Arquivo da Categoria Basquete europeu
23/10/2009 - 20:49
Marcelinho Machado acabou de ser julgado pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). Esteve na pauta do dia por causa do “show” que ele deu em Jonville no mês passado.
Foi punido com cinco jogos de suspensão. Mas o STJD determinou que essas partidas serão amistosas e não oficiais.
Assim, ele estará apto para disputar o NBB numa boa. Não perderá jogo algum.
Realmente, esse país não tem jeito mesmo.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Basquete europeu
Tags: Marcelinho Machado, STJD
26/09/2009 - 12:46
Tá certo que as duas seleções já estavam classificadas, mas ninguém queria perder. Até porque o objetivo maior possibilitaria enfrentar nas semifinais a Argentina – o que acabou não se concretizando porque nossas “hermanas” conseguiram o feito de bater Cuba na partida de fundo da rodada de ontem.
Desta forma, a vitória brasileira por 61-45 diante das canadenses vem esquadrinhada com o significado importante de que houve progressos no jogo do nosso selecionado. Especialmente no defensivo.
Possibilitar apenas 45 pontos ao adversário não pode ser desprezado de jeito nenhum. A boa defesa brasileira limitou as ações ofensivas da seleção do Canadá, que acertou apenas 18 de suas 59 bolas (30.5%) em toda a partida.
Falo das laranjinhas duplas e triplas.
É fato também que as meninas do país bilíngue não estavam com a mão calibrada. Assim, sucumbiram diante da mais simples pressão defensiva brasileira.
Prova disso foi o desempenho delas nos lances livres: 4/10 (40%). As canadenses conseguiram a façanha de ser priores do que as brasileiras (fracas nesse fundamento, a gente sabe disso), que ontem cravaram 10/15 (66.7%).
Nossas mãos também não estiveram santas a ponto de a gente tripudiar a falha alheia. Nas bolas de três, nosso selecionado encestou apenas cinco das 21 tentativas (23.8%); nas duplas, 18/45 (40.0%).
Mas fomos, de qualquer maneira, mais eficientes nos arremessos e foi aí que se deu a vitória brasileira.

Helen Luz
De todo o modo, ainda me incomoda o excesso de bolas de três que o nosso time atira em uma partida. É preciso mais critério no momento da escolha da finalização das jogadas.
A experiente Helen Luz, por exemplo, não teve o chamado “semancol” no jogo de ontem. Atirou sete bolas e embiroscou apenas duas (28.6%).
Achou muito? Foi não: dê só uma olhada no que a Fernanda Beling fez: 1/6 (16.7%).
De qualquer maneira, como disse, houve progressos – e isso é muito importante e tem que ser ressaltado.
Hoje, às 20h30, horário de Brasília, o Brasil enfrenta Cuba em uma das semifinais. O ideal seria jogar contra a Argentina; mas, fazer o quê?
Uma vitória significa a vaga para o Mundial do ano que vem na República Tcheca. Uma vitória nada mais é do que obrigação, pois nossas meninas jogam em casa e pegam uma seleção desfalcada de suas melhores pivôs e que ainda por cima perdeu da Argentina.
É assim que o Brasil tem que pensar: vencer, vencer ou vencer – respeitando sempre o adversário e jogando com muita seriedade, é claro.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Basquete europeu, Seleção Brasileira
Tags: Fernanda Beling, Helen Luz
22/09/2009 - 17:43
A discussão foi acalorada é merece continuidade. Quem é melhor na atualidade: EUA ou Espanha?

Tim Duncan x Pau Gasol, EUA x Espanha
No post que escrevi ontem, disse que gostaria muito de ver os dois times frente a frente novamente. Principalmente depois do que meus olhos constataram em Pequim e do que vi na Polônia.
Como disse o Pedro José, parceiro assíduo deste botequim, os ibéricos têm 12 jogadores, assim como os EUA. E a gente sabe muito bem que uma das vantagens dos norte-americanos nos torneios internacionais era não apenas a qualidade inquestionável de seus jogadores, mas poder tirar o quinteto titular de quadra e substituí-lo pelo reserva que a qualidade não era maculada.
Pois isso a Espanha mostrou neste Euro-2009. O técnico Sergio Scariolo substituía o time titular pelo reserva e a intensidade de jogo permanecia; nada se alterava.
