OKLAHOMA CITY GANHA CONFERÊNCIA OESTE E FAZ AUMENTAR PARA CINCO ANOS A FILA DO SAN ANTONIO
O Oklahoma City não vacilou. Não deixou escapar a oportunidade e liquidou a fatura ao vencer a sexta partida da série diante do San Antonio por 107-99, ontem à noite, diante de 18.203 enlouquecidos torcedores que viram a franquia ganhar pela primeira vez a conferência desde que se mudou para Oklahoma (foto AP). Com o resultado, classificou-se para a final da NBA e fica à espera do vencedor do Leste, confronto que pode ser definido esta noite se o Boston bater em casa o Miami.
Mas não foi fácil para o OKC. O Thunder chegou a estar atrás em 18 pontos. Virou o primeiro tempo com uma desvantagem de 15 (63-48). E tirar uma diferença dessas em cima de uma equipe madura, competitiva e bem dirigida como a do SAS se afigurava, num primeiro momento, como algo perto do impossível.
Mas o OKC conseguiu fazer uma reviravolta no marcador. Venceu o segundo tempo por 59-36, conduzido em quadra uma vez mais por Kevin Durant, que marcou 20 de seus 34 pontos na etapa final, sendo que 14 deles no terceiro quarto, vencido por 32-18. Quando esse quarto terminou, o SAS estava na frente em apenas um mísero pontinho: 81-80.
A Chesapeake Energy Arena pegava fogo, contagiada pelo basquete mostrado pelo time nestes 12 minutos referidos. O OKC foi notável com a bola nas mãos: 12-19 nos arremessos (63,2%) num todo, sendo que fez 3-4 nas bolas de três (75,0%). Nos lances livres, 5-6 (83,3%). Na defesa, foi igualmente soberbo, limitando o adversário a 18 pontos, pois seu aproveitamento foi de apenas 31,8% nos chutes de uma maneira geral (7-22). O OKC segurou os principais jogadores do oponente: Tony Parker fez 1-7 (14,3%), Manu Ginobili 1-4 (25,0%) e Tim Duncan 3-8 (37,5%).
Veio o quarto final e a energia da Chesapeake Arena contagiava os anfitriões e inibia os forasteiros. O OKC fez 27-18 e mostrou para todos que o Oeste americano tem um novo dono. A defesa foi responsável uma vez mais pela vitória no quarto. A marcação nas bolas longas foi perfeita. O SAS não encestou nenhuma. Tentou seis. Nenhuma caiu, repito. Duas com Ginobili, duas com Kawhi Leonard, uma com Parker e uma com Stephen Jackson.
Por falar em Jackson, ele foi o único reserva efetivo do time com seus 23 pontos. Gary Neal ajudou com mais sete. Os demais nada fizeram, o que mostra que aquela história de o SAS ter dois times era pura balela e nos enganou a todos; eu entre essas pessoas.
E por falar em reserva, isso nos remete a Tiago Splitter. O catarinense jogou apenas 39 segundos. Isso mesmo: 39 segundos. E sabem qual foi o pecado que ele cometeu? Fez uma falta, apenas uma falta, falta esta fruto de um mau posicionamento, segundo a histeria de Gregg Popovich indicou. E esse chilique fez o treinador perder a compostura com o brasuca, diante de todos, e depois tirá-lo do jogo. Uma vergonha, atitude típica de técnico iniciante ou de mau caráter — deixo pra vocês escolherem.
Vocês bem sabem o que penso de Popovich. Trata-se de um ser humano desprezível, um homem com h minúsculo, pois seu caráter é rasteiro e sua moral duvidosa.
Completou seu quinto ano sem nem sequer chegar à final da NBA. E são cinco anos de fila dirigindo um time que tem Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili. Os grandes treinadores passam por dificuldades, ficam na fila, isso quando uma geração acaba e eles têm que remontar uma equipe. Não é o caso de Popovich. Seu núcleo esteve intacto esse tempo todo. Mais do que isso: o time foi reforçado com jogadores descobertos pelos olhos atentos e competentes do GM R.C. Bufford. Mesmo assim, mesmo com um time com um trio fantástico e excelentes “role players”, Popovich não consegue, uma vez mais, nem sequer chegar à final da NBA. Repito: pelo quinto ano consecutivo.
Que Popovich conhece o jogo ninguém discute. Tanto assim que muitos apontam-no como o provável substituto de Coach K na seleção dos EUA. Mas um grande treinador não se faz apenas com conhecimento do jogo. Um grande treinador tem que ter caráter e saber se relacionar com o grupo. Tem que conquistar o respeito de todos por conta de seu conhecimento e pela consideração com que trata seus comandados. Não me parece ser esse o caso de Popovich.
Dia desses, ele deu uma bronca em Parker, que se virou e o encarou. E ele ficou quieto. Parker é experiente e não o teme mais como no início. Como no início Manu o detestava, como foi dito pelo argentino em uma entrevista no Canal Space. Ontem, aproveitando-se da imaturidade e do noviciado de Splitter, esculhambou o brasileiro diante de todos, como se o brasileiro fosse um saco de batatas. O mundo viu isso. Uma vergonha. E o que Splitter fez para levar aquela bronca? Daquele jeito? Um mau posicionamento em 39 segundos de jogo? E o SAS vencia a partida por 65-55. Não havia motivos para aquele destempero, que, provavelmente, pode até ter contagiado negativamente a equipe a partir daquele momento, pois, em quadra e no banco, os jogadores perceberam que seu comandante estava perdido, transtornado.
