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quinta-feira, 26 de abril de 2012 NBA | 20:41

AND THE OSCAR GOES TO… O BOTEQUIM ELEGE OS MELHORES DA TEMPORADA. CONFIRA!

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Falta ainda a rodada desta noite, desta quinta-feira à noite, mas não há mais nada a se fazer, adicionar ou subtrair. A gente já tem opinião formada sobre quem é quem nesta temporada. Por conta disso, vamos premiar os jogadores aqui no botequim? Vamos lá, então.

MVP — Kevin Durant
O ala do Oklahoma City termina a temporada como cestinha do campeonato. E pelo terceiro ano seguido. E a cada campeonato disputado, KD melhora seu nível técnico e mental. Como muita gente diz aqui, ele tem tudo para ser o substituto de Kobe Bryant, quando o astro do Lakers se aposentar. LeBron James poderia ficar com o cetro e a coroa se não se encolhesse tanto em momentos decisivos. Os números de LBJ, aliás, são até melhores do que os de Durant, mas um jogador não se mede apenas pela frieza dos números. Por isso, eu elejo o ala do Oklahoma City como o melhor jogador da temporada regular.

ROY — Kyrie Irving
O armador do Cleveland Cavaliers jogou esta temporada como se fosse a segunda ou mesmo a terceira. Não pareceu um novato à procura de identidade em quadra. Em muitos momentos decidiu partidas para o Cavs, ora pontuando, ora servindo os companheiros. Não fosse a contusão de Anderson Varejão, o Cavs poderia, ter conseguido uma vaga para os playoffs. É bem verdade que Kyrie teve sua tarefa facilitada por conta da contusão do espanhol Ricky Rubio, do Minnesota Timberwolves. Desde que Rubio parou de jogar, o Wolves travou, o que mostra o potencial e a importância de Rubio para o time. A briga seria intensa até este final, mas a lesão do ibérico facilitou a escolha de Kyrie.

MIP — Jeremy Lin
Sei que muita gente vai torcer o nariz, pois Lin jogou uns dois meses desta temporada. Mas o que ele jogou foi algo fora do normal. Ele transformou o New York. O time saiu do buraco e ganhou notoriedade graças a Lin. Ele alavancou o Knicks. O time ganhou mídia, ganhou torcida e ganhou confiança. Enfim, o time cresceu graças a ele — e num momento em que Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire estavam machucados. Depois foi a vez de Lin lesionar o joelho e não jogar mais. Mas ele já tinha “enfeitiçado” os companheiros, que apenas seguiram jogando do jeito que passaram a jogar quando Lin pegou o NYK, um dos últimos colocados da conferência, levou-o ao G8 e transformou sua campanha negativa em positiva. Lin, fácil, o jogador que mais evoluiu não só nesta temporada.

SIXTH MAN — James Harden
Esta escolha é uma das maiores barbadas da temporada. Não creio que algum outro jogador chegará perto do ala-armador do Oklahoma City quando os votos dos jornalistas norte-americanos forem abertos. Terceira escolha do “NBA Draft” de 2009, Harden, no começo, deixou a todos desconfiados e muitos chegaram a dizer que o OKC tinha “queimado” um draft. Mas Sam Presti mostrou, mais uma vez, que é um dos melhores GMs da NBA na atualidade: a escolha de Harden foi acertadíssima, sim senhor. O OKC cresce não apenas nas mãos de Kevin Durant e Russell Westbrook. Cresce também por conta do crescimento de James Harden.

MELHOR DEFENSOR — Serge Ibaka
O congolês naturalizado espanhol deu uma aula de como se deve defender nesta temporada. Rei dos tocos já no campeonato passado, Ibaka repetiu a dose neste. Melhorou também os fundamentos defensivos. Só não leva o troféu se a mídia puxar a brasa pra sua sardinha. Ou seja: escolher Dwight Howard ou LeBron James por eles serem norte-americanos. Se isso não ocorrer, Ibaka fica com o troféu.

COY — Tom Thibodeau
Não sei se Thibs vai levar este ano novamente. E não sei se ele leva exatamente porque seria um bicampeonato. A mídia norte-americana parece não gostar muito disso, pois nunca um treinador bisou a escolha. Some-se a este fato o excelente trabalho que Gregg Popovich fez no segundo turno do campeonato, quando o San Antonio mostrou ser um time e não um quinteto. Mas o que o Chicago fez sem poder contar com Derrick Rose, o atual MVP da NBA, seu cérebro, sua consciência e sua fortaleza em quadra, foi algo fora do normal. Some-se a isso o fato de que Luol Deng também se lesionou e não pôde participar de algumas partidas. O SAS não foi lesado como o Chicago. Mesmo com todas essas adversidades, o Bulls acabou a fase de classificação em primeiro lugar pelo segundo ano consecutivo. Por isso, Thibs, para mim, é o melhor treinador do campeonato.

NBA ALL FIRST TEAM
Rajon Rondo
Tony Parker
Kevin Durant
Kevin Love
Andrew Bynum

MELHOR TIME DEFENSIVO
Rajon Rondo
Kawhi Leonard
LeBron James
Serge Ibaka
Tyson Chandler

ROOKIE TEAM
Ricky Rubio
Kyrie Irving
Kawhi Leonard
Kenneth Faried
Greg Stiemsma

Notas relacionadas:

  1. OS MELHORES EM CADA CATEGORIA
  2. PREVISÕES PARA A TEMPORADA 2011-12 DA NBA
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 25 de abril de 2012 NBA | 19:56

BRIGA PELA ARTILHARIA DO CAMPEONATO MOVIMENTA AS DUAS ÚLTIMAS RODADAS DA NBA

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Kobe Bryant quer destronar Kevin Durant. Não que o ala-armador do Lakers tenha perdido o cetro e a coroa de melhor jogador da NBA para o ala do Oklahoma City. Kobe quer ser o cestinha desta temporada, feito este que não escapou de Durant nos dois últimos campeonatos.

Kobe, que liderou praticamente todo o campeonato, ocupa atualmente a segunda posição, com uma média de 27,86 pontos por jogo. Kevin tem aproveitamento de 27,96 tentos. A diferença, aparentemente, é pequena. Mas, na verdade, não é tão pequena assim.

Durant tem um total de 1.818 pontos no campeonato em 65 partidas disputadas. Bryant está com 1.616, mas atuou menos: 58 jogos.

O OKC entra em quadra esta noite para enfrentar o Denver. Neste mês de março passado, KD teve média de 29,0 pontos. Se repetir a dose neste confronto diante do Nuggets, pula para 27,98 pontos. Nesse caso, Kobe teria que marcar 36 pontos no confronto de amanhã diante do Kings, em Sacramento, para atingir a média de exatos 28 pontos e terminar em primeiro lugar.

A vantagem de Kobe é jogar no dia seguinte e saber de quantos pontos ele vai precisar marcar para ser o cestinha da temporada.

Durant, aliás, pode nem entrar em quadra e permanecer com a média atual e torcer para Kobe não chegar aos 36 pontos diante de seu rival californiano. Mesmo que o Thunder perca, não perde mais o segundo lugar na conferência e nem o terceiro geral. Além disso, Scott Brooks, o treinador, daria uma folga para o seu principal jogador, que, diga-se, participou de todos os jogos do time no campeonato até o momento.

