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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012 NBA | 12:32

NA CASA DO CELTICS, DEU LAKERS!

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Ninguém discute: Boston x Lakers é o grande clássico da história da NBA. As duas franquias são as que mais venceram campeonatos: 17 para o Celtics e 16 para o time de Los Angeles. Decidiram nada menos do que 12 torneios entre si, e novamente o Boston leva vantagem, pois ganhou nove e perdeu apenas três para o Lakers.

É importante ressaltar que as oito primeiras decisões entre eles foram vencidas pelo Boston. Mas das últimas quatro, três ficaram com o Lakers.

Os dois times se enfrentaram em 74 partidas nas finais da NBA. O Boston venceu 43 e o Lakers 31. Em temporadas regulares foram 274 confrontos, com 153 triunfos do Boston contra 121 do Lakers.

As duas franquias dominaram a liga do final dos anos 1950 até meados da década de 1980. Rivalidade esta que se arrefeceu com as aposentadorias de Magic Johnson e Larry Bird.

A competição entre ambos voltou no final da década passada, quando o Boston, depois de 21 anos, voltou a aparecer em uma decisão para ganhar um título em cima de quem? Do Lakers. Lakers que deu o troco dois anos depois.

A rivalidade esfriou porque o Boston, como vimos, não conseguiu segurar a peteca. O time de Los Angeles, por seu lado, não deixa a peteca cair. O máximo que ficou foram nove anos sem ganhar um título desde que esta rivalidade começou. O Boston, apesar de sua riquíssima história, não tem conseguido seduzir grandes jogadores, ao contrário do que ocorria no passado, quando formou a maior dinastia na história da NBA durante a década de 1950.

Los Angeles é um mercado muito maior do que Boston. LA é uma cidade glamorosa, enquanto Boston fica em uma das regiões mais frias dos EUA e, por isso mesmo, muitos querem distância dela.

Talvez por isso, quando disputado pelas duas franquias, Dwight Howard tenha dito que prefere o Lakers ao Boston.

SOTAQUE

Ontem essas duas franquias voltaram a se encontrar. O jogo foi em Boston. E deu Lakers: 88-87, na prorrogação, depois de empate em 82 pontos no tempo normal.

Assim como aconteceu na decisão do título de 2010, Pau Gasol (foto AP) foi decisivo. O espanhol construiu um patrimônio de 25 pontos e 14 rebotes. Mas foi seu toco no segundo final, em cima de Ray Allen (22 pontos, cestinha do C’s), que determinou a vitória do time californiano. Espetacular!

A dupla que formou com Andrew Bynum (16 pontos e 17 rebotes) foi a responsável pela vitória angelina, pois ambos combinaram para 41 pontos (46,6% dos pontos do time) e 31 rebotes.

E é bom lembrar que o 88º tento do Lakers foi marcado por Bynum, que deu um tapinha em um rebote provocado por um arremesso errado de Kobe Bryant.

Kobe foi igualmente importante com seus 27 pontos, mas apagou-se no final da prorrogação. Acertou seus dois primeiros arremessos, mas falhou nos três últimos, sendo que o primeiro foi o que resultou no tapinha de Bynum.

Quanto ao Boston, a falta de agressividade no jogo interior chamou a atenção. A equipe bateu apenas cinco lances livres, todos no primeiro tempo. Isso mesmo: o Celtics ficou o segundo tempo inteirinho e a prorrogação sem bater nenhum lance livre sequer! E a contenda foi em Boston, não possibilitando qualquer desconfiança quanto ao comportamento do trio de arbitragem.

E Paul Pierce, que ontem foi escolhido para figurar no “All-Star Game”, falhou com a bola nas mãos nos dois momentos decisivos. No final do tempo normal, enrolou-se com a marcação de Metta World Peace; no final da prorrogação, ainda conseguiu arremessar, mas seu chute foi de encontro ao aro do Lakers. Mas The Truth foi um guerreiro em quadra: 18 pontos, nove rebotes e sete assistências.

E Kevin Garnett, que ontem foi preterido do ASG depois de 14 convocações seguidas, provou que os treinadores do Leste acertaram ao deixá-lo de fora. KG foi apenas uma pálida imagem do jogador vibrante que o coloca entre os maiores da história da liga. Arremessou 23 bolas (seu recorde nesta temporada), mas encestou apenas seis, o que deu um percentual de aproveitamento de míseros 26,1%.

Assim, creio eu, explica-se a vitória do Lakers.

OBSERVAÇÕES

1) Ver o Celtics enfrentando o Lakers, em Boston, de verde é esquisito. Como esquisito foi ver o Lakers enfrentar o Celtics em Boston de amarelo. A história tem que ser respeitada: jogo em Boston, o Celts tem que estar de branco e o Lakers de roxo; jogo em Los Angeles o Lakers tem que estar de amarelo e o Boston de verde.

2) Nas arquibancadas do TD Garden, a quantidade de torcedores do Lakers chamou a atenção. Não diria que foi humilhante para o Boston, mas que foi desagradável, como diz meu amigo João Guilherme, agora narrador da Fox Sports, isso foi.

Notas relacionadas:

  1. CAVS x CELTICS MEXE COM A NBA E OS EUA
  2. PROBLEMAS, EM CASA E NO DALLAS
  3. LAKERS: UMA VITÓRIA EMBLEMÁTICA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

NBA | 00:36

VAREJÃO É BARRADO NO BAILE DO ‘ALL-STAR GAME’

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Não foi desta vez que um brasileiro vai participar do “All-Star Game”. Os treinadores do Leste optaram por Roy Hibbert e Anderson Varejão ficou de fora.

Justa a escolha? Pra mim, não.

Varejão jogou até o momento mais do que Hibbert. E tem números melhores. Além disso, é mais vibrante, exatamente como pede o evento. Seus cabelos encaracolados, seu jeitão estabanado tem muito mais a ver com o jogo das estrelas do que o basquete pragmático de Hibbert, um jogador apenas correto e que cumpre bem suas funções.

A escolha em favor do americano, a meu ver, se deu por conta da campanha dos times. Enquanto o Indiana de Hibbert é o quarto colocado do Leste com um desempenho de 17-8 (68,0%), o Cleveland está fora do G8, pois ocupa a décima posição na conferência com um recorde de 10-14 (41,7%).

Se o show e os números individuais fossem levados em conta, Varejão teria sido o escolhido. Mas não foi.

