UMA VERGONHA DE TIME E TREINADOR | Fábio Sormani

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009 NBA | 11:55

UMA VERGONHA DE TIME E TREINADOR

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Que vergonha!

Primeiro foi uma goleada diante do Boston. Ontem, derrota para o frágil e indefinido New York por 114-109.

O Phoenix é um horror como time de basquete; seu técnico, Terry Porter (foto Reuters), é pavoroso. Não consegue fazer o time jogar.

Ontem, diante do Knicks, com o time precisando de bolas de três pontos para diminuir a vantagem dos anfitriões, ao final da partida, ele mantinha em quadra os dois pivôs da equipe, Amaré Stoudemire e Shaquille O’Neal.

E Leandrinho, exímio arremessador de bolas longas, que fez seis de seus nove pontos exatamente no quarto período, assistia a tudo do banco de reservas.

Com 11 segundos para o final, com o placar em 112-109 para o New York, aí sim, o genial Porter tirou de Shaquille O’Neal da partida e colocou…

Matt Barnes!

Leandrinho – é verdade, não vem tenho um bom aproveitamento nesta temporada nas bolas de três – ficou no banco. Mas o paulistano é um matador e um cara desses, quando você precisa de tipo de jogada, não pode ficar no banco.

Além disso, já sem pedido de tempo, o Phoenix tinha que sair do fundo. E Leandrinho é mais habilidoso e mais rápido que Barnes.

Enfim, coisas do “genial” Terry Porter.

Como disse acima, uma vergonha!

E ninguém faz nada.

SOLUÇÃO

Dois são os caminhos que o proprietário da franquia, Robert Sarver, banqueiro e dono de uma cadeia de hotéis no Arizona, tem que tomar para resolver a questão.

Primeiro, demitir primeiro Steve Kerr, que ele mesmo colocou com gerente geral da franquia. Kerr é o responsável por esse monstro que não assusta ninguém.

Aliás, foi o não menos “genial” Kerr quem contratou Shaquille O’Neal, desagradando o então treinador Mike D’Antoni. Ele cansou de falar para o ex-armador do Chicago que não iria dar certo, porque Shaq é lento e quebraria o ritmo da equipe, que era muito rápido.

Não deu outra.

Depois, Sarver tem que mostrar o mesmo caminho para Terry Porter, que não tem competência alguma nem para dirigir times da liga de desenvolvimento da NBA, a NBDL.

RECUPERADO

O que duas derrotas consecutivas poderiam produzir no Cleveland? Não sabemos, porque ontem à noite o time se recuperou do revés diante do Lakers e bateu o Portland, no Oregon, por 104-98.

Um grande resultado, porque a gente bem sabe que o Blazers, apesar de ser um time jovem e ainda em formação, quando atua em seu Rose Garden é difícil de ser dobrado.

Lá, foi batido em apenas cinco de seus 20 enfrentamentos. E já passou por cima de equipes como San Antonio, Houston, New Orleans e Boston.

Foi importante também esta vitória porque o Cavs vinha de quatro derrotas fora de casa em seus últimos cinco jogos. Miami, Washington, Chicago e Lakers sapecaram o Cleveland, que só venceu o Memphis.

LeBron James, sem a sombra de Kobe Bryant, anotou 34 pontos e foi o condutor do time em quadra. Apesar de tantos pontos, deu 14 assistências – sua melhor marca na temporada –, o que mostra muito bem a intensidade ofensiva do jogador, que basicamente jogou como armador.

Sete foram os rebotes; mais três e faria seu 21º. “double-double” da carreira.

Se LBJ ficou com a armação, Mo Williams passou a jogar de ala/armador, ou seja, o armador de conclusão. A tática do treinador Mike Brown deu certo: Williams marcou 33 pontos, sua maior pontuação na temporada.

Aproveitou-se do fato de o Portland dobrar em cima de LeBron. Acabava quase sempre à vontade. E um jogador como Williams não pode ficar livre.

Arremessou nove bolas de três e acertou dois terços delas (66.7%). No geral, atirou 19 pelotas contra o aro do Blazers e embiroscou 12 (63.1%).

É, tudo fica mais fácil quando não se tem um jogador como Kobe Bryant por perto, não é mesmo?

RITMO

Anderson Varejão (foto AP) voltou a jogar bem e ser importante dentro do esquema da equipe. Quebra o galho jogando como pivô, pois Zydrunas Ilgauskas está machucado.