Lembro-me da temporada 1993-94, quando Shaquille O’Neal e David Robinson disputavam a artilharia do campeonato. No jogo final do San Antonio contra o Clippers, em Los Angeles, Robinson marcou 71 pontos. Mas foi uma vergonha. Os jogadores do SAS não jogavam. Eles pegavam a bola e passavam para o pivô o tempo todo, de modo a ele conseguir a maior pontuação possível. Isso fez com que Shaq tivesse que marcar nada menos do que 68 pontos diante do New Jersey. Os jogadores do Lakers (e o próprio Shaq) se negaram a fazer uma palhaçada igual a dos jogadores do San Antonio.

Sendo assim, David Robinson terminou a temporada como cestinha do campeonato com uma média de 29,8 pontos contra 29,3 de Shaq, que na partida diante do New Jersey marcou 32.

Kobe, como disse, tem essa vantagem: saber quantos pontos terá que fazer para superar Durant. Mas eu não creio que ele e o time do Lakers se prestem àquele papel que Robinson e o SAS se prestaram. Se repetir o caminho, a mim será uma grande decepção. Kobe não precisa disso.

GANCHO

Metta World Peace foi suspenso por sete partidas. A maioria achou pouco. Eu também. A pena é branda perto do que ele fez. Ela só vai ter sentido se o Lakers cair fora na primeira rodada dos playoffs, sentindo demais a ausência de MWP.

Caso contrário, terminou em pizza.

Notas relacionadas:

  1. DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS
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  3. A BRIGA DE KOBE PARA FAZER O LAKERS ENTRAR NA BRIGA PELO TÍTULO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

terça-feira, 24 de abril de 2012 NBA, outras | 20:49

NEW JERSEY NETS, UMA HISTÓRIA DE 35 ANOS QUE CHEGA AO FIM

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Mal acabou o jogo de ontem entre New Jersey e Philadelphia e o Nets tornou-se Brooklyn. A franquia ainda tem uma partida a realizar como New Jersey (nesta quinta, em Toronto), mas no site oficial, assim que você o acessa, se depara com a seguinte frase: “Hello Brooklyn”. E apenas o contorno do logo, que deverá ser modificado (foto reprodução).

Depois de 35 anos como New Jersey Nets, a franquia agora será Brooklyn Nets. É oficial.

Assim que você entra no site, bem ao lado direito há um cronômetro em contagem regressiva dizendo que faltam seis dias e algumas horas, minutos e segundos para que o torcedor compre tíquetes para a próxima temporada. Entre os assuntos em destaque, um aviso: no próximo dia 2 de junho a franquia fará testes para escolher suas novas “cheerleaders”. Local: Long Island University Brooklyn Campus.

É possível ver também a quantas anda a construção da nova arena, o Barclays Center (foto reprodução). E como vocês bem sabem, a arena será de multiuso. Por isso, a abertura do ginásio vai ser com um show do rapper Jay-Z, um dos donos da franquia, no dia 28 de setembro próximo. No dia 2 de outubro haverá uma partida de hóquei entre o New Jersey Devils e o New York Islanders. E dá pra saber também que Andrea Bocelli fará um show no dia 5 de dezembro e que os ingressos já estão à disposição, que de 14 a 17 de março acontecerá o Tournament da Atlantic 10 Conference; e por aí vai.

Depois de 35 anos como New Jersey Nets, a franquia agora será Brooklyn Nets.

É uma história que se acaba; como acontece, já aconteceu e acontecerá com outras franquias norte-americanas, não importa a modalidade. É claro que há franquias que têm um grande comprometimento com a cidade, como Lakers, Knicks, Celtics e Bulls, por exemplo. Mas há muitas que não estão nem aí para a comunidade local e se mandam rapidinho se o lucro desaparece e surge no lugar dele o prejuízo; ou então, se dá pra ganhar mais dinheiro lá do que cá, vamos embora! O dinheiro fala mais alto, ainda mais no berço do capitalismo.

O Nets muda de endereço, mas isso também aconteceu com o Jazz, que deixou Nova Orleans e foi para Salt Lake City e transformou-se em Utah. Foi assim também com o Hornets, que deu adeus a Charlotte e foi para Nova Orleans e com o Seattle SuperSonics, que não apenas mudou de cidade, mas também de nome, transformando-se no Oklahoma City Thunder. Ah, sim, estava me esquecendo do Vancouver Grizzlies, que agora é o Memphis Grizzlies. Hoje é o Nets que muda de endereço e amanhã poderá ser o Kings, que pode deixar Sacramento e ir para Anaheim.

Voltemos ao New Jersey Nets, uma franquia que perambula não apenas de cidade, mas de liga também. Nos primórdios, ela se chamava New Jersey Americans e pertencia à ABA, American Basketball Association, que em 1976 foi encampada pela NBA e que trouxe consigo duas outras franquias: San Antonio Spurs e Indiana Pacers. Nos primórdios, eu dizia, o Americans não ficava em Newark, ficava em Teaneck, igualmente subúrbio de Nova York. Lá ficou até 1968, quando se transferiu para Long Island (norte de Nova York) e mudou seu nome para New York Nets. Foi então que em 1977 foi voltou para New Jersey, mas fixou endereço em Newark, igualmente subúrbio de Nova York, e passou a se chamar New Jersey Nets.

Agora essa história chega ao fim. Por New Jersey jogaram relíquias do basquete norte-americano, como Dr. J (foto), Nate Archibald, Rick Barry, Drazen Petrovic e Jason Kidd. E Phil Jackson, não como treinador, mas como jogador. Mas isso fica pra história, pois a mudança de endereço era questão de tempo.

Nova Jersey, infelizmente, não tem como comportar uma franquia de basquete. O Estado, aliás, é muito esquisito. A cidade mais conhecida é Atlantic City por conta de seus cassinos. A mais famosa é Hoboken, por causa de Frank Sinatra. Mas você anda por New Jersey e parece que não vê cidade alguma. O que a gente vê se parece com um bairro de Nova York. É esquisito, como disse. O aeroporto de Newark fica em Newark, mas você não vê o downtown de Newark. Eu pelo menos nunca vi.

Dizia que o fim dessa história era questão de tempo. O magnata russo Mikhail Prokhorov comprou a franquia em 2009 e por ela pagou US$ 200 milhões. Vendeu 5% de suas ações para Jay-Z. E embalado pelas ideias do rapper mudou de endereço.

Não tinha mesmo como ficar em New Jersey. Nesta temporada, por exemplo, a menor média de público entre os 30 times da liga foi exatamente do Nets: 13.961 pagantes por partida. Lembrando que o Prudential Center tem capacidade para 18.500. O novo lar, o Barclays Center, acomodará menos gente, 18.103, mas Prokhorov e Jay-Z esperam vê-lo sempre “sold out” e os ingressos sendo vendidos por um preço bem maior.

Estive no ginásio do Nets em Newark quando ele se chamava Continental Center, porque a defunta companhia aérea, comprada pela United Airlines, tinha sede em Newark. Estive no ginásio em três oportunidades: no Final Four de 1996 (o último disputado em ginásio; depois dele, o evento passou a ser jogado em domes) e em duas partidas da temporada regular do Nets contra Boston e Lakers. Não me lembro exatamente dos anos, foi no começo deste século (esquisito escrever e ler isso, não é mesmo?), mas dos jogos sim.

