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sexta-feira, 18 de maio de 2012 Jogos Olímpicos de Londres | 17:45

UM BATE-PAPO COM MAGNANO E O TIME TITULAR DO BRASIL NOS JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES

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Conversei com Rubén Magnano por alguns minutos, ontem, depois da entrevista coletiva, onde ele anunciou os 13 jogadores que vão brigar por 12 vagas visando os Jogos de Londres. Treze jogadores e, se alguém se destacar no Sul-Americano, entra também nesta lista e engrossa-a.

Magnano (foto), que renovou seu contrato por mais um ciclo olímpico (e eu achei isso sensacional) não entra em dividida. Ou seja, não é polêmico. Responde a tudo e a todos sem se comprometer. Alguém perguntou a ele se a ira de muitos torcedores e a repercussão negativa por conta dos pedidos de dispensa de Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa teriam mexido com eles. Magnano disse: “Não sei, como eu posso responder por eles? Você tem que fazer a pergunta a eles”. Ou seja: não conjecturou; e com isso evitou tirar do guarda-roupas uma saia justa.

Eu faria o mesmo. Por estar nesta profissão há mais de três décadas, sei exatamente como um entrevistado deve se comportar diante do(s) entrevistador(es). Estes adoram jogar cascas de bananas para entrevistados, especialmente os deslumbrados. Mas isso são outros quinhentos.

Vamos entrar no assunto de uma vez, pois sei que vocês estão querendo falar sobre a nossa seleção. Abaixo os tópicos que considerei mais importante da nossa conversa:

NENÊ E LEANDRINHO — “Conversei com ambos antes do Pré-Olímpico. Fui a Denver e falei com o Nenê e a Toronto para falar com Leandrinho. E nunca mais”.

Foi a resposta que ele me deu quando perguntei se havia conversado com ambos. Ou seja: faz um tempão. Perguntei para saber se eles aceitariam a convocação, de modo a evitar constrangimentos, como o jogador ser convocado e pedir dispensa logo em seguida. Assim é que é feito nos EUA: Jerry Colangelo, presidente da USA Basketball, liga para os jogadores e pergunta se eles querem jogar pela seleção. Se não quiserem, nem os convoca. Por isso, quando a lista americana é anunciada, ninguém pede dispensa, pois foi consultado antes da convocação.

SCOTT MACHADO E FAB MELO — “Machado pediu dispensa do Sul-Americano porque está participando de ‘try-outs’ nos EUA, pois espera ser recrutado pela NBA. Machado é um tremendo armador, tem estilo de jogo dos armadores europeus. Melo foi convocado, mas não nos deu qualquer resposta. Não sabemos nada dele”.

Ou seja: Machado poderia estar no grupo que vai brigar por 12 vagas para Londres, mas por causa do draft da NBA ele recusou a seleção neste momento. Mas, pelo que Magnano falou, ele tem futuro em nosso selecionado. Quanto a Fab Melo, o desapontamento pelo mutismo do jogador é muito grande. Sinceramente, acho que esse cara é problema. Pelo histórico dele em Syracuse e agora por nem sequer dar um telefonema ou mandar um e-mail para agradecer a convocação. Poderia ter feito isso, dizer que está de olho na NBA faz os mesmos “try-outs” de Machado e, por isso, não pode atender a convocação neste momento. Uma pena, pois Melo parece ser promissor.

SITUAÇÃO DE VAREJÃO — “Ele me disse que a recuperação está indo muito bem. Está no Rio de Janeiro no momento se cuidando. Creio que não haverá qualquer problema com ele. De todo o modo, a gente sabe que a franquia (Cleveland) costuma pressionar para que o jogador não atue pela seleção de seu país, especialmente num caso como o de Varejão que se contundiu muito nos últimos dois anos. Mas ninguém falou nada com a gente. No entanto, a gente sabe que eles pressionam o agente do atleta e o próprio jogador”.

Eu perguntei se Magnano havia conversado com algum médico de Varejão e ele me disse que não. Nem ele e nem a CBB. Achei estranho. Eu, no lugar dele, estaria em contato todos os dias com o médico que cuida de Varejão.

FAVORITOS A MEDALHAS — “Espanha e EUA estão em um nível acima. O patamar deles é outro. Abaixo há algumas seleções que se destacam, como Austrália e França. O Brasil está um pouco abaixo, mas não muito, de modo que temos condições de brigar de igual para igual com todos eles. Eu, quando entro em uma competição, entro com expectativa alta. Não chego para os meus jogadores e digo: vamos brigar do quinto ao oitavo lugares. Isso acomoda os jogadores”.

Magnano não citou nominalmente a Argentina, mas, certamente, sabe que seus irmãos de sangue estão entre os favoritos. Concordo com ele, à exceção da Austrália. Sinceramente, não creio que os da Oceania vão fazer belo papel em Londres. Por belo papel eu entendo brigar por medalha.

LEANDRINHO — “Há jogadores que quando vêm do banco rendem mais do que quando saem jogando. Na Argentina, quando eu era o treinador, o (Luis) Scola vinha do banco, pois os titulares eram (Fabricio) Oberto e (Rubén) Wolkowski. Não sei se esse é o caso do Leandrinho”.

Magnano respondeu a pergunta que fiz sobre esta situação que LB vive na NBA e ela não seria proveitosa também para a nossa seleção.

TIME TITULAR — “Não está longe disso”.

Foi a resposta que Magnano me deu quando eu disse a ele que usaria Leandrinho vindo do banco e que meu quinteto titular seria:

Marcelinho Huertas
Alex Garcia
Marquinhos Vieira
Nenê Hilário
Anderson Varejão

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  1. COMO FICAM OS EUA SEM DWIGHT HOWARD NOS JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES?
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , ,

NBA | 12:48

MIAMI: FIM DE UM SONHO?

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Mais uma temporada indo para o espaço? E se for mesmo, o que isso significará? Fim de um projeto que tinha tudo para decolar? Que tinha tudo para transformar em anéis a reunião de três grandes jogadores e transformar o Miami em um time inesquecível na rica história da NBA?

A resposta nós não temos ainda. Mas que tudo caminha para desembocar em um final trágico, decepcionante, frustrante, isso tem. A derrota de ontem do Heat para o Pacers, em Indianápolis, não foi apenas um revés de jogo, daqueles que acontecem porque estamos em semifinal de playoffs e nesta fase a tendência é de jogos equilibrados. A derrota de ontem por 94-75 foi emblemática em quase todos os sentidos.

O time voltou a mostrar fragilidade em quadra. Voltou a mostrar debilidade de um de seus principais jogadores. E, mais do que isso, Dwyane Wade, o atleta em questão, teve uma reação explosiva com o técnico Erik Spoelstra daquelas que indicam que há muito mais coisas entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia pode imaginar. Brigas de jogo ocorrem, mas o jeito que D-Wade tratou e desafiou Spo deixou claro que o técnico não goza de prestígio e respeito junto aos jogadores.

