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quarta-feira, 28 de maio de 2008 Sem categoria | 12:06

LAKERS VENCE E ESTÁ A UMA VITÓRIA DA FINAL DA NBA

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Lamar atropela Parker na disputa pelo rebote (Reuters)

Ah, fosse no Brasil e a última bola, arremessada por Brent Barry a 0.4 segundo do final da partida, estaria até agora rendendo pano pra manga. Da parte do San Antonio, claro.

Foi falta ou não foi?

Pra alguns sim, pra outros não.

Mas o fato é que o Spurs não usou isso, de forma alguma, para justificar a derrota de ontem (27/05) diante do Lakers por 93-91, que colocou o Los Angeles na frente na série em 3-1.

Mais ainda: o técnico Gregg Popovic foi enfático ao dizer que se fosse o árbitro também não teria marcado falta. Barry, protagonista principal da jogada, disse que esse tipo de falta não é marcado nos playoffs. “Talvez na fase de classificação”, disse ele.

Agora vem o mais interessante: Phil Jackson, técnico do Lakers, disse que teria apitado a infração se tivesse com o apito na boca.

Foi falta ou não foi?

Pra mim foi.

E se tivesse sido marcada, Barry teria batido dois lances livres e com o aproveitamento que estava tendo no jogo (terminou a partida com 23 pontos, tendo acertado os quatro lances livres que cobrou), poderia ter feito os dois arremessos e ter levado o jogo à prorrogação.

Poderia, eu disse, porque a gente não sabe. Barry poderia também ter errado um ou até mesmo os dois lances livres, pois a pressão era enorme naquele momento derradeiro.

O fato é que o Spurs não perdeu a partida por causa desta suposta falta. Perdeu porque Manu Ginobili, mais uma vez, foi ridículo.

Fez apenas sete pontos. Arremessou apenas oito bolas duplas – mostrando sua falta de agressividade na partida e de entrega à marcação -, tendo acertado apenas duas (25%). Nas triplas, uma em quatro tentativas (25%).

Mais uma vez, o Lakers controlou Gino e com isso ganhou a partida, como fez nos dois primeiros jogos do confronto.

Como eu disse no texto anterior, se o Los Angeles mantivesse seu volume ofensivo e segurasse o trio formado por Ginobili, Tim Duncan e Tony Parker abaixo dos 60 pontos (ontem eles marcaram juntos 59) venceria a quarta partida da série.

E venceu, impondo ao San Antonio sua primeira derrota em casa nestes playoffs.

Venceu também porque Kobe Bryant, mais uma vez, foi grande. Marcou 28 pontos e apanhou dez rebotes.

E principalmente porque Lamar Odom não se escondeu no momento crucial da partida.

Marcou oito dos últimos 12 pontos do Lakers (os outros quatro foram dois de Kobe e dois de Derek Fisher) e terminou a partida com 16 pontos e nove rebotes.

“Demos um grande passo”, admitiu Kobe depois do jogo.

Pra mim foi o definitivo.

O San Antonio não tem mais jogo, motivação e nem idade para reverter esta série.

Autor: Fábio Sormani Tags:

terça-feira, 27 de maio de 2008 Sem categoria | 12:38

McDYESS ANULA GARNETT E DETROIT IGUALA A SÉRIE

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Hamilton e McDyess celebram mais dois pontos no jogo de ontem (Reuters)

Alguém poderia imaginar que Antonio McDyess pudesse ser a estrela de qualquer um dos jogos do Detroit nestes playoffs?

Eu não.

Mas foi o que aconteceu ontem (26/05) na vitória do Pistons sobre o Boston por 94-75, triunfo que igualou a série em 2-2.

Acreditem, McDyess, 33 anos, foi um fenômeno.

Marcou 21 pontos (8-14, 57.1%) e apanhou 16 rebotes. Mas isso não foi o principal.

O mais importante foi que McDyess anulou Kevin Garnett. E sem ajuda. A marcação foi sempre no mano a mano. KG, pela primeira vez nestes playoffs, ficou completamente fora do jogo.

Tudo por obra do destino.

Rasheed Wallace, encarregado de marcar Garnett, teve problemas com as faltas logo no começo do jogo. Com isso, o técnico Flip Saunders passou a incumbência da marcação para McDyess.

