Leandrinho Barbosa visitou ontem a sede da CBB, no Rio. Encontrou-se com cartolas e com a comissão técnica.
Quando apertou a mão do técnico Moncho Monsalve, disse a ele: “Estarei com o grupo na Copa América”.
Excelente notícia!
A seleção vai mesmo precisar do armador do Phoenix na competição, sem local definido, pois o México desistiu de sediar o torneio.
Dizem que o Brasil pleiteia a disputa. Acho pouco provável que seja escolhido, pois estará recebendo a Copa América feminina, a ser disputada na cidade de Cuiabá, no Mato Grosso.
Mas enquanto a decisão sobre o local do torneio masculino não vem, vamos curtir a decisão de Leandrinho. Já fico imaginando o “backcourt” brasileiro com Marcelinho Huertas na armação e Leandrinho como segundo condutor da bola em quadra, podendo ser também o primeiro de acordo com as mexidas do nosso treinador.
Alex Garcia, com sua explosão e a grandeza de seu coração e sua alma, ajudando os dois, aparece como outro elemento de destaque do nosso “backcourt”.
Resta agora saber qual será a decisão de Nenê e Anderson Varejão.
O capixaba, segundo li na mídia, já andou dizendo que pode não jogar por causa de sua indefinição contratual com o Cleveland. O acordo de Varejão com o Cavs se estende por mais um ano, com opção do brazuca em permanecer ou não.
Ou seja, ao contrário da época do Pré-Olímpico de Las Vegas e do Pré-Mundial, Varejão não está, neste momento, desamparado. Ele tem garantido US$ 6.2 milhões para jogar a próxima temporada pelo Cleveland.
O que ele pretende, legitimamente, é melhorar seus rendimentos, pois seu crescimento em quadra foi espetacular nesta temporada. Por isso ainda não definiu se permanece em Ohio ou se testa o mercado – mesma situação de Carlos Boozer com o Utah.
Se Varejão realmente decidir testar o mercado, há um risco grande de ele não jogar a Copa América, pois a gente não tem como saber se ele já terá resolvido seu futuro na NBA até o momento da competição, que começa em 26 de agosto e vai se estender até seis de setembro.
Temos que cruzar os dedos para que isso seja resolvido rapidamente, pois Varejão tem papel de destaque dentro do projeto arquitetado por Moncho.
Quanto a Nenê, aparentemente, nada o impede de participar da Copa América. Seu acordo com o Denver vale por mais duas temporadas – a última delas é semelhante a de Varejão, com opção de Nenê validar o contrato ou não.
A saúde do são-carlense está tinindo. Seu jogo também.
Ao lado de Varejão e Tiago Splitter formaria uma parede quase intransponível para os adversários pan-americanos, uma vez que os EUA, já classificados para o Mundial, nem vão participar do torneio.
Tomara que Varejão e Nenê estejam, como Leandrinho, na Copa América.
Já fico a imaginar o quinteto titular: Huertas, Leandrinho… não sei quem seria o ala, (Tavernari, Geovanonni?) Varejão e Nenê. Vindo do banco, Alex, Splitter, Baby (que vem fazendo um ótimo campeonato com o Flamengo), enfim, há ótimas opções para que formemos uma seleção das mais competitivas.
Está nas mãos de Varejão e Nenê no momento.
NÚMEROS
Em apenas três oportunidades o Boston perdeu o jogo sete de uma série de playoffs atuando diante de seus fãs. As outras 17 foram vencidas.
A primeira derrocada aconteceu diante do New York, em 1973. O jogo era a decisão da conferência e o time de Massachusetts perdeu por 94-78.
A outra ocasião também representava final do Leste. O Boston perdeu para o Philadelphia por 120-106, isso em 1982.
Finalmente, a última vez que o Celtics perdeu um jogo sete em casa foi em 2005. A partida diante do Indiana era pelas semifinais e acabou com triunfo do Pacers por 97-70.
Como se vê, pelos resultados desses três confrontos, se o Orlando quiser a vaga, terá de golear. Se o jogo estiver no pau, com o apoio da torcida e a arbitragem pressionada, esquece, o Boston ficará com a vaga.
AUDIÊNCIA
O jogo passado entre Houston e Lakers, no Texas, foi a partida de basquete com maior audiência até hoje pela ESPN. A peleja da última quinta-feira foi vista por 7.35 milhões de assinantes, superando os 6.6 milhões que viram a vitória do Miami diante do Detroit na final da Conferência Leste em 2006.
O encontro deu 5.4 pontos de média nacional, sendo que em Houston ela foi de 16.0. Esse número representa a máximo atingido por uma televisão local.
Como será o jogo de amanhã? Não será exibido pelo cabo; será mostrado ao vivo para todo o território norte-americano pela ABC.
Baterá recordes, creio eu.
TRISTEZA
Wayman Tisdale morreu ontem pela manhã em Tulsa, Oklahoma, sua cidade natal. Tinha apenas 44 anos e perdeu, infelizmente, a luta diante do câncer.
Deixou o basquete depois de 12 temporadas para se tornar contrabaixista de jazz. E dos bons.
Tenho os seis primeiros CDs de Tisdale: “Power Forward” (1995), “In The Zone” (1996), “Decisions” (1998), “Face to Face” (2001), “Presents 21 Days” (2003) e “Hang Time (2004)”. Faltam-me apenas os dois últimos, “Way Up!” (2006) e “Rebound (2008)”.
Todos eles comprovam o que disse acima.
Tocou com gente como Bob James, Dave Koz, George Duke, Norman Brown, Marc Antoine, Gerald Albright, Lenny Castro, Lenny White, Marcus Miller, Kenny Garret, entre outros.
Quem conhece jazz sabe de quem estou falando.
Como jogador, brilhou demais no college. Nos três anos em que ficou na universidade de Oklahoma, Tisdale (foto AP) foi eleito para o quinteto ideal do basquete universitário norte-americano.
Em 1984, ainda como estudante, disputou a Olimpíada de Los Angeles num time que contava com Michael Jordan, Patrick Ewing, Chris Mullin e Sam Perkins.
Participou dos oito embates do time dos EUA, sendo que em dois deles saiu como titular. Foi o melhor reboteiro da equipe na competição, com 6.4 de média. Anotou 8.6 pontos por jogo – Jordan acabou como cestinha com 17.1 de média.
Neste mesmo ano, foi o segundo jogador a ser escolhido no NBA Draft. Ficou atrás apenas de Ewing.
Tisdale foi para o Indiana. Jogou ainda pelo Sacramento e Phoenix.
Encerrou a carreira com 15.3 pontos e 6.1 rebotes por embate disputado.
Estou triste, muito triste mesmo.