Aliás, desde que esse time se juntou no sul da Flórida, muitos têm cantado essa bola. Muitos disseram que Spo não tinha estofo para dirigir e comandar um time com D-Wade, LeBron James e Chris Bosh (fotoAP). E por ser jovem demais, seria tratado como tal. Ontem foi D-Wade; ano passado foi LBJ (lembram-se?) que desafiou a autoridade do treinador ao dar uma ombrada violenta em Spo num pedido de tempo.

Sempre achei que com Spo ou com outro qualquer o Miami seria campeão. Sempre achei que a importância de um treinador é limitada, pois ele não entra em quadra. Sempre achei que um time com três craques, cercados por bons coadjuvantes teria tudo para ganhar vários anéis. Cheguei a prever quatro anéis para esse time levando-se em conta o contrato de cinco anos que eles firmaram com a franquia.

Começo a achar que me enganei. Mas por que eu me enganei? Creio que isso tem a ver, claro, com os jogadores e com o treinador. Esses jogadores do Miami me parecem fracos de caráter. Não aguentam um tranco forte e não conseguem se reagrupar na adversidade. E o treinador, além de não ter muito conhecimento da matéria, não consegue motivar o grupo, pois o grupo não acredita nele.

Mas só o treinador e os jogadores são os culpados? Claro que não. Pat Riley, presidente da franquia, o homem que arquitetou esse time, tem grande culpa no cartório. Ele está lá dentro, sabe o que acontece dentro do vestiário do time. E não faz nada para mudar a situação. A impressão que dá é que Riley tornou-se um turrão. Não quer dar o braço a torcer, por exemplo, na questão do treinador. Sim, pois quando Spo foi escolhido por ele para comandar o time, alguns ficaram surpresos, outros riram, e uma minoria achou que seria mesmo interessante apostar em um novo técnico.

Isso não está dando certo. Todo mundo está vendo. Menos Pat Riley? Claro que não; ele está vendo. Mas, como disse, ele parece ter se transformado em um homem turrão, que ao invés de tornar-se sábio com o passar dos anos, com a idade que avança, está se tornar um obtuso. E, por conta disso, não tenta consertar o que precisa ser consertado.

Quanto ao relacionamento entre os jogadores, não consigo detectar mau relacionamento entre eles. Nada li a respeito. Então, o problema parece mesmo estar com o treinador. Só pode ser isso. O que mais seria? Salários atrasados? Brincadeira, né?, isso não existe na NBA. Desfalque de Chris Bosh? Pode ser, claro, pois o Miami não é um time forte no garrafão e CB1 segura essa onda sozinho faz tempo. A saída dele do time fragilizou o setor.

Ontem, por exemplo, o Pacers pegou 52 rebotes contra 36 do Heat. Roy Hibbert, um jogador comum, pegou nada menos do que 18. E ainda marcou 19 pontos. David West, apesar de não ter cravado um “double-double” como Hibbert, transformou-se no xerife do time nesta série. Fala grosso e ninguém retruca. Fala grosso, bate o pé e os forasteiros de Miami saem correndo. Com Bosh, provavelmente, seria bem diferente.

Ok, concordamos então que Bosh faz falta. Mas atribuir à ausência dele a corrida desconcertante que o Pacers fez no segundo tempo de ontem (51-32) é tentar tapar o sol com a peneira. Atribuir à ausência de Bosh o momento em que o Miami vive é mesmo tentar tapar o sol com a peneira. Há muito mais do que isso.

D-Wade não rende. Mas não rende por quê? Boa pergunta. Talvez esteja externando seu descontentamento com Spo, algo que ele estava tentando conter, mas que agora, vendo que a debacle será inevitável, já não faz questão de esconder. Wade parece viver no mundo da lua. Ontem, por exemplo, terminou o primeiro tempo zerado. Acabou a partida com cinco pontos (2-13), cinco rebotes e apenas uma mísera assistência.

LeBron faz o que pode. Mas sozinho não vai levar o time a lugar nenhum. Além disso, o que ele pode fazer não é tudo o que a equipe precisa. LBJ sente claramente a pressão dos finais das partidas e isso é um grande problema.

CB1 está fora lesionado, D-Wade se rebelou, LBJ briga sozinho. No meio disso tudo está o grupo. Os jogadores, aqueles que deveriam ser o suporte para que os Três Magníficos brilhassem e conquistassem títulos, esses jogadores estão assustados. A gente vê isso com muita clareza. E assustados o que eles podem fazer? Muito pouco. Ontem, Mario Chalmers fez 25 pontos. Mas Shane Battier zerou, Udonis Haslem zerou, Noris Cole zerou, Dexter Pittman zerou e Mike Miller e James Jones combinaram para apenas oito pontos. Patético.

A pressão da mídia e dos torcedores do Miami é grande demais neste momento. Muitos lá, como cá neste botequim, pedem a intervenção de Pat Riley, como ele fez em 2006 ao demitir Stan Van Gundy, assumir o time e levá-lo ao título. Mas na época Riley (foto AP) tinha 61 anos. Hoje está com 67. Diz não ter mais energia para dirigir uma equipe durante toda uma temporada.

Mas nós não estamos nos playoffs? Pois é, a temporada ficou quase que todinha para trás. Riley teria que assumir o time e dirigi-lo em alguns poucos jogos. Mas, como disse, ele parece ter se transformado em um turrão. Não vai fazer isso, pois fazer isso seria assinar atestado de burrice.

Será mesmo que é isso o que ele pensa? Mas não seria burrice maior não intervir no time neste momento?

MARES TRANQUILOS

Enquanto isso, o San Antonio segue firme e forte em sua série diante do Clippers. Venceu ontem por 105-88. Pegou mais rebotes (35-32; Blake Griffin pegou apenas um!), mais rebotes ofensivos (6-1), marcou mais pontos no garrafão (50-18), cometeu menos erros (11-18; Chris Paul cometeu oito!) e fez mais pontos de contra-ataque (15-9).

O SAS vai muito bem, obrigado. Esse parece mesmo estar na final do Oeste. E, ao que tudo indica, será mesmo diante do Oklahoma City.

A menos que o Lakers reaja. E se for reagir, que trate de começar esta noite.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 17 de maio de 2012 NBA | 17:29

KOBE FALHA, LAKERS DÁ VEXAME E OKLAHOMA CITY ABRE 2-0 NA SÉRIE

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O sol já quer se por. O dia está dando tchau. Mas não dá para deixar passar em branco o que aconteceu ontem em Oklahoma City. A vitória do OKC sobre o Lakers por 77-75 foi espetacular sob todos os aspectos.

Do ponto de vista dos torcedores do Thunder foi uma recuperação e uma vitória maiúscula. Afinal, a 2:08 minutos para o final, depois que Andrew Bynum colocou os californianos na frente em 75-68, não se imaginava que os anfitriões fossem reverter o marcador, até porque o adversário não era qualquer um.

