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domingo, 4 de março de 2012 NBA | 09:49

FAÇAM SUAS APOSTAS: QUEM VENCE O DUELO DESTA TARDE ENTRE LAKERS E MIAMI?

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Lakers x Miami. Local: Staples Center, Downtown LA, 17h30 de Brasília. Este é um dos jogos mais esperados desta temporada.

Esqueça o nariz quebrado de Kobe Bryant. Ele não vai querer dar o troco em Dwyane Wade. Os dois são amigos.

Ligue-se no duelo entre Kobe e LeBron James. Os dois não são amigos.

Eles se toleram em nome da causa, em nome da NBA. Mesmo se respeitando, Kobe tirou uma lasquinha de LBJ quando do “All-Star Game” de domingo passado em Orlando.

Provocou o rival quando, na última bola, LeBron afinou diante de KB. “Cê tá de sacanagem? Por que não arremessou a bola?”, tripudiou Kobe. LeBron saiu calado de quadra. Saiu calado como saiu na última sexta-feira, quando falhou diante do Utah.

Estou abrindo o blog para que todos possam apostar. O que vocês acham que vai acontecer?

1) Lakers vence no soar da buzina;
2) Lakers vence com vantagem de até cinco pontos;
3) Lakers vence com vantagem de cinco a dez pontos;
4) Lakers vence com vantagem de dez a 15 pontos;
5) Lakers vence com vantagem superior a 15 pontos;
6) Miami vence no soar da buzina;
7) Miami vence com vantagem de até cinco pontos;
8) Miami vence com vantagem de cinco a dez pontos;
9) Miami vence com vantagem de dez a 15 pontos;
10) Miami vence com vantagem de mais de 15 pontos.

E como será o duelo Kobe x LeBron? Quem sairá vencedor?

1) Kobe faz um “double-double” com mais de 30 pontos e mais de dez assistências;
2) Kobe faz um “triple-double” com mais de 30 pontos, dez assistências e dez rebotes;
3) LeBron faz um “double-double” com mais de 30 pontos e mais de dez rebotes;
4) LeBron faz um “triple-double” com mais de 30 pontos, dez rebotes e dez assistências.

O botequim, como disse, está aberto para apostas. Quero ver se vocês são bons de palpites.

Ah, sim, um parceiro lembrou-me, faltou uma alternativa:

5) LeBron faz um “triple-double” mas falha na última bola e o Lakers vence por um ponto de diferença.

Notas relacionadas:

  1. EM NOITE DE GALA DE LEBRON JAMES, MIAMI VENCE LAKERS E MANTÉM TABU
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  3. MIAMI E OKLAHOMA CITY: QUEM É O MELHOR NO MOMENTO?
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

sábado, 3 de março de 2012 NBA | 13:21

LEBRON JAMES DE NOVO NA BERLINDA, ZOMBADO POR TODOS

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O destaque principal do site da ESPN dos EUA mostra uma foto de LeBron James deixando a quadra da EnergySolutions Arena cabisbaixo e derrotado, com o técnico Erik Spoelstra com as mãos na cintura, olhar perdido, assim como o jogo diante do Utah Jazz. E abaixo, em letras garrafais, a seguinte manchete: “Right Decision?”

Ou seja: “Decisão correta?”

Na capa do caderno de esportes do jornal “Salt Lake Tribune”, a manchete é: “Devin Harris finishes, LeBron James doesn’t and Jazz edge Heat 99-98”.

Ou seja: “Devin Harris conclui, LeBron James não e Jazz supera Heat por 99-98”.

O diário “Miami Herald”, o principal da principal cidade da Flórida, poupou LBJ. Na manchete, postou: “Harris, Jazz snap Heat’s 9-game win streak”.

Ou seja: “Harris e Jazz acabam com sequência de nove vitórias seguidas do Heat”.

Mas no segundo parágrafo do texto, assinado pela agência “The Associated Press”, o redator escreveu: “LeBron James had 35 points, 10 rebounds, six assists and three blocked shots for Miami, but passed on the final possession to Udonis Haslem, who missed a long jumper at the buzzer”.

Ou seja: “LeBron James marcou 35 pontos, 10 rebotes, seis assistências e três tocos para o Miami, mas passou a bola derradeira para Udonis Haslem, que errou o arremesso no estouro do cronômetro”.

Outro diário importante da cidade, o “Miami Sun-Sentinel”, publicou em sua manchete no caderno de esportes uma foto de LeBron James durante a partida e abaixo a seguinte manchete: “LeBron passes up potential winner, Heat fall 99-98 to Jazz”.

Ou seja: “LeBron entrega vitória potencial (numa alusão ao passe dado a Udonis), Heat cai diante do Jazz por 99-98”.

No primeiro parágrafo do texto, Ira Winderman, jornalista que foi enviado pelo jornal a Salt Lake City, lembra do deboche de Kobe Bryant pra cima de LBJ ao final do “All-Star Game” de domingo passado e se pergunta: o que KB dirá a LBJ quando eles se encontrarem amanhã (domingo) em Los Angeles?

O site da NBA também preservou LeBron, mas no segundo parágrafo do texto sobre a partida escreveu: “LeBron James played on a level that only he can, leading a furious fourth-quarter charge, and had a chance to win the game on its last possession. But instead of attempting a potentially game-winning shot, he passed to teammate Udonis Haslem, who missed as time expired and the Heat fell short.

Ou seja: “LeBron James jogou em alto nível como só ele pode, liderando um frenético quarto quarto e teve a chance de vencer o jogo com uma posse de bola final. Mas ao invés de tentar um potencial arremesso vitorioso, ele passou a bola para o companheiro Udonis Haslem, que perdeu (o arremesso) no estouro do cronômetro e o Miami desabou”.

Vamos parar por aqui com os exemplos e vamos analisar o que aconteceu. Em primeiro lugar, LeBron voltou às manchetes do jeito que ele não queria: sendo zombado por muitos.

