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segunda-feira, 16 de abril de 2012 NBA | 17:02

ANDREW BYNUM SEGUE IMPACTANDO O LAKERS

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Dado o adiantado da hora, pouca coisa resta-me a dizer sobre a rodada de ontem. É assunto que caduca, mas não ainda por completo, de modo que vale algumas observações.

E vou fazer linkando com um fato novo para falar uma vez mais de Andrew Bynum. Ele foi eleito nesta segunda-feira o melhor jogador da semana que passou pela Conferência Oeste. E com justiça; liderou o Lakers em uma campanha de 4-0. Teve médias de 21,8 pontos e 16,3 rebotes. Como já disse aqui, Bynum está jogando muito: assumiu o papel de regente da orquestra com Kobe Bryant do lado de fora, contundido.

Bynum faz neste momento o que dele sempre se esperou. Acontece que ele não jogava com essa mesma desenvoltura por conta, muito provavelmente, da presença inibidora de Kobe. Com o ala-armador em quadra, sobram menos bola para Andy e quando ele as tinha, não partia para a cesta como faz agora. Consequentemente, seu jogo não era tão vistoso como neste momento.

Na vitória de ontem do Lakers sobre o Dallas, com direito a uma prorrogação (112-108), AB foi o jogador do time californiano que mais bolas arremessou durante a partida: 24. E teve os seguintes números: 23 pontos e 16 rebotes. Novamente o melhor em quadra.

Mas a vida do pivô do Lakers não foi fácil como pode-se imaginar. O primeiro quarto foi bem complicado, pois o Dallas marcou-o com rigor. Brendan Haywood cumpriu bem o seu papel, auxiliado quase sempre por Dirk Nowitzki e às vezes também por Shawn Marion e Vince Carter (foto Getty Images). Rara não foram as oportunidades em que se via três jogadores em cima do pivô do Lakers. Por causa disso, ele anotou apenas dois pontos, frutos de um desempenho horroroso de 1-8 nos arremessos.

Aí entra um aspecto do jogo de Bynum que precisa ser amadurecido — e o treinador tem papel preponderante nisso. Com marcação dupla, às vezes tripla, Bynum tem que rodar a bola. Haverá sempre um ou dois jogadores desmarcados. E o Lakers tem que ter jogadas preparadas para esta situação. Não sei se o time as tem ou se Bynum não soube como executá-las. O fato é que ele terminou esse quarto com zero assistência. E o restante do jogo, com apenas duas. Muito pouco para quem sofre marcação intensa como essa.

Portanto, Mike Brown que trate de mostrar melhor o jogo para Bynum. Ao se transformar em uma máquina de fazer pontos, a marcação em cima do grandalhão vai ser sempre assim: dupla, às vezes tripla. Se ele for habilidoso e inteligente para enxergar o jogo, o time pode tirar proveito disso.

E ele também.

ESTATÍSTICA

Marc Gasol, com 3,2 assistências por partida, é o líder neste fundamento entre os pivôs. Joakim Noah vem em segundo com 2,5. Bynum é apenas o nono colocado, com 1,4 por confronto.

TRIO

O Miami visitou o New York e fez uma grande partida. Venceu por 93-85 e seu Trio Magnífico fez o seguinte: anotou 73 pontos (78,5%), pegou 33 rebotes de um total de 47 amealhados pela equipe (70,2%), deu oito das 14 assistências distribuídas durante a contenda (57,1%). Ou seja: quando os três estão afinados, dificilmente o Miami perde.

Individualizando esses números temos o seguinte: LeBron James anotou 29 pontos, dez rebotes e três assistências; Dwyane Wade fez 28 pontos, nove rebotes e quatro assistências; e Chris Bosh marcou 16 pontos, 14 rebotes e uma assistência.

Nenhum outro jogador do Heat teve duplo dígito em qualquer fundamento. Como eu disse, quando os três estão afinados, dificilmente o Miami perde, porque seus números são suficientes para levar o time à vitória.