Mas aí começou a debacle angelina. Três erros de passe (Kobe Bryant, Steve Blake e Metta World Peace), um toco (James Harden em Kobe) e duas bolas de três que não atingiram o alvo (Kobe e Blake). O OKC dominava a bola e pontuava. Fez uma corrida de 9-0 (cinco pontos de Kevin Durant e quatro de Harden) e liquidou a fatura.

Fim de jogo: quem recuperação do OKC!, disseram os torcedores locais.

Que vergonha!, reagiram os fãs do Lakers.

Em qual trilha eu sigo? Na segunda: foi uma vergonha o que aconteceu ontem à noite em Oklahoma City. Um time que tem uma camisa histórica e um jogador que é o maior de sua geração não pode permitir uma reação como a que foi feita pelo Thunder. Repito: foi uma vergonha.

A série agora está 2-0 para o OKC. A situação do Lakers? Dramática.

BLACK MAMBA

Vocês querem que eu fale de Kobe, certo? Pois bem, nos últimos seis minutos ele fez o seguinte:

0-5 nos arremessos de um modo geral
0-2 nas bolas de três
um erro
uma falta

Um desastre.

Amarelou? Longe disso; Kobe falhou, mas não amarelou. O histórico dele é bem diferente de LeBron James. Kobe tem cinco anéis de campeão, é “clutch” e não se esconde de jeito nenhum. Ah, a última bola caiu nas mãos de Blake, alguém pode dizer. Sim, caiu, mas porque Kobe não conseguiu driblar a marcação, pois a bola era dele. Ele, no banco, no pedido de tempo, deve ter dito: façam o desenho que quiserem fazer, mas ele tem que ter a bola final nas minhas mãos. Não deu certo.

Rapaziada, por favor, não dá para comparar um e outro. A menos que vocês estejam querendo forçar a barra.

IGUALDADE

Na Filadélfia aconteceu aquilo que eu disse que aconteceria: o Boston recuperaria a vantagem. Venceu por 107-91, com muita soberania. E novamente conduzido por Kevin Garnett, que está cada vez mais se assemelhando a um vinho de grande safra: mais velho e melhor. Foram 27 pontos e 13 rebotes de KG.

Mas Rajon Rondo voltou a brilhar com seus 23 pontos e 14 assistências. Destaque também para Paul Pierce: 24 pontos e 12 rebotes.

Moral da história: se esses três jogadores (ou mesmo Ray Allen, que ontem foi mal) jogarem sempre assim, o Celtics não perde mais nenhuma partida nesta série e o alviverde de Massachusetts fecha o confronto em 4-1.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

Seleção Brasileira | 11:41

MAGNANO CONVOCA 13 JOGADORES. NENÊ E LEANDRINHO ENTRE ELES

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O técnico Rubén Magnano acabou de convocar a seleção brasileira que participará dos Jogos Olímpicos de Londres, em julho próximo. A relação é esta:

ARMADORES

Marcelinho Huertas

Larry Taylor

Raulzinho Neto

ALAS

Leandrinho Barbosa

Marcelinho Machado

Alex Garcia

Marquinhos Vieira

Guilherme Giovannoni

PIVÔS

Nenê Hilário

Anderson Varejão

Tiago Splitter

Rafael Hettsheimer

Caio Torres

Como se vê, há 13 jogadores. Um será cortado. As más línguas dizem que são 13 porque a qualquer momento Nenê pedirá dispensa. Mas o fato é que Rafa Hetts está machucado e pode não ir a Londres.

O que eu acho? Torço o nariz apenas para Caio Torres. No lugar dele eu teria levado Murilo Becker ou Fab Melo. Mas como Melo está nos EUA participando de “try outs” para a NBA, ficou difícil.

E vocês, o que acharam?

NBA

Mais tarde eu volto com a NBA.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

quarta-feira, 16 de maio de 2012 NBA | 11:57

MONSTRO DEVORA LEBRON MAIS UMA VEZ E MIAMI PERDE DO INDIANA

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Coitado do LeBron James. Hoje o dia será difícil para ele. O Miami perdeu para o Indiana por 78-75, dentro de casa, viu a série empatar em 1-1 e LBJ terá de carregar o fardo da derrota.

Sabem por quê? Porque ele cometeu o pecado de ter errado seus três últimos lances livres (dois deles a 54 segundos do final, com o placar em 76-75 para o Indiana) e de não ter pontuado nos últimos 4:30 minutos. E mais. De ter feito seu último arremesso a 3:40 minutos do final e de não ter aparecido como opção de chute na última bola, que ficou nas mãos de Mario Chalmers.

Muitos se perguntam: não foi erro do técnico Erik Spoelstra ter desenhado a jogada final para o arremesso de Chalmers? Vamos pensar: sem Chris Bosh, sobraram Dwyane Wade e LBJ dos Três Magníficos. Como LeBron (foto AP) tem bloqueio mental nos finais das partidas, sobra, portanto, apenas D-Wade. O planeta sabe disso. Então, Spo deve ter pensado: os caras vão dobrar, triplicar em cima de Wade. Desenho a jogada para Chalmers decidir, porque LBJ não tem estofo emocional para aguentar a responsabilidade do último lance e, consequentemente, a chance de dar errado é grande demais.

Deu errado de qualquer maneira. O tiro de Chalmers bateu no aro. Mas Chalmers arremessou, a meu ver, por conta deste cenário.

Não é perseguição (como muitos acreditam) e nem má vontade (como outros tantos pensam). São apenas números que desenham a realidade dos fatos. Não tenho culpa; eu e nem ninguém. Quem criou esse monstro foi LeBron James.

RESUMO

E o incrível dessa história toda é que LeBron anotou dez pontos no quarto final. Um a menos do que D-Wade. Poderia, se não sofresse esse bloqueio criativo nos momentos de pressão, ter feito 15, quem sabe 20 pontos e saído nos braços da galera e sob os holofotes da mídia.

DESVIO

Mas quem saiu foi David West, a quem LeBron marcou muito bem. Sem CB1, LBJ fez o papel de ala de força e deu conta do recado, pois é um dos melhores marcadores da NBA na atualidade, tem força e recursos técnicos para tanto. Mesmo assim West encontrou espaço para marcar 16 pontos e apanhar dez rebotes.

Mas seu ponto alto foi a maturidade mostrada no final da partida.

Quando o jogo acabou, Leandrinho Barbosa correu para abraça-lo. O abarcamento foi contido por conta de West (foto Getty Images). Na sequência, ele, vendo os companheiros pulando na quadra da American Airlines Arena, fazia sinal para todos irem para o vestiário. Lá, escondido de tudo e de todos, eles poderiam celebrar. Mas contidamente.

“Não ganhamos nada ainda”, disse West depois da contenda. “A série é longa e tem muita coisa pela frente. Foi apenas uma vitória”.

