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09/02/2010 - 15:50

O TÃO AGUARDADO “SIM”

neneEra a escala mais esperada; Denver, Colorado.

Lá mora o melhor jogador brasileiro da atualidade, o pivô Nenê Hilário. Lá morava também — coloquei o verbo no passado, vocês notaram? — a maior dúvida do técnico Rubén Magnano.

Nenê estaria disposto a jogar novamente pela seleção ou não? Afinal, a última vez que o são-carlense vestiu a camisa brasileira foi no Pré-Olímpico de Las Vegas, classificatório para os Jogos de Pequim.

Já se passaram quase três anos.

Nesse período, Nenê teve lesões e venceu um câncer testicular. É bom que se diga — e que todos leiam com atenção — que todos os pedidos de dispensa do pivô do Denver — acho que foram dois — se deram por problemas de saúde.

E por que, então, essa dúvida quanto à postura do jogador em relação à seleção brasileira? É que Nenê, nitidamente, está muito longe do Brasil; não apenas fisicamente, mas sentimentalmente também.

Grande parte dos torcedores brasileiros parece não gostar de Nenê. Isso deve interferir no seu coração.

Não sei por quê; mas sinto isso. Posso estar errado, pois é uma avaliação que faço com base no que leio e escuto.

Tomo por exemplo as manifestações de parceiros deste blog que ficam irados quando eu elogio Nenê. Quando eu o coloquei como um dos três maiores pivôs da NBA foi uma saraivada de críticas, que se repetiram quando eu propus sua inclusão no “All-Star Game”.

Chamaram-me de tudo nas duas ocasiões e a crítica que mais me chamou a atenção foi a de que eu digo e escrevo o que digo e escrevo porque eu sou patriota.

Nada a ver — como diz Wanderley Luxemburgo. Não defendo, por exemplo, a presença de Leandrinho Barbosa no “All-Star Game”.

Mesmo que ele não estivesse machucado, o paulistano está hoje mais para ator das brincadeiras de Steve Nash do que para o seu reserva imediato ou seu companheiro fiel dentro das quadras.

Nenê — ao lado de Anderson Varejão, é bom que se frise —, ao contrário de Leandrinho, tem jogado muito bem — a mídia nos EUA reconhece isso e os torcedores também, basta ver a quantidade de votos que Nenê recebeu dos fãs na votação para o “All-Star Game”.

E tem levado a carreira a sério, também é bom destacar.

Respeito, é certo, a posição de cada um dos que discordam do meu posicionamento — e de outros tantos, é verdade, pois muitos parceiros deste botequim gostam do Nenê —, mas a falta de carinho de algumas pessoas para com o são-carlense realmente me chama a atenção.

Rapaziada, Nenê é brasileiro, é um dos nossos, batalhou muito para chegar onde está e deveria ser motivo de orgulho e servir de exemplo para todos nós. Ele foi o primeiro brasileiro a entrar na NBA e abriu portas para outros também.

Venceu, como disse, um câncer no testículo, o que exigiu demais física e emocionalmente do jogador. Mas não tem jeito: quem não gosta dele não perdoa; é guasca o tempo todo.

É legítimo o direito de cada um achar isso ou aquilo de quem quer que seja. Mas, repito, a falta de carinho de algumas pessoas para com o Nenê é impressionante.

Eu pergunto: quando se fala mal do time de futebol do coração desses mesmos torcedores, será que eles aceitam passivamente, mesmo que a equipe esteja jogando mal e seja evidente a sua ruindade?

Por exemplo: o Botafogo levou 6-0 no lombo no clássico contra o Vasco, recentemente. Duvido que o torcedor botafoguense tenha aceitado passivamente as críticas feitas ao time e ao clube.

Por mais que eles enxergassem essa situação — e concordasse —, era o time do coração de cada um deles que estava na berlinda. Qualquer crítica seria replicada imediatamente.

É aquela velha história: mal do meu filho falo eu, se o vizinho falar, tem briga! Sabe por quê? Porque a gente tem amor pelo filho.

Isso não existe entre Nenê e boa parte dos torcedores brasileiros.

Mesmo assim, no encontro que ele teve ontem com o técnico Rubén Magnano, em Denver, Nenê disse ser uma honra e um orgulho poder jogar com a camisa da seleção brasileira.

E colocou-se à disposição do treinador para um futuro chamamento. Mesmo sendo, a meu ver, injustiçado por parte de muitos torcedores que metem a guasca nele sem dó, sem piedade.

(Aos que criticam Nenê, deixou claro que não critico o posicionamento de vocês quanto a gostar ou não do jogo dele, meu espanto se dá pelo tom agressivo das críticas de alguns — e não de todos.)

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, Seleção Brasileira Tags: ,
08/02/2010 - 19:01

ENCANTO PERDIDO

Orlando e Boston têm 17 derrotas cada um. Mas é como se o Boston tivesse 18.

Depois da vitória de ontem do Magic sobre o Celtics, em Massachusetts, por 96-89, findou-se o confronto entre as equipes nesta fase de classificação do atual campeonato da NBA. O Orlando fechou a conta em 3-1.

Ou seja: se os dois times terminarem a “regular season” empatados, a equipe da Flórida leva a melhor, pois, como vimos, no confronto direto ela fez 3-1.

E fez jogando um basquete espetacular no terceiro quarto. Perdia por 60-51 quando Rajon Rondo fez uma cesta de três a 7:16 minutos do final do quarto para o Celtics.Magic Celtics Basketball

Depois disso, o alviverde se desligou. Parou de jogar.

O adversário disso se aproveitou e com um ritmo alucinante fez uma corrida de 19-0 em 6:48 minutos. Passou o marcador para 70-60.

Foi um bombardeio de bolas de três — quatro no total. Isso sem contar um ataque de Vince Carter de três pontos, quando fez uma cesta seguida de falta, que foi convertida.

O quarto acabou com um massacrante 36-11 para o Orlando. Carter anotou 11 pontos neste período; invejoso, Dwight Howard (foto AP) fez o mesmo.

Carter deixou a quadra como cestinha do time e do jogo: 20 tentos. DH cravou 16 pontos e 13 rebotes.

Foram os dois melhores jogadores do time vencedor. Mas não podemos deixar de destacar que todos os titulares tiveram um duplo dígito na pontuação: Jameer Nelson fez 15 pontos, Rashard Lewis, 14, e Matt Barnes, 11.

Atuação de gala no terceiro quarto, que liquidou um time que dava pinta de brigar pelo título desta temporada, mas que perdeu completamente o encanto.

DOCREAL

O técnico Doc Rivers (Foto Reuters) é pavio curto. Depois do jogo, irritado, não poupou ninguém — nem a si próprio. Entre outras coisas, disse o treinador:

“Nós estamos colhendo o que plantamos. Eu adoro esse time no papel, mas temos que estar preparados para ser de fato um candidato ao título. Quando nós estamos na frente no marcador, relaxamos e os adversários se aproveitam disso, nos deixam pra trás e aí fica difícil recuperar a vantagem”.

“Um de nossos jogadores me disse: ‘Nós somos melhores do que o Orlando’. Não, vocês não são. Eles nos nocautearam nos playoffs no ano passado. O Orlando é melhor do que nós no momento. O Atlanta é melhor do que nós no momento. LA é melhor do que nós no momento”.

