A SINA DO UTAH É PERDER PARA O BULLS | Fábio Sormani

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terça-feira, 25 de novembro de 2008 NBA, basquete brasileiro | 12:46

A SINA DO UTAH É PERDER PARA O BULLS

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A sina do Utah é cair diante do Chicago em momentos importantes. Depois de ter sido derrotado pelo Bulls em duas decisões da NBA no final dos anos 1990, o Jazz perdeu ontem uma invencibilidade de 14 partidas dentro da sua EnergySolutions Arena por causa de uma bola lançada a 1.2 segundo para o final da partida pelo ala Larry Hughes (foto AP, abaixo, no momento do arremesso). Quando ela escorreu pela cesta, o cronômetro já estava zerado e o Chicago venceu por 101-100.

Apesar do arremesso decisivo, o novato Derrick Rose foi o nome da partida. 19.911 torcedores viram ao vivo Rose, primeiro draft desta temporada, aniquilar com as pretensões do Utah. Jogou muito e deu igual sorte ao final da partida, pois o arremesso derradeiro foi dele, a 5.1 segundos do fim, mas a bola não entrou. Ao bater no aro, sobrou limpinha para Hughes que fez o lançamento final descrito no parágrafo acima.

Os entusiastas de Rose disseram que não foi um erro, mas sim uma assistência. Por isso, teria terminado o confronto com dez e não com nove como mostra o “boxscore”.

Brincadeiras à parte, Rose nasceu em Chicago e é torcedor fanático do Bulls desde criancinha. Fechou o jogo com 25 pontos, sendo que dez deles foram no último quarto. E desses dez, oito nos últimos três minutos.

Quem ficou madrugada adentro vendo a partida não se arrependeu. O final foi emocionante. As duas equipes trocaram a liderança em dez oportunidades nos últimos 2:46 minutos.

O Chicago estava com um recorde de 1-6 “on the road” nesta temporada. Sua única vitória tinha sido diante do Golden State, na última sexta-feira, por 115-110. Fez mais uma – e pra ganhar moral, muito embora o Utah tenha jogado mais uma vez sem Deron Williams e Carlos Boozer, seu duo afinado, além de Kyle Korver, todos machucados. Mas ganhar em Salt Lake City é sempre complicado.

O time descansa nesta terça. Mas amanhã entra em quadra novamente, agora para enfrentar o San Antonio, no Texas…

ELE VOLTOU

Depois de ter perdido os 12 primeiros jogos do San Antonio nesta temporada, o argentino Manu Ginobili retornou. E em grande estilo, pois foi na cidade de Elvis Presley. Começou no banco, como sempre acontece, e ficou em quadra exatos 11:16 minutos.

Sete deles, no entanto, foram no terceiro quarto, quando o Spurs abriu uma diferença de dez pontos sobre o Memphis e não mais perdeu o controle do jogo, que estava bem complicado. Fechou a partida no FedEx Forum (12.053 pagantes) por 94-81.

Manu fez 12 pontos e apanhou quatro rebotes defensivos.

Mas, muito mais do que isso, seu tempo em quadra deixou claro aos companheiros que a partir de agora a história será contada de maneira diferente.

MÊS QUE VEM

O Chicago encerra sua turnê de sete jogos fora de casa no próximo domingo, diante do Philadelphia no Walchovia Center. O time deixou a Cidade dos Ventos no dia 14 deste mês. Desembarcará no aeroporto de O’Hare em 1º. de dezembro.

Serão 18 dias e sete partidas longe do seu United Center. Longe do conforto do lar e dos amigos e parentes.

A NBA é assim, pois assim são os EUA, um país com dimensões continentais. Para evitar gastos e sacrifícios desnecessários, faz-se esse tipo de excursão. E não é apenas uma vez que isso acontece. Já que há que se ir para a estrada, que seja por um longo período para não ficar indo e voltando a todo o instante, cansando os jogadores e gastando à toa em tempos de crise.

ESPELHO, ESPELHO MEU…

Existe alguém mais feio do que eu em toda a NBA?

Estas devem ser as primeiras palavras de Drew Gooden (foto AP) assim que acorda e vê sua imagem refletida.

Concordam?

OLHO NELE

D.J. Augustin é outro novato desta temporada. Joga de armador e veste a camisa 14 do Charlotte. Poucos sabem que ele existe, pois quase ninguém olha para o Bobcats.

Produto da universidade do Texas, Augustin foi a nona escolha desta temporada. Justifica, até o momento, o investimento feito pelo time de Michael Jordan.

Ontem, na vitória do Charlotte diante do Philadelphia (93-84), ele fez 25 pontos e teve um aproveitamento espetacular: 6-8 nas bolas de dois, 2-3 nas de três e 7-9 nos lances livres.

No ranking dos “rookies”, está em quinto lugar entre os cestinhas (12.5 pontos) e é o terceiro entre os assistentes (4.3). Mas nos desarmes, aparece no longínquo 25º. lugar, com menos de um roubo de bola por partida (0.46).

Perdoável, pois trata-se de um novato.

Mas fiquem de olho nele.

ÀS MOSCAS

A estatística final da partida mostra que 10.848 torcedores estiveram na Time Warner Cable Arena de Charlotte. Mas não tinha mesmo, pois o ginásio estava às moscas; a tevê mostrou.

O que acontece? Simples: muita gente compra o pacote para a temporada e não aparece em alguns jogos. E quando o Philadelphia é o visitante, com o frio que já abraça os EUA, muitos preferem ficar em casa, ao lado da lareira, lendo um livro e bebericando algo quente. E namorando.

