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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 NBA, Seleção Brasileira, basquete brasileiro | 19:07

A ARGENTINA NAS OLIMPÍADAS E A LUCIDEZ DE OSCAR SCHMIDT

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A Argentina convocou ontem oito jogadores para os Jogos Olímpicos de Londres, que serão disputados de 27 de julho a 12 de agosto. Os outros quatro nomes restantes serão anunciados com o passar dos meses.

Ao mesmo tempo em que divulgou este octeto, a Confederação Argentina de Basquete revelou os nomes dos profissionais que vão compor a comissão técnica, encabeçada por Julio Lamas.

A novidade ficou por conta da adição de Sergio Hernandez (foto site CBAA, com Lamas à esq. e Hernandez à direita), que dirigiu o time principal até bem pouco tempo. Foi nas mãos de Hernandez que Los Hermanos ficaram em quarto lugar no Mundial do Japão e conquistaram um bronze nos Jogos de Pequim, em 2008.

Hernandez voltou, penso eu, à distância, e cá com meus botões, porque o desempenho da Argentina no Pré-Olímpico de Mal del Plata foi decepcionante. Os argentinos ganharam a competição, é verdade, mas perderam para o Brasil diante de 12 mil incrédulos torcedores na fase de classificação. E na decisão do torneio teve dificuldades para ficar com a medalha de ouro, apesar de apoiada pelos mesmo 12 mil fanáticos torcedores.

Todos imaginavam que a Argentina fosse passear diante dos rivais, mesmo tendo perdido Andrés Nocioni no primeiro jogo e Leonardo Gutierrez, que com uma distensão muscular nem participou da competição. Mas não foi o que se viu.

E é sempre bom lembrar que o Brasil jogou sem Leandrinho Barbosa, Anderson Varejão e Nenê Hilário. E Tiago Splitter atuou lesionado, bem abaixo de sua capacidade.

Nossos desfalques foram em maior quantidade e em qualidade também. Nocioni e Gutierrez não estavam na época — e nem creio que hoje em dia — no mesmo nível de Nenê, Leandrinho e Varejão.

Por isso, Lamas patinou no comando da equipe. Quando procurou um ombro amigo, não tinha com quem contar.

Seu assistente mais próximo, Gonzalo García, técnico do Flamengo, deixa a desejar — pelo menos é o que diz em suas twitadas o competente Fabio Balassiano, dono do blog Bala na Cesta. “Ele não está à altura do time”, costuma dizer Bala em relação a Gonzalo no comando do Flamengo — e eu vou na opinião dele, pois não assisto muito aos jogos do NBB.

Por conta disso, deduzo eu, Hernandez voltou.

Mas vamos ao mais importante dessa história toda: os jogadores argentinos convocados. Como está a Argentina para as Olimpíadas?

ANÁLISE

Olhando os oito convocados por Lamas e tendo na retina o desempenho deles no Pré-Olímpico de Mar del Plata e nos dias de hoje, eu acho que o Brasil, bem treinado e disciplinado, entendendo o que Rubén Magnano quer, é mais time que a Argentina.

Vejamos:

1) Manu Ginobili (San Antonio Spurs) — Com a mão quebrada no momento, ficará no estaleiro até meados do mês que vem. No Pré de Mar del Plata, foi muito bem marcado por Alex Garcia e não conseguiu render. Manu (foto) chegará aos Jogos Olímpicos com 35 anos e trará consigo toda uma temporada na NBA. Pra mim, o gênio argentino dá sinais de cansaço.
2) Luis Scola (Houston Rockets) — Belíssimo atacante. Pode fazer uma média de 25 pontos por jogo. Mas em cima dele o adversário pode construir o mesmo número de pontos. Terá 32 anos em Londres.
3) Carlos Delfino (Milwaukee Bucks) — É uma espécie de desafogo da Argentina com suas bolas certeiras de três. Este é seu cartão de visita. Bem vigiado, é possível subtrair muito de seu jogo. Contará com 29 anos na época dos Jogos.
4) Andrés Nocioni (Philadelphia 76ers) — Qual Nocioni vai às Olimpíadas? Aquele de há quatro anos, que barbarizava em quadra ou o atual, que tem uma média de 5:20 minutos por partida com a camisa 5 do Sixers? Chegará a Londres com 32 anos.
5) Pablo Prigioni (Caja Laboral/ESP) — Nunca foi um jogador de grande nível. Trata-se de um armador correto, que não faz bobagens, mas que também não faz nada fora do convencional. Quando as Olimpíadas começarem estará com 35 anos.
6) Hernán Jansen (Cajasol Sevilla/ESP) — Nem foto dele na internet a gente encontra. E não é que não se encontra por ser um jovem promissor e que agora está despontando para o basquete. Jansen terá 34 anos nas Olimpíadas. Não se encontra foto dele na internet porque Jansen é apenas OK.
7) Leonardo Gutierrez (Peñarol/ARG) — Não participou, como disse, do Pré de Mar del Plata. Pra quem não sabe, é um ala-pivô de apenas 2,00m de altura, de bons recursos técnicos, mas, como se diz por aí, não é nenhuma brastemp, pois sofre por conta da baixa estatura. Estará com 34 anos quando o torneio olímpico começar.
8) Juan Pedro Gutierrez (Obras Sanitárias/ARG) — É outro jogador OK, nada além de OK. É o caçula dos convocados: terá 28 anos em Londres.

A força do jogo argentino está no conjunto da equipe e na genialidade de Ginobili. A Argentina não faz bobagens em quadra. marca muito bem e tem um ataque sincronizado. E quando as arapucas aparecem, surgem Ginobili e Scola para desarmá-las.

Mas eles estarão envelhecidos e o time, num todo, também. A média de idade desses oito jogadores é de 32,3 anos. E, tenha certeza, serão esses oito atletas que estarão em quadra a maior parte do tempo.

Envelhecimento que pode bambear pernas e braços durante uma competição que não dá descanso, pois serão jogos atrás de jogos. E pernas e braços cansados podem significar erros ofensivos e defensivos.

Um olhar, mesmo que à distância, traz-me essas imagens do selecionado argentino. Por isso, numa análise neste momento, entendo que o Brasil, se contar com seus melhores jogadores e estiver focado na competição, grupo unido e tudo o mais, pode se dar melhor do que a Argentina em Londres.

Mas, como costumo dizer, depois que o Dallas ganhou a final da NBA na temporada passada, qualquer coisa pode acontecer, ainda mais em um torneio de tiro curto como são as Olimpíadas.

ANÁLISE 2

Muita gente neste botequim quer saber das possibilidades brasileiras em Londres. Costumo dizer: se o Brasil for completo (e por completo eu quero dizer como Nenê, Leandrinho e Varejão), nosso selecionado briga do quinto ao oitavo lugar. Se estiver iluminado, pode disputar o bronze.

