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Arquivo da Categoria Mundo dos Negócios

16/11/2009 - 08:30

Treinamento para Fornecedores Ericsson

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A Ericsson Telecomunicações honrou o Instituto Brasileiro de Ética nos Negócios ao fazer parte do Time de Patrocinadores da 2ª edição do Programa UniÉtica (Programa Nacional de Ética nos Negócios para Universitários).

Com isto, passamos a integrar sua cadeia de fornecedores. No último sábado, recebemos uma mensagem eletrônica do Departamento de Compras e Parcerias com a informação do Treinamento para Fornecedores no Código de Conduta da Ericsson.

A referida mensagem diz que a Responsabilidade Social é prioridade para a Ericsson e convida seus fornecedores a participar desta iniciativa que descreve as exigências a serem cumpridas pela empresa e seus fornecedores nas áreas de: direitos humanos, normas de trabalho, ambiental e corrupção. Além disto, é enfatizado a importância  deste treinamento para  a garantia  da responsabilidade social e da ética na realização dos negócios da Ericsson e disponibiliza eletronicamente metodologias que orientam o desenvolvimento do Código de Conduta na própria cadeia produtiva da empresa e desta forma, poderá garantir maior qualidade e confiabilidade nos produtos e serviços comercializados por seus fornecedores.

De fato uma louvável e exemplar iniciativa… Parabéns Ericsson e que outras grandes corporações possam seguir os seus passos e incentivar as pequenas e médias empresas de sua respectiva cadeia produtiva a conduzir seus negócios de maneira Ética!

 

Observação: Este treinamento é global, ou seja, a Ericsson o disponibilizou nos idiomas inglês, chinês, espanhol, francês, espanhol e português, inclusive, após a concluir o treinamento, os fornecedores emitem eletronicamente o Certificado de Participação que deve ser enviado à Ericsson via e-mail.

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
13/11/2009 - 16:45

As Empresas-Modelo em Sustentabilidade 2009

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Saiba mais na Agenda Sustentável.

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios, Sustentabilidade Tags:
11/11/2009 - 21:19

Eles carregam a Coca-Cola nas costas…

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Em 2001, tive a satisfação de participar do Sistema Coca-Cola atuando no Grupo Renosa como Gerente do Mercado de Cervejas (Kaiser) na cidade de Cuiabá-MT. 

Até então, minha vida profissional se resumia ao mercado de distribuição de combustíveis em empresas como a anglo-holandesa Shell, da brasileiríssima Ipiranga, recém adquirida pelo Grupo Ultra e a italiana Agip Petróleo, da ENI.

Confesso que o pessoal da “garrafa” –  como são mais conhecidos os profissionais do mercado de bebidas - trabalham muito, mas muito mesmo e tem que (realmente) amar o que se faz, pois, do contrário, o cara não aguenta!!!

Para você ter uma idéia, deixando de lado toda a pressão pela conquista de resultados diários, o expediente para os vendedores começa as 7 horas da matina com uma reunião com a supervisão de vendas. Depois disto, são 40, 50, 60 visitas por dia aos clientes dos mais variados segmentos. No final da tarde, outra passagem pela empresa para baixar as vendas junto ao setor de operações e assim, a frota de entrega estará pronta para partir nas primeiras horas da manhã do dia seguinte. E um detalhe: esta pauleira é de segunda a sábado! O final de semana se resume ao domingo e ainda por cima, quando há lançamento de produto, a reunião de apresentação é as 6 horas da manhã… De noite ainda!

Sem menosprezar a turma do escritório e os executivos, tem um pessoal que leva a Coca-Cola, literalmente, nas costas… É o trio que passa o dia todo na boléia do caminhão de entrega: o motorista-entregador e seus ajudantes. São 40, 50, 60 entregas todo santo dia, de segunda a sábado, faça chuva ou faça sol.

No meu treinamento na Renosa trabalhei com estes heróis dois dias inteiros… Passei o final de semana de cama!

Pelo menos aqui na região de Campinas, os motoristas-entregadores e seus ajudantes da Coca-Cola FEMSA estão de greve há vários dias… A entrega de produtos está totalmente comprometida e já há falta de produtos nos pontos de vendas, abrindo espaço para os produtos dos concorrentes.

Contudo, esta turma merece o reajuste salarial… Sem eles, a Coca-Cola fecha as portas!

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
14/09/2009 - 10:48

Pesquisa Geração Y

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As empresas tem um grande desafio pela frene na hora de alinhar o trabalho da Geração Y. Esta é conclusão do Ateliê de Pesquisa Organizacional responsável pelo estudo Uma Visão dos Líderes sobre a Geração Y lançado recentemente.

Formada por jovens nascidos entre os anos 1.984 e 1.991, e sendo representados no meio corporativo por universitários ou recém-formados. Esta geração possui excelente formação acadêmica, fluência em vários idiomas e grande acesso à informação.

