DECLARAÇÃO CONFUSA

Lendrinho e Thiago Splitter na seleção brasileira
Li em “O Estado de S.Paulo” desta quinta-feira entrevista com Leandrinho Barbosa. Nela, ele diz que vai fazer de tudo para que Nenê Hilário esteja no Mundial do ano que vem na Turquia.
Disse Leandrinho: “Nenê seria uma grande ajuda e ele sabe. É um dos pontos fortes do basquete brasileiro. Nós estamos tentando convencê-lo a participar do Mundial”.
Confesso que não consigo entender o que Leandrinho quis dizer. Afinal, Nenê não atendeu as duas últimas convocações do técnico Moncho Monsalve por estar doente.
Na primeira oportunidade, retirou um tumor testicular; na segunda, quebrou o braço.
Ao fazer uma afirmação dessas, Leandrinho dá a entender que Nenê não esteve na seleção porque não quis. E isso não é verdade.
Pior: deixa Nenê em uma situação difícil junto aos torcedores, pois muita gente realmente acredita que Nenê não vestiu a camisa 13 da seleção porque não quis. E isso não é verdade.
Creio que Leandrinho não quis dizer o que disse.
Seguramente, ele quis dizer algo do tipo: vamos todos torcer para que o destino não pregue outra peça em Nenê para que ele se junte finalmente ao grupo, pois precisamos dele demais.
Sim, acho que foi isso o que Leandrinho quis dizer.
MONCHO
O presidente da CBB, Carlos Nunes, estará na Europa acompanhando o sorteio dos Mundiais masculino e feminino que ocorrerão ano que vem na Turquia e República Tcheca, respectivamente.
Aproveitará a viagem para visitar Moncho Monsalve. O espanhol passou por uma cirurgia na coluna e recupera-se bem — felizmente.
Ainda segundo “O Estado de S.Paulo”, Nunes disse que Moncho tem um “gênio impossível” e que isso pode pesar no momento da renovação do contrato do ibérico, que encerra-se no final deste mês.
O que Nunes quer dizer com isso? — pergunto novamente.
É certo que Nunes é o patrão (por ser o presidente da CBB) e Moncho o empregado. Mas o relacionamento entre eles é pouco e não deve ser decisivo no momento de se decidir o futuro.
O relacionamento de Moncho é intenso com os jogadores, isto sim. São eles é que têm que avaliar a convivência com o treinador.
Se Moncho é bom para os jogadores, é bom para a seleção. Consequentemente, é bom para o basquete brasileiro.
E a avaliação dos atletas quanto ao espanhol é excelente: nota 10. Os basqueteiros querem a permanência dele à frente do grupo.
É isso o que conta — o resto é perfumaria.

Lou Williams tenta superar Marquis Daniels, Shelden Williams e Eddie House
NBA
A rodada de ontem da maior liga de basquete do planeta confirmou que: 1) O Boston continua “on fire”; 2) O Denver também; 3) O Lakers está um pouco abaixo de ambos.
O melhor de tudo, pelo menos para nós, brasileiros, é a bola que Nenê Hilário vem jogando. No triunfo de ontem diante do New Jersey, do outro lado do Rio Hudson, por 122-94, o são-carlense marcou 16 pontos, pegou nove rebotes, deu quatro assistências e três tocos.
E mais: 5-6 nos arremessos de quadra.
Suas médias no campeonato: 14.6 pontos e 9.6 rebotes. Seu percentual de aproveitamento nos arremessos é de 60%: 24-40. Muito bom.
Nenê confirma o que todos nós sabemos: é o melhor jogador brasileiro de basquete na atualidade.
Leandrinho tem razão: vamos todos torcer para que o destino não pregue outra peça em Nenê para que ele se junte finalmente à seleção, pois precisamos dele demais.
CANSAÇO
O primeiro parágrafo do texto do site da NBA que relata a vitória do Boston sobre Wolves, em Minneapolis, é muito bom. Traduzo-o para vocês:
“Suas pernas foram a razão pela qual o Celtics quase perdeu pela primeira vez. Suas cabeças foram a razão pela qual isso não aconteceu”.