Lembro-me que Kentucky foi a escola campeã do Final Four batendo na final Syracuse. A universidade era dirigida por um ítalo-americano que despontava como um treinador de talento. Seu nome? Rick Pitino. Tony Delk , o armador da equipe, na época namorava a atriz Ashley Judd (foto), que tinha estudado em Kentucky e não perdia nenhum jogo do time. Delk foi eleito o MVP (no “college” é Most Outstanding Player) do torneio. Os dois perdedores do sábado foram U-Mass e Mississippi State. Em Massachusetts jogava Marcus Camby e o time era dirigido por outro ítalo-americano: John Calipari, que neste ano foi campeão com Kentucky, que naquele ano também ganhou o Final Four, como disse. Em Mississippi atuava Erick Dampier.

Lembro-me também da partida contra o Celtics. Eu estava sentado atrás do banco do Nets quando vi, numa das cadeiras de pistas do lado oposto, bem à minha frente, um cidadão de rosto bem familiar. Perguntei a um jornalista americano que estava a meu lado: quem é aquele cara? E ele respondeu: “Danny Aiello”. Se a ficha não caiu, Aiello é ator de cinema e participou de filmes como “O Poderoso Chefão 2”, “Faça a Coisa Certa”, “Era uma vez na América”, “A Era do Rádio”, “A Rosa Púrpura do Cairo” e “Feitiço da Lua”, entre outros. “Ele é um fã do Nets”, completou o jornalista.

Contra o Lakers eu já não sentei atrás do banco. Fiquei do lado, mas bem posicionado. Pela primeira vez eu vi uma partida do time angelino fora de Los Angeles e fiquei impressionado com o número de torcedores da equipe fora de casa. O ginásio estava dividido! Dirigido por Phil Jackson, que eu revia depois das finais de 1998, em Salt Lake City, o Lakers ganhou fácil a partida, comandado em quadra por Kobe Bryant e principalmente por Shaquille O’Neal, a grande estrela da companhia. Lembro-me que depois do jogo, no vestiário, esperando pela chegada dos jogadores, Shaq apareceu enrolado em uma toalha branca. Tinha um piercing em cada mamilo. Nós, jornalistas, caímos na risada ao vê-lo. Com aquele seu sorriso que ocupa metade da boca, bem tradicional, não se importou com a reação da mídia. Foi muito engraçada, a cena, e jamais vou me esquecer dela.

Também na Continental Arena eu me encontrei pela última vez com um amigo que me introduziu no mundo da NBA: Don Casey. Ele era treinador do Nets na ocasião. Casey começou trabalhando no “college”, dirigindo a Universidade de Temple de 1972 a 83. Depois foi ser assistente técnico do Chicago e Boston. Foi na época em que era auxiliar no C’s que Casey (foto) veio ao Brasil para uma clínica da NBA que aconteceu na Hebraica, em 1994. Apresentei-me a ele e entre uma conversa aqui, outra ali, ele me perguntou como é que eu me informava sobre a NBA. Eu disse que era com base nos noticiários das agências, pois trabalhava na “Folha de S.Paulo”, e também vendo o Sportscenter, da ESPN. Então ele me perguntou: “Você não conhece ninguém na NBA?”. Eu disse que não. Ele pegou meu bloco de anotações, minha caneta e escreveu um nome. Era o nome de um amigo dele que trabalhava no escritório da NBA em Nova York. Pegou sua agenda em seguida e me deu o fax do camarada, pois naquela época não tinha esse negócio de e-mail. E falou: “Mande um fax para ele e diga que a gente se conheceu no Brasil, que você é jornalista e que precisa de informações da liga. E peça pra ele te colocar no mailing da NBA”. Isso foi feito e desde então eu jamais me separei da liga. Graças a Don Casey.

Fiquei muito em Newark quando ia a Nova York querendo escapar dos preços exorbitantes dos hotéis. O hotel que eu ficava em New Jersey era perto do ginásio. Quando tinha que ir a Nova York, pegava o ônibus num ponto bem em frente ao hotel e descia na New York Port Authority, uma estação de ônibus e metrô que fica na Oitava entre a 41 e 42. Quando tinha jogos do New Jersey, eu pegava um táxi.

Isso agora é passado. Ir a Nova York de ônibus e aos jogos do New Jersey.

Notas relacionadas:

  1. KOBE, O MAIOR CESTINHA DA HISTÓRIA?
  2. A HISTÓRIA DO DENVER E DOS GRANDES TREINADORES
  3. LOCAUTE PODE DURAR DOIS ANOS?!?!?!
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 23 de abril de 2012 Sem categoria | 20:56

COM LARRY TAYLOR, BRASIL SE FORTALECE E PASSA A TER MAIS CHANCES NAS OLIMPÍADAS

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Todo mundo já sabe: Larry Taylor, além de americano, é também brasileiro. Seu processo de naturalização foi anunciado pela CBB, muito embora, oficialmente, ele ainda não tenha sido sacramentado. O processo final tem que ser publicado no “Diário Oficial da União”, o que deverá acontecer nesta terça-feira.

Mas isso já são favas contadas. Larry é mesmo brasileiro e estará vestindo a regata brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres, em julho próximo. A notícia não poderia ser melhor. O Brasil precisa de um armador para ajudar Marcelinho Huertas a reger a orquestra. Entretanto, é bom frisar, Larry não é um armador puro, daqueles que adoram dar assistências e, quando sobra um tempinho, faz uns pontos.

Larry (foto CBB) é pontuador. É armador no estilo do Derrick Rose e Russell Westbrook. Não é um cara do tipo Rajon Rondo. Mas sabe conduzir o jogo, levar a bola. É armador do jeito que eu gosto. É pontuador. E por conta disso, poderá fazer um 2 numa boa. Ele, Huertas e Leandrinho Barbosa, talvez com Rafael Luz como “standby”. Com eles, o Brasil estará muito bem servido na posição. Sem contar que Marquinhos Vieira também pode fazer a função (como já fez), como Lamar Odom executava no Lakers.

O Brasil, que já tinha um bom time, está mais forte ainda. E como ficaria nosso selecionado para Londres? Acho que não vai fugir muito disso:

Armadores – Marcelinho Huertas, Larry Taylor e Rafael Luz
Alas-armadores – Leandrinho Barbosa e Marcelinho Machado
Alas – Marquinhos Vieira, Alex Garcia e Guilherme Giovannoni
Pivôs – Nenê Hilário, Anderson Varejão, Tiago Splitter e Rafa Hettsheimer.

Notem que há apenas dois alas-armadores. Mas Alex pode fazer esta função também, bem como Larry, como disse. Portanto, na verdade, temos quatro jogadores que podem jogar como “shooting guard”, assim como temos quatro “point guards”. Temos três alas e um deles, Giovannoni, pode ajudar no pivô, atuando como ala de força, como tem sido sua história na seleção brasileira. E Marcelinho Machado pode fazer um ala também (como já cansou de fazer) quando for necessário. Nossos jogadores são versáteis, e é assim mesmo que tem que ser.