Pura verdade.

O Boston tem um desempenho de 1-7 diante de Orlando e Atlanta nesta temporada, dois dos quatro primeiros colocados do Leste.

Que tanta sinceridade acorde o time — inclusive ele próprio.

RECORDE

Kevin Garnett (Foto Reuters) pegou nove rebotes no jogo de ontem. Chegou a 11.960 e assumiu o 20º. lugar no ranking dos reboteiros de todos os tempos.

Sabem quem ele deixou para trás? Dennis Rodman.

Mas deixou em números absolutos. “The Worm” tem 11.954 ressaltos apanhados em seus 14 anos na liga.

Na média, Rodman tem 13.1 rebotes por partida, enquanto que Garnett tem 10.9.

É importante que se diga: Rodman tem 2m01 de altura, enquanto que KG mede 2m11.

Com um braço amarrado o ex-namorado de Madonna pega mais rebotes e marca mais do que o camisa 5 do Boston. E joga mais também, é bom que se diga.

HOLOFOTES

O Toronto não ganha tanto espaço na mídia. Mas eu mesmo já falei desse time aqui em nosso botequim. Ontem, jogando em seu Air Canada Center a equipe bateu o Sacramento por 115-104; e com um show de Chris Bosh.

O pivô do Raptors fez 36 pontos e pegou 11 rebotes. Seu companheiro de garrafão, o italiano Andrea Bargnani cravou mais 22.

O turco Hedo Turkoglu adicionou outros 16 tentos, mesma pontuação de Antoine Wright.

Ou seja: quatro jogadores com duplo dígito.

Foi a sétima vitória consecutiva do Toronto em solo canadense.

Já o Sacramento agoniza. Perdeu a sexta consecutiva e dos últimos 23 prélios só ganhou três.

E eu já ouvi comentarista de TV nos EUA dizer que Paul Westphal, técnico do time californiano, iria ganhar o troféu “Coach of the Year”.

Cada uma…

ENCONTRO

Anderson Varejão se encontrou com o técnico Rubén Magnano no último sábado. Foi em Cleveland.

O argentino que dirige a seleção brasileira foi fazer, como ele mesmo disse, “um encontro de reconhecimento” com o capixaba.

Gostou do que viu e ouviu. E ouviu de Varejão que a seleção brasileira está entre suas prioridades.

Hoje o treinador desembarca em Denver. Vai conversar com Nenê Hilário.

É o encontro que mais me enche de ansiedade e expectativa. Vamos ver o que acontecerá; vamos ver o que o são-carlense vai dizer para o treinador; vamos torcer para que ele também diga que a seleção brasileira está entre suas prioridades.

Magnano vai assistir ao jogo entre Nuggets e Mavs de amanhã à noite.

No dia seguinte, ou seja, na quarta, pega o avião, desembarca em Phoenix e no mesmo dia se encontra com Leandrinho Barbosa. Isso antes do jogo do Suns contra o Portland.

Deve ouvir do paulistano o que escutou do capixaba. Leandrinho tem quase sempre atendido às convocações.

E já que ninguém é de ferro, Magnano, o presidente Carlos Nunes e Vanderlei Mazzuchini, diretor das seleções masculinas, darão uma esticada até Dallas para ver o “All-Star Weekend”.

Tomara que seja uma viagem proveitosa. Em todos os sentidos.

TKS

Agradece aos parceiros deste botequim que prestigiaram o vídeo chat que eu fiz esta tarde. Foi realmente muito gostoso conversar ao vivo com vocês.

Outros estão previstos. Quando for a data, eu aviso.

Valeu.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, Seleção Brasileira Tags: , , , , , , ,
08/02/2010 - 15:17

CHAT NO iG

Rapaziada, seguinte: o post desta segunda-feira entra no final do dia.

Daqui a pouco, às 16h para ser mais preciso, estarei participando de um chat aqui no iG pra falar do “All-Star Game”.

Conto com a presença de vocês. Acessem aqui.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , ,
07/02/2010 - 16:15

SEM KOBE E SEM TABU

Kobe Bryant finalmente criou juízo; ou foi a contusão que o impediu de jogar contra o Portland? Fico com a segunda alternativa.

Se pudesse, mesmo que estropiado, KB teria entrado em quadra ontem à noite diante do Blazers. Não pôde; por isso, interrompeu uma sequência de 235 jogos com a camisa 24 do time de Los Angeles.

A última vez que ele tinha ficado de fora de uma partida foi no dia 7 de março de 2007 por estar suspenso. Por contusão, deixou de trabalhar no dia 8 de dezembro de 2006.

Mesmo sem seu melhor jogador e dependente dele até seu último fio de cabelo, o Lakers foi a Portland e bateu o Blazers por 99-82.

E sabe qual a ironia desse resultado? Foi a primeira vitória dos amarelinhos no Oregon desde 2005.

O tabu durou nove partidas (todas elas com Kobe em quadra).

O Lakers venceu; sem Kobe.

EQUILÍBRIOLakers Trail Blazers Basketball

Sem Kobe Bryant, mas com muito equilíbrio. Vejamos…

Ron Artest (foto AP), que muita gente reclama — e com razão — que não pontua mais, ontem anotou 21 pontos. Acertou nove de seus 12 arremates.

Um deles de fechar o comércio, como se costuma dizer no interior. O primeiro tempo estava acabando e Ron, do meio da quadra, subiu para um “jumper” como se estivesse na linha dos três: bang!

Sensacional.

Quanto aos demais jogadores, Lamar Odom foi um gigante. Não pelos dez pontos convertidos, mas pelos 22 rebotes apanhados, seu recorde pessoal desde que entrou na NBA, há dez temporadas.

Shannon Brown veio do banco e adicionou mais 19 pontos. Derek Fisher, que tem sido uma negação nos pontos, anotou 14; Pau Gasol contribuiu com 13. E Jordan Farmar ofereceu uma dúzia para completar o sexteto de atletas do Lakers que teve um duplo dígito na pontuação.

Kobe não jogou, mas os demais sim.

SOFRIMENTO

O Portland bem que tentou, mas sem Brandon Roy tudo fica mais difícil. O armador do Blazers sofre com uma lesão muscular; deve voltar no dia 16 próximo na partida diante do Clippers.

Sem Roy e sem pivôs (Greg Oden e Joel Przybilla estão lesionados e não jogam mais esta temporada), o Blazers conseguiu ser páreo para o Lakers apenas durante o primeiro tempo. Com o passar do segundo, foi arriando, arriando, arriando e perdeu.

DUREZA

É, não foi fácil, não. O Cleveland penou para ganhar do New York em sua Q Arena.

Jogo que se afigurava fácil; mas não foi. E o Cavs só venceu o Knicks por 113-106 porque conta com um “maluco” joga com a camisa 23 de seu time.

Falo de LeBron James.

Quem viu, viu; quem não viu eu digo que ‘Bron anotou 23 pontos no primeiro quarto do jogo (igualando seu recorde) e terminou o primeiro tempo com 35 (recorde da franquia).

Anotou, também, entre um quarto e outro, 24 pontos seguidos!