E olha que os espanhóis jogaram sem José Calderón, contundido, como bem lembrou também Pedro José. Calderón é o armador titular da Espanha, não é nenhum Mané que ficou de fora.
No time dos EUA, ficaram fora de Pequim jogadores como Tim Duncan, Kevin Garnett e Paul Pierce. E quem mais?
Shaquille O’Neal? Não creio.
Há novatos espetaculares, como Kevin Durant e Derrick Rose, que estarão certamente na Turquia no ano que vem. E quem mais?
O. J. Mayo? Andre Iguodala? Russell Westbrook? Rudy Gay? Greg Oden? Paul Millsap? Não acredito que esses jogadores estejam em um nível como o de Durant e Rose.
Ou seja: na minha opinião, os EUA foram a Pequim desfalcados de Timmy e KG.
Se convocados, quem sairia?
Dwight Howard? Claro que não. Chris Bosh? Pode ser. Carlos Boozer? Com certeza. Tayshaun Prince? Com certeza também.
Enfim, a discussão é quente.
Já pendurei um calendário em frente à minha escrivaninha e fico contando os dias à espera do Mundial da Turquia.
O bicho vai pegar, ô se vai!
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Basquete europeu, NBA
Tags: Derrick Rose, Dwight Howard, José Calderón, Kevin Durant, kevin garnett, Tim Duncan
21/09/2009 - 17:09
Fosse eu consumido pelas páginas do livro “Mil e Uma Noites” e lá me deparasse com a lâmpada maravilhosa, imediatamente eu a esfregaria e assim que o gênio aparecesse e dissesse: “Sou o gênio da lâmpada e obedecerei à pessoa que a estiver segurando”, eu diria: construa a maior, melhor e mais bonita arena de basquete do mundo, pegue os 12 melhores jogadores norte-americanos de basquete e coloque-os de um lado da quadra; do outro, ponha a seleção da Espanha.
Sim, este seria o meu pedido para o gênio da lâmpada. Tudo o que eu queria ver nesse momento era um novo embate entre espanhóis e norte-americanos, medindo forças para ver quem é o melhor selecionado do planeta na atualidade.

Navarro, La Bomba, faz a infiltração
É verdade que as duas seleções se enfrentaram na final dos Jogos de Pequim no ano passado. Os norte-americanos venceram por 118-107. O jogo foi apertado, os espanhóis venderam caro a vitória.
Hoje o momento é outro. Vejo o selecionado ibérico mais azeitado e ajeitado do que no ano passado. O time funciona perfeitamente, como se ao gênio da lâmpada fosse pedido para criar o melhor time de basquete do planeta.
Foi o que se viu na vitória de ontem diante da Sérvia por 85-63, na final do Euro 2009. Os sérvios, é bom que se diga, formam um time cheio de predicados e muito bem preparado física e taticamente. Mas não foram cunhados pelas mãos do gênio da lâmpada.
A Espanha, sim.
MASSACRE
O cronômetro do ginásio de Katowice mostrava que apenas dois minutos separam o final do primeiro quarto do descanso que antecede o início do segundo. Ao lado do relógio do tempo o placar estampava: Espanha 20-7 Sérvia.
Pau Gasol tinha feito quatro dessas duas dezenas de pontos. Outros 12 tentos saíram de arremessos certeiros de Juan Carlos Navarro, Rudy Fernandez, Ricky Rubio e Jorge Garbajosa.
Os outros quatro pontos saíram das mãos poderosas de Raul Lopez e Navarro.
Aquele início devastador decretou o campeão. Os balcânicos jamais conseguiram igualar o jogo. Aceitaram, resignadamente, seu papel de coadjuvantes na decisão.
Ao final do primeiro quarto, 15 era a vantagem de pontos da Espanha: 24-9. Ao final do primeiro tempo, 23 era a vantagem de pontos da Espanha: 52-29.
No segundo tempo, os espanhóis apenas administraram e fecharam a partida em 85-63, ganhando pela primeira vez o título europeu, acabando com uma incômoda história de que o time fraquejava em decisões.
Sim, pois nas seis anteriores o time fora derrotado.
MVP
Pau Gasol foi o nome do jogo: 18 pontos, 11 rebotes e três tocos. Merecidamente foi eleito o melhor jogador do torneio.
Seus números finais: 18.7 pontos, 8.3 rebotes e 2.2 tocos.

Pau Gasol, um gigante
Um gigante – literalmente.
