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07/11/2009 - 11:45

O FUTURO DE LEBRON

O encontro de LeBron James com a mídia na última sexta-feira aumentou ainda mais o suspense quanto ao futuro do jogador. LBJ falou em letras garrafais que ele estará buscando título e não dinheiro no futuro.

Ou seja: quando seu contrato com o Cleveland terminar, ao final desta temporada, ele vai levar em consideração o potencial técnico e não financeiro de seu futuro time — que pode ser o Cavs também, diga-se.

Mas eu não acredito que King James vá ficar em Ohio. O Cleveland dá mostras de que é franquia que não consegue pensar grande.

Ficou claro, após a última temporada, que LeBron (foto AP), sozinho, não vai ganhar títulos. Precisa de apoio — e um treinador competente.Cavaliers Knicks Basketball

Danny Ferry, gerente geral do Cavs, foi atrás de Shaquille O’Neal para reforçar a equipe. Até agora não funcionou — e eu duvido que vá funcionar, muito embora, antes de a bola subir pela primeira vez nesta temporada, eu acreditava que pudesse dar certo.

Mas não está dando. Basta olhar os números.

Na vitória de ontem diante do Knicks, em Nova York, Shaq, uma vez mais, jogou poucos minutos: 19. Marcou apenas sete pontos e pegou míseros quatro rebotes.

Na temporada, tem médias de 11.1 pontos, 7.4 rebotes e cerca de 26 minutos de permanência em quadra.

Que ajuda é essa que Shaq tem dado ao time e principalmente a LeBron James? Quase nenhuma.

O time patina neste início de competição e, pelo menos por enquanto, não dá esperança alguma a seus torcedores de que pode brigar pelo título.

Quanto a Mike Brown, alguns parceiros deste botequim já haviam me alertado sobre suas limitações. E elas existem mesmo: ele não consegue criar um time em quadra que consiga gravitar ao redor de LeBron James.

Brown aceitou passivamente a oferta de Ferry com a contratação de Shaquille O’Neal como solução dos problemas da falta de apoio a LBJ. Ou, pior ainda, acreditou que Shaq pudesse ser o princípio de dias melhores.

Ele, como treinador, deveria ter detectado que isso (a contratação de Shaq) não seria suficiente. Não conseguiu.

Voltou a apostar em jogadores como Mo Williams e Delonte West. Mo é instável em quadra; Delonte na vida pessoal.

Quem cresceu demais de produção nesta temporada em comparação com a anterior foi Anderson Varejão. Ontem, pela primeira vez no campeonato, veio do banco.

Mas foi o grandalhão do Cavs que mais tempo permaneceu em quadra: 35 minutos. Fez oito pontos, pegou 14 rebotes, deu dois tocos e fez dois desarmes.

No campeonato, tem médias de 8.6 pontos e 9.4 rebotes. Nos últimos cinco jogos, o capixaba está com 11.1 rebotes de média.

Mas a gente sabe muito bem que Varejão vai ajudar o time a ganhar jogos — e quem sabe o campeonato — na defesa. No ataque, pouco pode se esperar dele. Pode funcionar como uma espécie de Dennis Rodman.

Mas quem será o Scottie Pippen de LeBron? Há que se ter um jogador que auxilie LBJ nesta missão; e no momento não há.

Por tudo isso eu acho que ele não fica em Cleveland.

FUTURO

De acordo com as leis da NBA, uma franquia pode oferecer um máximo de US$ 120 milhões em seis anos de contrato para um jogador renovar seu contrato. Apenas o Cleveland tem condições de fazer isso.

Muito bem; depois, apenas New Jersey e New York têm condições de oferecer o máximo que qualquer outra equipe pode oferecer: US$ 90 milhões por cinco anos de acordo.

Ontem, no Garden nova-iorquino, um torcedor com a camisa do Knicks com o número 23, e nela contida a inscrição “King James”, carregava um cartaz com a contagem regressiva para o final da temporada: 236 dias.

Os “new yorkers” sonham com LeBron. Mas eu também acho difícil que isso vá ocorrer.

Nova York daria mais visibilidade a LBJ e derramaria sobre ele todo o seu glamour de maior cidade do planeta ao lado de Paris. E título?

Não acredito. Embora o time seja um dos queridinhos da mídia norte-americana, o Knicks não é uma franquia vencedora; falta-lhe camisa.

Ah, mas o Chicago também não era e Michael Jordan ganhou seis títulos com a 23 tricolor. Sim, mas LeBron não é MJ; se fosse, já teria levado o Cleveland ao título.

Se em Nova York o cenário é este, imagine em New Jersey! Também não acho que LBJ vá para lá.

Fala-se muito na possibilidade de o Miami contratá-lo — bem como a Chris Bosh. O Heat teria espaço em seu “cap” para ofertar um bom dinheiro aos dois, mas não toda esta quantia mencionada acima (confesso que não sei quanto, se alguém souber, por favor, manifeste-se).

Aí o Miami ficaria com um quinteto com Mario Chalmers, Dwyane Wade, LeBron James, Michael Beasley e Chris Bosh. Seria quase que o time titular dos EUA que ganharam a medalha de ouro em Pequim.

É aí que eu aporto o meu barquinho: se LeBron estiver realmente pensando em ganhar um anel — ou melhor, anéis —, ele acabará no Sul da Flórida.

RODADA

Por falar em Miami, o Heat deu uma sova em um dos invictos da competição: bateu o Denver por 96-88. Os oito pontos finais enganam, pois a vantagem do Miami chegou a 28. No final, eles colocaram o pé no freio. Nenê Hilário anotou 11 pontos e pegou oito rebotes; sentiu a falta de Kenyon Martin, que saiu machucado depois de ter atuado apenas 12 minutos.

