O ÍBIS DA NBA
Na segunda-feira foi Kobe Bryant; ontem, LeBron James.
O fato é que o New York virou o Íbis da NBA.
Qualquer equipe mais qualificada que enfrenta o Knicks – não importa onde – ensaca o time da Big Apple.
Kobe fez 61 pontos na paupérrima zaga nova-iorquina no começo da semana, recorde de pontos de um jogador dentro do Madison Square Garden.
King James não quebrou a marca do armador do Lakers, mas anotou ontem um “triple-double” que vem encabeçado por 52 pontos, 11 assistências e 10 rebotes.
Os 61 pontos de Kobe causaram polêmica neste botequim nos últimos dias. Os torcedores do Lakers, claro, defenderam a marca do jogador – nem todos, é bem verdade –, os outros disseram que esta tonelada de pontos pouco significava por ter sido contra um time que, reconhecidamente, não sabe marcar.
De fato, o New York virou o Íbis da NBA.
As pontuações das duas estrelas maiores da liga mostram isso.
E LBJ, como disse, fez ainda um triplo-duplo.
Foi o 21º. na carreira do jogador.
Como os americanos morrem de paixão por estatísticas, números, a informação que nos chega é que desde que a NBA se juntou com a ABA, em 1976, nunca um jogador, ao anotar um “triple-double”, fez tantos pontos.
Anteriormente a isso, no entanto, Wilt Chamberlain, em 1968, anotou 53 pontos em um “triple-double” vestindo a camisa do Philadelphia.
Mais um recorde para LeBron, que anteontem tornou-se o jogador mais jovem a atingir a marca dos 12 mil pontos na NBA.
Mais números: o Knicks transformou-se no primeiro time da liga, desde 1962, a permitir que um jogador faça 50 pontos ou mais, seguidamente, em sua cesta.
Antes de Kobe e LeBron, Elgin Baylor, do Lakers, tinha atingido o feito quando os amarelinhos de Los Angeles jogaram contra o San Francisco Warriors.
Pobre New York, o time virou mesmo o Íbis da NBA.
COLETIVO
Depois do jogo, vencido pelo Cleveland por 107-102, LeBron James fez questão de mostrar os vários aspectos de seu jogo.
Disse ele o seguinte: “Eu não jogo atrás de números, apenas faço o meu jogo. Vocês viram várias facetas dele esta noite, pontos, rebotes, assistências e defesa agressiva”.
De fato LBJ foi um jogador completo diante do New York.
Os números são claros e não deixam dúvida alguma quanto a isso.
O interessante é que King James só fechou o triplo-duplo a dois segundos do final, quando Chris Duhon arremessou uma bola de três que não atingiu o alvo e esta caiu limpinha nas mãos de LeBron.
DISCRETO
Anderson Varejão correu pra lá e pra cá; brigou pelos rebotes, tentou tomar a bola das mãos dos adversários, agitou o time no seu melhor estilo.
Mas se a gente for olhar para os números do capixaba, cai de costas dada a pobreza produtiva.
Andie anotou apenas um ponto e pegou só quatro rebotes.
Esteve 26 minutos em quadra, dez a menos do que ficava quando Zydrunas Ilgauskas estava machucado.
Naquela época, Varejão produzia mais.
Parece que ele está confuso quanto à limitação de seu tempo de jogo.
NO FIM
Foi no último ataque, mas foi. O Denver pulou miudinho para vencer o Oklahoma City, ontem à noite, fora de casa.
O autor da façanha, ou seja, o cara que marcou a cesta derradeira que deu a vitória ao Denver por 114-113, foi Carmelo Anthony.
E quem mais poderia ser?
Estrela da companhia, todos sabem que em situações como esta o certo é jogar a bola nas mãos de Melo que ele decide.
E decidiu mesmo.
Alguém pode estranhar a dificuldade do Denver diante de um dos piores times da liga – mas que melhorou muito nos últimos embates. A gente não pode se esquecer, porém, que o Nuggets jogou sem Chauncey Billups e Kenyon Martin.
Eles estão dodói.
Melo teve que fazer a função de Kenyon quando o time era atacado, com Renaldo Balkman em sua vaga.
Quando a situação se invertia, as posições também, pois Carmelo tem que ter liberdade de ação em quadra quando o Denver tem a posse de bola.
Por isso mesmo, acabou a partida com 32 pontos, cestinha do jogo, um a mais do que Kevin Durant, o ala do Thunder.
O são-carlense voltou a ter um ótimo desempenho.
Marcou 20 pontos, mas deixou escapar outro “double-double” ao anotar oito rebotes. Finalizou o embate como reboteiro do time.
Se não deu nenhum toco, ao contrário da noite retrasada, diante do Sacramento, quando deu cinco, desta vez fez dois importantes desarmes.