Quais seriam os adversários brasileiros?

EUA, óbvio, e Espanha, claro. Estes dois times são indiscutíveis.

Depois vêm a França, que já está em Londres, além de Grécia, Lituânia e Rússia, que eu acho que vão se classificar no Pré-Olímpico Mundial.

Acho todos esses quatro europeus mais fortes que o Brasil — mas isso não quer dizer que nosso selecionado não possa vencê-los.

Impossível de vencer são os EUA e a Espanha.

Mas para que o Brasil possa vencer os europeus, terá que jogar o seu melhor basquetebol. Caso contrário, esquece; é brigar do quinto ao oitavo lugares.

LUCIDEZ

Em entrevista ao site da Fiba, Oscar Schmidt (foto Fiba) moderou seu discurso em relação a Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa. Ao contrário das outras vezes, o Mão Santa disse o seguinte sobre a participação de ambos nos Jogos Olímpicos de Londres: “Moralmente, os dois não deveriam ir, mas racionalmente com eles nós ficamos mais fortes. Por isso, esta será uma decisão difícil para (Rubén) Magnano. Ele sabe disso”.

É por isso que eu sou fã declarado e de carteirinha do Oscar: além de ter sido um dos gênios do basquete em todos os tempos, como ser humano ele dá provas de que não é obtuso.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL BATE ARGENTINA, MAS…
  2. BATEMOS A ARGENTINA, SAÚDE!
  3. UMA COMPARAÇÃO ENTRE BRASIL E ARGENTINA
Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

NBA | 14:09

BOSTON VOLTA A HUMILHAR O ORLANDO, AGORA NA FLÓRIDA

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Três dias depois de ter sido humilhado pelo Boston, o Orlando voltou a se prostrar diante do Celtics.

Três dias atrás, foi em Massachussets; ontem, foi na Flórida.

Três dias atrás, o Orlando anotou apenas 56 pontos, a menor pontuação da história da franquia. Ontem, chegou a abrir 27 pontos de vantagem a 3:11 do final do segundo quarto, mas viu escapar por entre os dedos uma vitória que se afigura fácil.

O Orlando se transforma mesmo em um bando de tontos quando tem pela frente o Boston. A vitória de 91-83 do Celtics prova isso.

Um jogo cheio de pequenas histórias que somadas formam a narrativa final.

Não foi apenas os 27 pontos de diferença que o Boston teve que superar. Houve mais para ser contado.

O Celts foi para o vestiário atrás em 21 pontos. A maior pontuação superada desde a vitória diante do Indiana em 1996, quando o time perdia por 23 pontos quando o primeiro tempo acabou.

O Boston limitou o Orlando a apenas 25 pontos no segundo tempo, depois de ter deixado o rival anotar 58.

O Orlando marcou 32 pontos no primeiro quarto e apenas oito no último.

O “rookie” E’Twaun Moore teve um desempenho ofensivo espetacular nos últimos 18 minutos: anotou 16 pontos, seu recorde na NBA. Fez 4-4 nas bolas de três e 5-6 no geral, além de 2-2 nos lances livres. Vale o registro: nas outras partidas, Moore perdeu 23 de seus 30 arremessos.

Enquanto isso, o Orlando fez 8-35 (22,8%) de seus arremessos no segundo tempo, contra 22-44 (50,0%) da etapa inicial. No último quarto, quando a vaca foi para o brejo, o Magic anotou 2-17 (11,76%) e cometeu quatro erros.

Paul Pierce (foto Getty Images) voltou a ser grande: 24 pontos, liderando o time em quadra nos momentos mais críticos. Fez 19 pontos no segundo tempo.

Dwight Howard voltou a ser um grande ponto de interrogação para seus torcedores. No deslumbrante primeiro tempo da equipe, D12 jogou apenas 6:43 minutos. No pavoroso segundo do time, D12 jogou todos os 24 minutos.

Uma vitória incontestável. Uma vitória para ser contada em letras garrafais. Uma vitória sem Ray Allen, Rajon Rondo e Jermaine O’Neal.

Um derrota humilhante diante de 18.952 torcedores, sem contar os que viram a peleja em rede em todos os EUA e pelo planeta afora. Uma derrota para levar o dono da franquia e seu manager a tomar providências.

PERGUNTA

Não estaria na hora de o Orlando pensar em um novo treinador?

RECUPERAÇÃO

Quem foi ao Staples Center para ver Chris Paul (foto Getty Images), viu Mo Williams. No segundo tempo, Williams anotou 14 de seus 18 pontos e foi peça fundamental para a vitória do Clippers sobre o Memphis por 98-91.

Seus 18 pontos foram frutos de um aproveitamento de 8-15 (53,3%) nos arremessos, sem nenhum lance livre cobrando.

CP3 fez os mesmos 18 pontos, mas dez deles vieram de lances livres. CP3 voltou a ter aproveitamento ruim nos arremessos: 3-11 (27,2%).

Tudo bem, CP3 está voltando de contusão e a gente tem mesmo que dar um grande desconto a ele.

COISA FEIA

Essa moda de uniformes retrôs já passou dos limites. Clips e Memphis jogaram com fardamentos da época da ABA, enfeiando a partida.

O uniforme do Clips era muito feio, mas o do Memphis foi de péssimo gosto. Aliás, parecia a seleção brasileira de algumas décadas.

Péssima ideia.

Notas relacionadas:

  1. PRESSÃO NA FLÓRIDA
  2. A NOITE DE ORLANDO E BOSTON
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , ,

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 NBA | 20:00

RENOVAÇÃO DE CONTRATO DE KEVIN LOVE DEIXA O JOGADOR COM UM PÉ NO LAKERS

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Muito esquisita a renovação de contrato de Kevin Love com o Minnesota. O jogador pediu cinco anos, mas renovou por quatro, e no último ano a opção de exercer ou não o contrato é dele e não da franquia.

Ou seja: Love está garantido no Wolves até o final da temporada 2014-15. Terá na ocasião quase 27 anos; estará no esplendor de sua forma física e técnica, e começando a dominar o jogo mental.

Kevin (foto AP) é sobrinho de Mike Love, um dos fundadores dos Beach Boys, uma banda de rock de Los Angeles que fez estrondoso sucesso na década de 1960. Nasceu em Santa Mônica, uma das cidades que compõem a Grande Los Angeles, adora surfe, o estilo de vida californiano e se formou em UCLA. E é torcedor de carteirinha do Lakers.

A vida de Kevin é a Califórnia.

E o que faz o Wolves? Entrega de bandeja o jogador para seu rival.

