09/01/2009 - 12:45
O site da NBA trata o jogo como o mais importante desta temporada.
Exagero.
Lakers x Boston, no dia de Natal, foi mais significativo e mais glamoroso também. São as duas franquias com mais título e mais torcida nos EUA.
De qualquer maneira esse Cleveland x Boston (transmissão ao vivo para o Brasil pela ESPN a partir das 23h de Brasília) é também formidável. Além disso, poderá mexer significativamente na tabela de classificação.
Uma derrota do Boston combinada com uma vitória do Orlando diante do Atlanta, na Flórida, e o Magic ganha a segunda posição na Conferência Leste e manda o Celtics para a terceira.
Quer dizer: o confronto desta noite na Quicken Loans Arena de Cleveland pode não ser um single malt, mas é um blended da melhor qualidade – e há os que preferem o blended ao malt, diga-se.
Os holofotes estarão mais direcionados para o Boston, creio eu. O atual campeão da NBA vem cambaleante neste momento. Perdeu seis de seus últimos oito jogos – tudo começou com o revés em Los Angeles –, sendo que acumula três derrotas consecutivas.
O mesmo site da liga criou um quadro mostrando a queda de rendimento dos principais jogadores do Celtics.
Nos primeiros 29 jogos, o quinteto titular do Boston tinha o seguinte desempenho na pontuação:
Ray Allen: 17.3
Kevin Garnett: 22.1
Kendrick Perkins: 14.7
Paul Pierce: 17.5
Rajon Rondo: 19.1
Nesses últimos oito fatídicos jogos, está assim:
Ray Allen: 12.5
Kevin Garnett: 19.6
Kendrick Perkins: 12.6
Paul Pierce: 23.6
Rajon Rondo: 12.6
Como se vê, apenas Pierce melhorou o desempenho.
Mas, como disse ontem, esses números têm que ser analisados olhando para o tempo que eles ficam em quadra.
Ray Allen: 36.2
Kevin Garnett: 33.3
Kendrick Perkins: 29.0
Paul Pierce: 36.5
Rajon Rondo: 28.1
Ou seja: os três mais importantes jogadores do time e os mais veteranos também, são os que mais ficam em quadra. Doc Rivers não tem o que fazer, pois falta banco ao Celtics; todo mundo sabe.
Ray Allen tem 33 anos, Garnett 32 e Paul Pierce 31.
Num comparativo com o Cleveland, LeBron James fica 37.0 minutos em quadra por partida, mas tem apenas 24 anos e está no esplendor de sua forma física. Mo Williams, a outra estrela do Cavs, joga quatro minutos menos e é dois anos mais velho que LBJ. Delonte West atua em média 34.1 minutos, mas tem 25 anos.
Repito: se o Boston não encontrar alternativa de banco para os três, vai cair ainda mais de produção. E quando os playoffs chegarem, a conta a ser paga será alta demais.
DEMORA
O Celtics tenta acertar com Stephon Marbury. Mas o irrequieto jogador ainda não conseguiu desatar o nó que o prende ao New York. Ele quer receber tudo a que tem direito para assinar a rescisão de contrato.
O Knicks não quer pagar o total do contrato; propõe um acordo onde desembolsará menos.
Enquanto isso, o jogador não joga; e o Boston vê o tempo passar e os adversários também.
Como disse acima, uma vitória hoje do Orlando diante do Atlanta – o que, aliás, é o mais provável que aconteça – e o Celtics cai para a quarta colocação.
Resumindo: do Natal para cá, o time de Massachusetts pode despencar da primeira para a quarta posição.
Inacreditável para quem vinha com uma campanha com 27 vitórias e apenas duas derrotas.
Hoje o time pode dormir com um recorde de 29 vitórias e nove derrotas.
DESAFIO 1
A mídia norte-americana está chamando a atenção para um duelo em especial esta noite: Kevin Garnett x Anderson Varejão (foto AP).
Isso mesmo, o capixaba pode ser um “key factor” para o Cleveland esta noite. Se marcar bem o marrento ala/pivô do Celtics e o Cavs terá dado um passo importante para a vitória.
E o que Varejão tem que fazer?
Basicamente, diminuir a pontuação de Garnett.
E de que maneira?
Bem, evitar ao máximo o tiro da zona morta esquerda do Boston. É ali que Garnett gosta de jogar; e de arremessar. Seu percentual de aproveitamento é altíssimo daquela região.
Tentar ser econômico nas faltas, muito embora a gente saiba que esse duelo será bastante físico. Varejão é importante na quadra – e não no banco.
Rapidez no jogo de transição. Apesar da idade, Garnett tem velocidade. Varejão também é rápido. Hoje terá que ser ainda mais.
Na frente, terá de atacar no momento certo, para não apenas cansar Garnett, mas, se possível lucrar com uma falta aqui e outra ali.
DESAFIO 2
LeBron James (foto AP) e Paul Pierce será outro grande duelo particular desta noite.
Quem vencerá?
Aposto minhas fichas em LBJ. Mais jovem, tem uma explosão que talvez nenhum outro jogador da liga tenha nesse momento e é genial. É mais intuitivo e criativo também.
Pierce é mais cerebral, experiente e frio. E sabe catimbar.
Vai tentar de todas as maneiras tirar LeBron do eixo.
DESAFIO 3
Este em menor escala, colocará frente a frente Ray Allen (foto AP) e Delonte West. O ala/armador do Cleveland era jogador do Boston e entrou num negócio envolvendo vários jogadores.
Nunca engoliu ser moeda de troca.
Vai querer mostrar a Doc Rivers e Danny Ainge que eles cometeram um grande equívoco.
Em casa sobe demais de produção. Acho que vai levar a melhor diante de Allen, que vem decrescendo neste momento do campeonato, especialmente nas bolas de três.
Está com a mão descalibrada.
RODADA
Dois jogos movimentaram a rodada de ontem. Os dois anfitriões venceram, o que era esperado.
Em San Antonio, o Spurs só encontrou dificuldades no primeiro tempo. No segundo, deslanchou e enfiou 106-84 no Clippers.
O time de Los Angeles não pôde contar mais uma vez com Baron Davis, lesionado. Do jeito que atuou no primeiro tempo, se pudesse ter Davis, acho que levaria a vitória, e não a derrota, para a terra do cinema.
Em Dallas, o Mavericks suou para vencer o New York por 99-94. O time da Big Apple luta mais contra sua irregularidade do que contra os oponentes.
Quando encontrá-la, vai achar as vitórias com mais freqüência e facilidade.
Enviado por: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags relacionadas: Anderson Varejão, Caveliers, Cleveland, Delonte West, kevin garnett, LeBron James, NBA, Paul Pierce, Ray Allen
08/01/2009 - 14:10
O sinal de alerta está ligado em Boston. O Celtics voltou a perder mais uma.
São seis derrotas nos últimos oito encontros. Pior: três delas nos três últimos confrontos.
O revés agora foi para o irregular Houston (89-85), que ainda por cima não pôde contar com Tracy McGrady, lesionado no joelho esquerdo.
E aconteceu dentro de seu TD Banknorth Garden, onde não perdia havia 13 partidas. Ou seja, desde 14 de novembro, quando foi dobrado pelo Denver.
O que acontece com o Boston?
Por mais que se olhe para a estatística num todo (nos últimos 8:34 minutos, por exemplo, o time só acertou duas cestas), pra mim o grande problema do time é aquele que todos sabem: banco.
É muito difícil o trio formado por Kevin Garnett (foto AP ao lado de Kendrick Perkins), Paul Pierce e Ray Allen levar o time nas costas o campeonato todo. Já o fez no campeonato passado.
Agora, alguém mais tem que aparecer para ajudar. É cansativo e desgastante demais.
Quando Doc Rivers tem que recorrer ao banco, ele faz-se de surdo. Não ajuda em nada.
É só comparar o que fez o banco de um e de outro time.
Enquanto os reservas do Celtics marcaram 23 pontos, 11 rebotes e um desarme, os ajudantes do Rockets anotaram 32 pontos, 18 rebotes, sete assistências e um roubo de bola.
A diferença é gritante.
Por mais que se credite a derrota ao baixo aproveitamento dos arremessos (30-70, 42.9%; os triplos, 6-15, 40.0%), o problema está no banco.
Por isso mesmo o time busca de todas as maneiras acertar com Stephon Marbury. Como procurou um acordo com Dikembe Mutombo – que preferiu o Houston – e depois, com a negativa do congolês, tentou dissuadir P. J. Brown da aposentadoria, também infrutiferamente.
Se o Celtics não arrumar, rapidamente reservas confiáveis, o sonho do bicampeonato – ou seu 18º. título – não vai passar de uma quimera.
TRILHA
O Denver segue na trilha certa. A tabela marcou sete jogos consecutivos dentro de seu Pepsi Center. Já venceu três deles.
Percorreu quase que a metade do caminho.
E sem Carmelo Anthony (foto AP), ontem, bateu o Miami por 108-97.
Não perde há cinco partidas e das últimas dez venceu oito.
Com a vitória diante do Heat, passou a ocupar, novamente, a segunda posição na Conferência Oeste, passando a perna no San Antonio. Tem que se aproveitar dessa generosidade, porque em fevereiro o calendário será perverso: dos 12 embates, oito (consecutivos) serão em terras estranhas.