A pesquisa foi realizada entre novembro de 2.008 a julho de 2.009 e contou com a participação de mais de 100 gestores de RH de grandes companhias e os pontos mais relevantes são:

. As características da  Geração Y é ser digital, tecnológica, apolítica e individualista

. As principais qualidades apontadas são que os jovens são ágeis, tem senso de oportunidade, descontração, inteligência e são importantes para trazer às empresas vitalidade, ritmo e agilidade

. Os pontos negativos são: impacientes, inseguros, com vínculos voláteis, exibicionistas e superficiais

. São profissionais do mercado e não das empresas

. Nenhum entrevistado declarou espontaneamente ter sido preparado ou existir em suas empresas algum tipo de treinamento específico para lidar com os profissionais desta geração

Além disto, dentre os gestores que participaram deste estudo:

. 85% afirmar que seus profissionais da Geração Y esperam crescer rapidamente na empresa

.  66% querem obter satisfação profissional

. 51% desejam enfrentar desafios

. 79% diz que estes jovens aspiram ganhar muito dinheiro

. 64% acham esta geração menos preocupada e mais descompromissada

Uma coisa é certa, as empresas precisam dos joven da Geração Y pois eles serão os responsáveis pela condução dos negócios no futuro e para isto, deverá ter, não apenas ”uma política bem-sucedida de retenção de talentos” mas, especialmente, fazer com que todas as gerações que formam o seu quadro funcional possam dividir experiencias e somar esforços para o sucesso empresarial.

Autor: Douglas Flinto - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
04/09/2009 - 09:38

Sai duas… Entra uma… Ficam sete!

O cobiçado Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI), da maior bolsa de valores do planeta, a New York Stock Exchange (NYSE), surgiu em 1999 – numa época em que o mundo corporativo tinha como jargão a Responsabilidade Social e nem se falava em Sustentabildade, – para servir tanto aos investidores mundiais responsáveis, aqueles que não estão somente preocupados com o ganho financeiro das empresas, mas, principalmente, se foi conquistado de maneira socialmente responsável e ecologicamente correta, quanto aos gestores de carteiras de ações. 
 

Neste ano, em sua 11ª versão, o DJSI continuará com suas 317 companhias em 58 setores e 19 sub-setores, porém, a partir do próximo dia 21, 33 serão retiradas e 33 adicionadas neste índice pra lá de responsável e que virou coqueluche e o sonho de consumo de toda grande empresa. Dentre as novatas do DJSI conhecidas do grande público temos as gigantes Johnson & Johnson, Coca-Cola e Samsung, e dentre as que estão dando adeus, nenhuma tão famosa (National Grid e SABMiller). E isto se dá por que a revisão dos dados das mais de mil empresas listadas que querem integrar ou permanecer no DJSI é feita anualmente e é baseada na análise de dados econômicos corporativos, desempenho social e ambiental, governança corporativa, gestão de risco, suavização da mundação climática, padrão para cadeia de abastacimento e práticas trabalhistas.

E se você pensa que só existem companhias transnacionais no DJSI… Este ano serão 7 empresas nacionais. A caçulinha da turma é a Redecard que irá se juntar a Aracruz Celulose, Bradesco, Cemig, Itaú Unibanco, Itaúsa e Petrobras que continua se segurando em NY já que foi excluída do ISE do Brasil por problemas envolvendo o óleo diesel (veja o post A Petrobras está na Berlinda ?!?!). Também temos brasileiras que deixarão o índice DJSI: a Usiminas e a Votorantim Celulose e Papel (VCP).

O grande destaque fica por conta da Aracruz Celulose e Cemig, líderes, respectivamente, dos segmentos de recursos básicos e serviços públicos. }A Itaúsa é líder de serviços financeiros pelo segundo ano consecutivo. Entre as grandes globais, a espanhola Telefónica é líder do setor de telecomunicações e a Total lidera em petróleo e gás.

Que você tenha um excelente final de semana… Até segunda!

 

Autor: Douglas Flinto - Categoria(s): Mundo dos Negócios, Sustentabilidade Tags:
21/08/2009 - 20:44

Que as conquistas não a faça mudar…

No século passado, lá na época dos nossos avós, era muito comum os empresários e executivos do alto escalão corporativo abandonarem a rotina estressante e estafante do escritório e passar um tempo conversando com seus colaboradores de todos os níveis funcionais e visitando qualquer tipo de cliente, seja grande, seja pequeno.

Com o aumento da competição, a busca incessante por resultados e a pressão pelo lucro, esta rotina fica, a cada dia, esquecida num canto da agenda.

Porém, os exemplos de atitudes à moda antiga tem que ser registrado para motivar outros empresários e executivos a voltarem a fazer o que há de mais valioso para uma empresa: a interação e convivência de proprietários e dirigentes com dois dos seus mais importantes stakeholders: os colaboradores e clientes.