Por mais que o Wolves cresça nesse período com Ricky Rubio, Derrick Williams e Michael Beasley, por mais que venha a se tornar um time competitivo, quem nasceu para ser Wolves jamais será Lakers. Por melhor que esteja o Minnesota, o Lakers sempre será mais competitivo. Por mais competidor que seja o Wolves, voltar pra casa, jogar com a camisa 42 de seu time do coração, como diz aquela propaganda, não tem preço.

Inacreditável o que Glen Taylor, dono do Minnesota, e David Khan, seu gerente geral, fizeram.

Olha, eu não vivo nos EUA; consequentemente, não vivo o dia-a-dia da NBA. Mas essa história é muito estranha.

Pra mim, tem caroço nesse angu.

Gostaria de saber quem colocou e por que colocou. E mais: por que deixaram colocar.

Eu não engulo essa história.

SORRY

Um parceiro nosso perguntou quando era o “deadline” das extensões de contrato na NBA e eu disse a ele que isso não existia. Erro meu: existe sim.

A data limite para assinatura de novos contratos expirou ontem.

Notas relacionadas:

  1. A HISTÓRIA DE KEVIN LOVE
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Autor: Fábio Sormani Tags:

NBA | 12:58

VAREJÃO É NOVAMENTE O DESTAQUE NO CARDÁPIO DO BOTEQUIM

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Ontem falei de Anderson Varejão. Hoje vou falar novamente. Quem viu a vitória do Cleveland diante do New York, em Ohio, por 91-81 sabe muito bem que o destaque no cardápio desta quinta-feira deste botequim tem que ser o capixaba.

Varejão (foto AP) tomou conta do garrafão; garrafão defensivo e ofensivo. Foram 16 rebotes no total, sendo que a metade foi no ataque.

Com este octeto de ressaltos ofensivos, Varejão posiciona-se em terceiro lugar nas estatísticas, com uma média de 4,4 por partida, ao lado de Kevin Love, do Minnesota, que fica em segundo porque pegou um total de 75 contra 70 do brasileiro. O primeiro colocado no ranking é DeMarcus Cousins, do Sacramento, com média de 4,6.

Mas eu dizia que Varejão tomou conta do garrafão. Além dos 16 rebotes, houve mais quatro roubos de bola e dois tocos. E pra fechar, quatro assistências.

Ah, sim, anotou dez pontos, cravando seu nono “double-double” na temporada, o segundo consecutivo. Está com médias de 9,8 pontos e 11,2 rebotes por peleja disputada. Como disse ontem, um tiquinho a mais de pontos e Varejão estabelece um duplo-duplo de média na temporada.

Varejão tomou conta do garrafão e deixou Tyson Chandler irritado. Já próximo do final da partida, o rude pivô nova-iorquino perdeu a compostura em quadra e começou a agredir o brasileiro; gratuitamente.

Bem, pensando bem, não foi gratuitamente, foi fruto de sua frustração diante de Varejão, pois o ignorante pivô do Knicks (saiu direto do “high school” para a NBA sem passar pelo “college”) via seu time e seu jogo ruir diante da qualidade de Varejão.
Já disse e repito: Anderson Varejão, o melhor brasileiro no momento na NBA.

E tem mais.

“GLUE GUY”

Ontem um parceiro deste botequim mandou um link com o comentarista Greg Anthony falando na NBA TV sobre “glue guys”. E o que vem a ser “glue guys”?

“Glue guys” são os jogadores que se arrebentam em quadra, se matam pelo time, não se omitem jamais, não têm medo de cara feia e nem se intimidam com o barulho da torcida adversária. Fazem um jogo que não pode e nem deve ser catalogado como “jogo sujo”. Longe disso.

“Glue guys” são aqueles jogadores que jogam muito, mas seus predicados não aparecem nas estatísticas do jogo.

E sabem quem Anthony destacou como o principal “glue guy” desta temporada?

Anderson Varejão.

VITÓRIA, ENFIM!

O Lakers conseguiu vencer finalmente o Clippers pela primeira vez nesta temporada depois de três derrotas consecutivas, duas delas na “pre-season”. Mas não foi nada fácil.

Os amarelinhos ficaram atrás boa parte da peleja e tudo indicava que os vermelhinhos iriam vencer novamente. Mas veio o quarto final e entrou em cena um jogador que saiu do banco e foi o desequilíbrio que o Lakers tanto precisava: Metta World Peace, o velho Ron Artest.

World Peace fez o que ele mais sabe fazer: seu jogo mental, que costuma desestabilizar o oponente. E ele fez isso com Blake Griffin, com Mo Williams e com quem apareceu pela frente.

Terminou a partida com apenas três pontos, mas deu sete assistências, pegou cinco rebotes, roubou duas bolas e deu um toco. Mas o principal não apareceu nas estatísticas: seu jogo mental.

World Peace foi o “glue guy” que o Lakers precisava para vencer o Clippers por 96-91 e acabar com o incômodo tabu de três jogos e três derrotas.

REFUGADA

Não é novidade pra ninguém aqui neste botequim minha preferência por Derrick Rose entre os armadores da NBA. E ontem eu fiquei mais convicto ainda quanto a isso.

No final da partida, com contra-ataques à disposição, Chris Paul refugou feio duas vezes diante da possibilidade de um “rush” em direção à cesta adversária, que se feito e bem concluído poderia ter mudado a sorte do jogo.

CP3 é habilidoso, tem uma boa leitura do jogo, mas não tem a sagacidade de D-Rose. Técnico adversário monta esquema de jogo para conter D-Rose; não creio que o faça na mesma proporção em relação a CP3.

POR FALAR…

… em Derrick Rose, o Chicago foi dobrado em casa pela primeira vez na temporada. Perdeu para o Indiana por 95-90.

Gostei muito do jogo do Pacers. É um time que defende muito bem e é bem resolvido no ataque.

Além disso, sua segunda unidade é bem interessante, o que possibilita ao técnico Frank Vogel rodar todo mundo e preservar a integridade física de seus atletas.

Que Danny Granger é bom jogador, todo mundo sabe. Idem para David West. Mas o complemento do quarteto titular é bem interessante também: Darren Collison é um armador confiável, Paul George cresceu demais nesta temporada e Roy Hibbert é um pivô que poderá rapidamente figurar entre os grandalhões dominantes da liga.

Ao contrário do Philadelphia, que não tem vitórias expressivas fora de seus domínios, o Indiana já dobrou Boston, Lakers e agora Chicago.

Olho no Pacers!

Notas relacionadas:

  1. VAREJÃO É O DESTAQUE NA ABERTURA DA NBA
  2. NENÊ, DE NOVO, DESTAQUE NO TRIUNFO DO DENVER
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Autor: Fábio Sormani Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 NBA | 12:45

CLEVELAND PERDE MAIS UMA: VAREJÃO MERECE COISA MELHOR

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Ontem falei com muito gosto da evolução de Tiago Splitter. Crescimento visível até mesmo para o leigo, aquele que não se liga tanto no basquete, mas que gosta de ver os brasucas em ação.