INDIVIDUALIDADE

O cestinha do jogo foi Carmelo Anthony com 42 pontos. Nenhuma novidade, não é mesmo? Sem Jeremy Lin e principalmente Amar’e Stoudemire em quadra, Melo não tem a preocupação de ter de passar a bola para outro companheiro. A bola é minha e não dou pra ninguém! Essa é a mensagem que o ala nova-iorquino passa em quadra.

Melo arremessou nada menos do que 27 bolas durante o jogo. O resto do time, à exceção do outro fominha, JR Smith, arremessou 31. JR chutou 15 e ao lado de Melo foi o único jogador com duplo dígito nos arremessos.

Neste mês de abril, Melo (foto Getty Images) chutou uma média de 23,9 bolas por partida, quando sua média na carreira é de 19,2. Em duas oportunidades neste mês ele atirou 31 bolas: na derrota diante do Indiana e na vitória frente ao Chicago.

Melo é um artilheiro nato, mas é fominha demais. Assim de cabeça, rapidamente, lembro-me de Allen Iverson como outro grande fominha da história da NBA. Iverson encerrou a carreira com média de 21,8 arremessos por partida. Michael Jordan, o maior jogador de todos os tempos e cestinha da NBA em médias de pontos na regular season e nos playoffs, teve 22,9 de média durante sua carreira na NBA, enquanto que Kobe Bryant tem 19,6.

O New York briga pela última vaga para os playoffs com o Milwaukee. Tem 29 derrotas contra 31 do adversário. Stats está para voltar. Vamos ver como vai ficar. Como Amar’e em quadra, Melo não vai poder ser peladeiro como ele tem sido. Terá que distribuir mais o jogo. Seus números, consequentemente, tendem a cair.

Só resta saber se o Knicks vai tirar proveito disso.

ASG

Foi só o New Orleans ser vendido para a NBA contemplar a cidade e o novo proprietário com a sede do “All-Star Weekend” de 2014. Será o 63º evento da história.

Sediar um ASG não conta apenas do ponto de vista esportivo. Há um impacto grande na economia local.

Em 2011, em Los Angeles, onde estive credenciado, a receita foi de US$ 85 milhões em três dias. US$ 60 milhões vieram de torcedores que moravam fora de LA. Os outros US$ 25 milhões foram frutos dos angelinos. No ASG deste ano, em Orlando, o dinheiro gerado foi da ordem de US$ 100 milhões e a cidade estimou em 60 mil os torcedores que vieram de fora para ver o acontecimento que culminou com o jogo entre os selecionados do Leste contra o do Oeste.

Em 2010, no entanto, quando o ASW teve o Cowboy Stadium como palco, estádio do time de futebol Dallas Cowboys, o impacto foi sem precedentes na história do evento. O público recorde em uma partida de basquete foi de 108.713 torcedores. Por conta da grandiosidade do estádio, o ASW movimentou nada menos do que US$ 268,5 milhões.

A NBA acerta ao tomar essa atitude. O investimento feito por Tom Benson, novo dono da franquia, foi de US$ 338 milhões. A liga tem que agraciá-lo e paparicá-lo neste momento.

Notas relacionadas:

  1. LAKERS IGNORA CRISE E DÁ US$ 57,4 MI PARA BYNUM
  2. BYNUM LIVRA A CARA DE KOBE E DO LAKERS
  3. ANDREW BYNUM CAMINHA PARA SER O SEGUNDO JOGADOR MAIS IMPORTANTE DO LAKERS
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , ,

21 comentários | Comentar

  1. 1 Bruna 16/04/2012 17:11

    esse ANTHONY é fominha demais…Lebron fez 29 pontos mais n jogou bem depois ki torceu o tornozelo no jogo .SORMANI e os playoffs da primeira rodada ja tem algum confronto certo?abs

    Responder
    • Fábio Sormani 16/04/2012 19:15

      Bruna
      Nada ainda.
      Abs.

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