Semana passada, David Neeleman, fundador da caçulinha da aviação comercial nacional, a Azul Linhas Aéreas com seus 8 meses de operação, e o principal executivo da empresa Pedro Janot, ficaram na espreita no Aeroporto Internacional de Viracopos para pegar em fragrante o passageiro nº 1 milhão da companhia.

Um publicitário carioca, enquanto fazia o check-in, foi recebido ao som de cornetas e festa de papel picado pelos comandantes supremos da Azul. Como prêmio, ganhou o direito de viajar por um ano para qualquer um dos destinos operados pela empresa.

A meta da Azul é chegar ao final do ano com 2 milhões de passageiros transportados em suas 14 aeronaves.

Isto tudo me fez lembrar do Comandante Rolim que tinha como características a preocupação genuína com seus funcionários e com seus clientes.

Espero que o crescimento e as conquistas da Azul  – que certamente virão - não a faça esquecer deste tipo de gestão empresarial.

Que você tenha um ótimo final de semana. Até segunda!

 

Autor: Douglas Flinto - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
19/08/2009 - 20:40

Parabéns Embraer…

Dizem que a vida começa aos 40! Há quatro décadas, o governo federal fundava a Empresa Brasileira da Aeronáutica S/A.

Atualmente, a Embraer é a 3ª maior fabricante de jatos comerciais do planeta e uma fera da aviação executiva. Suas aeronaves, voando pelos céus do mundo inteiro, já transportaram mais de 440 milhões de passageiros. Em 2008, foram produzidos 204 aviões gerando um faturamento de US$ 6,5 bilhões e lucro líquido de quase US$ 400 milhões. Hoje seus 17 mil funcionários tem muito o que comemorar e com o que se orgulhar!

Mas, um nome deve ser sempre lembrado quando falamos da Embraer… Ozires Silva! O primeiro presidente-executivo que pilotou a empresa até 1986 e abriu caminho para o sucesso da Embraer.

Não conheço o Sr. Ozires pessoalmente, mas tive a oportunidade de contata-lo quando do lançamento da Revista Ética nos Negócios em maio passado. A instituição que presido, o Instituto Brasileiro de Ética nos Negócios, foi honrada com um belíssimo artigo que fez parte da seção batizada de Ética – Do Fio do Bigode ao Século XXI: Lições e Oportunidades.

Recordo-me que, para cumprir o cronograma de lançamento desta publicação, precisei ligar para a Unimonte, universidade que o Sr. Ozires é reitor, para reiterar nosso pedido de envio de sua imagem para ilustrar o artigo. Imaginava que iria conversar com sua secretária… Que nada! O próprio Sr. Ozires veio ao telefone me atender e conversamos por alguns minutos.

Este fato foi uma lição de vida… É possível sim, um homem, apesar de sua história de sucesso, não se deixar contaminar pelo virus da arrogância, da soberba e da altivez, mas manter a simplicidade e a humildade.

Parabéns Embraer! Parabéns Ozires Silva!

Autor: Douglas Flinto - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:

17/08/2009 - 20:10

A maioria faz por obrigação

As ONGs, Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, em parceria com o Ibope Inteligência, divulgaram (e comentaram) recentemente os resultados da pesquisa Práticas e Perspectivas da Responsabilidade Social Empresarial no Brasil 2008 que tem como objetivo identificar as principais conquistas e os desafios da Responsabilidade Social Empresarial (RSE) no Brasil. Este estudo não contempla o posicionamento das empresas em termos de valores e crenças sobre RSE, mas sim, o que elas já têm feito de fato, com base nas próprias declarações das empresas sobre suas práticas socialmente responsáveis.

Dois dados da pesquisa chamaram bastante a atenção. O primeiro indica que a grande maioria das ações de RSE visam atender às exigências já regulamentadas em lei, ou seja, o universo daquelas que implementam ações voluntariamente é infinitamente menor. Isto acaba, inclusive, contrariando um jargão de alguns players do mercado que alegam que as grandes empresas têm melhores condições de abraçar as práticas de responsabilidade social. Todavia, a regulamentação é necessária porque as grandes empresas são muito resistentes às mudanças em sua forma de gestão, especialmente mudanças radicais, como as que são exigidas por um modelo de economia sustentável.

Esta assertiva acaba recebendo guarida quando se olha para as pequenas e médias empresas do setor de franquias as quais, por meio da Associação Brasileiro de Franchising (ABF) conseguiram implementar um programa de responsabilidade social com uma agilidade muito maior do que em outros setores, mesmo sendo milhares de empresas, justamente porque representam um coletivo de empresas menores.

Outro ponto a ser levandado é a constatação de que metade dos consumidores desconfiam das ações de RSE das empresas, indicando que ainda há falta de credibilidade com reflexos até na reputação corporativa.