Vencer agora e aumentar a poupança de vitórias é extremamente importante para dar confiança e uma gordurinha para se queimar lá na frente.
LITUÂNIA
Chauncey Billups fez 21 pontos, mesmo desempenho de J. R. Smith. Mas os também 21 tentos anotados por Linas Kleiza é que foram o diferencial para o Denver vencer o Miami.
O lituano acertou quatro de seus seis arremessos triplos. O time da Flórida encostava, ameaçava passar à frente e Kleiza embiroscava mais uma de três e nocauteava o oponente.
Foi o grande nome da vitória do Nuggets (pegou ainda sete rebotes), embora a mídia norte-americana tenha protegido os seus colocando-os lado a lado com Kleiza.
NENÊ
O são-carlense teve atuação regular: 14 pontos e seis rebotes.
O bom foi que ele deixou ontem a camisa por dentro do calção e pôde se concentrar mais na partida.
LIMITE
Leandrinho pode fazer chover dentro do US Airways Center que não vai ter jeito. Terry Porter limitou-o a pouco mais de 20 minutos e ponto final.
Ontem, o paulistano marcou 18 pontos, cinco a menos do que o cestinha do time, Amaré Stoudemire. Teve bom aproveitamento nos arremessos (6-10 [60%] no geral, 3-5 nos triplos [60%], 3-3 (100%) nos lances livres), mas mesmo assim não teve a permissão do treinador para jogar mais.
Resultado: o time perdeu para o médio Indiana por 113-110.
MIP
A gente fala muito sobre Nenê e Rajon Rondo, mas temos que ficar de olho em Danny Granger (foto AFP). O ala do Indiana tem jogado muito.
Ontem fez 37 pontos e foi o artilheiro da partida. Tem 25.8 pontos de média no campeonato. É o quinto melhor neste fundamento.
E forte candidato ao Most Improved Player desta temporada.
BRIGA
Enquanto o Boston se afasta da primeira colocação, Cleveland e Lakers seguem brigando pela primazia maior da competição. Quem ficará na frente?
Os dois voltaram a vencer ontem.
O Cavs passeou diante do Charlotte: 111-81; o Lakers visitou o Golden State e ganhou por 114-106.
O recorde caseiro do Cleveland nesta temporada mostra 18-0. Nenhum outro time está sem perder diante de sua massa.
O Cavs parece-me pronto para voltar às finais da NBA. Mas, desta vez, ao contrário do que aconteceu diante do San Antonio, há duas temporadas, quando foi varrido, pronto também para o seu primeiro troféu de campeão.
LeBron James é o diferencial, todos sabem. Ele amadureceu demais em relação à última temporada.
Muitos dizem que isso é fruto dos Jogos Olímpicos de Pequim. Outros garantem que ele está sabendo exercer melhor sua liderança, em benefício próprio e do grupo.
Pra mim ele deixou de ser um exibicionista à cata de números. É mais um jogador do time, pronto para exercer sua individualidade quando for necessário.
Quando não for, guarda-se para não desgastá-la à toa.
Kobe Bryant já assumiu esse papel há algum tempo. Longe está o tempo em que ele entrava em quadra para fazer 80 pontos.
Não se ganha campeonato assim.
Ontem Kobe cravou 21 pontos, mas quem brilhou foi Pau Gasol, que anotou 33 e ainda pegou 18 rebotes, sua melhor marca na temporada.
Desgastar-se pra quê?
Apenas quando for necessário.
Ontem, nem Kobe e nem LeBron precisaram vestir a roupa de super-herói para fazerem seus times vencerem.
Quando for preciso, eles estarão prontos.
VAREJÃO
O capixaba, assim como Nenê, foi OK no jogo de ontem contra o Bobcats: 14 pontos, seis rebotes, duas roubadas de bola e um toco.
Nada para fazer a gente se levantar da cadeira e dar um soco no ar, em comemoração.
Enviado por: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags relacionadas: Boston, Cavaliers, Celtics, Cleveland, Denver, Houston, kevin garnett, Kobe Bryant, Lakers, leandrinho, LeBron James, Linas Kleiza, NBA, Nuggets, Paul Pierce, Phoenix, Ray Allen, Rockets, suns
07/01/2009 - 14:09
O Boston começa a preocupar seus torcedores. Depois de um início avassalador, quando esteve na dianteira do campeonato por várias rodadas, faz agora um vôo de Ícaro preocupante.
Tudo estava indo de vento em popa até o dia de Natal. Naquele 25 de dezembro, com um recorde de 27-2, o Celtics foi visitar Los Angeles.
Deveria ter ficado em casa.
Perdeu o jogo e ali começou a embicar.
Chegou pomposo com seu recorde de 10-1 “on the road”. Mas deu-se mal.
Somou naquela tarde californiana sua segunda derrota fora de casa e a terceira no geral. E entrou em parafuso.
De lá para cá o time jogou mais seis jogos. Ganhou dois e perdeu outros quatro.
Do Natal até hoje, foram cinco derrotas em sete partidas.
Ontem para o Charlotte, na Carolina do Norte, com direito a prorrogação. Nela, os anfitriões fizeram 15-9 em cinco minutos e sepultaram de vez o sonho do Celtics em ganhar mais uma.
Perdeu porque no duelo do “backcourt” o Bobcats fez bonito. Seus dois armadores, Raymond Felton (25) e D. J. Augustin (20), deitaram e rolaram com 45 pontos.
Além da pontuação alta, Felton (8) e Augustin (5) distribuíram 13 assistências das 25 da equipe durante a partida, contra 16 do Celtics.
Os dois estiveram em todos os cantos da quadra. Torturaram os oponentes com chutes à meia distância, infiltrações que terminavam em bandeja ou em um passe para um jogador aberto poder pontuar.
Augustin arremessou menos do que Felton (foto Reuters) na partida: oito contra 12. Mas visitou mais vezes a linha do lance livre, invertendo os números: 12-8. Dessa dúzia de arremessos livres, oito foram na prorrogação, sem ter perdido nem um sequer.
Com a derrota de ontem por 114-106, o Boston tem agora uma campanha de 29 vitórias e sete derrotas. Foi líder, como disse, um tempão.
Hoje é apenas o terceiro colocado.
MENTALIZAÇÃO
O preço de ser campeão é alto. Você é o time a ser batido a todo o instante. O adversário – especialmente os times pequenos, como o Charlotte – entram em quadra como se fosse o último dia de suas vidas.
Jogam tudo e mais um pouco.
Hoje, se não tivessem que jogar contra o Cleveland, fora de casa, os jogadores do Cats iriam passear, às compras, ao cinema, ao shopping com a alma lavada. Dariam autógrafos em cada passo completado; acompanhado de uma fotografia, por favor.
Seria o melhor dia, até aqui, na vida desses jogadores nesta temporada.
Tudo porque bateram o campeão da NBA.
Disse Ray Allen sobre isso: “Os treinadores adversários preparam seus times para jogar contra nós. E nós adoramos este desafio. É parte da vida de um campeão. Nós sabemos que cada jogo contra a gente está marcado no calendário adversário e por isso nós temos que jogar sempre num nível mais alto”.
Sábias palavras.
É por isso que muitos dizem: chegar ao topo é mais fácil do que manter-se lá.
REALEZA
Michael Jordan (foto Reuters), o Pelé do basquete, esteve ontem na Time Warner Cable Arena de Charlotte. Parecia um torcedor de arquibancada ao final da prorrogação, na vitória do Cats sobre o Celtics.
Torceu feito um maluco.
Foi até lá dar seu apoio aos jogadores e principalmente ao técnico Larry Brown, produto da universidade de North Carolina, como ele.
Ah, que saudades…
FREGUÊS?
Quem disse que o New Orleans não é capaz de ganhar do Lakers? Quem afirmou isso quebrou a cara.
O Hornets foi a Los Angeles e sapecou os amarelinhos por 116-105. Derrota que pode ter um significado importante para o Lakers lá na frente.
É certo que o New Orleans não é o Oklahoma City, mas quem busca a liderança geral para ter conforto nos playoffs tem que ganhar estas partidas, pois elas são embates de seis pontos, como se costuma dizer no futebol.
O time da terra do jazz resume-se, a grosso modo, a dois jogadores: Chris Paul e David West. Por mais que se queira colocar Tyson Chandler para formar um triunvirato, o pivô não tem o nível dos outros dois.
Portanto, o negócio é concentrar a marcação em CP3 (foto Reuters ao lado de Kobe Bryant) e em West e pronto. Pronto?
Pois é, isso, todo mundo sabe, mas a questão é: como marcá-los?
Eles, principalmente Paul, são grandes jogadores e sabem encontrar atalhos para a cesta inimiga e resposta para a marcação adversária. Ontem fizeram isso.
Juntos, marcaram 72 pontos. West fez 40; CP3 anotou 32.
Mais uma vez o melhor armador do mundo deixou a quadra com um “double-double”, o seu 25º. da temporada. Foram 15 assistências.
