Center e New York e Minnesota fora de casa.

Fez ontem seu segundo jogo de uma excursão de sete partidas longe do lar. Conseguiu bater o Clippers e por um fim a esta série incômoda de derrotas.

E sabe quem é que foi vital para o time?

Luol Deng.

O sudanês naturalizado inglês anotou 23 pontos e apanhou nove rebotes. Aliás, sejamos justos, Deng voltou a jogar bem.

O time precisa muito dele.

Bem como do talento de Derrick Rose, que deu as caras novamente ontem ao marcar 21 pontos e dar seis assistências.

Hoje o time descansa; amanhã pega o cansado Sacramento, que acabou de voltar para casa depois de uma excursão de quatro jogos fora de casa, quando perdeu todos.

O Kings, aliás, não vence há sete embates.

Como ontem, o Chicago não pode perder esta chance de ouro para fazer nova vitória.

RETORNOS

Marcus Camby e Baron Davis voltaram ao time do Clippers no encontro de ontem.

O armador, que jogou 22 minutos, estava completamente descalibrado: 1-10 em seus arremessos, três pontos ao final da partida e mais quatro assistências. Foram 13 jogos ausentes. Fez muita falta.

O pivô (foto AP) ausentou-se menos: cinco jogos. Ontem, ficou em quadra o mesmo tempo que Davis e marcou apenas seis pontos e pegou igual número de rebotes.

Pouco ainda, mas é um fiozinho de esperança que surge no horizonte de um time que parece ter sido criado para perder.

ÍDOLOS

A NBA divulgou ontem a relação das camisas mais vendidas. Kobe Bryant segue sendo o mais popular jogador de basquete da atualidade.

Mais do que LeBron James.

O armador do Lakers ficou em primeiro lugar na relação das camisas mais vendidas. Depois dele aparece a camiseta de Kevin Garnett.

Na terceira posição é que vem LBJ.

Anote aí os outros “top ten”:
4º. Chris Paul;
5º. Allen Iverson;
6º. Pau Gasol;
7º. Paul Pierce;
8º. Dwyane Wade;
9º. Derrick Rose;
10º. Nate Robinson.

No ano passado, nesta mesma época do ano, a NBA também divulgou esses números e havia uma inversão dos dois primeiros colocados. Kobe recupera o posto, que foi dele em 2007 também.

Como é feita a pesquisa?

Com base das vendas da megastore da Quinta Avenida em Nova York e também pela internet.

São computadas desde que a temporada se iniciou até quase este final de janeiro.

IDÉIA MALUCA

Tenham paciência; acho que amanhã eu conto o que tenho em mente.

Notas relacionadas:

  1. MARTIN FOI DECISIVO PARA O DENVER
  2. DENVER DÁ MOLE E QUASE PERDE
  3. UMA DERROTA QUE PODE CUSTAR CARO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009 NBA, basquete brasileiro | 15:50

UMA DERROTA QUE PODE CUSTAR CARO

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A derrota para o Charlotte por 117-110 além do gosto amargo pode ter um preço que o Lakers talvez não consiga pagar.

Esse papo de que o que vale são os playoffs e que a fase de classificação é para encher linguiça, não é verdade – como são falsas muitas “verdades” sobre o basquete.

O Lakers pulou do primeiro para o terceiro lugar na classificação geral do campeonato por causa deste revés. Tem agora um recorde de 35-9 (79.5%), contra 35-8 (81.4%) do Cleveland, o líder, e 37-9 (80.4%) do Boston.

Pelo que a gente tem visto nesta temporada, existe uma igualdade entre os três times mencionados e o Orlando.

O mando de quadra pode ser decisivo na apuração do campeão.

O que Phil Jackson, Kobe Bryant e companhia estão pensando agora é: o que fazer para descontar esta derrota? Afinal de contas, perder para o Bobcats, que tem um percentual de apenas 42.2% de aproveitamento de seus jogos (19-26), não estava nos planos de ninguém.

Quem quer ganhar o campeonato não pode perder para Washington, Sacramento, Memphis e Oklahoma City. E nem para o Charlotte, um time que até então tinha vencido apenas cinco de seus 17 jogos em quadra estrangeira.

Mas o Lakers perdeu.

E perdeu por quê?

Por dois motivos: 1) porque Kobe Bryant (foto AP) deixou o jogo com seis faltas na primeira prorrogação; 2) porque o Lakers é freguês de carteirinha do Charlotte, uma vez que dos últimos seis jogos entre eles, o Cats ganhou cinco.

Nada mais?

Não, nada. O Charlotte jogou muita bola e a gente tem que louvar a intensidade de jogo da equipe da Carolina do Norte. Como se diz habitualmente na NBA, não dá para ganhar todas as noites.

E quando você entra em quadra sem muito foco, o adversário pode se aproveitar disso. Até mesmo o Charlotte.

Um time que se viu privado de contar com um de seus principais jogadores – Gerald Wallace – quando o tempo normal estava para se encerrar e teve em seu substituto – Shannon Brown – uma grata surpresa vinda do banco.

Brown anotou 14 pontos, cinco deles na última prorrogação.

E já que falamos em números, não dá para passar despercebido os 23 pontos, nove rebotes e nove assistências de Boris Diaw, um simples reserva do Phoenix, que foi para Charlotte e transformou-se num grande jogador.

Os 18 pontos e 11 rebotes de Emeka Okafor também não devem ser desprezados.

E o que falar das 31 assistências do Cats contra apenas 19 do Lakers? O que isso significa? Ora, que o time jogou dentro de um sistema, o que não aconteceu com o Lakers, onde seus jogadores preferiam pegar a bola e resolver tudo individualmente.

Pra finalizar, mesmo com Andrew Bynum fazendo uma grande partida (24 pontos, 14 rebotes e seis tocos), os amarelinhos foram batidos na briga do garrafão por 53-42.