Hibbert aparece com 13,6 pontos (50,9%) e 9,9 rebotes. Varejão exibe 11,0 tentos (50,7%) e 11,8 ressaltos. Como se vê, um “double-double” de média, o que não ocorre com o pirulão do Indiana.

Além disso, o capixaba é o quarto melhor reboteiro do campeonato num universo, como costumo sempre lembrar, de cerca de 120 jogadores, enquanto que Hibbert é apenas o 14º. E quando o assunto são os rebotes ofensivos, Varejão é um espetáculo à parte: tem 4,5 de média e lidera a NBA neste quesito; Hibbert nem aparece entre os melhores.

Foi o segundo ano consecutivo que um brasileiro é barrado no baile. Ano passado foi Nenê; agora foi Varejão.

Quem sabe ano que vem essa escrita seja quebrada. Eu, de minha parte, torço muito para que isso aconteça.

SELECIONADOS

Os reservas selecionados são os seguintes:

Leste
Deron Williams (New Jersey Nets)
Joe Johnson (Atlanta Hawks)
Paul Pierce (Boston Celtics)
Andre Iguodala (Philadelphia 76ers)
Luol Deng (Chicago Bulls)
Chris Bosh (Miami Heat)
Roy Hibbert (Indiana Pacers)

Oeste
Steve Nash (Phoenix Suns)
Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder)
Tony Parker (San Antonio Spurs)
Dirk Nowitzki (Dallas Mavericks)
Kevin Love (Minnesota Timberwolves)
LaMarcus Aldridge (Portland Trail Blazers)
Marc Gasol (Memphis Grizzlies)

AUSÊNCIAS

Dois gigantes estarão de fora deste ASG. Kevin Garnett, do Boston Celtics, ficou de fora depois de 14 convocações seguidas. Tim Duncan, do San Antonio Spurs, também se ausentará do evento após ter enfileirado 13 escolhas.

Notas relacionadas:

  1. REVISTA NORTE-AMERICANA COLOCA NENÊ COMO TITULAR NO TIME DO OESTE NO “ALL-STAR GAME”
  2. ANDERSON VAREJÃO CORRE POR FORA PARA IR AO ‘ALL-STAR GAME’
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Autor: Fábio Sormani Tags: ,

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 NBA, basquete universitário norte-americano | 11:46

GUARDEM BEM ESTE NOME: AUSTIN RIVERS

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Austin Rivers; guardem bem este nome.

O garoto de apenas 19 anos foi responsável nesta madrugada por um dos feitos mais espetaculares na centenária rivalidade entre Duke e North Carolina. No estouro do cronômetro, Rivers acertou sua sexta bola de três pontos e levou sua escola, Duke, à vitória por 85-84.

Mas não foi uma vitória qualquer. Ela aconteceu dentro do Dean Dome, ginásio de North Carolina, onde não se encontrava espaço nem para respirar. Havia exatamente 21.750 pessoas dentro do edifício onde Michael Jordan começou a escrever sua incomparável história dentro do basquete.

Entre esses torcedores, um chamava atenção em particular: Doc Rivers, técnico do Boston Celtics. Doc é pai de Austin e sentava duas fileiras atrás do banco de Duke, próximo ao técnico Mike Krzyzewski, o Coach K.

A explosão de alegria de Doc Rivers foi espetacular. Ele abraçava e beijava a todos; era abraçado e beijado por todos. E não era para menos.

Austin terminou a partida com 29 pontos, seu recorde no basquete universitário, onde está apenas debutando. Acertou seis das dez bolas de três e foi um tormento para o time adversário, que não encontrou antídoto para seu veneno.

O filho prodígio de Doc é ótimo. Já tem jogo de NBA. É habilidoso e rápido com a bola nas mãos. Por conta disso, pela facilidade com que se livra dos marcadores, ele quebra a defesa adversária, pois a ajuda sempre aparece, o que acaba por desmoronar a parede defensiva.

Quando não sai o passe que abre caminho em direção à cesta adversária, sai o tiro longo, quase sempre à vontade, pois a marcação, por mais rápida que seja, não tem a mesma rapidez de Rivers e quase sempre chega desequilibrada.

Mas, como num roteiro holiwoodiano, não foi assim no lance derradeiro da partida desta quinta-feira que deu a vitória a Duke.

O pivô Tyler Zeller, depois de ter acertado o primeiro lance livre, errou o segundo e o pivô Mason Plumlee pegou o rebote para Duke. O telão central do Dean Dome mostrava que faltavam apenas 13 segundos para o final da partida e que Carolina estava na frente em 84-82.

Plumlee, rapidamente, passou a bola para Rivers, que recebeu a imediata marcação de Harrison Barnes. Ao cruzar o meio da quadra, num corta-luz, Barnes ficou para trás o que deixou Zeller (2,13m) na frente de Rivers. Era tudo o que Carolina precisava, pois dava a impressão de que aquele corta-luz, na verdade, levou Rivers para um beco sem saída, pois ele acabou na lateral direita de seu ataque.

Zeller estava lá, era como um Golias à frente de Davi, gigantesco. Mas Rivers não se impressionou com o tamanho do inimigo, que com o braço direito levantado, no momento em que ele arremessou, edificou uma parede de quase três metros à sua frente. O arremesso saiu preciso e a bola entrou espetacularmente, calando o Dean Dome e levando à loucura seus companheiros, Coach K e seu staff e a minúscula torcida de Duke que se postava atrás do banco de reservas.

Foi novamente a vitória de Davi contra Golias, num roteiro que Hollywood, quem sabe um dia, pode transformar em filme.

Austin Rivers; guardem bem este nome. Ele será um dos maiores jogadores de sua geração e ajudará a NBA a prosseguir sua saga.

Abaixo, veja o vídeo com o arremesso decisivo:

ANÍMICO

O basquete universitário camufla muitos craques, pois eles ficam à mercê de caprichos de treinadores que se escondem atrás do dogma de que estão ensinando os fundamentos da modalidade para não deixar os meninos jogarem no seu limite.

Austin Rivers mostrou ter personalidade. Mesmo jogando para o Coach K, o técnico mais respeitado do basquete dos EUA no momento, o camisa 0 de Duke impôs sua vontade em quadra.

Seu corpo e sua alma eram o termômetro do que estava acontecendo na partida entre Duke e North Carolina. Coach K, por mais brilhante que seja, não estava em quadra — e nunca estará, como nenhum treinador jamais estará. Coach K via tudo do lado de fora, com seu olhar aguçado e sua inteligência incomparável. Mas ele tem limites, pois está sempre de terno e gravata e não com um fardamento de jogo.