E não podia ter sido melhor.

Garnett, principal jogador do Boston, tinha média de 24 pontos por partida nestas finais do Leste. Ontem, em 38 minutos em quadra, anotou 16. E com um desempenho medíocre nos arremessos: 6-16 (37.5%). Até então, o percentual de KG, é bom frisar, era de 52.1%.

“Estou muito orgulhoso dele”, disse Saunders sobre a performance de seu pivô. “Dyess fez tudo em quadra. Marcou em cima (Garnett), pegou rebotes ofensivos, defensivos, arremessou bem, atacou com precisão e defendeu muito bem”.

Como finalizou Saunders, “McDyess carregou o time nas costas”.

A contribuição moral do pivô ao anular Garnett foi o combustível que o Pistons precisava no jogo de ontem. Com KG praticamente fora de combate, houve uma euforia por parte dos jogadores do time da casa e uma depressão entre os adversários.

E a vitória assim foi construída.

O que mudou em McDyess?

Ele foi simples e direto: “Estou com o saco cheio de procurar desculpas para as nossas eliminações”.

O camisa 24 chegou a Detroit depois da temporada que o time foi campeão da NBA. De lá pra cá o Pistons perdeu a final do ano seguinte para o San Antonio e nos outros dois anos caiu diante do Miami e do Cleveland nas finais do Leste.

“Eu sei que estou quase que no fim da estrada”, constatou McDyess. “Sei que não são muitas as chances que aparecem. Por isso, não quero voltar aqui e dar mais desculpas”.

Ele quer ser campeão, está claro.

Mas a ficha começou a cair lentamente.

Na série contra o Philadelphia, McDyess esteve apagado: médias de sete pontos e cinco rebotes por partida. Na seguinte, diante do Orlando, melhorou pouca coisa: 8.2 pontos e 8.4 rebotes.

Agora, nas finais contra o Boston, mostra-se consistente e tem um double-double de média: 14.5 pontos e 10.8 rebotes.

A série está aberta, todos sabem.

Se McDyess mantiver esse desempenho, a chance do Detroit aumenta dramaticamente diante do Boston. Se voltar a jogar como na série contra o Sixers e Orlando, ela cai.

Como ele mesmo disse, a estrada está chegando ao fim. Em outras palavras, o trem está passando diante dele neste momento.

Resta saber se McDyess vai pegá-lo ou não.

Autor: Fábio Sormani Tags:

segunda-feira, 26 de maio de 2008 Sem categoria | 12:43

TURMA DA RAPA AJUDA, MAS GINOBILI FAZ SPURS VENCER

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Ginobili recebe cumprimentos dos companheiros: melhor em quadra (Reuters)

No texto passado, analisando a segunda vitória do Lakers sobre o San Antonio, escrevi que mesmo que Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili façam 75 pontos juntos por partida (quase que a média deles nestes playoffs) e o Spurs segure o Lakers abaixo de sua média de pontos (até então 109.2) seria difícil ganhar porque os demais texanos teriam que colaborar com pelo menos mais uns 25 pontos.

Mais uma vez ficou provado que o meu forte não é a matemática.

Com uma análise pouco profunda e distraída de minha parte, não percebi que no primeiro jogo a turma da rapa fez 27 pontos e no segundo, 39 – o que dava uma média de 33 pontos por partida, oito a mais do que o necessário previsto por mim.

Ou seja: os demais jogadores poderiam cumprir sim senhor o papel ofensivo deles, ao contrário do que eu imaginava.

Ontem (25/05), voltaram a mostrar que se pode confiar neles: fizeram 31 pontos.

O buraco, portanto, é mais embaixo.

Se o Lakers quiser passar pelo San Antonio, há que se controlar Duncan, Parker e Ginobili. Deixá-los com uma pontuação abaixo dos 60 pontos por jogo.

Quando o fez, ganhou; quando não, perdeu.

Na primeira partida da série, em Los Angeles, o trio de ouro texano marcou 58 pontos. Na segunda, 32.

Ontem, os três marcaram 72 pontos, sendo que 30 deles saíram das mãos precisas do argentino Ginobili.

