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domingo, 12 de outubro de 2008 Sem categoria | 11:49

NBA VOLTA ÀS ORIGENS

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Se o futebol é o esporte número um do planeta, o basquete da NBA está no topo quando o assunto é criatividade. Ontem, em Palm Springs, no deserto californiano, uma partida foi disputada a céu aberto depois de 36 anos. Denver e Phoenix se encontraram em uma quadra montada no complexo de Indian Wells Tennis Garden. Foi uma espécie de volta às origens.

Sim, porque todos os jogadores norte-americanos deram seus primeiros passos em um playground de uma das grandes cidades dos EUA ou em quadras montadas na praia ou no campo. Ou então fizeram seus primeiros arremessos e jogaram um 21 em uma tabela pregada acima da garagem ou no quintal de suas casas.

Mas isso é coisa do passado; pelo menos para as estrelas da NBA. Hoje a realidade é outra e o basquete rústico foi trocado pelo profissional. Hoje não se joga mais ao relento, joga-se em modernos e confortáveis ginásios climatizados.

E os milionários jogadores da NBA deixaram claro que se fossem encarar um time de um dos playgrounds do Brooklyn, em Nova York, ou uma equipe de Venice Beach, na Califórnia, levariam uma surra. Eles não sabem mais jogar o basquete de rua.

A partida foi vencida pelo Denver por um placar modesto: 77-72. O vento interferiu demais nos arremessos dos jogadores, pois apenas três dos 27 lançamentos triplos foram corretos.

“O vento atrapalhava até os passes”, reclamou Anthony Carter, armador do Denver.

Os jogadores tiveram 48 minutos para se adaptarem às circunstâncias da partida, mas não conseguiram. “A bola estava escorregadia e isso explica o baixo rendimento nos arremessos”, justificou o técnico George Karl, do Denver. “De qualquer maneira, curti a idéia. Da próxima vez, poderíamos começar o jogo às 17h ao invés das 19h30″.

Se os atletas sofreram com a partida ao relento, os torcedores curtiram a valer. Eles compraram todos os 16.236 ingressos disponíveis, mas tiveram de trocar a cerveja gelada pelo copo de chocolate quente.

Sim, porque os termômetros marcavam 15 graus. Para evitar um refriado ou uma gripe — ou mesmo doenças decorrentes –, os jogadores que estavam no banco e principalmente os que deixavam a quadra, suados, tinham que colocar toalhas quentes na cabeça para combater a baixa temperatura. Sem contar os agasalhos

O campeonato não será disputado nestas circunstâncias. O que aconteceu ontem à noite em Indian Wells foi apenas um evento criado pela NBA para chamar a atenção de todos. E a entidade conseguiu o que queria.

O resultado e o desempenho dos jogadores realmente não contou. A festa esteve em primeiro lugar, sempre.

Amaré Stoudemire, do lado do Phoenix, e Allen Iverson e Carmelo Anthony, pelo Denver, não jogaram. Estavam contundidos. Mas ninguém sentiu falta de três das principais estrelas dos dois times. O barato, como disse, era o jogo a céu aberto.

O Brasil esteve na festa. Nenê fez sua segunda partida com a camisa 31 do Denver. Jogou 20 minutos, tempo para marcar dez pontos, apanhar sete rebotes, roubar duas bolas e anular Shaquille O´Neal, que anotou apenas dois míseros pontinhos para o Phoenix, mas apanhou o mesmo número de rebotes do são-carlense.

Esse detalhe do jogo, para nós, importou.

Nenê parece estar realmente em forma. E sua saúde, felizmente, está nota dez!

Autor: Caio Caprioli Tags:

terça-feira, 30 de setembro de 2008 Sem categoria | 15:30

Olá, mundo!

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