Mas há opções além dessas que eu mencionei. Rafael Luz pode ficar de fora por conta de sua inexperiência. Alguém falou em Scott Machado? Se Luz é inexperiente, Machado é ainda mais. Luz participou do Pré de Mar del Plata e atualmente joga no basquete espanhol. Machado, que atuou pela universidade de Iona (NY), fez um ótimo campeonato universitário, é verdade. Vai entrar no “NBA Draft” desta temporada e muitos o colocam na segunda rodada. Mostrou predicados, certamente, mas não o considero mais experiente que Luz. A menos que a opção seja pela qualidade técnica.

Outra possibilidade é Luz de fora e a convocação de outro pivô. Um pirulão é mais factível do que outro armador, até porque quatro pivôs pode ser perigoso, muito embora Giovannoni, como eu disse, possa fazer um ala de força. Muito se fala no nome de Fab Melo. O brasileiro que jogou pela Universidade de Syracuse teve muitos problemas fora das quadras nesta temporada. Foi acusado de bater na namorada e não participou do “Tournament” porque não obteve notas para isso. Será que Magnano convocaria um jogador assim? Tenho dúvidas. Se ele optar por outro grandalhão, acho que ele vai apostar em Murilo Becker ou Augusto Lima.

Confesso que estou entusiasmado. Acho que com esse grupo o Brasil tem chance de fazer bonito. Fazer bonito é ficar em quinto lugar, por exemplo. Ouvi alguém falar em medalha? Acho difícil; na melhor das hipóteses, um bronze se tudo der certo.

O Brasil não tem mais time do que EUA, Espanha, França, Argentina e qualquer um dos três europeus que devem se classificar no Pré da Venezuela. A saber: Lituânia, Montenegro e Grécia.

Mas não custa sonhar.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL TOMA GOSTO PELAS DERROTAS
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  3. SEM O ‘NBB LEAGUE PASS’ RECORRO AO BOX SCORE PARA FALAR DO LÍDER PINHEIROS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

NBA | 11:39

KOBE E DOIS JOGADORES ESQUECIDOS FAZEM LAKERS RESSURGIR E BATER O OKC

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O Lakers aproveitou a chance derradeira. Fez o jogo que ele tanto precisava fazer para mostrar ao mundo da NBA que ele está vivo. Mandou um recado a todos: rapaziada, fique com a barba de molho, pois o campeão voltou — acho excelente este cântico cunhado pela torcida do São Paulo.

Sim, o campeão voltou. Vencer do jeito que o Lakers venceu o Oklahoma City, ontem à tarde, em Los Angeles, por 114 a 106, com direito a duas prorrogações, é de entusiasmar e amedrontar. Entusiasmar seus torcedores; amedrontar seus adversários.

O Lakers chegou a estar 18 pontos atrás. No último quarto, 17. E o que aconteceu para que este cenário devastador, de tragédia, mudasse completamente a ponto de levar o Lakers a uma vitória extraordinária? Simples: dois jogadores; dois jogadores vindos do banco surgiram do nada e aplicaram uma peça nos garotos de Oklahoma City. Seus nomes? Jordan Hill e Devin Ebanks.

Hill já tinha mostrado que o domingo poderia ser dele no segundo quarto, quando entrou pela primeira vez na partida. Jogou 8:53 minutos e marcou seis pontos e quatro rebotes. Neste período, Ebanks teve uma aparição tímida, de apenas 1:37 minutos, tendo contribuído com apenas dois rebotes. Mas Hill não; Hill tinha deixado claro para o treinador Mike Brown que ele poderia e deveria ser usado.

E foi o que o mister do Lakers fez no segundo tempo e na prorrogação. Hill e Ebanks tiveram muitos minutos, mas muitos minutos mesmo e foram as surpresas dos amarelinhos, que ontem jogaram de branco porque aos domingos os amarelinhos sempre jogam de branco.

REPÚDIO

Vocês que me acompanham sabem muito bem que eu não sou alinhado com a malandragem, com a trapaça e com o mau-caratismo. Desprezo a violência, física e verbal. Por conta disso, não gosto de jogador e técnico que se comportam assim. Acho desprezível. Por conta disso, bato abertamente em Blake Griffin, que pra mim é um jogador sujo. Por conta disso, desprezei a vitória do Miami sobre o Chicago. Por conta disso, nunca fui fã do Detroit Pistons de época dos Bad Boys, comandado em quadra por Isiah Thomas, Bill Laimbeer e Dennis Rodman.

Ron Artest é um cara assim: sujo e mau caráter. Perdeu milhões de dólares por causa de uma suspensão de 86 jogos em 2004 quando vestia a camisa do Indiana Pacers. Naquela noite, quis se engraçar com Ben Wallace, na época pivô do Detroit, mas tomou uma invertida. Apanhou e ficou quieto. Afinou. Depois, foi descontar sua frustração em cima da torcida. E foi suspenso.

Artest foi aposentado no começo desta temporada e surgiu Metta World Peace. Estávamos vendo uma nova personalidade em quadra. Até que veio o jogo de ontem…

PERSONALIDADE

O que dizer da atitude de Metta World Peace? As imagens dizem tudo. A agressão foi um ato de covardia. MWP teve comportamento de Artest: foi cafajeste em toda a extensão da palavra. E mau caráter.

O que se pergunta é: por que MWP (foto Getty Images) se transformou novamente em Artest? Artest lutava contra Artest, tanto lutava que decidiu pelo desaparecimento de Artest. Criou Metta World Peace. MWP parece lutar desesperadamente contra essa outra personalidade, violenta, que às vezes vêm à tona e estraga tudo de bom que deve existir por trás desse cara de músculos salientes e atitudes atrevidas.

MWP leiloou seu único anel de campeão. Queria dinheiro para doá-lo a instituições que trabalham e pesquisam o comportamento humano do ponto de vista mental. Em outras palavras, instituições que se preocupam e querem entender melhor os desvios de personalidade no ser humano, que muitas vezes criam histórias aterrorizantes, daquelas que a gente vê pipocar no noticiário. Artest se preocupava com isso, porque sabia que dentro dele, lá no fundo, existe um cara assim. E esse cara ele quer sufocar, matar — para não morrer.

Esse cara é Ron Artest. Ontem ele reapareceu. Deve ter envergonhando Metta World Peace. Deve tê-lo levado às lágrimas. Deve tê-lo feito acordar nesta manhã de segunda-feira e ido buscar rapidamente o consolo e o entendimento no divã de seu psicanalista.

No fundo, eu consigo ver um cara bom dentro de Artest. Esse cara é Metta World Peace.

PUNIÇÃO

Independente do esforço de Metta World Peace em se transformar num ser humano melhor, ele não pode passar incólume ao fato de ontem. MWP tem que ser punido — e com rigor.

Apenas a suspensão de uma partida é muito pouco. MWP tem que pegar uma suspensão pesada. Gesto assim vai ajudá-lo na busca de uma pessoa melhor. Afagar sua cabeça e deixar que tudo isso acabe com uma suspensão branda só vai atrapalhá-lo.

ALTERNATIVA 1

O resultado da recaída de Metta World Peace abriu brecha para o surgimento de Devin Ebanks. Antes de a temporada começar, disse nesse botequim que via qualidades em Ebanks pelos jogos que assisti na pré-temporada diante do Clippers. Mike Brown, todavia, não tinha o mesmo pensamento meu. Tanto que Ebanks mal entrou em quadra nesta temporada.