Agora, um novo discurso – que vem ofuscando o brilho e a beleza da Responsabilidade Social – está tomando a frente no meio empresarial: a Sustentabilidade. Para alguns, mais um modismo, mas, sem dúvida alguma, algo sem volta e absolutamente necessário. Entretanto, ainda existe má interpretação da plenitude da expressão. Evidente que a Sustentabilidade tem haver com o meio ambiente, mas não só! O Desenvolvimento Sustentável engloba muito mais do que a preseração e conservação ambiental (Saiba mais em nosso post O Paradigma da Sustentabilidade).

Não somos muito a favor do entendimento do tal Triple Botton Line por que o lado econômico é intrínseco à empresa, faz parte dos negócios. Sem lucro a empresa fecha as portas. Para nós, as empresas tem sim rês responsabilidades: a social, a ambiental e a principal delas: a Ética.!Pois, com Integridade de Conduta Empresarial, com Ética nos Negócios qualquer empresa será socialmente responsável, ecologicamente correta e assim, naturamente sustentável.

Este é o verdadeiro Tripé da Sustentabilidade!

Em sua opinião, o que as empresas devem fazer para mudar esta tendência de descrédito das consumidores e da prática mais voluntária das ações responsáveis das empresas?

Autor: Douglas Flinto - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:

05/08/2009 - 11:09

Monsanto esclarece: É tudo boato!

Não é de hoje que a multinacional Monsanto vê seu nome e reputação envolvidos com os produtos geneticamente modificados, os chamados “transgênicos” os quais para alguns são a salvação da lavoura e para outros mais uma faceta nociva da biotecnologia.

Recentemente, começou a circular na Internet uma mensagem dizendo que esta gigante do setor de sementes agrícolas conseguiu na Justiça uma liminar para impedir a distribuição da cartilha O Olho do Consumidor produzida pelo Ministério da Agricultura (MAPA), com ilustrações do Ziraldo, que tem como objetivo a criação, a partir de 2010, do Selo do SISORG (Sistema Brasiliro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos e assim, orientar o consumidor.

Em contato com o André Dias, presidente da Monsanto Brasil, o Blog Ética nos Negócios recebeu seus esclarecimentos por intermédio de sua assessoria. Vejá só:   

A Monsanto esclarece que não procedem os boatos de que a empresa teria entrado como uma ação judicial contra uma campanha educativa coordenada pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) sobre os benefícios de alimentos livres de agrotóxicos. 

O Ministério da Agricultura também já negou a veracidade de informações de que a distribuição da cartilha “O Olho do Consumidor” tenha sido suspensa por liminar judicial da Monsanto. Conforme publicado no jornal Correio do Povo (RS) em 4 de agosto, por meio de assessores, o coordenador de Agroecologia, Rogério Dias, informou que não houve notificação ou comunicado contrário à campanha. E acrescentou que, até aquela data, mais da metade das 620 mil cartilhas já haviam sido distribuídas.

A empresa desconhece a origem dessa informação e reafirma o respeito pela liberdade de opinião, expressão e escolha do mercado, instituições e empresas pela utilização de culturas convencionais, geneticamente modificadas ou orgânicas.

A Monsanto se orgulha de ser líder em biotecnologia agrícola e acredita profundamente nos benefícios das culturas geneticamente modificadas, que têm potencial para ajudar a aumentar a produção de alimentos, com menos recursos naturais e, ainda, melhorar a vida de agricultores em todo o mundo.

Conheça o folder da campanha.

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
16/07/2009 - 14:54

Você é um viciado em trabalho?

Você já deve ter ouvido falar algo do tipo: os funcionários das empresas tem que chupar cana e assoviar; cobrar escanteio e correr para cabecear na área; tem que matar um leão por dia…

Estas expressões estão cada dia mais em voga em função do próprio mundo em que vivemos atualmente. Além de globalizado e o dia parecendo que não tem mais 24 horas, o ambiente de trabalho está muito mais competitivo, a lista de qualificações exigidas pelas empresas: intermináveis e os ganhos de produtividade gerados pela tecnologia fizeram com que as vagas diminuissem sobremaneira. Portanto, já é um paradigma trabalhar 10, 12, 14 horas por dia. Almoço? Quando não dá pra tapiar com um lanche, tem que ser algo muito rápido. Assim, a cooperação, o coleguismo, a inovação e, por muitas vezes, até a Ética acaba ficando em segundo plano para se manter o emprego, conseguir seu espaço e subir na carreira.

Evidentemente que a dedicação e o comprometimento são importantes, porém, muitos deixam a família de lado, com filho e tudo, para afundar ainda mais a cabeça no trabalho. se tornando naquilo que os americanos batizaram de Workaholic… Um ”Viciado em Trabalho”.

