É MUITA EXIGÊNCIA! | Fábio Sormani

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 Sem categoria | 17:09

É MUITA EXIGÊNCIA!

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O parceiro Guilherme Zattar levantou-se de sua mesa, bem ali no miolinho do nosso botequim, pediu para o Labica trazer um chope bem gelado e assim que ele chegou Zattar disse em alto e bom som:

“Pois é Sormani, devemos enaltecer mais nossos talentos que estão brilhando na NBA. Não querendo comparar com os irmãos Gasol, mas é muito fácil entrar em qualquer site espanhol e ver um monte de elogios para os jogadores daquele país, sempre, mesmo em atuações medianas. O “Olé” é outro que faz questão de registrar as boas atuações dos hermanos. No Brasil? Só programas e sites especializados, e ainda assim para sair um elogio só se o nosso jogador for o MVP da partida, salvo raras exceções”.

Guilherme fez esse desabafo a propósito de um comentário feito por mim ressaltando as qualidades de Anderson Varejão e Nenê. E seu discurso motivou-me a seguir no mesmo tema nesta quarta-feira.

Realmente, elogiar é uma palavra que consta no dicionário de poucas pessoas. Eu mesmo me incluo no rol desses ranzinzas de plantão em muitas ocasiões; mas não no caso dos dois pivôs brasileiros que jogam na NBA.

Sei das dificuldades que eles tiveram para chegar lá. De se adaptar a um novo país, de língua, cultura, alimentação e hábitos diferentes.

Não é fácil. Eles tiveram que matar um leão por dia para chegar onde chegaram.

No entanto, para muitos torcedores, Nenê Hilário só será reconhecido se tiver um desempenho igual ou superior ao de Dwight Howard. Anderson Varejão só terá confetes lançados em sua vasta cabeleira se jogar o mesmo ou mais do que Chris Bosh.

Se não for assim, não serve. Virá uma saraivada de críticas de todos os lados.

É oito ou oitenta. Meio termo não existe.

Meu Deus, os caras jogam na principal liga de basquete do planeta e duelam contra os maiores jogadores do mundo! E têm números muito bons, além de serem reconhecidos quase sempre nos comentários da mídia dos EUA.

Mas aqui no Brasil é diferente. Ou tem um “double-double” de média ou não serve.

O mesmo vale para a nossa seleção. Tenho lido muitas mensagens de parceiros deste blog que foram contra a troca de técnico no comando do selecionado nacional porque com Moncho Monsalve eles tinham certeza de que o Brasil brigaria por uma medalha de bronze.

Como eu disse em resposta ao Guilherme, a gente se esquece que no último Mundial o Brasil ficou em 17º. lugar. Os jogadores são praticamente os mesmos.

É possível dar um salto tão grande como esse? Decolar do 17º. lugar e aterrissar no terceiro?

Não é impossível, mas não seria mais lógico sair da rabeira e chegar a uma posição intermediária? Não seria esta a nossa realidade?

Penso que sim; o passo a ser dado seria menor e de acordo com o tamanho de nossa perna.

Respeito a opinião de todos aqui neste botequim, mas eu acho que a gente tem que ter mais os pés no chão.

Bucks Mavericks BasketballRODADA

Depois de ter visitado o presidente Barack Obama, o time do Lakers pegou o Washington e sapecou o time da capital dos EUA. Foi um passeio: 115-103.

A vantagem poderia ter sido muito maior. Mas desgastar-se pra quê? A toada imprimida durante o jogo era suficiente para mais uma vitória, então foi naquele embalo mesmo.

Kobe Bryant e Pau Gasol marcaram, cada um, 26 pontos. Foram muitíssimo bem coadjuvados por Lamar Odom (15), Andrew Bynum (12) e Shannon Brown (11).

Quanto ao Wizards, já disse aqui, é de dar pena ver um craque como Antawn Jamison naquele time horroroso. Jamison fez 27 pontos e foi o cestinha do jogo.

