BOM PARA OS DOIS
Já é oficial desde ontem à noite: Ron Artest é do Lakers e Trevor Ariza é do Houston. Quem ganhou?
Acho que foi bom para os dois lados.
O Lakers, como disse ontem neste botequim, se fortalece demais, pois ganha em Artest (foto Reuters ao lado de Kobe) um defensor que ele praticamente só encontrava em Kobe Bryant. Mais ainda: o ciclotímico ala sabe pontuar – e meter bolas de três.
Cairá como uma luva, como se costuma dizer, no esquema do Lakers. Era o jogador que faltava – embora eu ainda clame por um armador, experiente, que possa substituir Derek Fisher.
Mas como amigo é para sempre, Fish não sairá de jeito nenhum do Lakers. Ele é chegado em Kobe e Phil Jackson.
Além disso, no momento do apuro, do sufoco, do aperto, ele apareceu e ajudou o time a ganhar seu 15º. título.
Vai, pois, ficar. Jordan Farmar e Shannon Brown vão dar o descanso que o veterano armador tanto precisa, e quando for o caso, Kobe arma o jogo, com Ron na posição dois e Luke Walton na três.
Bem, P-Jax vai ganhar US$ 13 milhões na próxima temporada e esse é um problema para ele resolver. E, cá para nós, de fácil solução depois da chegada de Artest.
Quanto ao Houston, Ariza também cairá como uma luva – perdoem-me novamente este surrado clichê, mas falta-me neste momento inspiração maior para encontrar algo mais apropriado.
Quanto ao Houston, dizia eu, o Ariza vai mesmo se integrar perfeitamente ao time. Resta saber se Tracy McGrady passará incólume a próxima temporada, sem contusões que o privem de trabalhar.
Com T-Mac e Ariza juntos, Rick Adelman pode se dar ao luxo de deixar Shannon Battier no banco e colocá-lo em quadra quando apertar a marcação for necessário. 
Ariza (foto AP) é também um bom marcador, tem o “time” certo da jogada e por isso mesmo é um competente ladrão de bolas. Ajuda muito na defesa, mas não tem semelhante poder de marcação que Artest.
Se os amarelinhos têm ainda um problema – na armação, como disse –, os vermelhinhos seguem precisando de um pivô. Algo precisa ser feito rapidamente, pois Luis Scola, por mais brilhante e eficiente que seja não vai segurar, sozinho, esse rojão.
NBA
Anderson Varejão anunciou ontem em São Paulo que vai fazer no Rio de Janeiro um jogo com alguns astros da NBA. Local: Maracanãzinho; data: 9 de agosto; horário: 11 da manhã.
O capixaba disse que quer trazer LeBron James e que LBJ quer conhecer o Brasil. Eu costumo contextualizar muito essas declarações.
Lembro-me muito bem de um show do U2 no Brasil há uns dois anos. Bono Vox dizia, com a mesma potência de seu canto, que os brasileiros eram a melhor audiência que ele tinha encontrado. Uma semana depois, em Santiago do Chile, repetiu o discurso.
Portanto, não se empolguem quando um gringo fala bem do Brasil. Ao contrário da gente, que não tem papas na língua e fala o que der na telha, os demais povos do planeta procuram ser politicamente corretos – e respeitosos.
Dito isso, volto ao tema: King James no Brasil. Será que ele vem mesmo? Varejão disse que ele precisa encontrar uma data na agenda para ver se será possível.
Duvido – mas espero quebrar a cara, pois seria, sem dúvida alguma, sensacional ter o segundo maior jogador de basquete do mundo em terras tupiniquins.
Quanto ao evento, estará repleto de jogadores brancos e latinos. Os negros, norte-americanos, que são a essência do jogo, esses não deverão vir.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: Anderson Varejão, Houston, Lakers, LeBron James, Rockets, Ron Artest, Trevor Ariza
Noticia fresca
O Turkoglu recusou os 50 milhões que o Portland ofereceu por 5 temporadas. Provavelmente ele vai pro Toronto.
Depois dessa, duas coisas ficam muito claras. A Primeira é que o Portland vai ter que se mexer mais pra tentar desafiar Lakers e Spurs. A segunda é que tem dirigente que não bate bem. Eu já achava um absurdo ter o Turkoglu por 10, 11 milhões/ano aos 34, 35 anos.