CONCORDÂNCIA

Estou de acordo com David West. A série é longa e o Miami tem todas as condições de beliscar uma vitória em Indianápolis. Este confronto deve terminar em sete partidas. Se não for em sete, em menos de seis não será.

BOLA CHEIA

Leandrinho Barbosa fez uma excelente partida. Ficou em quadra o quarto final e foi designado por Frank Vogel para marcar D-Wade. E ainda anotou quatro pontos (lembrem que LeBron fez dez e D-Wade 11). Mas foi no terceiro quarto seu grande momento, quando roubou uma bola de LBJ, correu para a bandeja, protegeu o arremesso do toco de LeBron e fez mais dois pontos para os visitantes.

Leandrinho terminou a partida com oito pontos. Mais do que isso: deixou claro que quando o bicho pega, ele está pronto para estar em quadra, sendo opção de arremesso, de armador e marcador.

LB nos deixou orgulhosos!

FÁCIL

No outro jogo da noitada, o San Antonio confirmou o que dele se esperava: venceu o Los Angeles Clippers por 108-92. O time texano precisou de dois quartos para liquidar a fatura: o segundo e o terceiro. Nesses dois períodos, fez uma corrida de 58-43 e deixou claro para os visitantes que “boi em terra estranha é vaca”.

PLANEJAMENTO

Gregg Popovich usou e abusou de Tim Duncan. Os 34:51 minutos em que ele esteve em quadra parecem, num primeiro momento, um exagero para quem 36 anos. Mas alguém pode retrucar: mas o planejamento não previa exatamente isso? Poupar os “vovôs” do San Antonio na fase regular para que eles estivessem com a saúde em dia nos playoffs?

Sim, exatamente isso. Ontem Popovich precisou de Timmy (foto AP) mais tempo em quadra. E ele não negou fogo: 26 pontos e dez rebotes. Desses 26 tentos, 14 deles saíram nos segundo e terceiros quartos, os dois períodos, como vimos, que o SAS nocauteou o Clips.

Esses 26 pontos de Timmy significaram, também, a maior pontuação de um jogador na partida. Tim Duncan, 36 anos, como vinho, cada vez melhor.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 15 de maio de 2012 NBA | 11:37

PRENÚNCIO DE VARRIDA EM OKLAHOMA?

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Assim que acabou o massacre do Oklahoma City diante do Lakers (119-90), antes de desligar o computador, fui dar uma olhada na caixa de mensagens do blog. Encontrei uma que me chamou a atenção. Veio do nosso parceiro Marcão. Dizia ela: “nooooooooooooooossa, LAL vai ser varriiiiiiiiiiiiiidooooooooooooo!!!!!!!”

Foi mesmo este o sentimento que nos invadiu a todos depois da debacle californiana em terras de ventos muitíssimos fortes, que provocam destruição e levam desolação a muitas pessoas. No caso de ontem, o tornado vitimou o Lakers, deixando a todos, jogadores, comissão técnica, dirigentes, proprietários e torcedores desorientados, aturdidos, desamparados.

A pergunta que se faz no momento é: o Lakers tem time para encarar o OKC? O Lakers tem time para reverter o que aconteceu ontem à noite?

Num primeiro momento, eu diria que não. O Lakers não encontrou resposta para nenhuma das armadilhas propostas pelo adversário.

Ontem, por exemplo, Kobe Bryant fez o que deveria ter feito no último jogo da série contra o Denver: saiu logo de cara marcando Russell Westbrook (foto AP). Não conseguiu. Foi tragado pelo armador “sooner”. Westbrook marcou 27 pontos, deu nove assistências, pegou sete rebotes, fez dois desarmes e cometeu apenas um erro. Prova inconteste da incapacidade de Kobe na partida de ontem. Mas, sejamos justos, Metta World Peace também foi destacado para vigiar Russell em alguns poucos momentos e igualmente foi devorado pelo camisa 0 do Thunder.

Por falar em MWP, o ala do Lakers chegou cheio de prosa e energia a Oklahoma City. Imaginava ter vigor e estofo técnico para marcar Kevin Durant e disse que não iria se importar com os gritos do lado de fora da quadra. Também foi derrotado neste embate. MWP foi engolido por KD, que marcou 25 pontos, pegou oito rebotes e deu quatro assistências.

Os dois, Kobe e MWP pouco contribuíram também do ponto de visto ofensivo. O velho Ron-Ron marcou 12 pontos (4-10), mas Kobe voltou a ter uma atuação pífia com a bola nas mãos. Anotou 20 pontos, mas errou 11 de seus 18 arremessos. Não fez nenhum desarme. Ou seja, não impactou o jogo de Westbrook, como já vimos, e nem machucou o adversário como se esperava.

Mas vamos deixar os números de lado, pois deles já falamos um pouco — e creio ter sido o suficiente. Vamos falar do que a gente viu e os nossos olhos não nos traíram: o Lakers de ontem, se for o Lakers da série, será varrido pelo OKC. Em momento algum ofereceu a mínima resistência. Foi vítima do jogo veloz e bem pensado do adversário. Foi presa fácil de seus grandes jogadores. E, pior, quando James Harden estava em quadra, o Lakers não tinha ninguém para marcá-lo, pois Kobe ficou em Westbrook e MWP em Durant. Disse “ficou”, pois o que os dois fizeram não foi nada além de “estar perto”. Uma coisa, rapaziada, é marcar Ty Lawson, outra é marcar Westbrook; uma coisa é marcar Danilo Gallinari, outra é marcar Durant.

Costumo dizer que quando você está bem e pega um time fraco, você varre o adversário. Quando você está mal, pega um time fraco e vence no bico do corvo. Foi o que aconteceu na série contra o Denver. Eu disse desde o início que esta era uma série para o Lakers golear, não disse varrer; mas golear. O time angelino, no entanto, só liquidou-a no sétimo jogo, numa clara demonstração de que não estava bem. Muitos pensaram ser o Nuggets o responsável pelos sete jogos, muitos disseram que o time colorado é que mostrou qualidades, isso e aquilo. Não foi nada disso: foi o Lakers que se enrolou, dada a sua fragilidade, diante de um oponente que, sempre disse, está ainda em formação, à procura de uma identidade e que tem apenas jogadores medianos.

Ontem, diante de um time pronto, com três jogadores extraordinários, foi batido em apenas três quartos. Voltemos aos números: neste terceiro período, o Thunder fez 39-24, tendo acertado 12 de seus 17 arremessos, o que significou um aproveitamento extraordinário de (70,6%). A diferença final foi de 29 pontos; chegou a 35 no terceiro quarto. Se Scott Brooks, treinador do OKC, não tivesse transformado o último quarto em “garbage period”, esta diferença poderia ter sido de mais de 40; quem sabe 50 — não exagero. A diferença do Lakers para o OKC foi gigantesca.