É muito fácil identificar um Workaholic. Veja só:

. Trabalha compulsivamente e sem necessidade
 
. Trabalha o tempo todo e deixa de lado a família e o lazer

. Tem “síndrome de abstinência”, fica ansioso e sem saber o que fazer longe do trabalho, como nas férias e nos finais de semana

. Faz várias coisas ao mesmo tempo: atende quatro telefonemas, marca três reuniões em dois lugares diferentes

. Não sabe falar de outra coisa

. Tem relacionamento difícil com os colegas: é chato, crítico e exigente; ninguém suporta seu ritmo de trabalho

. Freqüentemente tem problemas de saúde; é forte candidato ao infarto e outras doenças relacionadas ao estresse.

. Quando consegue ter uma atividade de lazer, mantém com ela a mesma relação que tem com o trabalho. Por exemplo: joga 8 horas de tênis por semana e só pensa em ganhar.
 
E para este tipo de profissional é preciso cumprir os 10 Mandamentos do Workaholic:

01 – Um viciado em trabalho não tem Quarto………….. Tem escritório

02 – Um viciado em trabalho não tem Amigos…………. Tem contatos!

03 – Um Viciado em Trabalho não tem vida……………… Tem carreira!

04 – Um Viciado em Trabalho não tem sonhos…………. Tem projetos!

05 – Um Viciado em Trabalho não tem encontros……… Tem reuniões!

06 – Um Viciado em Trabalho não toma cerveja………… Toma decisões!

07 – Um Viciado em Trabalho não faz sexo………………. Descarrega o stress!

08 – Um Viciado em Trabalho não navega na Internet… Faz pesquisas!

09 – Um Viciado em Trabalho não tem domingo……….. Tem hora-extra!

10 – E, para um Viciado em Trabalho ler um post desse é perder tempo de trabalho!

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
13/07/2009 - 08:33

Fortune 500… A Petrobras é destaque!

A revista americana Fortune divulgou seu tradicional ranking anual com as 500 maiores  empresas do mundo: o Fortune 500.

Mesmo em face da crise econômica global que fez com que os bancos deixassem as primeiras posições do ranking, as empresas americanas continuam dominando a relação das Top 500 com 140 empresas do total. Depois aparece o Japão com 68, França com 40 e Alemanha com 39. A China vem logo em seguida com 37, superando o Reino Unido que teve apenas 26 empresas.

Agora o topo do ranking é ocupado pela petrolífera holandesa Royal Dutch Shell, com receita de US$ 458,361 bilhões, seguida pela americana Exxon Mobil (US$ 442,851 bilhões) e o Wal-Mart Stores (US$ 405,607 bilhões). Completando o pódio das Top 10 campeãs, aparecem: a petrolífera britânica BP (US$ 367,053 bilhões), a Chevron (US$ 263,159 bilhões), a Total (US$ 234,674 bilhões), a Conoco Phillips (US$ 230,764 bilhões), o ING Group (US$ 226,577 bilhões), a Sinopec (US$ 207,814 bilhões) e a Toyota Motors (US$ 204,352 bilhões).

A grata surpresa fica com o Brasil que teve, pela primeira vez, 6 empresas fazendo parte das 500 maiores empresas do mundo. A estatal Petrobras, maior empresa do país, pulou da 63ª posição para a 34ª, com receitas superando os US$ 118 bilhões. As demais brasileiras citadas na lista são: o Bradesco, que aparece em 148º lugar (US$ 50,930 bilhões) e o Itaú Unibanco em 149° (US$ 50,216 bilhões).

Em 2008, o Bradesco ocupava a 204ª posição do ranking, enquanto o Itaú aparecia em 273º lugar. Este salto dos bancos nacionais reflete o poderio, a liquidez e a solidez das instituições finaceiras do nosso país. Completam o ranking das brasileiras o Banco do Brasil (174º - US$ 43,984 bilhões); a Vale (205º – US$ 37,426 bilhões); e a Gerdau (400º - US$ 22,860 bilhões).

De fato, a Petrobras foi o grande destaque, sendo citada, inclusive, no Top 40 dentre as companhias ideais para o investidor apostar e ter uma aposentadoria segura, ao lado das gigantes Procter & Gamble, Coca-Cola e Johson & Jonhson, sendo o desempenho futuro o fator determinante para a entrada destas companhias nesta categoria especial do ranking Fortune 500.

Parabenizamos as empresas brasileiras que estão entre as maiores do planeta.

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
03/07/2009 - 08:33

Parece faltar competência e criatividade!!!

Na época do Dia dos Namorados do ano passado, fizemos um comentário sobre a postura da operação brasileira de uma das maiores cadeias de varejo de moda do mundo, a C&A, em sua campanha publicitária batizada de Pai-Mamãe, não! (A C&A abusa… De novo!)