Outro invicto que caiu foi o Celtics (aliás, não há mais invictos no torneio). O alviverde de Massachusetts perdeu para o Phoenix em Boston! Dá para acreditar? Pois acredite: 110-103. Leandrinho Barbosa mais uma vez ficou de fora, contundido. Jason Richardson arrebentou a boca do balão com seus 34 pontos.

Já que o assunto é pontuação, o que dizer dos 41 que Kobe Bryant anotou diante do Memphis em Los Angeles? Foram fundamentais para que o time vencesse, pois seus dois pivôs titulares, Pau Gasol e Andrew Bynum, não jogaram por estarem lesionados. Com 34.5 pontos de média por partida, Kobe é o cestinha do campeonato no momento.

Vamos fechar o nosso papo com as decepções: 1) O San Antonio voltou a perder: 96-84 para o Blazers, em Portland; 2) O Atlanta foi esmagado pelo Charlotte, na Carolina do Norte, por 103-83; 3) O Washington somou mais um revés na competição: 102-86 para o Indiana; 4) O Oklahoma City, que conta com uma enorme simpatia dos torcedores e demonstra pouca eficiência em quadra, perdeu novamente: agora para o Houston, por 105-94.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , ,
06/11/2009 - 11:52

OS DRAMAS DE CLEVELAND E SAN ANTONIO

A temporada mal começou e em apenas seis jogos o Cleveland já perdeu dois deles em casa, exatamente o mesmo número de vezes em que foi dobrado diante dos fãs em toda a temporada passada. Nos outros 39 embates em sua Q Arena, o Cavs foi para o vestiário carregado nos braços da torcida.

Para que isso ocorra novamente, o time de LeBron James não pode mais perder em seus domínios. É possível que isso ocorra?

Improvável, mas não impossível.

Mas não é isso o que interessa. O que importa é falarmos do jogo do Cavs, que realmente decepciona neste início de competição.

O time não funciona em quadra. A contratação de Shaquille O’Neal pouco ou quase nada adicionou ao time.

Talvez tenha-o deixado mais lento em quadra. Exatamente o que ocorreu em Phoenix.

Shaq, infelizmente, envelheceu. É vítima do tempo, como todos nós.

Tem freado o ritmo alucinante que LBJ imprime à equipe quando o time joga em casa e, com defesa consistente parte para a transição e nocauteia o oponente pela velocidade e eficiência de seu jogo.

Isso não tem sido visto como se via no campeonato passado. Shaq defende mal e é lento.

Seus números na derrota de ontem para o Chicago por 86-85 foram bons apenas nos rebotes: dez. Mas a pontuação foi mediana para que se valha a pena tê-lo em quadra: 14 pontos.

Anderson Varejão, por exemplo, teve números semelhantes: 12 pontos e 13 rebotes. Mas o jogo não fica concentrado no capixaba e ele, ao contrário de Shaq, não deixa o time em “slow motion”.

E mais: Shaq em quadra, atualmente, não é preocupação para o adversário. Dificilmente você vê o oponente fazer um “double team” (marcação dobrada) em cima do grandalhão.

Apenas um jogador é suficiente.

Será que Shaq vai naufragar também em Cleveland?

Bulls Cavaliers BasketballFELICIDADE

Em contrapartida, o Chicago levou às nuvens os seus torcedores. Ninguém, em sã consciência, poderia imaginar que o Bulls fosse vencer o Cavs — ainda mais em Cleveland.

Mas não é que o time venceu?

O final foi dramático. O tal do “double team” que eu disse há pouco que ninguém mais faz em Shaq, foi feito em LeBron James nos segundos finais da partida.

E o ala, ao tentar a bandeja para dar a vitória aos anfitriões, encontrou a porta fechada por Luol Deng e Joakim Noah (foto AP). Perfeito.

LBJ deixou a quadra reclamando de falta — que significaria a cobrança de dois lances livres. Mas foi choro de mal perdedor.

O que eu vi foi uma defesa perfeita em cima de um dos maiores jogadores de basquete da atualidade. Isso King James deveria dizer e reconhecer o trabalho da dupla adversária.

Vitória justa de um time que não se deixou intimidar em nenhum momento pela força do adversário e nem pelo barulho da torcida. Vitória justa de um time que acreditou até o fim que era possível vencer.

Chicago 86-85 Cleveland. Inacreditável!

IRREGULAR

O San Antonio também não empolga neste início de competição. Perdeu seus dois principais compromissos até o momento: Bulls, em Chicago, e Utah, em Salt Lake City.

Suas duas únicas vitórias em quatro partidas até o momento aconteceram no Texas: New Orleans e Sacramento. E, cá pra nós, dois times do bloco intermediário para baixo, o que não empolga ninguém.

A derrota de ontem na cidade do lago salgado por 113-99 preocupa os torcedores texanos. Afinal, o Jazz vinha de uma campanha de 1-3, com derrota até mesmo para o Houston (sem T-Mac e Yao Ming) em sua EnergySolutions Arena.

Carlos Boozer estava marcado pela torcida. Pegava na bola e era vaiado.

Até o jogo de ontem.

Na noite passada, Booz marcou 27 pontos, apanhou 14 rebotes, deu três assistências e dois tocos e ainda roubou duas bolas. E, mais importante de tudo, ajudou a controlar Tim Duncan, um dos maiores power foward da história da NBA.

A quinta-feira foi realmente atípica: os favoritos perderam; as zebras se deram bem.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , ,
05/11/2009 - 13:03

DECLARAÇÃO CONFUSA

Lendrinho e Thiago Splitter

Lendrinho e Thiago Splitter na seleção brasileira

Li em “O Estado de S.Paulo” desta quinta-feira entrevista com Leandrinho Barbosa. Nela, ele diz que vai fazer de tudo para que Nenê Hilário esteja no Mundial do ano que vem na Turquia.

