POSIÇÃO AMEAÇADA | Fábio Sormani

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quarta-feira, 1 de abril de 2009 NBA | 12:03

POSIÇÃO AMEAÇADA

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O Lakers que se cuide, porque além de perder a primeira colocação geral para o Cleveland, pode ficar sem a segunda também. A derrota de ontem diante do Charlotte, na Carolina do Norte, por 94-84, foi um desastre.

O time angelino fica agora com três tropeços a mais do que o Cavs: 16-13. Pior ainda, tem apenas duas de vantagem para o Orlando: 16-18.

Nem vou ficar analisando os próximos oito jogos da equipe para tentar saber o que pode ocorrer. Corro o risco de quebrar a cara novamente.

Destas sete contendas no Leste (a última será hoje à noite diante do Milwaukee), esperava sete vitórias. Na pior das hipóteses, uma derrota para o Atlanta – o que aconteceu. Mas não contava com a queda de ontem.

Portanto, se novo tombo ocorrer diante do Bucks, já não vou me surpreender. Mas seria uma tragédia acumular três reveses consecutivos, o que, aliás, não aconteceu nesta temporada.

O que se passa com o Lakers? Estaria o time dando dicas de que cai de produção no momento errado? Preparação equivocada?

Não acredito em nada disso.

Como disse acima, a equipe de Los Angeles não somou três derrotas consecutivamente na competição, o que mostra a força do grupo e a regularidade do grupo. Se enfileirou agora duas derrotas, o mesmo já se deu neste campeonato em um par de ocasiões.

A primeira vez foi em janeiro passado, quando perdeu para San Antonio e Orlando. Depois, no final de fevereiro e início de março, caiu diante do Denver e do Phoenix.

Se formos traçar um paralelo com as outras forças da competição, o Cleveland já esteve diante desta situação. Mas, é bom que se diga, foi em apenas um momento.

No começo de fevereiro, o Cavs se curvou diante do próprio Lakers, perdendo sua invencibilidade em casa, naquele momento em 22 jogos. No seguinte, foi dobrado pelo Indiana.

Já o Orlando viveu este drama em duas oportunidades. Começou o campeonato com dois reveses: Atlanta e Memphis. Depois, no final de janeiro, repetiu a dose ao perder para Boston e Miami.

O Boston, outro time cotado para ser campeão desta temporada, passou por maus bocados, ao contrário de Lakers e Cavas. O Celtics perdeu quatro jogos consecutivos no começo de janeiro ao ser derrotado pelo New York, Cleveland e Charlotte e Houston.

Depois, em março, foi batido duas vezes seguidas pelo Orlando e Miami, fez uma vitória diante do Memphis e voltou a perder mais dois confrontos seguidamente: Milwaukee e Chicago.

Já o San Antonio, que corre por fora para ser campeão, ficou privado de um de seus principais jogadores, Manu Ginobili, por várias partidas nesta temporada. Por isso mesmo, perdeu muito mais do que imaginava.

Iniciou o campeonato com três derrotas: Phoenix, Portland e Dallas. Além dessa tripla derrota, mais para frente, somou uma dupla em cinco oportunidades.

Portanto, o que ocorre com o Lakers no momento não é privilégio algum do time da terra do cinema. Já ocorreu com seus mais fortes.

O Cleveland, no entanto, é o que se mostra mais intacto.

Resumo da ópera: as duas derrotas seguidas do Lakers preocupam apenas no tocante quanto ao posicionamento do time na classificação geral da competição.

Nada além disso.

IGUAL

Se o Lakers colheu uma derrota inesperada, o mesmo aconteceu com o San Antonio. No caso do Spurs, foi ainda pior: o time acabou derrotado pelo fraco Oklahoma City (96-95); e dentro de casa!

E não há qualquer desculpa para o revés. Todos os jogadores estiveram em quadra.

Quando falo todos me refiro a Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili. Se Bruce Bowen e George Hill não jogaram foi por decisão do técnico Gregg Popovich.

Mas o caso do San Antonio é diferente do Lakers. Os texanos ainda procuram um melhor entrosamento, pois Ginobili acabou de voltar de uma longa inatividade provocada por uma contusão no tornozelo e ainda não encontrou seu melhor ritmo de jogo.