Hoje vou falar de Anderson Varejão.

Disse outro dia — e repito agora — que Varejão é o melhor brasileiro em atividade neste momento na NBA. E é mesmo.

Fiz esta constatação uma vez mais no jogo de ontem contra o Heat, em Miami. Seu Cleveland perdeu por 92-85, mas vendeu caro a vitória (atenção, rapaziada, é errado dizer “vendeu caro a derrota”, pois ninguém compra derrota, só doido).

Em muitos momentos da partida o Cavs esteve na frente. Chegou a abrir seis pontos de vantagem no terceiro quarto. Dava pinta de que poderia ganhar a contenda.

Mas, já disse, quero falar do Varejão.

Com seus braços longos, talvez um dos mais longos entre todos os jogadores da NBA (eu gostaria de saber qual é a envergadura do capixaba), aliados à sua garra, seu destemor, sua força de vontade, sua luta, não há rebote que passam despercebidos diante de seus olhos.

Ontem foram 11 pontos e 11 ressaltos. Onze ressaltos? Engraçado, porque ontem, na transmissão, os locutores, que tinham as estatísticas on-line, falaram em 12; onde foi parar este 12º rebote?

Mas tudo bem, vamos com 11 então.

Quatro deles foram de ataque. E esse quarteto de rebotes ajudou-o a se solidificar ainda mais entre os melhores.

Varejão está em terceiro no ranking com média de 4,4 sobras ofensivas por partida, lembrando sempre que o líder neste quesito é DeMarcus Cousins, do Sacramento, com 4,6.

No total, Dwight Howard tem 15,6 de média e é o grande líder; Varejão tem 10,9 e se posiciona em quinto.

Mas não vamos nos ater apenas aos números.

Como a gente bem sabe, muito do que um jogador como Varejão faz em quadra não aparece nas estatísticas.

Ontem, por exemplo, no terceiro quarto da partida, o pivô Joel Anthony protegia a bola para que ela saísse pelo fundo e o Miami continuasse no ataque. De repente, surgindo do nada, Varejão (foto) deu um tapa na bola, ela bateu em Anthony e saiu: bola do Cleveland.

Este ato não aparece nas estatísticas.

Como não aparecem as disputas pelo rebote, onde Varejão, com seus já falados braços longos, bate na bola aqui, bate na bola ali, lá e acolá, numa briga incessante com o adversário. De repente, a laranjinha sobra para Kyrie Irving, por exemplo.

Essa luta titânica não aparece nas estatísticas. O que aparece na estatística é: rebote de Irving.

Corta-luz, que Varejão faz tão bem para Irving e Ramon Sessions, por exemplo, é outra contribuição do capixaba que não aparece nas estatísticas.

Varejão é isso. Um jogador incansável, que não desiste jamais — e isso nada tem a ver com ser brasileiro.

DUPLO DÍGITO

Anderson Varejão fez 11 pontos e coletou 11 rebotes. Foi seu oitavo “double-double” na temporada. O líder é o “alucinado” Kevin Love, do Minnesota, que já fez 16.

Tem 9,8 pontos de média. Um tiquinho a mais e teria um duplo-duplo de média.

Dá gosto de ver.

O que entristece é vê-lo com a camisa 17 do Cleveland. Varejão merecia coisa melhor.

Por que ninguém fala em contratá-lo?

Varejão tem um rechonchudo contrato de mais quatro anos com o Cavs. Vai receber no total US$ 35 milhões.

Mas vale cada centavo recebido.

BRILHO

Shaquille O’Neal diz que o Miami não tem um “Big Three”. Segundo ele, o Miami tem um duo e não um trio de estrelas.

Shaq não considera Chris Bosh jogador de brilho intenso.

Discordo. Shaq faz como brasileiro: tem memória curta. Nos tempos de Toronto, Bosh (foto) era um baita jogador.

Agora no Miami, em nome do funcionamento do time, abriu mão de muito de seu jogo em favor de Dwyane Wade e LeBron James.

Ontem, sem D-Wade uma vez mais, CB1 pediu licença a LBJ e tomou conta da partida.

Fez 17 pontos no último quarto, quando a partida foi decidida. Terminou com um total de 35, seu recorde com a camisa do Miami.

Nos confrontos sem D-Wade, Bosh acumula média de 25,5 pontos. Seria o quarto maior artilheiro do campeonato, abaixo apenas de Kobe Bryant (30,5), LeBron James (28,9) e Kevin Durant (25,7).

DÚVIDA 1

Muita gente diz que Dwyane Wade atrapalha LeBron James. Pela lógica, D-Wade atrapalha Chris Bosh também.

Os três não podem jogar juntos?

Claro que podem. Na temporada passada chegaram, juntos, à final da NBA.

Cabe ao treinador, Erik Spoelstra, tirar partido de três estrelas, algo que poucos têm e muitos querem.

DÚVIDA 2

O Orlando venceu o Pacers em Indiana por 102-83. Isso foi ontem à noite.

Anteontem, em Boston, perdeu por 87-56.

Esses 56 pontos foram a menor pontuação na história da franquia. E os 24,6% de aproveitamento nos arremessos também se tornaram o mais pífio desempenho da história do Magic.

Ontem, o Orlando venceu o Indiana, quinta melhor defesa da NBA (90,5 pontos contra de média), fazendo 102 pontos.

Pergunto: foi o Boston (terceira melhor defesa; 88,3) que defendeu muito ou foi o Orlando que esteve em uma noite péssima?

Notas relacionadas:

  1. COISA DE TIME PEQUENO
  2. VAREJÃO FORA DO CLEVELAND
  3. VAREJÃO, O MELHOR DE TODOS
Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

terça-feira, 24 de janeiro de 2012 NBA | 17:13

A NOITE DE TIM DUNCAN E A NOVA REALIDADE DE TIAGO SPLITTER

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Tim Duncan foi o personagem da noite. Seu arremesso a pouco mais de um segundo do final da partida foi daqueles que a comunidade do basquete reverencia e não esquece jamais.

Mesmo marcado — e fortemente marcado por Emeka Okafor —, Timmy foi ágil, inteligente e perfeito. Da cabeça do garrafão a bola saiu de suas mãos e foi escorregar por entre a redinha que ornamentava o aro do New Orleans (foto AP).

Foi o 104º ponto do San Antonio na partida, o 28º ponto de Timmy. Havia mais de um ano que ele não conseguia pontuar tanto assim. Foi também o ponto derradeiro da partida, que terminou em vitória do San Antonio por 104-102.

“Foi muito legal estar na quadra, foi muito legal acertar alguns arremessos, foi muito legal vencer a partida, enfim, foi tudo muito legal”, disse Duncan depois do confronto.