LeMazing findou a partida com 47 pontos, tendo encestado 17 de seus 31 arremessos, sendo que atrás da linha dos três ele fuzilou 12 vezes e acertou o alvo em seis ocasiões.

Em alguns jogos contra o Knicks, LBJ já chegou a marcar 52, 50, 45 e ontem 47 pontos. Disse ‘Bron sobre esses números:

— Não é nada pessoal. É estritamente o meu trabalho. Eu bem que gostaria de pontuar assim contra todos os times.

Pobre Knicks, deu a impressão que surpreenderia. Mas acabou mesmo surpreendido pela magia do jogo de LeBron James.

(Não usei o termo “magia” por acaso. LBJ apanhou ainda oito rebotes e deu o mesmo número de assistências.)

TOCOS

Mesmo com LeBron James roubando a cena, a jogada da partida ficou por conta do toco que o baixinho Nate Robinson deu em Shaquille O’Neal. O que foi aquilo, vocês viram?

Shaq havia dado um toco em Nate — até ai tudo normal. Mas no ataque seguinte, Nate, sorrateiramente, veio por trás e aproveitou-se do fato de O’Neal tentar uma bandeja ao invés de enterrar e… bang!

Toco no Big Fella!

A jogada da noite; acho que ninguém duvida.

Ah, sim, Nate, se você não sabe, tem apenas 1m75; Shaq mede 2m16.

BRASUCAS

Anderson Varejão fez o de sempre ontem diante do Knicks: seis pontos, sete rebotes e um desarme. Contagiante.

Já Nenê Hilário… Nosso são-carlense foi mal diante do Utah. Assisti apenas ao primeiro quarto da partida, onde ele cometeu três erros por pura desatenção.

Seus números finais foram muito ruins: quatro pontos e dois rebotes em apenas 21 minutos em quadra. Conseguiu ainda dar uma assistência e um toco.

Nos relatos que li da partida, não li nada sobre contusão. E nem as faltas limitaram sua permanência em quadra, pois ele cometeu apenas duas.

Uma pena, pois o Denver contava demais com seu jogo, pois Carmelo Anthony e Chauncey Billups não puderam atuar, pois estavam contundidos.

Assim, deu Utah: 116-106.

PESSOAL

Zach Randolph anotou ontem 14 pontos e pegou 13 rebotes. Mais um “double-double” em sua carreira.

Mas o Memphis perdeu para o fraco Minnesota por 109-102.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , ,
06/02/2010 - 15:31

MÁQUINA MORTÍFERA

Disparado, foi o jogo da noite.

Alguém esperava por aquele desfecho?

Alguém esperava que o Denver, em pleno Staples Center, pudesse fazer o grande Lakers curvar-se diante de si?

Alguém poderia esperar que o Nuggets, sem Carmelo Anthony, tivesse tanto munição para derrubar o todo poderoso Los Angeles?Nuggets Lakers Basketball

Sinceramente, eu não esperava.

Esperava, no máximo, um jogo disputado nos primeiros três quartos. No derradeiro, os amarelinhos resolveriam a parada e somariam mais uma vitória à sua polpuda carteira de aplicações que dá-lhe, até o momento, o maior saldo entre todos os 30 participantes do campeonato.

Mas o Denver desceu a montanha rochosa, chegou à praia liderado por Chauncey Billups e mesmo debaixo de um aguaceiro atípico em LA nesta época do ano ganhou do Lakers por 126-113.

126 tentos sem Melo!

Mas com Billups.

O armador colorado teve seu melhor desempenho ofensivo desde que ingressou na NBA há 12 temporadas.

Deixou a quadra sob os holofotes da mídia e o olhar contemplativo dos 18.997 torcedores que foram à arena da Figueroa Street em downtown LA. Tudo por causa de seus 39 pontos.

Billups (foto AP) foi um tormento para os jogadores do Lakers. Phil Jackson tentou de tudo, mas ninguém conseguiu controlar esse produto da Universidade do Colorado.

Billups, sozinho, anotou 21 pontos no terceiro quarto. Desde Wilt Chamberlain, em fevereiro de 1966, que um jogador não pontuava tanto contra o Lakers em um período de jogo. Wilt, com a camisa do Sixers, anotou naquela noite 23 pontos.

Com a mão quente, “Mr. Big Shot” não economizou nas bolas de três. Foram nove acertos em 13 tentativas (69.2%); um show.

Como chutou a valer de três, pouco o fez de dois. Só sete tiros, sendo que três atingiram o alvo (42.8%).

Visitou a linha do lance livres em oito oportunidades; encestou seis bolas (75.0%).

“Ele estava com a mão calibrada”, reconheceu P-Jax. “Só espero que isso não ocorra nos playoffs”.

É bom rezar ou melhorar a marcação.

Billups deu ainda oito assistências, confiscou quatro dos 41 rebotes pegos pelo Nuggets e tomou uma bola de um desavisado adversário.

Foi devastador.

O Denver venceu; ou melhor, Chauncey Billups bateu o Lakers — e consequentemente Kobe Bryant.

POR FALAR NELE…

… É, por falar em Kobe Bryant, o camisa 24 do Lakers bem que tentou, mas não deu. Anotou 33 pontos, com um bom desempenho nos arremessos: 11-22 (50%).

Pegou ainda nove rebotes (todos defensivos), mas olhou o jogo todo para a cesta adversária. Resultado: nenhuma assistência.

Kobe, como sabemos, está baleado. Sangra por todos os poros.

Tem problemas nos ligamentos entre os dedos anelar e mínimo da mão direita, o indicador da referida mão está quebrado e o tornozelo direito torcido.

Mas ele foi à luta.

Antes de a bola subir, Avery Johnson e Jalen Rose comentaram assim a situação de KB:

“Michael Jordan jamais deixou de jogar por causa de dores nas mãos, tornozelos ou joelhos”, lembrou o ex-treinador do Dallas.

Rose aproveitou a deixa e disse: “Kobe faz o mesmo porque é o próximo Michael Jordan. Até o número de sua camisa diz isso, pois o 24 não vem depois do 23?”

NÚMEROS

O Denver, com a vitória de ontem, abriu 2-0 no confronto direto com o Lakers nesta temporada. Os triunfos foram obtidos com uma margem de 39 pontos no total.

Os 126-113 para o Nuggets significaram para o Lakers o ponto final em uma série de oito jogos sem derrotas dentro de seu Staples Center.

Pra finalizar: o Denver chegou ao ginásio apenas uma hora antes de a bola subir; ou seja, às 6h30 da tarde, quando os times costumam chegar às 5h, duas horas e meia antes de o prélio começar.

Motivo: uma surpreendente e forte chuva deu um nó no já complicado trânsito de Los Angeles, especialmente às sextas-feiras.

PROBLEMAS

Sim, problemas não faltaram a Nenê Hilário em relação aos adversários. Penou para marcá-los e não obteve sucesso: saiu de quadra com seis faltas.

Nenê tinha conseguido resolver esse problema, mas nos últimos quatro jogos foi a segunda vez que isso ocorreu.

Esta limitação subtraiu também parte de seu desempenho. O são-carlense anotou 14 pontos e pegou apenas quatro rebotes; poderia ter feito muito mais se mais ficasse em quadra.