West, além dos 40 pontos, pegou também 11 rebotes, três no ataque. Foi apenas seus quinto duplo-duplo desta temporada, mostrando como é difícil fazê-lo (por isso mesmo não podemos cobrar tanto do Nenê).
FRÁGIL
Falei no post retrasado sobre a dificuldade de Pau Gasol em conter seu adversário. Na partida contra o Portland, domingo passado, LaMarcus Aldridge deitou e rolou pra cima do espanhol.
Ontem foi a vez de David West.
DUPLA DERROTA
Lamar Odom deixou a quadra com uma contusão no joelho direito. Poderá fazer companhia a Jordan Farmar e Luke Walton no DM do Lakers.
Ou não; hoje fará um exame mais detalhado do local. Se tudo correr bem, pode até estar em quadra contra o Golden State na Oracle Arena da Bay Area.
Odom jogou só 13 minutos. Até por isso David West fez 40 pontos. Lamar é importante para o descanso dos pivôs.
Sua ajuda foi demais sentida. Se a extensão do machucado for maior do que se prevê e ele tiver de ficar de fora alguns jogos, o prejuízo será imenso.
ELE VOLTOU
Bastou Drew Gooden voltar para o Chicago mostrar consistência de jogo. O ala/pivô do Bulls ficou oito partidas do lado de fora por causa de uma lesão no tornozelo direito.
Com Gooden ausente, o Chicago viveu um de seus piores momentos nesta temporada. Ganhou apenas dois dos oitos enfrentamentos. Chegou ao cúmulo de ser dobrado dentro de seu United Center pelo Minnesota, um dos piores times do campeonato.
Gooden jogou ontem 33 minutos. Marcou 18 pontos e apanhou dez rebotes (três de ataque). Foi seu oitavo “double-double” da temporada.
Saiu do banco e jogou com intensidade o tempo todo, sem dar pinta de que o tornozelo o incomodava ainda. Visitou 12 vezes a linha do lance livre. Acertou uma dezena deles.
Foi o destaque da vitória do Bulls sobre o Sacramento por 99-94.
MELHORA
Com Drew Gooden em quadra, o Chicago mudou a personalidade. Tornou-se um time mais confiante. Teve jogo interior, coisa que não acontecia sem ele.
Tyrus Thomas fez 14 pontos; embora os dois pivôs do time, Aaron Gray e Joakim Noah tenham marcado, cada um, um par de pontos. Gray foi uma negação, pois no rebote pegou apenas um. Desconto pra ele: jogou só seis minutos.
Noah apanhou meia dúzia de ressaltos, quatro deles ofensivos.
No total, o Chicago bateu o Sacramento nos rebotes de frente por 17-5. Isso possibilitou 17 oportunidades para o time tentar a cesta novamente.
TEIMOSIA
Andres Nocioni (foto AP) deu nos nervos na partida de ontem. Errou seus dez primeiros arremessos. Acertou apenas o 11º., uma bola tripla. Foram seus únicos pontos durante a partida.
Não visitou nenhuma vez sequer a linha do lance livre. Pegou só um rebote ofensivo e fez um desarme.
Ficou 12 minutos em quadra.
Muito para quem não está jogando nada.
O Chicago tem que dar um jeito de se livrar do argentino. Falou-se muito, ontem, depois do jogo, que Brad Miller, pivô do Kings, poderia voltar.
Uma troca com Noce não seria mau negócio.
MELO
Carmelo Anthony fraturou o dedinho da mão direita na vitória sobre o Indiana. Um mês de fora.
O bom é que não vai ter que passar por cirurgia.
Vai fazer falta, embora, muitas vezes durante o jogo, mostre-se individualista e jogue de olho apenas no umbigo.
Melo tem média de 21.1 pontos por jogo e 7.3 rebotes.
George Karl disse que não sabe ainda quem vai colocar no lugar do Anthony, que vai perder cerca de 14 partidas, oito delas em casa, o que dá um certo alívio, pois ao lado dos torcedores todo time cresce de produção; e não é diferente com o Nuggets.
Duas são as opções: Linas Kleiza e J. R. Smith
Kleiza funciona muito bem vindo do banco. Mostra-se importante com suas cestas de três e nos rebotes.
Tem médias de 9.7 pontos e 3.7 rebotes. Nas bolas de três, seu carro chefe, está com um acerto de 35.7%.
Smith é mais pontuador. Tem 13.5 de média. Nos rebotes, 2.3 por partida.
Kleiza é mais forte e ajudaria no garrafão; Smith é um tormento para o adversário com seus arremessos.
O que eu faria?
Iniciaria com Smith e colocaria Kleiza durante a partida.
MUSA
Olha só quem esteve ontem no Staples Center de Los Angeles. Sim, ela mesma: Maria Sharapova (foto Reuters).
Ao lado de seu novo namorado, Charlie Ebersol, filho de um dos donos da NBC, Maria, musa do tênis feminino, foi ver o jogo do Lakers contra o Hornets. Luta contra uma contusão no ombro para poder voltar cem por cento ao circuito nesta temporada.
Faz muita falta; dentro e fora das quadras.
Dentro, pela qualidade de seu jogo, muito embora os críticos apontem o dedo para ela dizendo que a russa se limita apenas a bater na bola. Não concordo, ela tem qualidades, muito embora não seja tão eficiente quando tem que ir à rede; e “top-spin” e “slice” sejam efeitos dos quais ela nunca ouviu falar.
Fora delas… bem, aí eu nem preciso dizer por que ela faz tanta falta.
Volta, Maria, porque a gente está com saudades. Até mesmo de seus gritinhos.
Enviado por: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags relacionadas: Andres Nocioni, Bobcats, Boston, Bulls, Celtics, Charlotte, Chicago, Chris Paul, D. J. Ausgustin, David West, Drew Gooden, Hornets, Kings, Kobe Bryant, Lakers, Maria Sharapova, Michael Jordan, New Orleans, Raymond Felton, Sacramento
06/01/2009 - 16:09
Foi emblemático o que o treinador George Karl disse aos jogadores do Denver durante um pedido de tempo no segundo quarto, quando a diferença que chegou a 20 pontos começou a despencar.
Disse Karl: “Joguem sem olhar para o placar”.
Esse tem sido um dos maiores adversários do Nuggets nesta temporada: a falta de concentração. O time abre uma grande vantagem em relação ao oponente e depois sai do jogo.
Ou seja: perde a concentração, porque acha que a partida já está resolvida.
Isso ainda no segundo quarto. E a gente está cansado de saber que diferenças grandiosas são derrubadas frequentemente no basquete.
O maior e mais recente exemplo foi o jogo três das finais da temporada passada, quando o Lakers vencia, em casa, o Boston por 24 pontos de vantagem e acabou perdendo a partida. E o campeonato.
Mas parece que isso não está muito claro na cabeça dos jogadores do Denver. Quando a vantagem vem e é generosa, aí fica um “cada um por si, Deus pra todos”.
O jogo vira uma pelada e vem o sufoco.
Ontem, até que o time conseguiu contornar o problema e acabou batendo o Indiana com larga sobra: 135-115.
Mas correu riscos, no terceiro quarto, sem a menor necessidade de enfrentá-los.
Que os jogadores memorizem o que Karl falou: quando a vantagem aparecer, joguem sem olhar para o marcador.
O Denver não está preparado mentalmente para a competição.
Isso é claro.
PERÍODO
Nenê voltou a pontuar bem. Mas ficou devendo nos rebotes.
Nos últimos jogos, o são-carlense tem sido um jogador de um período apenas. Ontem, fez um primeiro quarto estrondoso. Depois, murchou.
No segundo, chegou a cometer três faltas.
Fechou o primeiro tempo com 14 pontos, quatro rebotes, três tocos e um desarme. Deixou a partida com 18 pontos e oito rebotes defensivos, três tocos e uma roubada de bola.
Limitou-se, portanto, no segundo tempo, a quatro pontos e quatro rebotes.
Teve problemas com as faltas, já falei, mas poderia ter sido mais eficiente.
Em outras palavras, vale para Nenê, no momento, o que George Karl disse para todos os jogadores no pedido de tempo mencionado acima: apague da memória o que foi feito anteriormente na partida.
Nenê (foto AP) parece ter estipulado metas para ele nesta temporada. Quando ele as atinge, desliga-se do jogo.
Poderia, muito bem, pela qualidade que tem, dobrar o que já foi feito. Mas isso não acontece.
Nenê precisa deletar no intervalo o que fez no primeiro tempo.
No início desta temporada, quando entrevistei-o aqui para o iG, perguntei como ele viu a declaração de Karl, que disse após a eliminação para o Lakers nos playoffs passados, que o time não tinha coração. Disse Nenê: “O que é do passado, ficou no passado”.
Que ele siga, então suas sábias palavras: o que foi feito em um quarto ou em um período já pertence ao passado. Que lá fique.
E que venha o futuro.
Só assim Nenê, um dia, poderá brindar-nos com um jogo de 35 pontos e 20 rebotes, por exemplo.
E por que não um “triple-double”?
Jogo para isso ele tem.
RELAXO
Parece que tirei o dia para pegar no pé de Nenê. Mas não é isso; a gente só dedica a quem se gosta.
Digo isso porque incomoda-me a postura do brazuca em quadra em relação ao uniforme. Todos os jogadores do Denver ficam com a camisa por dentro do calção.