Jogo acabado, Pau Gasol e Andrew Bynum (o único que se salvou com seus 20 pontos e 14 rebotes) ficaram alguns minutos sentados no banco de reservas conversando. Provavelmente, tentando entender de onde veio a ventania que varreu a todos os californianos. Tentando encontrar abrigo para suportá-la se ela voltar a varrer a tudo e a todos. Do jeito que foi ontem, é isso mesmo o que o Lakers tem que fazer: encontrar abrigo para não ser varrido, porque não sobrará pedra sobre pedra.

ALERTA

No entanto, é sempre bom deixar claro três coisas:
1) Cada jogo é um jogo e o seguinte pode ser diferente do primeiro;
2) A camisa do Lakers é poderosa demais para não ser levada em conta;
3) Kobe Bryant pode não ser o velho Black Mamba, mas ainda é um jogador com veneno letal.

Amanhã tem mais: 22h30 de Brasília. Imperdível. Poderemos saber o que significou o jogo de ontem.

SURPRESA?

O Philadelphia surpreendeu ontem o Celtics ao vencê-lo em Boston por 82-81. Na verdade, o placar foi de 82-78. A cesta derradeira de Kevin Garnett, no estouro do cronômetro, foi fruto de um arremesso desmarcado, com os jogadores do Sixers se abraçando em quadra por conta da vitória.

Terminou a série? Claro que não. Este é um confronto que me lembra Indiana x Orlando. O Magic venceu em Indianápolis e muitos disseram que o Pacers havia decepcionado. Eu disse: rapaziada, playoff é assim mesmo. Há combates onde se perde em casa, recupera-se fora dela e outros que ao se perder em casa perde-se a série. Não acredito ser esta a fórmula deste confronto. Do mesmo jeito que o Sixers venceu em Massachusetts, o C’s pode ganhar na Pensilvânia.

Importante: foi a primeira do Sixers em Boston desde o jogo sete das finais da Conferência Leste de 1982.

Notas relacionadas:

  1. UMA VARRIDA E UMA IGUALDADE
  2. A FORÇA DE UMA VARRIDA
  3. SEM VARRIDA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 14 de maio de 2012 NBA | 19:35

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO JOGO-TREINO ENTRE O DREAM TEAM E OS UNIVERSITÁRIOS

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Um documentário sobre o Dream Team que ganhou o ouro olímpico em Barcelona-92 será lançado em 13 de junho próximo. A informação é do jornal “The New York Times”. Se você não viu ou não sabe, aquela equipe dos EUA, corretamente apelidada de Time dos Sonhos, foi a maior de todos os tempos na história do basquete mundial.

O documentário vai narrar aquele esquadrão de cabo a rabo. E entre outras passagens, fala sobre um jogo-treino que o Dream Team realizou contra um selecionado de jogadores universitários que acabou saindo vencedor de quadra.

Gente mal informada, inocente, incauta e/ou mal intencionada, saiu dizendo por aí que o documentário desmistifica o Time dos Sonhos. Balela. Somente ingênuos para falar ou escrever isso. Ou mal intencionados. Ou aproveitadores. Aquele foi um jogo-treino, onde os jogadores profissionais não estavam no “time” do jogo (por um motivo ou outro) e quando se deram pela coisa tinham perdido o controle da contenda preparatória.

No livro “Michael Jordan — A História de um Campeão e o Mundo que ele Criou”, há uma passagem sobre esse jogo-treino. Abaixo, reproduzo o texto contido no livro e que faz menção ao tal coletivo e a sua consequência. Isso mesmo: sua consequência — que é a parte mais legal da história.

No início da programação do Pré-Olímpico, antes de eles (jogadores e comissão técnica) embarcarem para a Europa, os treinadores organizaram um jogo contra um time de all-stars do basquete universitário, composto em sua maioria de jogadores à espera de entrarem na NBA no ano seguinte. Era um time cheio de talentos, embora ainda imaturos, que incluía Chris Webber (Michigan), Jamal Mashburn (Kentucky), Penny Hardaway (Memphis), Rodney Rodgers (Wake Forest) e Alan Houston (Tennessee). Os treinadores eram Roy Williams (então em Kansas e hoje North Carolina) e George Raveling (USC, atualmente aposentado). Naquele dia em particular, os profissionais estavam sem inspiração, e os universitários jogaram com muita garra. Eles venceram o coletivo por 58-52, com sete cestas de três pontos de Houston. Aquilo já seria ruim o bastante, mas os jogadores universitários, mais audaciosos do que sábios, e infelizmente ignorantes do orgulho que caracteriza o nível superior do mundo no qual eles estavam prestes a entrar, começaram a comemorar. Eles ficaram pulando por um bom tempo e falaram muita bobagem, um pecado mortal dada sua posição na hierarquia do basquete. Vendo-os brincar e conversar com seus superiores como se fossem seus iguais, Roy Williams sabia que eles estavam cometendo um grande erro.

Mais tarde, naquele mesmo dia, Williams jogou golfe com Michael Jordan, Chuck Daly (técnico do Dream Team), Charles Barkley e John Stockton e se desculpou pelo impetuoso comportamento de seus jogadores. “Eu mal pude acreditar que nossos rapazes estavam se vangloriando e falando aquele monte de besteiras”, disse Roy a Jordan, a quem tinha treinado em North Carolina (era assistente técnico de Dean Smith) e de quem sempre fora bastante próximo. “Não se preocupe com isso, coach”, disse MJ. “Nós vamos cuidar deles amanhã”. No coletivo do dia seguinte, quando o árbitro estava para jogar a bola ao alto e começar o jogo-treino, MJ apontou o dedo na cara de Houston e disse: “Você não vai fazer nenhuma cesta de três pontos hoje”. E marcou Houston como se fosse sufocá-lo. Mais tarde, na primeira metade do treino, quando ele teve que sair e dar lugar a Clyde Drexler, Jordan apontou para Houston e disse a Drexler: “Faça tudo para que continue assim”. O que se seguiu foi nada menos que um massacre; ao final do coletivo de 20 minutos, o Dream Team venceu por uma diferença de 38 pontos. Daly queria mais, e decidiu aumentar o trabalho em mais dez minutos. Os profissionais aumentaram então em mais 18 pontos a vantagem, vencendo o jogo-treino por uma diferença de 56 pontos.

Essa é a história do que aconteceu nos dois coletivos entre o Dream Team e o time de universitários. Por conta disso, vamos esclarecer uma coisa:

1) Foram coletivos e não jogos;
2) É possível que a soberba dos profissionais os tenha levado para o buraco no primeiro jogo-treino;
3) O massacre que veio no dia seguinte confirma o que todos sabemos.

E o que sabemos?

Que aquele foi o maior time de basquete de todos os tempos. Somente aproveitadores, gente mal informada, inocente, incauta e/ou mal intencionada pode sair por aí dizendo que o documentário desmistifica o Dream Team.

Ora, façam-me o favor! Que ridículo!