O Charlotte, que ontem bateu o Phoenix, fora de casa, por 114-109 (OT), bem que poderia oferecer Boris Diaw e mais alguma coisa em troca de Jamison. Seria mais um filho de North Carolina no grupo e, com ele, o Cats ficaria mais forte ainda.

Mas o jogo da rodada ocorreu em Dallas. O Mavs ganhou do Milwaukee por apenas um ponto: 108-107. Mas foi por pouco, como realmente sugere o placar.

Carlito Delfino fez um partidaço. Anotou 22 pontos, seis rebotes e cinco assistências. Teve nas mãos a bola derradeira, a três segundos do final, mas não deu: bateu no aro, pulou alto, mas caiu fora.

Dirk Nowitzki (foto AP) foi o cestinha do time e da contenda com 28 pontos. Mas quase entregou a rapadura no finalzinho ao perder a bola para Luc Richard Mbah a Moute a quatro segundos do fim.

Mas craque é assim mesmo: além de bom, tem sorte.

Os outros resultados da noitada desta terça foram os seguintes: New York 132-105 Minnesota e Sacramento 99-96 Golden State.

TAR HEELS

Foi com imenso prazer que eu me desdobrei ontem à noite entre a NBA e o “college”. Reservei um olho para os profissionais, pela internet, e o outro para os universitários, que desfilaram no BandSports.

Ivan Zimmerman e Zé Neto contaram com a categoria de sempre a história de mais uma vitória de North Carolina. Desta vez diante de seu rival regional, North Carolina State: 77-63.

O jogo foi fora de casa, no RBC Center de Raleigh, capital do estado. Mesmo enfrentando uma torcida hostil (mas civilizada) e um time que joga bem dentro de casa, North Carolina conseguiu vencer.

Mas não foi fácil. Esteve todo o primeiro tempo atrás no marcador. Mas na primeira metade do segundo tempo, o time deslanchou e acabou fechando a partida.

Foi muito bom ver um monte de moleques bons de bola com a camisa azul clarinha de Carolina. O time é novo, pois muitos se formaram ou foram para a NBA, casos de Ty Lawson e Tyler Hansbrough.

AGRADECIMENTOS

Um abraço para Ricardo Diniz e Edilson, dois parceiros deste botequim que mandaram-me mensagens muito bonitas no dia de ontem. Agradeço a ambos.

Não postei os textos no blog por motivos que eles certamente hão de entender.

Notas relacionadas:

  1. A DIFERENÇA QUE UM TIME FAZ
  2. LAKERS, UM TIME SEM ALMA E SEM CORAÇÃO
  3. EQUILÍBRIO NO OESTE
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , ,

22 comentários | Comentar

  1. 2 Roberto de BH 28/01/2010 22:52

    Desculpa, tinha mandando um rascunho, assim, fica valendo o de 22;49

    Responder
    • Fábio Sormani 29/01/2010 11:16

      Roberto
      No problem.
      Abs.

  2. 1 Roberto de BH 28/01/2010 22:49

    Ranzinza você? rsrsrs. O que faz a falta de elogios frequentes, em minha opinião, é a imagem que ficou destes jogando na seleção, com atuações pífias no pré-olímpico e mundial ou vice versa, deixa a imagem de jogadores coadjuvantes, não conseguem tomar as redias. Espero que com o novo técnico esta postura e “imagem” mude, eu até compreendo os espanhóis apoiarem seus atletas, porque, quando se juntam na seleção fazem a diferença e, levam a taça, aconteceu no europeu. A Espanha começou mal, foi melhorando, melhorando… E, destruiu seus adversários da semi e final. Sabem decidir, situação que não acontece com os brasileiros, esta colocação citado por você, décimo sétimo, foi por perder jogos na reta final. Abraço.

    Responder
    • Fábio Sormani 29/01/2010 11:16

      Roberto
      Gostei do comentário.
      Abs.

  3. 0 Marcelão Estevam-SP 28/01/2010 10:24

    Bem legal este assunto e melhor o texto escrito com muita propriedade.