Disse Leandrinho: “Nenê seria uma grande ajuda e ele sabe. É um dos pontos fortes do basquete brasileiro. Nós estamos tentando convencê-lo a participar do Mundial”.

Confesso que não consigo entender o que Leandrinho quis dizer. Afinal, Nenê não atendeu as duas últimas convocações do técnico Moncho Monsalve por estar doente.

Na primeira oportunidade, retirou um tumor testicular; na segunda, quebrou o braço.

Ao fazer uma afirmação dessas, Leandrinho dá a entender que Nenê não esteve na seleção porque não quis. E isso não é verdade.

Pior: deixa Nenê em uma situação difícil junto aos torcedores, pois muita gente realmente acredita que Nenê não vestiu a camisa 13 da seleção porque não quis. E isso não é verdade.

Creio que Leandrinho não quis dizer o que disse.

Seguramente, ele quis dizer algo do tipo: vamos todos torcer para que o destino não pregue outra peça em Nenê para que ele se junte finalmente ao grupo, pois precisamos dele demais.

Sim, acho que foi isso o que Leandrinho quis dizer.

MONCHO

O presidente da CBB, Carlos Nunes, estará na Europa acompanhando o sorteio dos Mundiais masculino e feminino que ocorrerão ano que vem na Turquia e República Tcheca, respectivamente.

Aproveitará a viagem para visitar Moncho Monsalve. O espanhol passou por uma cirurgia na coluna e recupera-se bem — felizmente.

Ainda segundo “O Estado de S.Paulo”, Nunes disse que Moncho tem um “gênio impossível” e que isso pode pesar no momento da renovação do contrato do ibérico, que encerra-se no final deste mês.

O que Nunes quer dizer com isso? — pergunto novamente.

É certo que Nunes é o patrão (por ser o presidente da CBB) e Moncho o empregado. Mas o relacionamento entre eles é pouco e não deve ser decisivo no momento de se decidir o futuro.

O relacionamento de Moncho é intenso com os jogadores, isto sim. São eles é que têm que avaliar a convivência com o treinador.

Se Moncho é bom para os jogadores, é bom para a seleção. Consequentemente, é bom para o basquete brasileiro.

E a avaliação dos atletas quanto ao espanhol é excelente: nota 10. Os basqueteiros querem a permanência dele à frente do grupo.

É isso o que conta — o resto é perfumaria.

Lou Williams tenta superar Marquis Daniels, Shelden Williams e Eddie House

Lou Williams tenta superar Marquis Daniels, Shelden Williams e Eddie House

NBA

A rodada de ontem da maior liga de basquete do planeta confirmou que: 1) O Boston continua “on fire”; 2) O Denver também; 3) O Lakers está um pouco abaixo de ambos.

O melhor de tudo, pelo menos para nós, brasileiros, é a bola que Nenê Hilário vem jogando. No triunfo de ontem diante do New Jersey, do outro lado do Rio Hudson, por 122-94, o são-carlense marcou 16 pontos, pegou nove rebotes, deu quatro assistências e três tocos.

E mais: 5-6 nos arremessos de quadra.

Suas médias no campeonato: 14.6 pontos e 9.6 rebotes. Seu percentual de aproveitamento nos arremessos é de 60%: 24-40. Muito bom.

Nenê confirma o que todos nós sabemos: é o melhor jogador brasileiro de basquete na atualidade.

Leandrinho tem razão: vamos todos torcer para que o destino não pregue outra peça em Nenê para que ele se junte finalmente à seleção, pois precisamos dele demais.

CANSAÇO

O primeiro parágrafo do texto do site da NBA que relata a vitória do Boston sobre Wolves, em Minneapolis, é muito bom. Traduzo-o para vocês:

“Suas pernas foram a razão pela qual o Celtics quase perdeu pela primeira vez. Suas cabeças foram a razão pela qual isso não aconteceu”.

Ou seja: o Boston teve dificuldades para defender porque faltaram pernas para seus principais jogadores, pois, todos sabemos, Kevin Garnett, Paul Pierce, Ray Allen e Rasheed Wallace não são mais crianças.

Mas a inteligência tática do quarteto e a compreensão que eles têm do jogo acabou evitando o primeiro revés da temporada.

Depois de 48 minutos de bola pingando aqui e ali, lá e acolá, o Celtics somou sua sexta vitória na competição: 92-90.

REENCONTRO

Ron Artest e Trevor Ariza reencontraram pela primeira vez suas ex-equipes. 18.291 torcedores lotaram o Toyota Center em Houston.

Estavam curiosos para ver como os dois se sairiam. No final, viram o óbvio: o desfile de Kobe Bryant em quadra.

O melhor jogador de basquete do planeta marcou 41 pontos e liderou o Lakers em mais uma vitória no torneio: 103-102. Mas não foi fácil; uma prorrogação foi necessária para se definir o vencedor.

E quem foi o “key factor” para que o Lakers vencesse o tempo extra por apenas um pontinho (11-10)? Sim, ele, “Black Mamba”.

Kobe marcou oito pontos e evitou a segunda derrota dos angelinos na temporada. Sua performance possibilitou, isto sim, o quarto triunfo na competição.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, basquete brasileiro Tags: , , , , , ,
04/11/2009 - 20:26

O FUTURO ESPERA POR THUNDER E DURANT

Hoje foi daqueles dias que o dia tem que ter mais de 24 horas. Suo em bicas enquanto escrevo, pois não consegui parar nem um minuto sequer.

Suo, escrevo e como; tudo ao mesmo tempo. Aliás, vocês estão servidos?

Obrigado, mas vamos ao que interessa — mesmo atrasado.

Deu pena ver o Oklahoma City perder para o Lakers na prorrogação. O time jogou muito no tempo normal e poderia ter vencido. Apresentou volume de jogo para isso.

Mas veio o tempo extra e aí os homens foram separados dos meninos. E o Lakers venceu.