Manu, aliás, beirou a perfeição no AT&T Center. Acertou nove de seus 15 arremessos duplos (60%!) e cinco dos setes triplos (71.4%!). Nos lances-livres, 100%: 7-7.

Só para se ter uma idéia, no primeiro jogo da série Gino marcou apenas 10 pontos, tendo um desempenho muito ruim nas bolas de dois (3-13, 23%) e três pontos (2-6, 33.3%).

No segundo, o argentino foi mais avarento ainda na pontuação: anotou apenas sete! Sua performance foi miserável nas bolas duplas fez 2-8 (25%) e nas triplas 0-4 (0%).

Somando-se os dois primeiros jogos, Ginobili acertou apenas cinco de seus 21 arremessos duplos (23.8%).

O que aconteceu para que Ginobili mudasse completamente seu desempenho em relação aos dois primeiros jogos?

“Fui mais agressivo”, disse Manu depois do jogo de ontem. “Nas duas partidas anteriores, estive lento em quadra. Joguei muito mal. Não sentia que era eu. Hoje (ontem), quando acertei meus primeiros arremessos, me senti bem e as coisas ficaram mais fáceis.”

O técnico Gregg Popovic destacou a agressividade de Gino: “Ele é um grande competidor. Tem o hábito de colocar muito sobre os seus ombros, pois tem grande confiança no que faz”.

Fabrício Oberto, o outro argentino do grupo, amicíssimo de Manu, disse depois do jogo: “Ele é incrível em 99.9% do jogo. Sabíamos que a qualquer momento ele voltaria a jogar o que sempre jogou”.

Mas não foi apenas “El Narigón” que esteve bem. Duncan e Parker também. Os dois juntos contribuíram com mais 42 pontos, que ajudaram a aniquilar o Lakers.

É Ginobili quem diz: “Sabemos que somos muito importantes para o time. Sabemos também que se conseguirmos jogar bem e de forma agressiva, contagiamos todo o grupo e conseguimos melhores resultados. Ficamos uma equipe totalmente diferente”, garantiu.

E ficam mesmo.

Phil Jackson não é bobo. Sabe disso. Não à toa tem um retrospecto de 40-0 quando inicia uma série vencendo – como aconteceu nesta.

Ele sabe que tem que controlar pelo menos um deles. E sabe também que seu time não pode ter um aproveitamento ofensivo tão baixo como teve ontem.

Kobe Bryant marcou 30 pontos (“É impossível parar Kobe”, disse Popovic), mas não dá para ele carregar o time nas costas o tempo todo.

Ontem, os outros quatro titulares, juntos, marcaram 33 pontos.

Assim não dá.

Este, aliás, é de fato o cenário que o San Antonio idealiza.

Autor: Fábio Sormani Tags:

domingo, 25 de maio de 2008 Sem categoria | 13:38

BOSTON MARCA BEM, MAS DETROIT ERROU DEMAIS

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Kevin Garnett (dir.) foi novamente o melhor jogador do Boston (Reuters)

Demorou seis jogos para ela chegar. Mas quando veio, foi em grande estilo.

E não foi contra qualquer time. Foi contra o poderoso Detroit, segunda melhor campanha da NBA nesta temporada, apontados por alguns (poucos) analistas como favorito ao título.

Uma vitória para embalar e encorpar.

Alguém ainda duvida que esse time pode vencer fora de casa?

Ninguém mais.

Aliás, ninguém deveria, porque durante a fase de classificação o Boston foi o time de melhor campanha na quadra estrangeira: 31-10.

Mas nos playoffs o time empacou.

Tinha virado um trauma. Os jogadores pareciam sem confiança jogando com o uniforme verde.

Mas ontem (24/05) tudo foi diferente. Dominou o Pistons do começo ao fim e fechou a partida com incontestáveis 94-80, retomando a dianteira na série (2-1) e recuperando a vantagem de quadra.

O que mudou para que o Celtics vencesse seu primeiro jogo fora de casa nestes playoffs?

Bem, o Detroit ajudou; e bastante.

É certo que a marcação do Boston foi muito boa; tudo bem. O time justificou o status de melhor defesa da nação nesta temporada.

