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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011 NBA | 17:53

‘ROY’? SÓ QUANDO O CARNAVAL CHEGAR. MAS NORRIS COLE CHAMOU A ATENÇÃO

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Alguns parceiros têm me pedido para analisar os “rookies” desta temporada e tentar apontar quem provavelmente será eleito o melhor de todos. Minha resposta é sempre a mesma: não me sinto em condições de fazer isso, pois não acompanho com atenção nem o “college” e nem os torneios europeus. Uma olhada aqui, outra piscadela ali, mas nada que me credencie a analisar os novatos.

Desta forma, seria desonesto da minha parte dizer que A ou B será o “Rookie of the Year” desta temporada. Acho que vocês me entendem.

Além disso — e isso é o mais importante —, uma coisa é jogar no universitário e na Europa, outra é atuar na NBA. Na escola e no Velho Mundo o jogo é amarrado — e o jogador também.

Não são poucos os atletas por quem você não dá nem um tostão furado sequer e quando chegam à NBA acabam se soltando e passam a jogar um basquete que os credenciam a destaques de uma geração.

Pegue como exemplo o armador Kyrie Irving. Como disse, não acompanho o universitário com profundidade, mas vi Kyrie (foto) em ação algumas vezes com a camisa de Duke. Pergunto: ele jogava esse bolão que tem jogado no Cleveland quando era atleta do Coach K?

De jeito nenhum. Lá ele era amarrado pelo sistema do treinador; excelente, por sinal.

Vamos traçar um paralelo com a música. Pegue um músico de jazz e obrigue-o a tocar apenas o que a partitura manda.

É claro que ele vai tocar bem, pois conhece música. Mas o que ele tem de melhor, que é o improviso, o som que vem do fundo da alma, do coração, isso não está escrito na partitura.

É isso que acontece no basquete dos moleques e/ou dos europeus. Por isso, quando eu leio que a classe do ano que vem vai ser a melhor desde 2003, eu fico com um pé atrás. Como é que os caras sabem disso?

Por conta disso tudo, eu prefiro não apontar estes ou aqueles como os melhores do universitário e/ou da Europa e que podem concorrer para o prêmio “Rookie of the Year” desta temporada.

Volto a Kyle Irving: nas poucas vezes que o vi jogar, eu não vi com a camisa de Duke esse jogador desenvolto, de grande habilidade, insinuante e intuitivo que vi em duas partidas com a camisa do Cavs.

Ontem à noite, no entanto, no confronto entre Miami e Boston, eu vi um novato que me deixou encantado. Não, não vou usar de soberba e dizer que detectei ali um dos prováveis candidatos ao prêmio de ROY desta temporada, pois não posso me contradizer alguns parágrafos depois. Qualquer um iria perceber esse defeito.

Mas fiquei encantado com o que vi deste garoto de 23 anos e que agora eu revelo o nome: Norris Cole.

Lá pelas tantas, final do primeiro quarto, ele saiu do banco de reservas do Heat com a camisa 30. Um catatauzinho: 1,88m. Tinha a espinhosa missão de não apenas conduzir o jogo do time do sul da Flórida, mas se topasse com Rajon Rondo, o experiente condutor do adversário, um dos destaques da equipe alviverde neste começo de temporada, de marcá-lo também.

Claro que o final de jogo de Cole foi espetacular. Dos últimos nove pontos do time da casa, oito saíram das mãos deste baixinho atrevido. Mas os seis derradeiros é que chamaram a atenção.

Se você não viu o jogo, eu conto o que aconteceu…

O Heat tinha aberto 20 pontos de vantagem sobre o Boston e o time de Massachusetts, por conta de uma defesa zona 2-3 que mudava para uma 2-1-2, sempre com Kevin Garnett centralizado, controlou o ataque dos anfitriões e foi diminuindo, diminuindo e diminuindo a diferença. A dois minutos do final ela caiu para três pontos depois que Keyon Dooling acertou um petardo triplo: 108-105.

As estrelas Dwyane Wade e LeBron James estavam empacadas e não conseguiam mais pontuar. Foi então que Cole resolveu que iria resolver a questão e se transformaria na estrela do jogo.

A 1:31 do fim Norris acertou um “jumper” da cabeça do garrafão e levou a vantagem para cinco pontos: 110-105. Brandon Bass respondeu pelos visitantes: 110-107. Mas Cole não se intimidou: novo “jumper”, mais dois novos pontos: 112-107. Bass, desta feita, no ataque do Celts, errou.

Depois de D-Wade ter aproveitado apenas um lance livre e levado a vantagem para 113-107, a 21 segundos da buzinada final, Rajon bem que tentou colocar o Celts no jogo novamente, mas as mãos ágeis de Cole tiraram a pelota laranja das mãos do armador adversário, obrigando Rajon, num gesto de desespero, a fazer falta.

Cole bateu os dois lances livres e derrubou ambos: 115-107, placar final da peleja, assistida ao vivo por 20.166 torcedores que deixaram a AmericanAirlines Arena boquiabertos com o tamanho da personalidade de Norris Cole.

Claro que o final de jogo de Cole foi espetacular, mas quero frisar que tão impressionante quanto os pontos decisivos e sua desenvoltura ofensiva, a defesa de Cole chamou-me igualmente a atenção. Com ele em quadra Rajon teve muita dificuldade e cometeu a maioria de seus sete erros e viu despencar sua pontuação também.

Quem é Cole? Rapidamente eu conto…

Ele veio da pouco afamada Cleveland State. Pra ser sincero, da pequena Cleveland State, uma escola que não tem tradição alguma no torneio de basquete da NCAA.

Lá ficou quatro anos. Lá ele conseguiu um diploma, aprendeu a disciplina do jogo e a disciplinar o corpo também.

Mas o basquete ele vai jogar agora, na NBA.

Por isso, volto a dizer: não faço a menor ideia de quem será o melhor novato desta temporada. A mídia nos EUA é manipuladora, muito mais do que aqui no Brasil. Se ela resolver que Rick Rubio será o ROY, Rubio será o ROY. Se ela entender que o ROY tem que ser Cole, Cole será o ROY.

A mídia nos EUA cria ídolos com muita facilidade. O oposto, felizmente, não é verdadeiro, e esta é uma das facetas que eu mais aprecio no trabalho dos jornalistas americanos. Dificilmente eles jogam na lama alguém, como acontece no Brasil com muita frequência.

Estou atento aos “rookies”; sempre. À medida que o torneio for passando eu vou dar meus pitacos e quando o Carnaval chegar, como diria Chico Buarque de Holanda, talvez eu já tenha o meu eleito.

