22/11/2009 - 15:32
Nenê Hilário voltou a jogar bem com a camisa 31 do Nuggets. Na vitória de ontem sobre o Chicago por 112-93, o são-carlense fez dez pontos e apanhou nove rebotes.
Mais do que isso: limitou Joakim Noah a apenas oito rebotes, quebrando uma sequência de oito jogos do filho de Yannick com um duplo dígito nos ressaltos.
Aliás, o respeito que jornalistas, torcedores e o povo de Denver — e também do Colorado — têm para com o brasuca é empolgante.
Nenê (foto Reuters em jogada contra Joakim Noah) é sempre focalizado pelas câmeras de tevê, é aplaudido quando surge a oportunidade e respeitado por todos os companheiros. No prélio de ontem, quando saiu para descansar, Scott Hastings, ex-jogador do próprio Denver, comentarista da Altitude Television, falou: “Sem Nenê o Denver perde em intensidade em seu jogo interior”.
E perde mesmo.
Kenyon Martin e Chris Andersen não têm a qualidade de jogo de Nenê. São guerreiros — especialmente Birdman —, mas tecnicamente não se comparam ao são-carlense.
Ao lado de Chauncey Billups e Carmelo Anthony, forma o pilar que sustenta a franquia nesses últimos anos. Basquete vistoso, eficiente e admirado por todos.
A seleção e a torcida brasileira aguardam ansiosamente por sua chegada, Nenê. Ano que vem, na Turquia, você terá a missão de comandar esse time em quadra.
VAREJÃO
Nosso outro brasuca na NBA teve atuação tímida na rodada deste sábado. Ontem, na vitória do Cleveland sobre o Philadelphia por 97-91, foram quatro pontos e sete rebotes; mas houve dois tocos também, que a gente não pode e nem deve desprezar.
Ficou 27 minutos em quadra; J.J. Hickson jogou 32. Hickson, que tomou conta da posição, marcou 14 pontos.
Pontuar é muito importante no Cavs. Tira um pouco da pressão em cima de LeBron James.
Não é fácil ficar o tempo todo tendo a responsabilidade de pontuar. Pontuar, pontuar, pontuar; não deve ser fácil interpretar esse papel.
Por isso, Hickson tomou a vaga de Varejão. Desde que isso aconteceu, a média do ex-pivô de North Carolina State passou de 2.5 pontos para 15.7 pontos por jogo.
Os números justificam a predileção de Mike Brown por Hickson neste momento.
Mas a temporada está apenas começando. Varejão tem ótimos serviços prestados pela franquia.
Aliás, todos reconhecem isso. Não fosse assim, não o Cavs não estaria pagando US$ 6.36 milhões para o capixaba jogar esta temporada.
CONSTRANGEDOR
É de dar pena, é de partir o coração o momento em que vive o New Jersey. É a única franquia que não conseguiu vencer no campeonato.
Foram 13 jogos e 13 derrotas. Perdeu seis jogos em casa e sete fora. O pior início na história da franquia.
Ontem o time foi dobrado pelo New York (isso mesmo, pelo New York!) dentro de casa, por 98-91. É de dar pena, é de partir o coração.
O Nets cai na estrada a partir de terça-feira. Serão quatro jogos longe do Garden State. Na ordem: Denver, Portland, Sacramento e Lakers.
Alguém aposta em vitória do New Jersey?
Se o Nets ganhar um jogo, eu pago a próxima rodada. Já avisei o Labica.
ALELUIA!
JP e a galera que torce pelo San Antonio deve estar de ressaca neste domingo. Tomaram todo o estoque de cerveja do nosso botequim.
O time voltou a vencer depois de três derrotas consecutivas! E a vítima não pode ser desprezada: Washington (106-84).
Colocar 22 pontos em cima do Wizards, com Gilbert Arenas, Antawn Jamison e Caron Butler não é mole não; e foi o que aconteceu.
Os Três Tenores só não estiveram afinadíssimo porque Manu Ginobili, contundido, ficou com trajes civis vendo a partida do lado de fora. Em compensação, Tony Parker (fotro AP) cravou 17 pontos, oito assistências e seis rebotes, enquanto que Tim Duncan marcou 16 pontos, nove rebotes e sete assistências.
Uma dupla da pesada, que provocou muito barulho no AT&T Center.
Richard Jefferson aos poucos vai se entrosando com o time e com o sistema de jogo de Gregg Popovich. Marcou 15 pontos, mas o mais importante é que anulou Butler, que ficou limitado a míseros oito pontos, ele que tinha 17.7 pontos de média por partida.
Foi a quinta vitória do Spurs na temporada. Todas elas dentro de casa.
Isso preocupa.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Bulls, Chicago, Denver, Joakim Noah, LeBron James, Nenê Hilário, Nuggets, Tim Duncan, Tony Parker
21/11/2009 - 16:05
Pequeno desvio de rota ou o peso da idade já se faz sentir num time reconhecidamente idoso?
Ou então: será que aqueles caras (Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen) jogaram tudo o que podiam há dois campeonatos, quando foram campeões e agora voltaram ao seu normal?
É claro que a resposta só o tempo vai dar. Mas, sinceramente, há pouco tempo eu não estaria cogitando nem sequer esse tipo de pergunta.
O Celtics voltou a perder ontem. Quem tirou a casquinha, agora, foi o Orlando. E em Boston: 83-78.
Aliás, o alviverde tornou-se freguês do tricolor. Dos últimos 15 jogos da fase de classificação, o Magic venceu dez.