    Veja bem acredito que muitos aqui do nosso botequim já criticaram os jogadores brasileiros na NBA como eu também já o fiz e vc também, mas temos que ver a critica pontual aquela que é feita em determinada atuação em um jogo isso é normal principalmente para quem conhece basquete e sabe diferenciar situações.
    Agora quem não gostaria de estar no lugar destes Atletas.

    Quem faz aquela critica sem o bendito conhecimento de causa não sabe da missa a metade das dificuldades das barreiras que foram transpostas das horas dedicadas a treinamentos específicos, pois este nível exige uma coordenação motora afinadíssima ajustada assim a os fundamentos que serão exigidos ao máximo.

    No meu entender estes caras podem ser considerados os melhores de todos os tempos do basquete brasileiro, pois dos grandes que tivemos no passado nem um chegou a atingir o nível de competitividade que estes alcançaram, mas é claro e até acredito que se alguns tivessem a oportunidade talvez chegassem neste estagio, talvez, podemos usar um pondo de interrogação, agora com relação a Leandrinho, Nenê e Varejão não, pois hoje são realidades estão lá e desempenhando um ótimo papel.

    Sormani, parabéns a vc e ao nosso parceiro de Botequim Guilherme Zattar

    Abração.

    Responder
    • Fábio Sormani 28/01/2010 20:17

      Marcelão
      Valeu, mas quem tem que ser mesmo elogiado é o Guilherme e sua msg que motivou o post.
      Abs.

  4. -1 taq 28/01/2010 9:12

    Acho que todos os brazucas por estar na NBA já merecem elogios, afinal com o nosso basquete de hoje chegar lá não é fácil, pelo contrário é uma proeza.
    Que venham mais jogadores para NBA.
    Mudando de assunto, hoje fui conferir a colocação e percebi algo que não via a muito, finalmente os 8 primeiros da conferência leste estão com pelo menos 50%, fazia muito tempo que não via isso, embora na oeste ainda tem 3 times de fora com mais de 50% oklahoma, hoston, new orlens, mas já acho uma grande coisa e o oitavo e o bobcats, do MJ.

    Responder
    • Fábio Sormani 28/01/2010 20:15

      Taq
      Bem observado: havia mto tempo que isso não acontecia no Leste. Reflexo da boa qualidade das equipes.
      Abs.

  5. -2 Guilherme Zattar 28/01/2010 8:49

    Esqueci de dizer o que ia dizer sobre o Mundial.
    Aliás, chega o Natal mas não chega esse Mundial. Não que eu queira que termine logo a temporada da NBA, mas é que dá uma ansiedade danada pra ver se todos os nossos jogadores vão disputar o Mundial, e se eles forem, qual o caldo que vai sair do caldeirão do Magnano, qual vai ser o nosso quinteto titular e etc.
    Sobre o Mundial, na minha humilde opinião, acredito que a meta deveria ser ficar entre os Top 8. Isso porque, para mim, EUA e Espanha, cada uma por seus motivos, são as duas melhores seleções da atualidade e ponto. Depois disso, as demais que compõe o Top 8 estão praticamente no mesmo nível e sua posição final é mais dependente das variáveis como fase dos jogadores, se o jogo encaixou e até um pouquinho de sorte, por que não? Assim, a meta deveria estar entre os 8, o que aliás já seria uma TREMENDO avanço, e a partir daí o que as variáveis nos permitissem a mais seria um saboroso lucro.

    Responder
    • Fábio Sormani 28/01/2010 20:14

      Guilherme
      Concordo com vc: oitavo lugar seria para o Brasil o mesmo que ganhar medalha para seleções como EUA, Espanha e Argentina.
      Abs.

  6. -3 Marlon 28/01/2010 8:28

    Sormani….

    Nosso Bulls venceu outra fora….e em cima do Durant!!!!

    Rose esta conseguindo uma regularidade e comandando esta “reação”.