Mas o que se deve perguntar é: ele merece ser achincalhado?

O Jazz armou uma defesa correta pra cima de LBJ. Com uma marcação dupla, o Utah fechou seu lado direito (o favorito e consequentemente o melhor) levando-o para o lado esquerdo e tirando-o do ângulo de aproximação da cesta e levando-o para o canto da quadra se ele insistisse no drible. Isso possibilitou o “pick’n’’roll” com Udonis Haslem, que estava desmarcado, na cabeça do garrafão. O chute, no entanto, não entrou; um “mid-range” que normalmente Udonis derruba.

LeBron está em uma enrascada. Sim, porque vamos supor que Haslem tivesse acertado o arremesso. Hoje as manchetes seriam: LBJ afina e passa a bola para Haslem dar vitória ao Miami.

O comentarista da ESPN, durante a transmissão de ontem, disse entre tantas coisas: “Kobe Bryant jamais passaria essa bola”.

LeBron deve estar com os nervos em frangalhos. Nem quero imaginar como foi sua noite, no quarto do hotel, tentando pegar no sono. Não deve ter sido fácil.

O que ele tem que fazer, para calar os críticos (e talvez provar a si mesmo que é capaz) é encarar a fera de frente: quando esta situação se apresentar novamente, vá em frente e faça a cesta.

Caso contrário ele sempre será criticado e ridicularizado, com a bola entrando ou não.

RODADA

O Chicago goleou o Cavs em Cleveland por 112-91. Tom Thibodeau usou e abusou do direito de usar Luol Deng. O ala ficou em quadra desnecessários 32:59 minutos… O Dallas adicionou mais uma derrota a seu currículo ao perder para o New Orleans, na Louisiana, por 97-92. Dirk Nowitzki não bateu nenhum lance livre e fez 7-19 (36,8%) nos arremessos (19 pontos). O Mavs enfileira quatro derrotas e esta noite recebe um entusiasmado Utah Jazz em seu AmericanAirlines Center… Mesmo sem Nenê Hilário (ficou no banco, ainda recuperando-se de contusão) o Denver conquistou importante vitória ao bater o Rockets em Houston por 117-105. Com o resultado, voltou ao G8 do Oeste… Por falar em brasileiros, Leandrinho Barbosa anotou 13 pontos em nova derrota do Toronto, desta feita para o Memphis, no Canadá, por 102-99. Enquanto isso, Tiago Splitter jogou apenas 20:45 minutos e marcou nove pontos e cinco rebotes na goleada do San Antonio sobre o Charlotte por 102-72… O Clippers voltou a perder: 81-78 para o Phoenix, no Arizona. Demorou, mas o time começou a sentir falta de Chauncey Billups: dos últimos seis jogos, perdeu quatro. Mesmo assim manteve o terceiro lugar no Oeste… O Lakers, o outro time da cidade, bateu o Sacramento (como sempre acontece) por 115-107. E quem foi o destaque? Ora, Kobe Bryant: 38 pontos, 13-24 nos arremessos (54,2%)… Com a vitória sobre o Cavs e a derrota do Miami para o Utah, o Chicago voltou a ocupar a liderança do Leste. No geral, o líder é o Oklahoma City.

Notas relacionadas:

  1. QUEM É LEBRON JAMES?
  2. SITE AMERICANO ELEGE LEBRON JAMES MELHOR JOGADOR DA NBA
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 2 de março de 2012 NBA | 19:56

WILT CHAMBERLAIN, O HOMEM DOS NÚMEROS

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Ontem comemorou-se 50 anos de um dos maiores feitos na história do basquete mundial: Wilt Chamberlain anotou 100 pontos na vitória de seu Philadelphia diante do New York por 169-147.

Nada escrevi e fiquei com a consciência pesada. Por isso, mesmo tardiamente, dedico algumas linhas a Chamberlain. Mas pouco vou falar do fato em si, que já foi retratado fartamente pela mídia. Vou ater-me a algumas curiosidades de sua vida, que, penso eu, vale registro.

Pra começar, note-se que Philadelphia de Wilt não era este Sixers de hoje, mas sim o Warriors. Este Philadelphia ficou na Filadélfia de 1946 (começo da NBA) até o final da temporada 1961-62. Ou seja: logo depois de ele ter estabelecido esse recorde histórico, o Warriors deixou a Costa Leste e se estabeleceu na Oeste, jogando como San Francisco Warriors e mais tarde se transformou no Golden State.

Wilt, “The Stilt”. Era esse seu apelido. Por que Stilt? Porque “stilt”, em inglês, significa “perna-de-pau”. Mas, é óbvio, sem a conotação pejorativa que usamos por aqui quando nos referimos a jogadores de futebol desprovido de brilho técnico.

Essa perna-de-pau é aquela mesma que os palhaços usam nos circos para entreter adultos e principalmente crianças. E as pernas de Wilt, magrelas, pareciam aquelas pernas-de-pau. Daí o apelido.

Chamberlain foi um jogador notável. Casou-se com os números.