A única coisa que dá pra eu dizer agora é que fiquei muito impressionado com Norris Cole. Ele foi a 28ª escolha no draft. Alguém apostaria nele para ROY desta temporada?

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  1. CRISE PERSISTE, ALERTA STERN
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  3. PREVISÕES PARA A TEMPORADA 2011-12 DA NBA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

terça-feira, 27 de dezembro de 2011 NBA | 18:29

O QUE ACONTECE COM O CAMPEÃO DA NBA?

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Quando o Miami ensacou o Dallas no domingo de Natal, chegando a abrir uma diferença de 35 pontos, mas fechando a partida em 105-94, o mundo ficou boquiaberto com o basquete mostrado pelo time do sul da Flórida; eu entre essas pessoas.

Como vocês bem sabem, eu considero o Heat o time mais poderoso de todos. Coloquei-o como o mais forte candidato ao título desta temporada.

Esta certeza se reforçou ainda mais depois da sova dada no Mavs em pleno Texas na partida que reeditou a final da temporada passada. Caramba, 35 pontos no Dallas, atual campeão da NBA, diante de seus fãs!

Quanto ao Dallas, bateu de frente com esta fortaleza num dia que nada deu certo. Acontece; foi o que a maioria pensou.

Ontem, novamente o Dallas entrou em quadra. E novamente em casa, no conforto do lar. Não dá para jogar mal dois dias seguidos, ainda mais em se tratando do campeão da NBA, todos nós pensamos.

E não é que o Dallas voltou a ser surrado dentro de casa! E desta vez a tunda não foi diante de um dos favoritos ao título. A tunda levada foi do Denver, um time que vai brigar, no máximo, por uma vaga nos playoffs desta temporada.

Assim como o Heat, o Nuggets abriu uma vantagem superior a 30 pontos; no caso, 33. Mas ao contrário do Miami, o Denver não deixou o ritmo cair: venceu a contenda por 22 pontos de diferença, 115-93.

A pergunta que cabe neste momento é: vamos analisar o Dallas ou vamos esperar pelo terceiro confronto? Vamos tentar descobrir o que se passa no “backstage” do time texano ou vamos aguardar pelo jogo diante do Thunder, em Oklahoma City, na próxima quinta-feira?

Quem me acompanha neste botequim sabe muito bem que eu nunca gostei do Dallas. O título da temporada passada foi para mim uma grande surpresa.

A faixa colocada nos jogadores do Dallas, a meu ver, foi mais por incompetência de dois grandes adversários (Lakers nas semifinais do Oeste e Miami na decisão do título) do que por qualidade dos texanos. Repito: nunca achei o Dallas essas coisas.

Mas o que acontece agora surpreende-me também. Não acho o Mavs essas coisas, mas esta porcaria que estamos vendo também não é o retrato da equipe campeã da NBA.

“Tenho muito trabalho pela frente”, disse o técnico Rick Carlisle (foto) depois da derrota de ontem diante do Denver. Sim, Rick, o mais tolo dos tolos sabe disso. O que queremos saber é: por que o time campeão virou um arremedo de time de basquete?

“Está claro que não estamos preparados (para jogar)”, prosseguiu Carlisle. Sim, Rick, está mais do que claro. Mas queremos saber: por que o Dallas está humilhando seus torcedores?

“A culpa é de todos, mas a minha é maior, pois a obrigação de prepará-los é minha”, finalizou o treinador. OK, Rick, mas por que não preparou a equipe até o momento?

O fato é que os torcedores do Dallas estão preocupados. Uma pesquisa no site do jornal “Dallas Morning News” nesta terça-feira pergunta aos fãs o seguinte: você está preocupado com o Mavericks depois das duas surras?

A opção sim recebeu até o momento 76,72% dos votos e a não 23,28%.

Vamos esperar pelo jogo de quinta diante do OKC ou vamos tentar entender o que se passa com o time? Vamos tentar entender o que acontece com o Dallas, de acordo?

Bem, como vocês estão de acordo, eu começo dizendo que J.J. Barea (foto) está fazendo falta (caramba, eu nunca pensei que fosse dizer um troço desses). Faz falta porque estava encaixado dentro do sistema de Carlisle.

O substituto imediato de Jason Kidd, um veterano de 38 anos e que em março próximo completará 39, é o francês Rodrigue Beaubois. Ele entra em quadra e nada acontece. Isso porque Beaubois se contundiu na temporada passada e mal atuou: fez apenas 28 partidas. Perdeu muito do que foi implantado no torneio anterior, torneio este que forjou o time campeão.

O resultado disso é que Carlisle tem improvisado Delonte West como armador principal quando J-Kidd tem que repousar. Delonte tem jogado mais de armador do que de ala-armador, sua real posição.

Outro ponto importante: Tyson Chandler foi embora e não houve reposição. Brendan Haywood é bom para desempenhar um papel semelhante ao de Barea: reserva que entra em quadra e não deixa a peteca cair. Mas como titular é problema.

Se o titular é problema, o que dizer do reserva? Ian Mahinmi, o substituto, ontem jogou apenas cinco míseros minutos. Pouco tempo em quadra porque não dá mesmo para deixá-lo mais exposto às feras.

Como não houve reposição, o resultado disso é que Carlisle está tentando tapar o sol com a peneira (desculpem o lugar-comum) improvisando uma vez mais. Chega a cúmulo de jogar com Brian Cardinal no pivô centralizado em uma defesa em zona, como o Dallas gosta de fazer em vários momentos da partida.

Não dá; em se tratando do campeão da NBA, um time ainda por cima riquíssimo, não dá. Se a gente estivesse falando do New Orleans, time que (não sei por quê) causa asco em muitos jogadores, eu até entenderia. Mas no Dallas, campeão da NBA e que tem, repito, os cofres abarrotados, isso não faz o menor sentido.

O que está fazendo Donnie Nelson, gerente geral da franquia? Por que o Mavs não tem um armador para ajudar J-Kidd a carregar o piano? Por que não tem um pivô decente para se revezar com Haywood?

E outra: por que é que o time não renovou com DeShawn Stevenson? O cara substituiu com um coração do tamanho do Estado do Texas o titular Caron Butler (outro que saiu), que se contundiu e não participou dos playoffs. Stevenson comprou uma briga particular com LeBron James nas finais e tirou do prumo o ala adversário, debochando do mesmo em quadra, em suas barbas, reduzindo-o a um Zé Ninguém. Sim, Stevenson reduziu LBJ a um Zé Ninguém nas finais com um jogo mental poderoso e um físico também.