    O que seria deste time se tivesse um gatilho de três afiado? O que seria deste time com os “astros” que debatemos a algumas semanas atrás.. Wade, James?

    Ontem foi um show nos rebotes…. se não me engano uns 10 de diferença. Até o Miller ta jogando “bem”.

    Abraços

    Responder
    • Fábio Sormani 28/01/2010 19:51

      Marlon
      Se o Bulls tivesse um gatilho de três… Nosso estaria melhor ainda. Mas vamos aguardar um pouco mais, pois esse time empolga e decepciona na mesma proporção.
      Abs.

  7. -4 Guilherme Zattar 28/01/2010 8:27

    Fala Sormani, então, seguindo na linha de valorizar o que é nosso, o que é o Splitter nessa temporada? Agora com o fiel escudeiro Marcelinho Huertas, o Tiagão tá arrebentando. Tomara que as palavras dele se confirmem e ele encare a NBA na próxima temporada.
    Quanto aos meninos da NBA, concordo com o amigo que disse que não podemos esperar que o vizinho nos chame para ter um tete-a-tete sobre a atuação voluntariosa do Varejão, mas querer que o Globo Esporte, Esporte Espetacular, Band Esporte e afins dediquem 30 segundos ou minuto para falar dos brasucas na NBA não é pedir demais. O mesmo serve para os portais esportivos que alcançam a grande massa. Porque para falar dos nossos é um parto, mas fazer uma matéria de 20 minutos com o Kobe é dois pulos (nessa caso, a única dificuldade deve ter sido a agenda do astro).
    Enfim, enquanto isso o que nos cabe é conversar sobre os meninos nos espaços que ainda falam deles, como é este botequim.

    Responder
    • Fábio Sormani 28/01/2010 19:50

      Guilherme
      Gostei uma vez mais do que vc escreveu. Valeu pelo carinho com que vc trata o nosso botequim.
      Abs.

  8. -5 Angelo 27/01/2010 23:24

    Sormani, discordo com o que você mencionou, em uma resposta a um dos comentários, que não se pode generalizar para a população brasileira (a que gosta de esporte) o aspecto de serem exigentes com relação aos representantes esportivos de nosso país. O brasileiro é sim exigente demais com relação a competições esportivas das nossas seleções!

    Em uma olimpíada, se o atleta não consegue uma medalha ele nem é lembrado. As vezes nem os medalhistas são devidamente valorizados. Só os que conseguem o ouro.

    Esta atitude do brasileiro me parece até cultural. Será?

    Abraços!

    PS: sarou da gripe?

    Responder
    • Fábio Sormani 28/01/2010 19:27

      Angelo
      Concordo com vc: o problema é cultural — mas vejo como de educação tb. A mídia tem um papel mto importante na formação do caráter do torcedor para evitar que esse comportamento ocorra.
      Qto a gripe, sim, felizmente estou em forma. Obrigado.
      Abs.

  9. -6 Matheus Garcia 27/01/2010 23:23

    Olá Sormani,

    Deixo aqui a notícia de que o comissário da NBA David Stern declarou que o Gilbert Arenas e o Javaris Crittenton estão fora de todo o resto da temporada.

    Achei justíssima a punição. E você Sormani, o que acha?

    Não considero que isso vá prejudicar tanto o Wizards não. Até porque o time vinha fazendo uma campanha muito ruim mesmo com o Arenas.

    O Arenas vinha jogando bem, mas não mostrava liderança, não tinha o poder de levantar a moral dos jogadores.

    Abs.

    Responder
    • Fábio Sormani 28/01/2010 19:05

      Matheus
      Dê uma olhada no post desta quinta-feira.
      Abs.

  10. -7 Diego Caldeira 27/01/2010 23:08

    Sormani, leio seu blog ha alguns meses mas nunca comentei.
    É uma pena que “só” há uma atualização por dia, porque seus textos são muito bons. Quanto ao texto indicado pelo Cristian que o senhor não encontrou, tenta clicar de novo no link e depois apagar o parenteses do final ;b
    Parabéns pelo blog

    Responder
    • Fábio Sormani 28/01/2010 19:04

      Diego
      Obrigado pela dica, vou tentar acessar o texto do jeito que vc falou. E obrigado tb por acessar o blog.
      Abs.