Kobe Bryant, no conforto do lar, em Newport Beach, Califórnia, deve ter adorado o que viu. Esfregou, certamente, as mãos e pensou no que vem pela frente.
Gasol, com certeza, chegará exaurido pela contundente campanha espanhola, mas seu estado anímico compensará qualquer cansaço que por ventura apareça à sua frente.
RECORDE
Pau Gasol tornou-se o primeiro jogador europeu a ganhar, no mesmo ano, a NBA e o Eurobasket, torneio disputado sob a égide da Fiba.
Michael Jordan e Scottie Pippen venceram a NBA em 1992 e em seguida o ouro olímpico em Barcelona. Quatro anos depois, Pip repetiu a dose ao confiscar a NBA e o ouro dos Jogos de Atlanta.
A Olimpíada, assim como o Euro, também é amparada pela Fiba.
Gasol, Pip e MJ; todos na mesma prateleira.
ILUSÃO
O início ruim da Espanha no Euro-2009 nada mais foi do que uma grande fantasia. O time ibérico estava se acomodando.
Quando tudo se assentou, não houve time que resistisse ao estrondoso basquete mostrado pelo time do técnico Sergio Scariolo, italiano de Brescia, cidade que fica na região da Lombardia, norte da Itália.
Scariolo exerceu grande papel na formação desse time. Deu a ele uma segurança defensiva como há muito não se via em um time de basquete.
Defesa, sempre ela.
CONGRATS
A gente parabeniza a Espanha pelo título, mas o presente quem ganhou fomos nós, amantes do basquete.
Ah se eu encontrasse Aladim. Pediria que ele me concedesse apenas um pedido.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Basquete europeu, NBA
Tags: Jorge Garbajosa, Juan Carlos Navarro, Michael Jordan, Pau Gasol, Ricky Rubio, Scottie Pippen, Sergio Scariolo
19/09/2009 - 23:05
Sérvia e Esolovênia fizeram um jogo espetacular. O final da partida foi emocionante, bem como a virada dos sérvios, que foram para o vestiário atrás no marcador em dez pontos (45-35).
Uma prorrogação foi necessária para se definir um dos finalistas desta Euro-2009, pois o jogo terminou empatado em 79 pontos em seu tempo normal. Vale destacar, claro, a cesta tripla feita pelo armador Milos Teodosic a 22 segundos do fim do jogo.
Na prorrogação, os sérvios estiveram sempre à frente, mostraram estar menos cansados e fizeram 17-13. Garantiram a vaga na final.
Tudo foi muito bonito, o time sérvio é novo e com grande potencial, isso e aquilo e blábláblá… mas a Espanha é o time da moda no continente europeu; ninguém em sã consciência discute isso.
Os espanhóis jogam muuuuuito!
Eles destruíram a Grécia na tarde deste sábado em Katowice, Polônia, onde está sendo disputado o torneio. Os ibéricos venceram por 83-64, mas a diferença ultrapassou a casa dos 20 pontos em vários momentos.
A Espanha é um time fortíssimo. Mescla jogadores experientes e sensacionais, como Pau Gasol, Rudy Fernandez e Jorge Garbajosa, com novatos que mostram igual capacidade física, técnica e intelectual, como Ricky Rubio, Sergio Llull e Victor Claver.
Não consigo imaginar os espanhóis sendo batidos pelos sérvios na decisão do título neste domingo. Ou melhor: não consigo imaginar os espanhóis sendo batidos pelos sérvios pela segunda vez nesta Euro-2009.
Sim, pois na partida inaugural da competição, a Sérvia dobrou a Espanha por 66-57.
Águas passadas que, com certeza, não moverão moinhos. Se moverem, serão, a meu ver, uma zebraça!
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Basquete europeu
Tags: Pau Gasol, rick rubio, Rudy Fernandez
06/09/2009 - 15:51
Rapaziada, por favor, desculpe o demorado da hora. É que eu cheguei há pouco de Bauru, onde estive cumprindo deveres familiares.
A viagem – pra quem conhece – é longa. Saí da “Cidade Sem Limites” de manhãzinha e fui direto pra Jovem Pan.
Acabo de chegar ao aconchego do lar. Vamos, pois, conversar sobre a vitória do Brasil ontem à noite diante do Canadá por 73-65.
Com ela, a seleção brasileira garantiu vaga na decisão do título. E será contra Porto Rico, que despachou a Argentina por 85-80.
