LEBRON JAMES É O MAIS FORTE CANDIDATO NA CORRIDA PELO MVP DA TEMPORADA
Vi o Miami vencer com relativa facilidade o Sacramento ontem à noite. Placar final: 120-108.
Dwyane Wade foi a estrela da noite com 30 pontos (11-16, 68,7%). Deu ainda dez assistências, que completaram seu “double-double”.
LeBron James anotou 18 tentos (7-11, 63,6%). Foram oitos os seus passes corretos que redundaram em cesta. O mais empolgante dele foi um lançamento à la Gerson, o canhotinha de ouro, que na Copa de 1970 no México deixou Pelé e Jairzinho várias vezes na cara do gol. Esse lançamento de LBJ foi do campo do Miami, uma ponte-aérea espetacular (veja vídeo).
Assim como Gérson, os passes de LBJ são milimétricos. Ele tem se especializado nisso. Aliás, é uma de suas qualidades também, ao lado de tocos e desarmes.
Há que se ter força, visão de jogo e habilidade para que esses lançamentos sejam corretos.
É bem verdade que LeBron, sem D-Wade, fica um pouco desnorteado. A gente já discutiu isso no começo desta temporada, quando LBJ negou fogo em finais de algumas partidas.
Mas não há como fechar os olhos para o que LBJ vem fazendo neste campeonato. Aliás, parece que tudo está do jeito que todos querem em Miami: há um mutismo por parte da mídia em relação ao Heat, o que acaba por tirar a pressão da equipe e dos jogadores — entre eles LBJ.
Falo de LeBron porque quero falar da briga para o prêmio de MVP desta temporada. Pra mim, até o momento, LeBron está na frente, mas ele tem a concorrência de Kobe Bryant e Kevin Durant.
Quem vencerá esta corrida quando a fase de classificação acabar?
LBJ, além de apresentar números consistentes (27,6 pontos [55.0%, terceiro colocado na tábua dos artilheiros do campeonato], 8,1 rebotes e 6,8 assistências), é um jogador mais maduro hoje em dia. Acabou como cestinha do Heat e do jogo em 20 das 33 partidas que o time disputou até o momento, lembrando que ele perdeu apenas uma contenda nesta temporada.
Sua força física o torna difícil de ser contido pelos marcadores. Está jogando uma bola lascada de redonda e aparece com qualidade em quase todos os fundamentos durante a partida.
Kobe se destaca mais pela pontuação. Tem exatos 29 pontos (44,3%) de média nesta temporada, mas não tem jogado no mesmo nível de LeBron. Tem uma média de quase quatro erros cometidos por confronto disputado, inferior apenas ao campeonato 2005/06, quando o time fez uma campanha apagada (45-37 – 54,8%), classificando-se em sétimo lugar para os playoffs e caindo na primeira rodada diante do Phoenix.
A situação atual parece muito semelhante: o Lakers é o atual quinto colocado no Oeste e tem um desempenho de 19-13 (59,4%). Nem de longe lembra o time que quase sempre atemoriza os oponentes.
Por isso, mesmo com Kobe sendo o cestinha da competição e tendo ultrapassado a barreira dos 40 pontos em quatro oportunidades seguidas neste torneio, ele está longe, neste momento, de LeBron numa disputa para se apurar o MVP da temporada.
LBJ, ao contrário, comanda ao lado de D-Wade simplesmente o melhor time do atual campeonato. O Miami tem um recorde de 26-7 (78,8%) e só é melhor que o Oklahoma City Thunder porque fez um jogo a mais e venceu. O OKC tem um recorde de 25-7 (78,1%).
Por conta disso, eu acho que Kevin Durant é o grande adversário de LeBron neste instante da competição.
KD (foto AP) é o vice-cestinha do torneio com uma média de 27,7 pontos (51,6%) por partida. Ultrapassou a barreira dos 50 pontos pela primeira vez na carreira no jogo em que o Thunder bateu o Denver, na prorrogação, por 124-118. Durant anotou nada menos do que 51 pontos (19-28 – 67,8%). Tem ainda 8,2 rebotes de média nesta temporada e assim como LBJ é um jogador de múltiplas funções em quadra.
Durant só não se destaca mais porque a mídia deve achar Oklahoma City um lugar no meio do nada. Eu mesmo, há alguns dias, já me penitenciei por não olhar com mais carinho para KD.
E aqui reside outro problema em relação ao jogador do Thunder: ele não tem o carisma de LeBron e nem de Kobe. Está mais para Tim Duncan.
Mas isso não irá subtrair, espero, votos dos jornalistas quando o melhor jogador da temporada for escolhido.
RODADA
O turno de ontem à noite na NBA foi fraco. Além da vitória do Miami sobre o Sacramento, o resultado que chamou a atenção foi a goleada que o Portland impôs ao San Antonio: 137-97. Isso mesmo, nem precisa de calculadora pra vermos que a diferença foi de 40 pontos.
O SAS jogou sem quatro de seus principais jogadores: Tim Duncan, Tony Parker (poupados), Tiago Spliter e Manu Ginobili (lesionados). Isso explicou por que o Blazers folgou tanto na partida e consequentemente no marcador.
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