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NBA | 01:11

CLIPPERS SURPREENDE E ELIMINA MEMPHIS NO TENNESSEE. LEBRON ARREBENTA NO ÚLTIMO QUARTO E MIAMI PASSA PELO INDIANA

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Caríssimos.

É preciso ter coragem para apostar ou cravar em resultados ou times vencedores na NBA atual. Eu não sei o que ocorre. Às vezes eu acho que os jogadores são fracos mentalmente. Em outras horas eu acho o oposto: são poderosos e por conta disso não se intimidam com nada e ninguém.

O fato é que ando meio que sem coragem para apostar ou cravar em resultados ou times. Depois que o Memphis foi a Los Angeles e empatou a série em 3-3, não me entrava na cabeça que o time, embalado pela vitória revigorante e salvadora, pudesse, dois dias depois, jogar em casa, no conforto do lar, diante de seu séquito de seguidores e acabasse derrotado. Um vexame. Lembrou-me Portugal diante da Grécia na Euro-2004. Por mais que tenha sido uma façanha Felipão ter levado os nossos irmãos portugueses à final, perder em casa para a Grécia foi imperdoável. O mesmo vale para o Grizz. Depois de tudo o que aconteceu em LA, perder dois dias depois diante de 18.119 torcedores, foi inacreditável. Os fãs ficaram arrasados no Dia das Mães. Os jogadores do Grizz acabaram com o domingo desta pobre gente. Imperdoável.

Imperdoável também foram as performances de Rudy Gay e Zach Randolph no quarto final. Gay jogou 8:59 minutos e saiu zerado de quadra. Z-Bo jogou 56 segundos a menos e fez apenas dois pontos e pegou um mísero rebote. Tony Allen, aquele que é marrento sem poder ser, foi outro que saiu zerado de quadra. Mike Conley, o armador do time, não deu nenhuma assistência nos 12 minutos finais. Não deu porque os caras estavam com a mão fora da forma ou por que seus passes foram óbvios e inconclusivos? Vocês que me digam. O.J. Mayo jogou 8:10 minutos e fez só um desprezível ponto.

Enquanto isso, do outro lado da quadra, a segunda unidade do Clippers teve atuação irretocável. Nada menos do que 25 dos 27 pontos anotados pelo time californiano no período saíram das mãos dessa gente valente. Nick Young fez nove pontos, Kenyon Martin anotou sete, Eric Bledsoe cravou seis e Mo Williams contribuiu com três. Reggie Evans saiu zerado do período, mas pegou sete rebotes. Ah, K-Mart pegou cinco ressaltos também.

Chris Paul, o responsável pelos dois únicos pontos dos titulares neste período final, acabou a partida com 19 pontos, nove rebotes e quatro assistências. Esse é o CP3 que a gente conhece.

Quanto ao jogo como um todo, alguém consegue explicar isso? Memphis: 0-13 nas bolas de três! Ridículo.

Por conta disso tudo, caríssimos, a gente consegue explicar o marcador favorável ao Clips em 82-72. Mas eu pergunto: alguém teria jogador suas fichas no Clips? Acho que apenas os mais fanáticos torcedores alvirrubros. De resto, creio que todos apostaram na classificação do Memphis.

Por isso, eu repito: é preciso ter coragem para apostar ou cravar em resultados ou times vencedores na NBA atual. Não me perguntem mais nada, pois ando sem coragem. Pelo menos neste domingo à noite.

DUREZA

O Miami teve problemas diante do Indiana. Venceu por 95-86, mas o resultado não espelha bem o que ocorreu em quadra. A diferença poderia ter sido menor. O Miami teve problemas diante do Indiana porque um de seus Três Magníficos se contundiu. Chris Bosh teve uma distensão no músculo abdominal e por conta disso jogou apenas o primeiro tempo. Traduzindo em tempo de quadra foram 15:48 minutos. Fez falta.

Agora sabem o que é engraçado? O primeiro tempo, o tempo em que CB1 esteve em quadra, foi exatamente o período em que o Indiana se deu melhor e venceu por 48-42. Alguém se atreve a explicar? Eu ouso: o responsável por tudo isso foi LeBron James. LBJ, se você viu o jogo e não reparou, marcou nada menos do que 26 de seus 32 pontos no segundo tempo, 16 deles no quarto final. Nove de seus 15 rebotes também vieram nesta segunda metade do jogo. Jogou o período embalado pelo troféu de MVP recebido antes de a partida começar (foto Getty Images).

Caríssimos, seguinte: se LBJ jogar essa bola até o final da série e o Miami puder contar com CB1 (é dúvida para o segundo confronto) e Dwayne Wade jogar o seu normal, não tem pra ninguém. E na final da conferência, idem; não importa quem seja o adversário, Boston ou Philadelphia.

Aí o Heat vai para a final. O que acontecerá?

Como eu disse acima, é preciso ter coragem para apostar ou cravar em resultados ou times vencedores na NBA atual. Eu já ousei dizer que se LBJ jogar essa bola que ele jogou no segundo tempo, CB1 se recuperar da lesão e D-Wade jogar o seu normal, o Miami ganha a conferência. Minha audácia termina por aqui.

Agora vamos falar um tiquinho do Indiana: não dá para encarar um time como o Miami com dois de seus melhores pontuadores marcando, juntos, 13 pontos. Sim, foi isso o que fizeram Danny Granger (7) e Paul George (6). Ambos fizeram 2-15. Inacreditável. Granger foi engolido por LBJ (olha ele novamente!) e George foi vítima de alguns zagueiros do Miami, entre eles D-Wade.

Granger disse que se cansou porque teve que marcar LeBron. De fato, LBJ é um “cavalo” de forte. Não é moleza marcá-lo. Que Frank Vogel encontre uma solução para o problema. Se não encontrar, King James sairá coroado de quadra deste confronto.

E ousou dizer: o Miami talvez varrerá o Indiana.

E não me perguntem mais nada, pois meu atrevimento fica por aqui.

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domingo, 13 de maio de 2012 NBA | 11:45

LAKERS EVITA VEXAME E BOSTON SAI NA FRENTE NA SÉRIE DIANTE DO SIXERS

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Bem, vamos bem rapidinho, pois hoje é Dia das Mães e não há tempo a perder. O Lakers se classificou às duras penas diante de um Denver à procura de identidade e entrosamento. E o Boston, também às duras penas, passou pelo Philadelphia, o que eu cheguei a achar que não aconteceria, um Philadelphia que só está onde está porque pegou um Chicago arrebentado e disso por pouco não se aproveitou.

Em Boston, Rajon Rondo (Foto AP) foi novamente um gigante. Fez um “monster game”, como dizem os americanos. Anotou seu oitavo “triple-double” em playoffs ao atingir marcas de 17 assistências, 13 pontos e 12 rebotes. No quarto final, com a bola nas mãos, bem no finalzinho do jogo, foi um terror para o Sixers ao ter marcado seis pontos e dado cinco assistências. Mas não foi apenas Rajon: Kevin Garnett esteve igualmente notável. Fez 29 pontos, sua maior pontuação desta temporada. Adicione mais 11 rebotes à estatística e o pacote ficará completo.