Esse cara foi embora e o Dallas não fez nada para mantê-lo no grupo.

Ao contrário de repor essas peças perdidas, o Dallas contratou um atleta que de fato o time não precisava: Lamar Odom.

Lamar (foto) é jogador da posição de Dirk Nowitzki. Ok, alguém pode dizer, Lamar é o cara para entrar e não deixar a orquestra desafinar. Mas pagar uma fortuna para um jogador fazer isso?

Claro que Lamar faz muito mais do que isso. Ele pode jogar de ala e faz até o papel do armador se for preciso. Mas no sistema de Carlisle, diferente dos triângulos do Lakers de Phil Jackson, Lamar jamais ocupará esta função.

Mais equívocos? Vince Carter. O ala de 34 anos (completa 35 em 26 de janeiro próximo) nem de longe lembra aquele jogador explosivo dos tempos de Toronto e que ao lado de J-Kidd formou uma dupla muito interessante com a camisa do New Jersey Nets.

Hoje mais parece um ex-jogador em atividade (desculpem-me novamente o clichê), que dá impressão de carregar um pesado fardo nas costas que impede-o de se locomover com desenvoltura pela quadra. Pra que contratar Vinsanity?

O fato é que, como estamos vendo, o Dallas não soube se preparar para defender o título. Os jogadores correm e se esforçam. Tanto correm e se esforçam que o ala Sean Williams vomitou quando ia para o banco de reservas, exausto que estava, já ao final da partida de ontem contra o Denver.

Isso provocou risos em alguns jogadores e no dono da franquia, Mark Cuban. Mas não deveria. Isso deveria provocar sentimentos diversos, como preocupação, eu sugiro.

Notas relacionadas:

  1. LAKERS, UM TIME SEM CARA DE CAMPEÃO
  2. A POLÊMICA DO DALLAS CAMPEÃO
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 NBA | 19:11

DWIGHT HOWARD É MAIS UM EXEMPLO DESTA SAFRA DE JOGADORES SEM PERSONALIDADE

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Não assisti Oklahoma City x Orlando na íntegra e nada vi de Golden State x LA Clippers. Portanto, não achei justo postar qualquer coisa sobre as duas partidas.

Normalmente, eu costumo dar uma olhada no condensamento destas partidas no c… da madrugada, aproveitando-me desta cortesia no site do “League Pass”. Desta vez, nem isso eu fiz.

Fico, pois, com os comentários de vocês.

Pelo que li, alguns parceiros ficaram espantados com os 11 pontos de Dwight Howard (foto) na derrota do Orlando diante do OKC, em Oklahoma City. D12 fez 4-12 nos arremessos, o que deu um aproveitamento ridículo de 25.0%.

Ouvi um torcedor do Lakers dizer que Mitch Kupchak (gerente geral do time californiano) deveria ligar para Otis Smith (mesma função no Orlando) e dizer: “Meu velho, está na cara que D12 não quer jogar com vocês. Por isso, vamos nos reunir novamente e discutir uma troca, pois o super-homem quer vestir a 12 amarelinha”.

Não se pode concluir que D12 esteja de má vontade por conta deste jogo. Como ele mesmo disse, “vai demorar um pouco (para entrar no ritmo), porque ficamos muito tempo parados”.

Verdade, a inatividade foi longa e como D12 afirmou depois da partida, “houve pouco tempo de treinamento e apenas dois jogos preparatórios”.

Mas o que chamou a atenção foi a postura de Howard na entrevista depois da contenda em que o Orlando perdeu por 97-89: enfastiado, sussurrando, louco pra que tudo aquilo (as perguntas) acabasse logo. E seu largo sorriso, uma de suas marcas registradas, não se pôde ver em nenhum momento.

David Stern, comissário da NBA, deu sua primeira entrevista coletiva em Dallas, onde esteve para assistir ao reencontro do campeão da temporada passada contra o Miami Heat, o vice. Perguntado sobre Dwight Howard, se a NBA vai interferir de alguma forma para evitar essa migração de jogadores de mercados menores para mercados maiores, Stern afirmou que nada vai fazer.

“As coisas vão acontecer à sua maneira”, disse ele.

Ao final da temporada 2007-08, D12 assinou um contrato de cinco anos com o Orlando em troca de US$ 82,73 milhões.

Logo em seu primeiro campeonato com o bolso cheio, D12 foi vice-campeão da NBA. O Magic perdeu a decisão para o Lakers por 4-1. No ano seguinte, Howard chegou novamente à final do Leste, mas o Orlando caiu diante do Boston por 4-2. Nos playoffs deste ano, surpreendentemente, o time da Flórida foi eliminado na primeira rodada para o Atlanta por 4-2.

Depois do primeiro revés, D12 se rebela e diz que quer ir embora. Caramba, ele não é o “franchise player” do Orlando? Não é ele o cara milionário da franquia? Não é ele que tem que colocar a companhia no rumo certo? Não é ele que tem que procurar Otis Smith e fazer como Kobe faz no Lakers e pedir um time mais competitivo?

Sim, é ele.

Mas depois do primeiro revés, que veio é verdade em uma temporada em que ele brigou por melhores jogadores e reclamou do treinador (Stan Van Gundy) que não estava sendo tratado como “franchise player”, depois deste primeiro contratempo ele quer ir embora. Então, eu pergunto: por que Dwight assinou com o Orlando?

A impressão que dá é que Dwight assinou com o Magic pra encher o bolso de dinheiro e depois forçar a barra pra sair, como quase todos fazem. Eles o fazem porque seus times de origem são os únicos que podem dar a eles um contrato milionário.

O raciocínio de D12 deve ter sido: pego esta bolada e se o negócio não engrenar, crio caso e me mando. Sim, é mais fácil fazer isso do que enfrentar o desafio de fazer um time pequeno ser vencedor.

Por isso eu admiro dois jogadores em especial: Tim Duncan e Kevin Durant. Ao contrário dos Dwights Howards e Chris Pauls da vida, eles estão em uma quadra de basquete para se divertir e superar desafios. Têm caráter forjado em uma rocha impenetrável e por isso indestrutível.

Ganhar quatro campeonatos com a camisa do San Antonio, como Timmy (foto) ganhou, é apenas para esses homens.

Durant parece fazer parte desta pequena casta de jogadores decentes, de caráter, que não se unem em bandos para aniquilar os oponentes, pois solitários não passam de fracotes dignos de riso e clemência.