Marcou 12 pontos e apanhou oito rebotes.

Melhor do que esses números foi o fato de ele ter controlado Greg Oden, que deixou a quadra com dez pontos e oito ressaltos. Teve trabalho com Joel Przybilla, que se pontuou pouco (seis tentos), apanhou 15 rebotes.

De qualquer maneira, o saldo foi positivo, especialmente porque o capixaba é um tormento para qualquer grandalhão. Rápido, surge do nada para disputar uma sobra que aparentemente seria do pivô defensivo e que muitas vezes acaba espirrando para outro jogador apanhá-la.

Coisas assim, como tenho dito, que não aparecem na estatística, mas são superimportante.

AULA

Os armadores do Boston mostraram como se deve arremessar bolas de três na vitória de ontem sobre o Miami, na Flórida, por 98-83. Se Rajon Rondo foi parcimonioso nas tentativas triplas (1-2), Ray Allen e Eddie House não.

House meteu sete de onze tiros, enquanto que Allen encestou cinco de seis. Juntos foram responsáveis por onze dos 15 acertos da equipe. Ou seja: só dessas bolas saíram 33 pontos.

No terceiro período, House atingiu o alvo em seis de oito arremessos, igualando o recorde da franquia em um tempo. Dee Brown, aposentado armador do Celtics, acertou também meia dúzia de bolas em um quarto de jogo, mas foi em sete tentativas.

Isso ocorreu na vitória diante de Dallas (110-99), em 4 de fevereiro de 1988.

Com um aproveitamento desses nas bolas longas, não tinha como perder a partida. Até porque Dwyane Wade foi bem marcado e deixou a quadra com apenas 25 pontos.

O Boston passou por cima do Miami do mesmo jeito que o fez diante do Phoenix.

Depois de uma sequência ruim, que começou com a derrota para o Lakers, em Los Angeles (foram sete revezes em dez jogos), o Celtics já navega em mares calmos.

Acumula seis triunfos seguidos e esta noite fará um jogo vital para o seu projeto de terminar em primeiro lugar na classificação geral do campeonato.

Pega o Orlando, líder no geral, novamente na Flórida.

JOGO DO ANO

Muitos foram os enfrentamentos desta temporada que a gente poderia classificar como “Jogo do Ano”. Ou da temporada, para sermos mais preciso.

É como eu tenho dito: este campeonato está sensacional, pontuado por muitos clássicos onde ninguém pode dizer o que vai acontecer.

É o caso do jogo desta noite, 23 horas de Brasília.

Um dos problemas do Boston é que vai ter pela frente uma equipe descansada. O último jogo do Orlando foi no sábado passado, contra o Denver, no Colorado.

Mas o maior deles, como todos nós sabemos, será marcar o pivô Dwight Howard.

Mas e as bolas do perímetro?

É,também é um baita de um problema.

O que fazer?

Pois é, esse é o xis da questão.

Como o Orlando contraria a maioria dos times da NBA e joga com quatro abertos e apenas Howard no pivô, se fizer a dobra em cima do Super-Homem, alguém do perímetro ficará livre.

E são quatro jogadores que sabem arremessar: Jameer Nelson, Courtney Lee, Hedo Turkoglu e Rashard Lewis.

Se o Celtics individualizar a marcação para evitar as bolas de três, Howard ficará no mano a mano com Kendrick Perkins ou seja lá quem for e pode fazer 50 pontos.

Todo mundo sabe como joga o Orlando, mas ninguém encontrou um antídoto para ele.

REFORÇO

Mickael Petrus é o titular da posição 2 do Orlando. Mas está contundido.

Courtney Lee entrou no time e vem jogando muito bem.

Stan Van Gundy, na emergência, acabou ganhando um ótimo reforço. Com a volta de Petrus, Lee regressa ao banco. De lá sairá, ao lado de J. J. Reddick, para apagar incêndios quando necessário.

Muitos dizem que o grande problema do Orlando é a falta de um bom banco. Dois jogadores a gente viu que o time tem.

E os demais?

Fracos.

Banco, esse pode ser realmente o problema do Magic quando os playoffs começarem.

INCRÍVEL!

O Lakers venceu o Clippers ontem à noite: 108-97.

Normal.

Anormal foram os 42 pontos que o pivô Andrew Bynum (foto AP) anotou. Isso mesmo, 42, recorde em sua carreira.

E ainda apanhou 15 rebotes.