Dia desses, eu contei que Timmy passou o verão e parte do período do locaute treinando arremessos de meia distância. Isso aos 35 anos de idade.

Quem achava que seu jogo estava acabado e que ele também, por causa do peso da idade e das pernas, enganou-se redondamente. Timmy está com tudo, introduziu em seu repertório esse “mid-range jumper” que está levando à loucura a zaga adversária.

“Eu sou assim”, disse Duncan referindo-se à sua personalidade. “Sou muito competitivo. Quero estar em uma quadra todas as noites. Quero estar com o meu time. Não quero jamais deixá-lo na mão”.

Mas para que isso seja possível e essa fonte de energia e talento não se esgote jamais, Gregg Popovich, o treinador do San Antonio, elaborou um plano criterioso para Timmy. E a principal decisão foi proibi-lo de jogar quatro partidas em cinco noites, o que já havia o ocorrido neste campeonato.

Por isso Timmy não participou do jogo contra o Houston, no último sábado.

E para que isso seja possível, há que se confiar na rapaziada que vem principalmente do banco de reservas. E é aí que Tiago Splitter entra na história.

CONFIANÇA

Todos nós sabemos, mas nunca é demais lembrar, Tiago Splitter praticamente não jogou a temporada passada. Lesionou-se antes de começar a competição e Gregg Popovich, transformou o fato em sua muleta, justificando assim seu boicote ao jogador brasileiro.

Tudo porque ele não abre mão de seus conceitos, forjados principalmente na Academia da Força Aérea dos EUA, conceitos rígidos e impermeáveis, sendo que muitos deles se tornaram anacrônicos com o passar do tempo.

Pop, como é chamado, acha que “rookie” não pode jogar muito em sua primeira temporada. Talvez nem mesmo na segunda. Por causa disso, fez Splitter esquentar um banco danado no campeonato passado.

Jogou em média 12:30 minutos por partida. Ou seja, um quarto do jogo.

E o resultado é que o nosso barriga-verde pouco rendeu e pouco aprendeu em seu primeiro ano na liga.

Mas ao final do torneio passado, ele já dava mostras de ser um jogador diferenciado, que não poderia ficar muito tempo esquentando o banco de DeJuan Blair, a versão cetácea do time texano.

Para não dar o braço a torcer, o milico treinador do SAS tenta repetir a dose nesta temporada, mas a grita, que era tímida no ano passado, aumentou bastante neste.

Acuado, Popovich parece não encontrar mais guarida a seus conceitos retrógrados. Resultado: rendeu-se às evidências e passou a dar mais minutos para Splitter.

O catarinense tem agora uma média de quase 21 minutos por partida. Adicionou praticamente um quarto a seu jogo.

Com isso, os resultados começaram a aparecer. Tiago está jogando muito melhor, está confiante e, por tabela, ganhou a confiança de seus companheiros — e do próprio Popovich, que o tem deixado em quadra nos finais das partidas, principalmente daquelas que ainda não foram fechadas.

Há quatro contendas seguidas Splitter tem um duplo dígito na pontuação. Sua média de pontos no período é de 14,2. E nos rebotes, coleta 7,2 por jogo. Quer mais? Apenas um erro de média neste período quaternário, quando permaneceu em quadra quase 25 minutos por partida.

Não, não, nem tente questionar Popovich sobre isso. Não tente dizer a ele: Tá vendo! Foi só o senhor dar oportunidade para o Tiago que ele começou a mostrar por que foi eleito o melhor jogador do campeonato espanhol, o mais forte da Europa!

Não, não faça isso, porque se você o fizer, vai certamente ouvir: ele só está jogando melhor porque agora ele está pronto para jogar.

Assim são os milicos.

DEMISSÃO

Flip Saunders (foto) foi demitido há pouco pelo Washington. O técnico realizava um apagado trabalho à frente do Wizards.

O time da capital dos EUA é o pior da NBA no momento, com uma campanha melancólica de 2-15 (11,7%). Na temporada passada, acabou na 26ª posição, com um retrospecto de 23-59 (28,0%).

O fato é que o time é fraco.

Conta com John Wall, um moleque que dá pinta de que será um grande armador no futuro; mas no futuro, e não agora. Conta com a experiência de Rashard Lewis, um jogador que demonstra em quadra um basquete inversamente proporcional ao seu salário (ganhará US$ 22,1 milhões nesta temporada, valores que o colocam como o segundo jogador mais bem pago da NBA, atrás apenas de Kobe Bryant).

De resto, são atletas que servem apenas para completar um elenco, como JaVale McGee, Maurice Evans, Roger Mason e Ronnie Turiaf.

A decepção de Saunders com a franquia vem desde a temporada passada. No começo dela, depois de um início em 1-5, o treinador e seus auxiliares abandonaram um treinamento sob o argumento de que os jogadores não estavam se empenhando.

Não havia mesmo clima para que o trabalho prosseguisse.

O Washington vai melhorar? Com Randy Wittman, auxiliar de Saunders e agora o novo treinador, pode ser até que o time acumule algumas vitórias, pois a empolgação natural que um novo trabalho impõe pode fazer o time encontrá-las por um momento. Mas com o passar do tempo tudo voltará ao que era antes.

Washington e Detroit: duas franquias que estão à deriva e que se não abrirem os olhos vão permanecer por muito tempo nesta situação de penúria.

Notas relacionadas:

  1. O FUTURO SEGUNDO TIAGO SPLITTER
  2. A VERDADEIRA REALIDADE DE SPLITTER
  3. TIAGO SPLITTER DESEMPENHARÁ O MESMO PAPEL DA TEMPORADA PASSADA?
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 NBA, Sem categoria | 17:09

ORLANDO PROPÕE AO NEW YORK TROCAR DWIGHT HOWARD POR TYSON CHANDLER E AMAR’E STOUDEMIRE

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Stephen A. Smith, repórter da ESPN dos EUA, é um cara muito bem informado. Não é como Adrian Wojnarowski, do Yahoo Sports!, mas é um cara bem informado.

Pois bem, Smith noticiou que fontes seguras a ele relacionadas informaram que Otis Smith, gerente geral do Orlando Magic, vai propor ao New York Knicks a seguinte troca: Dwight Howard (foto AP) por Amar’e Stoudemire e Tyson Chandler. E o time da Flórida ainda teria que dar jogadores a mais para a conta fechar. Todos nós sabemos que o Magic quer se livrar de Hedo Turkoglu. Seria ele?

Ninguém confirmou ou desmentiu oficialmente, mas o negócio pode ser feito se depender de Stoudemire, pois ele está P da vida com Carmelo Anthony que não lhe passa a bola nem a pau. E o clima no vestiário do Knicks, por conta disso, não anda nada bom.