Como disse Michael Jordan quando LeBron James se uniu a Dwyane Wade em Miami, atitudes assim são próprias de gente sem competitividade. “Se Magic ligasse pra mim e me convidasse pra jogar com ele em Los Angeles, eu iria rir na cara dele”, disse MJ nestas ou em outras palavras. “Faria o mesmo se Larry (Bird) me propusesse isso. Meu grande barato era desafiá-los”.

Por que Dwight Howard não faz o mesmo? Por que ele não faz como Tim Duncan e transforma o Orlando em um time campeão, feito que nem mesmo Shaquille O’Neal conseguiu? Shaq que correu para Los Angeles para vestir a camisa do Lakers atrás de um anel de campeão.

Por que D12, quando olha no espelho, vê a imagem de Shaq ao invés da figura de Timmy?

Porque Dwight Howard é um fraco, como fracos foram LBJ e CP3.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

domingo, 25 de dezembro de 2011 NBA | 23:31

TUDO CONSPIRAVA PARA UMA VITÓRIA DO LAKERS, MAS DEU CHICAGO

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Como pode um time jogando em casa, a dois minutos do final, vencendo por oito pontos (85-77), com uma camisa poderosa, perder o jogo?

Como pode Kobe Bryant, o melhor jogador da NBA pós-Michael Jordan cometer dois erros imperdoáveis no final do jogo?

Como pode KB cometer oito erros em um confronto tão importante?

Como pode um time ganhar uma peleja mesmo com seu treinador (Tom Thibodeau) ter escolhido o jogador errado (Rip Hamilton) para marcar o melhor jogador (Kobe Bryant) do adversário?

Como pode um time (Lakers) que limita o adversário (Chicago) a apenas 32 pontos no segundo tempo perder a peleja?

Como pode um time cujo banco de reservas vence o duelo por 29-18 perder o embate?

Se alguém se lembrar de algo mais, fique à vontade.

O fato é que tudo conspirou para uma vitória do Lakers. Mas ela não veio.

O fato é que o Chicago venceu o Lakers em Los Angeles depois de muito tempo (não me lembro quanto) por 88-87 e começou o campeonato com o pé direito.

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NBA | 20:39

SE O MIAMI TIVESSE A GANA DO BARCELONA TERIA TRITURADO O DALLAS

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O jogo valeu pelo primeiro tempo. No segundo, o Miami fez o que time de futebol do Brasil gosta de fazer e a partida perdeu todo o interesse. Se tivesse se comportado como o Barcelona, teria enfiado 50 pontos de diferença no Dallas e feito desta partida uma das mais impressionantes da história da NBA num duelo envolvendo os dois últimos finalistas.

Na verdade, o Miami levou a sério a partida até a metade do terceiro quarto, quando abriu 35 pontos. Depois, como disse, resolveu se poupar para o restante do campeonato, como times de futebol costumam fazer no Brasil.

A diferença de 35 poderia ter pulado para 50, como disse, se Pep Guardiola e não Erik Spoelstra fosse o técnico do Heat. Como Spo é o treinador, não há no time do sul da Flórida a gana do Barcelona;

Por isso, a partida terminou com um placar de 105-94 para o Miami. Quem não viu a peleja e olha apenas para o placar final, vai achar que foi um jogo disputado — e não foi.

Foi, isto sim, um saco de se acompanhar até o seu final e que serviu apenas para atrasar a partida entre Lakers e Chicago.

Duas observações:

1) LeBron James (foto) poderia ter terminado a partida com um “triple-double” se o Miami tivesse a gana do Barcelona. Encerrou o cotejo com 37 pontos, 10 rebotes e seis assistências;

2) Magic Johnson, no intervalo da contenda, declarou: “Com uma defesa dessas, dois caras como LeBron James e Dwayne Wade e se jogar sempre como jogou este primeiro tempo, o Miami será o campeão desta temporada”.

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NBA | 18:50

VITÓRIA DO NEW YORK, MAS PODERIA TER SIDO DO BOSTON

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Foi um grande jogo, um presente dos deuses para quem esperou tanto tempo pelo início da temporada. A vitória do New York por apenas dois pontos (106-104) poderia ter sido do Boston, pois o cotejo foi muito igual.

Cada time dominou um tempo. O primeiro foi dos nova-iorquinos; o segundo, dos bostonianos. Estes, no entanto, não conseguiram entregar a bola final das mãos de Ray Allen e, talvez por isso, perderam a partida.

O Boston tem pra onde crescer: Paul Pierce não jogou. Com ele, a chance de vitória do Celtics seria maior. Daria até pra dizer que com “The Truth” o pessoal de Massachusetts teria vencido; não seria exagero algum.

Mas o New York tem igualmente pra onde crescer: Baron Davis foi contratado para pensar o jogo do pessoal da
“Big Apple”. Se recuperar a forma e se mantiver saudável por toda a temporada, o Knicks, seguramente, vai brigar pelo título.

No final da partida, com uma dor de cotovelo daquelas por ter perdido a partida, Kevin Garnett posou como mau perdedor e tentou esganar Bill Walker. A televisão mostrou. Fico agora no aguardo da decisão de Stu Jackson. Suspender KG por no mínimo um jogo torna-se necessário e exemplar. Vamos ver o que a NBA vai fazer.

Destaques do jogo: 1) Carmelo Anthony: 37 pontos (10-17) e oito rebotes; 2) Rajon Rondo: 31 pontos (11-19) e 13 assistências.

Melo = esperado. Rajon = surpresa.

Se o tinhoso armador do Celts mantiver o nível de arremesso do jogo deste domingo, conseguirá o “upgrade” necessário para estar ao lado de Derrick Rose, Chris Paul e Deron Williams no rol dos melhores armadores da NBA. E fará do Boston um time ainda mais forte do que ele já é.

Ah, sim: Brandon Bass veio do banco e contribuiu com 20 pontos e 11 rebotes. Se for sempre assim, o Celts acertou ao trocá-lo por Glen “Baleinha” Davis.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

NBA | 11:49

É HOJE: COMEÇA A TEMPORADA 2011-12 DA NBA!

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Rapaziada, espero que a ceia de Natal de vocês tenha sido farta e que a harmonia esteve presente em seus lares. E, claro, que Papai Noel tenha sido generoso também.

Pra mim ele foi: deu-me de presente a temporada 2011-12 da NBA, que começa exatamente neste dia de Natal.

E começa com cinco jogos enfileirados. Por isso, poderemos assistir a todos.

