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sexta-feira, 2 de outubro de 2009 Sem categoria | 16:30

O PAÍS DO BETO ROCKFELLER

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Momento da assinatura do contrato entre o Brasil e o Comitê Olímpico Internacional

Momento da assinatura do contrato entre o Brasil e o Comitê Olímpico Internacional

O Rio de Janeiro vai sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Faço parte do time daqueles que se entristeceram com a notícia.

Já fui a três Olimpíadas: Atlanta, Sydney e Pequim. É evidente que o Brasil tem condições de sediar uma competição dessas. Não é nada de outro mundo.

Mas o que eu questiono não é a capacidade, mas a necessidade de se sediar uma competição dessas. Nosso país, como sabemos, tem necessidades mais prementes; e não são poucas.

Formamos, infelizmente, um país com desigualdades sociais escandalosas e vergonhosas. Há dois Brasis em um Brasil: o Brasil dos milionários e dos favorecidos e o Brasil dos paupérrimos e marginalizados.

O Brasil dos milionários é formado por uma pequena parcela dos nossos 190 milhões de habitantes. Uma casta.

O Brasil dos paupérrimos é formado por uma grande parcela dos nossos 190 milhões de habitantes. Também uma casta, mas dos descamisados.

É para essa gente necessitada que o Brasil deveria olhar. Nossa briga momentânea não deveria ser para sediarmos uma competição desse porte, penso eu.

Nossa briga deveria ser para acabarmos com a exclusão social – e outras mazelas que envergonham o nosso país.

O presidente Lula, eufórico com o resultado, declarou em Copenhague: “Entre as dez maiores economias do mundo, apenas o Brasil não sediou uma Olimpíada”.

Verdade; mas entre as dez maiores economias do mundo, apenas o Brasil apresenta tantas desigualdades sociais.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, pegando carona na fala do presidente Lula, completou: “O Banco Mundial prevê que seremos a quinta maior economia do mundo em 2016”.

Que ótimo!

Mas o que isso vai significar de prático para o grosso da população? Trataremos melhor, por exemplo, nossas crianças? Elas deixarão de fazer malabarismo nos semáforos das grandes cidades a esmolar quando deveriam estar nas escolas? Deixarão de roubar e traficar para sobreviver? Muitas deixarão de ser arrimo de família?

E os nossos idosos, serão tratados com a distinção que eles merecem? Deixarão de morrer nas filas de hospitais por falta de atendimento? Terão um final de vida digno, confortável, depois de terem dedicado uma vida ao trabalho e ao país?

Ah, como seria ótimo se isso acontecesse.

Mas o que a gente vê é a violência estender seus tentáculos nas grandes cidades brasileiras e de lá não arredar pé. Perdemos de goleada a batalha para a bandidagem.

E o que o governo faz?

Outro dia, estava em um elevador e entraram duas moças. Uma delas falou: “Fulano de Tal convidou-me para passar o feriado no Rio de Janeiro. Nunca estive lá, gostaria muito de conhecer o Rio, mas morro de medo de morrer lá”.

Não é ficção, é realidade.

Realidade que parece ficção para o nosso país, pois pouco – ou nada – se faz para que esta realidade torne-se ficção.

Outra ficção é a saúde pública em nosso país. O que governo nos oferece?

O que ele nos oferece é simplesmente lamentável. Nossos hospitais públicos são mal equipados; desfalcados de insumos e profissionais em sua esmagadora maioria.

Que nenhum de nós precise um dia recorrer a eles, pois se isso ocorrer, corremos o risco de morrer.

A saída, como se sabe, é pagar um plano de saúde, pagar quando já pagamos impostos para não ter que pagar plano de saúde. Pagamos e não recebemos nada em troca, por isso pagamos um plano de saúde.

E quem não tem condições de pagar um plano de saúde e tem que recorrer à saúde pública é um desafortunado. Paga, em muitas vezes, a conta com a vida.

A educação, então, é risível. Pobre daqueles que têm que mandar seus filhos para uma escola pública.

O currículo é capenga e os professores, mal remunerados, são de qualidade bem questionável. Os melhores migram para as escolas particulares, onde recebem bons salários para se prepararem e para serem os profissionais que as nossas escolas públicas deveriam ter.