E por que venceu? Porque Kevin Durant, que anotou 28 pontos no tempo normal, zerou na prorrogação. Arremessou quatro bolas e não acertou nenhuma.

Seu desempenho no tempo adicional limitou-se a uma assistência.

Aliás, Durant atirou oito bolas de três (uma delas na prorrogação) contra o aro do Lakers e não encestou nenhuma.

Já Kobe Bryant, que terminou os quatro quartos com 27 pontos, fez mais quatro na prorrogação e foi determinante para a vitória por 101-98.

Como disse acima, a prorrogação encarregou-se de separar os homens dos meninos.

O Thunder tem um grande potencial, mas é para o futuro. O presente pertence a Lakers e Boston.

MASSACRE

E por falar em Boston… O que dizer de sua quinta vitória no torneio? Vitória, vírgula, foi um massacre pra cima do Philadelphia: 105-74.

O Celtics deste início de temporada parece muito com aquele Celtics de há duas temporadas quando ganhou o título da NBA.

A vitória de ontem veio na defesa — os números mostram isso. O Sixers acertou apenas 36.6% de seus tiros de quadra (29-80), sendo que apresentou insignificante, pífio, ridículo (escolham o adjetivo) percentual de três pontos: 06.3% (1-16).

Goleada mesmo com Kevin Garnett marcando apenas três pontos e Ray Allen anotando cinco.

Ou seja: mesmo na podre o time é forte demais.

Dá para dizer que é o melhor da NBA no momento? Não, vamos esperar um pouco pelo cruzamento dos confrontos. Quero ver o Celtics “on the road” e jogando principalmente contra os times do Oeste.

RESUMO

Nos outros jogos, destaque para Nenê Hilário na vitória do Denver sobre o Pacers por 111-93. O são-carlense marcou 16 pontos e apanhou 13 rebotes (quatro no ataque). Foi seu primeiro “double-double” da temporada.

Outro brasuca que anotou duplo-duplo foi Anderson Varejão no suado triunfo do Cleveland sobre o Washington por 102-90. O capixaba marcou dez pontos e confiscou igual número de rebotes.

Quem também merece — e muito — destaque é Luol Deng. O ala do Chicago arrebentou com o jogo no United Center ao anotar 24 pontos e apanhar 20 rebotes na apertadíssima vitória por 83-81 do Bulls diante do Milwaukee.

Leandrinho Barbosa, contundido, nem se trocou para a partida em que o seu Phoenix bateu o Heat, em Miami, por 104-96. É dúvida para o jogo desta noite diante do Orlando, também fora de casa.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , ,
03/11/2009 - 12:38

TABELA MAL FEITA

Iverson em açaõ pelo time de Memphis

Iverson em ação pelo time de Memphis

Mais uma rodada sem molho. A NBA deveria prestar mais atenção na elaboração da tabela. Não tem cabimento um sábado e uma segunda-feira (ou seja, dois em três dias seguidos) serem permeados por partidas desinteressantes.

Charlotte x New Jersey: que atrativo(s) tem esse confronto? Comecei a ver o cotejo; mudei rapidamente. Por curiosidade – e dever profissional – busquei o resultado final: vitória dos anfitriões por 79-68.

Importante: o New Jersey está invicto nesta temporada; não ganhou de ninguém até agora.

Escanteei Nets e Cats e passei a ver New York x New Orleans. O Hornets não é nem de longe aquele esquadrão de há duas temporadas.

Dá pena ver Chris Paul jogando neste time. Esperava mais do New Orleans com Emeka Okafor, mas nada mudou em relação ao time que tinha Tyson Chandler.

Sei não, acho até que piorou. Chandler, embora tecnicamente inferior a Okafor, tem garra e não apatia, característica do ex-pivô do Charlotte.

O final foi um tanto emocionante, disputado. Paul, quase que sozinho, fez uma reviravolta na partida e levou o Hornets ao triunfo. Mas não deu: vitória do Knicks por 117-111.

Utah x Houston foi o embate mais atraente da rodada. E com final surpreendente: do jeito que o Jazz vem jogando, acho que vou quebrar a cara, pois o time não chega nos playoffs de jeito nenhum.

O Rockets calou a EnergySolutions Arena com suas bolas de três: 10-19. Em contrapartida, os caseiros estiveram com a mão deformada: 3-11.

Isso realmente fez a diferença.

O “rookie” Chase Budinger veio do banco, jogou 22 minutos e anotou 17 pontos. Foi sua melhor performance como profissional com a camisa texana.

Se mantiver este desempenho, pode ser ótima alternativa para Rick Adelman neste período sem Tracy McGrady. Segundo os doutores do Houston, T-Mac deve retornar no final de dezembro.

Tomara que sim, pois é muito legal vê-lo em quadra; é quase a excelência do jogo. Pena que ele não consiga contagiar seus companheiros.

Clippers x Minnesota confesso que eu nem vi. Nem mesmo a curiosidade em assistir Jonny Flynn me fez sintonizar este confronto.

Bem, fui informado e informo vocês (se é que vocês ainda não sabem) que o primo pobre de Los Angeles conseguiu sua primeira vitória no campeonato: 93-90.

Chris Kaman, 25 pontos e 11 rebotes, levou o moto-rádio pra casa. Destaque também para os 15 rebotes de Marcus Camby.

Finalmente, Sacramento x Memphis. Vi a contenda para ver Allen Iverson pela primeira vez com a camisa do Grizzlies.

AI saiu do banco, jogou apenas 18 minutos. Tem que ser assim mesmo, devagarzinho, respeitando o peso da idade e as dores pelo corpo cansado de tanta labuta.

Seus números: 11 pontos em 18 minutos; 5-9 nos tiros de quadra e nenhum lance livre batido – o que mostra bem como ele foi econômico; uma assistência, mas zerou nos rebotes, desarmes e tocos; cometeu dois erros e fez duas faltas.