Além de ter estabelecido o maior número de pontos em uma partida de basquete em toda a história do basquete em todo o planeta, Chamberlain anotou outros recordes na NBA. Selecionei alguns:

1) Em 32 oportunidades marcou 60 ou mais pontos;
2) Em 118 oportunidades marcou 50 ou mais pontos;
3) Em 271 oportunidades marcou 40 ou mais pontos;
4) Em 65 oportunidades marcou 30 ou mais pontos;
5) Média de 50,4 pontos por jogo na temporada 1961-62;
6) 4.029 pontos marcados na temporada 1961-62;
7) Média de 37,6 pontos em sua temporada de “rookie”;
8) Anotou 53 pontos como “rookie” nos playoffs de 1960;
9) Em nove oportunidades liderou a NBA em “field goals”;
10) Acertou 36 arremessos nesta partida contra o New York;
11) Nesta mesma temporada, 1961-62, anotou 50 ou mais pontos em 45 ocasiões;
12) Foi o jogador que mais lances livres bateu: 11.862;
13) Foi o jogador que mais pegou rebotes: 23.924;
14) Na temporada 1960-61, pegou uma média de 27,2 rebotes por partida;
15) Ao lado de Michael Jordan, em sete oportunidades seguidas foi o cestinha da NBA;
16) Atingiu a marca de 20 mil pontos em apenas 499 partidas;
17) Atingiu a marca de 25 mil pontos em apenas 691 partidas;
18) Atingiu a marca de 30 mil pontos em apenas 941 partidas;

Ufa! Tem mais, mas não vou apoquentar vocês com tantos números.

O último que vale ser mencionado é este: em 1991, ao escrever sua segunda biografia, “A View from Above”, ele declarou ter ido para a cama e transado com 20 mil mulheres. Uau!

INTERFERÊNCIA

O impacto de Wilt Chamberlain no jogo foi imenso. Não apenas por conta dos números mencionados acima, mas por ter interferido nas regras do jogo também.

A regra da descendente foi criada exatamente porque Chamberlain, quando defendia, ficava à frente da cesta dando tapas nas bolas pra tudo quanto é lado, impedindo que o inimigo pontuasse. Ou seja: ele fez a regra do jogo mudar — e isso é incrível!

Teve mais: quando batia um lance livres, Chamberlain saltava em direção à cesta e quase enterrava. Por causa disso, ficou estabelecido que os jogadores não poderiam ultrapassar a linha do lance livre quando fossem batê-los. Wilt novamente mexendo na regra do jogo. Espetacular!

Chamberlain era um mito, um gênio, um artista.

CARREIRA

Wilt Chamberlain jogou três anos na Universidade do Kansas, o Jayhawks. Não completou a faculdade porque não se divertia mais atuando na NCAA. Os adversários simplesmente não o deixavam jogar: colocavam até três jogadores em seu redor, impedindo que ele se movimentasse.

Puxou o carro e juntou-se ao Harlem Globetrotters ao invés de ir para a NBA. Naquela época, a liga não era lucrativa e exibir-se com os Trotters era muito mais vantajoso.

Foi para a NBA em 1959, selecionado pelo Philadelphia Warriors, o time de sua cidade. Naquela época, no entanto, por ter jogado com os Globetrotters, Chamberlain morava em Nova York. Ia de trem todos os dias para a Filadélfia para treinar e jogar.

E sofria de uma terrível dor de estômago que os médicos jamais conseguiram detectar a causa.

Na Califórnia, jogando pelo Lakers, antes mesmo de encerrar a carreira, quando chegava o verão e a NBA dava seu tradicional “break”, Chamberlain ia jogar vôlei de praia na costa californiana.

IMPACTO

Vi apenas uma vez Chamberlain na vida. Foi no “All-Star Game” de 1997, em Cleveland. Na ocasião, a NBA estava completando 50 anos de vida e tinha acabado de eleger os 50 maiores jogadores de sua história. Wilt entre eles.

Estávamos em um hotel no centro da cidade. Uma de suas amplas salas de reuniões foi reservada pela liga para que todos os jogadores (à exceção de Pete Maravich, que havia morrido 11 anos antes) pudessem conversar com a mídia.

Michael Jordan e Charles Barkley não compareceram ao evento. Foram jogar golfe e pagaram, cada um, US$ 20 mil de multa. Muito antipático da parte deles, concordam?

Mas Wilt estava lá. Estava sentado em uma cadeira e à sua frente havia uma enorme mesa redonda. E um batalhão de repórteres.

Wilt impressionava pelo tamanho. Não era mais aquele rapagão magrelo dos tempos de “college”, Trotters e NBA. Aos 61 anos, já acumulava certa gordura e isso o deixava imenso. Mas ele ainda estava esbelto.

A idade impunha a Wilt certa calvície. Mas ao contrário de Michael Jordan, que resolveu raspar a cabeça para evitar, provavelmente, constrangimentos, Chamberlain não se incomodava com isso.

Usava óculos escuros, mesmo dentro do salão do hotel. E uma camiseta preta, com ligeira gola rulê. A manga da camiseta era curta, o que ressaltava a musculatura de seus braços. Usava também uma corrente de ouro em torno do pescoço.

Foi atencioso com todos. Sempre sorrindo respondeu a todas as perguntas.

Dois anos depois, morreu em sua casa, em Bel-Air, Los Angeles. Foi vítima de um enfarte fulminante. Tinha apenas 63 anos, mas viveu intensamente cada momento.

Os números mostram isso.

Notas relacionadas:

  1. SUNS E SPURS SE GARANTEM E SE ENFRENTAM
  2. MICHAEL JORDAN É INCOMPARÁVEL
  3. KOBE, O MAIOR CESTINHA DA HISTÓRIA?
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

NBA | 14:38

MIAMI E OKLAHOMA CITY: QUEM É O MELHOR NO MOMENTO?

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Orlando e Portland foram o mesmo oponente para Oklahoma City e Miami. Dois bons times, com alguns jogadores interessantes, que vendem caro a vitória a seus adversários (principalmente quando jogam em casa) e que fazem parte do segundo escalão da NBA. Aliás, para ser rigoroso na análise, o Orlando é melhor que o Portland, mas não diria que é muuuuito melhor que o Portland; mas é melhor.

Diante deste cenário, diante de adversários chatos, tinhosos, Oklahoma City e Miami deixaram a quadra como vencedores na rodada de ontem da NBA. O Heat teve mais facilidade. Chegou a abrir 25 pontos de vantagem e liderou a contenda praticamente do começo ao fim. O OKC passou por apuros, parecia até que ia perder, mas no final mostrou por que é um dos maiores favoritos ao título desta temporada.