Eu faria o mesmo; e na mesma seqüência, pois o time do Sixers é de doer.

O MIAMI TAMBÉM

Dá pena ver Dwyane Wade jogando no Miami. O time não tem pivô! Como pode alguém entrar num campeonato como o da NBA e não ter pivô?!?!?!

O técnico Erick Spoelstra, que substitui Pat Riley, jogou boa parte do confronto de ontem contra o Houston com uma defesa zona 2-3 para tentar conter Yao Ming e seus 2m26 de altura. Dava pena ver o esforço hercúleo de Udonis Haslem (20 centímetros mais baixo), Shawn Marion (2m01) e Yakhouba Diawara (também 2m01) diante do chinês.

Não adiantou. Yao terminou a partida com 28 pontos e apanhou 12 rebotes, dois no ataque. E ajudou o Houston a vencer a batalha pelas sobras por 51-35, o que foi decisivo para o resultado final: 107-98 para os texanos.

Para desapontamento dos 18.704 pagantes na American Airlines Arena.

DE NOVO ELE

Dwight Howard continua namorando o “triple-double”. Ontem, no triunfo do Orlando sobre o Milwaukee por 108-101 (16.245 pagantes), o Super-Homem da Flórida marcou 24 pontos, fisgou 13 rebotes e deu seis tocos.

Não demora muito e o triplo-duplo aparece novamente.

Dwight joga muito.

EM COMPENSAÇÃO…

Se Dwight Howard não conseguiu, Chris Paul sim. CP3 anotou seu sexto “triple-double” da carreira ao marcar 14 pontos, 17 assistências e 10 rebotes na vitória do New Orleans diante do Clippers, em Los Angeles, por 99-87 (14.956 pagantes).

Foi o segundo “triple-double” consecutivo de Paul nesta temporada.

O Hornets começa a se recuperar na temporada. Vem de três vitórias seguidas e agora ocupa a quinta posição no Oeste com um desempenho de 8-5 (61.5%).

Briga com o Houston pela liderança da Divisão Sudoeste.

CBB

Toni Chakmati, presidente da Federação Paulista de Basquete, anunciou ontem que será oposição a Gerasime Bozikis na próxima eleição para a presidência da CBB. A escolha do novo comandante acontecerá em maio do ano que vem.

Chakmati ajudou colocar Grego, como é conhecido o presidente atual da CBB, onde ele se encontra. Esteve ao lado do atual presidente durante muito tempo. Rompeu com ele sei lá por quê.

O paulista diz que sua primeira atitude, se eleito, vai ser mudar os estatutos da entidade e acabar com reeleições a perder de vista. Uma no máximo, diz Chakmati.

Sempre fui contra essa bobagem de dois mandatos e acabou. Como sempre defendi o clube empresa, também entendo que entidades esportivas devam ser profissionalizadas.

A NBA é o maior exemplo. David Stern está à frente da NBA desde 1984. E não há qualquer motivo para se tirá-lo de lá. A liga era uma antes dele; outra depois dele.

Stern é remunerado. US$ 10 milhões por temporada. Merece cada centavo ganho, pois a NBA é sinônimo de sucesso.

Isso aqui no Brasil é impensável. Nossos dirigentes são amadores e, por isso mesmo, não têm visão profissional. São pouco estudados e não têm cultura administrativa.

Não merecem ficar mais do que dois mandatos. E olhe lá.

Por isso aprovo a postura de Chakmati.

Mas não estou dizendo, com isso, que ele será a salvação do nosso basquete. ‘E bom deixar isso bem claro.

TORCIDA

Os votos continuam chegando e o quadro mudou um pouco em relação à contagem anterior. Apareceram novos torcedores, como do Minnesota e Toronto.

E o mais legal é que já conseguimos computar 50 votos. E tem gente que freqüentava este botequim que ainda não apareceu para votar.

Portanto, os números tendem a mudar.

Vamos, pois ao novo posicionamento dos times mais populares aqui no Brasil:

1)    Lakers – 24.0%
2)    Chicago – 14.0%
3)    Phoenix – 14.0%
4)    Boston – 8.0%
5)    San Antonio – 8.0%
6)    Cleveland – 6.0%
7)    Detroit – 6.0%
8)    Denver – 4.0%
9)    Houston – 4.0%
10)    Dallas — 2.0%
11)    Miami — 2.0%
12)    Minnesota — 2.0%
13)    New Jersey — 2.0%
14)    Philadelphia — 2.0%
15)    Toronto– 2.0%

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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

22 comentários | Comentar

  1. 2 João Paulo Martins de Andrade 25/11/2008 13:27

    A nuvem negra que está sobre o AT&T Center está começando a perder força, agora só falta o MVP das finais da NBA de 2007 voltar a jogar e assim Os Três Tenores do AT&T Center estrear de vez na temporada 2008/09.

    Boston Celtics e Los Angeles, se preparem que o bicho vai pegar!

    GO SPURS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Abs.

    RESPONDIDO POR FÁBIO SORMANI

    JP
    Com certeza tudo vai melhorar no Sul do Texas.
    Abs.
    Fábio Sormani

    Responder
  2. 1 Cassio 25/11/2008 12:52

    Eu acho que o Ben Wallace ganha do Drew Gooden!!!

    RESPONDIDO POR FÁBIO SORMANI

    Cassio
    Será?
    Abs.
    Fábio Sormani

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