Iverson disse não ter tido qualquer problema quanto a contusão; problema foi entender o jogo do técnico Lionel Hollins. “Deem uma olhada nas estatísticas e vejam que eu não fui um sexto homem”, disse o jogador depois da partida.

Calma; o cenário será outro daqui a algumas rodadas. Iverson vai adicionar qualidade ao time do Tennessee.

Mas o destaque do jogo ficou por conta do armador Kevin Martin: 48 pontos!!!

Deveria ter aberto nosso papo com isso, mas confesso que até agora não consigo acreditar que isso aconteceu. É verdade que houve duas prorrogações e que Martin jogou 52 minutos; mesmo assim, é ponto pra dedéu.

O jogo terminou com a vitória do Kings por 127-116. Foi também a primeira do time californiano na competição.

FINALMENTE

Até que enfim uma rodada imperdível. Vejam os jogos desta noite: Cleveland x Washington; Indiana x Denver; Philadelphia x Boston; Detroit x Orlando; Miami x Phoenix; Chicago x Milwaukee; Oklahoma City x Lakers; Dallas x Utah; Portland x Atlanta.

Pergunto: a NBA não poderia ter separado dois desses jogos e tê-los colocado na rodada de ontem?

Como disse,  a NBA deveria ter prestado mais atenção na elaboração da tabela.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , ,
02/11/2009 - 12:14

A NOITADA DE MELO E NENÊ

Carmelo AnthonyO Denver construiu ontem à noite sua terceira vitória na temporada. Bateu o Memphis por 133-123; não foi fácil.

O time do Tennessee vendeu caro a vitória. OJ Mayo esteve impossível em quadra: anotou 40 pontos para o Grizzlies; poderia ter roubado a vitória do Denver.

É, mas do outro lado havia Carmelo Anthony. O ala do Denver marcou nada menos do que 42 pontos e comandou o time colorado.

Melo é o cestinha do campeonato até o momento com uma média de 37.7 pontos por jogo! Muita coisa.

Nas três partidas disputadas até agora, sua menor produção foi na contenda de estréia, quando marcou “apenas” 30 pontos frente ao Utah. Na sequência, anotou 41 contra o Portland, fora de casa — e fez 42 ontem, como vimos.

ECO

É claro que a vitória do Denver não se resumiu aos 42 pontos de Carmelo Anthony. Seu jogo reverberou em seus companheiros.

Outros quatro atletas do Nuggets terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. A saber: Chauncey Billups 22, Nenê Hilário 18, Kenyon Martin 16 e Chris Andersen 12.

Mais do que isso: o Denver foi um time solidário em quadra. Fez 36 assistências contra 27 do Memphis.

BRASUCA

Nenê realizou uma grande partida. Não apenas pelos 18 pontos marcados, mas também pelo seu aproveitamento nos arremessos: acertou os seis tentados (100%).

Além disso, apanhou nove rebotes e deu seis assistências. Quase um “triple-double”? Não, ficou um pouco longe.

Mas quase saiu mais cedo do jogo: cometeu cinco faltas. Nenê precisa resolver esta questão, pois, como sempre digo, ele é importante para o time em quadra e não sentado no banco.

DEFESA

Kobe Bryant fez 41 pontos na vitória do Lakers diante do Atlanta por 118-110. Mas o nome do jogo foi Ron Artest.

Phil Jackson, ao ver Joe Johnson anotar 18 pontos no primeiro quarto do jogo, chamou Artest e disse que ele teria que conter o avanço inimigo.

Não deu outra: nos três quartos seguintes, com Artest fungando no cangote, JJ anotou apenas nove pontos.

E assim o Lakers construiu sua segunda vitória na competição.

Se alguém tinha dúvida se a troca de Artest por Trevor Ariza foi boa ou não, creio que depois do que foi mostrado ontem no Staples Center de Los Angeles essa dúvida dissipou-se.

VITÓRIA

Vocês se lembram do Toronto, que na segunda rodada deu uma sova no Cleveland em seu Air Canadá Centre? Pois bem: ontem, no mesmo palco, o Orlando, outro dos favoritos ao título, foi lá e venceu.

E mesmo sem Vince Carter, lesionado no tornozelo.

A vitória tem que ser creditada para os armadores do time: Jameer Nelson e JJ Redick. O primeiro fez 30 pontos, o segundo, 27.

Ah, sim, o Orlando jogou não apenas sem Carter, mas também sem Rashard Lewis, que segue suspenso pela NBA.

Quando esses quatro estiverem ao mesmo tempo em quadra, sai debaixo.

Os que apontaram o Orlando como um dos favoritos ao título do Leste, esfregam as mãos neste momento. O Magic, realmente, encanta com seu jogo sólido e equilibrado.

ROTINA

Boston Celtics

O Boston venceu novamente. Chegou a seu quarto triunfo nesta temporada, onde permanece invicto.

Diante dos fãs em seu TD Garden, o Celtics impôs-se ao New Orleans ao fazer 97-87.

Deem uma olhada nas pontuações: Paul Pierce 27, Ray Allen 17, Kevin Garnett 14 e Kendrick Perkins e Rasheed Wallace com 12 pontos cada um.

Podemos chamar isso de socialismo alaranjado?

Creio que sim.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
01/11/2009 - 17:01

PORTLAND, A DECEPÇÃO DO MOMENTO

A rodada de ontem da NBA poderia ter sido jogada numa segunda-feira. Poucos jogos empolgantes. Rodada de sábado tem que ser atraente aos olhos dos torcedores.

Não foi o que aconteceu.

Na verdade, apenas uma contenda me chamou a atenção: o Houston bateu o Portland, no Texas, por 111-107. Foi o grande jogo da noite.