Ainda encontrou tempo para dar duas assistências e fazer um desarme.

Não gostei; poderia ter sido melhor.

COMPARAÇÃO

Agora, sempre que escrevo de Nenê Hilário eu me lembro de Zach Randolph. O fofinho ala/pivô do Memphis tornou-se objeto de peleja acirrada com o brasuca na questão do “All-Star Game”.

Defendi a presença de Nenê no evento no lugar de Zach. Alguns me apoiaram; outros tantos me condenaram.

Ontem, o Memphis, time de Zach, recebeu o Houston na terra de Elvis Presley. E mesmo diante dos fãs não conseguiu se dar bem: perdeu por 101-83 — uma lavada, como se vê.

Mr. Z anotou 14 pontos (mesma pontuação de Nenê diante da defesa do Lakers, primeiro colocado do Oeste) e pegou oito rebotes. Nos arremessos, voltando a eles, Zach teve o seguinte desempenho: 7-16 (43.7%).

Enfileirou dois jogos sem obter um “double-double”.

Hoje o time visita o Minnesota. Tudo indica que o Grizzlies e Zach irão se recuperar.

ROTINA

Alguém viu o jogo do Chicago? Eu vi. Como o título indica, o time voltou à sua rotina: derrotas, dentro e fora de casa.

Ontem à noite visitou o Atlanta e perdeu por dez pontos: 91-81.

Depois de ter somado quatro vitórias consecutivas, batendo fora de casa Phoenix, Houston, San Antonio e Oklahoma City, o Bulls apanhou do Clippers, em casa, e do Philadelphia e Atlanta em campo alheio.

Os jogadores formam um bando e não um time quando estão em ação. Todos sob a batuta do trapalhão Vinnie Del Negro. Vinnie D que treina e pensa a equipe e que, por isso mesmo, é o responsável pelo que ocorre dentro das quatro linhas.

Vocês viram o desempenho do time nas bolas de três ontem à noite? 0-10.

Patético.

Vá para o Clippers VDN!!!

GALA

De gala foi a atuação do ala/pivô Josh Smith (que para mim deveria ser o pivô do Hawks passando Al Horford para a ala). O fujão escolar anotou o segundo “triple-double” de sua carreira: 18 pontos, 14 rebotes e 10 assistências.

Com uma atuação dessas, Josh liderou o Atlanta à sua sexta vitória nos últimos sete jogos diante do Chicago. Aliás, triunfo esperado — como todos esperam pelo dia em que a tabela marca um enfrentamento com o Bulls.

Triste.

RODADA

Os outros resultados de sexta foram:

Indiana 107-83 Detroit
Orlando 91-92 Washington
Boston 96-87 New Jersey
New York 107-114 Milwaukee
New Orleans 94-101 Philadelphia
Dallas 108-117 Minnesota
Sacramento 102-114 Phoenix

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , ,
05/02/2010 - 15:00

ÂNIMO E DESÂNIMO

O Miami é uma das maiores decepções desta temporada. Faz uma campanha apagada e é o oitavo colocado no Leste, com um desempenho inferior a 50%, pois soma, até o momento, 24 vitórias e 26 derrotas (48%).

Dwyane Wade, sua maior estrela, é o desânimo em pessoa. A impressão que dá é que ele já está espiritualmente fora da franquia, embora esteja fisicamente no time.

No terceiro quarto da derrota de ontem para o Cleveland (102-86), fora de casa, D-Wade (abaixo, com Jermaine O’Neal, foto Getty) deixou a quadra zerado: fez 0-7 nos arremessos. Aliás, D-Wade teve um desempenho de 0-9 quando o segundo tempo começou.

Tem demonstrado dificuldades nos lances livres. Na temporada, tem um aproveitamento de 75.6%.

Como se trata de um belíssimo jogador, apresenta médias muito boas na competição: 27 pontos e 6.4 rebotes.

Fico imaginando D-Wade animado. Seria muito mais espetacular do que é.

Na contenda de ontem anotou 24 pontos, nove assistências e três rebotes. Colaborou com mais quatro roubos de bola.

Alguém pode me chamar de louco ou dizer que eu não estou vendo o jogo. Mas eu respondo com a campanha do time na competição.

Alguém pode contra-argumentar e dizer que ele não joga sozinho. Verdade, se os outros não colaboram, realmente fica difícil.

Lamentavelmente, Mario Chalmers, o armador titular, lesionou-se e está fora desta temporada. Rafer Alston, que foi vice-campeão da temporada passada com o Orlando, é seu substituto.

Mas Alston seria, de fato, o substituto de Chalmers e não o titular do Miami, como ocorre momento. Isso transformou o porto-riquenho Carlos Arroyo na opção para o descanso de Alston.

Arroyo é um jogador para um “All-Star Game”. Quando se trata de jogo de basquete, ele deixa muito a desejar, pois parece não compreender o andamento da partida.

Outro problema do Heat é no pivô: Jermaine O’Neal não vem correspondendo. Até que ele tem boas médias na competição (12.7 pontos e 7.0 rebotes), mas falta-lhe aquele algo mais que ele mostrou nos tempos de Indiana.

Michael Beasley tem muito potencial, mas oscila demais. Não dá para confiar 100% nele.

Finalizando: com um cenário desses, a gente consegue entender essa campanha do time da Flórida.

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CONTRAPARTIDA

Isso, em contrapartida, LeBron James é o entusiasmo em pessoa. Assim como Dwayne Wade, ‘Bron terá seu contrato encerrado ao final da temporada.

‘Bron já disse que pode deixar o Cleveland ao final desta temporada. D-Wade fez o mesmo em relação ao Miami.

Se ambos vivem situação semelhante, por que um age diferente do outro?

Simples: o Cavs briga pelo título, enquanto que o Miami briga pela oitava vaga do Leste.

Compreensível, não é mesmo?

COMPARAÇÃO

90043481GS013_MIAMI_HEAT_V_LeBron James (esquerda, com D-Wade, foto Getty) cravou 36 pontos, deu oito assistências e pegou sete rebotes. Novamente, perto de um “triple-double”. Novamente, parecido com Magic Johnson.

Ontem, após a partida contra o Miami, LBJ deu a seguinte declaração:

— Eu sabia [falando sobre o jogo] que eu teria que ter a bola nas mãos por muito tempo, pois eu joguei como armador ou ala/armador, chamem do que quiserem. Joguei como Magic [Johnson]. Eu posso ir de um lado a outro da quadra e fazer um monte de coisas com a bola que muitos armadores desta liga não conseguem.

Marra?

Depende do ponto de vista. Pra mim, de jeito nenhum; pra mim, ‘Bron tem consciência do que pode fazer em quadra e deixou isso bem claro.

Não faltou com o respeito para com ninguém, ao contrário da dancinha contra o Chicago e a cantoria diante do Lakers.

Ah, sim, o título deste capítulo é porque, como eu disse, LBJ está mais para Magic do que para Michael.

CULTURA

Ontem, o atacante Neymar fez um dos gols mais bonitos desta temporada na vitória do Santos sobre o Santo André por 2-1. Ao final do primeiro tempo, o repórter Fábio Seródio, da Jovem Pan, pediu para o garoto de 18 anos falar sobre a obra prima.