Ontem, foi jogado às feras. Teve de marcar simplesmente Kevin Durant, um dos melhores jogadores de sua geração e, para muitos, o futuro sucessor de Kobe Bryant. E conseguiu.

No primeiro tempo de jogo, marcado por MWP e Matt Barnes, KD fez 21 pontos. No segundo tempo, com Ebanks em sua cola, Durant anotou 12. Foi reduzido quase que a metade. Na primeira prorrogação, KD zerou, mas na segunda, mostrou a Ebanks que ele, embora tenha muito talento defensivo, ainda terá que queimar muita lenha para anulá-lo completamente: KD anotou simplesmente nove pontos, todos os nove pontos do OKC neste último tempo-extra. Mas foram insuficientes.

O Lakers venceu e Ebanks também. Marcou muito bem a Durant e deixou claro para o treinador que quando o time precisar de seus préstimos, de seu talento defensivo, é só chamá-lo que ele estará pronto. E em playoffs, defesa é artigo cobiçado por todos.

ALTERNATIVA 2

Com Andrew Bynum atrapalhado em quadra (tomou dois tocos humilhantes de Serge Ibaka em uma mesma jogada), sendo eficiente apenas nos tocos (distribuiu cinco nos 28:57 minutos em que jogou), o que fez Mike Brown? Passou Pau Gasol para o pivô e deixou Jordan Hill como ala de força. E deu certo.

Assim que terminou o terceiro quarto, com o OKC na frente em 77-61, o treinador angelino mandou a quadra o seguinte quarteto: Steve Blake, Ramon Sessions, Devin Ebanks, Jordan Hill e Pau Gasol. Com 8:08 de bola pingando, Brown colocou Kobe Bryant na vaga de Sessions. O Lakers perdia por 81-68. Com esse quinteto, Blake, Kobe, Ebanks, Hill e Gasol (foto Getty Images), o Los Angeles fez uma corrida de 23-10, empatou o jogo em 91 pontos e levou-o à prorrogação. Hill contribuiu no segundo tempo com seis pontos e seis rebotes, terminando o tempo regulamentar com 12 pontos e dez ressaltos.

Vieram as duas prorrogações e Hill adicionou mais dois pontos e cinco rebotes, terminando a partida com 14 pontos e 15 rebotes. Ao lado de Gasol, foi o dono do garrafão do Lakers “down the strecht”. E deixou claro para a franquia que vale a pena apostar em seu jogo sempre que Bynum se deixar levar pela soberba.

Corretamente Mike Brown deixou seu pivô titular no banco todo o último quarto e as duas prorrogações.

MARCAÇÃO

Gostei de ver Kobe Bryant ontem. Não pelos seus 26 pontos, oito assistências e seis rebotes. O que eu gostei foi de vê-lo marcando em cima Russell Westbrook nos momentos derradeiros da partida.

Kobe não é mais nenhuma criança, precisa de repouso para aguentar principalmente os playoffs. Mas tem momentos em que ele, líder que é, tem que chegar para o treinador e dizer: estou pronto para a batalha; deixa que de Westbrook cuido eu.

Foi o que ele fez. Westbrook foi um desastre na partida: 3-22 nos arremessos (13,6%). Salvou-se pelas dez assistências.

ENCANTO

Sobre o Oklahoma City, o que dizer? Nada, simplesmente nada, pois eu só tive olhos ontem para ver o Lakers jogar.

Notas relacionadas:

  1. BYNUM LIVRA A CARA DE KOBE E DO LAKERS
  2. DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS
  3. POR QUE KOBE QUER OS BRIGÕES A SEU LADO?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 22 de abril de 2012 NBA | 13:44

LAKERS TEM CHANCE DERRADEIRA DE MOSTRAR QUE PODE BRIGAR PELO TÍTULO

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Rapidinho, como faço aos domingos, porque daqui a pouco, 14h de Brasília, a bola começa a quicar na NBA com o jogo New York x Atlanta. Mas o quente mesmo da rodada fica por conta de Lakers x Oklahoma City, em Los Angeles, às 16h30.

Leio no “LA Times” a preocupação da mídia e dos torcedores em relação ao futuro do Lakers. Segundo o jornal o time tem um péssimo retrospecto contra quem eles chamam de “elite team”. Ou, os contendores de verdade pelo título desta temporada.

Diz a reportagem que contra os “elite teams” do Leste a campanha do Lakers é de 1-3: a única vitória veio diante do Miami e as derrotas para o próprio Heat, Chicago e Indiana. O jornal não classifica o Boston como um dos times da nata do Leste. O diário angelino erra, pois o Celtics é sim senhor uma das forças desta conferência. Só porque ele está em quarto lugar? Só vale se estiver entre os três primeiros? Discordo.

Achei até engraçado esta ausência do C’s, pois contra eles o Lakers fez 2-0, ganhando em casa e fora.

Como o Lakers é atualmente o terceiro colocado do Oeste, o jornal confronta sua campanha contra os dois primeiros: San Antonio e Oklahoma City. Diante do SAS o desempenho é de 1-2; frente ao OKC, 0-2. Quer dizer: 1-4 quando o assunto é o enfrentamento contra as forças de sua conferência. E as derrotas para esses dois oponentes vieram por uma diferença média de 17,3 pontos por partida.

E hoje tem o embate diante do Thunder. Segundo o jornal, a chance derradeira para o Lakers mostrar que vai entrar nos playoffs para brigar pelo título do Oeste e depois pelo da NBA.

RODADA

O Chicago agradece Nenê Hilário. O brasileiro fez a cesta que deu a vitória ao Washington, em plena Miami, diante do Heat: 86-84. Com o resultado, o time do sul da Flórida soma agora 18 derrotas duas a mais do que o Bulls, que terá exatamente mais dois jogos pela frente: Indiana, fora, e Cleveland, em casa. Acho pouco provável que não consiga vencer uma dessas duas partidas para assegurar, matematicamente, o título da conferência.

Para chegar a esta posição confortável, o Bulls passou pelo Dallas, ontem, em Chicago: 93-83. Muito dessa vitória tem a ver com o retorno de Derrick Rose. Embora o armador tenha mostrado muito pouco perto do que pode render, sua presença física, em quadra, aumenta a confiança dos companheiros. D-Rose terminou a partida com 11 pontos e oito assistências. O destaque ficou por conta, mais uma vez, de Luol Deng: 22 pontos (4-7 nas bolas de três) e seis rebotes.

Em Miami, o Heat sofreu um duro golpe com a contusão de Dwyane Wade logo no início da partida. Deslocou o indicador canhoto e não voltou mais. Duro golpe porque Erik Spoelstra, técnico do Miami, resolveu poupar LeBron James e uma vez mais Chris Bosh. Achou que D-Wade, sozinho, levaria o time à vitória. O imponderável, no entanto, destruiu os planos de Spo.

Nenê jogou 20:40 minutos e terminou a partida com 11 pontos e três rebotes. Destaque para as 13 assistências de John Wall, a última delas para Nenê fazer a cesta que deu a vitória ao Wizards. Os dois, aliás, mostram que podem formar uma dupla bem interessante na reconstrução da franquia da capital dos EUA.