Sem contar que a violência, aquela que nos amedronta no dia-a-dia e que falei anteriormente, está hoje no currículo das nossas escolas. Alunos, ou melhor, bandidos que frequentam salas de aula, ameaçam e em muitas vezes agridem os professores.

Sem contar também que a droga, outra praga da nossa sociedade, devasta em progressão geométrica nossas escolas públicas, macula um ambiente que deveria ser intelectual.

E por falar em escola pública, o que dizer de um país que vai sediar uma Olimpíada e trata a disciplina educação física com o mesmo olhar desdenhoso que os milionários dedicam aos excluídos?

O que dizer de um país que aceita um atestado de uma academia de fundo de quintal para dispensar o aluno das aulas de educação física?

Educação física que é sinônimo de esporte. Esporte que é fator importantíssimo de inclusão social – como acontece nos EUA, queiram ou não, ainda a maior potência econômica e esportiva do planeta.

Não fizemos até hoje a lição de casa, mesmo sendo a décima economia do planeta.

Formamos um país populoso, miscigenado, com vocação esportiva. Mas não fizemos a lição de casa.

E por falar em fazer a lição de casa, esta é outra ficção nesse país: casa. Casa, que casa?

Quantos não estão hoje a dormir ao léu nas ruas das grandes cidades? Quantos não estão hoje morando em favelas e palafitas, em condições indignas e humilhantes?

Quantos não morrem nas ruas vítimas da violência, de doenças, da ignorância e do desabrigo?

Que auxílio o governo dá para que os trabalhadores comprar a casa própria? Nossas linhas de crédito neste sentido são dignas de zombaria – mas as linhas de crédito para construir a cidade olímpica, no Rio de Janeiro, serão generosas.

Fala-se em R$ 26 bilhões! Isso mesmo, R$ 26 bilhões! O que não daria para se fazer com um dinheiro desses?

Sediar uma Olimpíada é um orgulho para qualquer país. O Brasil tem o direito de sonhar com isso.

Mas antes deveria fazer a lição de casa. Apesar de sermos a décima economia do mundo, não sabemos repartir.

Somos, num todo, um país de duros, nosso povo é pobre, ignorante e desprotegido.

Ao ver nossos dirigentes em Copenhague nesta sexta-feira, lembrei-me da novela Beto Rockfeller, um estrondoso sucesso da extinta TV Tupi no final da década de 1960.

Beto, se você não conhece a história, era um pobretão que se passava por milionário com o intuito de penetrar na alta sociedade paulistana.

Era um aventureiro.

Ao ver nossos dirigentes em Copenhague e o anúncio de que o Rio de Janeiro foi eleito a cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016, tive a certeza de que somos o país do Beto Rockfeller.

Autor: Fábio Sormani Tags:

73 comentários | Comentar

  1. 13 Alex 02/10/2009 18:00

    Incrível como nenhum politico de renome, pelo menos que eu saiba, foi contra essa aventura contra o cofres públicos que será a Olimpíada por aqui.Incrível também esse sentimento bairrista que muitos têm (RJ x resto do Brasil, coisa que também aconteceria se a sede fosse em SP,MG,RGS…)Poucos realmente se preocupam com o principal; um país sem condições ideais para o seu povo, se dando ao luxo de gastar os tubos com um evento que deveria ser uma consequência de uma politica esportiva adequada (que não existe) e não um fim para alguns embolsarem grana fácil. Lamentável que a discussão esteja tão fora de foco muitas vezes e espero somente que haja lisura nos gastos, o que acho pouco provável. Infeliz o povo que precisa de pão e circo para encobrir seus problemas.

    Responder
    • Fábio Sormani 02/10/2009 18:43

      Alex
      Tb lamento que algumas pessoas levem para o campo do bairrismo a discussão; não é por aí. E, como vc, tb espero que haja lisura nesse processo todo.
      Abs.