Melo admitiu no treino de ontem, domingo, que tem retido demais a bola e que prefere mandá-la para a cesta do que para o companheiro. Réu confesso, ele espera que Amar’e o perdoe pela situação.

“Vamos conversar (hoje) e tentar entender o que está acontecendo”, disse Melo.

Melo foi vaiado pelos torcedores do NYK depois da derrota de sábado para o Denver depois de duas prorrogações. Disse não ter ficado incomodado com isso, mas sua aparência era de derrota.

Por conta disso, eu me pergunto: será que a torcida vai aceitar a saída de Stoudemire? Por que não Carmelo, eles podem perguntar? Sim, pois Melo e Amar’e têm praticamente o mesmo salário.

A gente não pode se esquecer que o NYK desmontou um time que estava indo muito bem, cheio de garotos (Raymond Felton, Danilo Gallinari e Wilson Chandler) para pegar Carmelo Anthony. Até o momento, a troca revelou-se um desastre.

Perder Stoudemire não seria outro duro golpe para a franquia?

Por outro lado, a gente vê analisa a troca e vê que Amar’e e D12 jogam praticamente na mesma posição, muito embora Stoudemire seja um ala-pivô de ofício e que quebra um galho como pivô.

Não seria mais produtivo para o New York ficar com Carmelo e D12? E o que fazer com Turkoglu, se de fato ele for incluído na troca? Não seria um luxo pagar US$ 10,6 milhões para um jogador ficar no banco de reservas?

Uma saída seria Mike D’Antoni passar Melo para ala-pivô, posição que ele jogou na seleção dos EUA nas Olimpíadas de Pequim quando Coach K queria descansar Chris Bosh e D12.

Melo jogaria como PF defendendo, mas o time atacaria com quatro jogadores abertos e Howard no pivô. Daria certo?

Tenho dúvidas, pois Melo é fominha e do jeito que ele “boicota” Amar’e, pode fazer o mesmo com D12.

Enfim, só nos resta aguardar.

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Autor: Fábio Sormani Tags: , ,

NBA | 11:07

LAKERS: É O FIM DA LINHA PARA UM TIME CAMPEÃO?

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É o fim da linha para um time que ganhou dois títulos nos últimos três anos? Kobe Bryant começa a sentir o peso da idade? Ou tudo não passa de uma questão de ajustar a equipe com os novos métodos do técnico Mike Brown?

Eu fico com a terceira opção: o Lakers vive um momento de transição de um estilo de trabalho para outro. Saiu Phil Jackson e seus triângulos ofensivos e entrou Brown, um homem que prefere dar ênfase à parte defensiva.

O fato é que o Lakers perdeu sua força ofensiva, especialmente nos quartos decisivos. Na derrota de ontem diante do Indiana, em seu Staples Center, por 98-96 (a terceira consecutiva), mais uma vez o time ficou devendo ofensivamente falando.

Alguém pode estranhar tal afirmação, pois 96 pontos são muitos pontos. Se acaba na casa dos 70, 80, vá lá, mas 96!

Fui dar uma olhada no relato do “LA Times” sobre a partida. E o jornal angelino apontou o dedo exatamente para este problema.

Segundo o “Times”, há 11 partidas o Lakers não consegue ultrapassar a barreira dos 100 pontos. Pior marca desde a temporada 2003-04, quando o time ficou 12 jogos abaixo da contagem centenária.

Brian Shaw, um dos assistentes de P-Jax, homem cotado para assumir o cargo com a aposentadoria do Mestre Zen, trabalha hoje como um dos auxiliares de Frank Vogel, treinador do Indiana. Ele viu bem de perto a secura do Lakers.

Para ele, Pau Gasol posicionou-se mal ofensivamente. Ficou muito longe da cesta.

“Se você tem dois grandalhões (Gasol e Andrew Bynum) que são uma fortaleza de seu time, você precisa tê-los perto da cesta”, disse Shaw. “Algumas vezes Pau fica posicionado na linha dos três. Então, eu acho que tudo é uma questão de tempo para que todos consigam se ajustar”.

Gasol fez apenas oito pontos, 4-12 (33,3%). Foi a segunda vez em quatro partidas que o espanhol fez míseros oito pontos.

Kobe Bryant (foto AP), que terminou a partida com 33 tentos (precisou de 30 arremessos para chegar à marca), foi um desastre no quarto final: 1-6 (16,7%). Neste período, o Lakers fez 7-23 (30,4%), enquanto que o Indiana cravou 8-17 (47,1%).

E a 1:30 minuto do final, vencendo por 94-93, Gasol, Matt Barnes e Derek Fisher falharam ao tentar a cesta. Muita coisa pra quem pretendia vencer a partida.

O problema do Lakers, no momento, parece mesmo se concentrar no quarto derradeiro, quando o time tem arriado. O Lakers já fez 18 partidas até agora no campeonato. Apenas o Bulls fez tantos jogos quanto o Lakers. Mas o Los Angeles fez 11 dos 18 confrontos em casa, enquanto que o Chicago apresentou-se 11 vezes fora de casa.

E mais: o Chicago tem jogado sem Derrick Rose nos últimos quatro jogos (ele já perdeu cinco no total), enquanto que o Lakers não teve que abrir mão de Kobe Bryant em nenhum momento nesta competição.

E o Chicago é o líder do campeonato (15-3), enquanto que o Lakers é o décimo colocado no Oeste (10-8, fora da zona dos playoffs) e o 16º no geral.

Justifica? Pode ser, mas os números do Chicago mostram que o problema do Lakers não é apenas questão de falta de pernas.

O problema do Lakers, como eu já disse aqui e o “LA Times” também mostra, é a falta de imaginação ofensiva. E isso para um time que tem Kobe Bryant é simplesmente inaceitável.

NÚMEROS

O Lakers tem a sexta melhor defesa do campeonato. Sofreu uma média de apenas 90,5 pontos por jogo. O problema é que seu ataque fez só 92,3 tentos por partida até o momento.

Nos últimos dois títulos conquistados, sob o comando de Phil Jackson, um treinador que sempre privilegiou o ataque, o Lakers fez 106,9 pontos em 2008-09 (sofreu 99,3) e 101,7 no ano seguinte (levou 97,0).

Como eu disse, a questão é de adaptação ao novo esquema do técnico Mike Brown. Quando tudo estiver ajustado, o time vai render mais do que rende no momento.

E certamente deixará esta zona na tabela de classificação que tanto constrange seu torcedor.

DÚVIDA

Não vi o jogo do Miami contra o Milwaukee. Mas vi que o time perdeu, em casa, por 91-82.

Fui correndo olhar o “box score”, certo de que Dwyane Wade tinha jogado e isso explicaria a derrota do Miami. Mas constatei que D-Wade não jogou.

O que aconteceu então? Por que o Heat não venceu?