O jogo diante dos canadenses não apresentou mistério algum. Foi o que todo mundo viu: complicado no primeiro quarto; idem no segundo; grande atuação do time brasileiro no terceiro período e no quarto ficou claro mais uma vez que os outros cinco jogadores que estão em Porto Rico não têm nível para jogar na seleção.
Abriria uma exceção para Jonathan Tavernari. Novo ainda, há quatro anos jogador no basquete universitário norte-americano, ele está bem desentrosado com a nossa realidade.
Merece ser melhor observado. Quanto aos demais, infelizmente, bola pra frente. Como disse, não dá.
Por isso mesmo, entendo quando o Moncho faz os sete suarem sangue em quadra nos jogos mais complicados. Se tiver de recorrer aos demais, esquece, é derrota na certa.
Mesmo com essas limitações, o Brasil vem cumprindo um ótimo papel nesta Copa América. Perdeu apenas um jogo, para Porto Rico, na ultimar rodada da fase de classificação.
Assim mesmo por quatro pontos apenas: 86-82. E mais: Leandrinho Barbosa um de nossos melhores jogadores, não pôde atuar por causa de uma lesão.
Ontem diante do Canadá, Leandrinho mostrou uma vez mais a sua valia: foi o cestinha da equipe e do jogo com 22 pontos. Com ele em quadra o time é outro.
O mesmo vale para Anderson Varejão, talvez o melhor jogador do time brasileiro na competição. O capixaba anotou 16 pontos e confiscou oito dos 37 rebotes apanhados pelo time.
Destaque também para Marcelinho Machado e seus 15 tentos, bem como para Alex Garcia, incansável, que cravou dez pontos e deu cinco assistências.
Hoje à noite o Brasil tem a chance de ir à forra. Decide o título contra Porto Rico, único time que o derrotou na competição.
Ao contrário do jogo anterior, Leandrinho joga. Não vai ser fácil, ainda mais porque esses porto-riquenhos são largos demais nos arremessos de três.
Na derrota, Moncho Monsalve, a meu ver, cometeu o equívoco de mandar Alex marcar Carlos Arroyo. O cara a ser marcado é Larry Ayuso.
Ele fez a troca com a partida em andamento e… nada mudou, pois, como disse, esses porto-riquenhos são irritantemente bons nos arremessos triplos.
O que fazer? Torcer para que o aproveitamento dos nossos oponentes esteja abaixo do habitual, pois nossos bravos jogadores estão fazendo o máximo na marcação; mas há limitações.
Depois da partida contra a República Dominicana, na abertura da Copa América, Moncho declarou: “Ninguém vai nos derrotar com bolas de três”.
Porto Rico derrotou – mas Leandrinho não jogou. Hoje Moncho tem a chance de mostrar que está certo.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Basquete europeu, Seleção Brasileira
Tags: Alex Garcia, Anderson Varejão, Leandrinho Barbosa, Marcelinho Machado, Moncho Monsalve
28/08/2009 - 17:25
Ah, foi muito bom; ganhar da Argentina tem sempre um sabor especial. E ainda por cima foi em uma sexta-feira, dia internacional da cerveja.
Assim, o gole inicial desta noite será saudado por esses 76-67. Cheers!, como dizem os americanos; tim-tim, como nós brasileiros brindamos.
E a vitória, além de ter sido contra nossos maiores adversários, significou também o terceiro triunfo seguido do Brasil em uma trinca de partidas disputadas.
Com isso, o time do técnico Moncho Monsalve está matematicamente classificado para a próxima fase da competição. Descansa amanhã e no domingo fará um treino de luxo contra o Panamá, provavelmente na partida que será descartada, pois não acredito na classificação panamenha.
DESTAQUES POSITIVOS
Anderson Varejão e Marcelinho Huertas (foto AP) foram os grandes nomes do nosso time – e do jogo também. O capixaba anotou 19 pontos e pegou nove rebotes, enquanto que o paulistano cravou 18 pontos, sete rebotes e cinco assistências.
Varejão esteve quase que impecável na marcação a Luis Scola. O argentino só se deu bem na partida quando foi marcado por Tiago Splitter.
Este foi um dos grandes méritos do pivô brasileiro: fez seu jogo e impediu que o adversário jogasse.
Huertas, até rebote ofensivo pegou. No final da contenda, mereceu rasgados elogios de Leandrinho Barbosa.