Para quem gosta de estatística, anote aí: à exceção de Shaquille O’Neal, foi a primeira vez que um pivô amarelinho apanha 15 rebotes e faz mais de 40 pontos em um jogo.

Shaq chegou lá em sete oportunidades.

Além dele, quem brilhou também foi Kobe Bryant, que anotou o 16º. “triple-double” de sua carreira ao cravar 18 pontos, 12 rebotes e 10 assistências.

Ah que bom seria se o campeonato fosse feito apenas de jogos contra o Clippers…

Notas relacionadas:

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

25 comentários | Comentar

  1. 5 Will 22/01/2009 13:30

    Sormani,

    Magic vence o atual campeão e o pivô mais dominante da nba faz seu 32º double-double da temporada!

    RESPONDIDO POR FÁBIO SORMANI
    Will
    A chance de isso acontecer é gde demais.
    Abs.
    Fábio Sormani

    Responder
  2. 4 Cassio 22/01/2009 13:11

    Para neutralizar o Orlando basta marcar os jogadores do perímetro, pois eles são bons arremessadores, mas não tão bons para driblar e finalizar. Assim o Howard ficará sozinho com o Garnett, melhor defensor da temporada passada, colocando o Perkins (apesar de ser bom defensor e ter força muscular para prejudicar o Howard) no banco e pôr um bom ala defensor no time, enquanto o Orlando estiver com a formação titular.

    Howard dificilmente passará dos 35 pontos e 20 rebotes ficando no mano a mano com Garnett e os outros arremessadores vão ter seu aproveitamento prejudicado pela marcação de Rondo e companhia, significando uma provável derrota do Orlando.

    RESPONDIDO POR FÁBIO SORMANI
    Cassio
    Se o Howard fizer 35 pontos, a chance de o Boston ganhar é mto pequena. Aliás, acho que se ele ficar no mano a mano com o Garnett (e nem acho que isso vá ocorrer pq a diferença de corpo é gde), faz até mais do que 35 pontos. Mas vamos esperar pelo jogaço desta noite pra ver o que é que Doc Rivers está preparando para o Orlando.
    Abs.
    Fábio Sormani

    Responder
  3. 3 Sergio Viana 22/01/2009 13:03

    Sormani,

    Nenhuma linha sobre o Rockets??

    Quem é o Wafer que vem jogando bem na ausencia do Caolho??

    Sérgio.

    RESPONDIDO POR FÁBIO SORMANI
    Sérgio
    Vakeaton Quamar Wafer é seu nome verdadeiro. Nasceu em Homer, Louisianna, no dia 21 de julho de 1985. 23 anos, portanto. Fez dois anos de college em Florida State e depois foi para o draft e acabou sendo escolhido pelo Lakers na 39a. posição da segunda rodada em 2005. Foi dispensado pelo Lakers e bateu na porta do Clippers. Foi mandado embora tb. Assinou com o Denver, mas tb não foi aprovado. Jogou no Forth Worth e Colorado, times da NBDL, até que acertou com o Houston. Pois é, o cara está sabendo aproveitar a chance no Houston e tem números expressivos. Neste mês de janeiro, por exemplo, está com 16.9 pontos de média por jogo contra 10.4 no total desta temporada. Vamos ficar de olho nele.
    Abs.
    Fábio Sormani

    Responder
  4. 2 belan 22/01/2009 13:00

    Sormani, destaque para Nate Robinson dos knicks, pra mim o 6º melhor homem da nba.. e o dono dos tocos mais legais..

    RESPONDIDO POR FÁBIO SORMANI
    Belan
    Verdade, ninguém fala no Nate Robinson, mas ele joga mto, mas mto mesmo, especialmente para um cara que tem 1m75 de altura. Voto bem dado.
    Abs.
    Fábio Sormani

    Responder
  5. 1 Ricardo 22/01/2009 12:53

    Sormani,

    Se o Suns e o Dallas sofrem do mesmo mal, pelo menos os Suns tem jeito ainda nesta temporada, já o Dallas terá de limpar seu elenco da velharia que está lá (kidd, Jones, Stackhouse), e se livrar do Barea e do Rick Carlisle (que é ruim que dói). Só não dará pra se livrar do Dampier pq o contrato é caro e do Cuban pq esse assina o cheque.

    RESPONDIDO POR FÁBIO SORMANI
    Ricardo
    Mark Cuban acabou com o Dallas, mas ele é o dono, o que fazer???
    Abs.
    Fábio Sormani

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