Mas Chancey Billups, Rasheed Wallace, Rip Hamilton, Tayshaun Prince e Rodney Stuckey abusaram do direito de errar arremessos simples, fáceis de serem acertados.

Esses jogadores cometeram, como se costuma dizer no tênis, muitos erros não forçados. Sim, porque uma coisa é você errar um chute pressionado pela marcação, outra é errar desmarcado.

Vejamos:

1) Billups teve um desempenho de 2-10 nos arremessos de quadra (20%).

2) Prince: 2-12 (16.6%).

3) Sheed: 6-16 (37.5%) – um pouco melhor.

4) Hamilton: 8-20 (40%).

5) Stuckey: 4-14 (28.5%).

Estou contabilizando as bolas de dois e de três pontos.

Isso se refletiu, é claro, nos números da equipe, como um todo.

Vejamos:

1) Nas bolas duplas, o aproveitamento do Detroit foi de 38.4% (28-73);

2) Nas triplas, pior ainda: 7.7% (1-13).

Repito: não quero tirar os méritos defensivos do Celtics, mas que ontem os jogadores do Detroit estavam com a mão descalibrada, isso estavam.

E a performance negativa de Billups, capitão e melhor jogador do time, parece ter contagiado negativamente seus companheiros.

A dor muscular na perna direita voltou a incomodar. Ele estava com os nervos à flor da pelo depois da partida: “Não quero mais falar sobre isso (contusão)”, pediu.

Para piorar, a defesa do Detroit… “Ela foi horrível”, admitiu Lindsey Hunter.

Foi a noite do Boston; mas não foi, definitivamente, a noite do Detroit.

Autor: Fábio Sormani Tags:

sábado, 24 de maio de 2008 Sem categoria | 12:30

PESO DA IDADE OU LAKERS: O QUE É PIOR PARA O SPURS?

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Tim Duncan no chão: imagem do San Antonio contra o Lakers (Reuters)

Assim que o jogo acabou, um amigo mandou a seguinte mensagem para o meu celular: “Manda esse time pro asilo!”.

Ele, claro, se referia ao San Antonio.

A gozação não é só deste amigo, mas de quase todos. E nos EUA também.

Estaria de fato o Spurs entrando em declínio? A idade seria o maior obstáculo para o Spurs tentar seu quinto título na NBA?

Se levarmos em conta o que vimos ontem (23/05) em Los Angeles, pode ser que sim.

O fato é que o San Antonio é realmente um time envelhecido.

Dos jogadores que foram inscritos para os playoffs – 12 no total por equipe, conforme determina a NBA -, apenas dois têm menos de 30 anos: Tony Parker (26) e Ime Udoka (20).

Os outros dez são trintões, sendo que Robert Horry está mais para um quarentão, pois tem 37 e fará 38 em agosto. Brent Barry e Bruce Bowen estão com 36, mas Bowen completa 37 em junho. Michael Finley e Kurt Thomas têm 35.

E Tim Duncan e Manu Ginobili? 32 e 31 anos, respectivamente.

Alguém pode dizer que se somarmos a idade dos três – o sustentáculo do time – teremos 29.6 anos de média.

Abaixo dos 30, portanto.

É, mas um time não se faz apenas de três jogadores. E os demais?

Nesta série contra o Lakers, os outros têm que ajudar – e muito.

Terão pernas para isso?

Vão precisar defender e atacar. Transição o tempo todo. Isso porque, todos sabemos, na fase de classificação a intensidade do jogo é uma, nos playoffs, é outra. O jogo é mais físico, todos dizem – e é verdade. Exige-se demais do corpo.

Portanto, neste momento, se o grupo não tiver pulmão, fica difícil; fica para trás.

Como segurar o Lakers? O time tem uma média de idade de 27.4 anos; o quinteto titular tem 28.8.

Dos inscritos para esses playoffs, apenas Derek Fisher e Ira Newble – que nem é utilizado – têm mais de 30 anos.

Diferença considerável de idade.

E tem mais: o Lakers tem uma média de 109.2 pontos por jogo nestes playoffs. Para você ganhar uma partida deles tem que deixá-los, teoricamente, abaixo da casa dos 100 pontos. Teoricamente, eu disse, porque no jogo anterior o San Antonio concedeu ao Lakers 89 pontos e mesmo assim perdeu a partida.