  11. -8 rodrigo adriano da silveira 27/01/2010 22:21

    ih sormani veja as coisas vai na europa e estados unidos muitos jogadores brilham lá porquê são pagos e muito bem pagos pois alguns ganham fortunas e veja o clube faz questão que o cara faça parte do grupo e isto incentiva a pessoa jogar basquete aqui no Brasil se impera o amadorismo da década de 80 ou pior pois como uma seleção que ganhar se não pagam um salário decente ou uma premiação boa assim não dá pois temos forças para brigar por títulos mas falta profissionalismo e veja menos egoísmo da turma do CBB pois eles só querem dinheiro e veja só nos seus interesses particulares pois digo temos jogadores qualificados sim sormani

    Responder
    • Fábio Sormani 28/01/2010 19:03

      Rodrigo
      É um pouco de cada coisa que vc mencionou. Não há perfeição em lugar algum. E qto ao $ aqui no Brasil, se os times de futebol estão falidos, o que dizer do basquete?
      Abs.

  12. -9 Ricardo Silva 27/01/2010 21:51

    Isso que acaba fazendo cobranças excessivas quando o Brasil for jogar contra seleções mais fortes. Acaba criando uma expectativa que os nossos jogadores não poderão atender pois estão anos-luz atrás dos verdadeiros astros da NBA.

    Responder
    • Fábio Sormani 28/01/2010 18:53

      Ricardo
      Nossos brasucas que jogam na NBA e talvez o Splitter têm um gde nível. O problema é ver se eles, juntos, formam um time. A gente tem mtos exemplos de times com gdes jogadores, mas que não funcionam. Por isso que eu disse que há que se dar um passo de cada vez. O mais importante é o Pré-Olímpico, pois precisamos volta à Olimpíada, concorda?
      Abs.

  13. -10 Ricardo Silva 27/01/2010 21:48

    Sormani, eu já vim aqui outras vezes dizer q vc enaltece demais principalmente o Nenê. E já concordei também que ele tem sido importante para o time, só que parece que vc coloca como se ele fosse o astro do time! Reclama até do Billups e do Melo que são fominhas e não tocam a bola pra ele. Só vou te lembrar uma coisa. Quando o Melo e o Billups estavam fora do time, o Denver amargou umas 5 ou 6 derrotas seguidas e o grande Nenê, não foi decisivo para os Nuggets.
    Acho que devemos enaltecer sim os nossos atletas q chegaram e se mantém na NBA com muito esforço, mas manter os pés no chão com relação aos nossos atletas, pois não podem ser comparados aos melhores da NBA e principalmente aos principais destques de seus times como Melo, Billups e Lebron.

    Responder
    • Fábio Sormani 28/01/2010 18:50

      Ricardo
      Eu não disse que o Nenê é mais importante para o Denver do que o Melo e o Billups. O que eu tenho dito é que o Nenê deveria ser mais utilizado. Qto ao que vc falou sobre o time ter perdido jogos sem Melo e Billups, o time tb teria dificuldades para vencer se ficasse, ao mesmo tempo, sem Nenê e Kenyon Martin. Além disso, nesse período, Nenê registrou suas melhores marcas em pontuação. Basta vc dar uma olhada no “boxscore” dessas partidas. Nenê, em uma delas, bateu seu recorde de pontos na temporada: 25.
      Abs.

  14. -11 Cristian 27/01/2010 21:27

    Perfeito Sormani (sobre os brasileiros na NBA)

    Por isso que achei fantástica a iniciativa de dois blogueiros da nossa terra (Grandes Ligas e Bola Presa) que fizeram uma ótima parceria falando sobre os brazucas (vale a pena ler – http://grandes-ligas.blogspot.com/2009/12/especial-feito-no-brasil.html)

    Recomendo também o texto que o Da Paz escreveu sobre o Nenê (http://grandes-ligas.blogspot.com/2009/05/nba-ele-nao-foi-deixado-para-tras.html) Muito Bom!