Como pode um jogador como Pau Gasol ficar em quadra 42 minutos e marcar apenas dez pontos e fisgar míseros sete rebotes?

Só há uma explicação: não dá para jogar bem todas as noites.

DID YOU KNOW?

Você sabia que apenas dois times têm recorde positivo no confronto direto contra o Lakers em toda a história da NBA?

O Boston venceu 151 partidas diante do Los Angeles e perdeu 117.

E o Charlotte – isso mesmo, o Charlotte – ganhou cinco e perdeu quatro embates no confronto contra o time da terra do cinema.

DISCRETOS

Assim foram os dois brasileiros na rodada de ontem.

Anderson Varejão marcou sete pontos e apanhou seis rebotes, dois deles de ataque, em 35 minutos em quadra. Foi novamente importante com seu jeito irrequieto a contagiar todos os companheiros.

Ajudou, a seu modo, o Cleveland a conquistar sua 21ª. vitória em 21 partidas disputadas na Quicken Loans Arena, desta vez diante do Sacramento, por 117-110 – coincidentemente, o mesmo placar do jogo do Lakers, mas este sem prorrogações.

É sempre bom lembrar: o Cavs é a única equipe que não foi dobrada dentro de seus domínios neste campeonato.

Já Nenê ficou oito minutos a menos em quadra. Fez 10 pontos e pegou sete rebotes (só um ofensivo).

Mas o ruim da atuação do são-carlense foi que ele cometeu oito erros – muita coisa. Além disso, pela primeira vez no campeonato, ficou abaixo dos 50% de aproveitamento em seus arremessos: 2-5.

Foi pouco agressivo, mas ajudou o Denver a bater o Memphis por 100-85, fora de casa.

Como disse anteriormente, não dá para jogar bem todas as noites.

DESTAQUES

Dois foram os destaques do Cleveland na vitória diante do Sacramento.

Mo Williams, o armador do time, marcou 43 pontos em 42 minutos jogados. Pode dar a impressão, numa rápida leitura, que ele foi fominha.

Negativo: distribuiu ainda 11 assistências.

E mais: fisgou oito rebotes.

Foi a melhor atuação do baixinho (1m85) desde que ele se juntou ao Cavs no começo desta temporada.

Ele espera que esses números sejam argumento suficiente para convencer os treinadores do Leste a convocá-lo para o “All-Star Game” do dia 15 de fevereiro próximo, em Phoenix.

Mas o que talvez ele não saiba é que na tarde de ontem os treinadores entregaram seus votos para a NBA. Ninguém pôde levar em conta o que Williams fez em quadra.

Já no “All-Star Game”, eleito que foi pelos fãs, LeBron James (na foto Reuters junto com Mo Williams) anotou seu 20.o “triple-double” de sua carreira – o terceiro da temporada – ao cravar 23 pontos, 15 rebotes e 11 assistências.

De LBJ não há mais o que se falar; de Mo Williams ainda fica uma ponta de dúvida para saber como é que ele vai se comportar quando os playoffs chegarem.

Afinal de contas, Williams entrou em quadra nesta fase decisiva em apenas cinco oportunidades em sua breve carreira de NBA. Foi na temporada 2005/06, quando o Milwaukee, seu ex-time, caiu diante do Detroit por 4-1.

Inexperiente, portanto. E, como sempre dizia Michael Jordan, nos playoffs é que você separa os homens dos meninos.

Por isso, como disse, há este ponto de interrogação.

ALERTA

Já chamei a atenção aqui neste botequim: Chauncey Billups está jogando mais para ele do que para o time – e esta não é a função de um armador.

Na vitória de ontem diante do Memphis, foram 29 pontos e três assistências. No jogo passado, diante do Utah, 22 pontos e uma assistência!

Também já falei que talvez ele esteja se comportando desta maneira por causa da ausência de Carmelo Anthony.

Pode ser.

Quero ver como Billups vai se comportar quando Melo voltar.

BRASIL

Começa esta noite o Novo Basquete Brasil (NBB). O nome não ajuda, mas deixa isso pra lá.

O que conta é o que os jogadores vão fazer em quadra, como os treinadores vão dirigir suas equipes, como os torcedores vão se comportar nas arquibancadas e se a organização do campeonato vai atender o mínimo necessário para a competição ser vistosa.

Claro, também os ginásios têm que ter um aspecto higiênico para ficarem bonitos na tevê.

Sem dúvida que é uma luz no fim do túnel, mas que brilha com pouca intensidade neste momento. Pode tornar-se vivaz se os passos dados por todas essas pessoas forem na direção certa.

O que isso quer dizer?

Que há que se ter comportamento profissional por parte de todos os envolvidos.

Globo e SporTV estão investindo na competição. E bem. Os parceiros são ótimos, nosso basquete não pode perder mais esta oportunidade.

Quanto a competição, com times ímpares, um deles folga na rodada de abertura: o Bauru.

O campeonato começa com um clássico que chama a atenção: Pinheiros x Flamengo, o atual campeão brasileiro. Pinheiros de Marquinhos, ex-New Orleans, versus Flamengo de Baby, ex-Toronto e Utah.

O jogo será em São Paulo, às 20h de Brasília, e será transmitido ao vivo pelo SporTV.

Anote aí os outros jogos desta primeira rodada:

Vila Velha x Araraquara
Paulistano x Minas
São José x Lajeado
Limeira x Joinville
Brasília x Assis
Vitória x Franca

Notas relacionadas:

  1. DENVER PODE TROCAR IVERSON POR BILLUPS
  2. A DIFERENÇA QUE UM TIME FAZ
  3. MAIS UMA DERROTA DO BASQUETE BRASILEIRO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , ,

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