— A jogada começou lá atrás, eu só concluí.

Que nada; Neymar driblou três jogadores do Santo André e fez o gol. Como disse, uma obra prima.

Vejam a diferença de comportamento entre ‘Bron e Neymar.

Como diz o título deste capítulo, é uma questão cultural.

Por que negar o óbvio? Se admitisse a beleza do gol estaria sendo ele arrogante? Claro que não.

É de fato uma questão cultural; jogador de futebol, de uma maneira geral, não se comporta como LBJ ao falar sobre suas qualidades.

AJUDA

Não vi a vitória do Portland sobre o San Antonio por 96-93. Peço ajuda aos torcedores do alvinegro texano, entre eles JP e os dois Brunos, entre eles o Pongas, meu companheiro de Jovem Pan.

Ou então ao Newton, fanático pelo Blazers.

Contem-nos o que ocorreu. Conto com vocês.

RUA!

Mike Dunleavy foi demitido. Não é mais o técnico do Clippers.

Aqui mesmo neste botequim eu critiquei muito o desempenho do treinador. Foi na temporada passada.

Donald Sterling, dono do Clippers, e Andy Roeser, presidente, demoraram uma temporada e meia para descobrir o óbvio: Dunleavy é fraco como treinador. Afinal, um time que tem Baron Davis, Marcus Camby e Chris Kaman não pode apresentar uma campanha com 21 vitórias e 28 derrotas.

Mesmo que todos estejam frustrados com a perda da temporada por parte de Blake Griffin, primeira escolha no NBA Draft do ano passado. Lesionado, o pivô era (como ainda é) a grande esperança de dias melhores para a franquia.

Mas, como disse, um time que tem Davis, Camby e Kaman tem que brigar por vaga nos playoffs. Mas não tem sido o caso.

Os dirigentes resolveram manter Dunleavy na franquia. Ele continuará trabalhando como general manager.

Ou seja: Sterling e Roeser concluíram que Dunleavy sabe montar elenco, mas não consegue transformá-lo em um time. Verdade.

Quem virá para o Los Angeles? Kim Hughes foi colocado como técnico interino.

Será que eles não estão interessados em Vinnie Del Negro?

(Desculpem a brincadeira, mas é que eu realmente não pude resistir).

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: ,
04/02/2010 - 17:11

FATOS QUE MERECEM DISCUSSÃO

Phil Jackson, o treinador com o maior número de vitórias na história do Lakers

Phil Jackson, o treinador com mais vitórias na história do Lakers

Dois fatos chamaram a atenção na vitória de ontem do Lakers sobre o Charlotte. Phil Jackson tornou-se o treinador com o maior número de vitórias na história do time de Los Angeles; Kobe Bryant marcou apenas cinco pontos em 37 minutos em quadra.

Comecemos pelo fim.

Kobe arremessou 12 bolas no aro do Cats; acertou apenas duas. Nas bolas de três deu-se o seguinte: 1-5. Bateu dois lances livres e errou ambos. Aliás, Kobe não tem se dado bem na linha fatal.

O que acontece com Kobe? É do jogo ou há algo com o que se preocupar? Fico com a segunda hipótese.

É sabido que o jogador está atuando no limite de sua saúde.

Sua mão direita está em pandarecos. Tem problemas no ligamento dos dedos anelar e mínimo. O indicador está quebrado.

Some-se a isso as frequentes dores nas costas que o tem maltratado com prazer sádico. E ontem, Lamar Odom pisou em seu tornozelo esquerdo, que já estava baleado. Agravou a contusão.

Ele mal corria pela quadra. Fica difícil jogar assim.

Por mais profissional e competitivo que seja, Kobe não é de ferro. Alguém tem que dar um basta nesta situação.
Mas parece que falta um macho na franquia para dar uma porrada na mesa e dizer: “Kobe, você está fora do time! Vá se tratar e quando estiver em ordem, a camisa 24 estará no cabide de seu armário te esperando”.

Mas parece que Kobe é maior do que qualquer um dentro do staff esportivo do Lakers. E isso inclui P-Jax, que deixou-o 37 minutos em quadra.

Afinal, quem manda no time? Kobe ou P-Jax?

Boa questão que podemos debater com intensidade em nosso botequim.

E por falar no treinador, como disse, ontem Jackson tornou-se o maior vencedor na história do Lakers. Chegou à vitória de número 534, passando Pat Riley, o treinador da época do “showtime” de Magic  Johnson.

P-Jax é também o maior vencedor na história do Chicago, com 545 triunfos. Com certeza esse número será superado com a “camisa” do Lakers.

Ele é também o treinador com o maior número de títulos na história da NBA. Foram seis com o Chicago e quatro com o Lakers, totalizando dez anéis.

Phil Jackson é o máximo.

Não consigo entender por que o pessoal (leia-se mídia, ex-jogadores e ex-treinadores) não reverenciam P-Jax como ele deveria.

ESPECIAL

Hill, um ser humano especial, desses que você não encontra facilmente por aí

Hill, um cara especial, desses que você não encontra facilmente por aí

Tony Parker está machucado. Está há um trio de jogos do lado de fora. Pode voltar esta noite diante do Portland, na cidade das rosas.

Gregg Popovich não perdeu o sono por isso. George Hill, reserva imediato de Parker, bateu um bolão nos três  prélios em que substituiu o francês.

O Spurs, nesse período, venceu Memphis e Sacramento (ontem, por 115-113) e perdeu para o Denver.

Se você não conhece a história de Hill, conto-a em poucas palavras, mas com a consciência pesada, pois sou sabedor que ela merece mais do que poucas palavras.

Hill se graduou na Indiana University–Purdue University Indianapolis (IUPUI), uma desconhecida universidade norte-americana quando o assunto é basquete. E por que ele foi para lá?

Por causa do avô.

Hill recebeu convites para jogar em Indiana, Temple e Flórida, três escolas com programas de basquete dos mais avançados. Mas, como disse, por causa do avô, bem velhinho e doente, ele não saiu.

Lá ficou para que o avô o pudesse vê-lo em quadra.

Só que, lamentavelmente, pouco tempo depois de ter acertado com  IUPUI, o avô morreu. E não viu o neto em quadra jogando no  “college”, que era seu maior sonho.

Essa é a história de Hill, um ser humano especial, desses que você não encontra facilmente por aí. Por isso, sempre que vejo Hill em quadra, torço demais por ele.

RODADA

Atlanta 103-97 Clippers
Philadelphia 106-103 Bulls (OT) – de novo…
Toronto 108-99 New Jersey
New York 107-85 Wizards
Boston 107-102 Miami
New Orleans 99-103 Oklahoma
Dallas 110-101 Golden State
Jazz 118-105 Blazers
Denver 97-109 Phoenix

BRASUCA

Por fala no jogo do Denver, digo que não o vi. Mas os números de Nenê Hilário foram muito bons.

Anotem aí: 15 pontos, nove rebotes, quatro assistências e três desarmes.

Deixou-me orgulhoso novamente.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , ,
03/02/2010 - 17:36

COMO NOS VELHOS TEMPOS

Quem tem visto os jogos do Cleveland já reparou; quem pouco vê o time de LeBron James e Anderson Varejão em quadra eu afirmo categoricamente: Shaquille O’Neal está bem próximo de sua forma ideal e do entrosamento definitivo com o resto do time.