O Thunder, ao contrário do Heat, é um time que não brinca em quadra. Pratica um basquete pragmático às vezes, sem muito brilho, mas extremamente eficiente.

O Miami, ao contrário do Oklahoma City, entrega-se ao prazer do deleite do jogo, comporta-se muitas vezes como se estivesse em um playground. Por conta disso, em algumas situações, um jogo que poderia ser fechado com um placar escandaloso (como o de ontem, por exemplo), acaba com uma vantagem de dois dígitos, mas poderia acabar com vantagem de duas dezenas pra cima.

O time do sul da Flórida é o melhor da NBA no momento. A maioria dos analistas diz isso. Não sei se o será até o final do campeonato, mas o fato é que, agora, nem mesmo o OKC parece ser páreo para o Miami. Nem OKC, nem Chicago, nem San Antonio, nem Lakers e nem quem quer que seja.

Nesta fase de classificação, a última vez que o Miami ganhou apertado foi diante do Toronto, em casa, por 95-89: seis pontos de vantagem apenas. De lá pra cá, excetuando a derrota para o Orlando, foram mais nove partidas vitoriosas e em todas o Miami dobrou seu oponente por uma vantagem superior a dois dígitos. O Heat tem sobrado em quadra.

Quando os playoffs chegarem, quando os nervos de LeBron James forem testados novamente, não sei como será. Nesta fase do campeonato, onde vitórias são importantes, mas não pressionam (o Heat estará entre os oito e isso alivia o emocional neste momento), LBJ parece um ser de outro planeta em quadra. Ontem, na vitória por 107-93 diante do Portland, no Oregon, King James anotou 38 pontos.

Seu jogo flui facilmente; encanta. Suas enterradas são as mais espetaculares da NBA. Ninguém enterra como ele, nem mesmo Dwight Howard. E se fosse levado em conta situações de jogo, o troféu de campeão de enterradas desta temporada seria dado facilmente a LeBron. Claro que com o apoio de Dwyane Wade (os dois acima na foto AP).

Aliás, os dois, na vitória de ontem, fizeram 71 dos 107 pontos do Miami. Este consórcio de LBJ e D-Wade funciona às mil maravilhas. Não há vaidades e os egos estão encaixotados. A química entre eles é perfeita. Parecem irmãos de sangue, mas daquele sangue bom e não do ruim.

Portanto, a dúvida que eu tenho (e muitos também) em relação ao Miami é quanto ao rendimento de LBJ nos momentos cruciais de partidas cruciais. Se seus nervos não estiverem em frangalhos, não tem pra ninguém.

LBJ parece um jogador completo. Ontem, não sei se vocês repararam, King James jogou no pivô no começo da partida, marcando Marcus Camby, que fez 1-6 enquanto foi marcado por LBJ. Aliás, analistas dizem que D12 é o melhor defensor da NBA. Eu discordo: pra mim é LeBron.

Bem, mas como a gente não sabe se LBJ vai pipocar ou não quando os playoffs chegarem, o Oklahoma City pode postular, legitimamente, o título de campeão. Como disse anteriormente, trata-se de um time que não brinca em serviço. É frio e calculista. Parece deixar seu adversário pensar que o jogo está sob controle e quando aproxima-se o momento do fechamento das cortinas, o Thunder vai lá e executa o inimigo, impiedosamente.

Foi assim ontem em Orlando. O time da casa dava toda pinta de que iria vencer. Entrou no último quarto vencendo por 81-70. E durante a partida chegou a abrir uma vantagem de 14 pontos. Os torcedores que lotaram o Amway Center (18.846) achavam que a vitória viria. Mas este quarto derradeiro foi o escolhido pelo Thunder para liquidar o Magic. O OKC fez 35-21 no Orlando, Kevin Durant (foto AP) anotou neste período 18 de seus 38 pontos e pimba! O Thunder venceu a partida: 105-102.

Como se vê, não foi assim tão descarada a vitória do OKC. Apesar desta lavada nos 12 minutos finais, a vantagem só veio quando faltavam 3:56 minutos para a última buzinada. KD sofreu falta de Jameer Nelson, foi para o lance livre e converteu ambos, colocando os forasteiros na frente em 90-89.

A partir daí, o time não perdeu mais a dianteira, muito embora no final, na base do desespero, o Magic tenha encestado duas bolas de três dando a impressão de que poderia levar o jogo para a prorrogação. Mas não foi isso o que ocorreu, porque a última bola tripla lançada por Jason Richardson saiu de suas mãos com o cronômetro já zerado e, some-se a isso, a bola não entrou.

Repito: o OKC não faz espalhafatos para vencer. Parece time europeu: funciona muito bem dentro de um sistema e dele não abre mão. É claro que se o oponente vacilar, os jogadores se divertem em quadra também. Mas esta não é a prioridade da equipe.

O Miami, ao contrário, é um time norte-americano puro-sangue, que joga um basquete próximo da essência do basquete que eles sempre jogaram: defesa forte e contra-ataque rápido. Showtime!

Quem você prefere ver, Miami ou Oklahoma City?

Eu prefiro ver o Miami jogar.

O Miami vai ser campeão?

Isso somente LeBron James vai poder responder.

Notas relacionadas:

  1. OKLAHOMA CITY E KEVIN DURANT, QUEM SÃO ELES?
  2. FALTA ALGUMA COISA AO OKLAHOMA CITY
  3. LIN SENTE A FORÇA DO MIAMI; LAKERS SENTE O PODERIO DO OKLAHOMA CITY
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

quinta-feira, 1 de março de 2012 NBA | 10:43

CHICAGO: VITÓRIA PARA ENTUSIASMAR E ASSUSTAR

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O jogo que o Chicago fez ontem diante do San Antonio, no Texas, foi de animar seus torcedores. Enfrentou uma das forças desta temporada e venceu com autoridade.