E nos playoffs do ano passado, nova vitória do time da Flórida.
Mas não é esse o tema em questão; o tema em questão é: o que acontece com o Boston?
Dos últimos cinco jogos, perdeu três. Para piorar a situação, Rajon Rondo, um dos jovens atletas do time, um dos pilares da estrutura futura da equipe, está com um aproveitamento tétrico de seus arremessos — especialmente no lance livre.
Na linha fatal, acertou até agora em todo o campeonato apenas quatro dos 20 tentados (25.0%). Nos outros arremessos, 66-188 (55.9%).
Desta forma, nos finais das partidas, quando o jogo está por se resolver (como foi o caso do encontro de ontem), Rajon vai para o banco de reservas. Eddie House, que não tem a imaginação e nem a habilidade de Rondo para conduzir o time, tem que ir à luta, pois é firme nos arremessos.
Mas não é apenas Rajon quem desaponta. Os outros jogadores também.
Na derrota de ontem, por exemplo, o time teve um desempenho de apenas 10.5% nas bolas de três: 2-19. Paul Pierce errou seu quatro arremessos. Ruim, não é mesmo? Então veja o que Rasheed Wallace fez: 0-8!
Não dá para ganhar de ninguém desse jeito.
Eu volto a perguntar: o peso da idade já se faz sentir num time reconhecidamente idoso? É claro que a resposta só o tempo vai dar, mas que eu estou desconfiado do Boston, isso eu estou.
SURPRESA
O Denver perdeu para o Clippers. O jogo foi em Los Angeles e os anfitriões fizeram 106-99.
Perder para o Clippers sem Blake Griffin é preocupante. Time que quer ser campeão não pode desperdiçar pontos com o tricolor angelino.
Até que o Denver começou bem a partida. Comandou o primeiro quarto (26-21), mas quando veio o segundo veio também a débâcle: 35-20 para o Clippers.
O time reagiu no final do terceiro período, foi melhor no derradeiro, mas a diferença a ser tirada era grande demais. Por isso mesmo, tornou-se impossível.
O bom do jogo foi que Nenê Hilário (foto AP) novamente jogou bem: 18 pontos, 12 rebotes e três desarmes. É disparadamente o melhor jogador brasileiro na atualidade.
Se Nenê foi aprovado, Chauncey Billups foi reprovado: cinco pontos em meia hora de jogo. Um desastre.
George Karl colocou Ty Lawson para tentar resolver o problema. E o muleke de North Carolina correspondeu: 12 pontos em 18 minutos. 4-4 nos lances livres, 2-2 nas bolas de três e 1-2 nas duplas.
Inexplicavelmente, no final da partida, com o time reagindo, Karl fez Billups retornar. E a reação foi para o espaço.
REGRESSO
Anderson Varejão (foto AP) voltou ao time do Cleveland no cotejo de ontem à noite em Indianapolis. E com destaque: marcou dez pontos e pegou sete rebotes.
Veio do banco e ficou 28 minutos em quadra. J.J. Hickson, para quem ele perdeu a posição, jogou 33. Fez cinco pontos a mais e pegou o mesmo número de rebotes.
A vitória diante do Pacers por 105-95, no entanto, só foi possível por causa de quem? Isso mesmo: LeBron James.
LBJ marcou 40 pontos. Dez deles foram anotados nos últimos 7:07 minutos.
Este filme já foi visto várias vezes e o roteiro ninguém se atreve a mudar: King James resolvendo os problemas do Cavs.
Os demais…
Ontem, Zydrunas Ilgauskas fez 1-12 nos arremessos, Mo Williams 3-11 e Daniel Gibson 1-6.
Tem cabimento? Claro que não.
O que se pergunta é: até onde LeBron vai conseguir levar o Cleveland nas costas? Terá fôlego, saúde e forças para chegar até meados de junho do ano que vem em forma e saudável?
É claro que a resposta só o tempo vai dar.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, kevin garnett, LeBron James, Nenê Hilário, Paul Pierce, Ray Allen
20/11/2009 - 13:28
Foi uma festa em Los Angeles. E nem poderia ser diferente; afinal, pela primeira vez nesta temporada Phil Jackson pôde contar com seu quinteto titular.
Pau Gasol voltou. E voltou em grande estilo.
Depois de ficar sentado os 11 primeiros jogos do Lakers, o espanhol debutou nesta temporada com 24 pontos e 13 rebotes. Disparado, o melhor jogador em quadra na vitória dos amarelinhos diante do Chicago por 108-93.
“Eu estava com saudades [de jogar]”, disse Gasol depois da partida. E veio com fome de bola, como vimos. “É muito legal estar na quadra com a rapaziada e jogar diante de nossa torcida. Não esperava ser tão efetivo como fui, mas meus companheiros me acharam várias vezes durante a partida e tudo ficou mais fácil”.
A festa de Los Angeles não foi celebrada apenas pelo retorno de Gasol. Kobe Bryant, ao bater um par de lances livres no terceiro quarto, ultrapassou Kareem Abdul-Jabbar e transformou-se no segundo maior artilheiro da história do time de Los Angeles.
Tem agora 24.182 pontos. Kareem ficou a ver navios com seus 24.176 tentos; é o terceiro colocado.
O grande artilheiro da franquia segue sendo Jerry West, o único jogador na história da NBA a ser eleito o MVP das finais mesmo com seu time tendo sido derrotado (1972, Boston campeão). West, ao longo de suas 14 temporadas com a camisa do Lakers anotou 25.192 pontos.