Esta campanha foi tão descalibrada que os próprios consumidores fizeram pressão junto aos órgãos de defesa do consumidor motivarando o CONAR (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária) a suspender sua veiculação em todo tipo de mídia.

A C&A, vendo o tamanho do problema criado por sua recém contratada, a renomada DM9DDB, retirou o infeliz slogan da campanha e também deu fim aos milhares e milhares de encartes promocionais distribuídos em suas lojas em todo o país.

Agora é a vez da Arezzo que colocará no ar, até o final deste mês, uma nova campanha publicitária a qual, por estratégia de marketing ou não, já está sendo comentada na Internet, deste já. Primeiro por ter duas beldades globais como protagonistas: as inimigas na novela Caminho das Índias: Cleo Pires e Juliana Paes. E, em especial, por que elas serão muito mais do que boas amigas no comercial da Arezzo… 

Será que a maior marca de varejo de calçados femininos fashion da América Latina, com 229 lojas presentes em 90 municípios em todos os Estados brasileiros, possuindo ainda 16 unidades em solo internacional, faturando R$ 400 milhões por ano, precisa deste artifício para aumentar suas vendas?

Situações deste tipo aparentam que muitos atores do mercado publicitário não tem sobra de competência e criatividade para aumentar as vendas de seus clientes sem colocar o sensual e o erótico acima do próprio produto. Sem falarmos que fazer apologia ao homosexualismo não tem nada a ver com (o necessário e imperioso) respeito a diversidade. 

Apesar de vivermos no Século XXI, a maior parte da sociedade global é conservadora fazendo com que campanhas deste tipo possam conter riscos mercadológicos incalculáveis podendo se tornar um tiro no próprio pé. Além disso, indica uma total falta de “Responsabilidade Publicidade” que as empresas devem (ou deveriam) exercer.

Bom final de semana… Até segunda!

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
01/07/2009 - 11:12

O abuso da Starbucks Brasil

Desde quando o Brasil entrou para rol dos países de economia estável – deixando para os livros de história aquela inflação de 80% a.m. – temos visto uma nova fase no meio empresarial nacional: os preços entre os produtos e serviços contam com pequenas e, muitas das vezes, imperceptíveis variações. Com isto, as empresas, como em qualquer país do chamado “primeiro mundo”, para conquistar e manter seu market share precisam, necessariamente, abraçar três diferenciais: a inovação, a qualidade e a prestação de serviços.

A Starbucks Coffee Company, fundada em 1.971, em Seattle (EUA), começou a ofercer o melhor sortimento de cafés do mundo inteiro, os chamados “café premiun”. Hoje, o fenômeno Starbucks continua a conquistar mercados. Para você ter uma idéia do gigantismo desta rede, em 2000 eram mais de 6 mil unidades espalhadas por 30 países.

No Brasil, a Starbucks desembarcou somente em 2006 anunciando a escolha de seus sócios para a operação brasileira, pois, diferentemente das demais empresas que atuam no mesmo segmento, a Starbucks não opera no Sistema de Franquias, cabendo aos seus parceiros locais, no mundo inteiro, a missão de abrir lojas próprias em todos os novos mercados onde a marca se instala.

A Starbucks Brasil “nasceu com a mesma filosofia que permeia a missão e os propósitos da empresa, baseada em um compromisso de oferecer produtos de altíssima qualidade, ouvindo ótima música, em um ambiente enriquecedor e respeitoso para os clientes, fornecedores e seus funcionários. Isso permitirá à empresa criar e consolidar uma interação sólida e duradoura entre os vários interessados na sustentabilidade da marca em nosso país” que hoje já conta com 20 unidades: duas no Rio de Janeiro, três em Campinas/SP e 15 em São Paulo.

Contudo, toda esta inovação, qualidade e prestação de serviços não dá a Starbucks o direito de abusar dos seus clientes. 

Recentemente, a Starbucks abriu sua terceira loja em Campinas/SP, num dos bairros mais nobres da cidade, o Cambuí que possui as mesmas características do Jardins, na capital paulista. Além disso, está localizada num dos cruzamentos de maior passagem de veículos. Como em toda cidade do interior, a Starbucks virou “moda” e passou a ser um ponto de encontro obrigatório dos moradores das classes A e B.

Nem queremos comentar aqui o preço cobrado dos produtos mais importantes da rede, como os cafés e bebidas à base de “espresso”, os chás Tazo® e as bebidas batidas com gelo, o famoso Frappuccino Blended Coffee®, mas sim, o praticado para uma simples garrafinha de água mineral.

A Starbucks tem a coragem de cobrar R$ 3,50 pela água (com gás) São Lourenço de 300 ml. Nas padarias este mesmo produto é vendido a R$ 1,50 e nas “caríssimas” lojas de conveniência sai a R$ 1,90.

Para nós, um abuso e uma tremenda falta de respeito com seus clientes brasileiros os quais são os únicos responsáveis por isto… Lembra da Lei da Oferta e da Procura?