Duke arremessou nada menos do que 36 bolas de três durante a partida desta madrugada. Duvido que esse tenha sido o plano de jogo da escola, ainda mais em se tratando de basquete universitário.

Foram os jogadores quem determinaram isso ao perceberem que a vitória só viria se eles não parassem de arremessar de longe, pois Carolina não tinha resposta para esses chutes quilométricos. O jogo interior não funcionava, uma vez que Carolina dominava completamente o garrafão defensivo e ofensivo.

Coach K, com seu semblante de pedra, teve a maturidade, a sensibilidade e a sabedoria para dar voz a seus comandados. Procurou o lixo que estava próximo a seu banco e lá depositou seu ego.

Deu voz a seus jogadores e por conta disso Duke venceu. Por conta disso, repito, é o treinador de basquete mais respeitado dos EUA no momento e um dos maiores de toda a história norte-americana, o homem que ajudou os norte-americanos a encontrar a redenção no basquete mundial, primeiro reconquistando o ouro olímpico em Pequim-08 e depois reavendo o ouro no Mundial da Turquia, em 2010.

Talvez trabalhar com os profissionais tenha mudado seus conceitos e sua personalidade. Talvez trabalhar com os profissionais tenha mostrado a Coach K que embora o basquete seja um jogo estratégico, ele não está e nunca estará engessado por táticas e planilhas.

Estas ajudam, evidente que sim, mas são os jogadores que sentem a partida e podem (e devem) mostrar ao treinador o que está ocorrendo em quadra. Talvez trabalhar com os profissionais tenha mostrado a Coach K essa realidade: o basquete, embora extremamente tático, é principalmente um jogo anímico.

Nesta madrugada ele viu que seus meninos não paravam de acertar bolas de três. Não teve chiliques do lado de fora, entendendo que aquilo estava aniquilando com seu plano de jogo. Ao contrário, viu que aquele era o único caminho para a vitória.

E deu voz a seus comandados, como um grande comandante deve fazer.

NBA

O Cleveland conquistou uma vitória espetacular diante do LA Clippers: 99-92. Anderson Varejão fez 15 pontos e apanhou 11 rebotes, três deles ofensivo; foi seu quinto “double-double” seguido e o 14º no campeonato, oito a menos do que Kevin Love, o líder geral.

O capixaba continua em quarto lugar entre os melhores reboteiros do campeonato (11,8 por partida) e permanece como líder quando o assunto são os ressaltos ofensivos (4,5).

Do jogo quero dizer mais o seguinte: Blake Griffin desapontou-me profundamente. Há algum tempo tenho notado que trata-se de mais um jogador sujo que o basquete produz. O que ele fez com Varejão mostrou que minha desconfiança procedia.

Daqui para frente o que desejo a ele é que receba sempre em dobro o que fizer para seus adversários. E passo a nutrir por ele um desprezo profundo.

E o Clips, que estava no meu coração, por conta de Griffin já não está mais.

Em Denver, outro brasileiro entrou em quadra, mas não deu a mesma sorte: o Nuggets de Nenê Hilário foi batido pelo Dallas por 105-95. O paulista anotou também um “double-double”: 15 pontos e 10 rebotes.

Este revés do Denver dá-me a certeza de que minha impressão inicial não era descabida: o time do Colorado tem limites e não pode ser encarado como um contendor de peso no Oeste. A derrota de ontem foi a quarta consecutiva e a sexta nos últimos sete jogos.

Com isso, o time, que já foi vice-líder da conferência, amarga agora a sexta colocação.

No Canadá, o Toronto seguiu contando sua história de fracassos nesta temporada. Recebeu o Milwaukee e perdeu por 105-99. Foi a quarta partida sem vitória do Raptors. Dos últimos 20 confrontos, ganhou só cinco.

Leandrinho Barbosa jogou apenas 14 minutos e marcou 11 pontos. Não vi os últimos jogos do time canadense, mas estou encafifado: será que LB perdeu a confiança do treinador?

Não vejo motivos para isso, mas se alguém souber de algo que eu não sei, por favor, conte-nos.

Na Filadélfia, o Sixers recebeu o San Antonio de outro brasileiro, Tiago Splitter, e perdeu: 100-90. Nosso catarinense, uma vez mais, foi bem ofensivamente falando: 15 pontos. Jogou apenas 17 minutos. Por que só isso?

O dono do jogo foi, uma vez mais, Tony Parker (foto AP). O armador anotou 37 pontos e ainda encontrou tempo para dar oito assistências. Nos últimos três prélios o francês tem média de 33,3 pontos por partida.

Bem, nada mais tenho a declarar sobre os jogos de ontem na NBA. Se alguém tiver alguma informação relevante ou um comentário a fazer, por favor, levante-se e fale.

Notas relacionadas:

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  2. DOC RIVERS FICA NO BOSTON
  3. DOC RIVERS, O MELHOR TÉCNICO DA NBA?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 NBA, basquete brasileiro | 19:24

TIAGO SPLITTER VAI PARTICIPAR DO ‘ALL-STAR WEEKEND’ DE ORLANDO

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Tiago Splitter acabou de ser escolhido para participar do “All-Star Weekend” de Orlando. Ele vai jogar o “Rising Stars”, que será realizado no dia 24 de fevereiro próximo.

O feito de Splitter (foto AP) não é inédito para o nosso basquete. Inédito foi o que Nenê Hilário fez, pois em seu primeiro ano na NBA, o paulista de São Carlos participou desta partida, mas jogando pelos rookies no “All-Star Weekend” de 2003. Ao final da temporada, foi eleito para o quinteto ideal dos novatos.

Como eu sempre tenho dito aqui neste botequim, se Gregg Popovich não tivesse tido o comportamento que teve com Splitter na temporada passada, creio que o catarinense teria disputado a última edicão do jogo entre os sophomores e rookies, no “All-Star” do ano passado, em Los Angeles, representando os novatos da NBA, igualando o feito de Nenê.

De todo o modo, estar neste evento é notável. E eu não esperava mesmo outra coisa depois do que Splitter vem mostrando nesta temporada.

Os jogadores segundoanistas são: DeMarcus Cousins (Sacramento Kings), Landry Fields (New York Knicks), Paul George (Indiana Pacers), Blake Griffin (L.A. Clippers), Gordon Hayward (Utah Jazz), Greg Monroe (Detroit Pistons), Evan Turner (Philadelphia 76ers) e John Wall (Washington Wizards).

