A DEFINIÇÃO DO TIME BRASILEIRO E O FUTURO DA EQUIPE EM LONDRES
Bem, o técnico Rubén Magnano definiu os 12 jogadores que irão a Londres. Depois do que vimos no torneio de São Carlos e nos dois Super 4, de Buenos Aires e Foz do Iguaçu, não ficou difícil concluir que Augusto Lima seria mesmo o cortado. Com isso, Caio Torres ficou no grupo olímpico.
O time brasileiro ficou assim, com as respectivas numerações:
4 – Marcelinho Machado
5 – Raulzinho Neto
6 – Caio Torres
7 – Larry Taylor
8 – Alex Garcia
9- Marcelinho Huertas
10 – Leandrinho Barbosa
11 – Anderson Varejão
12 – Guilherme Giovannoni
13 – Nenê Hilário
14 – Marquinhos Vieira
15 – Tiago Splitter
A opção por Caio Torres (foto CBB) é facilmente explicada: como não temos jogadores talentosos, do calibre dos norte-americanos, jogadores talentosos e fortes, altos, com boa impulsão, de modo a reunir o que se tem de melhor abrindo mão do aspecto físico, por não sermos assim, vamos dançar conforme a velha música, que manda colocar em quadra armadores, alas e pivôs. Os norte-americanos podem se dar ao luxo de levar apenas um pivô (Tyson Chandler), improvisando jogadores altos, forte e habilidosos na posição, entre eles LeBron James e Carmelo Anthony.
Nós não temos jogadores assim. Desta forma, numa Olimpíada, onde o confronto com escolas europeias vai exigir demais do garrafão, não havia mesmo como Magnano abrir mão de Caio Torres e deixar Augusto Lima, um ala de força, mas não tão corpulento quanto Torres, no grupo olímpico. E num possível embate contra a Argentina, podemos machucá-los exatamente neste setor.
De resto, nenhuma surpresa; ao contrário: alívio. Sim, pois ao entregar a camisa 14 a Marquinhos Vieira, Magnano deixa claro que a contusão do jogador não deverá tirá-lo dos Jogos de Londres.
O time está pronto. A meu ver será este:
9 – Marcelinho Huertas
8 – Alex Garcia
14 – Marquinhos Vieira
11 – Anderson Varejão
13 – Nenê Hilário
A rotação será feita com Raulzinho/Larry, Leandrinho, Machado, Giovannoni e Splitter. Caio, embora no grupo, creio será o jogador menos aproveitado. Isso porque Magnano irá rodiziar Nenê, Varejão, Splitter e Giovannoni no garrafão brasileiro. Se houver problema com as faltas, Caio entrará em ação.
LB (foto CBB) vindo do banco, já disse aqui, é uma ótima opção. Ele funciona melhor assim. Além disso, por não ter na defesa seu forte, não pode entrar como titular. E mais: se titular for, isso significa Marquinhos no banco. E isso, a meu ver, não tem cabimento, pois Marquinhos, além de ser importante nas bolas longas (fará o papel de LB), é alto (2,07m) e ajuda nos rebotes. E marca melhor que Barbosa. Desta forma, quando LB entrar em quadra, vai ser para esparramar o time e bagunçar a defesa adversária com seu jogo veloz (não à toa foi apelidado de “The Blur” pelos norte-americanos) e também com seus arremessos atrás da linha dos três.
O grande problema é o reserva de Huertas. O Brasil, infelizmente, ainda não tem esse jogador. Raulzinho é ainda imaturo e, por isso mesmo, oscila muito numa partida. Larry fez apenas um bom jogo nos três torneios disputados. O fato de ter sido exatamente contra a Argentina, no entanto, nos dá esperança. Se ele reprisar nas Olimpíadas o que fez diante dos gringos, Huertas poderá descansar um pouco mais.
IMPERDÍVEL
O próximo passo do nosso selecionado é o jogo contra os EUA. Será em Washington, casa de Nenê Hilário, nesta segunda-feira, 21h de Brasília. O SporTV anuncia a transmissão da contenda.
Por favor, não vamos nos iludir e achar que nosso selecionado vai ganhar. Temos apenas que torcer para que não seja uma lavada, como aconteceu contra a República Dominicana na última quinta-feira.
A lógica manda que assim seja; a menos que o Brasil se vista de Nigéria e surpreenda a tudo e a todos. E mais: atingir o ápice agora não é bom negócio. Temos que bater de frente com os EUA num nível elevado em Londres. E tomara que isso aconteça na semi ou na final olímpica.
Já pensaram?
MOÇAS
Nossas meninas também jogarão na capital dos EUA contra a seleção norte-americana. O jogo será às 18h30 de Brasília. O SporTV também anuncia a transmissão.
Infelizmente, não dá para se esperar muito do nosso time de saias. O feminino brasileiro passa por um processo de transição. E, lamentavelmente, em algumas posições não há peças de reposição, especialmente na armação. Adrianinha Moisés, que havia se retirado da seleção, teve que voltar às pressas.
E, pra piorar, Hortência Marcari, nossa diretora de seleções, fala em naturalizar uma norte-americana para a posição. Triste. O certo seria investir na base e não apelar para esse paliativo.
PROBLEMAS
Luis Scola saiu contundido no confronto contra o Brasil em Foz do Iguaçu. O problema é no joelho direito. Dores internas. Os doutores argentinos disseram que vão esperar alguns dias para fazer o exame de ressonância magnética. Isso, segundo eles, é um bom sinal.
Outro drama para os argentinos é Carlos Delfino. O ala está na Itália acompanhando o nascimento de seu filho. Mas o problema mesmo é com o seguro. Até agora a confederação argentina não resolveu a questão e “El Lancha” não tem participação garantida em Londres. Os dirigentes da entidade, no entanto, garantiram que nesta semana que entra tudo será resolvido.
FELICIDADE
Ontem Pablo Prigioni foi apresentado oficialmente como jogador do New York Knicks. Chegou falando em inglês e, nesse ponto, foi aprovado. Achei muito esquisita a contratação de Prigioni num time que já tem Jason Kidd e deverá renovar com Jeremy Lin. A menos que Prigioni e J-Kidd se rodiziem em quadra e nos ensinamentos a Lin.
Sim, acho que deve ser isso.
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1 Marcelo Augusto 14/07/2012 13:32
Oi Sormani, pelo que vi ontem no final do dia Lin acertou com o Houston. Abs.
Fábio Sormani 14/07/2012 14:35
Marcelo
O NYK tem três dias para igualar a oferta. E deverá fazê-lo.
Abs.