Ou seja: o Boston teve dificuldades para defender porque faltaram pernas para seus principais jogadores, pois, todos sabemos, Kevin Garnett, Paul Pierce, Ray Allen e Rasheed Wallace não são mais crianças.
Mas a inteligência tática do quarteto e a compreensão que eles têm do jogo acabou evitando o primeiro revés da temporada.
Depois de 48 minutos de bola pingando aqui e ali, lá e acolá, o Celtics somou sua sexta vitória na competição: 92-90.
REENCONTRO
Ron Artest e Trevor Ariza reencontraram pela primeira vez suas ex-equipes. 18.291 torcedores lotaram o Toyota Center em Houston.
Estavam curiosos para ver como os dois se sairiam. No final, viram o óbvio: o desfile de Kobe Bryant em quadra.
O melhor jogador de basquete do planeta marcou 41 pontos e liderou o Lakers em mais uma vitória no torneio: 103-102. Mas não foi fácil; uma prorrogação foi necessária para se definir o vencedor.
E quem foi o “key factor” para que o Lakers vencesse o tempo extra por apenas um pontinho (11-10)? Sim, ele, “Black Mamba”.
Kobe marcou oito pontos e evitou a segunda derrota dos angelinos na temporada. Sua performance possibilitou, isto sim, o quarto triunfo na competição.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, basquete brasileiro Tags: Carlos Nunes, CBB, kevin garnett, Kobe Bryant, Leandrinho Barbosa, Moncho Monsalve, Nenê Hilário
e esse Cleveland ein, se ficar assim vai ser dificil até de conseguir se colocar na 3° posição!
To gostande de ver o Joaquin Noah jogar, no começo era um cara problema mai sagora ta fazendo o seu trabalho direitinho , um ótimo defensor!
Thalyson
Realmente, Noah progrediu mto. Eu votei no Tyrus Thomas como MIP, mas o Noah pode ser uma boa aposta tb.
Abs.
VocÊ vai me desculpar Sormani, mas a informação e a declaração do Leandrinho é muito mais fiável para tirarmos quaisquer conclusões do que noticias que chegam por aqui. Ele está lá, tem muito mais contato com o Nenê e tem muito mais probabilidades de saber o que realmente afasta o Nenê da seleção( que é o fato dele não ser brasileiro) do qeu você tirando conclusões a partir de informações.
Antes de tentar desmentir ou questionar o que o Leandrinho disse, você deveria sim olhar a história do Nenê na seleção e ver que só confirma a versão do Leandro. Diferente da sua perspectiva. O Nene nunca quis, não quer e não irá defender a seleção. Ele não quer. Simples assim, e a verdade dita pelo Leandrinho só confirma isso.
Rodrigo
Tomara que eu esteja certo, concorda?
Abs.
Mais uma coisa, chega a ser irritante essa sua paciência e insistência com o Nenê. Já vi sua tolerância ser muito menor com outros casos no qual vemos um claro desinteresse do jogador em atuar pela seleção. No caso dele não, você sempre dá o beneficio da dúvida quando as coisas estão mais do que claras.
Rodrigo
Eu acredito no Nenê, é isso.
Abs.
Começo a perceber que o Leandrinho é mais um que tem muito talento para jogar, mas que deveria falar o mínimo possível, com todo o respeito, afinal me parce ser um cara do bem.
Ricardo
Só espero que Leandrinho não tenha sido traído pelas palavras.
Abs.
Sormani,
Quando fará um post elogiando o maravilhoso início de Steve Nash na temporada 2009-10?
Eis os números: 19,6 pontos, 10,8 assistências, Eficiência de + 22,8, FG 0,53, FT 0,92, 3PT 0,54, em 34 minutos em média.
Muito superiores que o seu queridinho e decadente Jason Kidd.
Gosto de voc~e Sormani, só acho que você implica com um dos maiores armadores que a NBA já teve.
Quanto ao assunto do post, a mim me parece claríssimo que nenê não está nem aí para a Seleção brasileira. estivesse contundido ou não não iria para a Copa América. Seus laços com os Eua só crescem e com o Brasil só desaparecerem.