Os novatos são: Kawhi Leonard (San Antonio Spurs), MarShon Brooks (New Jersey Nets), Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers), Brandon Knight (Detroit Pistons), Markieff Morris (Phoenix Suns), Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves), Tristan Thompson (Cleveland Cavaliers), Kemba Walker (Charlotte Bobcats) e Derrick Williams (Minnesota Timberwolves).

Notas relacionadas:

  1. DISTENSÃO MUSCULAR AMEAÇA TIAGO SPLITTER NO PRÉ-OLÍMPICO
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Autor: Fábio Sormani Tags: ,

NBA | 18:24

PAUL PIERCE BATE RECORDE DE LARRY BIRD. ELE É O MAIOR CESTINHA DA HISTÓRIA DO BOSTON?

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Paul Pierce bateu o recorde de pontos de Larry Bird e tornou-se o segundo maior artilheiro da história do Boston Celtics. Paul Pierce é mesmo mais cestinha do que Larry Bird?

Boa pergunta.

Vamos discuti-la nesta tarde/noite quente de quarta-feira, que, cá pra nós, mais dá vontade de tirar uma soneca do que ficar com calculadora na mão somando aqui, dividido ali, tudo pra tentar entender o que significa a façanha de Paul Pierce.

The Truth, como é também conhecido o atual ala do Celts, anotou 15 pontos na vitória de ontem de seu time sobre o Charlotte por 94-84. Chegou à marca de 21.797 pontos. Esse número comprido e bonito, que pode muito bem servir de senha da internet, do banco, do cartão de crédito, do celular ou do League Pass ou do raio que o parta, supera os de Larry Bird em seis pontos.

Pierce (foto AP) jogou uma temporada a mais e, portanto, disputou mais partidas. Foram, até agora, 985 contendas com a camisa 34 do Boston. Sua média é de 22,1 tentos por cotejo, com um aproveitamento de 44,8%.

“The Legend”, como Bird era chamado pelos companheiros, em seus 13 anos com a camisa 33 do alviverde de Massachusetts, anotou 21.791 tentos. Jogou 897 pelejas com a camisa 33 do Boston e registrou média de 24,3 pontos por jogo e um percentual de aproveitamento de 49,6%.

Mesmo com média e percentual inferiores, duas importantes personalidades ligadas direta e indiretamente à história do Boston apontaram Pierce como sendo mais artilheiro do que Bird.

Robert Parish, pivô e companheiro de time de Larry Bird, afirma que Pierce tem mais o faro da cesta. E isso tem um grande significado, pois Parish formou ao lado de Bird e Kevin McHale o segundo “Big Three” da história do Celts.

Bob Ryan, sexagenário jornalista do “Boston Globe”, um dos homens que mais conhecem a história da equipe da Nova Inglaterra, vai igualmente na linha de Parish e também crava em Pierce.

Além deles, muitos jovens torcedores, aqueles que não viram Larry Bird jogar e só conhecem o primeiro “Big Three”, formado por Bill Russell, Bob Cousy e John Havlicek, através de leituras, também vão nesta linha: acham Pierce mais goleador que Bird.

Todos são gratos ao que Pierce tem feito pela franquia. Mesmo com apenas um título nesses 13 anos de NBA, quando também foi eleito o MVP das finais, Pierce não nega fogo. Mesmo torcedor de carteirinha do Lakers, quando Pierce entra em quadra e vê a amarelinha pela frente, ele se transforma em um Leprechaun e torna-se guardião da histórica do Celtics comovendo a todos. Em seis oportunidades acabou entre os dez maiores cestinhas da liga.

Mas Bird (foto) também era assim; era igualmente um Leprechaun. Era um guerreiro que jamais deixou de defender as causas do Celtics. E ao contrário de Pierce, ganhou três títulos: 1981, 1984 e 1986, tendo sido eleito MVP das finais nos dois últimos campeonatos ganhos. Assim como Pierce, acabou entre os dez maiores cestinhas da liga em seis ocasiões.

Nunca negou fogo também. Sua briga com Dr. J é histórica. Nela, aliás, registra-se uma das maiores covardias na história da NBA, protagonizadas por Charles Barkley e Moses Malone, que seguraram Bird para que Dr. J (não menos covarde) o esmurrasse.

Mas esqueçam isso e voltemos ao nosso tema: Pierce ou Bird? Quem é o maior artilheiro da história do Boston?

OPS!

Peraí, a gente não pode continuar essa história e prosseguir nossa pesquisa sem encaixar nesta narrativa John Havlicek. Afinal, Hondo, como ele era conhecido, é o maior cestinha da história do Boston, o número um!, com 26.395 pontos em 1.270 partidas disputadas com a camisa 17 alviverde.

Havlicek teve média de 20,8 pontos e um percentual de aproveitamento de 43,9%. Foi oito vezes campeão da NBA e em 1974 ganhou o MVP das finais. Terminou entre os dez maiores cestinha das NBA em seis oportunidades, sendo que em 1971 ficou em segundo lugar.

Jogou 16 anos, sempre com a mesma camisa, assim como Paul Pierce e Larry Bird. Era um cavalheiro dentro e fora das quadras. Certa vez, Jerry West, seu eterno rival, definiu Havlicek da seguinte maneira: “Ele é um embaixador do nosso esporte. John sempre deu o seu melhor todas as noites e sempre encontrou tempo para seus companheiros, torcedores e imprensa”.

PESQUISA

O jornal “Boston Globe” postou em sua edição eletrônica uma pesquisa para saber dos fãs quem é o maior artilheiro da história do Celtics. Dez são as opções; os três entre elas.

O resultado, no momento em que posto este texto diz:

1º Larry Bird: 64,07%
2º Paul Pierce: 16,97%
3o John Havlicek: 11,67%

E pra você, quem é o maior cestinha da história do Boston Celtics?

DEFESA

Alguém pode perguntar: e Bill Russell?

Não, Bill não era um cestinha nato. Ele se notabilizou na NBA por ser um grande defensor. Revolucionou a liga com novos conceitos defensivos. Pegou um total de 21.620 rebotes, o que lhe deu uma média de 22,5 por jogo, liderando a liga em quatro oportunidades.

Em suas 13 temporadas com a camisa 6 do Celts ganhou 11 títulos e anotou 14.522 pontos, média de 15,1 por partida e percentual de aproveitamento de 44,0%.

Até o surgimento de Michael Jordan, Russell era tido como o maior jogador da história da NBA.

Bill não entra nessa briga. Sua parada é outra.

Um dia a gente fala sobre ela.