É muito fácil fazer com que a Starbucks reveja sua política de “preço”… Eu vou continuar a frequentar um dos seus concorrentes.

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios, Para você refletir Tags:
29/06/2009 - 08:29

A Petrobras, o Blog e os Salários

Todo mundo sabe que a Petrobras é a maior e mais importante empresa do país, apesar de algumas mancadas… E estas “pisadas na bola” tem uma lógica razão: a Petrobras não tem vida própria, são seus funcionários – seres humanos, como eu e você, falhos e imperfeitos - que dão vida a empresa e, mesmo assim, sem sombra de dúvida, um exemplo de empresa eticamente íntegra, socialmente responsável e ecologicamente correta que deve ser seguida pelas demais empresas em atuação no Brasil, inclusive pelas transnacionais.

Porém, esta gigante do mundo dos negócios tem um problema latente: sua administração tem um “Mão Política”, por que, todos nós sabemos, que a Petrobras é uma empresa estatal e isto não teria problema algum se não estivéssemos no Brasil e, portanto, a gestão não é independente… Se fosse, a companhia estaria num patamar muito mais elevado do que este que seus executivos, com muita competência, a colocaram ao longo de sua vitoriosa história.

Peguemos como exemplo a Vale, após a privatização, conseguiu resultados estratosféricos, até então nunca antes conquistados, em virtude, principalmente, da sua atual administração não estar a mercê de interesses polítiqueiros.

Tanto é verdade que a Petrobras vive às voltas de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que tentará abrir a caixa-preta desta administração paralela e partidária a qual, inclusive, já vem tendo reflexos negativos em todo o planeta, especialmente junto a investidores de peso responsáveis pela expansão da empresa, expansão esta que exigirá muito mais investimentos a cada dia, principalmente, por causa do Pré-Sal que colocará a Petrobras como um dos maiores players do mercado mundial.

Agora, a Petrobras entrou na blogosfera com a proposta do público em geral conhecer fatos e dados da empresa, seu posicionamento sobre a própria CPI e também para dar resposta as matérias veiculadas na mídia nacional. Apesar de toda polêmica, uma ótima iniciativa que intensificará a Transparência Corporativa que é um dos pilares da Ética nos Negócios.

Entretanto, o Blog Ética nos Negócios, se utilizando das ferramentas de contato disponíveis no próprio Blog da Petrobras, fez um questionamento sobre os elevados salários pagos aos integrantes do Conselho de Administração os quais constam da Ata da Assembléia Geral Ordinária, realizada no último dia 08 de maio e disponível na página das Relações com Invesdidores (RI) da companhia, registrando que foi reservado no caixa da empresa a bagatela superior a R$ 8,6 milhões para pagamento dos seus conselheiros.

Numa divisão simples, cada um deles receberá mais de R$ 75 mil por mês para trabalhar menos do que os deputados e senadores do Congresso Nacional, pois, geralmente, o Conselho de Administração se reúne uma vez por mês para, dentre outras atividades, determinar os rumos da empresa a ser conduzido pela Diretoria Executiva composta pelo presidente e seus diretores. Estes, inclusive, ganham menos do que os próprios conselheiros, haja vista que o CEO e alta cúpula executiva da Petrobras ganham R$ 60 mil mensais para suportar uma carga de trabalho elevadíssima e toda pressão inerente ao cargo.

O fato mais evidente - e que vem de encontro a nossa assertiva no início da matéria – é que existe gente de confiança do Presidente da República assentados nas cadeiras do Conselho de Administração da Petrobras, como a Dilma Rousseff e o Mantega, além do Presidente do BNDES, Luciano Coutinho, muito provavelmente recebendo “salário-duplo”. E, além disto, apesar do Gabrielli ser um executivo de carreira, é subordinado a este mesmo Conselho.

Quem sabe, depois deste post, a Petrobras responda nossa simples pergunta deixada em seu recém lançado blog pois, afinal de contas, a Petrobras, como um ícone da atuação responsável, deve satisfações a todos os seus Stakeholders, em especial, a sociedade brasileira, por que como o próprio governo diz: a Petrobras é nossa!!!

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
22/06/2009 - 08:22

Agora também no Twitter

O Instituto Brasileiro de Ética nos Negócios, com sede em Campinas/SP, é uma associação de direito privado, sem fins lucrativos, fundado em Agosto/2003 e, no mesmo ano, qualificado como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) pelo Ministério da Justiça.

O objetivo principal de nossa instituição é fomentar a Ética no meio empresarial e junto as crianças, adolescentes e universitários. É desta forma, contribuindo para a melhoria da qualidade ética das empresas e com a formação de adultos-cidadãos e líderes eticamente responsáveis que potencializamos a perspectiva de um futuro mais ético e assim, naturalmente sustentável!