Se vocês ainda não montaram a agenda para este domingo precioso, eu os ajudo. E conto a vocês, inclusive, onde poderão assistir aos confrontos. Os horários são os de Brasília:

New York x Boston (15h) — transmissão ao vivo pelo Canal Space
Dallas x Miami (17h30) — transmissão ao vivo pelo canal 130 da Sky
Lakers x Chicago (20h) — transmissão ao vivo pelo “NBA League Pass”
Oklahoma City x Orlando (23h) — transmissão ao vivo pela ESPN
Golden State x Clippers (1h30) — transmissão ao vivo pelo “NBA League Pass”

Importante: o “NBA League Pass” estará disponível a TODOS até o dia 9 de janeiro. A partir desta data, apenas os assinantes poderão acessar o canal. Outra coisa: o “League Pass” transmite TODOS os jogos do campeonato. Há link para TODAS as partidas. Clique aqui e entre no site do LP para se cadastrar e ver as contendas de hoje.

Se você ainda não leu o post que eu escrevi com minhas previsões para esta temporada, clique aqui. E deixe sua opinião também, pois ela é muito importante para o funcionamento deste botequim.

Sendo assim, bom domingo a todos; e Feliz Natal!

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 NBA | 17:36

PREVISÕES PARA A TEMPORADA 2011-12 DA NBA

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Depois de meses de angústia e indefinição, quando muitos chegaram a pensar que a temporada não aconteceria, eis que neste domingo, dia 25, ironicamente no dia de Natal, ganhamos o presente que tanto queríamos: a bola subirá pela primeira vez e começa o campeonato da NBA, o mais importante, charmoso, rentável, disputado, imbatível e apreciado de todo o planeta.

Os times já estão praticamente montados. Dificilmente teremos uma troca bombástica (“blockbuster”), pois o Orlando disse que não negocia Dwight Howard nos próximos meses e que muito provavelmente ele jogue toda a temporada na Flórida.

Portanto, já podemos fazer uma análise sobre os favoritos. Não, não vou analisar os 30 times do campeonato. Vou falar apenas daqueles que eu acho que vão fazer algo de importante no torneio.

LESTE

Queiram ou não, podem chorar os fanáticos se quiserem, mas o Miami Heat segue tendo no papel o melhor time da NBA. Na quadra, quase confirmou isso na temporada passada, mas acabou se curvando ao jogo coletivo do Dallas.

Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh, juntos, formam o melhor “big three” da liga.

O time do sul da Flórida manteve intacto seu núcleo. Melhor do que isso: contratou o excelente Shane Battier, jogador que, ao que tudo indica, se encaixará perfeitamente no sistema implantado pelo técnico Erik Spoelstra.

Com ele, o que se comenta na Flórida é que Spoelstra vai usar muito LBJ como ala-pivô, aproveitando mais Battier no time principal.

É o meu favorito para ganhar a conferência.

Seu grande oponente será, uma vez mais, o Chicago Bulls. Assim como o Miami, manteve seu núcleo ileso. Assim como o Miami, fez uma contratação superimportante: Richard Hamilton.

Apesar de seus 34 anos, Hamilton não mostra declínio físico e nem técnico. Vejo em quadra o mesmo vigor dos tempos de Detroit.

Com Rip no time, a pressão em Derrick Rose diminuirá; com Rip no time, a equipe ficará mais rápida; com Rip no time, as bolas longas se tornarão mais mortais ainda e não serão privilégio apenas de Kyle Korver.

Tom Thibodeau segue no comando da equipe, que ele transformou numa máquina defensiva. No último campeonato, o Bulls foi a melhor defesa da nação, seguido pelo Miami.

Como na temporada passada, deverá fazer a final do Leste contra o Miami e, como na temporada passada, deverá ser batido novamente.

Com a adição de Baron Davis, o New York Knicks terá um armador muito melhor do que teve em Chauncey Billups. O problema é que Davis não tem uma saúde de ferro. Se estiver mais resistente, o time renderá muito mais do que na temporada passada.

Pra quem é mais jovem eu digo: Davis era o Chris Paul de sua geração.

A contratação de Tyson Chandler foi outra boa notícia para a franquia nova-iorquina. Com ele, o NYK ganha em força defensiva e para entrar em seu garrafão os adversários vão ter que pedir licença.

Chega fácil à semifinal do Leste.

Tudo bem que o “Big Three” do Boston Celtics está um ano mais velho, mas segue sendo ainda uma imensa ameaça para os adversários. E Rajon Rondo, não se esqueça, é o armador do Celtics, tido por muitos como o melhor “point guard” da NBA.

O problema do Boston vai ser o rodízio. Jeff Green, que ajudaria no descanso de Paul Pierce e Ray Allen, perderá toda a temporada por causa de um problema cardíaco. Brandon Bass será o responsável pelo repouso de Kevin Garnett, mas, sinceramente, eu não sei por que o Celtics preferiu-o ao invés de Glen Davis. E mais: quem será o substituto de Rajon?

Com esses problemas no banco, pode ter dificuldade para atingir a semifinal. A menos que o “Big Three” se supere fisicamente.

A grande ameaça ao Boston é o Orlando Magic. Claro, isso se o time não perder Dwight Howard.

Jameer Nelson é um ótimo armador, mas o problema dele é o mesmo de Baron Davis: as seguidas lesões. Se Jameer puder jogar pra valer, ao lado de Jason Richardson, Hedo Turkoglu, Glen Davis e D12, repito, serão uma ameaça e tanto para o Boston atingir uma das semifinais.

O Indiana Pacers tem tudo para tomar a vaga do Atlanta Hawks na relação dos favoritos do Leste. O time de Indianápolis manteve sua base e ainda adicionou dois ótimos jogadores: David West e George Hill.

O dinheiro gasto com West, no entanto, eu teria investido em outro atleta, pois o Indiana conta com Tyler Hansbrough para a posição e não haveria a necessidade desta aquisição. Como disse em outro post, Tyler pode ser o Taj Gibson do Pacers.

Sobram duas vagas que serão disputadas, no tapa, por Atlanta Hawks, New Jersey Nets, Milwaukee Bucks e, mais atrás, o Philadelphia 76ers.

OESTE

“Não subestimem o coração de um campeão”. A frase é do ex-treinador Rudy Tomjanovic, dita logo após a conquista do título da Conferência do Oeste no torneio 1994-95. O Houston, então campeão da NBA, tinha se classificado apenas em sétimo lugar e foi comendo pelas beiradas e chegou ao título não apenas da conferência, mas também da NBA.