VÍDEO

Veja abaixo o vídeo da briga entre Larry Bird e Dr. J e depois me digam se houve ou não covardia:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , ,

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 NBA | 18:21

JEREMY LIN E O RECORDE DE KOBE, QUE PODE SE TORNAR O MAIOR ARTILHEIRO DA NBA EM TODOS OS TEMPOS

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Kobe Bryant tornou-se o quinto maior pontuador na história da NBA. Mas o assunto de ontem na NBA foi o armador chino-americano Jeremy Lin. Dele eu falo na sequência; de Kobe, um pouco mais abaixo.

SENSAÇÃO

Jeremy Lin é a grande sensação da NBA no momento. Esqueça Kobe Bryant, LeBron James, Dwayne Wade, Kevin Durant, Dwight Howard ou Derrick Rose. Nos EUA, no momento, quando o assunto é NBA, o nome mais falado é o de Jeremy Lin.

Se você não sabe o que está acontecendo, fique tranquilo, pois eu tenho um tempinho pra te contar a história deste norte-americano, filho de pais chineses, nascido em Palo Alto, sul de São Francisco, norte da Califórnia.

CRÂNIO

Jeremy na verdade é Jeremy Shu-How Lin. Trata-se de um magrelo de 90,7 quilos que tem 1,91m de altura e apenas 23 anos.

Sempre gostou de jogar basquete.

No “high school”, o nosso ensino médio, foi a grande sensação do Palo Alto High School em seu último ano. Capitaneou sua equipe a uma campanha de 32-1 e na decisão do título, bateu a favorita Mater Dei High School por 51-47.

Foi eleito o melhor jogador da Divisão II (a qual sua escola pertence) por quase todas as publicações da Bay Area. Suas médias: 15,1 pontos, 7,1 assistências, 6,2 rebotes e 5,0 desarmes.

Com um currículo desses, sonhava jogar no “college” com a camisa de UCLA. Mandou para a universidade de Los Angeles um DVD com “high lights” de seus jogos junto com seu desempenho escolar, que era muito bom. Pra não ser pego de surpresa, enviou também o mesmo material para a Universidade California Berkeley (a mesma de Jason Kidd), Stanford (onde Tiger Woods se graduou) e para todas as universidades da Ivy League, liga que contém as melhores, mais antigas e mais tradicionais escolas dos EUA, cujos programas acadêmicos são os melhores do país.

As universidades da Pac-12 (UCLA, California e Stanford) não quiseram dar bolsa para Lin, enquanto que as escolas da Ivy League são naturalmente proibidas de cedê-las. Harvard e Brown ofereceram a Lin um lugar no time de basquete e o atual armador do New York Knicks escolheu Harvard por conta do grau de exigência da faculdade.

Lin jogou em Harvard durante quatro anos e formou-se em economia. Deve entender mais do assunto do que muitos desses economistas brasileiros que integram e/ou integraram equipes do governo e que depois de fracassarem por lá ficam ditando (pra não dizer outra coisa) regras em tevês, rádios, jornais e internet.

Em Harvard (que na verdade fica em Cambridge e não em Boston, como muitos pensam), de 2006-7 até 2009-10, Lin acumulou médias de 12,9 pontos, 4,3 rebotes e 3,5 assistências. Seu melhor ano foi o penúltimo, quando marcou 17,8 pontos, 5,5 rebotes e 4,3 assistências por partida.

Estudo findado, resolveu tentar a sorte na NBA.

DE FORA

Lin não foi draftado por nenhum dos 30 times da liga no “NBA Draft” de 2010. Se tivesse sido, iria se tornar o primeiro jogador da Ivy League desde Jerome Allen (1995, University of Pennsylvania) a ser recrutado. Lin, no entanto, acabou sendo o primeiro jogador vindo de Harvard para a NBA depois de 57 anos. Antes dele, Ed Smith foi selecionado em 1954 exatamente pelo NYK.

Com uma mão na frente e outra atrás, sonhando em jogar na NBA, Lin participou de alguns “summer camps” e acabou assinando com o Golden State, mesmo tendo recebido ofertas do Dallas e do Lakers. Queria ficar em casa.

Jogou 29 partidas pelo Warriors e acumulou miseráveis médias de 2,6 pontos, 1,2 rebote e 1,4 assistência. Dividiu-se entre vestir a camisa do GSW e de sua franquia na NBDL, o Reno Big Horn.

Ao final do primeiro ano de um contrato de duas temporadas, no qual ganhou US$ 473,6 mil, Lin foi dispensado quando o locaute acabou. Tentou a sorte no Houston; não deu certo. Até que o New York, com a contusão de Iman Shumpert, ofereceu a ele um contrato no dia 27 de dezembro passado em troca de US$ 762,1 mil.

Pelos dois últimos jogos, está valendo cada centavo investido.

MVP!

Nas vitórias diante do New Jersey Nets (99-92) e ontem frente ao Utah Jazz (99-88), Lin fez um total de 53 pontos, 15 assistências e sete rebotes, o que deu uma média de 26,5 pontos, 7,5 assistências e 3,5 rebotes.

Diante do Utah, anotou seu recorde de pontos (28) e assistências (8). E o mais legal é que os 19.763 torcedores que lotaram o Madison Square Garden, nas nove oportunidades em que Lin foi para a linha do lance livre e sempre que pegava na bola, já ao final da partida, gritavam “MVP, MVP, MVP”.

“Deus trabalha de um jeito enigmático e milagroso”, disse Lin ao final da partida de ontem, sem disfarçar um contentamento impossível de ser escondido. Nem mesmo Lin esperava que ele pudesse bater neste confronto diante do Jazz seus 25 pontos e sete assistências anotados frente ao New Jersey no último sábado.

Recusando-se a economizar-se em quadra, Lin tornou-se perdulário com sua energia e isso custou-lhe um preço alto. Cansado (havia ficado apenas 3:08 minutos descansando), cometeu seu quinto de um total de oito no começo do último quarto (10:26 minutos para o final), com o placar apertado (78-75) em favor de seu time.

O técnico Mike D’Antoni pensou em tirá-lo do time. Lin encostou no treinador e disse: “Não quero sair”.

D’Antoni atendeu-o e deixou em quadra. Lin cometeu mais três equívocos, mas o treinador continuou apostando nele.

“Isso é incalculável, quando você é um jogador que comete oito erros em uma partida e continua em quadra. Foi inacreditável”, disse Lin.

Foi mesmo. Mas não apenas a atitude de D’Antoni, mas o que Lin mostrou nesses dois últimos jogos do New York Knicks. Não à toa, duas vitórias.