  2. 12 dirceu peters 02/10/2009 17:54

    concordo com praticamente tudo o que vc falou sormani,no entanto nao podemos ficar paralizados ate todos os problemas do BRASIL serem resolvidos.o rio vai ter oportunidade unica de se tornar referencia para o pais se tudo for realizado conforme o planejado.eu nao me lembro de qualquer outra cidade no mundo que em 2 anos vai sediar uma copa do mundo e uma olimpiada.os demais destinos turisticos do BRASIL vao tambem ser bastante beneficiados.uma copa do mundo e uma olimpiada com certeza trarao muitasdivisas para o pais.so nao pode acontecer o mesmo do pan em que as obras ficaram muito mais caras do que orçadas.quanto a essa questao do bairrismo nos que nao moramos nem num nem noutro lugar achamos simplesmente ridiculo que em pleno seculo 21 ainda existam pessoas que pensem assim.

    Responder
    • Fábio Sormani 02/10/2009 18:42

      Dirceu
      A Cidade do México foi sede da Olimpíada em 1968 e o país do Mundial em 1970.
      Posso ser taxado de antiquado e pouco audacioso, mas eu acho que a gente tem que dar o passo de acordo com o tamanho da perna — foi assim que o meu querido pai sempre me ensinou. Enqto a gente não resolver os problemas internos, nada de querer se aventurar em sediar Copas do Mundo e Jogos Olímpicos. A gente tem que estipular as prioridades e rumar através delas. Mas entendo seu ponto de vista, que, aliás, é o de mtos também. E, claro, respeito-o bastante.
      Abs.

  3. 11 Alexandre((chocolate)) 02/10/2009 17:52

    Boa tarde
    Sormani e Amigos do Botequim
    Na verdade tambem não sou favoravel nem as Olipiadas e nem a Copa do Mundo pelo mesmo contexto, pela mesma razão e ainda vou alem não temos uma politica de Esporte que visa o crescimento, temos em tantos Estados as quadras que são poliesportivas que estão vantalizadas ou mal cuidadas. vou lhes contar um simples fim de semana:
    Fui na virada esportiva em São Paulo no Parque da Juventude as quadras estão com os aros tortos e quebrados, perguntei a um guarda e um funcionario da admistração qual é o prazo para arrumar ou fazer a manutenção das quadras? O funcionario me respondeu da seguinte forma:
    - Não tem previsão, o pessoal vandaliza o lugar e não temos como arrumar
    Depois disso fui fazer uma sondagem aos frequentadores
    Fabio e amigos, descobri que a manutenção do parque não vai desde Janeiro de 2008 e os aros continuam os mesmos, para onde vai o dinheiro para a manutenção?
    Isso me faz ver que teremos que mudar muito. e eu sei que nas eleições farão algo pra melhoria e esquecerão por bastante tempo. como sempre so vemos que não esta tão bem se for em nossa frente. Estamos na politica de Pão e Circo
    Vamos acordar pessoal

    Obs
    Desculpem – me mas pelo contesto da materia, eu entendi que ele (Fabio Sormani) esta falando em nação e não somente no Rio ou Sampa como foi citado

    Abs

    Responder
    • Fábio Sormani 02/10/2009 18:37

      Alexandre
      Ótima história, exemplifica tb tudo o que eu quis mostrar no texto. E é exatamente isso o que eu quis dizer: não estou condenando a Olimpíada no Rio, condeno o evento no Brasil, bem como a Copa do Mundo, pelos mesmos motivos mencionados no texto. Com o bolso cheio e problemas sociais resolvidos, ótimo, vamos sediar a Olimpíada.
      Abs.

  4. 10 Ana 02/10/2009 17:51

    Minha única preocupação é saber onde vai parar o lucro disso. Se vai ser empregado nos bens da união ou vai para o bolso dos malfeitores da união.

    Responder
    • Fábio Sormani 02/10/2009 18:35

      Ana
      A sua dúvida é a de mtos brasileiros.
      Abs.