Foi peça fundamental na vitória do Cavs diante do Memphis por 105-89. Uma surra, pois a diferença chegou a 28 pontos e quando isso se deu o técnico Mike Brown e os jogadores aliviaram.

‘Bron voltou a jogar uma barbaridade. Não pelos 22 pontos, mas pelas 15 assistências dadas, empatando seu recorde pessoal na NBA.

Nos rebotes, foram seis. Além deles, um desarme e um todo pra lá de espetacular pra cima de O.J. Mayo. Aliás, aquilo não foi um toco, foi um prego mesmo.

Espetacular.

Mas elogiar LBJ é falar o óbvio. Qualquer um faz.SHAQ

Por isso, vamos nos ater em Shaq, como propus no início da nossa conversação. O pirulão veterano do Cleveland fez um primeiro tempo que lembrou os velhos tempos.

Foram nove pontos, 11 rebotes e quatro tocos. No segundo, passou mais tempo descansando do que em quadra; no total, jogou apenas 21 minutos.

Por isso mesmo, fechou a conta com 13 pontos, 13 rebotes e os quatro tocos já mencionados. Tivesse jogado com a mesma intensidade, poderia ter feito muito mais e, quem sabe, ter se aproximado — ou anotado — de um “triple-double”.

No geral, Shaq (foto AP) tem 11.7 pontos e 6.9 rebotes. Nos últimos cinco jogos, elevou sua média de pontos para 16.6 e a de rebotes para 8.4.

Isso em 25 minutos de permanência em quadra. Se ficasse mais…

Esse é o problema: será que Shaq consegue render bem se jogar mais do que 25 minutos por partida?

Creio que não; mas o importante é que mesmo com um tempo limitado, Big Daddy, como disse, começa a lembrar os velhos tempos.

MAGIC

Kobe Bryant imita Michael Jordan. LeBron James diz abertamente que é torcedor do Chicago e que usa a camisa 23 em homenagem a Michael Jordan.

Muitos dizem que ele, e não Kobe, será o sucessor do Pelé do basquete. Sentar-se no trono é uma coisa, ter trejeitos é outra.

Kobe é o carbono de MJ — aliás, precisa dar uma maneirada e tentar disfarçar um pouco.Tem todos os trejeitos do maior de todos os tempos.

‘Bron, fã de carteirinha de Jordan, não se parece com Jordan. LBJ se parece mesmo é com Magic Johnson.

Não na força física; não é disso que eu falo. É na maneira com que tem jogado.

Como disse, LBJ, depois do episódio da dancinha contra o Chicago, parece ter amadurecido. Teve recaída na partida contra o Lakers, quando ficou, desnecessariamente, cantando um rap ao final da partida, mas de uma maneira geral tem-se mostrado um homem em quadra.

E o resultado é que nesta temporada está com médias de 29.3 rebotes, 7.1 rebotes e 8.2 assistências.

Pra você que não viu Magic Johnson jogar, era isso o que o camisa 32 do Lakers fazia. Pontuava, distribuía pontos e pegava rebotes. Era quase completo.

Entre os humanos, Magic talvez tenha sido o maior de todos.

SHOW

Anderson Varejão foi um espetáculo à parte no jogo de ontem. Como tenho dito, não se deixe influenciar pelos oito pontos e seis rebotes.

O capixaba contagia o time de um jeito que nem mesmo LeBron James consegue se conter — muito menos os torcedores.

Mais uma grande partida do nosso brasuca, que deveria estar no “All-Star Game” na vaga de Al Horford se o ASG fosse um evento pra valer e não uma brincadeira.

ZACH

O ala/pivô do Memphis teve uma noite apagada.

No primeiro quarto, 0/6 nos arremessos, quatro rebotes e um desarme. Terminou o tempo inicial com quatro pontos (2/9) e os mesmos rebotes e desarme.

Foi presa fácil de J.J. Hickson e Anderson Varejão. Não viu a cor da bola.

O mesmo se deu no segundo tempo, pois Zach Randolph terminou a partida com oito pontos (3/14), quatro rebotes, quatro roubos de bola e cinco erros.

Uma lástima.

Uma noite para ser esquecida.

Ah, sim, Hickson, a quem ele deveria vigiar, terminou a partida com 15 pontos (mais que o dobro de sua média) e oito rebotes (também o dobro de seu desempenho).

Como disse, uma noite para ser esquecida.

ESCLARECIMENTOS

Por favor, não entendam como deboche ou ironia o que escrevi acima. É que muitos me acusaram (e não sem razão) de não estar vendo Zach Randolph em ação.

Não estava mesmo, pois dele praticamente tudo sei — imagino.

Mas como as críticas foram tão veementes, comecei a olhar melhor o craque do Memphis.

Outras análises virão no futuro.

OLD TIMES

O Chicago voltou aos velhos tempos no jogo de ontem contra o Clippers. E voltou a perder para o time de Los Angeles.

Acreditem, o Bulls foi varrido pelo Clippers nesta temporada. Barba e cabelo, pois os angelinos venceram em casa e fora.

O Bulls voltou a mostrar ontem os velhos defeitos: precário nos arremessos de média e longa distância, o que acabou por facilitar a marcação do oponente, que fechou o garrafão e inibiu a ofensividade do Chicago.

Foram apenas 38.0% de aproveitamento nos arremessos (30-79), sendo que nas bolas de três foi ainda pior: 33.3% (5-15).

Foi o chamado “balde de água fria” nos 19.335 torcedores que lotaram o United Center, que foram pra lá bem entusiasmados depois que o time, fora de casa, bateu Phoenix, Houston, San Antonio e New Orleans.

Realmente, não dá pra acreditar nesse time e nesse técnico.

RODADA

Os outros resultados de ontem foram:

Indiana 130-115 Toronto
Orlando 99-82 Milwaukee
New Jersey 93-97 Detroit
Oklahoma 106-99 Atlanta
Houston 119-97 Golden State

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , ,
02/02/2010 - 17:44

FAZENDO HISTÓRIA

Kobe Bryant tornou-se ontem o maior artilheiro da história do Lakers. Quando ele anotou seu 29º. ponto, ultrapassou Jerry West, o Mr. Clutch, que ficou para trás com seus 25.192 tentos.

Kobe terminou a partida com 44 tentos e encerrou a noite com um total de 25.208 em toda a sua história com a camisa do Lakers. Virá muito mais por aí.

KOBEA comemoração, no entanto, foi menor do que ele gostaria. Competitivo que é, a derrota diante do Memphis por 95-93 ofuscou um pouco o brilho da festa.

Mas como perder faz parte do jogo e experiente que é, Kobe logo afastou da mente a debacle, pensou nos 44 pontos por ele anotados contra o Memphis e na marca atingida. Depois do jogo, escanteou a carranca, e lembrou-se que foi exatamente Jerry West quem o trouxe para Los Angeles.

Foi, para quem se esqueceu ou não sabe, numa troca envolvendo o pivô Vlade Divac. O então iugoslavo foi mandado para o Charlotte Hornets (hoje New Orleans), que em troca cedeu Kobe (Foto AFP/Getty Images) ao Lakers.