PLANTANDO

Leandrinho Barbosa segue jogando bem com a camisa do Toronto Raptors. Fez ontem 19 pontos na derrota de sua equipe para o Clippers, em Los Angeles, por 103-91.

Foi o cestinha do time.

Leandrinho Barbosa (foto Getty Images) segue jogando bem com a camisa do Toronto Raptors. Pena que é com a camisa do Toronto Raptors.

Mas tudo bem; o paulistano segue plantando para colher no futuro. A continuar assim, ao final desta temporada vai arrumar coisa muito melhor.

E a seleção brasileira, certamente, vai se aproveitar disso nos Jogos Olímpicos de Londres.

Leandrinho, indiscutivelmente, é outro jogador.

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domingo, 22 de janeiro de 2012 Sem categoria | 12:21

NENÊ E SPLITTER SÃO DESTAQUES NA NBA. WADE ATRAPALHA LEBRON?

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O jogo da rodada deste sábado na NBA foi New York x Denver. Não apenas por ter marcado o primeiro embate do agora nova-iorquino Carmelo Anthony contra seu ex-time, mas também porque o prélio precisou de duas prorrogações para definir seu vencedor.

No final, deu Denver, do brasileiro Nenê Hilário: 119-114.

Nenê (na foto AP dando um toco em Amar’e Stoudemire) voltou a fazer uma grande partida. Ficou 44:37 minutos em quadra e anotou 12 pontos, 13 rebotes e cinco assistências.

Nenê ficou em quadra 44:37 minutos, 13:17 minutos a mais do que fica normalmente, pois sua média de permanência no trabalho é de 31:20 minutos.

Acumula um “average” de 13,4 pontos e 9,1 rebotes por partida neste campeonato. Se ficasse os mesmos 38:60 minutos de Dwight Howard, por exemplo, poderia ter médias melhores. Mesmo assim, tem quase um “double-double” na temporada.

Na vitória de ontem sobre o Knicks, em Nova York, Nenê deu cinco assistências. Neste torneio tem uma média de 2,4 por partida e está em quarto lugar no ranking dos pivôs, ao lado de D12, atrás apenas de Marc Gasol (3,1) e Tim Duncan e Greg Monroe (2,9).

A visão de jogo de Nenê impressiona, pois mesmo em dificuldades, dentro do garrafão, ele mantém a calma para encontrar a melhor solução para os apertos da jogada. O passe de Nenê é um dos melhores da NBA na atualidade entre os grandalhões da liga.

Quanto ao jogo, Melo deixou a quadra com 25 pontos, dez rebotes e cinco assistências. Mas fez 10-30 nos arremessos e em muitos momentos mostrou-se perdido. Perdeu o duelo para seu ex-time.

Melo encontra-se em uma posição muito difícil dentro do Knicks. Não consegue se firmar, não é o líder que o time precisa e não adicionou quase nada desde a sua chegada.

Por isso, o que se comenta em Nova York é que o Knicks poderá trocá-lo. Mas a franquia vai esperar um pouco mais. Vai esperar pela estreia de Baron Davis.

Se com Davis o cenário mudar, ótimo. Se com Davis tudo ficar igual, é provável que ao final da temporada o NYK tente trocar Melo por um armador.

SHOW

Outro brasuca que foi muito bem, mas muito bem mesmo, foi Tiago Splitter. O seu San Antonio perdeu para o Houston fora de casa, por 105-102, mas o bom da história é que o catarinense está ganhando mais e mais minutos de jogo.

Tim Duncan, lesionado, não jogou, e Splitter atuou por 31:33 minutos, enquanto que DeJuan Blair, a baleia do SAS que é seu concorrente, jogou 18:04.

E sabem o que aconteceu? Splitter anotou 25 pontos, seu recorde na NBA, e apanhou dez rebotes.

Acho que o milico que dirige o alvinegro texano e que atende pelo nome de Gregg Popovich deve estar se convencendo que: 1) vale gastar mais seu tempo com Tiago do que com DeJuan; 2) por conta disso, vale dar mais minutos em quadra para Tiago do que para DeJuan.

DÚVIDA

O Miami conseguiu mais uma vitória. Bateu ontem o Philadelphia por 113-92. Mais uma vitória sem Dwyane Wade.

Desde que D-Wade foi para o departamento médico, o Miami enfileirou três triunfos. Sem ele, o Heat tem uma campanha de 6-0; com ele, 5-4.

Muitos se perguntam: o Miami fica melhor sem Wade? Outra parcela, considerável, garante: o Miami fica melhor sem Wade.

E mais: sem Wade, LeBron James joga melhor, quase todos afirmam neste momento.

O que dizem os números?

Os números dizem que LBJ (foto AP) sem Wade tem médias de 31,4 pontos, 7,4 rebotes e 9,0 assistências. Com Wade, o desempenho é este: 28,8 pontos, 8,3 rebotes e 6,5 assistências.

Muita diferença? Não muito, eu diria; mas os números de LBJ sem Wade são melhores à exceção dos rebotes.

Mas muito mais importante do que analisar os números, dar importância a eles, é ver que, de fato, LBJ sem D-Wade está mais solto em quadra. Ele parece se sentir o dono do time e do jogo, como era em Cleveland.

A pergunta que todos se fazem no momento é: os dois podem jogar juntos?

Eu respondo: claro que podem; ou vocês se esqueceram que na temporada passada, juntos, eles chegaram à final da NBA?

RAPIDINHAS

O Bulls bateu o Charlotte em Chicago por 95-89. Carlos Boozer, alguém alertou aqui neste botequim, está jogando muito bem. E está mesmo: anotou 23 pontos e pegou nove rebotes… Preocupação que tenho: Luol Deng participou de todos os jogos do Chicago e tem uma permanência em quadra de 38:30 minutos. Ontem, com a partida no bolso (o placar não reflete o confronto), o sudanês naturalizado britânico jogou 39:37 minutos. Tom Thibodeau precisa pensar nisso… Alguém consegue me dizer quem é Mike James? Em nove minutos com a camisa do Chicago, ele fez nove pontos e deu dez assistências… Chris Bosh fez 30 pontos na vitória do Miami sobre o Philadelphia. Seu “mid-range” é o melhor entre os ala-pivôs da liga… Por falar em Miami, alguém consegue explicar a feiúra do uniforme da partida de ontem? Depois daquele preto espetacular do jogo contra o Lakers, o “designer” da Adidas pisou na bola… Um dos destaques do Denver na vitória sobre o New York foi o ala-pivô Al Harrington. Veio do banco e trouxe consigo 24 pontos e 11 rebotes… Não reservei nenhum espaço grandioso para o Philadelphia neste botequim e nem acho que seja o caso. Mas estou de olho em Evan Turner… Pra encerrar: dá pra explicar a derrota do Portland para o Detroit por 94-91? Sim, derrota, pois o Blazers perdeu e não o Pistons ganhou.