Conto essa história porque o Dallas Mavericks não pode ser subestimado. Ganhar um campeonato do jeito que o Mavs ganhou na temporada passada mostra que o basquete não se limita apenas a grandes jogadores reunidos em um mesmo time. É preciso ter uma filosofia por trás de uma equipe campeã.

E isso o técnico Ricky Carlisle conseguiu implantar nos texanos. E contou, claro, com uma atuação soberba de Dirk Nowitzki, que calou os críticos que apontavam o dedo para o alemão o tempo inteiro chamando-o de “amarelão” — e, diga-se, com razão.

Pois esse time estará de volta nesta temporada e reforçado por Lamar Odom.

Sim, eu sei, Tyson Chandler deixou a franquia e esse, realmente, é um grande problema, pois não houve substituição à altura. Brandon Haywood, reserva de Chandler, será agora o titular e não tem o mesmo quilate.

Outra perda importante: DeShawn Stevenson deve se transferir para o New Jersey. Embora reserva, sempre que entrava trazia consigo não apenas qualidade técnica, mas uma garra impressionante, que se tornou símbolo da conquista passada.

Como eu compactuo com a frase de Rudy T., o Dallas é um dos favoritos para chegar à final do Oeste.

Seu grande adversário será o Oklahoma City Thunder. Como no Leste, acredito que a final da temporada passada tem tudo para ser repetida.

O OKC ganhou mais um ano de conjunto e experiência. O calcanhar de Aquiles do time segue sendo o pivô: se o Thunder tivesse investido em um jogador como Nenê ao invés de Kendrick Perkins, teria se dado muito melhor.

Mas com a saída de Jeff Green, Serge Ibaka virou titular como ala-pivô e com mais minutos em quadra ele melhorou dramaticamente seu jogo. O “Rei dos Tocos” da NBA vai ter que dar uma mãozinha para Perkins para que o time não se veja em inferioridade nos duelos dentro do garrafão.

Mas o diferencial do OKC é mesmo Kevin Durant. Para muitos, o homem que substituirá Kobe Bryant quando o astro do Lakers pendurar seu par de tênis.

Não chego a tanto, mas vejo em KD um jogador extraordinário, apto a comandar um time para um título da liga brevemente.

Os dois jogos que o Los Angeles Clippers fez diante do Lakers na “pre-season” credenciaram o primo pobre de LA a um lugar de destaque na conferência. Chris Paul foi a melhor e mais bombástica contratação desta temporada.

CP3 é, ao lado de Derrick Rose, o melhor armador da NBA na atualidade. E o Clippers sentirá sua força em quadra.

E quem vai ganhar com isso serão seus companheiros, principalmente Blake Griffin, um jogador de explosão e extremamente talentoso, que precisa de um cara como CP3 para que seu jogo se desenvolva ainda mais. E isso tem tudo para acontecer.

E não se esqueça que esse time tem ainda a experiência de Chauncey Billups, o talento de Caron Butler e força física e a qualidade técnica de DeAndre Jordan.

Se der química, apesar do técnico Vinnie Del Negro, o Clippers tem tudo para chegar à final do Oeste.

O Los Angeles Lakers está entre os favoritos da conferência, claro que está. Afinal, como deixar de lado um time que tem Kobe Bryant? Impossível não se sensibilizar com o jogo deste que é o melhor atleta da NBA depois da era Michael Jordan.

O grande problema dos ricaços de Los Angeles é que o time clareou demais. Todos seus reforços são brancos — e a gente bem sabe que o basquete nos EUA é um esporte preferencialmente de negros.

Jason Kapono, Josh McRoberts e Troy Murphy foram as conquistas da franquia. Em compensação, houve um recrutamento de um “moleque” do college que dá pinta de que será muito bom de bola: Darius Morris.

Morris vem para uma posição que o Lakers é carente: a armação. Gostei muito do que vi na primeira partida da série contra o Clippers, a única, aliás, que ele participou.

Dallas, OKC, Clippers e Lakers. Como se vê, quatro times em condições idênticas para conquistar o título do Oeste. Acontece com esta conferência o mesmo que ocorre com o Campeonato Brasileiro de futebol: o nivelamento é maior do que no Leste. Nesta conferência, a diferença do Miami para os demais é mais acentuada.

O San Antonio Spurs segue na frente do Memphis entre os meus favoritos. Não se esqueça que Manu Ginobili, por irresponsabilidade de Gregg Popovich, contundiu-se na última partida da fase de classificação, quando tudo estava definido, e jogou com o braço lesionado por pequenas fraturas durante os playoffs.

Resultado: o time foi eliminado pelo Memphis.

Se Popovich não fizer bobagens e se der tempo de quadra para que Tiago Splitter desenvolva seu jogo, o alvinegro texano segue sendo uma das forças do Oeste. Mas claramente num nível abaixo dos quatro mencionados anteriormente.

O Memphis Grizzlies perdeu Darrel Arthur por toda esta temporada, mas, em compensação, poderá contar com Rudy Gay, que se ausentou dos playoffs passados por conta de uma lesão. Na balança, o time mais ganha do que perde.

De resto, tudo como dantes no quartel de Abrantes. E o que isso quer dizer? Que o mesmo time que causou sensação nos momentos decisivos do torneio passado estará novamente em quadra, pois Marc Gasol, que poderia ter se mandado, renovou seu contrato com a franquia, no melhor lance dos executivos durante a “off-season”.

Sobram duas vagas. E quem vai brigar por elas? Não necessariamente nesta ordem, mas acho que Portland Trail Blazers, Houston Rockets e Denver Nuggets são os candidatos mais fortes a elas.

Mas não podemos nos esquecer do Minnesota Timberwolves. Se Ricky Rubio e Derrick Williams jogarem, juntos com Kevin Love, Michael Beasley e Wesley Johnson poderão fazer do time da cidade que no passado abrigou o Lakers uma das sensações desta temporada.

EPÍLOGO

Pra não me furtar a finalizar os meus palpites, pra mim a final desta temporada será entre Miami Heat e Oklahoma City Thunder. E o Miami será o campeão.

Mas eu gostaria demais que fosse entre Chicago Bulls e Los Angeles Clippers. E não preciso dizer quem eu gostaria que fosse o vencedor.