“Ele (West) me ensinou muitas coisas quando eu tinha 17 anos. Ele me mostrou muitas coisas sobre o jogo, como arremessar, driblar e outras coisas mais”.

Justa homenagem. É muito legal quando as pessoas reconhecem o valor de um semelhante, especialmente quando esse semelhante teve participação decisiva em sua vida.

E Mr. Clutch teve muita influência na vida de Black Mamba.

Kobe foi além. Disse ele: “Embora eu o tenha ultrapassado no livro dos recordes, tudo isso tem a ver com a gente, tem a ver com Magic [Johnson] e outros grandes jogadores”.

A marca de Kobe acabou acobertando a vitória do Memphis. Mas não vamos deixar isso ocorrer em nosso botequim.

GAY

Rudy Gay, ala do Memphis, arrebentou no jogo de ontem. Ron Artest, um dos melhores marcadores da NBA na atualidade, não conseguiu encontrá-lo em quadra.

Gay anotou 25 pontos, sendo que os três últimos, frutos de um arremesso longo, a 29.5 segundos do final, selou o destino da partida.

Poderia não ter selado se a jogada final do Los Angeles tivesse sido melhor elaborada. E sabe por quem? Kobe Bryant.

O armador do Lakers se atrapalhou com a bola, permitiu que a marcação dobrasse, buscou o passe muito em cima da hora e o arremesso de Artest não teve o mesmo destino do chute de Gay.

Vitória justa de um time que liderou praticamente toda a partida.

ZACH

Jogou muito bem, os números mostram isso: 22 pontos e 17 rebotes. Foi seu 32º “double-double” da temporada.

O que ocorreu no jogo de ontem fez eu me lembrar de uma história que ocorreu em 2004. Peço licença a vocês para contá-la.

Estava em São Francisco (Califórnia) em férias. Era uma terça-feira e à noite eu iria até a Oracle Arena (que na época não tinha esse nome) assistir Golden State x Denver.Lakers Grizzlies Basketball

Credenciei-me junto à NBA e aproveitaria para fazer uma entrevista com Nenê Hilário. Ironicamente, encontrei-o atravessando uma das ruas do centro da cidade.

Eu buscava uma loja da Virgin para comprar alguns CDs de jazz quando topei com o são-carlense. Ele, quando me viu, exclamou: “O cara do SporTV!”.

Eu já não trabalhava mais no SporTV, mas quando Nenê jogava no Brasil, no caso no Vasco, eu ainda era comentarista de basquete do SporTV. Abraçamo-nos e ele me apresentou o preparador físico do Nuggets, que eu não lembro o nome — e nem vem ao caso.

Lá pelas tantas, ele perguntou: “Você sabe onde tem um McDonald’s?” E eu respondi que não sabia, pois conhecia menos a cidade do que ele.

Incrível, não é mesmo? Nenê iria almoçar no McDonald’s no dia do jogo contra o Warriors.

Se vocês não sabem os jogadores têm diárias e comem onde bem entendem. Vão onde bem entendem. Fazem o que bem entendem.

Têm apenas que estar no hotel no horário certo para dormir e pegar o ônibus rumo à arena ou ao aeroporto.

À noite fui ao jogo e conversamos antes do jogo. Quando este começou, já me encontrava no reservado para a imprensa, atrás da tabela do lado esquerdo tomando como referência a televisão.

A bola subiu pela primeira vez e eu comecei a fazer minhas anotações sobre Nenê na partida. Pontos, rebotes, tocos, assistências, desarmes, erros, arremessos. E outras coisas mais que pudessem me ajudar na elaboração da matéria.

Anotava por hábito, pois na NBA ao final de cada quarto vem um funcionário da liga e te entrega o “box score”. Assim, você tem o “box score” de todos os quartos mais o do intervalo e do final da partida.

Logo quando recebi o “box score” do primeiro quarto vi que meus números não batiam com os da NBA. Nenê tinha menos assistências e rebotes pelas anotações da liga.

Não me lembro exatamente quantos foram ao final da partida, mas assim que entrei no vestiário (o Denver perdeu, mas não me lembro de quanto), comentei com Nenê o fato. E ele me disse: “É, você não é o primeiro que me diz isso”.

Será que a NBA estava surrupiando o desempenho de Nenê? Acho que não, o erro devia ser meu e também dos amigos do Nenê que também tinham por hábito anotar os números do brasuca quando ele estava em quadra.

Conto tudo isso porque ontem, acompanhando o jogo do Memphis contra o Denver, peguei meu caderninho de anotações para marcar o desempenho de Zach Randolph (Foto AP), como faço com outros jogadores. Seria, agora, o acompanhamento do craque do começo ao fim do jogo.

Faltavam poucos minutos para acabar o primeiro quarto e eu olhei para as minhas anotações: sete pontos e quatro rebotes para Zach; nada mal. Coincidentemente, apareceu na tela da tevê o desempenho do jogador: sete pontos e sete rebotes!

Conclusão: vá ser ruim de matemática assim na casa do chapéu! Ainda bem que eu escrevo e não construo pontes.

RODADA

Chamou-me a atenção a vitória do Milwaukee sobre o Miami. Chamou-me a atenção porque foi o segundo tropeço seguido do Heat para o Bucks num espaço de três noites.

No último sábado, em Wisconsin, o time da casa venceu por 95-84. Ontem, na Flórida, por 97-81.

Não vi o jogo, mas relatos me disseram que Andrew Bogut anotou 22 pontos e pegou 11 rebotes, enquanto que Carlos Delfino fez 16.

Estou intrigado com esse time do Milwaukee. Foi a terceira vitória consecutiva e a quinta nos últimos sete jogos.

Já em Denver o Nuggets penou para ganhar do Sacramento. Esteve atrás em quase toda a partida e necessitou de um tempo extra para vencer.

Nenê Hilário anotou 14 pontos e pegou seis rebotes. Fez ainda duas assistências, deu um par de tocos e roubou uma vez a bola do adversário.

Deixou a desejar, como vemos, nos rebotes e nos desarmes. Poderia ter sido mais intenso.

Os outros resultados foram:

Washington 88-99 Boston
New Orleans 100-109 Phoenix
Utah 104-92 Dallas
Portland 98-79 Charlotte

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , ,
01/02/2010 - 17:53

MICHAEL JORDAN ETERNO

No ano 2000 Michael Jordan lançou um DVD falando sobre sua vida, destacando principalmente os três últimos títulos por ele conquistado com o Chicago Bulls. Chama-se “Michael Jordan To The Max” e tem a narração de Laurence Fishburne.

Nele, ao final, MJ diz: “Um dia vai aparecer um cara que vai jogar melhor do que eu joguei”.MJ

Ri.

Não consigo imaginar alguém jogando mais do que MJ. Como no futebol não apareceu ninguém melhor do que Pelé e como MJ é o Pelé do basquete, no basquete também ninguém jogará mais do que MJ; em tempo algum.

Falo isso porque o lance final do jogo de ontem entre Boston e Lakers fez-me pensar sobre o assunto. Muitos parceiros deste botequim, timidamente, é verdade, já propuseram esta discussão: seria Kobe Bryant melhor do que Michael Jordan?

Nem pensar.