RESPONDIDO POR FÁBIO SORMANI
Felipe
Turkoglu tem 30 anos. Joga fácil mais uns dois anos. Mas vc tem razão: um contrato de cinco anos para ele no valor de US$ 50 milhões é mta coisa. Ele não vale tudo isso na minha opinião.
Abs.
Fábio Sormani
Será que o Rasheed W. vai mesmo pro Spurs? Tem gente apostando nisso: ( http://bleacherreport.com/articles/211495-sheed-and-the-spurs-why-it-works ) . Seria um baita reforço, talvez tudo que o Spurs precisa pra ser o UNICO capaz de enfrentar o Lakers com a nova contratação de Artest. Boston ficaria muito fraco com a saída do Baleinha e Powe, já que seu banco depois do título não é mais grande coisa. Cavs sem a vinda do Villanueva não vai ficar tão forte assim, pois os pivôs vão continuar sem um grande ajudador na ala de força. Magic só estaria no meio de Spurs e Lakers se além de V. Carter, Turkoglu tivesse ficado. Vai continuar o mesmo poder de fogo em arremessos mais assim como o Cavs sem uma grande ajuda no garrafão pra D12 .
Abraço a todos,
Vasco/Recife-PE
RESPONDIDO POR FÁBIO SORMANI
Vasco
Se o Sheed for para o SAS, os texanos ganharão mta força no jogo interior e ficarão mais fortes ainda para enfrentar o Lakers.
Abs.
Fábio Sormani
Sormani, tenho algumas dúvidas sobre o mercado. Varejão sai ou não do Cleveland? O que acha de Hasheed no Boston? E o Boston, parece que decidiu ficar com Rondo mesmo? (Ufa!!)
RESPONDIDO POR FÁBIO SORMANI
Henrique
Varejão pode renovar com o Cavs, mas eu acho que esta seria a última opção da franquia, que procura um ala de força pontuador — o que não é o caso do Varejão. Rasheed tem conversado com mta gente, mas até agora não acerta nada. E o Rondo deve mesmo ficar em Boston, pois ninguém se mostrou interessado por ele.
Abs.
Fábio Sormani
Bom, eu acho que o tiro pode sair pela culatra.
Se der certo, será o o chamado negócio da China. Pagará menos que do Ariza pediria, ganha um excelente gatilho do perímetro, uma opção a mais no ataque, além de um bom defensor.
A questão é que o Ariza estava “encaixado” no Sistema de Triângulos do Phil Jackson. Ariza marcava sempre o melhor jogador de perímetro do adversário, roubava bolas importantes e cumpria sua obrigação tática.
Se Artest não se enquadrar no Sistema de Triângulos ou se começar a levar falta tecnica uma atrás da outra, o bi-campeonato ficará distante.
Acho que os Lakers terão problema para renovar com o Odom. Tá certo que ele foi muito útil nessa finais, mas não o vejo como um grande jogador. Aliás, ele é muito caro para ser reserva.
Se houver uma reposição para o garrafão, não vale a pena pagar U$ 10 milhões.
Ah, mais um desafio para o Phil Jackson: recuperar o Andrew Bynum. Se voltar a ser o jogador da temporada regular da temporada retrasada. será muito importante. Se for o jogador nulo da última pós-temporada, vai comprometer.
RESPONDIDO POR FÁBIO SORMANI
Leonardo
Sinceramente, não vejo problema algum para o Artest se encaixar no sistema dos triângulos. Não é nada de outro mundo. Além disso, ele marca melhor que o Ariza. O problema, como vc mesmo disse, é o temperamento dele. Em relação ao Lamar, a gente não pode considerá-lo reserva. Reserva é o Jordan Farmar, Luke Walton, Shannon Brown, Josh Powell, Mbenga. Lamar tem mtos minutos em quadra, semelhante ao de outros titulares. Na temporada, por exemplo, ele ficou em quadra 30 minutos; nos playoffs, dois a mais. Por isso, eu acho que ele vale os US$ 10 milhões que, dizem, ele está pedindo.
Abs.
Fábio Sormani