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domingo, 31 de julho de 2011 Sem categoria | 23:07

MEDALHA QUE TEM SIGNIFICADO GRANDIOSO

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A freguesia deste botequim não é muito chegada no basquete brasileiro e muito menos no feminino. Mas eu não posso deixar de falar sobre a medalha de bronze que nossas meninas conquistaram no Mundial do Chile.

Chego agora da Jovem Pan, onde divido meu tempo, e vejo que nossa seleção de saias venceu a Austrália por 70 a 67. Não apenas conquistou a inédita medalha de bronze como acabou com aquela história de que as oceânicas entregaram o jogo entre elas na segunda fase do torneio.

Não vi o jogo. No exato momento em que nossas moças faziam história eu estava debruçado sobre o futebol.

Queria muito ter visto a contenda, pois pela primeira vez o Brasil conquistou uma medalha em um Mundial desta categoria. E por falar em categoria, não posso fechar os olhos para o desempenho de Damiris do Amaral.

Um espetáculo de jogadora. Já tínhamos presenciado isso no Mundial da República Tcheca, quando o insensível Carlos Colinas deu poucos minutos de jogo para nossa menina esticada.

Com seus 1,90m, ela capturou 13 rebotes e próxima à cesta fez 26 pontos. Acabou eleita, merecidamente, a MVP da competição.

Damiris terá vida longa no basquete. Fará fortuna e fama. Merece, pois é do ramo.

Aliás, nossas meninas surgem para ser a luz no fim do túnel para o basquete feminino. Depois da geração de Paula, Hortência e Janeth, mergulhamos numa mesmice, e em alguns momentos em mediocridade.

O Brasil conseguiu se classificar para Olimpíadas e Mundiais, mas nunca passou de campanhas regulares e pífias. Com esta nova geração, é chegado o momento de se pensar um pouco mais alto.

Nosso grande problema, parece-me, é que Iziane Castro, nossa melhor jogadora, não tem tutano suficiente para liderar essas meninas e se aproveitar do talento delas. Mas se amadurecer e usar mais a cabeça, ganhará ela e nosso selecionado.

Creio, também, que Luis Claudio Tarallo é nosso futuro treinador. A CBB precisa dar condições financeiras a ele para que ele possa se debruçar no projeto das seleções.

Ele conhece o feminino, ao contrário de Enio Vecchi, que é um bom sujeito, bem intencionado, mas que não é do feminino, mas sim do masculino.

O resultado do Mundial chileno é significativo. Hortência Marcari e Carlos Nunes têm que refletir muito sobre o que aconteceu e traçar planos para o futuro.

E o futuro, se for bem projetado, poderá nos render alegrias e medalhas.

Parabéns a todos que estiveram no Chile!

Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

23 comentários | Comentar

  1. 3 luis 01/08/2011 1:01

    Sormani

    Que noticia boa , finalmente um bom resultado para o basquete brasileiro parabens para essas meninas e para o tecnico brasileiro.

    abs

    luis

    Responder
  2. 2 marbez 31/07/2011 23:41

    Valeu Sormani. Ao menos você apareceu para o champagne. E os demais, cadê

    Responder
  3. 1 ulisses da silva 31/07/2011 23:23

    sormani concodo com tudo que vc falou essa geração tera um futuro brilante mais eu acho pra garanti eu colocaria a Janeth para comadar essas meninas não convocaria a iziane pois é uma jogadora que arrogante não sabe jogar coletivamente ainda por cima acha que é nova Horténcia
    ser nunca ter ganho nada com a camisa da seleção.

    Responder
    • Fábio Sormani 01/08/2011 8:44

      Ulisses
      Tarallo tem mais experiência que a Janeth. O fato de vc ter sido uma gde jogadora (como foi a Janeth) não siginifica que imediatamente vc se tornará uma gde treinadora. Janeth, corretamente, está sendo preparada para assumir o cargo. Mas não está preparada para este momento.
      Abs.

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