Mais uma temporada e Black Mamba ultrapassa West e entra para a história como o maior pontuador da história do Los Angeles Lakers.
No jogo de ontem fez 21 pontos (aproveitamento muito ruim nos arremessos: 7-21), nove rebotes e oito assistências.
Pode tornar-se o maior de todos na história da franquia? Longe disso; o maior de todos jamais será superado: Earvin Magic Johnson.
AUSENTE
Não vi Magic Johnson em sua habitual poltrona no Staples Center — atrás da cesta do lado esquerdo, bem próximo ao banco de reservas do Lakers. Deve ter tido um compromisso e tanto para perder um jogo de seu time do coração.
Ou será que ele achou que a partida era barbada? — como foi. Pode ser.
É, pode ser, pois a vitória de ontem foi a quinta seguida do Lakers diante do Chicago. A última do Bulls diante do Los Angeles foi em 2006.
Rose observou depois da partida que o Chicago se matava em quadra para atacar e defender; o Lakers, ao contrário, fazia tudo com muita tranquilidade. “Eles fazem isso [o jogo] parecer muito fácil”.
Pro Lakers é mesmo, pois o time é o mais forte da NBA. Para os outros… bem, se eles tivessem o que os amarelinhos têm, tudo ficaria muito mais fácil também.
Pelo jogo de ontem, com o quinteto completo, é que eu cravo na bolsa de apostas: o campeão da temporada será o Lakers.
CALIBRE
Qual é o verdadeiro Derrick Rose, o do primeiro tempo ou do segundo?
Na etapa inicial, D-Rose teve o seguinte desempenho: 2-11. Na final, 7-9.
Terminou a partida com 20 pontos e seis assistências, mas foi um desastre no primeiro tempo, comprometendo os planos do time para a partida. O Bulls virou atrás em 11 pontos (53-42).
Rose entortou o aro com seus arremessos imprecisos. Nem mesmo uma simples bandejinha ele acertou.
Qual é o verdadeiro Derrick Rose?
GUERREIRO
Joakim Noah fez 12 pontos e pegou 15 rebotes. Foi sua décima noite, das últimas onze, que ele teve um duplo dígito nos ressaltos.
Lidera o campeonato neste fundamento, com uma média de 12.6 por prélio disputado.
Um guerreiro. Calou a boca de muitos — inclusive a minha.
Não dava um tostão furado para o filho de Yannick Noah. Mas ele tem provado neste início de temporada que é o melhor jogador do Chicago.
Ou alguém duvida?
TABU
Caiu em San Antonio. O Utah venceu o Spurs, no Texas, pela primeira vez desde 1999!
Havia, portanto, uma década que o time da cidade do lago salgado não conseguia dobrar o alvinegro texano em território inimigo. Traduzindo em partidas: 20 jogos sem ganhar.
O San Antonio, é bom frisar, está em pandarecos. Joga sem Tony Parker e Manu Ginobili.
Por mais que Richard Jefferson se esforce em quadra, ele ainda carece de entrosamento com o resto do time. Fez 16 pontos, ajudou muito, mas, como disse, o San Antonio está em pandarecos neste momento.
Tim Duncan, sozinho, não aguenta a parada. Timmy já é veterano e sente o peso da idade — tanto que até já cogita a aposentadoria.
O San Antonio perdeu sua terceira partida seguida. Dos últimos sete encontros, curvou-se ao oponente em cinco deles.
Do jeito que o barco navega, o Spurs pode comprometer sua temporada. Mesmo ela tendo acabado de começar.
TRIVIA
O Phoenix perdeu para o New Orleans! New Orleans que está de técnico novo (nem sei o nome dele de tão inexperiente que é), sem Chris Paul e que vinha de uma campanha de quatro vitórias e sete derrotas, fora do G-8 do Oeste.
E mais: David West, um dos pilares da equipe, passou parte do jogo no banco por causa das faltas.
Mesmo assim, o Phoenix perdeu.
Pergunto: acidente de percurso ou o time voltou à sua realidade?
ACOMODADO
Assim está Leandrinho Barbosa no Phoenix. Pouco joga, não é mais a primeira alternativa para o treinador resolver seus problemas ou mesmo descansar seus titulares.
Jogou apenas 17 dos 48 minutos disponíveis. Anotou 11 pontos, mas marcou sua presença em quadra pelos três roubos de bola.
Um desperdício; poderia estar em outro lugar.
Ninguém me tira da cabeça: Leandrinho acomodou-se em Phoenix. Vive confortavelmente no deserto, é figura querida na comunidade local, dá-se bem com todos na franquia; enfim, mudar pra quê?
Respondo: pra encontrar seu basquete, que está adormecido no Arizona.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Bulls, Chicago, Derrick Rose, Kobe Bryant, Lakers, Leandrinho Barbosa, Manu Ginóbili, Pau Gasol, Phil Jackson, Phoenix, San Antonio, Spurs, Tim Duncan, Tony Parker
19/11/2009 - 20:53
Há alguns dias eu disse que Dirk Nowitzki é homem e Brandon Jennings ainda menino. Ontem, no American Airlines Center, em Dallas, o alemão provou uma vez mais o que todos sabem: ele é homem mesmo.
Com um jogo espetacular na prorrogação, o germânico anotou 11 de seus 41 pontos feitos no clssico contra o San Antonio e levou o Mavs vitória: 99-94.
Se somarmos a pontuação do quarto período e da prorrogação, o total de pontos sobe para 23. É duro marcar Nowitzki: ele é grande, tem boa impulsão, grande envergadura, é hábil e seu arremesso é preciso.