Mais uma atuação sólida do melhor brasileiro na NBA atualmente.
FILEIRA
Foi a terceira vitória consecutiva do Denver. Nos últimos sete jogos, perdeu apenas um.
Levando-se em conta as dez partidas passadas, venceu sete delas.
O Denver, confesso, me surpreende. Não esperava tudo isso da equipe do técnico George Karl.
Às vezes perde o senso coletivo em quadra, mas isso não tem custado tão caro assim para o time do Colorado.
A companhia está com o moral alto.
É bom mesmo, porque agora o time vai fazer uma excursão de duas semanas ao Leste americano. Serão sete confrontos, que somados ao de ontem, totalizam os oito seguidos que o time terá neste mês de fevereiro.
Dá para ganhar quantos?
Por que não todos?
Ora, o Orlando, o oponente mais complicado, está sem Jameer Nelson, que lamentavelmente deslocou o ombro direito e talvez só volte a jogar nos playoffs. Por isso, o time alviceleste tem que pensar em vitória.
Pega também, na ordem, Washington (amanhã), New Jersey, Miami, (Orlando), Philadelphia, Chicago e Milwaukee.
Vocês não acham que dá para ganhar todas?
Eu acho que dá.
REFORÇO
Mas Chauncey Billups e Kenyon Martin precisam voltar.
Billups teve uma entorse no tornozelo direito; Kenyon está com dor de garganta.
Ambos devem entrar em quadra amanhã diante do Wizards.
TRIPLO-DUPLO
Liderado pelo ala Stephen Jackson, que anotou seu primeiro “triple-double” na carreira (30 pontos, 11 rebotes e dez assistências), o Golden State venceu o Phoenix por 124-112.
Quando a gente pensava que o Suns iria enfileirar vitórias, após a bronca que o time levou do dono da franquia, Robert Sarver, e do GM do Suns, Steve Kerr, eis que o Phoenix perde novamente.
O primeiro quarto foi um desastre.
Defesa?
O que é isso? – todos se perguntavam quando a buzina soou forte após 12 minutos de bola quicando.
O Suns perdeu o primeiro quarto por 43-30; dali para frente, foi correr atrás do Golden State, sem jamais encontrar o oponente.
“Eles nocautearam a gente no primeiro quarto”, disse o técnico Terry Porter.
E nocautearam mesmo.
A corrida final, no último quarto, quando o time do Arizona marcou 29-20, não foi suficiente para apagar as bobagens defensivas cometidas ao longo dos três quartos anteriores.
Mais uma derrota merecida; mais um golpe que o pavoroso Porter comete contra o time e seus fãs.
SOBRA
Olhando friamente para a estatística do jogo, a gente pode se impressionar com os 20 pontos marcados por Leandrinho.
Mas a metade deles foi realizada no chamado “garbage time”. Ou seja: quando a partida já está decidida e os dois treinadores colocam em quadra o time reserva.
Lamentável o que Terry Porter faz com Leandrinho.
As humilhações têm sido constantes para o paulistano nesta temporada.
MAIÚSCULA
Não importa que Chris Paul não estava lá. A vitória do Chicago diante do New Orleans por 107-93, na cidade do jazz, foi com “v” maiúsculo.
O time parece estar se encontrando na competição.
Antes desta viagem de seis jogos fora de seu United Center, o Bulls tinha um recorde “on the road” de quatro vitórias e 16 derrotas.
Agora, nesta meia dúzia de embates longe do lar, quatro vitórias e duas derrotas.
E a de ontem, como disse, foi com “v” maiúsculo.
Então, deixe-me dizer: foi uma Vitória e tanto.
NA COLA
O Bulls tem agora 28 derrotas, uma a menos do que o New Jersey, o oitavo colocado da Conferência Leste.
Por que não sonhar com uma vaga para os playoffs?
Não custa nada – se bem que o time é horroroso.
SORRY
Quero me desculpar com vocês pelo avançado da hora. É que a gente está com problemas técnicos aqui no iG que me impossibilitaram de postar este texto com mais antecedência.
Também quero me desculpar por não estar respondendo os comentários.
A razão é a mesma.
Assim que tudo se normalizar, voltamos a bater o nosso papo diário.
Notas relacionadas:
Autor: Fábio Sormani Tags: Chauncey Billups, Chicago Bulls, Chris Paul, Cleveland Cavaliers, denver nuggets, Kenyon Martin, Kobe Bryant, leandrinho, LeBron James, Los Angeles Lakers, Nenê, New Orleans Hornets, New York Knicks, Oklahoma City Thunder, phoenix suns, Sacramento Kings




