(Digamos que o time não tinha descansado o suficiente depois da série contra o New Orleans e ainda por cima teve de ficar uma noite em claro no aeroporto esperando arrumar o avião que os levaria a LA; vamos dar esse desconto.)

Esqueçamos, pois, o primeiro jogo, foi atípico, vamos pensar assim.

Projetemos o cenário ideal para as próximas partidas, com os jogadores texanos conseguindo escantear o peso da idade e das pernas. Suponhamos que o time consiga fazer o Lakers pontuar abaixo dos cem pontos por partida.

E vamos pensar num outro cenário – este mais ideal ainda – para os próximos jogos: Timmy, Manu e Tony fazendo uma média de 25 pontos cada, o que dá um total de 75 – estou exagerando um pouco, porque a média deles nos playoffs é de pouco mais de 20 por partida. Pergunto: quem fará os outros 25 pontos que a equipe vai precisar para vencer o Lakers?

Quem?

Isso nos levar a crer que o problema do San Antonio não é apenas de falta de pernas, fruto do peso da idade.

É falta de jogo também.

Estaria uma coisa está ligada com a outra?

Creio que sim.

Vocês se lembram quando eu disse no texto sobre o jogo passado que o Lakers poderia estar ligeiramente enferrujado e por isso proporcionou ao San Antonio uma vantagem de 20 pontos? Pois é, faltavam pouco mais de cinco minutos para terminar o terceiro quarto e o Spurs vencia a partida por 65-45.

De lá para cá, considerando-se o jogo de ontem também, o Lakers enfiou 145-91. E limitou o San Antonio a 31.1% de acerto nos seus arremessos.

Terrível!

Esperava, já disse, muito mais do San Antonio. Parece que minha cara parte-se a cada jogo que passa.

Autor: Fábio Sormani Tags:

sexta-feira, 23 de maio de 2008 Sem categoria | 12:42

ACONTECEU O QUE MUITOS ESPERAVAM: DETROIT VENCE EM BOSTON

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Billups, positivamente o melhor jogador do Detroit Piston (Foto AP)

Agora o Celtics vai ter que vencer fora de casa. Até ontem (22/05), isso não era preciso; bastava ao time ganhar seus jogos em Boston e pronto: seria campeão da NBA, o que não acontece desde 1985.

Mas o Detroit tratou de estragar os planos de Doc Rivers, Kevin Garnett, Paul Pierce, Ray Allen e companhia. Venceu espetacularmente por 103-97, fazendo o que muitos – talvez a maioria – esperavam que fosse de fato acontecer a qualquer momento: impuseram a primeira derrota ao Celtics dentro de seu TD Banknorth Garden.

A partir de agora, o Boston terá dois adversários pela frente: o Pistons e o psicológico.

Como os jogadores vão reagir ao fato de que não venceram até agora nenhuma partida fora de casa nesses playoffs?

Pierce, na coletiva pós-jogo, pelo menos aparentemente, não se mostrou preocupado. “Não acho que isso vai realmente nos incomodar”, garantiu ele.

Será?

Garnett teve comportamento diferente. Disse ele: “A gente vai ter que encontrar um jeito de ganhar fora de casa”.

Não vai ser fácil.

O Boston é o time de pior campanha entre os quatro semifinalistas no geral e também quando atua na quadra estrangeira. Neste caso, jogou seis partidas e perdeu todas.

Pra piorar, o Detroit tem um desempenho de 5-1 no The Palace of Auburn Hills. A única derrota foi imposta pelo Philadelphia na primeira partida desses playoffs.

É nisso que o Boston se agarra. Se o frágil Sixers venceu em Michigan, por que a gente não pode ganhar também?

Claro que pode.

O Celtics, aliás, venceu um jogo em Detroit na temporada regular, em 5 de janeiro passado, por 92-85.

Pode perfeitamente repetir a dose.

Mas terá que fazer alguns ajustes em sua equipe.

Voltar a defender com agressividade é um deles – talvez o único e necessário.

Nos quatro jogos entre os dois times nesta temporada, em nenhum deles o Pistons conseguiu chegar à casa dos 90 pontos. Ontem, ultrapassou com sobra: fez 103.