Sim, eu sei, Manu Ginobili não jogou. O argentino voltou para o departamento médico do time texano e quando ele não joga o rendimento da equipe alvinegra cai bastante.

Mas há que se dizer que um dos fatores que fazem deste Spurs atual um contendor de peso neste torneio é que seus novos jogadores têm funcionado maravilhosamente bem dentro do esquema do técnico Gregg Popovich.

Ontem, por exemplo, Gary Neal fez um segundo tempo de encantar e deixar entusiasmado o torcedor quanto ao futuro. O moleque é atrevido e bom de bola. Quase tornou os anfitriões vencedores com seus 24 pontos vindos do banco, sendo que 15 deles foram feitos no último quarto (21 no segundo tempo).

Tiago Splitter também entra nesta lista das novas caras do SAS. Voltou ontem de lesão e jogou apenas 18:25 minutos. Ainda fora de ritmo e com pouco tempo de trabalho, anotou só cinco pontos e quatro rebotes.

Outro que eu adiciono ao rol dos novatos é Danny Green. Tem gente aqui neste botequim que torce o nariz para Green. De fato ele não é nenhuma estrela, mas é daqueles jogadores que funcionam perfeitamente dentro de um sistema, especialmente quando o sistema requer marcação. Green seria o Ronnie Brewer do San Antonio. Ele não vai te levar à vitória, mas te ajuda barbaramente.

Disse tudo isso pra reforçar o que escrevi no começo: o jogo que o Chicago fez ontem diante do San Antonio foi de animar seus torcedores. A vitória por 96-89 mostrou que o time está pronto para mais uma decisão.

Derrick Rose segue sendo um dos melhores da liga na atualidade. Isso a gente não precisa dizer.

O que a gente precisa dizer é que Luol Deng está jogando uma barbaridade. O sudanês naturalizado britânico marcou apenas dez pontos no jogo de ontem. Mas sete deles vieram no quarto decisivo, quando o cerco apertava pra cima de D-Rose.

Foram duas bolas de três em duas arremessadas que deram respiro ao time. E três rebotes importantes em momentos decisivos.

Deng joga no momento o que Scottie Pippen jogava para Michael Jordan. Não estou dizendo aqui que Deng joga o mesmo que Pip jogava. Estou falando da importância dos papéis desempenhados.

E nem vou dizer que D-Rose é Michael Jordan. Não sou maluco.

O que eu quero dizer é que D-Rose brigava sozinho. Hoje ele conta com Luol — o que não ocorreu na temporada passada.

Se Luol mantiver esse ritmo nos momentos decisivos e se comportar como se comportou no último quarto do jogo de ontem, ouso dizer que o Chicago pode bater de frente com o Miami, reconhecidamente o melhor time da NBA na atualidade.

LeBron não poderá se dar ao luxo de ficar em cima de D-Rose no fechamento das partidas. Se o fizer, quem marcará Luol? Se o fizer, é bola pra Deng que ele pode resolver a parada, como aconteceu ontem.

Além disso, há que se registrar também que, depois de um início claudicante, Joakim Noah voltou a jogar o que jogou na temporada passada. Nos 17 primeiros confrontos, o franco-americano (foto AP) teve uma média de 6,8 pontos. Nos últimos 21, pulou para 11,8. Daqueles 17 primeiros embates, Noah anotou apenas dois “double-doubles”; nos últimos 21, fez 13.

O Chicago é o vice-líder do Leste (atrás do Miami) e no geral é o terceiro colocado (está atrás também do Oklahoma City). Mas há que se registrar que o Bulls foi o time que mais jogou entre todos os 30 participantes do campeonato: foram 37 confrontos até o momento em 67 dias. Daqui para frente, a agenda será mais suave: 29 partidas em 57 dias.

E mais: dos grandes competidores deste campeonato, o Chicago jogou fora (e não terá direito de recebê-los por causa do calendário apertado) contra Lakers, Clippers, San Antonio e fará o mesmo diante do OKC. Apenas o Dallas jogará em Chicago e não receberá o Bulls. Tabela madastra que está sendo superada também.

Se as lesões não atrapalharem e Tom Thibodeau souber dosar o time em quadra, volto a dizer: o Chicago será um time mais difícil para o Miami do que o foi na final do Leste do ano passado.

RODADA

Ontem fiquei enfurnado no futebol por conta da rodada do Campeonato Paulista. Vi o VT de San Antonio e Chicago esta manhã. E nada mais.

Por isso, se alguém tem algo relevante a falar sobre as outras partidas, por favor, diga. Somos todos ouvidos.

Notas relacionadas:

  1. CHICAGO: UM PRESENTE PARA O NEW YORK
  2. CHICAGO: RECORDES PARA SE COMEMORAR
  3. TUDO CONSPIRAVA PARA UMA VITÓRIA DO LAKERS, MAS DEU CHICAGO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 NBA | 16:20

SÃO PAULO, BOSTON, CELTICS E A RODADA DE ONTEM DA NBA

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A NBA voltou finalmente. E o trânsito, aqui em São Paulo, piora a cada dia que passa. E eu, como muitos, sou vítima dele. Perco horas preciosas sentado no carro. Isso torra a paciência, sem falar do serviço, que atrasa.

Mas paciência; não há mesmo muito pra se fazer. São Paulo é uma cidade vibrante, mas caótica. São Paulo é uma cidade para alguns — e não para todos. Conheço muita gente que daria mundos e fundos para ir embora daqui. E conheço alguns que gostariam de estar aqui.

São Paulo te oferece muitas coisas. Ela te abre portas, proporciona lazer como poucas, sua rede hospitalar é a melhor da América Latina, seus restaurantes, seus cinemas, seus teatros, seus museus e suas galerias, seus parques. Mas o tributo que ela cobra é grande demais.