Notas relacionadas:

  1. POR QUE D-ROSE É O MVP DESTA TEMPORADA
  2. TEMPORADA DA NBA PODE IR PARA O ESPAÇO
  3. SITE DA ESPN DEVE COLOCAR NOWITZKI EM PRIMEIRO LUGAR NO RANKING DA TEMPORADA PASSADA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 Sem categoria | 11:41

A DUPLA DA FLÓRIDA E A NOVA VITÓRIA DO CLIPPERS SOBRE O LAKERS

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Ontem, durante o prélio entre Orlando e Miami, conversando com alguns parceiros deste botequim que me acompanhavam pelo Twitter (@FRSormani), eu disse: Glen “Baleinha” Davis fará uma dupla interessante com Dwight Howard.

Pelo que vimos na peleja que foi disputada na cidade do Mickey Mouse, acho que vou acertar no meu prognóstico. Baleinha veio do banco e em 23:46 minutos anotou 18 pontos, a maior parte deles no terceiro quarto, quando o Magic venceu o Heat por 34-24 e descontou um déficit de 14 tentos ao final do primeiro tempo (56-42), para terminar o período atrás em apenas quatro pontos (80-76).

Veio o quarto derradeiro e empurrado por 19.045 torcedores, o Orlando fez 28-20 e venceu a partida por 104-100. Ninguém imaginava que isso pudesse ocorrer, especialmente depois de um primeiro tempo primoroso do pessoal do sul da Flórida.

DUPLA

Volto ao tema: Dwight Howard é pura força e emoção. Glen Davis, embora banhudo, tem mais técnica e pensa mais o jogo.

Um complementará o outro; D12 e Big Baby.

A pergunta que fica é: por quanto tempo eles vão jogar juntos?

RELATO

Certo que eu persigo o Lakers (como a maioria dos torcedores amarelinhos que frequentam este botequim), nosso internacional parceiro Trapizomba mandou-me suas impressões sobre nova vitória do Clippers sobre o Lakers, agora por 108-103.

Valho-me dela, pois não vi a partida. Disse Traps:

“Sormani, antes de escrever o próximo post sobre a “aula” (ele ficou irritado porque no post de anteontem eu coloquei no título que o Clippers tinha dado uma aula no Lakers) que o Clips deu no Lakers, algumas ressalvas:

1) Blake Griffin fez a festa a partir do final do segundo quarto, quando (Josh) McRoberts marcava ele. Depois foi a vez de Troy Murphy (horroroso) marcar ele. Enquanto (Pau) Gasol estava em quadra, Griffin não foi bem, claro;

2) Mike Brown estava testando as formações, ficou óbvio. (Devin) Ebanks foi muito bem enquanto jogou, mas MB sacou-o do time no fim do segundo quarto e ele não mais voltou. Claramente, ganhar o jogo não era a prioridade, claro. Testar sim. Acho que depois de hoje, ele assegurou um lugar nos “starters”. Aliás, o (Andrew) Goudelock me decepcionou. Mas também era o primeiro jogo dele na NBA, deve ser f***;

3) Darius Morris nem sequer jogou hoje;

4) Etc, etc, etc….

Não quero parecer ranzinza, mas se eu fosse torcedor dos Clips não ficaria tão empolgado. CP3 é o bicho, mas Griffin ainda preocupa. O “grande” momento dele, no começo do terceiro quarto, foi porque Troy Murphy estava marcando ele. E Troy é coisa feia de se ver…

Hoje gostei de ver o Ebanks. Foi um alívio ver que ele continua evoluindo.

Do lado dos Clips (tirando o CP3, claro), gostei do (Caron) Butler, como sempre acertando os seus arremessos.

Abs.

HIGHLIGHTS

Não vi, como disse, esta nova vitória do Clippers sobre o Lakers. Apenas os melhores momentos pelo site da NBA.

Algumas observações:

1) Kobe Bryant não jogou por conta de uma lesão leve nos ligamentos do punho direito, fruto de uma queda depois de um toco humilhante que ele levou de DeAndre Jordan na partida de segunda-feira;

2) Por falar em DeAndre, novamente ele foi o bicho quando o assunto foram os “pregos”. Foram três no jogo de ontem, um deles, pra cima de Andrew Bynum, foi espetacular;

3) Apesar do toco (faz parte do jogo, só leva quem está lá dentro), Bynum foi muito bem na partida: 26 pontos e 11 rebotes;

4) Bynum só não foi o cestinha da partida porque Blake Griffin anotou 30 pontos. E Traps, pelo que vi nos “highlights” do site da NBA, os mais expressivos foram anotados quando Pau Gasol estava em quadra.

RIVALIDADE

Queiram ou não os torcedores do Lakers, mas está nascendo uma rivalidade entre as duas equipes da cidade. O Clips fez 2-0 nos confrontos desta fase amistosa. Durante a temporada teremos mais três jogos: 14 e 25 de janeiro e em 4 de abril.

Vamos fazer um minibolão? Quanto vocês acham que vai acabar esta série? Importante: dois jogos serão com mando do Clips. Ou seja: o primo pobre terá mais torcida.

Meu palpite, então: 2-1 para o Clips.

Aguardo o de vocês.

BRASUCAS

Não vi as partidas em que os brasileiros estiveram em quadra. Ou melhor, vi trechos do jogo do San Antonio contra o Houston, que terminou com a apertada vitória do alvinegro por 97-95.

Tiago Splitter veio do banco, jogou apenas 16 minutos, tempo para marcar seis pontos e pegar dois rebotes. Continuo com mau pressentimento de que esta temporada será a passada para Splitter.

Em Boston, na vitória do time da casa por 81-73, Leandrinho Barbosa não entrou em quadra com a camisa do Toronto. Pelo que vi no “box score”, foi por decisão do treinador.

FRUSTRAÇÃO

Dois jogos bem fracos na noite desta quinta-feira:

Atlanta x Charlotte (22h30)
Phoenix x Denver (0h)

Acho que vou colocar a leitura em dia.

Notas relacionadas:

  1. MIAMI E LAKERS SOBRAM, CONFORME O PREVISTO
  2. UMA VITÓRIA DA DEFESA
  3. QUEM CUIDA DO HORNETS? LAKERS SE INTERESSA POR PAUL? BYNUM É UMA BOA PARA O ORLANDO? NASH EM LA?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011 NBA | 11:41

VELOCIDADE PODE SER A MAIOR ARMA DO CHICAGO NESTA TEMPORADA

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Gastei a noite de ontem conversando com vários parceiros através do Twitter (@FRSormani) e assistindo ao jogo entre Chicago e Indiana. A noite foi lucrativa, pois pude trocar ideias com muitos de vocês, o que deu-me um grande prazer.

Vou repetir a dose esta noite durante o jogo entre Orlando e Miami, que começa às 22h de Brasília.