A marcação frouxa permitiu que o Detroit tivesse um aproveitamento de 49.3% (35-71) de seus arremessos duplos e acertasse cinco de seus dez arremessos triplos (50%).

Tal conforto possibilitou outro bálsamo: os arremessos de lance-livre. Confiante, o Detroit cobrou 32 e acertou 28 (87.5%).

O Boston não encontrou antídoto para os armadores do adversário, que juntos marcaram 61 dos 103 pontos da equipe. Ou seja: quase 60%.

Chancey Billups voltou ao seu normal depois de um apagado primeiro confronto. Ontem marcou 19 pontos e deu sete assistências. Rip Hamilton anotou 25. O veterano Lindsey Hunter marcou quatro. Mas o melhor ficou por conta do novato Rodney Stuckey, que fez 13, dez deles no segundo tempo.

Coach Rivers mostrou-se desapontado com o desempenho defensivo da equipe. “Quando você faz 97 pontos e acerta 49% de seus arremessos, normalmente você ganha o jogo, mas a nossa defesa, hoje, não nos deixou ganhar a partida”, lamentou ele.

Doc tem razão. Ofensivamente o time foi muito bem. Sua tríade dourada de atacantes fez 75 dos 97 pontos da equipe, assim distribuídos: Pierce 26, Garnett e Allen 25 cada um. Em percentual, 77.3% da pontuação.

E quando os três têm esse volume de jogo ofensivo, o Boston não perde. Quer dizer, perde se a defesa for frágil.

E foi o que aconteceu.

A série agora está empatada em 1-1. As duas próximas partidas, como foi dito, serão em Detroit. Lá, a torcida é tão fanática quanto a do Utah.

LeBron James já reclamou disso.

Hamilton concorda: “Nós temos a melhor torcida da NBA. Resta-nos fazer a nossa parte dentro de quadra”.

Competência o time tem para isso.

Autor: Fábio Sormani Tags:

quinta-feira, 22 de maio de 2008 Sem categoria | 13:10

KOBE ACORDA NO SEGUNDO TEMPO E LAKERS FAZ 1-0

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Kobe teve dificuldades com a marcação de Bowen (Foto Reuters)

O jogo de ontem (21/05) foi uma amostra clara de como será a série entre Lakers e San Antonio: disputadíssima.

Com a vitória por 89-85, o Los Angeles abriu 1-0 na final do Oeste. E pelo que vimos acho que ela não termina antes da sétima partida.

Foi, sem dúvida, a maior virada do Lakers nesta temporada. Lembrou, e muito, o quarto jogo da decisão do Oeste contra o Sacramento, em 2002 (último título da franquia), quando o time também perdia por duas dezenas de pontos e venceu por 100-99 com uma bola milagrosa de três do ala Robert Horry no último segundo.

A derrota para o Spurs foi dura. O técnico Gregg Popovich, depois da partida, devastado, declarou: “Nós tivemos uma grande oportunidade e não soubemos tirar proveito disso. Foi um baque para nós”.

O San Antonio fez um grande jogo. Só não conseguiu fechá-lo. Pecou no final.

Talvez isso tenha ocorrido por causa do cansaço. Os texanos passaram uma noite em claro no aeroporto de New Orleans porque o avião que o levaria direto para LA quebrou.

Mas o armador Tony Parker não quis enveredar por este caminho: “Não quero dar qualquer desculpa. Estávamos em forma”.

Mas o fato é que o time teve apenas um dia para repousar. E praticamente sem treinar quase que aprontou pra cima do Lakers.

Vejam: os californianos, nestes playoffs, estavam com uma média de 112.1 pontos por jogo; o Spurs subtraiu 23. Kobe tinha média de 33.3 pontos por partida; ontem fechou com 27.

Como disse, faltou o fecho.

Duas questões ficaram:

1) Se o San Antonio tivesse descansado, teria vencido?

2) Como aconteceu com o Detroit na terça, o Lakers não estava meio que enferrujado, sem ritmo de jogo, por isso a dificuldade?

O técnico Phil Jackson justificou o obstáculo inicial de outra maneira. Sabe como? Pelo fato de a partida ter começado às 18h e não às 19h30, como habitualmente acontece.