Trail Blazers Rockets BasketballFoi também um jogo que me deixou decepcionado, pois eu esperava mais do Blazers. Afinal, muitos o colocam na final do Oeste diante do Lakers — não é o meu caso, mas é algo perfeitamente cabível.

Em quadra, o time, todavia, não tem justificado esta predileção. Eu sei, eu sei, foram apenas três partidas, mas se a gente não puder falar agora o que pensa, eu fecho as portas do botequim e reabro-a daqui a um mês.

É isso que vocês querem? Claro que não — e nem é o que eu quero.

Então, vamos lá. Labica, mais uma cerveja pra mim (Labica é o garçom do nosso botequim).

Como gosto de falar pelos cotovelos, digo: o Portland é uma das grandes decepções neste começo de temporada.

Por mais que tenha jogado fora de casa, pegou um Rockets que não arranca suspiros de muitos — eu entre eles. E os texanos, pior ainda, jogaram sem seus dois principais jogadores: Tracy McGrady e Yao Ming.

Mesmo sem eles, vazou a defensiva do Oregon em 111 tentos. Muita coisa.

Tenho certeza de que Nate McMillan, treinador do Blazers, e um fanático por defesas sólidas, deve ter perdido o sono na madrugada deste domingo. 111 pontos do Houston, mesmo sem Yao e T-Mac é coisa de doido.

De seu lado, Brandon Roy (foto AP) anotou 42 pontos. Acertou os 13 lances livres que bateu. Nas bolas de três, fez 5-7. Apanhou ainda seis rebotes, deu quatro assistências e fez um desarme.

O Portland não pode deixar acontecer com ele o que Mike Brown deixou acontecer com o Cleveland. O Cavs sofre de “lebrondependência”; o Blazer tem que evitar uma “roydependência”.

Caso contrário, vai acabar como o Cleveland: o time do “quase”.

AGENTE 0

Gilbert Arenas marcou 32 pontos na vitória do Washington diante do New Jersey por 123-104. Deve ter sido uma pelada.

Está completamente fora de moda jogos com placares dilatados. Isso é coisa do passado, quando se amarrava cachorro com linguiça, como gosta de dizer Luis Felipe Scolari.

De qualquer maneira, o Wizards chama a atenção neste início de temporada. Quando Antawn Jamison voltar, o time ficará mais forte ainda, pois Jamison, todos nós sabemos, é um dos vértices do triângulo do time de Flip Saunders ao lado do Agente 0 e de Caron Butler.

BATMAN

É Manu Ginobili. O argentino pegou um morcego com as mãos no jogo de ontem em San Antonio!

Louco de pedra; não se pega morcegos com as mãos. Está certo que era um “baby bat”, mas era um morcego!

“Ele sempre faz coisas malucas”, garantiu Tony Parker.

Nem precisa dizer, Tony, as imagens falam por si.

Ah, sim, o Spurs bateu o Sacramento por 113-94.

NBB

Começou neste domingo o NBB. Acordei mais cedo e me preparei para assistir Pinheiros x Brasília.

Os dois times entraram em quadra para disputar a contenda mais importante da primeira rodada.

Entraram e jogaram em uma quadra de vôlei…

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA, basquete brasileiro Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
31/10/2009 - 12:45

MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM

Nossos meninos brilharam na rodada de ontem da NBA.

Anderson Varejão (foto AP) foi muito importante na primeira vitória do Cleveland nesta temporada, depois de duas derrotas consecutivas. O capixaba fez seu primeiro “double-double” neste campeonato ao anotar 13 pontos e apanhar 11 rebotes (quatro deles ofensivos).Cavaliers Timberwolves Basketball

Ajudou e muito o Cavs no largo triunfo de 104-87 diante do Minnesota no Target Center de Minneapolis, quase em solo canadense.

Sua atuação só não veio em letras garrafais porque LeBron James não deixou. LBJ cravou 24 pontos na cesta alheia, confiscou nove rebotes e deu sete passes que resultaram em cestas.

Bem mais ao Sul dos EUA, Leandrinho Barbosa foi o cestinha da partida onde o Phoenix ganhou do Golden State por 123-101. O paulistano cravou 24 pontos no aro californiano e ajudou a computar a segunda vitória em dois jogos do Suns na competição.

Só não deixou a quadra do US Airways Center sob os holofotes da mídia e os olhares contemplativos dos torcedores porque Steve Nash não deixou. O canadense deu 20 assistências e marcou 18 pontos no deserto do Arizona.

Bom para os dois brasucas, bom pra todo mundo. As vitórias, tanto do Cleveland quanto do Phoenix, estavam no script da rodada.

SURPRESA

O que não estava no roteiro foi a derrota do Lakers para o Dallas. Partida em Los Angeles, tabu em jogo (havia seis jogos que o Mavs não vencia os amarelinhos), eu não esperava por isso.

Ah, mas o Lakers jogou sem Pau Gasol. Verdade; mas os texanos atuaram sem Josh Howard.

Derrota indesculpável, mas previsível dentro de um campeonato longo e com jogos quase que diários.

Pra variar, Dirk Nowitzki foi o destaque dos visitantes: 21 pontos e 10 rebotes. Kobe Bryant marcou 20 pontos e pegou seis rebotes.

MJREALEZA

Com Michael Jordan (foto Reuters ao lado do técnico Larry Brown) vendo tudo de sua poltrona ao lado do banco de reservas, o Charlotte Bobcats bateu o New York por 102-100 depois de duas prorrogações. O final foi emocionante, com DJ Augustin derrubando dois lances livres a dois segundos do final da partida.

Mas o destaque do jogo foi mesmo o armador Raymond Felton, que um dia ganhou uma camisa do Palmeiras do técnico Caio Junior em visita ao CT alviverde, há dois anos. Felton, produto de North Carolina, marcou 22 pontos, deu nove assistências e pegou oito rebotes.