Em Salt Lake City, o Utah deu um passo importantíssimo para ficar com a última vaga do Oeste ao vencer o Orlando por 117-107. Com o triunfo, posiciona-se em oitavo lugar na conferência com 30 derrotas, uma a menos do que Phoenix e Houston, que ainda sonham com a vaga para os playoffs.

Ma próxima terça-feira, o Jazz recebe exatamente o Phoenix. Se ganhar, elimina o concorrente, pois terá apenas mais um jogo pela frente, diante do Portland, fora de casa. O Houston pega hoje o Miami e depois recebe o New Orleans, na terça. Precisa ganhar as duas contendas; não tem acordo.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

sábado, 21 de abril de 2012 Jogos Olímpicos de Londres | 12:10

SAN ANTONIO É O BARCELONA DA NBA

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O San Antonio é o Barcelona da NBA. Hoje, ninguém ganha do alvinegro texano. O Spurs atropela seus adversários como o time espanhol. É impiedoso como a equipe catalã. Domina o jogo com os grenás fazem, sufocando, aos poucos, seus oponentes. O San Antonio é mesmo o Barcelona da NBA.

Como aconteceu com o Barça, isso não surgiu do nada; não caiu do céu. O San Antonio é o que é hoje por conta de um planejamento (com o qual eu discordo em alguns pontos, já disse aqui) elaborado pelo técnico Gregg Popovich e sua comissão técnica. E o maior segredo dele é a rotação de seus jogadores.

No jogo de ontem, em San Antonio, quando trucidou novamente o Lakers, desta vez por 121-97 (na última terça-feira, em Los Angeles, venceu por 112-91), quem mais tempo ficou em quadra foi Tony Parker. O armador francês jogou 27:46 minutos. Tim Duncan e Manu Ginobili, que completam os Três Tenores (foto AP), atuaram, respectivamente, 26:03 e 25:00 minutos. Os outros sete jogadores (Kawhi Leonard, Tiago Splitter, Danny Green, Matt Bonner, Stephen Jackson, Gary Neal e Boris Diaw), que participaram da contenda dentro do sistema de rotação do time, ficaram em quadra em média pouco mais de 20 minutos.

Ou seja: o San Antonio utilizou nada menos do que dez jogadores durante a partida, mantendo-os em quadra praticamente o mesmo tempo. O Lakers usou sete, sendo que quatro dos cinco titulares (entre eles Kobe Bryant, que voltava ao time depois de sete partidas de fora por causa de uma lesão na perna direita) jogaram em média 30 minutos.

Quando os EUA enfrentavam a extinta URSS ou a igualmente defunta Iugoslávia, seus grandes adversários, os jogos eram no pau enquanto os adversários tinham fôlego. De repente, os treinadores americanos tiravam de quadra o quinteto que iniciava a partida e um novo time entrava no jogo. O adversário não conseguia fazer o mesmo por falta de jogadores do nível semelhante. Este sempre foi um dos grandes segredos dos selecionados norte-americanos em competições internacionais, especialmente Olimpíadas: a rotatividade de seus jogadores. Com o passar do tempo, havia o desgaste natural dos inimigos. E os americanos, ao contrário, estavam intactos do ponto de vista físico. O cronômetro tiquetaqueava, tiquetaqueava, e os EUA davam o bote final, aliando o vigor físico à indiscutível qualidade técnica.

Ontem o San Antonio fez o mesmo diante do Lakers. Ontem, vírgula, o Spurs tem feito isso. Bruno Pongas, nosso parceiro e meu companheiro jornalista, mostrou isso com muita clareza numa mensagem pregada na porta deste botequim há alguns dias. Os oponentes não conseguem fazer o mesmo, pois não contam com um elenco tão homogêneo e de grande qualidade como é o grupo texano.

O SAS é o retrato mais bem definido do basquete norte-americano desde seus primórdios: quinteto titular forte, composto de três estrelas que desequilibram, e elenco poderoso, possibilitando ao treinador usar os 12 jogadores se assim o desejar. Como disse, ninguém tem isso. Nem Lakers, nem Chicago, nem Miami, nem Oklahoma City.

O San Antonio é o grande favorito ao título desta temporada. Mas, é sempre bom frisar, o fato de ser favorito não significa que vá ganhar. O imponderável não pode ser desprezado jamais.

O Barcelona era favorito para ganhar o título espanhol; pode perdê-lo para o Real Madrid. O Barcelona era favorito para ganhar a Champions League; pode ser eliminado pelo Chelsea na semana que vem.

Mas como eu acho que não tem time no mundo para vencer os espanhóis, acredito que eles darão à volta por cima na Champions. E se houvesse umas três rodadas a mais no espanhol, o Barça faria o mesmo no torneio doméstico, um campeonato que foi deixado de lado pelo pessoal da Catalunha, que pensa em igualar e depois ultrapassar seu grande rival em conquistas da Champions.

O San Antonio não disputa duas competições ao mesmo tempo. O SAS disputa apenas a Champions League do basquete, que é o campeonato da NBA (ou seria o contrário, a Champions é a NBA do futebol?). Seu jogo impressiona, a maneira com que aniquila seus oponentes também; exatamente como faz o Barcelona. O San Antonio é mesmo o Barça do basquete: vence e não deixa a menor sombra de dúvidas sobre quem é o melhor no campo de jogo.

OLIMPÍADAS

Perguntado se teria interesse em participar dos Jogos Olímpicos de Londres na vaga de Dwight Howard, Andrew Bynum disse que não. Motivo: nas férias, vai tratar dos joelhos na Alemanha, com o mesmo médico que vem cuidando de Kobe Bryant.

“Eu preciso me preocupar com minhas pernas quando a temporada acabar”, disse Bynum. “Planejei algumas coisas para os meus joelhos… Tenho que tratá-los e vou para o exterior cuidar deles”.

Portanto, se a USA Basketball quiser um novo pivô para a vaga de D12, como disse ontem, há duas alternativas: Roy Hibbert e Kendrick Perkins.

RECADO

Se alguém quiser saber mais sobre a rodada de ontem basta acessar o site da NBA ou da ESPN gringa. Os dois são ótimos. Isso aqui é um blog e não um site noticioso. Se alguém quiser comentar algo sobre outras partidas, é só postar a mensagem.

PERGUNTA

Se eu tivesse dito que torcia para o San Antonio, quantos diriam que eu escrevi o post acima com o coração de torcedor?

FOTO DO DIA

Vale o registro este retrato tirado pela AP de Metta World Peace se aquecendo para o jogo de ontem. Uma pintura. A sensibilidade do artista (que infelizmente não teve o nome revelado pela agência noticiosa) não aflora a todo o instante neste pessoal de grande valor que fem registros fotográficos que deixam jogos e atletas para a posteridade. Não aflora a todo o instante porque se isso ocorresse encontraríamos Robert Doisneau a cada esquina dobrada.

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  1. COMO FICAM OS EUA SEM DWIGHT HOWARD NOS JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 20 de abril de 2012 NBA | 12:02

MIAMI MUDA CARÁTER DO TIME PARA GANHAR O TÍTULO DESTA TEMPORADA

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O Miami venceu o Chicago por 83-72. Mais uma vez o Bulls jogou sem Derrick Rose e o Heat, vale dizer, claro que sim, o Heat jogou sem Chris Bosh.

O Miami venceu Chicago jogando de um jeito que ele não costuma jogar: o Heat comportou-se como um time sujo em muitos momentos do jogo. Eu pergunto: pra quê?