    Continue com o excelente trabalho Sormani!

    Responder
    • Fábio Sormani 27/01/2010 21:43

      Cristian
      O primeiro texto não foi encontrado, mas o segundo é mto legal. Pena que não está nas pgs de um jornal de gde circulação no Brasil.
      Abs.

  15. -12 Osama_Lakers 27/01/2010 21:12

    Olá Sormani!
    Concordo plenamente com você! Nossos compatriotas são talentosos, raçudos, corajosos, têm um desempenho acima da média (e média da NBA!) e aqui ninguém sequer fala deles… até por total desconhecimento de outro esporte que não seja o futebol. Triste…
    1 abraço,

    Responder
    • Fábio Sormani 27/01/2010 21:40

      Osama_Lakers
      Verdade, verdade. Infelizmente, a maioria dos jornalistas esportivos são mal informados sobre outros esportes. Mtos ficaram escandalizados qdo Del Potro foi eleito o esportista argentino do ano e não o Messi. Discutir a questão é uma coisa, escandalizar-se com ela é outra. Isso mostra bem a diferença entre Brasil e Argentina esportivamente falando. Lá eles falam não só de futebol, mas de basquete, tênis, vôlei, hóquei na grama, rugbi, pólo a cavalo etc. Já aqui…
      Abs.

  16. -13 Pedro Mota 27/01/2010 20:10

    Quanto aos Brasileiros que jogam na NBA,não preciso dizer mais nada,pois o senhor Fabio sabe o que penso deles e que torço por eles(quase tanto como se fossem portugueses),e sabe também que já me manifestei aqui sobre a atitude de alguns frequentadores para com eles..Outra coisa que não entendo e nunca entendi é como Denver,Cleveland,Phoenix tem poucos apoiantes aqui no Blog,não entendo como num Lakers-Denver ou Cavs-Celtics pode haver vários brasileiros a torcer por Lakers e Celtics,não é que isso seja errado apenas não estou habituado a isso,aqui em Portugal torcemos sempre por onde estão os Portugueses,há uns anos o Barça era adorado em Portugal,hoje é o Real e Inter,mas se amanha Ronaldo,Pepe forem para o Barça será o Barça novamente a ser adorado..Quanto ao Mundial, com sorte no sorteio o Brasil pode chegar ao pódio,pois tirando EUA e Espanha não vejo nenhuma equipa claramente superior ao Brasil..Abraço

    Responder
    • Newton 28/01/2010 10:58

      Oi Pedro. Aqui no Brasil somos movidos muitas vezes pela paixão, esquecendo-nos até do nacionalismo, fazendo com que tenhamos preferências incompreensíveis para pessoas de outros países. Eu, por exemplo, passei a torcer pelo Portland Trail Blazers quando vi Clyde Drexler jogar, e a partir daí não há o que me faça mudar de time. É isso aí! Um abraço.

    • Osama_Lakers 28/01/2010 6:42

      Olá Pedro! Posso responder por mim, quanto a torcer pelo Lakers (onde não há nenhum brasileiro jogando): É que ficamos tanto tempo sem representantes na NBA, que começamos a torcer por afinidades outras que não a presença de compatriotas. Aí, depois que se é torcedor, fica difícil mudar de paixão, vais compreender… 1 abraço,

    • Fábio Sormani 27/01/2010 21:35

      Pedro
      Verdade, vc sempre criticou alguns parceiros deste botequim que mtas vezes criticaram (a nosso ver, é claro) injustamente os brasucas da NBA.
      Abs.

  17. -14 Colin 27/01/2010 20:06

    Comparar o basquete no Brasil ao basquete na Espanha ou Argentina é insensato. O esporte está nas veias de todos naqueles países, principalmente os mais jovens, que nasceram e/ou cresceram vendo seus países evoluírem no basquete e viram Argentina campeã olímpica e Espanha campeã mundial. Aqui, não. Quando foi o último título marcante do Brasil? Copa América não vale… Estamos há 14 anos sem disputar as Olimpíadas.