Quanto ao jogo que vi, gostei muito do Chicago na vitória por 93-85. A adição de Richard “Rip” Hamilton (foto “Chicago Tribune”) tem muito a ver com isso. Rip traz duas contribuições importantes para o time: velocidade e pontos.

Com ele em quadra, o Chicago vai poder usufruir mais ainda de sua defesa forte, uma das melhores da liga. Roubando a bola e apanhando rebotes em profusão, o time poderá partir rapidamente para a cesta inimiga e se distribuirá melhor em quadra com a presença de Hamilton, o que dificultará o reposicionamento do oponente.

Mesmo aos 34 anos, Rip ele segue veloz.

Joakim Noah é tido como um dos pivôs mais rápidos entre todos os pivôs da NBA na atualidade. Imagina você: bola nas mãos de Derrick Rose, ele parte em velocidade para o contra-ataque. Rip corre, Noah corre. E o adversário fica pra trás.

A impressão que me dá é que o Bulls vai ganhar muitos jogos desta maneira: com defesa forte e contra-ataque. E o melhor é que D-Rose não vai ter que se desgastar tanto, pois ele pode passar a bola para Rip (principalmente) e com a defesa confusa quanto a marcação, ele terá mais facilidade para infiltrar e pontuar.

“Provavelmente, esta é a primeira vez que eu jogo com alguém mais rápido do que eu”, disse Hamilton depois da contenda de ontem, animado com seu desempenho e do time também.

SURPRESA

Carlos Boozer foi eleito o melhor jogador em quadra pela tevê que transmitiu a partida: 24 pontos e sete rebotes. Fez 11-17 nos arremessos. Muito bom.

Em contrapartida, Tyler Hansbrough, a quem ele marcou a maior parte do tempo, acabou com os mesmos 24 pontos, mas apanhou 13 rebotes.

O mundo ideal não existe, claro. Mas vamos ser otimistas, pois na temporada passada Hansbrough teria feito os mesmos 24 pontos e 13 rebotes e Booz não chegaria ao duplo dígito na pontuação.

Já houve progresso.

REFRESCO

Com Richard Hamilton no time, a certeza que fica é que Derrick Rose não vai mais ter que se matar em quadra pra levar o time à vitória.

Ontem, por exemplo, Carlos Boozer foi o cestinha do Chicago com 24 pontos. Depois vieram Luol Deng (14) e o próprio Rip (13). Depois apareceu D-Rose com 12.

Hamilton é uma “Lethal Weapon”. O adversário não pode tirar o olho dele. Por isso o benefício a D-Rose e aos outros também.

Agora, com tanta gente pontuando, o armador do Bulls terminou a partida com nove assistências. Não é de se espantar para um time que encerrou a contenda com 50,6% de aproveitamento nos arremessos.

Creio que nesta temporada a média de assistência do armador vai chegar perto do duplo dígito. Na temporada passada ela foi de 7,7.

RENOVADO

O Chicago anunciou ontem a renovação do contrato de Derrick Rose. Por cinco anos ele vai ganhar algo em torno de US$ 18,8 milhões por temporada.

Digo algo em torno porque como D-Rose assinou pelo máximo, as regras do CBA dizem que os salários são aumentados em cerca de 30% cada temporada. Portanto, o valor total pode exceder os US$ 100 milhões.

Como disse Luís Araújo, parceiro deste botequim e repórter do iG, “vale cada centavo investido”.

RUMOR

O que se comentou em Los Angeles no final da noite de ontem é que o Lakers vai tentar trocar novamente Pau Gasol. Agora com o Chicago.

O negócio seria feito da seguinte maneira: Gasol por Carlos Boozer e Kyle Korver. Os salários batem e a troca pode ser feita se as partes concordarem.

Vale? Pro Chicago sim; pro Lakers claro que não.

A impressão que começa a se transformar em certeza é que Gasol não tem mais ambiente com Kobe Bryant. O que se comentou nas férias é que eles brigaram porque suas mulheres brigaram. E Kobe nem está mais com Vanessa, como vimos.

Que coisa! Se verdade, dá pra acreditar? Coisa de criança, não é mesmo?

O Lakers pode perder um jogador importante por conta de briga de casais…

DESPERDÍCIO

Tyler Hansbrough, como disse acima, anotou 24 pontos e pegou 13 rebotes. Já disse aqui: Tyler é muito bom jogador.

Infelizmente, terá seus minutos “roubados” por David West, a maior contratação do Indiana desde há muito. West joga na mesma posição de Hansbrough.

Um desperdício. Tyler pode ser no Indiana o que Gibson é no Chicago.

FUTURO

O Pacers é um time que ainda vai melhorar muito. Nesta temporada mesmo vai exibir um basquete muito mais competitivo do que o mostrado ontem.

David West fez seu primeiro jogo. Não entrou na contenda passada porque ainda não estava familiarizado com o sistema do técnico Frank Vogel.

George Hill, outra ótima contratação, também está desentrosado. Pode render muito mais do que os quatro pontos (2-6) anotados ontem.

Mas para que o Indiana seja de fato competitivo, Danny Granger precisa jogar mais. Ontem, anotou 12 pontos, mas seu aproveitamento foi ruim: 4-11.

Granger é a alma desse time. Se ele falhar, falha todo o projeto.

SCORES

Os outros resultados de ontem foram:

Detroit 90-89 Cleveland (Varejão: nove pontos e dez rebotes)
Philadelphia 101-94 Washington
OKC 87-83 Dallas
Denver 127-110 Phoenix (Nenê: dez pontos e um rebote)
Sacramento 95-91 GSW

REVANCHE

Além de Orlando x Miami, hoje teremos a segunda e derradeira partida entre Lakers e Clippers. É a chance de os amarelinhos irem à forra diante dos vermelhinhos.

A peleja começa à 1h30 da manhã. Uma pena: tarde demais. Vou, de todo o modo, tentar ver pelo menos o primeiro tempo.

Os outros confrontos de hoje são:

Boston x Toronto (22h30)
NYK x NJN (22h30)
NOH x Memphis (23h)
Milwaukee x Minnesota (23h)
SAS x Houston (23h30)
Utah x Portland (0h)

Notas relacionadas:

  1. CHICAGO: PÁLIDA IMAGEM DE UM TIME DE BASQUETE
  2. MAGNATA AMERICANO ARMA TURNÊ MUNDIAL COM ESTRELAS DA NBA
  3. RICHARD HAMILTON NÃO É DWIGHT HOWARD, MAS PODE SER BASTANTE ÚTIL AO CHICAGO
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

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