Levou o motorrádio para casa. Foi o nome do jogo.
De todo o modo…, o Dallas decepcionou. Sim, pois o Spurs jogou sem Tony Parker e perdeu Manu Ginobili logo aos cinco minutos do primeiro quarto, lesionado.
Era jogo para ser resolvido no tempo normal e vencido por boa margem de pontos.
O Dallas somou uma vitória a mais na classificação, mas quem saiu vitorioso de quadra foi o Spurs, que mostrou claramente que tem um elenco e não é um time de três jogadores.
Mas é preciso dar padrão e entrosamento a ele, o que ainda não vimos nesta temporada.
CANSADO
Podia ter sido a noite de LeBron James; mas não foi. Antawn Jamison roubou a cena em seu debu nesta temporada.
O Cleveland tinha aberto 17 pontos de vantagem diante do Washington. Quem desistiu do jogo, surpreendeu-se com o placar final: Wizzards 108-91 Cavs.
O que se passou com o time de Ohio? O de sempre: só LeBron jogou. Como ele não é de ferro e como o adversário contava com Gilbert Arenas e Caron Butler além de Jamison , chegou um momento em que King James cansou e entregou os pontos.
Prova maior do que falo foi seu desempenho no último quarto: acertou apenas três de seus míseros sete arremessos. A língua pra fora era visvel: o Washington venceu esse quarto por 33-19.
Mesmo assim, LBJ terminou a partida com 34 pontos e nove assistências. Cometeu uma quantidade grande de erros, seis, desculpáveis pelo que foi dito acima.
Seus companheiros? Negaram fogo: nenhum deles fez mais que dez pontos e nenhum deles teve duplo digito em qualquer outro fundamento.
Anderson Varejão ficou de fora mais uma vez por dores no quadril. Shaquille ONeal também não jogou por dores no ombro. Fizeram falta, claro, mas o que faltou ao time foi um companheiro para apoiar LeBron.
Esse jogo deve ter sido anotado no diário de LBJ. Ao final da temporada, se eles se avolumarem mais do que os prélios prazerosos e vencedores… adeus Cleveland!
NEM AÍ
Em contrapartida, Jamison anotou 31 pontos e apanhou dez rebotes. Recebeu merecidamente os olhares contemplativos dos torcedores e os holofotes da mídia.
Foi isso que projetamos durante a preparação da equipe, disse Arenas sobre o basquete mostrado pelo Washington, referindo-se a volta de Jamison.
De fato, completo, o time da capital dos EUA é muito forte. O problema é que a bruxa adora passear com sua vassoura em cima do Verizon Center. Se ela mudar de ares, o Washington ser olhado de maneira diferente pelos oponentes.
Ah, sim: Arenas fez 18 pontos e oito assistncias e Butler anotou 19 pontos e seis rebotes.
RODADA
O que aconteceu de importante nos outros jogos? Nada demais; tudo dentro da normalidade.
Ou alguém viu algo que eu não vi?
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Dallas Mavericks, Dirk Nowitzki, NBA
19/11/2009 - 14:25

Dirk Nowitzki encara Tim Duncan (foto Reuters)
Há alguns dias eu disse que Dirk Nowitzki é homem e Brandon Jennings ainda é menino. Ontem, no American Airlines Center, em Dallas, o alemão provou uma vez mais o que todos sabem: ele é homem mesmo.
Com um jogo espetacular na prorrogação, o germânico anotou 11 de seus 41 pontos feitos no clássico contra o San Antonio e levou o Mavs à vitória: 99-94.
Se somarmos a pontuação do quarto período e da prorrogação, o total de pontos sobe para 23. É duro marcar Nowitzki: ele é grande, tem boa impulsão, grande envergadura, é hábil e seu arremesso é preciso.
Levou o motorrádio para casa. Foi o nome do jogo.
De todo o modo…, o Dallas decepcionou. Sim, pois o Spurs jogou sem Tony Parker e perdeu Manu Ginobili logo aos cinco minutos do primeiro quarto, lesionado.
Era jogo para ser resolvido no tempo normal e vencido por boa margem de pontos.
O Dallas somou uma vitória a mais na classificação, mas quem saiu vitorioso de quadra foi o Spurs, que mostrou claramente que tem um elenco e não um time de três jogadores.
Mas é preciso dar padrão e entrosamento a ele, o que ainda não vimos nesta temporada.
CANSAÇO
Podia ter sido a noite de LeBron James; mas não foi. Antawn Jamison roubou a cena em seu debu nesta temporada.
O Cleveland tinha aberto 17 pontos de vantagem diante do Washington. Quem desistiu do jogo, surpreendeu-se com o placar final: Wizzards 108-91 Cavs.
O que se passou com o time de Ohio? O de sempre: só LeBron jogou. Como ele não é de ferro e como o adversário contava com Gilbert Arenas e Caron Butler — além de Jamison —, chegou um momento em que King James cansou e entregou os pontos.
Prova maior do que falo foi seu desempenho no último quarto: acertou apenas três de seus míseros sete arremessos. A língua pra fora era visível: o Washington venceu esse quarto por 33-19.
Mesmo assim, LBJ terminou a partida com 34 pontos e nove assistências. Cometeu uma quantidade grande de erros, seis, desculpáveis pelo que foi dito acima.
Seus companheiros? Negaram fogo: nenhum deles fez mais que dez pontos e nenhum deles teve duplo dígito em qualquer outro fundamento.