Rajon e KG, os responsáveis pelo marcador de 92-91 em favor do Celtics e o 1-0 nesta série semifinal do Leste.

Em Los Angeles, o Lakers penou, mas passou. Pau Gasol foi o cara do jogo: 23 pontos e 17 rebotes. Tivesse feito isso na maioria dos jogos desta série e o Lakers teria varrido o Denver. Mas não se apegue apenas Gasol: Metta World Peace foi genial. Depois de 20 dias distante das quadras por causa da suspensão de sete partidas (deu uma cotovelada em James Harden), MWP impactou o time no ataque e principalmente na defesa. Anotou 15 pontos, pegou cinco rebotes e fez quatro desarmes. Depois do jogo, perguntado sobre a recepção que espera ter em Oklahoma City nesta série (Harden joga no OKC), MWP respondeu: “Não estou preocupado com isso. Estou preocupado em jogar basquete”. Que assim seja. Sem sujeira, jogo limpo. A gente sabe que ele é capaz de fazer isso.

Gasol e MWP, os responsáveis pela vitória de 96-87 diante do Denver, vitória esta que finalizou a série em 4-3 para o Lakers. Surpreendente, mas assim foi.

(Andrew Bynum fez 16 pontos e pegou 18 rebotes. Dele eu falo mais pra frente. Jogador que me decepcionou nesta série por conta de sua soberba, preguiça, indolência e relaxo.)

RECLAMOS

Os fãs de Kobe Bryant vão reclamar. E Kobe, não teve participação importante na vitória do Lakers? Não fez uma cesta de três que desafogou o time no minuto final do jogo? Não fez isso e aquilo? Como sempre, os fãs de Kobe vão reclamar. Nem todos, é claro, a maioria. E essa maioria faz um barulho danado. Mas eu, como MWP, não estou preocupado com isso. MWP está preocupado em trabalhar. Eu também.

Kobe cometeu um grande pecado no jogo: ter deixado Ty Lawson nas mãos de Steve Blake. Talvez tenha sido determinação de Mike Brown. Se foi, Kobe, líder que é, dono do time que é, deveria ter dito: coach, negativo: de Ty cuido eu.

Kobe só foi marcar Lawson no último quarto. Até então o armador do Denver tinha feito um estrago na defensiva californiana com seus 24 pontos. O terceiro quarto terminou com o Lakers na frente em apenas um ponto: 69-68. Ty tinha anotado 13 pontos e ajudado o Nuggets a fazer uma corrida espetacular no período, quando o time saiu de um déficit de 16 pontos.

Foi então que KB resolveu arregaçar as mangas e ir ao trabalho. Passou a marcar o armador do Nuggets. Sabem quantos pontos Ty Lawson marcou no último quarto? Zero; isso mesmo, zero ponto.

Por conta disso, desta falta de sensibilidade, de liderança, não posso colocar Kobe como um dos responsáveis pela classificação do Lakers. O que eu posso dizer é que Kobe quase foi o responsável pela eliminação do Lakers ao ter se omitido em quadra quanto a marcação de Lawson. Tivesse ele continuado seu preguiçoso trabalho e Ty poderia ter levado o Denver à surpreendente vitória e consequente eliminação do Lakers nestes playoffs.

CONGRATS

A todas as Mamães dos frequentadores deste botequim eu mando um beijo carinhoso e um abraço caloroso. E que todas tenham um dia muito feliz.

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sábado, 12 de maio de 2012 NBA | 17:02

LEBRON JAMES FOI MESMO O MVP DESTA TEMPORADA?

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LeBron James foi eleito o MVP da temporada regular da NBA (foto Getty Images). Bem, pra começo de conversa, quero deixar clara a minha opinião: o MVP que conta é o das finais. Esse da fase de classificação é importante até a página nove. Sim, pois se o cara brilha na “regular season” e depois murcha nos playoffs, é claro que ele não pode ser considerado o melhor jogador da temporada. O melhor da temporada é aquele que brilha quando separa-se os homens dos meninos.

Mas, de todo o modo, é um prêmio aguardado. E a pergunta que vocês querem que eu responda é: foi justo ou não?

Bem, antes de mais nada, quero deixar claro também o que penso sobre LeBron James. Pra mim, LBJ é o jogador que tem tudo para figurar no quinteto dos maiores de todos os tempos da NBA, ocupando a vaga que no meu time é de Larry Bird. Meu quinteto desde sempre (os que me acompanham sabem) é formado por Magic Johnson, Michael Jordan, Larry Bird, Bill Russell e Wilt Chamberlain. Mas LBJ, repito, pode entrar nesse time na vaga de Bird.

King James é um jogador completo tecnicamente falando. É o único desta geração que pode jogar em todas as posições. E joga não para quebrar o galho. Joga com qualidade e naturalidade. Já disse outras vezes e repito: a seu modo, LeBron é como Magic Johnson. Magic, assim como LeBron, jogava em todas as posições.

A história de Earvin no último jogo da final disputada no primeiro ano de sua carreira — isso mesmo, como “rookie” — é inesquecível e uma das páginas mais lindas da história do basquete mundial. Vale a pena relembrarmos.

Era o ano da graça de 1980. Kareem Abdul-Jabbar tinha sido eleito o MVP da temporada regular e era a figura central do Lakers. Tinha sido rejuvenescido pela chegada de Magic Johnson a Los Angeles. Kareem havia conquistado o título de campeão com o Milwaukee ao lado de Oscar Robertson na temporada 1970-71, quando o Bucks bateu na final o Baltimore Bullets (atual Washington Wizards) por 4-0. Kareem foi eleito o MVP das finais. Três anos depois, voltou novamente à decisão da NBA. A final diante do Boston foi no pau, decidida apenas no último jogo. E o Celtics sagrou-se campeão ao vencer o jogo derradeiro por 102-87. Foi o último campeonato de Big O, que se aposentaria ao final daquela temporada, entristecido pela perda do título, é claro. Kareem tornou-se estrela solitária na franquia de Wisconsin, que na ocasião jogava pela Conferência Oeste. Não aguentou o tranco. Jogou apenas mais um campeonato com o Bucks e foi para Los Angeles para trajar-se com a camisa 33 do Lakers. Foram mais três anos de seca; nem em final da liga Kareem conseguiu levar o Lakers.

Foi então que Earvin Johnson Jr chegou a Los Angeles.