Nenê deixa sua camisa para fora e fica brigando com ela o tempo todo, pois a arbitragem chama sua atenção quando isso acontece.
E sabe o que Nenê faz? Um engana que eu gosto. Em outras palavras: coloca um pouco da camisa para dentro do calção para tapear a arbitragem.
Além de mostrar desmazelo, isso acaba, também, por tirá-lo, mesmo que por frações de segundo, do jogo. Sim, pois Nenê, ao invés de estar atento ao que acontece, fica preocupado em colocar a camisa para dentro do calção.
Tudo porque ele não a coloca completamente. Põe apenas uma parte, como eu disse. E à medida que os movimentos são executados, ela sai do calção.
Por que não colocá-la totalmente para dentro e dar um basta na situação?
Além de esteticamente ser mais bonito, fará com que Nenê não fique ligado em fatos que provoquem distrações durante a partida.
Fica o registro.
RECORDE
Os 135 pontos que o Denver marcou ontem foram a maior pontuação do time nesta temporada.
Foi também a oitava vez nesta década que a franquia chegou a esta pontuação.
Nada menos do que seis jogadores tiveram um duplo dígito nas cestas. Além dos 18 pontos de Nenê, Kenyon Martin anotou 25 (foi o cestinha do time), Chauncey Billups 24, Carmelo Anthony (foto AP) 21, Linas Kleiza 11 e J. R. Smith 10.
PROBLEMAS
Consegui ver apenas o jogo do Denver e parte do embate entre Miami e San Antonio. Tive problemas sérios de conexão com a internet, problemas que persistem, por isso estou postando este texto apenas agora.
Por isso, não pude assistir esta manhã aos VTs das partidas, como sempre faço, para que a gente possa dar prosseguimento à nossa conversa.
Limito-me, pois, ao jogo do Denver contra o Indiana. Não é culpa minha, friso.
Aproveitando o fato, gostaria que vocês me dissessem se estão enfrentando problemas com a conexão. Digam-me nome do provedor e tudo o mais, para que a gente tente resolver esta adversidade com as devidas empresas.
Não é justo que a gente pague por um serviço e não o receba com boa qualidade.
PESQUISA
Um parceiro deste botequim sugeriu que a gente faça uma nova pesquisa. Que tente encontrar o melhor jogador depois de Michael Jordan.
Outro apresentou nova proposta: que a gente vote no melhor quinteto de todos os tempos.
Gostaria que vocês se manifestassem a respeito das duas sugestões. Qual vocês preferem?
Fico no aguardo.
Enviado por: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags relacionadas: Carmelo Anthony, Denver, George Karl, Kenyon Martin, Nenê, Nuggets
05/01/2009 - 12:28
Foram exatos 33 dias longe da liderança. Ou 17 partidas, se você preferir.
Com a vitória de ontem diante do Portland por 100-86, o Lakers voltou a ocupar o topo da tabela da classificação geral desta temporada da NBA. Seu recorde de 27 vitórias e apenas cinco derrotas (84.4%) é o melhor entre todos os 30 participantes.
O time californiano entrou em quadra sabendo que voltaria ao topo da tabela se vencesse o Blazers. Isso porque Cleveland e Boston deram mole, perderam jogos considerados fáceis e deixaram o caminho livre para o Lakers.
Isso talvez tenha tirado um pouco o foco da equipe no começo da partida. O Lakers teve comportamento apático principalmente no primeiro quarto, quando chegou a ficar dez pontos atrás e cometeu nove erros, sendo que sua média na competição é de 12 por partida.
Começou a reagir no finalzinho deste período inicial, que perdeu por 25-19. Correu o segundo atrás do Portland e virou um ponto na frente ao final do primeiro tempo: 51-50. Abriu no terceiro quarto, quando fez 30-16 e consolidou a vitória no período derradeiro.
Como a última impressão é a que fica, os 18.997 torcedores que estiveram no Staples Center foram para casa comemorando não só o triunfo, mas também a performance do time. O Lakers voltou a jogar bem, era o que mais se ouvia pela Figueroa Street e arredores.
Mas não foi bem assim, pois, como vimos, o mesmo mole que Cleveland e Boston deram o jogo todo diante de Washington e New York, respectivamente, o Lakers deu no quarto inicial.
A equipe ainda requer equilíbrio maior se quiser ser o time a ser batido. Uma falta de concentração dessas diante de Boston e Cleveland pode custar a vitória.
De qualquer maneira, o time voltou à liderança. E isso era o que Phil Jackson, Kobe Bryant e companhia mais queriam.
Corrigir os defeitos no topo da tabela fica mais fácil, pois a pressão diminui; da mídia e dos torcedores.
Foi a 15ª. vitória consecutiva do Lakers dentro de seu Staples Center.
REFERÊNCIA
Kobe Bryant (foto AP) e Pau Gasol voltaram a ser referência para o time em quadra, principalmente o camisa 24.
Kobe fez um jogo mais equilibrado. Anotou 26 pontos.
Se seus outros números foram modestos (três assistências, dois rebotes defensivos e um desarme), ele fez uma partida muito boa do ponto de vista defensivo, controlando bem o espanhol Rudy Fernandez. Cometeu apenas uma falta.
Gasol foi bem ofensivamente. Deixou 19 tentos no aro inimigo.
Seu complemento também não chamou muito a atenção, assim como o de Kobe (cinco rebotes [um de ataque], duas assistências e um desarme). O problema maior foi que o ibérico não conseguiu marcar LaMarcus Aldridge.
O ala/pivô do Portland marcou 22 pontos e apanhou 11 rebotes. Número e tanto.
ALELUIA!
E não é que Vladimir Radmanovic jogou bem! Vindo do banco, o sérvio cravou 16 pontos e voltou a ser eficiente nas bolas de três, tendo acertado duas em três tentadas.
Ajudou pegando quatro rebotes, um par deles ofensivo.
Se jogar sempre assim, volta a ser titular, se bem que Trevor Ariza é mais jogador que Rad.
BANCO
Não foi apenas Vladimir Radmanovic que jogou bem vindo do banco. Sasha Vujacic também. O esloveno marcou 11 pontos (2-4 nas bolas triplas) e catou cinco ressaltos.
Outro reserva importante foi Lamar Odom: dez pontos e seis rebotes (um na frente).
Somado os pontos do pessoal do banco, o Lakers bateu o Portland por 38-10.
Vejam só a importância que os reservas têm.
TUDO ERRADO
Não era o dia do Cleveland. Ataque dominado pela defesa adversária, técnico expulso, LeBron James dando uma andada na bola decisiva – e andou mesmo –, enfim, deu zebra: Washington 80-77.
Como se costuma dizer nos EUA, não dá para ganhar todas as noites. No caso do jogo de ontem, foi à tarde.
Tudo bem, não dá para vencer sempre, mas perder para o Wizards? Para o time que só não é pior no aproveitamento geral do que o Oklahoma City? Para uma equipe que conseguiu ontem apenas sua sétima vitória no torneio?
Acontece – como acontecem zebras no basquete, ao contrário do que diz quem não conhece o esporte.
Há zebras no basquete sim senhor quando trata-se de jogos isolados. Ela só não dá as caras quando chegamos aos playoffs. Nesta fase, ganha sempre o melhor.
Quanto ao jogo, o Cavs foi derrotado pela primeira vez na temporada por um adversário que tem um aproveitamento inferior a 50%. No caso do Washington, 21.9% – contando a vitória de ontem, que levou a franquia a um recorde no campeonato de sete vitórias e 25 derrotas.
Mas é bom que se diga: o Washington venceu sete dos últimos oito jogos contra o Cleveland quando o palco foi o Verizon Center.
Em dia ruim, nada funciona. O aproveitamento do Cleveland nos arremessos com a bola em movimento foi de 39.4%, o mais baixo da temporada.
E os 77 pontos marcados foram, igualmente, o score mais modesto da equipe de LBJ, que deixou a quadra com 30 pontos, dez assistências e seis rebotes.
Fez a sua parte, mas, como diz a galera, uma andorinha só não faz verão.
Delonte West e Mo Williams negaram fogo.
West teve um aproveitamento de apenas 25% de seus lançamentos (2-8, sendo que de três foi 1-5) e Williams 30.7% (4-13, 2-6 nos lançamentos triplos).
RETROSPECTO
O Cleveland perdeu dois de seus últimos três jogos. Terça-feira passada, para o Miami, por 104-95. Recuperou-se vencendo o pobre Chicago, sexta-feira: 117-92.
Voltou ontem à estrada e perdeu novamente.
O que isso significa? Que o time tem que ficar alerta.
Alguém pode dizer que a ausência de Zydrunas Ilgauskas teve interferência. Claro que teve, mas não foi decisiva. O lituano atuou diante do Miami, quando o time também perdeu.
Momentos assim são comuns numa competição longa como a da NBA. O Lakers passou por isso e o Boston também está vivendo este tormento – perdeu ontem para o New York por 100-88.
Agora parece ter chegado a vez do Cleveland.
Na quarta-feira, no entanto, pode se recuperar. Volta a jogar em sua Quicken Loans Arena e o adversário será o frágil Charlotte. Deve vencer.