O Miami venceu o Chicago e pode vencê-lo novamente, dentro ou fora de casa — ou em qualquer lugar —, pois tem um time muito forte. Não é precisa ser desleal para ganhar do Chicago.

Eu me pergunto: de quem foi essa ideia de se mudar o caráter da equipe? O Miami nunca foi um time assim.

Realmente, não consigo entender por que James Jones deu uma baita porrada em Joakim Noah, por que Dwyane Wade fez o mesmo com Richard Hamilton e por que LeBron James, covardemente, quase nocauteou o nanico John Lucas III.

Ou melhor, eu acho que entendo: a ideia é intimidar o Chicago, porque talvez o pessoal do sul da Flórida não tenha tanta confiança assim no seu jogo. O Heat quer intimidar o Bulls para no caso de não conseguir o primeiro lugar no Leste ter de fazer mais jogos fora de casa e por perceber que em Chicago vai ser difícil vencer, pois não venceu em duas oportunidades nesta temporada, mesmo com o Bulls jogando desfalcado de D-Rose.

O Miami mandou o seguinte recado ao Chicago: se não der na bola, vai ser no pau.

O problema todo para o Chicago é: como responder a isso?

O Chicago não tem um jogador sujo. Os caras jogam bola, são sangue bom, são do bem. Num passado houve Charles Oakley, Horace Grant e Dennis Rodman. Mais recentemente Kurt Thomas. Hoje não há ninguém. Carlos Boozer, Omer Asik e Noah são “softs”. Taj Gibson é o mais “esquentadinho”, mas é só “esquentadinho”, não sabe ser sujo, pois não é sujo.

Não sei se Chicago e Miami farão a final do Leste. Se fizerem, podem ter certeza, o Chicago vai levar muito bofetões, assim como o Miami levou do Dallas na final da temporada passada e perdeu o campeonato na bola e no tapa.

Os árbitros são mais permissivos com o jogo viril nos playoffs, todos nós sabemos disso. E sempre nos lembramos da frase de Michael Jordan que tornou-se um aforismo. Dizia MJ: “Nos playoffs você separa os homens dos meninos”.

Uma pena; eu não gosto disso. Gosto de ver o jogo ser jogado — e que o melhor vença. Como o Miami venceu na final do Leste do ano passado, jogando limpamente, mostrando que tinha mais time que o Chicago.

DEFESA

Jogando bola, e não dando porrada, o Miami fez uma defesa espetacular pra cima do Chicago ontem em sua American Airlines Arena. Depois de ter sido frouxo no início da partida, permitindo ao Bulls encestar dez de seus 14 primeiros arremessos (71,4%), o Heat apertou a marcação e limitou o adversário a 15-56 (26,8%) em seus chutes. Nas bolas de três, o aproveitamento do Bulls foi este: 2-16 (12,5%).

O Miami foi uma fortaleza defensiva nos três últimos quartos. No primeiro, perdeu por 27-23. Nos três últimos fez 56-45. Tudo isso jogando bola — e não dando porrada.

Alguém pode dizer: as porradas tiraram o Chicago do eixo, pois os jogadores ficaram emputecidos com as porradas que estavam levando e perderam o foco.

Pode ser.

CONTA

O Miami precisa de mais uma derrota do Chicago para terminar em primeiro lugar na Conferência Leste; desde, é claro, que vença todos os seus jogos finais.

O Bulls tem mais três cotejos pela frente: em casa, Dallas e Cleveland; fora, o Indiana. A situação não é tranquila. Derrick Rose volta nos confrontos diante do Pacers e do Cavs. Mas ele não está bem, todos nós vimos. O fato é que o Chicago pode ser batido em mais um desses três confrontos.

O Heat precisa vencer seus próximos quatro compromissos. Em casa o time pega na sequência Washington e Houston; fora encerra o campeonato enfrentando Boston e Washington. O time texano poderia oferecer resistência, mas está fora dos playoffs e, por conta disso, desanimado. Não creio que vença. O maior problema do Miami está no Celtics. O jogo será fora de casa e o C’s não é como o Chicago. O C’s baixa o porrete também. E o C’s não gosta do Miami.

Portanto, quero ver como é que o machões do Miami vão se comportar em Boston. Sim, pois o covarde se comporta assim: bate nos indefesos e afina para os mais fortes. Foi assim na final da NBA do ano passado, quando DeShawn Stevenson só faltou enfiar o dedo no rabo de LeBron James, que tudo aceitou, passivamente, como um fraco que foi, embaraçando seus companheiros (e consequentemente o time) e comprometendo o resultado final: o título da temporada.

Portanto, meus amigos, vamos aguardar pelos próximos capítulos. Como tenho dito, o torneio está emocionante. E não é em pontos corridos.

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Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 11:56

COMO FICAM OS EUA SEM DWIGHT HOWARD NOS JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES?

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A notícia é fresquinha, fresquinha: Dwight Howard será submetido a uma cirurgia para resolver um problema de hérnia de disco e não jogará mais esta temporada. E mais: está fora dos Jogos Olímpicos de Londres, que começam no final de julho próximo.

Com D12 (foto AP) fora, a pergunta que fica é: os EUA ainda são favoritos para conquistarem a medalha de ouro olímpica?

Os norte-americanos têm problemas com seus pivôs, ao contrário dos selecionados europeus, que esbanjam grandalhões pelas quadras. Sem Dwight Howard, sobrou apenas Tyson Chandler como jogador da posição. Os outros “big fellas” do time são Chris Bosh, Kevin Love e Blake Griffin, todos ala-pivôs.

Dá pra encarar com esses quatro? Pode ser, até porque em Pequim apenas D12 era o único pivô de ofício. Bosh e Carlos Boozer (que mal entrou em quadra) completaram o garrafão, que contou com o auxílio de Carmelo Anthony em muitas oportunidades, especialmente quando os EUA marcavam zona. Melo, nesses casos, chegou a jogar até de pivô.

Mas caso Mike Krzyzewski queira substituir Dwight, há três alternativas: Andrew Bynum, Roy Hibbert e Kendrick Perkins. A melhor alternativa, com certeza, é Bynum que eu, como já disse, joga de igual para igual com D12.

Bynum é tão forte como Howard e tem muitos recursos ofensivos. Lembra, guardadas as devidas proporções, Shaquille O’Neal, que foi um jogador que se notabilizou na NBA pelo seu jogo ofensivo, muito mais que o defensivo. Bynum é um artilheiro nato. E na defesa, embora não seja um grande marcador, pega muitos rebotes, o que ajuda pra burro. É, sem dúvida, a melhor alternativa a Dwight Howard.

Embora jovem e inexperiente, Hibbert tem tamanho, físico e razoável técnica, sendo eficiente ofensivamente, assim como Bynum. Perkins é um jogador limitado no ataque, mas é muito bom na defesa. Some-se a isso o fato de ele ter mais experiência. Os dois surgem como alternativas caso Bynum não aceite a convocação.

Se Bynum não aceitar, quem eu chamaria? Como Perkins se aproxima mais de Chandler, eu apostaria numa convocação de Hibbert, que surge como uma alternativa, o que não ocorre com o pivô do OKC. Quando o perímetro estiver sufocado, bem marcado, e precisar jogar no pivô, com Hibbert isso é possível; com Perkins, não.