Quanto ao New York, enquanto não trocar o treinador, esquece. Pior do que isso: com este cenário, duvido que LeBron James considere a possibilidade de jogar na Big Apple no ano que vem.

Mesmo com todo o glamour da cidade que nunca adormece.

ALARME

Vince Carter pregou um baita susto nos torcedores do Orlando. No segundo quarto da partida de ontem contra o New Jersey, deixou a quadra lesionado no tornozelo esquerdo.

Era, até então, o cestinha do jogo com 16 pontos. Era, também, seu primeiro jogo diante de sua ex-equipe em seu antigo lar.

Estava impossível.

Imprevisto surgido, time em perigo, Super-Homem entrou em ação. Dwight Howard foi até a cabine telefônica mais próxima, tirou seu traje civil e entrou em cena.

Terminou a partida com 20 pontos, 22 rebotes e quatro tocos. Homem, ou melhor, super-homem do jogo.

Orlando 95-85 New Jersey.

RAJONQUARTETO

Se a noite retrasada foi inesquecível, a passada foi pra se esquecer. O Chicago tomou uma aula de basquete ontem à noite em Boston.

Foi surrado pelo Celtics por 118-90. Não viu a cor da bola.

O alviverde de Massachusetts somou seu terceiro triunfo na competição. Está invicto até o momento.

E dá mostras claras, com contornos bem definidos, de que realmente é um dos times a ser batidos nesta temporada.

Paul Pierce (22 pontos), Ray Allen (20) e Kevin Garnett (16) fazem mesmo a diferença, ninguém questiona isso. Mas está mais do que na hora de colocarmos Rajon Rondo no mesmo patamar do Big Three.

Rajon (foto Reuters entre Garnett e Allen) marcou dois míseros pontinhos, os relutantes podem dizer. Sim, é verdade, mas ele distribuiu 16 assistências e pegou oito rebotes.

Em meia hora desfilando seu talento no TD Banknorth Garden, cometeu apenas dois erros — o que para um armador é expressivo, pois ele tem a bola nas mãos a maioria do tempo.

Que tal substituirmos o Big Three por Quarteto Fantástico?

Já o Chicago… O que dizer? O time foi um fiasco.

Derrick Rose foi um fiasco: duas assistências e uma dezena de pontos. Tyrus Thomas foi um desastre na linha do lance livre: 4-9. Luol Deng só quatro pontos e dois acertos nas oito bolas atiradas contra o aro adversário.

E o que dizer de John Salmons? 2-14 nos arremessos!!!

Aliás, por falar nisso, olhem só o aproveitamento do Chicago nas bolas de três: 2-15 (13.3%).

Com números assim fica impossível destruir uma das fortalezas desta temporada.

Salvou-se apenas Joakim Noah com seus 16 pontos e dez rebotes. Lutou com um “bull” do começo ao fim do jogo.

Jogo, aliás, para ser esquecido.

COMPARAÇÃO

Fiquei pensando dia desses: não parece a vocês que LeBron James é a versão no basquete do tenista Andy Roddick?

Pensem nisso.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
30/10/2009 - 13:00

NOITADA INESQUECÍVEL

Derrick Rose em ação (Reuters)

Derrick Rose em ação (Reuters)

Foi uma noite de expectativas para os torcedores do Bulls. Na noite de estréia, como o time se comportaria diante de uma das forças da NBA na atualidade? Como se comportaria sua maior estrela, incomodada com uma dor no tornozelo direito que o deixou de fora praticamente de toda a “Pre-Season”?

Duas horas e meia depois de a bola ter subido pela primeira vez, e os 21.412 fãs espalhados pelas confortáveis poltronas do United Center, mais os milhões (milhões? creio que sim, só na China…) esparramados pelo resto do planeta respiraram aliviados; e esperançosos.

O Chicago promete esta temporada. Pelo menos de levarmos em consideração o que vimos ontem à noite.

Sim, pois dobrar o San Antonio do jeito que dobrou é para poucos. Limitou o time texano a cerca de 80 pontos (chegou a 85 por relaxo do tricolor de Illinois nos segundos finais) e se não encontrou antídoto para conter Tim Duncan (o que, convenhamos, poucos conseguem), limitou o jogo dos demais.

Tony Parker anotou míseros oito pontinhos (4-11 nas bolas de dois; nenhum arremesso de três), Richard Jefferson a nove (está devendo neste início de campeonato), Michael Finley a seis (está velho) e fez Roger Mason zerar — o que é muito raro de ocorrer.

Manu Ginobili foi o único, além de Timmy, a ter um duplo dígito nos pontos. Chegou a dez, mas também não foi aquele jogador encantador que a gente conhece: acertou apenas três de seus 11 tiros.

E mais: o Chicago foi melhor nos rebotes (52-44), nas assistências (20-15), nos tocos (9-5) e errou menos (9-13).

Por tudo isso, o resultado final de 92-85 para o Bulls foi absolutamente justo

MULEQUE!

O Daniel Sanchez escreveu “muleque” ao invés de moleque referindo-se a Derrick Rose — ou foi a Ty Lawson? Não importa; o que nosso parceiro de botequim fez foi, como se diz, permitir-se uma licença poética.

Mas gostei do muleque. Daqui para frente, se o Daniel permitir é claro, quando escrever muleque ao invés de moleque ao me referir principalmente a Derrick Rose, por favor, considerem também como uma licença poética.

É carinhoso, pois o termo é muitas vezes pejorativo.

D-ROSE

Derrick Rose jogou muita bola. O muleque anotou apenas 13 pontos, mas recheou sua atuação com sete assistências e igual número de rebotes.

Roubou uma bola e ainda deu um toco!

Em 33 minutos em quadra, mostrou por que foi eleito o melhor novato da temporada passada. Sabe jogar e fazer seus companheiros jogarem.