Como disse, seu trânsito é caótico, a insegurança nas ruas é grande por conta da violência e de motoristas bêbados. E é uma cidade impessoal — o que é terrível para muitos.

São Paulo não é uma cidade para se envelhecer. São Paulo é uma cidade para crescer.

FUTURO

Digo tudo isso porque somente agora, quase 16h, eu pude me debruçar na internet para abrir este botequim e tentar falar da rodada de ontem.

Falar, por exemplo, que impressiona a inanição do Boston. Seu jogo diante do Cleveland, desfalcado de Anderson Varejão, foi constrangedor. Venceu nos segundos finais (86-83), com as regras do jogo debaixo do braço, fazendo faltas para evitar um chute de três que poderia levar para a prorrogação uma partida que deveria ter sido resolvida com facilidade no tempo normal.

Rajon Rondo, que começou muito bem a temporada, pontuando de todos os cantos da quadra, dando assistências, pegando rebotes e roubando bolas, voltou a ser aquele Rajon Rondo da mão torta. Ele simplesmente zerou; errou todos os seis tiros e, talvez por conta disso, nem se aventurou nas bolas de três.

Mostrou-se inseguro no final da partida. Era visível.

Aí eu fico pensando: será que vale a pena reconstruir a franquia ao redor de Rajon Rondo? Sinceramente, acho que não. Ele não tem personalidade e nem jogo para isso.

Em outras palavras, o Boston parece estar em uma sinuca de bico. Não consigo visualizar futuro promissor a curto prazo para a franquia.

Leio que o time alviverde está interessado em Leandrinho Barbosa. LB é um jogador de grande valia. Mas ele é peça de uma engrenagem. Vai ajudar demais no descanso de Ray Allen e em finais de partida (como a de ontem) estará em quadra ao lado de Allen e Paul Pierce para ajudar a confundir o adversário e ganhar confrontos.

Mas, como disse, Leandrinho é mais um que chega. E o Boston precisa de um cara para fazer o time crescer a seu redor.

Quem é esse cara?

Dwight Howard.

Infelizmente para o Celts, D12 disse que não quer jogar em Boston. Ora, por que não? O que há de errado com a franquia? O frio da cidade? Pode ser; mas um marmanjo forte pra burro e grande pra chuchu como Dwight não pode ter medo de frio.

Um cara com as dimensões de D12 tem que pensar grande, tem que pensar na carreira, tem que pensar em anéis. E ele pode se realizar em Boston. Pode ganhar anéis e entrar para a história da NBA como um dos maiores de todos os tempos.

Mas não, parece que ele não quer isso. O que ele quer então?

Quer o New Jersey? Nets!!!

Alguém falou em Golden State? Warriors!!!

Ah, quer o Dallas. Aí sim, uma franquia competitiva.

Mas, com todo respeito que os texanos merecem, não dá pra comparar o Mavs com o C’s. Eu, se fosse jogador, uma das camisas que gostaria de vestir era do Boston. Ela tem história, tem cheiro de vitória, te leva para a glória.

Realmente, não consigo entender algumas pessoas.

HISTÓRIA

Já estive em Boston em três oportunidades. Gostei muito do que vi. A cidade é espetacular. Adorei ter vivido por lá mesmo que rapidamente.

Boston é uma cidade vibrante, mas não é caótica. Boston é uma cidade com uma rede hospitar espetacular — e não é insegura. Boston tem seus museus, suas galerias, seus restaurantes, uma escola de música espetacular e uma maratona que ajuda a dar fama à cidade.

E sua atmosfera é carregada de sabedoria, pois do outro lado do Charles River fica Cambridge, cidade que abriga duas das maiores universidades do planeta: Harvard e o MIT (Massachusetts Institute of Technology).

Boston é uma cidade para se nascer, crescer, viver e morrer.

Em que pese o frio que realmente congela os ossos.

RODADA

Deu nos nervos a irregularidade do Chicago na vitória diante do New Orleans por 99-95. O time pediu o tempo inteiro para perder. Só não perdeu porque era o Hornets. Só não perdeu porque tem Derrick Rose, que ao contrário de LeBron James adora ser desafiado… A surpresa da rodada ficou por conta do Dallas, que apanhou em casa do New Jersey por 93-92. Fez uma recuperação muito boa no final da partida, mas no final, a jogada final foi risível. Dirk Nowitzki e Jason Kidd se enrolando com a bola e Jason Terry (um “clutch player”) esperando que a bola caísse em suas mãos. Mas J-Kidd, o cara da mão-de-pau, mandou um tijolo na tabela e o Nets venceu… O Toronto quase cenceu o Houston, no Texas. Mas como era o Toronto, ficou no quase: 88-85 para o Rockets. Que coisa, o que falta para esse time vencer partidas desse tipo? Já flertou com a vitória nesses confrontos em várias oportunidades, mas quase sempre saiu cabisbaixo da quadra. Leandrinho Barbosa fez 11 pontos… Não vi a vitória do Minnesota sobre o Clippers, em Los Angeles. Mas vejo que Kevin Love jogou apenas 25 minutos. Alguém pode me dizer o que aconteceu com o ala-pivô do amor?

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 NBA | 13:04

LEBRON JAMES E SEU MAIOR DESAFIO: ENCARAR OS MOMENTOS DECISIVOS

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Do “All-Star Game” eu nada falei. Nada falei porque não há muito que falar. Sim, eu sei, Kobe Bryant deixou Michael Jordan para trás na totalidade de pontos do evento, as enterradas da partida foram mais emocionantes do que as do torneio de sábado, os jogadores se divertiram e blábláblá.

A maioria de vocês comentou isso aqui no botequim. Uns gostaram; outros nem tanto. Uns foram favoráveis à sugestão de fazer, no futuro, EUA x Mundo; outros acham que não haveria competição, pois os americanos são muito melhores do que os estrangeiros. E blábláblá.

E blábláblá.

