A ELIMINAÇÃO DO PAN É EMBLEMÁTICA: SE O BRASIL QUISER ALGO EM LONDRES TEM QUE LEVAR OS MELHORES.
No masculino foi pior que o feminino. No masculino, o Brasil nem sequer se classificou para a fase aguda da competição.
É o que muito de nós achamos: há jogadores no selecionado brasileiro que são leões no NBB, mas que em nível internacional são gatinhos. São os casos de Nezinho Santos e Murilo Becker. Menciono os dois porque ambos têm boa bagagem na seleção brasileira e não conseguem fazer com a camisa verde e amarela o que fazem com a camisa de seus times.
Marcelinho Machado é outro que é gênio com a camisa do Flamengo, mas que com a camisa da seleção funciona dentro de um sistema, tendo ao lado jogadores como Marcelinho Huertas e Alex Garcia, por exemplo. Hoje, veterano, não tem mais o vigor do passado e não consegue mais ser o elemento catalisador do nosso selecionado.
E Guilherme Giovannoni não pode ser julgado, pois, sozinho e cansado, não conseguiu mesmo render o que poderia render se estivesse descansado e contando com o costumeiro elenco de apoio.
Não quero e nem vou falar sobre os mais jovens. Nem seria justo da minha parte. São jovens, como disse, e ainda têm um longo caminho pela frente.
O fato é que o Brasil voltou a perder como perdeu para os EUA. Novamente dominava o jogo e novamente teve um apagão em quadra.
Entrou o último quarto vencendo por 69-56, 13 pontos de vantagem. Chegou, neste terceiro período, a abrir 18 pontos de frente: 64-46. Quando veio o último quarto, no entanto, como aconteceu contra os norte-americanos, os brasileiros não viram mais a cor da bola.
Perdeu o quarto por 29-8!!! E para o time B da República Dominicana.
O resultado final chocou: 85-77.
No final das contas, o que aconteceu em Guadalajara foi emblemático e serve de alerta. A lição que se tem que tirar do torneio é: nossos jogadores, de uma maneira geral, são fracos em nível internacional.
Os melhores, reunidos e bem treinados, formam um time competitivo, como se pôde ver em Mar del Plata durante o Pré-Olímpico, quando ficamos em segundo lugar e nos garantimos nas Olimpíadas do ano que vem.
Portanto, resta saber o que se quer fazer em Londres: apenas participar ou participar e tentar uma posição honrosa.
Se a segunda alternativa for a escolhida, o Brasil tem que levar TODOS os seus jogadores. Repito: TODOS! Inclusive Nenê Hilário, que, queiram os raivosos ou não, é nosso melhor jogador.
Se vamos fazer bonito com Nenê a gente não sabe, mas se Nenê não for convocado a gente sabe que bonito não vamos fazer.
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2 Flavio 28/10/2011 19:33
Fabio, vc não quis falar dos jovens, mas eu falo: essa molecada parece que não tem ambição nenhuma. O PAN pode não ser a melhor vitrine, mas ainda assim é uma vitrine respeitável. O que se vê são jogadores acomodados, sem ambição (tanto individual quanto coletiva).
Nessas horas é que bate uma saudade de jogadores como o Oscar que honrava a camisa. Lutava, chorava e chamava a responsabilidade pra si.
1 Dio 28/10/2011 19:32
Sormani, infelizmente a seleção não é local pra “testar” jogadores novos. Seleção (como o próprio nome) é para os melhores, é para selecionar os mais aptos jogadores. Infelizmente muitos não pensa assim. A seleção deveria ser um local para os jogadores que são realidade e não promessas. O que vc acha Sormani?
Fábio Sormani 28/10/2011 21:54
Dio
Eu acho que há competições e competições. Esse Pan era mesmo para fazer isso: experimentar jogadores. Mas os veteranos tinham que dar suporte para os mais novos. E isso não aconteceu.
Abs.