Disse Phil Jackson: “Eu falei aos jogadores que eles não iriam acordar até o relógio marcar 7h45. Eles foram afortunados em ganhar a partida”.

Riu depois da declaração, dando a entender que estava brincando. Só pode ter brincado mesmo.

Falando sério, de qualquer maneira, as duas questões propostas a gente só vai conseguir responder com o passar do tempo.

Mas uma coisa ficou clara: Kobe Bryant não esteve no melhor de seu desempenho. Fez apenas dois pontos no primeiro tempo e 25 no segundo, numa mostra claro de seu desequilíbrio.

O camisa 24 esteve com a mão gelada em todo o primeiro período da partida. Começou devagar o segundo tempo, mas depois entrou em forma.

Até então, o San Antonio mandava na partida.

Chegou a abrir uma vantagem de 20 pontos (65-45) com 6:06 minutos de bola pingando no terceiro quarto, tendo feito uma corrida de 14-2 (51-43 foi o placar do primeiro tempo).

Deste ponto em diante o Lakers mudou o cenário. Nos 5:54 minutos restantes deste penúltimo período, Kobe marcou nove pontos, deu quatro assistências e liderou a equipe que marcou 20-7 e baixou a diferença para sete pontos: 72-65.

Os texanos conseguiram sustentar a liderança até 2:42 do fim do jogo, quando o Los Angeles, com dois lances-livres marcados por Bryant, passou à frente pela primeira vez em 83-81.

Não perdeu mais o controle do jogo para loucura dos 18.997 torcedores que lotaram o Staples Center.

O segundo jogo da série está marcado para amanhã.

Vamos ver como os dois times vão se portar. A partir daí vai dar para a gente ter uma melhor idéia sobre o que aconteceu ontem em Los Angeles.

Autor: Fábio Sormani Tags:

quarta-feira, 21 de maio de 2008 Sem categoria | 19:47

COM O “DRAFT” 1, CHICAGO TEM QUE SER INTELIGENTE

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Deu zebra na loteria do “draft”.

Com apenas 1.7% de chance de ficar com a primeira escolha, o Chicago acabou na frente de todos.

Sem técnico e sem rumo, o Bulls pode agora começar a reconstruir a franquia.

Dois são os jogadores cotados para serem a primeira escolha: o armador Derrick Rose (Memphis), que nasceu em Chicago, excelente com a bola nas mãos e líder nato, e Michael Beasley (Kansas), ala/pivô que é uma máquina de fazer pontos.

Qual dos dois o Chicago vai escolher?

Talvez nenhum.

Isso porque o Bulls é a equipe mais jovem da NBA. John Paxson, gerente geral da franquia de Illinois, ex-jogador do próprio time, pode fazer uma troca.

Ao mesmo tempo, Paxson, que também era armador, está impressionado com as qualidades de Rose (em foto acima da AP). Compara-o a Chris Paul. Imagina Rose fazendo no Chicago o que CP3 fez no New Orleans.

O que eu acho?

Se for para conseguir alguém de peso, bom de bola, que defina jogos e, principalmente, campeonatos, vale a troca.

Caso contrário, pega-se mais um moleque e deixa o time amadurecer.

Que o Chicago não faça besteiras do tipo trocar por Jason Kidds e Shaquille O’Neals da vida.

Autor: Fábio Sormani Tags:

Sem categoria | 18:59

ESPANHOL CHEGA BOTANDO ORDEM NA CASA

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Moncho Monsalve acabou de convocar a seleção brasileira que começa a se preparar para o Pré-Olímpico de Atenas, de 14 a 20 de julho. Confira a lista completa! Nenhuma surpresa.

Nem poderia haver; afinal, não temos tantos jogadores assim para ficarmos discutindo este ou aquele que ficou de fora.

Seria muito bom se isso pudesse acontecer. Mas faltam, infelizmente, jogadores, principalmente na posição três, a ala.

O que eu gostei, mesmo, foi que o espanhol chegou batendo o pau na mesa: aqui quem manda sou eu e não tolero indisciplina.

O recado ficou claro com a exclusão de Nezinho e Marquinhos. Os dois jogadores aprontaram no Pré de Las Vegas, no ano passado.