Já disse aqui: eu, no lugar de Splitter, assim que o contrato com o San Antonio acabar, ao final da próxima temporada, pegaria minhas coisas e iria para outro lugar. Ou melhor: eu, no lugar de Splitter, pediria para ser trocado, agora, neste verão americano. Pra mim está mais do que claro que Popovich não gosta de Splitter. E quando um treinador não gosta de um jogador, não tem cristão que faça o negócio dar certo.
São cinco anos de fila. Cinco anos sem ganhar um campeonato com um timaço nas mãos. O San Antonio vai voltar forte no ano que vem. Essa tem sido a sua história. Talvez Popovich consiga remontar sua equipe e fazê-la campeã novamente. Mas a cada ano que passa seus jogadores ficam mais velhos e um novo concorrente surge no Oeste.
Ontem era o Lakers; hoje é o Oklahoma City Thunder. O time da terra dos tornados parece ter um horizonte infindável à sua frente. Seus três principais jogadores, Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden são ainda crianças. KD tem 23 anos e West também, enquanto que o barbudo está com apenas 22. Eles têm um futuro imenso pela frente, pois seus adversários ou envelhecem ou não conseguem encontrar o caminho das pedras.
O futuro parece ser do OKC. E ele parece nos dizer que vem por aí uma nova dinastia na NBA.
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8 João Pedro 07/06/2012 12:28
Realmente uma mudança de ares pro Splitter. Sormani foi comentado na transmissão de um jogo entre Miami e Boston que ele seria muito bem vindo no Heat. Essa ida é possível em termos de contrato?
Fábio Sormani 07/06/2012 13:28
João Pedro
Splitter tem um salário de pouco mais de US$ 3 milhões. Não é difícil haver uma troca.
Abs.
7 Augusto 07/06/2012 12:26
Sormani teve era Bill russel , Magic,Jordan,Duncan e kobe, parece que se inicia a do Kevin Durant para surpressa de muitos pois acreditavam que vinha Lebron mas ao meu ver ele vai ganhar no maximo 2 titulos na carreira quanto a durant vai levar 4 a 5
6 Bruno Ribeiro 07/06/2012 12:26
Sormani
A Chesapeake Energy Arena virou um verdadeiro alçapão durante toda a temporada. Qualquer time, e digo qualquer mesmo, até o SAS, um dos mais experientes da liga, é deixado com os nervos em frangalhos no fim do jogo. Parece que a torcida tem realmente tornados em seu DNA.
5 Júnior BB 07/06/2012 12:24
Splitter ser manda de San Antonio, pois o demônio Popovich não vai com a sua cara!!!
Abraço Sormani!!
4 Rubens Melo 07/06/2012 12:20
Torço junto com você pro Splitter sair do meu Spurs. Ele é muito ruim.
Em 14 jogos dos Playoffs não teve uma atuação destacável. E ainda botar a culpa no Popovich, por não botar um jogador RUIM em quadra em jogo de eliminação, é absurdo.
Tomara que ele vá embora e vire muito bem, gosto dele como pessoa e como jogador pela seleção e no TAU Ceramica jogava muita bola também. Mais por favor, fora de San Antonio. Até pro bem desse blog, pro bem de todo mundo…
Banana Joe 07/06/2012 19:11
Cara, ótimo comentário.
O Splitter não tá jogando nada, e não adianta botar a culpa no Pop.
O desempenho e a atitude do cara em quadra são frustrantes.
Ele mesmo deve pegar o boné e ir embora de volta para a Europa.
Rolando 07/06/2012 16:52
Concordo que o Splitter não tá rendendo o que pode. Mas aí entra também a mão do técnico. Como disse o Sormani, ele não parece gostar do Splitter, o que dificulta as coisas. Um treinador com mais visão, ao ver o histórico do cara, pode “trabalhar” o jogador, ou seja, fazer com que ele sinta seguro e motivado novamente para contribuir com a equipe.
Marcos Oliveira 07/06/2012 15:05
Concordo com a parte sobre o Splitter. Um jogador que com a bola nas mãos foi uma decepção nesses playoffs, principalmente nessa série contra o OKC.
Não sei se ele vai procurar outro time, acho mais fácil o Popovich tentar mandar ele embora para um outro time.
3 Lucas Falcão 07/06/2012 12:18
acho cedo pra falar em dinastia sormani, até porque okc quase perde essa série. mas já ultrapassa chicago, que tem apenas uma estrela, que está baleada.
abs
2 Javaris 07/06/2012 12:14
Belo post, Qual a final que você prefere, Sormani ?
Acho que pelo enredo desses playoffs eu preferiria
BOSxOKC
Iria ser maravilhoso pq caso OKC vença eles ganharam 4 times + experientes da NBA.
Abraço
Fábio Sormani 07/06/2012 13:18
Javaris
Qualquer final. Se der Boston, será legal por conta principalmente do KG. Se der Miami, teremos confronto entre LeBron e Durant.
Abs.
1 Felipe Ávila 07/06/2012 12:13
Sormani
Acho bacana a forma como você interage com o pessoal do botequim, mas as vezes eu, como outros, percebemos que você não quer discutir um assunto e acaba jogando ele na lixeira, o que é uma atidude incompatível com a bagagem que você tem. Se essa minha “critica” deixá-lo bravo e vc passar a me ver com outros olhos, certamente fica confirmado que você tem “pavil curto”. As vezes um comentário comum vira uma ofensa gigantesca que parece que atinge seu coraçao como uma bala. Temos que saber receber criticas.
Fábio Sormani 07/06/2012 13:23
Felipe
Eu aceito todas as críticas, desde que sejam respeitosas como essa msg que vc mandou e por isso não vai para a lixeira.
Abs.
Fábio Sormani 07/06/2012 18:29
Rolando
É por aí mesmo. Ótima observação. Um cara que tem o histórico do Splitter não é nulo como ele tem se revelado no SAS.
Abs.