“Esse baixinho é o nosso armador”, decretou Barbosa.
Assinamos embaixo.
DESTAQUES NEGATIVOS
Como disse, Tiago Splitter não obteve o mesmo sucesso quando foi incumbido por Moncho Monsalve de conter Luis Scola. O catarinense, aliás, foi um desastre quando teve que marcar o adversário, que anotou contra Splitter a maioria de seus 19 pontos.
Mas isso acontece; é do jogo. Splitter é um grande jogador – e não dá para jogar bem todos os dias.
E hoje não foi o dia de Splitter. Mesmo assim, ele contribuiu com sete pontos e oito rebotes.
Leandrinho uma vez mais deixou a quadra como o cestinha do jogo. Encestou 21 pontos no aro argentino.
Mas eu não gostei novamente do jogo do paulistano. Anotou a maioria dos pontos em contra-ataque fazendo bandeja. Por isso mesmo seu aproveitamento foi de 8-11 (72.7%) nas bolas duplas.
Quando Leandrinho teve que jogar no cinco contra cinco, mostrou-se frágil e com pouco domínio de bola. Esteve apagado na maioria desses momentos. Cometeu três erros.
Seu desempenho nos chutes de três novamente foi muito ruim. Acertou apenas um em cinco tentados.
Nesta Copa América, Barbosa atirou 16 bolas triplas e acertou apenas três. Isso dá uma preocupante média de 18.7%.
Outro que não esteve bem foi Alex Garcia: dois pontos apenas. E olha que ele ficou em quadra 38 minutos.
Vale para Alex o que eu disse para Splitter: não dá para jogar bem todos os dias. Hoje também não foi o dia de Alex.
Em compensação, o paulista doou-se em quadra de uma maneira comovente, sabedor que não estava bem na partida.
Um exemplo a ser seguido.
BANCO

Como aconteceu no primeiro jogo, contra a República Dominicana, Moncho Monsalve (foto AP) utilizou apenas dois reservas: Marcelinho Machado e Guilherme Giovannoni.
Utilizou, a bem da verdade, apenas Giovannoni, pois Machado ficou em quadra apenas seis minutos, quando cometeu quatro faltas. Saiu zerado em todos os fundamentos.
Em contrapartida, Giovannoni acertou suas três bolas de três e encerrou o jogo com nove pontos.
Foi muito importante no cômputo geral.
RIVALIDADE
Bem, mas como analisar esta vitória brasileira?
O Brasil enfrentou o time B da Argentina; isso é fato. Mas os reservas argentinos – reserva é maneira de dizer, pois, além de Scola, Leo Gutierrez foi outro campeão olímpico em quadra, sem contar que Pablo Prigioni é o atual armador titular do time, bem como Roman Gonzalez é o pivô titular também com o envelhecimento de Fabricio Oberto – são argentinos.
Vejam o que disse Huertas depois da partida: “Apesar do mau momento deles, a Argentina é um time que nunca desiste (…) Brasil e Argentina é uma coisa à parte. Quando eles não estão bem, querem levar o jogo para o físico, para a provocação. Querem tirar a gente do jogo pra nos deixar nervosos. É o jogo que eles querem fazer. Mas a gente não caiu na provocação deles”.
Este foi um dos grandes méritos do time brasileiro: não caiu em momento algum na cilada que os argentinos armaram durante o jogo. Nosso time soube como esquivar-se das arapucas.
Em outras palavras: a catimba argentina não funcionou. O Brasil teve equilíbrio nos momentos de aperto e isso foi muito importante para a vitória.
Como costumo dizer, os argentinos, quando sentem que estão inferiorizados na partida, procuram esculhambar o jogo para nivelá-lo por baixo. E quando isso acontece eles se superam.
Mas hoje não deu certo.
E mais: quando o nosso ataque estava desajustado, fruto da ótima marcação argentina principalmente nos começos dos períodos, quando eles estavam descansados, nossa defesa segurava as pontas. Por isso mesmo nossos rivais fizeram apenas 67 pontos.
NO CAMINHO
Não há como negar: o Brasil está no caminho certo. É verdade que há muita coisa pela frente, mas a amostra, até o momento, é boa.