Depois vem o enfrentamento que todos estão esperando: o Celtics, que eliminou o Cavs na semifinal da Conferência Leste por 4-3.
Vai sair gente pelo ladrão. Os cambistas vão deitar e rolar.
Se um ingresso de cadeira de pista em Los Angeles para o jogo entre Lakers e Boston chegou a ser vendido no paralelo por US$ 10 mil, um desses em Cleveland pode chegar perto disso.
TRÁFEGO
Enquanto o Cleveland deixou a desejar em dois de seus três últimos prélios, Anderson Varejão (foto AP), ao contrário, cumpriu bem o seu papel.
Teve médias de 12.6 pontos e 9.3 rebotes.
Ontem, fez uma dezena de pontos e rebotes, sendo que dois deles foram no ataque.
Mas acabou ficando para trás na perseguição a Antawn Jamison na bola que definiu a partida, a 10 segundos do final, colocando o Washington na frente em 79-77.
O capixaba acabou se atrapalhando com o tráfego, ao contrário de Jamison, que soube sair muito bem dele, posicionou-se e arremessou a pelota decisiva.
Acontece.
VOLTA
Gilbert Arenas fez um 2-2 no sábado pela primeira vez. Está se recuperando de sua terceira cirurgia no joelho num período de um ano e meio. Nesta semana ele começa a treinar.
O que eu acho?
Sinceramente, não vale a pena arriscar. A temporada já foi para o espaço.
O melhor é recuperar bem Arenas para que ele volte com tudo na próxima.
DEFESA
Conhecido por ser um treinador que privilegia o ataque, Mike D’Antoni contou com a defesa para bater o Boston na Big Apple. O score da partida comprova o que eu estou falando: 100-88.
Vamos nos socorrer novamente com eles: o Celtics mostrou um aproveitamento econômico de seus tiros de três, o que foi fatal. Acertou só 24% (6-25) deles.
Além do mais, Kevin Garnett teve uma de suas piores noites na NBA. Não conseguiu um duplo dígito nem em pontos (seis) e nem em rebotes (nove).
Foi muito bem controlado por Jared Jeffries e também por David Lee.
Some-se a tudo isso uma atuação monstruosa do ala Wilson Chandler (foto AP), que marcou 31 pontos e apanhou oito rebotes.
Pronto: não havia mesmo como ganhar.
MAIS UMA
Se Cleveland e Detroit deram mole, o Detroit não. O Pistons venceu o Clippers pela 12ª. vez consecutiva ao bater o freguês em Los Angeles por apenas um mísero pontinho: 88-87.
E graças a uma cesta salvadora de Allen Iverson a quatro segundos do final. A arbitragem, corretamente, validou os dois pontos de AI, pois Al Thornton, ao dar o toco, pegou a bola na descendente.
O armador Rodney Stuckey marcou 24 pontos. Somados aos 38 anotados no jogo passado contra o Sacramento, dá uma média de 31 tentos.
Stuckey é o cara em quem o Detroit tem que apostar, e não em Iverson. É certo que Rodney está cumprindo apenas a sua segunda temporada e é barra conduzir um time como o Detroit, três vezes campeão da NBA.
A cobrança é pesada, da mídia e da torcida.
Mas Stuckey já mostrou que tem personalidade. É falastrão como Gary Payton e não tem medo de cara feia ou de cobranças.
Mas compreendo que é bom ter Iverson, que vem jogando de ala/armador, ao lado, dividindo a levada de bola durante a partida. Mas se não tivesse também, acho que não teria problema algum.
Stuckey é o cara.
CRESCIMENTO
O Detroit vem de sete vitórias consecutivas. Dos últimos dez jogos, venceu oito. Perdeu apenas para o Atlanta, fora (normal), e para o Utah em casa (surpresa, mas não zebra).
Está em quinto lugar na Conferência Leste e pode tomar o quarto posto do Atlanta se o adversário bobear.
O problema é que o Pistons está “on the road”. Fará seus três próximos jogos contra Portland, Denver e Utah num espaço de apenas quatro dias.
É cansativo; para o corpo e para a mente.
Pode cair na tabela, dando folga ao Hawks.
Enviado por: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags relacionadas: Allen Iverson, Anderson Varejão, Boston, Cavaliers, Celtics, Cleveland, David Lee, Detroit, kevin garnett, Knicks, Kobe Bryant, Laker, LeBron James, NBA, New York, Pau Gasol, Phil Jackson, Pistons, Rodney Stuckey, Wilson Chandler
04/01/2009 - 11:54
O Denver pediu para perder, mas o New Orleans foi mais incompetente e não conseguiu ganhar um jogo em que ele esteve 26 pontos atrás e passou à frente em 100-99 com 1:10 minuto para o final.
O Hornets tinha o controle psicológico e emocional da partida. O Nuggets estava perdidinho em quadra.
Mas mesmo assim o time da terra do jazz sucumbiu ao adversário.
Sinceramente, havia muito tempo que eu não via um time se perder completamente como o Nuggets ontem à noite. Seria, seguramente, um dos maiores vexames da história da franquia se a derrota viesse.
E os 19.614 torcedores que compraram todos os bilhetes colocados à venda, seguramente jamais iriam se esquecer da afinada de seu time do coração.
Tudo começou aos 4:08 minutos do terceiro quarto, quando Kenyon Martin (foto AP) fez mais dois pontos e colocou o Denver na frente em 77-51. Com esta vantagem de 26 pontos, os anfitriões acharam que o jogo estava resolvido.
Transformaram a partida em uma pelada digna de um Ibirapuera domingo de manhã. Cada um fazia o que bem entendia.
Era diversão; não havia mais comprometimento algum.
E ninguém se importava – nem mesmo o treinador, George Karl.
Arremessos longos em completo desequilíbrio, infiltrações com a defesa fechada, passes mal dados, enfim, um horror. Até mesmo Nenê, que não costuma entrar nessa mediocridade, fez das suas ao tentar um arremesso longo da zona morta, bem próximo à linha dos três pontos, também completamente desequilibrado. Errou.
O resultado é que a diferença começou a cair. Os 26 pontos de vantagem do início do terceiro período ruíram para 12 após uma corrida de 20-6 em favor do New Orleans, que deixou o marcador em 83-71 ao final do quarto referido.
O Denver tentou colocar ordem na casa, mas a zona era muito grande.
O Hornets seguiu baixando a diferença. Fez nova corrida, esta de 29-16, pulou um ponto à frente depois de uma cesta de três de James Posey, mas, como disse anteriormente, não soube aproveitar o momento psicológico a seu favor e deixou o Nuggets realizar uma corrida de 6-0 para vencer por 105-100.
Emoção não faltou; incompetência também não.
Dos dois lados.
FERRADURA
Depois de ter tido um grande desempenho diante do Oklahoma City, quando marcou 27 pontos e apanhou 14 rebotes, Nenê, ontem, foi mal. As duas faltas cometidas com apenas 1:45 minuto de bola em jogo parecem ter sido um presságio de que as coisas não seriam legais para o são-carlense.
Nenê ficou o resto do período no banco.
Voltou no seguinte, quando teve seu melhor momento na partida. Marcou 12 pontos, apanhou quatro rebotes (dois de ataque), deu duas assistências, um toco e cometeu um erro.
Deixou a quadra quando faltavam 2:02 minutos para o final do primeiro tempo, substituído que foi por Linas Kleiza.
Esperava-se um segundo tempo talvez não num ritmo semelhante, até porque a partida registrava uma vantagem de 18 pontos (58-40) em favor dos anfitriões ao final do período inicial. E a gente sabe que a tendência, nesses casos, é mesmo tirar o pé do acelerador.
(Mas não colocá-lo no freio, como fez o Denver, o que quase custou-lhe a vitória.)
Veio, pois, o terceiro período e Nenê jogou 9:10 minutos. Seu desempenho foi fraco: dois pontos, uma assistência e um desarme; nenhum rebote.
Foi para o banco com 2:50 minutos para o final. Em seu lugar entrou Anthony Carter.
Voltou com apenas 48 segundos de bola em jogo no último período. No lugar de Kenyon Martin.
Sabe o que Nenê fez até o final da partida?
Dois rebotes defensivos, um toco e um desarme; nenhum ponto.
Fechou a partida com 14 pontos, seis rebotes (dois na frente), três assistências, dois tocos e também um par de desarmes.
Ou seja?… Seu desempenho se resumiu ao segundo quarto. Tirando o primeiro, que ele não jogou por causa das duas faltas prematuras, Nenê passou dois períodos em quadra quase que despercebido.
Jogo, seguramente, para ser esquecido, pois, desta vez, não foi no cravo, foi na ferradura.
TRAJETÓRIA
O Denver é o quarto colocado na classificação da Conferência Oeste. Tem um recorde de 23-12 (65.7%).
Pode crescer na tabela de classificação, pois este janeiro será generoso para o time do Colorado. A tabela marca 14 enfrentamentos para a equipe; dez deles dentro de seu Pepsi Center.
Sete serão seguidos. Começou ontem contra o New Orleans; depois virão Indiana, Miami, Detroit, Dallas, Phoenix e Orlando.