    Isso sem contar a questão da TV. O basquete não é transmitido em TV aberta, e é lá que se forma opinião, que se divulga o jogo. Pouquíssimas pessoas têm TV a cabo e, dentro dessas pouquíssimas, menos ainda veem jogos as 10 da manhã de domingo ou as 8 da noite de sexta (NBB) e muito menos veem jogos pela internet de madrugada (NBA).

    Enquanto o basquete não for popularizado, as pessoas só saberão quem foi o Oscar (pergunte ao seu vizinho se ele sabe quem é o Marcel). Então não adianta querer que o “José” (não é o que EU penso sobre) elogie o Varejão porque ele marcou bem pra caramba, porque ele pegou 12 rebotes, porque o “José” não saberá nem o que é rebote. E o Varejão não vai aparecer na TV se não fizer 20 pontos pelo menos.

    A TV aberta ajudou a fazer o volei crescer, sem entrar nos méritos da organização da modalidade. Colocando jogos na grade, num sábado a tarde, num domingo as 11 da manhã (porque estará na tv aberta), ao invés de filmes ridículos com dublagens medíocres, o esporte vai se popularizar.

    É claro que não é culpa da TV, mas ela, principalmente aqui no Brasil, tem um papel fundamental. Coloque uma final entre Flamengo x Brasília, com 12 mil pessoas no ginásio, passando na TV aberta, e vc vai ver quantas pessoas vão começar a procurar por basquete. Isso vai movimentar todo um nicho de sites e blogs, que hoje ficam presos a um público restritíssimo, e expandir até mesmo para o radio (na Argentina e Espanha existem muuitas radios cobrindo basquete).

    Resumindo: Não adianta querer que o seu vizinho que gosta de futebol chegue para você e diga “Caramba, você viu o Varejão? Pegou 12 rebotes contra o Utah Jazz! Eu gosto muito dele, porque ele é um cara muito esforçado” porque ele não vai.

    Espero ter me feito claro… essas caixinhas pequenas para digitar sempre me agoniam hehe

    Responder
    • alee bulls 28/01/2010 10:09

      Comentario sensato e totalmente real . Aqueles amantes do basquete que tem influencia na midia precisam se mover no que diz respeito a maior espaço para o basquete.

    • Fábio Sormani 27/01/2010 21:34

      Colin
      Seu comentário é mto bom, mas eu me refiro aos frequentadores deste botequim (alguns, é claro) que são mto exigentes com Varejão e Nenê. Não estou falando do grosso da população.
      Abs.

  18. -15 Daniel Sanchez 27/01/2010 20:04

    Pois é Sormani.

    Na ‘era Jordan’ os jornais e a grande mídia dedicavam espaços generosos para a NBA. A TV aberta transmitia jogos e era tudo uma beleza. Agora, com jogadores brasileiros, o destaque é zero. Ainda querem depois cobrar vaga na olimpíada.

    O mais triste é ver que, entre os que acompanham (e supostamente deveriam ser melhor informados), há uma espécie de inveja direcionada aos brasileiros. Acho o exemplo do Leandrinho sensacional. Todos nós sabemos como os americanos são muito bem servidos na posição em que ele joga e, mesmo assim, ele chegou lá e é amplamente reconhecido e valorizado.

    Talvez deve ser algum aspecto cultural ainda não bem explicado. Ou, como disse acima, uma inveja e soberba da classe média em achar que tudo que vem do Brasil não é tão bom.

    Antwan Jamison nos Cats ia ser incrível. Sugira essa troca lá pro MJ, porque de GM ele não entende muita coisa. Kwame Brown que o diga…rs

    Abraço!

    Responder
    • Fábio Sormani 27/01/2010 21:31

      Daniel
      Verdade: Kwame Brown foi um dos maiores furos n’água na história do Draft.
      Abs.