Um fato, no entanto, merece ser discutido: o comportamento de LeBron James (foto AP) no final da partida. Refugou uma vez mais e, desta vez, foi zoado em quadra por Kobe Bryant e por Carmelo Anthony. Kobe disse a LBJ depois do passe errado, interceptado por Blake Griffin: “Você está de sacanagem, por que não arremessou?”

Já falei muito sobre isso. Uns concordam; outros não.

O fato é que essas refugadas não estão mais passando despercebida. Muitos se juntam agora aos poucos (como eu) que já viam com nitidez que LBJ tem algum bloqueio mental “down the strecht”.

Como disse Adrian Wojnarowski num texto publicado no site Yahoo! Sports, “todo grande jogador erra em grandes momentos; todo grande jogador falha. Mas esse esporte (basquete) quer ver James encarar essas oportunidades”.

Exatamente: errar faz parte do jogo. O que não faz parte do jogo dos grandes jogadores é refugar. E LBJ refugou novamente.

Todos os jornalistas encerram seus comentários dizendo e/ou escrevendo que isso tende a desaparecer porque LeBron vai acabar ganhando anéis (no plural) e quando ele estiver com a joia nos dedos vai se lembrar desse período e vai rir.

Isso, realmente, eu não sei se vai acontecer. Não tenho bola de cristal. O que eu sei é que se LBJ deixar para Dwyane Wade resolver a parada sozinho, o Miami vai se curvar novamente diante do campeão do Oeste.

LBJ precisa resolver essa questão. Sob pena de entrar para a história da NBA como o maior refugador de todos os tempos.

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 NBA | 10:44

MEGA TROCA PODE COLOCAR DWIGHT HOWARD NO LAKERS E GASOL E BYNUM NO ORLANDO

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A notícia que pipocou na noite de ontem em Orlando dá conta de que na próxima quinta-feira a NBA bate o martelo e acontecerá o seguinte: o Orlando cede ao Lakers Dwight Howard, Hedo Turkoglu e Jameer Nelson e recebe Pau Gasol e Andrew Bynum. E o Toronto, o terceiro time envolvido na troca, cede José Calderón para o time da Flórida e recebe um jogador do Lakers, que deve ser Metta World Peace.

O que eu acho? Acho excelente para Orlando e Lakers.

O Orlando resolve sua dor de cabeça que estava se tornando uma enxaqueca, daquelas que não há remédio e acupuntura que resolvam. E remonta sua equipe com o garrafão do Lakers, que ganhou recentemente dois campeonatos, um deles exatamente em cima do Magic.

O time do Orlando ficaria:

José Calderón
JJ Reddick
Jason Richardson (Quentin Richardson)
Pau Gasol
Andrew Bynum

E ainda teria no banco, para ajudar durante a partida, Ryan Anderson, que vem fazendo uma temporada muito boa.

Time para brigar por semifinal no Leste e, se o Chicago perder o fôlego e bobear, para fazer final contra o Miami. Ganhar, no entanto, são outros quinhentos.

O Lakers pega o jogador que ele tanto queria: D12. E recebe um armador de muito bom nível, posição carente no elenco. E Turkoglu não é essa porcaria que muitos parceiros deste botequim dizem. Trata-se de um bom ala, que em muitos momentos decisivos desafoga o time com seus tiros longos

O time do Lakers ficaria:

Jameer Nelson
Kobe Bryant
Hedo Turkoglu
Josh McRoberts
Dwight Howard

Alguém pode torcer o nariz para McBobs. Aí eu respondo do jeito que eu sempre respondo: não dá para um time ter cinco jogadores de seleção. Em alguma posição você é deficiente. O Miami, por exemplo, não tem um pivô do mesmo nível dos demais.

O Lakers ficará carente na ala de força, mas McBobs poderá fazer um rodízio com Troy Murphy e não comprometer tanto assim. Sem contar que D12, praticamente sozinho, tomará conta do garrafão.

Será time para brigar pelo título do Oeste com o Oklahoma City. Se o Lakers se entrosar, contando com Kobe e D12, com a camisa que tem, com a força de sua torcida e de sua história, pode ganhar a conferência.

Gostei.

Tomara que isso de fato ocorra. Vamos, pois, ficar no aguardo da próxima quinta-feira, quando, repito, dizem que a NBA baterá o martelo aprovando as trocas.

Ah, sim, quanto ao Toronto… Nasceu pra ser apenas coadjuvante.

Notas relacionadas:

  1. CHRIS PAUL ACERTA COM O LAKERS. PRÓXIMO SERÁ DWIGHT HOWARD
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

domingo, 26 de fevereiro de 2012 NBA | 12:06

PARA AUMENTAR DISPUTA DO ‘ALL-STAR’, NBA PODERIA MUDAR O EVENTO PARA EUA x MUNDO

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Muitos parceiros têm sugerido mudança no “All-Star Game”. Que mudança? Americanos x estrangeiros. EUA x Mundo. Seria espetacular. Que apelo de marketing!

EUA x Mundo!

Já pensaram?

Seria muito mais legal, pois, creio eu, haveria disputa, competição. Os americanos, orgulhosos que são, não aceitariam ser derrotados de jeito nenhum, ainda mais em se tratando de basquete e dentro de casa! Os estrangeiros iriam se divertir tentando tirar uma lasquinha dos filhos de Tio Sam, nas barbas dos torcedores americanos.