Se você não viu Lin em ação ou quer revê-lo em quadra, anote aí: amanhã, quarta-feira, às 22h de Brasília, ele terá uma dura parada pela frente: John Wall e o Washington Wizards.

Sairá como titular pela segunda vez na carreira.

RECORDE

Como disse, Kobe Bryant tornou-se ontem o quinto maior cestinha da história da NBA. Ultrapassou Shaquille O’Neal, seu ex-companheiro de time.

Kobe tem agora 28.599 pontos na carreira e posiciona-se atrás apenas de Wilt Chamberlain (31.419), Michael Jordan (32.292), Karl Malone (36.928) e Kareem Abdul-Jabbar (38.387).

Kobe tem tudo para ficar entre os três primeiros ou mesmo encerrar a carreira como segundo maior de todos os tempos.

Ele está com média de quase 30 pontos por jogo. Digamos que ela se mantenha até o final: Kobe adicionaria mais 1.230 pontos, totalizando 29.829 tentos.

Continuaria atrás de Wilt Chamberlain.

Na próxima temporada, digamos que KB, aos 34 anos e na mesma forma, tenha uma média um pouco menor: 28 pontos por jogo. Somaria mais 2.296 tentos, chegando à casa dos 32.125 pontos. Ultrapassaria Wilt Chamberlain e encerraria a temporada encostado em Michael Jordan.

Na seguinte, aos 35, digamos que sua média caia um pouco mais. Vamos falar em algo em torno de 25 pontos. Ele chegaria a 2.050 ao final do campeonato e atingiria a marca de 34.175 tentos, deixando Michael Jordan para trás.

Ficariam faltando mais 2.753 pontos para ele igualar Malone e 4.212 pontos para se equiparar a Kareem.

Jordan deixou de jogar aos 39 anos. Kobe estaria com esses números aos 35 anos. MJ, em seus dois últimos anos de carreira (com uma parada de quatro anos), teve médias de 21,2 pontos por jogo.

Digamos que Kobe tenha essa mesma média e jogue até os 39 anos, como Jordan. Ele adicionaria algo em torno de sete mil pontos aos seus números.

E desta forma tornaria-se o maior artilheiro da NBA em todos os tempos.

SHOW

Hoje à noite tem Anderson Varejão em quadra: 22h30 de Brasília. Seu Cleveland vai até Miami enfrentar o Heat.

O capixaba vem de três “doubles-doubles” seguidos. Tem, ao longo deste campeonato, um total de 12 duplo-duplos, dez a menos do que Kevin Love, o líder.

E tem também um “double-double” de média, com 10,8 pontos e 11,9 rebotes por contenda disputada.

Sem dúvida alguma, o confronto que eu estarei vendo esta noite.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 NBA | 18:15

NBA PUNE KEVIN LOVE COM DOIS JOGOS DE SUSPENSÃO

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A NBA acabou de suspender Kevin Love por duas partidas por conta de um pisão que o ala-pivô do amor deu no argentino e que a liga entendeu ter sido intencional. O lance aconteceu no começo do terceiro quarto, 8:31 minutos para o final para ser bem preciso. E aconteceu depois de uma roubada de bola de KL exatamente sobre Scola.

É bom lembrar que nenhuma falta foi marcada, pois o trio de arbitragem 1) não viu; 2) se viu, achou que não foi proposital. A liga puniu Love por conta das imagens da televisão.

O Minnesota de Love vencia o Houston de Scola por 64-62. Love tinha até então 18 pontos e sete rebotes. Duelava incessantemente com Scola, que acumulava até então 16 pontos e quatro rebotes.

Ao que eu me lembre, Love não tem histórico de confusões, reclamações ou agressões a adversários. É um cara boa-praça, da paz. E seu time vencia a partida e ele, mais uma vez, era o destaque.

Por que Love pisou em Scola?

Resposta: porque no jogo anterior a esse, em Houston, ao tentar salvar uma bola que se perdia pela linha de fundo, Scola jogou-a no saco do jogador do Wolves, que foi ao chão contorcendo-se em dor. Isso mesmo: jogou a bola no saco de Kevin Love. Por que no saco e não nas pernas ou nos pés? Não sei, a gente precisaria perguntar pro Scola.

Love foi à forra e como dizia meu inesquecível pai, “chumbo trocado não dói”.

Love, no entanto, levou a pior este episódio, pois foi suspenso e terá ainda um desfalque em sua conta bancária no valor de US$ 83,6 mil por conta dos dias não trabalhados. Enquanto isso, nada aconteceu a Scola, que diz ter jogado a bola no saco de Love sem intenção, do mesmo jeito que Love disse que pisou em Scola sem intenção.

Mais um roteiro muito bem escrito pelos milongueiros argentinos, que são mestres em aprontar em quadra, em campos de futebol ou seja lá onde for e escaparem ilesos, sobrando a pena, quando ela ocorre, sempre para o lado inimigo.

Abaixo, veja o lance que custou a punição a Kevin Love.

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Autor: Fábio Sormani Tags: ,

domingo, 5 de fevereiro de 2012 NBA | 12:47

NOVAMENTE SOBERBO, VAREJÃO É DESTAQUE DO CAVS NA VITÓRIA DIANTE DO MAVS

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Uma pena que o Cleveland não é um time competitivo a ponto de brigar pelo título, mas para muitos de nós, brasileiros, que torcemos por nossos representantes, está dando gosto de ver o Cavs jogar. Ontem, hospedando o atual campeão da NBA, o time do brasileiro Anderson Varejão venceu por 91-88 com um final espetacular.

Kyrie Irving (foto AP), draft número 1 desta temporada, foi decisivo nos segundos finais com duas bandejas que nocautearam as pretensões dos texanos. E Jason Terry, que esteve infalível nas finais do ano passado diante do Miami, mostrou-se débil nos momentos decisivos e não conseguiu impulsionar, ao lado de seu companheiro, o alemão Dirk Nowitzki, seu Mavs à vitória.

Anderson Varejão esteve soberbo. Anotou 17 pontos e pegou 17 rebotes. Nos últimos quatro jogos, o capixaba pegou 61 rebotes, o que dá uma média de 15,3 por partida, desempenho este que o colocaria em primeiro lugar entre os reboteiros do campeonato, uma vez que Dwight Howard, o líder neste fundamento, tem 15,1 por partida.

Varejão, no entanto, tem mesmo 11,9 ressaltos de média nesta temporada, posicionando-se em quarto lugar. Mas quando o assunto são os rebotes ofensivos (ontem ele pegou sete), Andy, como é carinhosamente chamado em Cleveland, é o número 1, com média de 4,6.