Nada impossível de se fazer mais seis vitórias, o que daria um gás e tanto para a equipe. E ela vai precisar deste combustível, porque em fevereiro…
Em fevereiro serão 12 combates; oito deles – todos na sequência –longe de seus torcedores.
Se o Denver quiser manter vivo o sonho de chegar aos playoffs entre os quatro primeiros e ter vantagem no primeiro “round”, terá de vencer sua dezena de partidas em casa.
Daria um ganho psicológico grande ao time.
Mas só será possível se os jogadores entenderem que pelada, só aos finais de semana no Ibirapuera.
PELADEIRO
J. R. Smith fez 11 de seus 17 pontos no último quarto. Ajudou a tirar o time do buraco em que ele também colocou.
No quarto derradeiro, acertou quatro de seus cinco arremessos com a bola em movimento. Nos três quartos anteriores, registrou dois acertos e cinco erros.
Ou seja: terminou a partida com um aproveitamento de seis de seus 11 chutes (54.5%).
Livrou a cara no quarto final.
CP3
Chris Paul (foto AP) fez um jogo interessante. Ao mesmo tempo em que cometeu sete erros (isso é muito para um jogador do calibre dele) e acertou apenas seis de seus nove lances livres (66.7%), anotou 30 pontos e deu 11 assistências.
Seu primeiro tempo foi um horror, até falta técnica tomou. Mas o segundo fez lembrar Pequim.
HORRY
James Posey ainda não se acertou no New Orleans. Ontem anotou apenas meia dúzia de pontos.
Seu aproveitamento foi calamitoso: 2-12 (16.7%) no geral; 2-8 nas bolas triplas (25.0%).
Deve estar guardando munição para os playoffs. Só pode ser isso.
GENEROSO
O Minnesota não tinha vencido duas partidas seguidas nesta temporada. Não tinha, porque ontem conseguiu chegar lá.
E graças a quem?
Ouvi alguém dizer Chicago?
Certa a resposta!
ATITUDE
E o que era para ser um “schedule” confortável para o Bulls, com cinco jogos seguidos em casa, quatro molezas – entre elas o Wolves –, começa como uma tormenta.
Ninguém esperava pela derrota por 102-92.
Já dentro do vestiário, banho tomado, Andres Nocioni (foto AP), que faz uma temporada decepcionante, decretou: “Não tem nada a ver como técnico e nem com a franquia. Tem a ver com a gente, com os jogadores”.
Pois então que tomem vergonha na cara e passem a jogar bola!
CONTÁGIO
O Chicago perdeu seis de seus últimos sete jogos. A única vitória foi diante do New Jersey, fora de casa.
O time tem jogado sem três de seus principais jogadores. O armador Kirk Hinrich, o ala Luol Deng e o ala/pivô Drew Gooden estão lesionados.
Deng pode voltar na partida de terça-feira contra o Sacramento. Gooden vai fazer um raio-X amanhã para ver a quantas anda a contusão, enquanto que Hinrich vai ficar mais duas semanas inativo.
É certo que os três fazem muita falta. Não que sejam jogadores de outro planeta.
Os outros é que são ruins demais. Mas tão ruins que estão contagiando as duas maiores estrelas da franquia: Derrick Rose e Ben Gordon.
Ontem os dois melhoraram em relação aos últimos jogos.
Rose fez 22 pontos, mas deu apenas cinco assistências; 9-19 nos arremessos (47.4%).
Gordon marcou 17 e distribuiu um passe certo a mais; 7-21 nos chutes (33.3%) – horrível.
DISCURSO
Andres Nocioni prosseguiu seu discurso de banho tomado e trajes civis. Disse ele: “Nós precisamos reagir, precisamos jogar duro, tentar estar lá [na quadra] todas as noites. Precisamos que todos os jogadores pensam no que temos que fazer. É isso”.
É o primeiro passo para a tomada de vergonha na cara.
EM VÃO
Tyrus Thomas deu oito tocos, seu recorde pessoal na NBA.
Seu esforço, no entanto, foi manchado pelos 17 rebotes ofensivos que o Wolves pegou (seis a mais do que o Chicago) e pelo aproveitamento pífio dos arremessos dos anfitriões: 39%.
CHUÁ!
Os torcedores do San Antonio certamente viram, mas eu pergunto para quem não torce para o Spurs: vocês viram o que Tony Parker (foto AP) fez?
Manu Ginobili tinha errado o arremesso de três, a 1.9 segundo do final. Mas o francês corrigiu o erro do argentino: pegou o rebote e mandou ver.
A bola nem tocou no aro: chuá!
Vitória do San Antonio diante do Philadelphia por 108-106.
INVERSO
Poderia ter sido ao contrário se Andre Miller não tivesse perdido a posse de bola a 15 segundos do final e com o jogo empatado em 106 pontos. Um desastre que custou a vitória.
Alguém, não me lembro quem, disse aqui em nosso botequim achar Miller um bom armador. Prontamente discordei.
Depois de ontem, estou mais convicto do que nunca de que Miller é um desastre.
TURBULÊNCIA
Foi a sétima vitória do San Antonio nos últimos oito jogos. Com ela, o time mantém o segundo lugar no Oeste (22-11), atrás apenas do Lakers (26-5).
Mas a equipe não vem convencendo.
Ganhou ontem na última bola. Já o tinha feito contra o Phoenix, se bem que fora de casa. Contra o Memphis, em seu AT&T Center, precisou de uma prorrogação para vencer por 106-103. Passou apuros diante do frágil Minnesota, em casa, no triunfo por 99-93.
Embora na tabela a situação seja boa, na quadra não é das melhores. Alguém pode dizer – e com razão – que se o time vence jogando mal, quando jogar bem vai atropelar.
Pode ser; mas também pode ser um sinal de que a equipe esteja perto de entrar em declínio.
COMPORTAMENTO
Achei estranho o comportamento de Manu Ginobili depois da cesta vencedora de Tony Parker. Tudo bem que ele ficou frustrado por não ter derrubado sua bola de três e ele – e não Parker – ter dado a vitória ao time.
Mas este sentimento individual não pode sobrepor ao coletivo.
A bola de Parker entrou e é isso o que conta.
Todos correram em direção ao francês; Manu ficou na dele.
Limitou-se a dar um tapinha na cabeça do armador quando encontrou-o à saída da quadra.
Isso não é nada bom.
NOTAS
O Sacramento perdeu novamente. Até aí, nenhuma novidade; é rotina. Dos últimos dez jogos, venceu só dois. A derrota de ontem para o Indiana por 122-117, porém, deixou apenas um jogador satisfeito: o armador Kevin Martin, que veio do banco e marcou 45 pontos. É como olhar pro doce e lamber com a testa… E o Houston? Dá pra confiar? Claro que não. Mesmo com um time com Tracy McGrady, Yao Ming, Luis Scola e Ron Artest, o Rockets não consegue se firmar. Ontem perdeu mais uma, desta vez para o Atlanta (103-100). Foi o terceiro revés em quatro jogos. Está em oitavo lugar no Oeste, pronto para perder a vaga para o Utah… O Miami começa a reagir. Ontem fez mais uma vitória, esta diante do New Jersey, em casa, por 101-96, com direito a uma prorrogação. Dos últimos oito jogos, o Heat deixou a quadra como vencedor em seis deles. Já é o sexto colocado no Leste…
Enviado por: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags relacionadas: Andres Nocioni, Ben Gordon, Bulls, Chicago, Chris Paul, Denver, Derrick Rose, Goerge Karl, Hornets, J. R. Smith, James Posey, Kenyon Martin, Manu Ginóbili, Minnestoa, Nenê, New Orleans, Nuggets, San Antonio, Spurs, Tony Parker
03/01/2009 - 12:13
Só Leandrinho ficou abaixo; Nenê e Varejão arrebentaram.
A noitada de ontem (sexta-feira) não poderia ter sido melhor para os brazucas da NBA. Os três venceram.
O capixaba do Cleveland fez 26 pontos e bateu seu recorde pessoal de tentos na liga. Tivesse um aproveitamento melhor nos lances livres (8-13, 61.5%) e talvez chegasse aos 30 pontos.
Precisa treinar mais; ele sabe disso.
Varejão (foto AP) apanhou também oito rebotes, quatro deles no ataque, e fez três desarmes.
Jogou uma barbaridade.
Quando faltavam 5:33 minutos para o jogo findar, Mike Brown, técnico do Cavs, tirou-o definitivamente de quadra. Saiu aplaudidíssimo; e abraçado calorosamente pelos companheiros, especialmente Zydrunas Ilgauskas, que, com uma pequena fratura no pé esquerdo, de molho ficará nos próximos 30 dias.
Chance para Varejão crescer ainda mais, pois, como ontem, titular será nos jogos futuros do time neste período.
Como vimos, o capixaba ajudou, demais, o time na vitória diante do frágil Chicago por 117-92. Com ela, o Cavs manteve a invencibilidade em casa nesta temporada: 17-0.
Nenê não ficou atrás. Ao contrário: foi ainda melhor.
Com a camisa 31 do Denver, mesmo sendo generoso com seus companheiros na hora de pegar rebotes, deixando a eles muitas sobras que ele próprio poderia ter catar, o são-carlense marcou 27 pontos e apanhou 14 ressaltos (cinco ofensivos).