Anderson Varejão ficou de fora mais uma vez por dores no quadril. Shaquille O´Neal também não jogou por dores no ombro. Fizeram falta, claro, mas o que faltou ao time foi um companheiro para apoiar LeBron.
Esse jogo deve ter sido anotado no diário de LBJ. Ao final da temporada, se eles se avolumarem mais do que os prélios prazerosos e vencedores… adeus Cleveland!

LeBron James sobe diante de Mike Miller na partida entre Cleveland Cavaliers e Washington Wizards (foto Reuters)
NEM AÍ
Em contrapartida, Jamison anotou 31 pontos e apanhou dez rebotes. Recebeu merecidamente os olhares contemplativos dos torcedores e os holofotes da mídia.
“Foi isso que projetamos durante a preparação da equipe”, disse Arenas sobre o basquete mostrado pelo Washington, referindo-se a volta de Jamison.
De fato, completo, o time da capital dos EUA é muito forte. O problema é que a bruxa adora passear com sua vassoura em cima do Verizon Center. Se ela mudar de ares, o Washington será olhado de maneira diferente pelos oponentes.
Ah, sim: Arenas fez 18 pontos e oito assistências e Butler anotou 19 pontos e seis rebotes.
RODADA
O que aconteceu de importante nos outros jogos? Nada demais; tudo dentro da normalidade.
Ou alguém viu algo que eu não vi?
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Cleveland Cavaliers, Dallas Mavericks, Dirk Nowitzki, Manu Ginóbili, San Antonio Spurs, Tim Duncan, Tony Parker, Washington Wizards
18/11/2009 - 12:03
A rodada de ontem foi repleta de jogos interessantes, disputados, jogadores se destacando e time fincando o pé dentre os melhores da temporada, muito embora eu sei que muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte, já diz o velho ditado.
Em Miami, começando nossa conversa, o Oklahoma City enfiou no bolso Dwyane Wade (22 pontos, 6-19) e companhia e venceu a partida facilmente: 100-87. Quem foi o destaque do Thunder?
Ora, precisa perguntar? Ele, Kevin Durant: 32 pontos (11-23 nos arremessos, 9-9 nos lances livres), nove rebotes e cinco assistências.
Tem a batuta do time nas mãos. É o maestro que rege uma orquestra muitíssimo bem afinada.
Gravitam ao redor de Durant jogadores de muito bom calibre, especialmente o armador Russell Westbrook (27 pontos e sete assistências). Westbrook tem o controle do jogo o tempo todo; ainda carece de mais experiência, mas dá mostras de que será um jogador impactante em pouquíssimo espaço de tempo.
Outro armador que tem os holofotes da mídia é Derrick Rose. Mas o jogador do Chicago tem-se mostrado um trapalhão em quadra nos últimos combates do time da cidade dos ventos.
O Bulls ganha solidez quando D-Rose dá seu lugar a Kirk Hinrich. E isso ocorreu novamente ontem em Sacramento.
O Chicago fez uma corrida de 34-24 no segundo quarto (com Kirk organizando o time) e ali venceu a partida diante do Kings por 101-87.
D-Rose é bom defensor, na linha do lance livre não costuma desperdiçar arremesso, mas precisa urgentemente treinar mais arremessos. Ontem, fez 2-12 e terminou a partida com dez pontos (seis deles na linha do lance livre).
O destaque do Bulls ficou por conta de Janero Pargo e seus 12 pontos, nove exatamente no segundo quarto, quando, como disse, o Bulls venceu a partida.
A decepção ficou por conta do jogo miúdo do armador Tyreke Evans. Pontuou bastante (20 tentos), mas não conseguiu em momento algum ter o controle do time e do jogo e fazer do Sacramento o manda-chuva em quadra.
Precisa melhorar.
Quem não precisa melhorar é Kobe Bryant. Sim, pois já melhorou ontem.
Depois de partidas apagadas diante do Denver e Houston, o carbono de Michael Jordan anotou 40 pontos frente ao Detroit e comandou o Lakers na vitória por 106-93.
Foi a 100ª. vez que Kobe anotou 40 tentos em sua carreira. Jogou muito.
Aliás, depois da partida, perguntado a razão pela qual o time voltou a vencer e evitou a terceira derrota consecutiva, Lamar Odom, cercado de jornalistas, fez um movimento com a cabeça, projetando o queijo para frente em direção ao companheiro e disse: “Kobe Bryant”.
Pra quem gosta de estatística, o jogador que mais vezes chegou às quatro dezenas de pontos foi Wilt Chamberlain: 271. Depois aparece Michael Jordan, 173. Na sequência, Black Mamba.
Andrew Bynum voltou a jogar bem. Anotou ontem 17 pontos e pegou 12 rebotes, cravando seu oitavo “double-double” nas últimas nove partidas.
Quem também marcou um duplo-duplo foi Nenê Hilário. O são-carlense deixou 20 pontos nas redes do Toronto; confiscou também dez rebotes.
Foi seu terceiro “double-double” na temporada.
Mas o destaque da vitória do Denver sobre o Raptors (130-112) foi Carmelo Anthony. O ala do Nuggets, mesmo sofrendo de enxaqueca, foi doloroso aos canadenses: marcou 32 pontos na meia hora em que ficou em quadra.
Encontrou eco em J.R. Smith, que fez 29.
Quer dizer: com Melo, Smith e Nenê marcando juntos 81 pontos, realmente fica difícil perder.