  5. 9 Cyro 02/10/2009 17:45

    Concordo com a sua opinião Sormani. Não se trata de ser ou não no Rio de Janeiro, a questão é ser uma Olimpíada no Brasil. Mesmo que fosse em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, ou outra qualquer, também não me animaria muito. O Rio de Janeiro é uma belíssima cidade e é o cartão postal do Brasil lá fora, não vejo motivos pra fazer em outra cidade. Mas o que que o governo brasileiro faz pelo esporte. Cada vez mais vemos atletas conhecidos que ralam e enfrentam muitas dificuldades pra poder treinar. Isto porque são conhecidos, ganharam alguma coisa e estão na mídia, mas e os que não aparecem. Atleta brasileiro de ponta são aqueles que treinam no exterior. Ficaria mais orgulhoso deste país se ganhássemos medalhas do que sediando Olimpíada. Acredito que estes R$ 26 bilhões não estejam “sobrando”, e vai sair de alguma área que precisa muito.

    Responder
    • Fábio Sormani 02/10/2009 18:34

      Cyro
      Exatamente: esse dinheiro não está sobrando.
      Abs.

  6. 8 fabio 02/10/2009 17:35

    grande sormanii.. bom texto gostei mesmoo…fui um dos que torci contra a candidatura..

    Responder
    • Fábio Sormani 02/10/2009 18:33

      Fabio
      Valeu.
      Abs.

  7. 7 Silvio 02/10/2009 17:24

    Acho que o pessoal que está comentando a reportagem não entendeu o que o jornalista quis dizer, não é possível. Não é questão de bairrismo e sim de saber aproveitar o dinheiro que será gasto em uma olimpiadas ou copa do mundo.
    Só para vocês terem uma ideia do que o jornalista quer dizer ou pelo menos entendí dessa maneira.
    Sou nascido e criado na cidade de SP, fazem 13 anos que moro em uma cidade do interior de SP, onde tem 10 mil habitantes e nos últimos meses vem acontecendo alguns roubos na cidade e tivemos uma reunião com algumas autoridades e o delegado chegou a dizer que era para nós utilizar uma parte do dinheiro que ganhamos trabalhando, para pagar segurança particular, pois o estado não tem competência para nos proteger.
    Veja bem, estamos falando de uma cidade de 10 mil habitantes. Onde mais teremos segurança então.

    Responder
    • Fábio Sormani 02/10/2009 18:33

      Silvio
      Ótimo depoimento, ilustra magnificamente o que eu quis dizer.
      Abs.

  8. 6 Bruno Camargo 02/10/2009 17:18

    Concordo com oq foi dito, engraçado o bairrismo do cariocas, que vão fazer a festa com o dinheiro dos outros.

    Mas se agora o brasil ñ massificar o esporte, não vai nunca mais.

    Responder
    • Fábio Sormani 02/10/2009 18:32

      Bruno
      Essa é a minha expectativa: que a gente massifique os esportes olímpicos no Brasil.
      Abs.

  9. 5 Caio 02/10/2009 17:17

    Ah, Sormani, dá uma olhada no próprio IG, lá tem a previsão feita pela USP de que para cada dólar gasto cerca de três são arrecadados. Com a diferença, dá pra investir ainda mais socialmente. A crítica do “há coisas mais urgentes” é rasa por isso: não resiste a uma análise econômica, de que o valor está sendo INVESTIDO, não GASTO!

    E, por favor, falar que só o Brasil, dentre as 10 maiores economias, tem uma desigualdade tão grande, soa ridículo para um jornalista como você, que acompanho e admiro. Afinal, a nossa desigualdade é INFINITAMENTE menor que na China, onde o número de miseráveis é centenas de vezes superior, com atrocidades humanas e políticas substancialmente maiores que aqui.

    Responder
    • Fábio Sormani 02/10/2009 18:30

      Caio
      Eu não vou fazer um investimento com o meu dinheiro se eu tenho contas a pagar. Não posso jogar meu dinheiro na bolsa de valores, por exemplo, se eu tenho que pagar a prestação da casa, o supermercado, a escola das crianças, o plano de saúde etc e tal. Compreendeu?
      Qto a comparação Brasil/China, relatório deste ano da ONU indica que em 1990 60% dos chineses ganhavam menos de US$ 1,00 por dia e que hj esse número caiu para 16%. No Brasil, ele caiu de 15% para 7.8%, uma redução bem menor. E não se esqueça que temos que alimentar 190 milhões de bocas, enqto os chineses têm que alimentar 1,3 bilhão. A China é quase dez vezes maior que o Brasil e o PIB chinês não é dez vezes maior que o brasileiro. Em janeiro deste ano o FMI divulgou a lista dos dez maiores PIBs do planeta e o PIB chinês é de 3.76 trilhões, enqto que o brasileiro é de 1.31 trilhão.
      Abs.