Uma pena que o Cleveland não é um time competitivo a ponto de brigar pelo título, mas que eu virei fã de carteirinha do time, isso virei. Quando olho pro “schedule” da NBA e vejo uma peleja do Cavs agendada, é lá que eu deposito meu olhar que torna-se contemplativo quando a bola está nas mãos de Kyrie Irving e Anderson Varejão.

CLASSIFICAÇÃO

O Cleveland ainda está fora do G8 do Leste. É o nono colocado, com uma campanha de 9-13 (40,9%). O oitavo colocado é o Milwaukee Bucks, com 10-13 (43,5%).

Para sorte do Cavs, o Bucks, mesmo jogando em casa, foi triturado pelo Chicago Bulls em seu Bradley Center: 113-90.

INVASÃO

Eu tinha 19 anos quando a fiel torcida corintiana invadiu o Maracanã na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1976 e viu o Corinthians eliminar o favorito Fluminense nos pênaltis.

A invasão corintiana ao então maior estádio do mundo foi algo emocionante. Os que lá estiveram contam que 60% do Maracanã estava vestido em preto e branco. Inesquecível.

A Rede Globo, que já dominava o país na preferência dos telespectadores, mostrava flashs a cada 15 minutos exibindo a caravana corintiana que tomou conta da Via Dutra, transformando-a em uma avenida ligando São Paulo ao Rio de Janeiro.

Conto isso porque ontem, em Milwaukee, deu-se o mesmo: creio que a torcida do Bulls era maior que a do Bucks na mesma proporção: 60-40.

Maior e barulhenta.

A cada cesta do Chicago o Bradley Center parecia que iria vir a baixo por conta da vibração dos torcedores tricolores. E quando Derrick Rose pegava a bola, não importa se batendo lance livre ou não, os torcedores gritavam: “MVP, MVP, MVP”.

Chicago fica a 120 quilômetros de Milwaukee. De carro, confortavelmente, apreciando o Lago Michigan a seu lado direito, gasta-se uma hora e meia, no máximo.

Isso facilitou a ida de alguns torcedores da Cidade dos Ventos até o município vizinho. Mas muitos dos torcedores que estiveram no Bradley Center eram mesmo moradores de Wisconsin e que torcem para o Bulls.

Quanto ao jogo, o placar não retrata o que de fato ocorreu. Os 23 pontos poderiam ter batido nos 30, 35 que não seria exagero algum.

D-Rose novamente foi a estrela da contenda: 26 pontos, 13 assistências e sete rebotes. Tudo isso em 35:03 minutos. Ou seja: o atual MVP da NBA ficou um quarto todo no banco de reservas. Se tivesse acrescido mais uns cinco, seis minutos a seu jogo, quem sabe pudesse ter obtido um “triple-double”.

TUNDA

Por falar em massacre, o Denver foi a Portland e foi arrasado pelo Trail Blazers: 117-97. As bolas de três e LaMarcus Aldridge acabaram com o time do Colorado.

Foram nada menos do que 15 bolas certeiras em 33 arremessadas, o que deu um aproveitamento de 45,5%. Nicolas Batum estava com a macaca, como se costuma dizer quando alguém faz algo fora do convencional. O francês acertou cravou 9-15 (60,0%). Inacreditável!

Quanto a LaMarcus, 26 foram seus pontos totais, que se somados aos nove rebotes obtidos e as cinco assistências distribuídas o transformam no melhor jogador em quadra.

O Denver foi uma pálida amostra do time competitivo que vem sendo nesta temporada. Nenê Hilário, infelizmente, jogou mal pra burro: quatro pontos e dois rebotes. Foi completamente engolido por Aldridge. Em palavras populares, o paulista de São Carlos não viu a cor da bola.

SOVA

Ainda no campo das surras, o San Antonio recebeu o líder da NBA, o Oklahoma City e não tomou conhecimento: 107-96. Kevin Durant, um dos expoentes da NBA na atualidade, foi muito bem marcado pela zaga texana: 22 pontos (9-19, 47,4%).

O nome do jogo foi Tony Parker. O armador francês cravou 42 pontos, sua melhor marca na temporada. Fez 16 e seus 29 arremessos, o que deu um excelente aproveitamento de 55,2%. Desempenho, diga-se, de pivô, aqueles pirulões que por jogarem perto da cesta e serem imensos aproveitam-se disso para mais acertar do que errar.

Tiago Splitter? Cinco pontos e cinco rebotes. Um tanto tímido, eu diria.

ASG

Ontem, durante a transmissão da partida entre Cleveland e Dallas, Austin Carr, comentarista da tevê do Cavs, disse acreditar que Roy Hibbert seja o pivô escolhido para ir ao “All-Star Game” do dia 26 próximo, em Orlando.

Seus números (13,7 pontos e 9,7 rebotes) não diferem muito dos números de Anderson Varejão, que também pleiteia uma vaga no jogo das estrelas. O que penderá a favor de Hibbert, segundo Carr, é o desempenho do Indiana no campeonato.

Mesmo com a derrota de ontem diante do Orlando (85-81), em casa, o Pacers coloca-se em quarto lugar no Leste (16-7, 69,6%), mesma posição no geral da NBA.

Enquanto isso, como vimos, o Cavs está em nono lugar na conferência e em 20º no geral.

Notas relacionadas:

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  2. O BRILHO DE VAREJÃO NA VITÓRIA DO CAVS
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 4 de fevereiro de 2012 NBA | 15:39

LAKERS JOGA COMO UM TIME E NÃO COMO TIME DE UM JOGADOR SÓ E VENCE O DENVER NO COLORADO

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O Lakers conseguiu ontem à noite sua terceira vitória fora de casa nesta temporada. Três vitórias em dez jogos disputados; muito pouco para um time como o Lakers, convenhamos.

E conseguiu vencer o Denver no Colorado por 93-89 porque jogou como um time e não como um time de um jogador apenas. Kobe Bryant não precisou fazer 40 ou mais pontos. Ele contribuiu com apenas 20, mas entregou nove passes corretos que se converteram em cestas. Andrew Bynum anotou 22 pontos e capturou dez rebotes. E Pau Gasol fez 13 pontos e coletou 17 ressaltos.

Ou seja: seus três principais jogadores tiveram um comportamento semelhante. Se continuar assim, o Lakers reverte esse marcador, atualmente em desvantagem (3-7) e passará a trabalhar no positivo brevemente.