Kobe é um baita jogador, mas não é Michael Jordan.

Ninguém, jamais, em tempo algum, jogará o que MJ jogou, não terá a liderança que ele teve e nem se aproximará de seu carisma.

Michael Jordan, como disse, foi o Pelé do basquete.

ISSO POSTO…

Vamos ao jogo de ontem em Massachusetts.

Penso que nesta altura do campeonato todo mundo sabe o que ocorreu. Pra quem está por fora do assunto e pega o bonde andando, não sonego detalhes.

O Celtics vencia o Lakers por um ponto (89-88) e tinha a posse de bola. O cronômetro indicava, grandioso e reluzente, no telão central do TD Garden, que faltavam apenas 27 segundos para a estridente buzina soar pela última vez.

Exatamente nesse instante, a 27 segundos do fim do jogo, Paul Pierce, marcado por Ron Artest, perdeu o controle da bola e cometeu falta no adversário.

Não se esqueçam: o Boston vencia por um ponto (89-88).

Tempo pedido, tempo usado. O Lakers voltou e até o mais ingênuo dos ingênuos sabia que a definição do lance seria feita por Kobe Bryant.

Não deu outra. Marcado por Ray Allen, que não pode nem ver Kobe — e vice-versa —, o melhor jogador de basquete do planeta na atualidade fez um “jumper” perfeito e da cabeça do garrafão soltou a bola.

Desesperado, Allen tentou, inutilmente, dar um toco no oponente, mas não conseguiu. A bola subiu, subiu; depois desceu, desceu; e finalmente caiu na cesta alviverde.

Perfeito, como eu disse. O marcador pulou para 90-89 para o Lakers.

O Boston pediu um tempo para armar sua jogada derradeira, pois o cronômetro indicava que faltam sete segundos para a tal buzina estridente soar pela última vez. Tempo mais do que suficiente para os anfitriões armarem sua jogada atrás da cesta que daria-lhe a vitória na contenda dominical.

Tempo pedido, tempo usado. A quem caberia a definição da última bola?

No Celtics, ao contrário do Los Angeles, a situação não era tão óbvia assim. Poderia ser Allen, Pierce ou mesmo Eddie House, que entrara no lugar de Rajon Rondo para definir ou iludir os inimigos.

A bola caiu nas mãos de Pierce. Antes de falar sobre o desfecho do lance, conto uma minúscula história.

Há dois anos, sob os gritos de 19 mil entusiasmados torcedores, que comemoravam a conquista do 17º. título de campeão exatamente sobre o Lakers (131-92), Pierce, refratário à modéstia, declarou alto e bom som: “Sou o melhor jogador do mundo!”

Voltemos então ao final da história. O arremesso de Pierce subiu, subiu; depois desceu, desceu; e finalmente caiu; mas ao contrário do chute de Kobe, a bola de Pierce bateu no aro roxo e caiu do lado de fora.

Resultado final: Lakers 90-89 Boston.

Moral da história: Kobe não é MJ, mas é o melhor jogador do mundo na atualidade; Pierce não passa de um falastrão.

CALIBRE

Kobe Bryant foi grande no arremesso final, mas não esteve bem no geral. Deixou a partida com um aproveitamento de 40% (8-20).

Pior do que ele esteve seu odioso adversário, Ray Allen, que fez 2-10 (20%).

Não sei como o Boston vai reagir quando os playoffs chegarem, mas o desempenho atual do time é preocupante. É o quarto colocado no Leste, atrás de Cleveland, Orlando e Atlanta.

Sinceramente, não sinto mais a mesma firmeza de anteriormente. O Celtics tem rateado nos jogos importantes.

ASCENSÃO

O Denver conseguiu uma excelente vitória ontem em San Antonio. Bateu o Spurs por 103-89 e jogando sem Carmelo Anthony, seu melhor jogador.

Não é mole você entrar em quadra inimiga, diante de um forte contendor como o alvinegro texano e sem seu melhor atleta. Mas isso não foi problema para os colorados.

Não foi problema porque Kenyon Martin voltou a jogar uma barbaridade. Foram 27 pontos e 11 rebotes, bem complementados por quatro assistências e um roubo de bola.

Não foi problema também porque Chauncey Billups anotou 25 pontos e 11 assistências. Bem acompanhados por dois desarmes. Esqueça os seis “turnovers”; é do jogo, ainda mais para quem tem a bola nas mãos por muito tempo.

Crescem K-Mart e cresce o Denver. O jogador aproveita a porta escancarada com a ausência de Melo e solidifica-se o Nuggets no segundo lugar do Oeste, já abrindo duas derrotas a menos do que o Dallas, que por um bom tempo foi o time de melhor campanha depois do Lakers.

Dos últimos dez jogos, é importante dizer, o Denver ganhou nove.

QUEDA

Nenê Hilário voltou a ter uma atuação discreta. Em quase meia hora pelejando contra Tim Duncan, conseguiu anotar apenas seis pontos e apanhar oito rebotes.

Timmy, é verdade, não foi lá tão melhor do que Nenê nos rebotes (pegou dez), mas esteve melhor na pontuação: 16.

Mas esqueçamos Duncan; pensemos em Nenê. O são-carlense esteve apático, não visitou nenhuma vez sequer a linha do lance livre. Faltou-lhe agressividade.

Como disse acima, o brasuca voltou a ter uma atuação discreta. E se você observarem, coincide com o anúncio dos reservas para o “All-Star Game”.

ÚNICOClippers Cavaliers Basketball

Mas voltemos à discussão sobre o melhor de todos. Não de todos os tempos, pois é sabido que o melhor de todos é Michael Jordan.

Muitos parceiros deste botequim batem na tecla de que, atualmente, o Michael Jordan da NBA é LeBron James (foto AP). É arranca-rabo é dos bons, pois aflora paixão — e eu gosto disso.

Ontem, jogando no conforto do lar, ‘Bron só não fez chover. Não falo pelos 32 pontos do jogo como um todo; falo dos 23 pontos que ele marcou apenas no primeiro quarto, quando o Cleveland bateu o Clippers por 46-20.

Nesse período, aliás, o Cavs acertou 11 bolas de três, igualando o recorde da NBA em um primeiro quarto. Cinco deles, aliás, encestados por LBJ. A marca iguala o recorde da franquia em acertos triplos em um quarto de jogo.

Mike Dunleavy, treinador dos californianos, declarou depois da partida: “Em meus 30 anos de NBA nunca vi um time com um aproveitamento desses”.

Realmente, foi impressionante o desempenho; do time e de LeBron James.

CAPIXABA

Não se deixe enganar pelos sete rebotes de Anderson Varejão. Como eu sempre digo, tem coisas que a estatística não mostra.

Mas o que ela mostra também é muito bom. Além dos sete ressaltos, o capixaba marcou 11 pontos, fez três desarmes e deu dois tocos.

Varejão deveria estar no “All-Star Game” assim como Nenê Hilário. No caso dele, no lugar de Al Horford.

PS

A última bola arremessada no jogo entre Boston e Lakers não saiu das mãos de Paul Pierce. Saiu, de fato, das mãos de Ray Allen.

Foi apenas uma licença poética para parir esse post. Espero que vocês compreendam e me perdoem por isso.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , ,
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