Levando-se em consideração os jogadores que estão saudáveis no momento, eu selecionaria o seguinte elenco para o time dos EUA:

Derrick Rose
Chris Paul
Deron Williams
Kobe Bryant
Dwyane Wade
LeBron James
Kevin Durant
Paul Pierce
Kevin Love
Chris Bosh
Blake Griffin
Dwight Howard

Os titulares americanos seriam:

Derrick Rose
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Durant
Dwight Howard

Do outro lado, os estrangeiros que não estão lesionados e poderiam formar a seleção do Mundo seriam os seguintes:

Tony Parker
Steve Nash
Ricky Rubio
Manu Ginobili
Thabo Sefolosha
Luol Deng
Danilo Galinari
Dirk Nowitzki
Serge Ibaka
Andrea Bargnani
Pau Gasol
Marc Gasol

O quinteto titular dos estrangeiros seria este:

Tony Parker
Manu Ginobili
Luol Deng
Dirk Nowitzki
Pau Gasol

Já pensaram? Quem venceria?

Isso, certamente, daria emoção ao jogo. Isso porque, do jeito que está, como disse o parceiro Bruno Camargo, “o maior problema do ASG é que os jogadores passam 42 minutos fazendo graça, aí eles se lembram que não gostam de perder”.

Definição perfeita do estágio atual do ASG.

SABATINA

Gostaram do evento do sábado? Eu, como sempre, gostei.

Não vou ficar analisando este ou aquele; isto ou aquilo.

Quero apenas fazer um registro: pela primeira vez na história do torneio de três pontos, o vencedor não tem nos arremessos longos o forte de seu jogo. Kevin Love, o grande triunfante deste sábado, é conhecido pela sua enorme capacidade de pegar rebotes. Tanto que o ala-pivô do amor aparece num distante 79º lugar no ranking dos melhores quando o assunto são os tiros longos, com um aproveitamento de 34,8%.

Mas quando o assunto são os rebotes, Love (foto AP) posiciona-se em segundo lugar, com uma média de exatos 14 ressaltos por partida, atrás apenas de Dwight Howard, que tem 15,3.

E se formos pegar a lista dos vencedores desta competição, desde que ela começou, em 1986, jamais um jogador de garrafão havia vencido o torneio. Alguém pode dizer: Dirk Nowitzki. Ele é um ala que tem jogado como ala-pivô, como Larry Bird no final de carreira, por conta do peso das pernas, que já fraquejam.

Notas relacionadas:

  1. AMERICANOS x ESTRANGEIROS. QUEM VENCERIA?
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 25 de fevereiro de 2012 NBA, basquete brasileiro | 11:58

SÁBADO, O MELHOR DIA DO “ALL-STAR WEEKEND”

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Não vi o jogo de ontem entre “rookies” e “sophomores” que se misturaram e formaram dois times. Time que foram dirigidos por Charles Barkley e Shaquille O’Neal.

Vi na internet que o Team Chuck (Barkley) bateu o Team Shaq (O’Neal) por 146-133. Pelo placar vejo que não devo ter perdido nada.

Li que Kyrie Irving (foto Getty Images) foi eleito o MVP da partida por conta de seus 34 pontos, 24 deles frutos de oito bolas certeiras de três. E constatei também que Jeremy Lin foi um fiasco, tendo anotado apenas dois pontos.

Acho um porre esse jogo. Se dependesse de mim, não existiria. Estava atento por conta da presença de Tiago Splitter. Mas como o brasuca se contundiu e ficou de fora, fui comer uma pizza.

A grande noite do “All-Star Weekend” acontece no sábado. É mais interessante do que o próprio “All-Star Game”. Isso porque os jogadores não querem saber de jogar, não querem saber de competir. E isso deixa o confronto entre os melhores do Leste contra os melhores do Oeste bem chato também. No ASG os jogadores dão voz a seu lado “globetrotter”. E como eles não são “globetrotter”, o jogo fica enfadonho.

No sábado, não; no sábado tem competição. Os caras querem ganhar o torneio de habilidade, o torneio misto, a competição de três pontos e principalmente a de enterradas. Há emoção do começo ao fim. A gente mal se mexe da poltrona.

Por isso, esta noite, eu pego os dois pedaços de pizza que sobraram de ontem, coloco no forno e como-os vendo o melhor do “All-Star Weekend”.

Palavra de quem já viu o evento ao vivo em quatro oportunidades.

ESBOÇO

A Nike divulgou o layout do uniforme do time dos EUA que vai competir nos Jogos Olímpicos de Londres, em julho próximo (foto Divulgação).

Duas observações:

1) o fardamento é horrível;

2) Pela foto divulgada, Deron Williams deve ser o titular na armação, deixando Chris Paul e Derrick Rose no banco.

Esta era a minha única dúvida em relação ao quinteto inicial dos EUA. Com essa dica, acho que Mike Krzyzewski, o Coach K, deve mandar a quadra o seguinte time:

Deron Williams
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Durant
Dwight Howard

AMISTOSOS

O Brasil vai enfrentar os EUA no masculino e no feminino antes das Olimpíadas. Serão dois amistosos na capital norte-americana, marcados para o dia 16 de julho, três dias depois de a bola ter parado na WNBA.

As moças se enfrentam às 17h30 locais (18h30 horário de Brasília) e às 19h30 (20h30 no Brasil) os homens se encontram.

As duas partidas serão no Verizon Center, lar do Washington Wizards.

Jogo é jogo, treino é treino, já dizia Didi, um dos maiores jogadores de futebol que este planeta produziu. Esses dois amistosos estarão mais para treinos e não para jogos.

É a chance de os comandantes usarem e abusarem do direito de testar seus atletas e algumas formações.

Mas para o Brasil terá outro significado: colocar frente a frente nossos atletas diante dos monstros norte-americanos, tanto do masculino quanto do feminino. Esse contato ajuda a tirar a ansiedade que é comum quando duas escolas díspares se enfrentam, especialmente em se tratando de feminino.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO LEGAL; SÁBADO TAMBÉM
  2. NBA DIVULGA PRIMEIRA PARCIAL DO ‘ALL-STAR GAME’ E DWIGHT HOWARD É O JOGADOR MAIS VOTADO
  3. ANDERSON VAREJÃO CORRE POR FORA PARA IR AO ‘ALL-STAR GAME’
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