  19. -16 Newton 27/01/2010 19:15

    Concordo com a maior parte do têxto, principalmente no que se refere à cobrança exagerada em cima de Nenê e Varejão. No entanto, quando diz que é um “salto tão grande decolar do 17. lugar e aterrisar no terceiro”, discordo totalmente. Em qualquer esporte a meta ao se entrar numa competição é vencer, independentemente de ser o favorito ou a maior zebra. Tem que ser ousado, otimista e tentar surpreender. Lembrem-se que JAMAIS imaginaríamos que a Seleção Brasileira iria vencer os USA, numa final de basquete Panamericano, em Indianópolis e com toda torcida contra. Pois bem, Oscar, Marcel e Cia. acreditaram, ousaram e causaram uma das maiores surpresas do basquetebol até os dias de hoje. Assim, entendo que o Brasil deve almejar o título. Se não der é outra história, mas que devemos sonhar e tentar, não tenho dúvida.

    Responder
    • Leo 28/01/2010 17:04

      Prezado Newton,

      Ganhamos o Panamericano em cima de universitários, tudo bem que um ou outro virou grande jogador da NBA…

      O Thiago Pereira ganhou oito medalhas de ouro no PAN e nenhuma em mundial ou olímpiadas….PAN e nada é a mesma coisa…

    • Fábio Sormani 27/01/2010 21:29

      Newton
      Compreendo seu ponto de vista, mas a questão é: é possível ou não? Naquele Pan-Americano, era um jogo e num jogo tudo pode acontecer. Aconteceu. Num campeonato, há mtos fatores envolvidos. O Brasil, na minha opinião, não tem mais time do que os EUA, Espanha, Argentina, Grécia e Turquia, que joga em casa com o apoio da torcida. Portanto, acho que a gente tem que pensar em brigar para ficar dentro dos dez primeiros colocados. Se as portas forem se abrindo, a gente vai entrando. Participar do campeonato achando que vai disputar uma medalha é, pelo menos para mim, algo fora da realidade neste momento, pois nosso time é um time jovem e um gde ponto de interrogação, ao contrário dos mencionados acima que jogam juntos há um bom tempo e estão sempre chegando. Isso sem falar na França e na Croácia. É disso que eu falo.
      Abs.

  20. -17 alee Bulls 27/01/2010 18:26

    … continuando ….

    QUAL A QUADRA MAIS BONITA DA NBA ??

    qual sua opinião sormani ?

    a minha é a quadra do dallas , seguida pela do timberwolves…

    Responder
    • Fábio Sormani 27/01/2010 21:22

      alee
      Esse tema é bem legal. Não pensei no assunto. Mas podemos levantar uma pesquisa sobre isso.
      Abs.

  21. -18 alee Bulls 27/01/2010 18:24

    Olá Sormani!!!

    Concordo com tudo que foi falado sobre os brasileiros, é preciso lembrar que estamos tendo a oportunidade de ver brasileiros marcando história no esporte. Será que só vamos perceber isso qdo novamente ficarmos sem nenhum representante na maior liga de basquete do mundo?
    Os 3 Rapazes são gigantes do basquete brasileiro e precisam ser reconhecidos !!

    Sormani gostaria de compartilhar algo que estava observando e fiquei curioso em saber a sua opinião e dos demais parceiros :

    Responder
    • Fábio Sormani 27/01/2010 21:22

      alee
      É isso aí, é por aí mesmo.
      Abs.

  22. -19 Ricardo Camilo 27/01/2010 18:04

    O Dallas adora emoções, já cansei de ver jogos que o time ganha por uma bola nesta temporada, isso faz com que eu fique o dia todo sonolento, assim não dá (pelo menos ganhou, qd perde, aí que o sono não vem)

    Responder
    • Fábio Sormani 27/01/2010 21:21

      Ricardo
      Mas é essa a graça no esporte, não é mesmo?
      Abs.

 

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