Mas vamos aguardar pelas novidades. Vamos ver se Jerry Colangelo, presidente da USA Basketball, o homem que faz as convocações e não o Coach K, como muitos imaginam, vamos ver o que Colangelo vai fazer — se é que vai fazer.

Com Bynum no time os EUA não ficam comprometidos. Se ele não for a Londres, os EUA perdem um pouco o seu poder de força, mas não a ponto de comprometer o ouro olímpico.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 19 de abril de 2012 NBA | 10:06

DEPOIS DE TER SIDO CONVOCADO, NENÊ RETORNA AO WASHINGTON. VAREJÃO NÃO DEVE MAIS JOGAR ESTA TEMPORADA

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Depois de ter sido convocado na hora do almoço pelo presidente Carlos Nunes, Nenê jogou à noite pelo Washington (fotoAP) depois de dez partidas ausentes por conta de uma lesão no pé. Voltou a jogar depois de quase três semanas do lado de fora. Não como titular como vinha ocorrendo desde que chegou ao Wizards, mas como reserva.

Entrou no decorrer da partida contra o Milwaukee e mostrou o seguinte: 14 pontos, quatro rebotes, dois tocos e uma assistência. Ficou em quadra 18:13 minutos. Ajudou o Wizards a bater o Bucks por 121-112. Esse resultado, aliás, pra mim, define os oito classificados no Leste, com o Milwaukee ficando do lado de fora da festa.

Mas voltemos a falar de Nenê. Vamos ver se ele joga as últimas quatro partidas do Washington na temporada. Joga, recupera parte da forma e melhora o ritmo de jogo. Aproveita para descansar em Denver, ao lado da mulher e da família, bem como dos amigos, para se apresentar ao técnico Rubén Magnano e iniciar sua preparação para os Jogos Olímpicos de Londres.

É o que eu espero que ocorra. Nenê, já disse aqui, é nosso melhor jogador. Se quisermos alguma coisa nas Olimpíadas, precisamos dele. Sem ele nossas chances se reduzem. Ademais, como já disse aqui, ele nunca pediu dispensa da seleção sem motivo. Suas dispensas sempre foram motivadas por algum problema de ordem pessoal ou por conta de sua saúde.

Ao contrário de muitos parceiros deste botequim que não apreciam o jogador por causa dessas dispensas todas, eu não tenho nenhum senão contra ele. Repito: suas dispensas sempre foram motivadas por algum problema de ordem pessoal ou por conta de sua saúde. Por isso, é legítimo ele se colocar à disposição do treinador para os Jogos londrinos. Ele não é e nunca foi um “bandido”. Não pode ser condenado por algo que nunca fez; ou seja, virar as costas para a seleção brasileira.

Tomara que tudo dê certo. Que Nenê realmente vá a Londres. E que vá em forma e com a mesma disposição que mostrou em seus tempos de Denver. Se isso ocorrer, ao lado de Tiago Splitter, Rafa Hettsheimer e Anderson Varejão nosso selecionado terá um dos garrafões mais sólidos do torneio olímpico.

VAREJÃO

Pelo que me contou o assessor de imprensa Samy Vaisman, que ajuda a cuidar dos interesses de Anderson Varejão, não há motivo algum para a gente se preocupar com o jogador.

“Anderson já está treinando”, disse-me Samy por e-mail. “Ainda está ganhando condicionamento físico e a intenção é que ele jogue ainda nesta temporada, mesmo com o Cavs já sem chances de playoffs. Os médicos haviam feito uma previsão de seis a oito semanas após os exames, que foram realizados dias após a contusão (dia 11.02). Sendo assim, estamos estourando o prazo, mas Anderson está já treinando e, como falei, espera estar em quadra ainda neste campeonato”.

Mas o que está no site da ESPN gringa é o seguinte: “It appears Cavs C Anderson Varejao’s season is over. He hasn’t played since breaking his right wrist on Feb. 10. Scott said the team hasn’t made a decision on whether Varejao will return, but with just five games left, it’s unlikely he’ll get back on the court until next season. Varejao was having an All-Star-caliber season before getting hurt, averaging 10.8 points and 11.5 rebounds”.

Ou seja: a franquia cogita não colocar em quadra Varejão (ao contrário do que informa Samy) neste quinteto de partidas derradeiras, entendendo não haver necessidade alguma para que isso venha ocorrer, pois o time, como sabemos, empurra com a barriga o restante do campeonato. A ideia é preservar um jogador que, vira e mexe, infelizmente, envolve-se com contusões.

Cá entre nós, não interessa se o Cavs vai fazer isso ou aquilo. O que importa neste momento é termos Varejão para Londres. E isso, pelos relatos de todos (Samy e Cavs), vai acontecer.

Outra excelente notícia. Duas, a saber: Nenê e Varejão estarão em Londres!

RODADA

Como disse acima, com a derrota do Milwaukee para o Washington, na capital dos EUA (121-112), o Bucks praticamente deu adeus aos playoffs desta temporada. As duas últimas vagas vão mesmo ficar com New York e Philadelphia… O Knicks foi a New Jersey e bateu o Nets por 104-95 com nova atuação de destaque de Carmelo Anthony: 33 pontos e sete rebotes. Holofotes também para Tyson Chandler: 18 pontos e dez ressaltos… Já o Sixers foi a Cleveland e passou pelo Cavs: 103-87. Andre Iguodala, pra mim um dos melhores alas da NBA, fez o seguinte: 19 pontos, 13 rebotes e sete assistências… Dallas é outro time que também praticamente se garantiu nos playoffs. Sua vitória, de virada, que veio quase que finalzinho da partida, sobre o Houston foi muito importante. Dirk Nowitzki, depois de um primeiro tempo sofrível (quatro pontos apenas), deitou e rolou na etapa final ao marcar mais 31, totalizando definitivos 35 tentos, tentos esses que ajudaram a escrever o placar final: 117-110… Em Boston, o C’s, teve que correr muito para vencer o Orlando por 102-98. A atuação esplendorosa de Paul Pierce liderou o time a mais uma vitória. The Truth anotou 29 pontos e deu 14 assistências, seu recorde na carreira… O San Antonio continua sua “operação demolição”. Não deixou pedra sobre pedra na partida diante do Sacramento, na capital da Califórnia: 127-102. Tiago Splitter desta vez houve-se melhor em quadra: 17 pontos e sete rebotes. Mas voltou para o banco de reservas. Mas o que importa é que ele jogou 24:47 minutos… Finalmente Oakland: o Lakers bateu o Golden State por 99-87. O destaque do jogo ficou por conta de Pau Gasol (foto AP). O espanhol anotou seu terceiro “triple-double” da carreira na NBA: 22 pontos, 11 rebotes e 11 assistências. Andrew Bynum foi o cestinha do time e do jogo com 31 pontos… Amanhã Kobe Bryant estará de volta. E será em San Antonio, diante do Spurs. Será o jogo da rodada.

Notas relacionadas:

  1. NENÊ DEVE DESFALCAR A SELEÇÃO
  2. NENÊ DIZ QUE VAI JOGAR O MUNDIAL
  3. LEANDRINHO VAI PARA O INDIANA E NENÊ DEIXA O DENVER PARA JOGAR NO WASHINGTON
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