Seu aproveitamento nos arremessos beirou a perfeição. Nos chutes com a bola em movimento, acertou dez em 11 tentados (90.9%); nos lances livres, sete em oito (87.5%).
Deu ainda quatro assistências, que poderiam ter sido cinco se Carmelo Anthony não tivesse deixado escapar um passe de costas que o brasileiro deu-lhe após pegar uma sobra de um lance livre desperdiçado pelo próprio ala.
Se Varejão jogou uma barbaridade, Nenê extrapolou.
Foi o melhor jogador do Denver em quadra no dramático triunfo colorado diante do frágil Oklahoma City por 122-120.
Pena que Leandrinho não pôde acompanhar o desempenho de seus dois compatriotas.
Vamos considerar que o retorno de Steve Nash atrapalhou os planos do paulistano, que mostrou números inferiores ao final da vitória do Phoenix por 106-98. Leandrinho deixou o parquete do US Airways Center com 12 pontos e cinco rebotes defensivos.
Roubou ainda duas bolas; poderia ter sido mais, mas acredito que aos poucos ele vai melhorar seu desempenho neste fundamento. Parece estar mais atento.
RELÓGIO
O tempo de permanência em quadra tem muito a ver, também, com o desempenho de cada um. Enquanto Varejão atuou 31:09 minutos e Nenê 40:17, Leandrinho teve a seu dispor apenas 22:53.
Isso nada mais é do que o reflexo da importância de cada um deles dentro de suas respectivas franquias.
Ao contrário dos dois pivôs, que são homens de confiança de seus treinadores, Leandrinho (foto Reuters) nada mais é do que uma opção de banco.
Não era assim nos tempos de Mike D’Antoni.
Ao assumir o Suns no começo desta temporada, Terry Porter escreveu um roteiro para o time e reservou um papel bem secundário ao armador brasileiro. Leandrinho tenta dar mais vida ao seu personagem, mas suas falas são limitadas.
Por isso, sugerimos, várias vezes, a mudança de palco.
EMOÇÃO
E o final do jogo do Denver contra o Oklahoma City, hein? Que não viu, perdeu.
Haja coração, diria o outro.
Faltando apenas 2.9 segundos para o final da partida, o ala Kevin Durant, um jogador espetacular, 33 pontos, estrela solitária da companhia, mandou uma bola de três que lambeu as redes coloradas.
Thunder 120-119 Nuggets.
George Karl pediu tempo e armou a derradeira jogada. Tudo funcionou, especialmente porque a mão de Carmelo Anthony estava calibradíssima.
O fominha ala do Denver mandou também uma bola tripla que igualmente escorreu pela redinha do aro de Oklahoma, para imensa frustração dos 18.613 torcedores que lotaram o Ford Center.
Sinceramente, quando o chute de três de Durant entrou, eu vi a viola em cacos.
HUMOR
De bem com a vida, o técnico George Karl, na entrevista coletiva depois da partida, declarou: “Quero me mandar o mais rápido possível daqui antes que o xerife nos prenda por roubo”.
De fato, a vitória do Denver foi roubada do Oklahoma City.
RECONHECIMENTO
Todo time campeão precisa de três jogadores que desequilibram. Esta é, basicamente, a regra.
O Chicago de Michael Jordan tinha também Scottie Pippen e Dennis Rodman; o Lakers de Magic Johnson contava com Abdul-Jabbar e James Worthy; ao Boston de Larry Bird somavam-se Kevin McHale e Robert Parrish.
Atualmente, o Celtics conta com Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen; o San Antonio tem Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili; o Lakers, Kobe Bryant, Pau Gasol e Andrew Bynum.
A mídia colorada cita sem economia os três “factors” do Denver: Chauncey Billups, Carmelo Anthony e Nenê (foto AP).
Finalmente!
Os três, ontem, marcaram 82 dos 122 pontos do time. Ou seja: 67.2% dos tentos anotados pelo Nuggets.
DROGA
A defesa do Denver, ontem, foi um fiasco. O que me dizer de 64 pontos sofridos só no primeiro tempo?
Imperdoável.
Não apenas porque o Thunder é o pior time da liga, mas sofrer 64 pontos num só período, seja lá de quem for, como disse, não tem desculpas.
O aproveitamento do Thunder diz bem como passiva foi a zaga colorada: 58.4% (45-77) nos arremessos com a bola em movimento, sendo que, destes, 8-13 foram nas bolas de três (61.5%).
E mais: os jogadores do banco do Denver levaram uma surra do pessoal do Oklahoma City: 41-18.
J. R. Smith, que até ontem tinha 13.7 pontos de média, anotou apenas sete. Ou seja: quase que a metade de sua contribuição.
Mas o problema não foi pontuar pouco. O maior problema foi permitir aos jogadores adversários pontuarem demais.
120 pontos do Oklahoma City, que tem média de 94.38 no campeonato (já computado o jogo de ontem), como já disse, é imperdoável.
CALMARIA
Ao contrário do encontro de Oklahoma, o enfrentamento de Ohio foi absolutamente sossegado. Como previsto, o Chicago não foi páreo para o Cleveland.
O massacre só não foi mais contundente porque o técnico Mike Brown mandou os titulares para o banco.
No mesmo momento (5:33 minutos para o final) em que trocou Anderson Varejão por Sasha Pavlovic, Brown deu descanso permanente para LeBron James (substituído por Wally Szczerbiak) e Mo Williams (Lorenzen Wright).
Anteriormente (8:53), Delonte West, outro titular, já tinha saído para a entrada de Daniel Gibson.
Antes ainda (10:18), Ben Wallace deixou a quadra da Quicken Loans Arena para a entrada de J. J. Hickson.
Uma farra só permitida por um time tão sem vida como o Chicago.
NÚMEROS 1
Nos quatro jogos em que Anderson Varejão saiu como titular, suas médias foram: 16.8 pontos e 8.5 rebotes.
Mike Brown deveria refletir em cima desses números.
RECORDE
LeBron James fez ontem seu 18º. “triple-double”. Marcou 16 pontos, 10 rebotes e 11 assistências.
Disparado, o melhor jogador da NBA no momento – consequentemente, do planeta.
PIOR
A pergunta que fica é: quem é pior no momento, Chicago ou Oklahoma City?
Páreo duro.
Dia 10 próximo, no United Center, os dois estarão medindo forças. Medindo fraqueza, aliás, seria o termo mais apropriado.
PENEIRA
A defesa do Chicago continua uma… ops, quase que eu escrevi; continua frágil, para não baixarmos o nível.
Ontem, pela terceira vez em quadro jogos, sofreu mais de 60 pontos no primeiro tempo.
Uma vergonha.
TEMPO QUENTE
Joakim Noah e Andres Nocioni discutiram duramente dentro de quadra no terceiro período. Apesar de maior no tamanho, apostaria minhas fichas no argentino em caso de os dois terem partida para as vias de fato, como se escrevia antigamente nas crônicas policiais.
Já viu argentino apanhando? Como toda exceção tem regra, eles saem correndo quando um uruguaio bate o pé.
Bem, voltando ao tema, depois do jogo, Noah tentou colocar panos quentes no episódio: “Isso é coisa de jogo, não tenho qualquer problema com Noce”.
O relacionamento entre alguns jogadores não é nada bom. O clima, portanto, é ruim. Vinnie Del Negro, o treinador, está perdendo o controle do grupo.
John Paxson, o GM do time, precisa tomar alguma providência. Ou trocando jogadores ou demitindo o treinador.
Do jeito que está, não dá para ficar.
NÚMEROS 2
Foi a 94ª. vez na carreira que Kobe Bryant (foto AP) marcou 40 pontos ou mais. Ontem, anotou estas quatro dezenas diante de um Utah que joga sem Carlos Boozer, um de seus principais jogadores.
Azar deles – pensou Kobe; não tenho nada com isso.
Kobe agora está em terceiro lugar na lista.
Wilt Chamberlain ultrapassou a barreira dos 40 pontos em 271 oportunidades. Depois dele vem Michael Jordan, que alcançou o feito em 173 oportunidades.
Números individuais são importantes, mas o coletivo fala mais alto.
O que interessa mesmo é que o Lakers venceu mais uma: 113-100.
Com isso, segue com o mesmo número de derrotas que Boston e Cleveland. E mantém, mais do que nunca, acesa a chama de ficar em primeiro lugar na classificação geral do campeonato para ter todas as vantagens possíveis quando os playoffs começarem.
Mas voltando às individualidades, Trevor Ariza foi importante para a vitória, assim como Kobe. O jogo estava ainda aberto (99-93), quando o ala interceptou um passe de C. J. Miles e marcou mais dois pontos e sofreu falta. Aproveitou a bonificação e mandou o placar para 102-93, isso a 2:21 minutos do final.
Dez segundos depois, fez o mesmo em relação a Deron Williams e marcou mais dois pontos: 104-93.
Fim do sonho do Utah em vencer em Los Angeles.