Moncho tem o grupo na mão; e o grupo está unido.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Basquete europeu, CBB, NBA, Seleção Brasileira, WNBA, basquete brasileiro
Tags: Alex Garcia, Anderson Varejão, Guilherme Giovannoni, Leandrinho Barbosa, Luis Scola, Marcelinho Huertas, Marcelinho Machado, Moncho Monsalve, Tiago Splitter
03/08/2009 - 19:41
Nem Clippers, nem Charlotte e nem Oklahoma City. Muito menos Memphis.
Allen Iverson acaba de receber a única proposta até o momento para jogar basquete na próxima temporada. E ela vem da Europa; ou melhor, da Grécia.
O Olympiakos acaba de oferecer US$ 10 milhões por dois anos de contrato. Traduzindo, US$ 5 milhões por temporada.
Pouco?
Para o Iverson do passado, uma ninharia; para o Iverson de hoje, ótima proposta.
Até porque, como disse, até o momento, nenhum time da NBA ofereceu nem um centavo sequer para o irrequieto armador.
Onde mais ele conseguiria esse dinheiro? Acho que em nenhum lugar.
Iverson está cheio de vontades, como se fosse um garoto mimado – mimado ele sempre foi, mas garoto ele não é mais.
Ele já avisou que não jogará a próxima temporada pelo mínimo oferecido a um veterano, que é US$ 1.9 milhão. Quer algo mais substancioso, em torno de US$ 8 milhões, que é o que ele acha que vale.
Ele já avisou também que não quer sair do banco (como reserva) e quer muitos minutos em quadra.
Vale a pena contratá-lo?
Não vale.
Muito dinheiro para um jogador em declínio e que é conhecido por ser um contumaz criador de casos.
Fosse ele e fecharia correndo esse contrato com o Olympiakos. Moraria dois anos na Grécia, viveria uma nova cultura, pisaria na história a cada esquina dobrada e ainda por cima conheceria, praticamente de graça, toda a Europa.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Basquete europeu, NBA
Tags: Allen Iverson, Charlotte, Clippers, Memphis, Oklahoma City, Olympiakos
02/08/2009 - 23:05
Leio no site da CBB que o Rio de Janeiro será sede de um Super 4 brasileiro. Ótimo, a idéia vai ao encontro do que escrevi aqui neste blog.
O evento acontecerá neste próximo final de semana, no Rio de Janeiro. Local: Maracanãzinho (por que não se jogar na Arena HSBC? Muuuuuuito mais bonita do que o veterano Maracanãzinho).
Os jogos serão na sexta-feira e no sábado. E ficarão restritos ao SporTV.
Nada contra o SporTV. Aliás, o SporTV tem nos municiados com eventos e mais eventos e se não fosse ele a gente estaria perdido.
Ou você não acompanhou o Mundial de Esportes Aquáticos de Roma? Não viu César Cielo em ação? Então, não sabe o que perdeu.
O problema é que no Brasil, ao contrário dos EUA, uma pequena parcela da população tem acesso à tevê a cabo. Ou seja: poucas pessoas estarão assistindo a competição.
O ideal seria, como disse no nosso papo anterior, a exibição na Rede Globo, para que todo o país pudesse acompanhar a seleção e se familiarizar com nossos jogadores. Especialmente com talentos como Leandrinho, Anderson Varejão e Tiago Splitter.
Não consigo entender é como é que a CBB não conseguiu vender um jogo do Brasil contra a Argentina no domingo pela manhã para ser exibido dentro do Esporte Espetacular.
Acredito que a emissora abriria suas portas, pois qualquer confronto entre brasileiros e argentinos mobiliza os torcedores, não importa a modalidade, gerando interesse, que é o que interessa para as emissoras de televisão.
Para piorar, como disse, a tabela, ao invés de reservar três dias de competição – ou seja, um contra todos –, ficou restrita a dois dias.
O Brasil estréia contra o Uruguai na sexta-feira, às 19h, e na sequência a Argentina pega a Austrália. No dia seguinte, no mesmo horário, os dois perdedores se enfrentam e em seguida os vencedores decidem a competição.
Isso quer dizer que a seleção vai se confrontar ou contra a Argentina ou contra a Austrália. Com os dois – que é o que interessa –, nem pensar, pois argentinos e australianos se pegam e um elimina o outro.
Uma pena: ótima idéia, mas mal executada – como sempre.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): Basquete europeu, Seleção Brasileira
Tags: Anderson Varejão, CBB, leandrinho, Tiago Splitter
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