É hábil, seu “cross-over” faz-me lembrar os de Tim Hardaway (ele quase fez Tony Parker torcer o tornozelo no último quarto), suas investidas são no melhor estilo de Chris Paul e sua inteligência lembra-me a de Magic Johnson… tudo bem, exagerei, exagerei, eu sei. Deve ter sido fruto da empolgação de torcedor.

Mas que Derrick Rose joga muita bola, disso ninguém duvida. O muleque promete mais shows desses durante a temporada.

Hoje à noite ele visita Boston. E espera rodar o filme dos playoffs passados, principalmente na primeira partida no TD Banknorth Garden, quando destruiu o Celtics.

Um teste e tanto, pois o Boston é um dos melhores (se não o melhor) times da temporada.

A noitada está garantida. Pelo menos para nós, torcedores do Bulls — bem como os do Celtics, é claro.

<i>Nenê entre Greg Oden e Brandon Roy</i>

Nenê, Greg Oden e Brandon Roy (Reuters)

MADURO

Carmelo Anthony destruiu o Blazers ontem à noite em Portland. Creio que foi nosso parceiro Pedro Mota quem reclamou da falta de reconhecimento ao jogo de Melo.

E ele tem razão; pouco se fala do ala do Denver.

Ontem à noite, como eu disse, ele destruiu o Blazers em Portland. Marcou 19 de seus 41 pontos no último quarto e levou o Nuggets à sua segunda vitória na temporada: 97-94.

Coloquei nas minhas previsões o Denver na final do Oeste contra o Lakers. Muitos apostam no San Antonio (ótima aposta também), mas eu acho esse time do Denver bem redondinho.

Nenê Hilário fez sete pontos (2-7, ruim), mas contribuiu com 11 rebotes (três no ataque, muito bom). Mas mais uma vez deixou a quadra com seis faltas.

Nenê precisa se controlar.

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , ,
29/10/2009 - 13:23

UM TIME REFÉM DE UM JOGADOR

Na rodada de abertura da NBA foram 38 pontos e oito assistências. Ontem veio um “triple-double”: 23 pontos, 12 assistências e 11 rebotes.

LeBron James (foto AP) segue jogando muito — e o Cleveland segue com os seus problemas: dependente até o último fio de cabelo do desempenho de LBJ.

Cavaliers Raptors BasketballDepois de ser derrotado em casa pelo Boston no primeiro jogo da temporada (95-89), o Cavs voltou a se curvar diante do oponente. Ontem, cruzou a fronteira canadense e tombou no Air Canada Centre frente ao Raptors: 101-91.

Já é tempo de preocupação? Claro que não, o campeonato nem engatinha ainda, pois apenas duas rodadas aconteceram.

Mas a campanha atual do Cleveland é o avesso da passada.O que acontece com o Cavs?

Até agora não funcionou como time. Um dos principais problemas é a falta de encaixe no jogo de Shaquille O´Neal.

Ontem, Big Daddy jogou apenas 25 minutos. Nos instantes derradeiros do prélio, ficou no banco, vendo tudo acontecer em quadra.

Este é o grande reforço para a temporada? Deveria ser — mas até agora não é.

Eu ainda o vejo com paletó e gravata. Ou seja: está mais para um ex-jogador em atividade do que para alguém que possa dar ao Cleveland aquele salto de qualidade, capaz de colocar o time em situação de superioridade em relação aos seus dois grandes concorrentes nesta conferência: Boston e Orlando.

E a oscilação dos demais jogadores também contribui para o rendimento paupérrimo do Cavs neste começo de trabalho.

A prudência manda que a gente aguarde para ver como serão os contornos definitivos desse time. Afinal, o que vemos até o momento são esboços — e desanimadores.

Vamos, pois aguardar.

RODADA

Nenê Hilário debutou ontem; Leandrinho Barbosa também. E os dois deixaram a quadra vencedores.

O Denver bateu o Utah, em seu Pepsi Center, por 114-105. O são-carlense anotou 16 pontos, fisgou seis rebotes (três de ataque), fez dois desarmes e deu um toco.

Mas deixou a partida prematuramente, pois cometeu seis faltas. As faltas têm sido um grande adversário para Nenê; infelizmente, em muitas ocasiões ele se deixa vencer por esse temível inimigo.

Já Leandrinho e o seu Phoenix foram até a Califórnia e bateram o Clippers no Staples Center por dois pontinhos apenas: 109-107. Não importa, pois, ao contrário dessa bobagem do futebol que leva em consideração gols marcados e sofridos, o que conta é a vitória.

O paulistano saiu como titular. Antou 17 pontos e teve 50% de aproveitamento nas bolas triplas: 3-6.

Como sempre, não se intimidou em quadra. Quando a brecha surgiu, bola pra cesta!

A personalidade de Leandrinho no Phoenix é uma; na seleção brasileira é outra, vocês concordam?

CAPIXABA

Ao contrário do que ocorreu no jogo de estréia diante do Boston (nove pontos e sete rebotes), ontem diante do Toronto Anderson Varejão fez apenas dois pontos e apanhou dois rebotes.

Mas o toco que ele deu em Chris Bosh, quase ao final da partida, fez-me pular do sofá e dar um soco no ar, como Pelé fez pela primeira vez na Rua Javari na década de 1960, gesto que acabou copiado pelo resto do planeta — inclusive por Michael Jordan, naquela vitória inesquecível diante do Cavs, em Cleveland.

RODADA

Não vi todos os jogos de ontem — seria impossível. Portanto, sou todo ouvidos para ouvir relatos de quem viu, por exemplo, a importante vitória do San Antonio diante do New Orleans ou a estréia triunfante do Orlando frente ao Philadelphia. Vale destaque também a visita vitoriosa do Detroit a Memphis.

Mãos à obra, rapaziada!

Autor: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA Tags: , , , , , , , , , ,
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