O Lakers fez a segunda melhor campanha daquela temporada com um recorde de 60-22, atrás apenas do Boston, que marcou 61-21. Por conta de ter sido o melhor do Oeste, o Lakers já entrou direto nas semifinais da conferência (era assim que funcionava naquela época). Pegou o Phoenix e venceu o confronto por 4-1. Na final do Oeste, bateu o Seattle (atual Oklahoma City) pelo mesmo marcador. Do outro lado, o Philadelphia de Dr J, Darryl Dawkins, Mo Cheeks (auxiliar de Scott Brooks no OKC) e Lionel Hollins (técnico do Memphis) dobrou o Boston do também novato Larry Bird, Cedric Maxwell, David Cowens, Nate Archibald e do já veterano Pete Maravich por 4-1. Com isso, foi à final da NBA.

No primeiro jogo do “NBA Finals”, em LA, o Lakers fez 109-102. Kareem anotou 33 pontos. No segundo, também na Califórnia, o Sixers venceu: 107-104. Kareem cravou 38 insuficientes pontos. A série mudou-se então para a Pensilvânia e no primeiro jogo em terra estranha o Lakers recuperou o mando de quadra a bater o Phillies por 111-101. Kareem fez 33 pontos. Veio o jogo cinco e o Sixers empatou o confronto em 2-2 ao bater o Lakers por 105-102. Kareem estabeleceu 23 pontos e foi superado por Magic, com 28. O confronto voltou para a Califórnia e no jogo cinco o Lakers pulou à frente em 3-2 vencendo a contenda no inesquecível Forum de Inglewood por 108-103. Kareem marcou nada menos do que 40 pontos e acumulava média de 33,4 pontos por jogo nas finais.

Aconteceu, então, o que ninguém esperava: Kareem torceu o tornozelo durante a partida. Saiu de quadra por alguns minutos, mas voltou no último quarto, quando marcou 14 pontos. O preço disso tudo, todavia, foi cobrado no dia seguinte, quando o pivô do Lakers apresentou-se com o tornozelo do tamanho de uma bola de basquete. A sexta partida da série seria realizada dois dias depois na casa do adversário, uma sexta-feira à noite. Kareem ficou em Los Angeles e não viajou com o time. Não tinha a menor condição de colocar o pé no chão; quanto mais de jogar.

“Estávamos prestes a embarcar no voo para a Filadélfia quando fomos informados que Cap (como Kareem era chamado pelos companheiros) não viajaria”, contou Magic em seu livro “Minha Vida”. Paul Westhead, técnico do Lakers, chamou Earvin de lado, no aeroporto internacional de Los Angeles, e disse ao seu novato armador: “Vamos precisar de um pivô”. E Magic, sem titubear, disse ao treinador: “Não tem problema, joguei de pivô na universidade”. Westhead não tinha procurado Magic para dizer a ele que ele tinha que jogar de pivô. Westhead queria era dividir sua preocupação com Magic, que embora novato já era um líder do time e já dava mostras de seu alto QI de basquete. Mas Magic, sem vacilar, respondeu que jogaria de pivô.

Ao entrar no avião, Magic sentou-se na poltrona que era reservada para Kareem. A primeira do lado esquerdo da aeronave. Ela tinha mais espaço para que as longas pernas de Kareem não sofressem tanto. De repente, Magic levantou-se, virou-se para os apreensivos companheiros, que estavam mais atrás e disse: “Não tenham medo. E.J. está aqui”. Todos riram.

No dia seguinte, à noite, na quadra do Spectrum, os companheiros de Magic tiveram que engolir a risada debochada. Magic Johnson realizou talvez sua maior partida como jogador profissional na NBA. Com seus 42 pontos, 15 rebotes e sete assistências, conduziu o Lakers ao título na vitória de 123-107, calando o ginásio da Filadélfia.

Magic era assim. Jogava de amador, fazia um armador que arremessava, atuava de ala quando preciso, de ala de força (encerrou sua carreira no Lakers jogando nesta posição na temporada 1995-96) e até de pivô, como vimos.

Contei essa inesquecível e maravilhosa história uma vez mais pra dizer que LeBron James pode fazer isso que Magic fez. LBJ já atuou em todas as posições com a camisa do Cleveland e do Miami. Mas falta a LeBron exatamente uma partida como essa que Magic fez contra o Philadelphia na final de 1980. Ele ainda não o fez não porque não tenha condições técnicas e físicas para isso. King James ainda não fez uma partida dessas porque falta-lhe preparo mental. Depois de encolher-se em várias oportunidades nesta temporada em momentos decisivos de algumas partidas, LBJ começou a mudar o curso dessa história. De uns tempos até esta parte, o camisa 6 do Miami não tem se curvado ao peso da decisão, não tem se curvado à pressão que naturalmente recai sobre os grandes jogadores. Mas, como disse, em muitos momentos desta temporada ele “pipocou” nos finais de partidas e foi até alvo de caçoadas por parte de alguns jornalistas, muitos deles ex-jogadores, diga-se.

Kevin Durant jamais pipocou. Tony Parker também. Durant capitaneou o Oklahoma City a uma grande campanha. No final é que o time não suportou a correria do San Antonio e acabou cedendo seu primeiro posto ao time de Parker.

O francês fez uma temporada exemplar. Esqueçam os números. Nem vou dizer que ele teve médias de 18,3 pontos e 7,7 assistências. Nem vale a pena mencionar que o Parker ficou em quadra 32 minutos comandando o time enquanto Tim Duncan e Manu Ginobili descansavam a maior parte do tempo por causa da idade avançada. Nem vou dizer que ele chefiou uma trupe de garotos e deu-lhes confiança e experiência. E nem vou dizer que em muitos jogos decisivos, foi ele, e não Timmy e nem Manu, que levou a equipes às vitórias. Tony Parker jogou muito e em momento algum murchou ou fraquejou.

KD terminou sua terceira temporada como cestinha da NBA. Desta feita com exatos 28 pontos de média. Deu a impressão de que iria perder a disputa para Kobe Bryant. Mas não perdeu. Ao contrário de Parker, KD não tem um elenco de apoio onde se possam ler os nomes de Duncan e Ginobili. Seu elenco de apoio é mesmo um elenco de apoio, constituído por dois nomes que saltam aos olhos: Russell Westbrook e James Harden. Mas no OKC, quem dá as ordens é Durant. No OKC, quem tem sempre a missão de separar homens de meninos é exatamente KD. Seu fardo é muito mais pesado que o de Parker, que tem a comandá-lo um homem exigente e experiente, que moldou um time que pode entrar para a história da NBA sendo uma espécie de divisor de águas (e sobre isso eu falo mais pra frente). Gregg Popovich é muito mais técnico do que Scott Brooks, que está completando apenas sua quarta temporada. A expertise de Popovich, Brooks não tem. Por isso mesmo, muitas vezes é KD quem ajuda a resolver os problemas. Prato pronto no OKC não existe.

Por tudo isso, muito dividido entre Durant e Parker, eu acabei me decidindo por Kevin Durant. Pra mim ele foi o melhor jogador desta temporada regular. Parker foi o segundo melhor jogador. LeBron James? O terceiro. Ótima posição. Bronze para LBJ, mas ouro, de jeito nenhum.

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