Se Nenê foi bem, novamente Leandrinho Barbosa foi um fiasco. Jogou apenas 16 minutos, tempo suficiente para fazer um monte de bobagens.
Errou seis de suas dez tentativas de arremessos. Tentou encestar apenas uma bola de três (seu carro-chefe, certo?) e só visitou a linha do lance livre uma três vezes (errou duas).
Terminou o jogo com nove pontos, mas não é nem de longe aquele jogador importante para a franquia, que chegou inclusive a ser eleito o melhor reserva da NBA.
O Phoenix ganhou mais uma (111-105 no Houston, fora de casa), mas o paulistano saiu novamente derrotado de quadra, ao contrário de Steve Nash, que se marcou só 12 pontos, deixou 16 assistências registradas na estatística do jogo.
Nash e Leandrinho surpreendem; o canadense positivamente (eu não esperava tanto dele nessa temporada), o brasuca negativamente (eu não esperava tão pouco dele nessa temporada).
E o outro brasuca da NBA, Anderson Varejão, não entrou em quadra. Contundido, viu das poltronas da Q Arena a vitória do Cleveland sobre o Golden State por 114-108.
LeBron James: 31 pontos, 12 assistências e cinco rebotes. Dentro de seu padrão habitual.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Anderson Varejão, Derrick Rose, Dwyane Wade, Kevin Durant, Kobe Bryant, Leandrinho Barbosa, LeBron James, Nenê Hilário
17/11/2009 - 12:13
O muleke é peitudo, não tem medo de cara feia, não sente pressão, gosta de se arriscar, já é líder do time, mas… ainda carece amadurecer.
Falo de Brandon Jennings. Quem viu o jogo de ontem diante do Dallas há de concordar comigo.
Jennings (foto Reuters) teve a bola do jogo em duas oportunidades: ao final do tempo normal e ao final da prorrogação. Falhou nos dois momentos.
Resultado: o Bucks perdeu uma partida (115-113) que poderia ter vencido.
Do outro lado, Dirk Nowitzki, o alemão matador do Mavs, quando teve sua chance, não negou fogo. Esta é uma das diferenças entre homens e meninos.
Dirk = homem.
Jennings = menino.
ERRO
Onde foi que Brandon Jennings errou?
Foram dois erros.
O primeiro, perdoável. A um segundo do final do tempo normal, com o placar igual em 104 pontos, o muleke tentou matar o jogo com uma bola de três pontos, mas falhou.
Poderia ter buscado a infiltração ou o arremesso mais curto, próximo à redinha adversária, mais seguro, portanto, e com mais chances de a bola cair. Mas não: optou pelo tiro longo, mais arriscado; falhou, mas é do jogo.
O segundo… Bem, no segundo faltou-lhe tutano e maturidade para ludibriar a defesa adversária e deixar para que um companheiro decidisse.
Faltavam três segundos para o final da prorrogação e o jogo empatado novamente, agora em 113 tentos. Foi então que Jennings lascou outra pedrada tripla contra o aro texano; falhou novamente.
Poderia ter deixado para um companheiro decidir. Estava muito na cara que ele seria o responsável pelo ato derradeiro.
O turco Ersan Ilyasova estava muito bem no jogo. A bola deveria ter sido dada a ele, mas não foi.
ATENUANTE
Pode ser que o técnico Scott Skiles tenha armado a jogada para que Brandon Jennings decidisse. Mas o muleke poderia ter observado ao treinador: “Coach, ta na cara que a jogada será armada para eu decidir. Não seria melhor o Ersan definir?
Mas para fazer isso ele precisaria de mais maturidade. E isso ele ainda não tem.
O que é normal e compreensível.
Portanto, vamos devagar com o andor. Jennings mostra que tem muito potencial, é peitudo não tem medo de cara feia, não sente pressão, gosta de se arriscar, já é líder do time, mas… ainda carece amadurecer.
É fortíssimo candidato ao ROY desta temporada — se não for o mais forte de todos.
Mas ainda é um menino.
OT
Não foi apenas o jogo de Wisconsin que terminou necessitando de um tempo adicional. O mesmo aconteceu na Georgia; e lá também foi emocionante.
O armador Joe Johnson tinha acabado de acertar seus dois lances livres e levado o marcador a 85-82 em favor do Atlanta. Mas o Blazers tinha Rudy Fernandez.
Com muita frieza, o espanhol bateu o lateral bola, recebeu a pelota de volta, saiu da marcação e mandou um balaço certeiro: bingo!
Jogo igual em 85 pontos; prorrogação.
No tempo extra, Johnson (foto AP) anotou oito de seus 35 pontos e marcou a vitória com o carimbo do Atlanta: 99-95.
CONCLUSÃO
Rudy Fernandez = homem
Joe Johnson = homem
Brandon Jennings = menino
ESTRÉIAS
No último jogo da noitada de ontem, o Charlotte estreou Stephen Jackson, que foi trocado com o Golden State por Raja Bell e Vladimir Radmanovic — Rad talvez seja o maior mico da NBA na atualidade.
Jackson foi muito mal: 4-14 nos arremessos; 1-4 nas bolas de três. Anotou 13 pontos.
Ajudou, no entanto, nos rebotes: nove.
A troca foi boa para o Cats. Jackson tem lenha da boa para queimar.
A derrota de ontem para o Orlando por 97-91 é perfeitamente aceitável, dada a diferença entre as duas equipes.
Ah, sim: o Magic estreou na temporada Rashard Lewis, que estava suspenso por doping. Lewis atuou por 34 minutos; seus números: 10 pontos (0-6 nas bolas de três, seu cartão de visita), dois rebotes, uma assistência, um desarme, nenhum toco, três erros e cinco faltas.