  10. 4 wks 02/10/2009 17:16

    Penso que devido a exposicao na midia internacional, o reforco da seguranca no periodo. O processo de organizar, investir e gerir so tera a acrescentar ao pais, ao rio, e ao povo.
    Mas precisamos ter muita atencao com os envolvidos, afinal o Brasil infelizmente e um pais de corruptos…

    Responder
    • Fábio Sormani 02/10/2009 18:17

      wks
      O país tem que resolver a questão da segurança no Rio não apenas nos Jogos Olímpicos, mas desde já. E erradicá-la de uma vez por todas da cidade. E isso deveria acontecer tb em todas as outras gdes cidades do país, que lamentavelmente sofrem do mesmo mal.

  11. 3 ANDERSON 02/10/2009 17:08

    VC COLOCA O RIO COMO O INFERNO NA TERRA!!!! E SP SERIA O PARAISO????? É MUITA HIPOCRESIA!!!!!! E ESSA TAL GAROTA QUE VC FALOU NÃO CONHECE NADA DO MUNDO, PRA ELA A REALIDADE SE BASEIA NO QUE PASSA NA TV , DO RIO SÓ CONHECE O QUE A MIDIA PAULISTA MOSTRA QUE É TIROTEIO E MORTES E O RIO É MUITO MAIS QUE ISSO!!!!

    Responder
    • Fábio Sormani 02/10/2009 18:14

      Anderson
      SP não é o paraíso — e está longe disso, infelizmente. Qto a menina do elevador, o temor dela é o de mtos. E a culpa não é da população, mas sim dos governantes que deixaram a situação chegar nesse pé em que se encontra.

  12. 2 ANDERSON 02/10/2009 17:04

    CHUPAAAAAAAAAAA PAULISTADAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!

    Responder
    • Marcelão Estevam-SP 02/10/2009 21:06

      ridiculo

    • Fábio Sormani 02/10/2009 18:12

      Anderson
      Seu comentário é entristecedor.

  13. 1 Roque Silva 02/10/2009 16:50

    São Paulo é um paraiso.
    Não tem nada de violência nem desigualdade.
    Faça-nos o favor.
    Você e o casal do elevador.
    Não venha mais Para o RJ.
    Fique por ai, mesmo.
    Abcs.

    Responder
    • Fábio Sormani 02/10/2009 18:10

      Roque
      Vc não leu com atenção o que eu escrevi. Disse com todas as letras: “O que a gente vê é a violência estender seus tentáculos nas grandes cidades brasileiras e de lá não arredar pé”. Pergunto: vc considera o Rio a única cidade gde do Brasil? Claro que não. Citei o exemplo do elevador pq a cidade em questão é o Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olímpicos de 2016. O problema, infelizmente, é de TODAS as gdes cidades.
      Qto a sua sugestão, eu não a acatarei. Sempre que puder, irei ao Rio, pois o Rio é uma cidade do Brasil e não apenas dos cariocas e eu tenho mto orgulho dela, pois ela é uma das coisas mais lindas que tem no planeta — e eu, felizmente, conheço um bom pedaço do mundo. Gosto mto de estar no Rio, onde tenho gdes amigos. E eles entendem e respeitam o meu ponto de vista.
      Abs.

    • Mario Camargo - Utah 02/10/2009 17:20

      Primeiro que Sao Paulo nao era candidata a nada. Entao, por favor, esqueca esse comentario bairrista. Alias, voce deve fazer parte dos outros 170 milhoes de brasileiros que se iludem com os sonhos vendidos pelas novelas da Rede Globo. Acorda meu caro, voce vive em um pais pobre, com administracao pobre e com pessoas tendendo a levar vantagem em tudo.
      Abs,

      Mario

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