Mas para que isso ocorra o time precisa continuar jogando como um time e não como um time de um jogador apenas.

DESASTRE

Danilo Gallinari, que tem jogado o fino da bola nesta temporada, negou fogo na derrota diante do Lakers. Anotou apenas seis pontos, acertou só um de seus nove arremessos, uma bola de três das seis que disparou contra o aro adversário.

Um desastre.

Em compensação, Al Harrington voltou a jogar bem: 24 pontos vindos do banco, em 36:52 minutos em quadra.

Al não é titular se você levar em consideração que ele não é anunciado pelo locutor do ginásio. Mas se você é daqueles, como eu, que se liga nos minutos jogados e nos momentos em que o jogador está em quadra, você conclui, como eu, que Al Harrington é titular como ala-pivô fazendo par com Nenê Hilário, com o russo Timofey Mozgov sendo um reserva que apenas tem o gostinho de ouvir seu nome anunciado pelo locutor do ginásio.

Nenê? Nada de especial: 12 pontos e seis rebotes, nenhum ofensivo. O jogo de sempre.

OPOSTO

Seguimos falando de basquete; não se engane com o título e vá pensar que o assunto agora é voleibol. É basquetebol mesmo.

Falei em oposto porque Anderson Varejão teve um desempenho bem diferente de Nenê.

Assim como Nenê, Varejão saiu derrotado de quadra. Seu Cleveland, jogando em Orlando, perdeu para o Magic por 102-94. Mas o capixaba foi um gigante diante de outro gigante, Dwight Howard.

Não é fácil enfrentar D12 — Nenê que o diga. Varejão encarou a fera, fora de casa e saiu-se muito bem: 12 pontos e 15 rebotes, sendo três deles ofensivos.

Ok, eu vi, já escutei você, que não gosta do Varejão e diz que não é Pacheco, eu vi que o Varejão tomou toco de D12, isso e aquilo. Mas eu não estou comparando o brasileiro com o norte-americano. Não sou louco, sei que Dwight é mais jogador que Anderson.

O que quero dizer é que Varejão não afinou. Fez novamente seu papel com dignidade e categoria.

Com isso, continua em quarto lugar entre os melhores reboteiros do campeonato, em um universo com algo em torno de 120 jogadores. Tem 11,6 ressaltos por partida. E quando o assunto são os rebotes ofensivos, tem média de 4,6 por partida e posiciona-se espetacularmente no primeiro lugar.

PALMAS

Por falar em espetacular, Leandrinho Barbosa, depois de dois jogos apagados, voltou a jogar bem. Foram 19 pontos na vitória do seu Toronto diante do Washington por 106-89.

Esses 19 pontos garantiram-lhe o privilégio de ser o cestinha do time. Mesmo tendo errado seus três arremessos triplos, coisa que ele não costuma fazer.

PUXA!

O Indiana foi a Dallas e venceu o Mavs por 98-87. Eu não vi o jogo, mas, mesmo na pindaíba em que se encontra o atual campeão da NBA, vencer o campeão e na casa dele é algo para se tirar o chapéu.

Olho o “box score” e vejo que Paul George fez 30 pontos e foi o cestinha do jogo ao lado de Dirk Nowitzki.

Alguém tem algo pra contar sobre a contenda? Ricardo Camilo está por aí?

ARTILHEIRO

Por falar em pontuação alta, Kevin Durant marcou 36 na vitória de seu Oklahoma City diante do Memphis por 101-94.

KD foi o cestinha da NBA nos dois últimos campeonatos. Atualmente está em terceiro lugar, com média de 27,0 pontos, atrás de Kobe Bryant (29,5), o líder, e LeBron James (29,2), o vice-líder.

Querem apostar que Durant acabará como cestinha desta temporada também?

Notas relacionadas:

  1. DENVER VENCE E FRUSTA SAN ANTONIO
  2. LAVADA NO COLORADO
  3. JOGADOR DA NBA É COMO A CINDERELA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 NBA | 21:13

PHIL JACKSON ESCREVE SUAS MEMÓRIAS E VAI DIZER QUEM FOI MAIOR: MICHAEL JORDAN OU KOBE BRYANT?

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Phil Jackson começou a escrever suas memórias. O livro tem até nome: “Eleven Rings”; onze anéis.

Esta foi a quantidade de títulos que o maior treinador na história da NBA conseguiu. Meia dúzia deles com o Chicago Bulls de Michael Jordan, onde nunca perdeu uma decisão, e cinco com o Los Angeles Lakers de Shaquille O’Neal e Kobe Bryant, onde foi batido duas vezes na final.

O livro será editado pela Penguin Press e seu lançamento está previsto para daqui um ano. Phil (foto) terá um longo tempo pela frente para recuperar tudo o que ele fez ao longo de seus 20 anos na NBA, nove deles à frente do Chicago e os 11 restantes comandando o Lakers.

O que todos aguardam é pela palavra do aposentado treinador sobre Michael Jordan e Kobe Bryant. Quem é melhor?

Os mais novos, aqueles que não viram MJ jogar, creem que Kobe pode ser comparado ao ex-camisa 23 do Bulls e dizem que se o camisa 24 do Lakers ganhar mais dois anéis torna-se o maior de todos os tempos.

O pessoal da velha guarda como eu, que viu Jordan em ação, concorda que Kobe foi melhor que MJ, mas apenas ao MJ do Washington Wizards e não aquele do Chicago Bulls. O pessoal da velha guarda como eu, acha que é uma heresia alguém ser comparado a Michael Jordan.

Ano passado, mais ou menos nesta época, em entrevista ao jornalista T.J. Simers, do jornal “Los Angeles Times”, P-Jax disse: “Stop comparing anyone to Michael Jordan.  It’s just not fair.  He was remarkable”.

Se alguém precisa de tradutor, lá vai: “Parem de comparar quem quer que seja a Michael Jordan. Isso não é justo. Ele foi incomparável”.

Foi Phil Jackson quem disse isso. Foi o homem que dirigiu os dois jogadores quem disse isso.

Portanto, a menos que um fato novo venha ocorrer ou haja algo que nós não sabemos, este capítulo das memórias de P-Jax já é do conhecimento de todos.

Notas relacionadas:

  1. BYNUM E PHIL JACKSON NÃO SE ENTENDEM
  2. POR QUE MICHAEL JORDAN É O MAIOR DE TODOS
  3. A PALESTRA DE KOBE E A ETERNA COMPARAÇÃO COM MICHAEL JORDAN
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. 10
  8. 20
  9. 30
  10. Última