Normal.
FIM
Aconteceu o que todos esperavam: Allen Iverson, 34, divorciou-se do Memphis. Depois de três partidas com a camisa 3 do time do Tennessee, acabou o idílio — se é que um dia existiu.
Triste fim deste que foi um dos maiores jogadores de basquete que vi jogar. Ao vivo e pela televisão.
(Acima, uma de suas poucas imagens com a camisa do Memphis em foto AFP)
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Allen Iverson, Brandon Jennings, Ersan Ilyasova, Joe Johnson, Rashard Lewis, Rudy Fernandez, Stephen Jackson
16/11/2009 - 12:56

Aaron Brrooks contra o Lakers (Getty Images)
Foi a segunda derrota consecutiva. Na sexta-feira, o time já havia perdido para o Denver, no Colorado. Ontem, foi em casa, diante do Houston, por 101-91.
Preocupa?
Claro que não; faz parte. No entanto, foi a terceira derrota neste temporada. Na passada, isso ocorreu mais tarde: 9 de dezembro.
O time está sem Pau Gasol, é bom sempre deixar claro. Com o espanhol em quadra, o Lakers muda de fisionomia.
Afinal, Gasol é um dos melhores pivôs do planeta. Ao lado de Andrew Bynum forma seguramente o melhor duo do mundo.
Transportando esta situação para o jogo de ontem, o Lakers foi derrotado exatamente dentro do garrafão; nos rebotes para ser mais preciso. O Houston apanhou 60 durante os 48 minutos de jogo, enquanto que os angelinos ficaram com 38.
Desses 98 rebotes disponíveis, o Rockets pegou 13 no ataque contra seis do rival.
Some-se a isso outra atuação apagadíssima de Kobe Bryant. O 24 do Lakers, que já tinha ido mal na sexta-feira em Denver (zerou no segundo tempo), ontem fez 5-20 (25%). Não há tatu que aguente, como dizia minha avó.
Rebote ruim, Kobe horroroso = vitória do Houston.
SURPRESA
Não coloquei o Houston nos playoffs nas previsões que fiz antes de a temporada começar. Estou surpreso com a campanha da equipe nesse início de campeonato.
Com uma campanha de 6-4, os texanos posicionam-se na sexta colocação no Oeste. Aproveitam-se claramente do início trôpego do seu rival estadual que reside em San Antonio e de seu vizinho Utah, ambos na nona e décima colocação respectivamente.
Quanto ao jogo de ontem, destaque para o armador Aaron Brooks: 33 pontos, seis rebotes e quatro assistências. Maior pontuação do jogador em sua carreira na NBA.
“Foi a primeira vez que eu vi um anel de campeão”, disse Brooks ao olhar a jóia de Trevor Ariza. Campeão com o Lakers na temporada passada, Ariza pegou o anel antes de a partida começar. “Isso nos deu força e nos inspirou a jogar um grande basquete”.
E foi mesmo o que aconteceu.
FERRADURA
No sábado foi no cravo; ontem, na ferradura.
A derrota do Oklahoma City para o Clippers, em casa, por 101-93, foi a grande surpresa da rodada de ontem. Time em formação, que procura sua identidade, é assim mesmo: mescla grandes atuações com momentos vacilantes.
E olha que Kevin Durant anotou 40 pontos!
MEA CULPA
Esqueci de mencionar no texto de ontem o feito do “rookie” Brandon Jennings na rodada de sábado. O “muleke” anotou 55 pontos na vitória do Milwaukee sobre o Golden State por 129-125.
É a quarta melhor marca de um novato na história da NBA. Wilt Chamberlain, em 1960, com a camisa do Philadelphia, anotou duas vezes 58 pontos.
Cinco anos depois, Rick Barry marcou 57 pontos. Em 68, Earl Monroe cravou 56 pontos.
Jennings divide a quarta melhor marca (55 pontos) com Chamberlain e Elgin Baylor.
O armador do Bucks quebrou o recorde de pontos de um novato dentro da franquia. O feito pertencia a Kareem Abdul-Jabbar com 51 pontos.
Jenninges é fortíssimo candidato ao ROY desta temporada, especialmente porque Blake Griffin até agora não entrou em quadra.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Aaron Brooks, Brandon Jennings, Kareem Abdul-Jabbar, Kevin Durant, Kobe Bryant, Pau Gasol, Wilt Chamberlain
15/11/2009 - 16:14
A vitória do Oklahoma City em San Antonio foi o destaque da rodada de ontem da NBA. E foi dramática, por apenas três pontinhos: 101-98.
É desse tipo de triunfo que o Thunder precisa para provar que um time que tem que ser olhado com atenção: fora de casa e contra um dos grandes da liga.
E Kevin Durant mostrou que começa a atingir o nível de excelência dos grandes jogadores. Por falar em tamanho, a envergadura do ala do Thunder impressiona.

Ele faz bandejas a uns cinco metros de distância da tabela. Nem precisa chegar mais perto, pois seus braços são longos demais.
Deixou a quadra ontem com 25 pontos. Visitou a linha do lance livre em 15 oportunidades e encestou 13 bolas. Extremamente agressivo, os adversários que o digam.
Mas não foi apenas Durant quem brilhou. Jeff Green, outro ala da equipe, fez 21 pontos e apanhou dez rebotes.
E o que dizer de Russell Westbrook? 19 pontos e 11 assistências.