Enviado por: Fábio Sormani - Categoria(s): NBA
Tags relacionadas: Anderson Varejão, Bulls, Carlos Boozer, Cavaliers, Chicago, Cleveland, Denver, Kevin Durant, Kobe Bryant, Lakers, leandrinho, LeBron James, Michael Jordan, NBA, Nenê, Nuggets, Oklahoma City, Phoenix, suns, Utah, Wilt Chamberlain
02/01/2009 - 11:07
Stephon Marbury já tem para onde ir: Boston. Surprise!
Pois é, isso confirma o que ele disse há algumas semanas: “Vocês terão uma surpresa quando o time for revelado”.
Surpreende mesmo. Seria o reencontro com Kevin Garnett, reeditando a dupla que tanto sucesso fez em Minnesota.
Mas eu pergunto: dará certo? E Rajon Rondo? E Sam Cassell?
Bem, Cassell é um veterano que vai ficar mais como um auxiliar de Doc Rivers e do próprio Rondo – o que ele já vem fazendo – do que como jogador. Portanto, não há problema aqui.
E Rajon?
Bem, ele teria, certamente, seus minutos subtraídos. Mas Marbury pode fazer um 2 junto com Rondo, dando descanso a Ray Allen.
Seria, também, alternativa para descansar Rondo, uma vez que as pernas de Cassell não são mais as mesmas. E, como Sammy, Stephon traria do banco não apenas qualidade, mas experiência também.
De qualquer modo, Danny Ainge, o arquiteto desse timaço do Boston, já deixou claro para Stephon: você só será contratado se entender que terá um papel secundário no time.
Como seu contrato, de acordo com as regras da NBA, será baixo, uma vez que ele assinaria uma rescisão com o Knicks, em caso de problemas de comportamento, o Celtics não teria dificuldades para mandá-lo embora. O dinheiro envolvido seria mixaria para os padrões da liga.
Está, pois, nas mãos de Marbury.
Se ele conseguir se entender com o New York, Boston será o seu destino.
CARÁTER
Além de ruins de bola, alguns jogadores do Chicago estão tendo comportamento cafajeste em relação ao técnico Vinnie Del Negro. Testam o debutante treinador, para saber até onde ele consegue segurar o grupo.
Na terça-feira da semana passada, um dia depois do jogo contra o New Jersey, no Izod Center, Del Negro multou Joakim Noah (foto AP), Tyrus Thomas e Larry Hughes. Motivo: os três violaram o regulamento imposto pelo comandante, que proíbe os atletas de comerem dentro do vestiário antes de uma partida.
Os três, belos e formosos, comiam despreocupadamente antes do encontro com o Nets.
Ao serem comunicados da multa, cujo valor não foi divulgado, os três disseram que não sabiam do regulamento.
O que é muito pior, pois revela que eles não estão compromissados com o projeto, com o grupo, pois alheios estão em relação a uma importante decisão tomada pelo treinador.
Mas isso não passou de mentira, coisa de criança que tenta não ser punida. Não conseguiram: foram multados.
Del Negro também deixou claro aos três recalcitrantes que eles estão na sua alça de mira. Outro deslize e eles pagarão muito mais caro que a multa imposta.
PROTESTO
As vaias da maior parte dos 21.861 torcedores que superlotaram o United Center na vergonhosa derrota do Chicago para o Orlando, ainda ressoam nos ouvidos dos jogadores.
“Foi embaraçoso perder daquele jeito”, disse Noah, ontem. “Fomos vaiados pelos nossos próprios torcedores”.
Del Negro trocou quatro titulares na metade do terceiro quarto, deixando em quadra apenas o sueco Thabo Sefolosha. Mandou para o banco Derrick Rose, Ben Gordon, Tyrus Thomas e Aaron Gray, colocando em seus lugares Lindsey Hunter, Larry Hughes, Andres Nocioni e Joakim Noah.
Tudo de uma vez só.
De nada adiantou, claro, porque os caras são fracos. Mas foi um recado não apenas para os titulares – mas também para os reservas.
Mas eu me pergunto: que tipo de recado?
SACO DE PANCADAS
Dos últimos cinco jogos, o Bulls perdeu quatro. É certo que apenas um deles teve o United Center como palco, mas, ironicamente, foi exatamente esta partida que o time envergonhou seus torcedores: o massacre imposto pelo Orlando, quando o time chegou a ficar 33 pontos atrás no marcador e virou o primeiro tempo tendo levado 65.
Aliás, é bom que se diga, pela segunda vez nos últimos três jogos o time permitiu ao oponente marcar 65 ou mais pontos no primeiro tempo! Contra o Atlanta foram 68.
Uma vergonha.
Tem tudo para repetir o fiasco esta noite, quando viaja até Cleveland para enfrentar o melhor time caseiro da liga até o momento e um dos melhores da competição.
E que tem uma máquina de fazer pontos chamada LeBron James.
Pobre Chicago.
AMENO
Depois de jogar esta noite contra o Cavs, em Ohio, o time terá cinco jogos em casa. Quatro deles moleza pura: Minnesota, Sacramento, Washington e Oklahoma City.
Apenas o último é complicado: Portland.
Quer dizer: se tudo der certo, o Bulls tem tudo para fazer quatro vitórias seguidas, ganhar moral e tentar dobrar o Blazers.
Mas, para isso, os jogadores têm que mudar a atitude dentro e fora da quadra.
E Vinnie Del Negro deixar apenas de falar grosso e mudar também o jeito de o time jogar, pois a pobreza tática da equipe é constrangedora.
ESPERANÇA
O armador Kirk Hinrich, que eu disse ter retorno apenas para fevereiro, pode antecipar sua volta em 20 dias. Sua recuperação da cirurgia no polegar direito está sendo excelente.
Pelo menos uma boa notícia.
RODADA COMPLETA
Com a folga de ontem pelo feriado de 1º. de janeiro, os 30 times da NBA estarão em ação esta noite. Portanto, 15 jogos foram marcados para que a gente fique maluco, sem saber qual assistir.
O jeito é dar uma olhadinha aqui, outra olhadinha ali.
A farra começa às 22h de Brasília com dois embates: Toronto x Houston e Orlando x Miami. Começo por este jogo.
Meia hora depois, uma quadra de partidas: New Jersey x Atlanta, Boston x Washington, New York x Indiana e Cleveland x Chicago. Quando este enfrentamento começar, deixo de lado o clássico da Flórida.
Às 23h, mais quatro partidas: Minnesota x Golden State, Detroit x Sacramento, Memphis x San Antonio e Oklahoma City x Denver. Com o início deste confronto, vou dividir minhas atenções entre este jogo e o do Cavs por motivos óbvios: dois brazucas estarão em ação, Anderson Varejão (foto AP) e Nenê.
Às 23h30, mais duas pelejas: Milwaukee x Charlotte e Dallas x Philadelphia.
À meia-noite, apenas uma partida: Phoenix x LA Clippers. Este embate também ajudará a dividir minhas atenções, pois quero ver Leandrinho em quadra, uma vez que ele volta a jogar o basquete que tanto nos encanta.
À 1h da manhã, Portland x New Orleans; meia hora mais tarde teremos Lakers x Utah, partida que será mostrada ao vivo para o Brasil pela ESPN.
Haja café!
NASH
O canadense deve voltar hoje. Ontem, ele participou normalmente do treino do Phoenix.
Ao final, declarou: “Se a partida fosse hoje [ontem], eu jogaria. Estou me sentindo bem. Espero acordar melhor ainda na sexta-feira”.
Steve Nash jogou apenas nove minutos da partida contra o Oklahoma City. Saiu com dores lombares e não voltou mais. Ficou de fora do jogo contra o Memphis.
Quem lucrou foi Leandrinho.
O paulistano atuou em média 35 minutos nos dois últimos encontros do Suns. Marcou 28 pontos contra o Grizzlies, seu recorde nesta temporada; roubou seis bolas contra o Thunder, seu melhor número neste fundamento desde que entrou na NBA em 2003.
ALL-STAR GAME
A NBA divulgou ontem nova apuração para o Jogo das Estrelas. Apenas uma mudança em relação à passada – e infame.
Chris Paul perdeu a vaga no quinteto titular para Tracy McGrady.
Do lado do Leste, tudo igual: Allen Iverson, Dwyane Wade, LeBron James, Kevin Garnett e Dwight Howard.
No Oeste ficou assim: Kobe Bryant, T-Mac, Amaré Stoudemire, Tim Duncan e Yao Ming.
O que eu acho?
Falei sobre o assunto com o Murilo, um dos freqüentadores deste botequim. Acho um exagero Iverson como titular no Leste. Devin Harris, Mo Williams e Jameer Nelson jogam mais do que ele e qualquer um dos três deveria estar entre os titulares.
No Oeste, a saída de CP3 para a entrada de T-Mac, como disse, é vergonhosa. Com um braço amarrado Paul joga mais do que o “caolho”.
E mais: tenho certeza de que quem votou no armador do Houston sabe disso também. Mas eles incorporaram o espírito do evento: é uma festa e não uma convocação para a seleção dos EUA que vai disputar uma Olimpíada.
Votaram, portanto, em que os toca no coração.
Foi por isso que eu pedi para que os brasileiros votassem nos brasileiros.
O “All-Star Game”, companheiros, é uma festa. Nada além disso.
Esse é o espírito do evento.