Por outro lado, eu sei também que o time angelino não conta com Andrew Bynum, seu melhor pivô, que ainda se restabelece de uma contusão no joelho.

Quer dizer: a história parece fugir do script traçado no início da competição, mas o que a gente não pode deixar de considerar é que competição esportiva não é como cálculo matemático.

Há variantes dentro de um campeonato que é impossível de se prever quando se faz o projeto visando a temporada.

Alguém poderia prever uma nova contusão de Andrew Bynum? Claro que não. Alguém poderia imaginar que Manu iria demorar tanto para se recuperar? Claro que não. Alguém poderia antever a contusão de Kevin Garnett? Claro que não.

O que as equipes esperam – e rezam – é que seus principais jogadores estejam sadios durante toda a temporada.

TABU

Não é bem um tabu, mas o Lakers não consegue se dar bem diante do Charlotte. A franquia bebê da NBA fez até hoje dez partidas contra o supercampeão californiano.

Sabe qual é o retrospecto? 6-4 para o Bobcats.

Michael Jordan, um dos donos da franquia da Carolina do Norte, depois de várias semanas ausente da Time Warner Cable Arena, deu as caras novamente no ginásio, para delírio dos 19.568 torcedores que ocuparam todas as poltronas disponíveis.

O que se comentou foi que MJ apareceu mais para reencontrar-se com seu velho amigo Phil Jackson. Antes de o jogo começar, o Pelé do basquete foi até o vestiário visitante e deu um caloroso abraço em P-Jax; desejou boa sorte ao amigo.

Mas foram palavras ditas da boca para fora. Isso porque, durante a partida, MJ mais parecia um torcedor comum do que um dirigente. Torceu feito um maluco.

Cruzou os dedos sempre que Kobe Bryant e companhia arremessavam. Deu certo: o aproveitamento do Lakers foi ridículo no jogo de ontem.

O time acertou apenas 39.% de seus tiros (38-97). As bolas de três foram um horror: 4-14 (28.6%).

Agora, sabe o que foi pior nisso tudo? O Lakers cobrou apenas seis lances livres durante toda a partida, numa clara demonstração da falta de agressividade de seu jogo.

Já o Charlotte gostaria demais que a temporada se resumisse apenas a partidas contra o Lakers. O Cats varreu o Los Angeles nesta temporada e dos últimos sete encontros venceu seis.

Embora o Lakers tenha estado à frente no marcador em algumas oportunidades, o jogo, jamais – eu disse jamais – deu pinta de que iria ser vencido pelos californianos. O Charlotte foi um time mais robusto em quadra.

Todos os seus titulares tiveram um duplo dígito na pontuação: Gerald Wallace fez 21 pontos, Raymond Felton 16, Emeka Okafor 13, Boris Diaw 11 e Raja Bell 10. Pra melhorar, D. J. Augustin veio do banco e contribuiu com 14.

Os jogadores foram agressivos o tempo todo. Não se intimidaram jamais. Se o Lakers cobrou apenas seis lances livres durante a partida, o Cats bateu 22.

Penso que esses dois parágrafos acima explicam a vitória de um e a derrota de outro.

IGUAL

Com a vitória diante do Lakers, o Charlotte se sustentou com 40 derrotas na competição. Tem agora o mesmo número de tropeços do Chicago, que ontem perdeu uma partida ganha diante do Indiana: 107-105.

De jogo a gente fala daqui a pouco.

Concentro-me ainda na briga entre Bobcats e Bulls. No confronto direto entre as duas franquias, a da Carolina do Norte leva vantagem: 2-1. E não haverá mais enfrentamentos entre elas.

Desta forma, se o Chicago quiser a oitava vaga, tem que torcer para o Charlotte perder um embate.

Quanto a partida do Bulls, o time tinha uma diferença favorável de sete pontos (103-96) a 3:46 minutos do final. Deixou o Pacers fazer uma corrida de 11-2.

O time perdeu nada menos do que cinco posses de bola.

Fica difícil vencer assim.