Olho no Oklahoma City. Pode chegar aos playoffs e contrariar muitos prognósticos, inclusive o meu.
QUEDA
Estaria o Boston dando sinais de cansaço? Não, claro que não longe disso, aliás, pois o torneio apenas começou.
O que acontece com o time então? Boa pergunta.
O Celtics perdeu ontem a noite em Indianapolis para o Pacers por 113-104. Aliás, foi a segunda derrota consecutiva, pois na sexta-feira foi batido pelo Atlanta, em casa, por 97-86.
Acidente de percurso, creio eu. De todo o modo, vamos ficar atentos.
Quem está gostando dessa história é o Cleveland, de olho no título da conferncia. Cavs, aliás, que ontem bateu em casa o Utah (segunda maior folha de pagamento da NBA) por 107-104.
Anderson Varejão jogou 29 minutos. Anotou sete pontos e pegou quatro rebotes.
Perde visivelmente espaço para J.J. Hickson. O então ala reserva jogou 38 minutos e fez 20 pontos.
Algo acontece com o capixaba. O que seria?
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Kevin Durant, Oklahoma City Thunder
14/11/2009 - 12:49
O jogo acabou no terceiro quarto quando o Denver fez 29-8 no Lakers. O Nuggets foi uma máquina de jogar basquete, deu uma aula e no final dos quatro períodos o telão central do Pepsi Center reluzia: 105-79 para os colorados.
Vários foram os fatores que fizeram o Denver surrar o Lakers no terceiro período. Vamos a eles:
1) Carmelo Anthony, que ficou praticamente todo o primeiro tempo no banco por causa das três faltas cometidas, voltou mordido para a etapa final e só no terceiro período anotou 12 pontos;

2) Armando Aflalo abafou o jogo de Kobe Bryant e “Black Mamba” não marcou nenhum ponto nesses 12 minutos;
3) A passividade de Phil Jackson no banco quando o Denver fez uma corrida de 10-0 no começo do quarto foi irritante: não pediu tempo e ajudou o time a cair no buraco;
4) Os seis equívocos cometidos pelo Lakers entre erros, passes interceptados e perdas de bola ajudaram o Denver a fazer 12 pontos na moleza.
Some-se a isso o fato de o Lakers não ter sabido aproveitar o fato de Melo ter jogado apenas 1:26 minuto no segundo quarto, freado que foi por causa das faltas. Ao invés de abrir frente ao ver o melhor jogador adversário de fora, perdeu o período por 32-28.
Some-se a isso também a produção dos reservas do Denver. Depois que os 48 minutos se findaram, o placar mostrou que o pessoal do Nuggets deu uma surra no do Lakers por 43-16.
Por tudo isso, a meu ver, o Denver engoliu o Lakers ontem à noite no Colorado.
Vitória emblemática porque a) mostra que o Nuggets continua sendo a segunda força do Oeste; b) a campanha do Lakers nesse início de campeonato tem muito a ver também com o fato de ter jogado seis de seus nove jogos em casa.
Pra encerrar, uma coisa que eu achei legal foi o comportamento do técnico George Karl. P-Jax (como acontece com todos os técnicos da NBA, inclusive Karl), ao ver que o jogo estava perdido, quis bagunçar o quarto derradeiro e colocou em quadra um time reserva, com apenas Andrew Bynum entre eles (Jordan Farmar, Shannon Brown, Adam Morrison [que coisa horrível esse jogador!] e Josh Powell).
Mas Karl não embarcou nessa barca furada. Em respeito aos 19.141 torcedores que lotaram a arena de Denver, o treinador manteve praticamente seu time titular em quadra, com Ty Lawson (que jogo fez o “muleque”: 13 pontos e seis assistências), JR Smith, Carmelo Anthony, Chris Andersen e Kenyon Martin.
Foi descansando seus titulares a partir da metade do último quarto. Parabéns a ele e que outros treinadores comportem-se assim também, pois o torcedor, que paga caro pelo ingresso, não pode ser penalizado quando isso ocorre, nem quem vê a contenda pelo cabo (e pagou por isso) e nem aqueles que assistem pelo League Pass e também desembolsa uma boa grana — inclusive nós.
Ah, sim, Nenê Hilário jogou 24 minutos. Anotou 13 pontos, pegou seis rebotes, deu quatro assistências e um toco.
Não é fácil jogar contra Andrew Bynum. O pivô do Lakers será uma legenda dentro da franquia rapidamente.
Ontem, ele foi o único que se salvou da mediocridade geral. Marcou 19 pontos e apanhou 15 rebotes.
Os demais foram engolidos pelos jogadores do Denver.
Que aula!
RODADA
Minha noitada se resumiu a essa partida. Mas outra que me chamou a atenção foi a vitória do Atlanta dentro do TD Garden de Boston.
O time da Geórgia fez 97-86 e pelo que vejo no “boxscore” os rebotes foram fundamentais para se determinar o vencedor. O Hawks confiscou 47 e o Celtics apenas 29.
Ah, outra coisa: o Golden State bateu o Knicks em Nova York por 121-107. Pergunto-me: o que Donnie Walsh (GM do time nova-iorquino) está esperando para dar um bico nos fundilhos de Mike D’Antoni?
O ex-treinador do Suns é um arremedo de técnico de basquete. Ele é tão horrível no banco quanto Adam Morrison em quadra.
MORAL
Ontem não foi o dia dos dois gigantes da NBA.
Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags: Carmelo Anthony, denver nuggets, Los Angeles Lakers, NBA
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