Marquinhos, ao voltar antecipadamente ao Brasil por causa de uma contusão, detonou todo mundo, enquanto que o “craque” Nezinho se recusou a entrar num jogo contra o Uruguai que estava terminando.

Ótimo, é assim que tem que ser.

Lugar de mascarado é na rua.

Basquete é jogo de equipe; não tem lugar para egocentrismos.

Autor: Fábio Sormani Tags:

Sem categoria | 13:12

BILLUPS ANDA EM QUADRA E BOSTON VENCE DETROIT

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Kevin Garnett liderou o Boston contra o Detroit (Foto Reuters)

O negócio é o seguinte: se Chancey Billups puder jogar esta série pra valer, ela será equilibrada. Se ele andar em quadra, como aconteceu ontem (20/05), o Boston chegará à final da NBA sem grande transtorno.

Capitão e melhor jogador do Pistons, Billups viu-se contido por resquícios de uma contusão muscular em sua perna direita, que o deixou longe da bola por 13 dias. Resultado: foi apenas um arremedo daquele jogador portentoso que nós estamos acostumados a ver.

Jogou sem agressividade nos 31 minutos em que se movimentou pelo piso Red Auerbach e o Detroit acabou batido por 88-79.

Billups arremessou apenas seis bolas contra a cesta do Boston e bateu só quatro lances-livres. Terminou a partida com míseros nove pontos, quando sua média na temporada regular foi de 17.

Além disso, foi avarento nas assistências: deu apenas duas.

Depois do jogo, Billups disse: “Eu me senti bem. Foi bom ter voltado. Obviamente, não pude mostrar toda a minha agressividade. Mas eu me senti bem e estou feliz por ter jogado novamente. Sinto que vou melhorar ainda mais e que o nosso time vai longe”.

É o que os torcedores do Detroit esperam – e os que torcem contra o Boston também.

Em contrapartida, Kevin Garnett jogou pra burro. Voou em quadra.

Seus números: 26 pontos (11-17), nove rebotes, quatro assistências e dois tocos em 38 minutos.

Foi o principal jogador do Celtics, responsável direto pela permanência da invencibilidade do time em seu TD Banknorth Garden: 9-0 nos playoffs e 15-0 no geral somando-se também os jogos finais da fase de classificação.

O Boston ganhou o embate de ontem na defesa. Mostrou mais uma vez por que tem a melhor zaga da competição.

Limitou o Detroit a apenas 42.4% de seus arremessos duplos (28-66) – enquanto o Celtics fez 52.2% (36-69) – e a 36.4% nos triplos (4-11).

Mas foi no terceiro quarto que o jogo se resolveu. O time fez 28-17, ampliou a vantagem que era de apenas um ponto no intervalo (41-40) para 12 e não mais perdeu o controle da partida.

E tem que ser assim mesmo se o Celtics quiser chegar à final da NBA. Como o técnico Doc Rivers costuma dizer, não se pode baixar a guarda diante do Pistons.

Antes do jogo de ontem, o debate no Leste era: quem vai levar vantagem, o time descansado ou a equipe que vem no embalo dos jogos?

A segunda alternativa venceu.

O Detroit vinha de um descanso de dez dias, enquanto que o Boston teve apenas um para repousar depois de uma batalha árdua diante do Cleveland, que só foi resolvida no jogo sete. Aliás, no confronto anterior, contra o Atlanta, o Celtics também precisou de sete partidas para eliminar o time da Georgia.

O Boston fez 15 partidas nestes playoffs. Mais do que qualquer outro time.

“Não podemos pensar em cansaço neste momento”, determinou Garnett.

Por outro lado, o armador Lindsey Hunter, do Pistons, disse que o time se sentiu como se estivesse enferrujado. Flip Saunders, o técnico, discordou: “Acontece que cometemos muitos erros mentais”.

Mas erros mentais são frutos também da inatividade.

Pat Riley, ex-técnico do Miami, quatro títulos com o Lakers e um com o Heat, costuma dizer para seus jogadores nos momentos críticos: “Ajam, não pensem”.

Exatamente.

Enferrujado, como disse Hunter, o Detroit não teve como reagir.

Autor: Fábio Sormani Tags:

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