FENOMENAL

Muitos frequentadores deste botequim já chamaram a atenção para Kevin Durant. O moleque, de fato, joga muito.

Na vitória de ontem diante do San Antonio, Kevin marcou 31 pontos e ainda apanhou oito rebotes.  Apesar de jovem, parece um veterano em quadra.

Não se assusta com nada; nem com pressão de torcida e nem pelo fato de estar diante dos Três Tenores texanos.

Como os grandes jogadores, ele parece contagiar seus companheiros com sua energia. Eles crescem ao lado de Durant – e isso é um ótimo sinal para ele e para a franquia.

Quanto ao jogo, o final foi emocionante. O Thunder tinha uma vantagem de 11 pontos (92-81) a exatos seis minutos do final da partida.

Ela foi caindo aos poucos, até que chegou em um pontinho apenas (94-93) depois que Michael Finley acertou um tiro triplo da ponta-esquerda do ataque texano. O relógio mostrava que 1:11 minuto separava o jogo de seu final.

Nenad Kristic acertou seu “jumper” e passou a diferença para três pontos: 96-93. Faltavam 51 segundos para o final.

San Antonio novamente no ataque: Finley tentou uma bandeja numa infiltração bem marcada, errou, mas Tim Duncan deu um tapinha e derrubou a bola: 96-95.

Timmy voltou a ser grande ao dar um toco em Jeff Green e recuperar a posse de bola para o Spurs a 13 segundos da buzinada derradeira. Mas sem tempo para pedir, a jogada foi improvisada.

E foi um horror: Manu Ginobili errou o passe, recuperou a bola, entregou-a a Timmy, que ficou sem saber o que fazer com ela. Depois encontrou Finley, que já sem tempo tentou um arremesso desesperado que deu aro.

OBRIGADO

Dois são os times que agradecem ao Oklahoma City neste momento: Denver e Houston. Com a derrota do San Antonio, as três equipes somam 26 derrotas, mas o Nuggets pulou para a segunda posição no Oeste por ter um percentual de aproveitamento melhor.

Num cotejo contra o Spurs pelo desempate, o Denver leva a melhor no confronto direto: 2-1. E os times não jogam mais entre si nesta fase de classificação.

Já em relação ao Rockets, o time colorado está em desvantagem: perdeu três dos quatro enfrentamentos.

Portanto, se o Denver quiser brigar pelo segundo posto, tem que torcer para o Houston perder mais um jogo, pois no critério de desempate os texanos levam a melhor.

NORMAL

O Denver fez sua parte ontem à noite ao bater o New York, no Pepsi Center, por 111-104. Nenê voltou a jogar dentro de sua normalidade: deixou a partida com 18 pontos, 12 rebotes, quatro desarmes e três tocos. Tudo em 33 minutos.

Um partidaço, como se vê.

Notas relacionadas:

  1. UM TÉCNICO PARA O CLIPPERS
  2. BULLS ENVERGONHA BARACK OBAMA
  3. SEM ZEBRA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

21 comentários | Comentar

  1. 1 Cavsrejão 01/04/2009 12:26

    Fala Sormani!

    Senti falta de comentários sobre o jogo de ontem Cavs x Pistons. LBJ decidindo mais uma vez a partida, e outra apresentação sólida de Varejão, que já tá fazendo por merecer ser titular de vez nesse time!

    O Cavs está consistente, o grupo tá fechado e redondo…e enquanto isso só vejo comentário da linha “Mas o Lakers vai resolver nos playoffs – mas o Lakers tá desfalcado – mas o Lakers isso ou aquilo”. Muita desculpa mas a soberba pelo visto continua do lado dos amarelinhos, cinzinhas ou verdinhos (rs).

    Enquanto na surdina vem meu CAVS, que vai engolir essa trinca no seu próprio EGO!

    LBJ ->MVP
    CAVS -> Melhor campanha da NBA e campeão da Conf. Lest.
    Varejão-> Melhor jogador de defesa do ano (essa é por minha conta, rsrsrsrs)

    abração

    RESPONDIDO POR FÁBIO SORMANI
    Cavsrejão
    É, eu poderia mesmo ter falado sobre o Cavs. Falhei.
    Abs.
    Fábio Sormani

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