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sábado, 21 de janeiro de 2012 NBA | 14:22

EM RODADA ESQUISITA, BYNUM PERDE PARA AS FALTAS E PARA D12

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Resultados esquisitos marcaram a rodada de ontem na NBA. O Boston voltou a decepcionar seus torcedores e perdeu em casa para o frágil Phoenix por 79-71. O New York saiu mais uma vez vaiado de quadra pelos seus fãs ao perder para o mediano Milwaukee por 100-86. O Spurs, jogando em San Antonio, foi surpreendido pelo irregular Sacramento: 88-86. E em Los Angeles, o Clippers perdeu para o Minnesota por 101-98.

Mas o jogo que mais marcou a rodada de ontem foi a nova derrota do Lakers, desta feita para o Magic, em Orlando, por 92-80.

TRAGÉDIA

Não é muito difícil explicar a derrota do Lakers para o Orlando. Andrew Bynum tinha o papel mais importante entre os jogadores californianos. Mais do que Kobe Bryant; mas fracassou.

Ao cometer rapidamente duas faltas no primeiro quarto e mais uma logo no início do segundo, Bynum deixou Dwight Howard à vontade em quadra para deitar e rolar no garrafão.

Com isso, o técnico Mike Brown foi obrigado a deslocar Pau Gasol para o pivô e usar outros jogadores bem meia-boca que ele tem no elenco para a função de “power foward”. O horrível Josh McRoberts foi o mais utilizado, um jogador, aliás, que deveria estar jogando em equipes como o Toronto e não no Lakers.

O desequilíbrio do prélio em favor do time angelino seria exatamente nesta posição: ala-pivô. O duelo entre Gasol e Ryan Anderson ou quem quer que por ali aparecesse (até mesmo Glen “Baleinha” Davis) seria amplamente favorável ao espanhol. E ele poderia construir a vitória que o time precisava.

Mas isso não ocorreu, pois ao cometer faltas em excesso, Bynum só atrapalhou os planos do Lakers.

D12 acabou o jogo com 21 pontos e 23 rebotes, tendo ficado em quadra 46 minutos, 20 a mais do que Bynum, que anotou 10 pontos e 12 rebotes.

Se Bynum tivesse sido mais eficiente, poderia ter subtraído muito do jogo de Howard e deixaria Gasol na posição dele, para desempenhar seu papel e desequilibrar a partida.

A mídia e os torcedores em Los Angeles estão revoltados. Todos apontam o dedo para Bynum e Jim Buss, filho de Jerry, o dono da franquia. Jim é o protetor de Bynum no elenco do Lakers e não aceita trocá-lo por Dwight Howard.

CONFRONTO

Como disse algumas vezes, Andrew Bynum pode jogar de igual para igual com Dwight Howard. Mas não foi o que se viu ontem à noite no Amway Center (foto AP).

Como mencionei anteriormente, as faltas foram o principal adversário do pivô do Lakers. No primeiro quarto, Bynum jogou 5:49 minutos. Nesse curto espaço de tempo, apanhou três rebotes, enquanto D12 fez cinco pontos, coletou quatro ressaltos e cometeu um erro.

Bynum iniciou o segundo quarto e conseguiu fazer apenas um ponto e mais nada nos 2:49 minutos em que jogou, pois rapidamente cometeu sua terceira falta, novamente em cima de D12. O pivô do Orlando tinha anotado, neste curto espaço de tempo, três pontos e amealhado igual número de rebotes.

Bynum começou a etapa final como titular. Jogou 9:29 minutos e fez quatro pontos, três rebotes e um toco. D12 ficou em quadra todos os 12 minutos e cravou quatro pontos, quatro rebotes e cometeu um erro no tempo em que duelou com Bynum.

No último quarto, o grandalhão do Lakers jogou 8:08 minutos e fez o seguinte: cinco pontos, seis rebotes e um toco. Howard ficou em quadra todo o período e anotou três pontos, três rebotes e cometeu um erro no tempo em que Bynum o desafiou.

Os números do confronto entre eles foram:

Dwight Howard — 15 pontos, 14 rebotes e três erros
Andrew Bynum — 10 pontos, 12 rebotes e dois tocos.

Como se vê, enquanto eles se confrontaram, a vantagem de D12 sobre Bynum não foi tão expressiva, a ponto de revoltar a coletividade do Lakers.

O grande pecado de Bynum foi não ter se segurado nas faltas. Mas faltas no basquete, a gente bem sabe, acontecem trocentas no jogo. Dependendo do local e da temperatura da partida, os juízes marcam mais para um e menos para o outro. E o jogo de ontem foi no centro da Flórida, lar do Orlando.

Sustento o que tenho dito: Bynum joga de igual para igual com D12. Isso não quer dizer que o pivô do Orlando não seja melhor. É claro que ele é, mas não a ponto de se fazer uma revolução no elenco do time californiano para se ter o grandalhão do Orlando.

Continuo rezando na mesma cartilha de Jim Buss.

A discussão continuará, pois os dois times não vão mais se enfrentar nesta temporada, a menos que ambos cheguem à final da competição, como aconteceu há três temporadas e o Lakers de Andrew Bynum foi campeão em cima do Orlando de Dwight Howard.

DÚVIDAS

Perguntas que ficam depois da rodada de ontem:

1) O que o New York está esperando para mandar Mike D’Antoni (foto AP) embora? O revés de ontem foi o quinto seguido e a campanha do Knicks na temporada é de 6-9. Simplesmente ridículo o trabalho do ítalo-americano;
2) O que se passa com o Boston? Até o inexpressivo pivô polonês Marcin Gortat consegue deitar e rolar em cima do Celts. Fez ontem 24 pontos e 12 rebotes! Em casa, o Boston tem o seguinte recorde: 4-5; fora, 1-4. Dos últimos sete cotejos, venceu apenas um, sendo que seis deles foram em casa. Hoje estaria fora dos playoffs, pois é o nono colocado no Leste;
3) Tiago Splitter até que foi bem na derrota para o Sacramento: 10 pontos e sete rebotes. Mas perder para o Kings, em casa, é dose pra mamute, mesmo sem Manu Ginobili. Enfim, acontece;
4) Já o Clips perdeu para o Wolves em LA graças a uma pelota muito bem arremessada por Kevin Love no estouro do cronômetro. Mas o time angelino não pôde contar uma vez mais com Chris Paul. Isso explica tudo.

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  1. LAKERS IGNORA CRISE E DÁ US$ 57,4 MI PARA BYNUM
  2. BYNUM PODE FICAR DE FORA ATÉ OS PLAYOFFS
  3. RODADA REPLETA DE EMOÇÕES
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