A partir de agora, estaremos na maior febre da Internet na atualidade: o Twitter. Lá, como aqui no blog, será um instrumento para que possamos fomentar os temas que envolvem a Ética nos Negocios.

Venha nos fazer uma visita. Acesse nossa PÁGINA no Twitter. 

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
28/04/2009 - 10:38

As empresas e o Twitter

 

Sem sombra de dúvida, a mais nova febre da rede mundial de computadores é o Twitter: um serviço de troca de mensagens instantâneas com até 140 caracteres.

Só no ano passado, o caçula das redes sociais cresceu 1.200% ficando na 25º posição. Este ano, o Twitter já pulou para a 3ª colocação com 14 milhões de usuários em todo o mundo, ficando atrás somente do Facebook e MySpace.

Nos quatro cantos do planeta tem alguém twittando… São pessoas comuns, celebridades e até CEO’s… As empresas também começaram a surfar nesta nova onda da internet para ficar mais perto dos consumidores que não assistem TV, não lêem jornal e se informam na Internet na hora de comprar.

Porém, um artigo de autoria da estrategista de marketing e blogueira, B. L. Ochman, publicado no AdAge, dá 10 motivos para as empresas não tweetarem. Confira só:

1)  Se você imagina que Twitter é uma estratégia de mídia social: na verdade, é uma ferramenta, ou tática, mas não uma estratégia. O Twitter só funciona se você já possuir seguidores online anteriormente, que irão ver seus tweets como um canal para interagir com a empresa em nível mais humano;

2)  Se todo tweet tem que ser aprovado internamente: o Twitter é uma rede social onde a conversa é rápida e interconectada. Se precisar esperar um dia, ou mesmo algumas horas para que seu texto de 140 caracteres ganhe aprovação de alguém do jurídico, o Twitter é a plataforma errada para você;

3)  Se o Twitter servirá para transmitir somente as notícias da sua empresa: as pessoas seguem as outras porque se interessam. E elas precisam ser conquistadas. A dica é ser interessante e enviar poucas mensagens que sejam só sobre você. Se todos os textos tiverem a mesmo foco, você será bloqueado;

4)  Se você acha legal ter um tweeter fantasma para o presidente da empresa: autenticidade e transparência são fatores-chave do Twitter. É até legal se alguém próximo ao CEO tweete para a companhia, desde que a empresa deixe claro o que está fazendo;

5)  Se você não quer responder quando as pessoas enviarem tweets para você: Twitter é como um bebedouro de assuntos. Se você sair desse meio, e preferir buscar a água direto na fonte, e falar repetidamente para as pessoas irem junto com você (ou seja, querer sair do padrão que move a comunicação dentro do Twitter, levando a conversa para fora), elas certamente ficarão felizes quando você os abandonar. É a mesma lógica para o Twitter;

6)  Se você acha que tweetar com o nome da sua companhia e usar o logotipo como avatar é uma boa idéia: identifique as pessoas que tweetam para sua empresa. Os dias de se esconder atrás de uma corporação sem cara se foram;

7)  Se você acha que o mais importante no Twitter é fazer muitas pessoas te seguirem: a qualidade importa mais do que quantidade;

8)  Se você quer proteger suas atualizações: se as pessoas tiverem que pedir permissão para ver o que você está postando no Twitter, estará indo contra a proposta dele, que é conversação;

9)  Se você quer rastrear o Twitter com o Google Analytics: o Google Analytics não te dará um traçado verdadeiro sobre os resultados. O que você pode fazer é rastrear as URL´s que você posta com um serviço como o BudURL ou o bit.ly, mas precisará usar uma ou mais ferramentas de tracking de redes sociais para monitorar sua reputação corporativa e influência no Twitter;

10) Se você pensa que é só entrar e começar a tweetar: ouça primeiro. Monitore o que está sendo dito sobre sua marca, produtos e o mercado em que atua. Aí, entre na conversa e se torne parte da comunidade. Desse modo, suas mensagens ocasionais de marketing serão aceitas, ou ao menos toleradas, porque você está adicionando valor à comunidade.

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
27/04/2009 - 09:39

A diferença entre Globo e Record

 

A edição nº 31 da revista Negócios da Comunicação, da Editora Segmento, trouxe uma interessante matéria intitulada O Show da Fé – Guerra Santa no Ar: grupos religiosos invadem as telas e chegam a dominar mais da metade da programação.

O que mais chamou a atenção foi o fato da TV Globo alegar que a Rede Record se utiliza dos “dízimos” entregues pelos fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) para potencializar os negócios da TV por que, sem estes preciosos recursos, não seria possível fazer o que vem sendo feito. 

Não é de hoje que a Record quer ser a número 1 neste poderoso mercado e canaliza todos os seus esforços para tentar desbancar a hegemonia da TV Globo… E isto o país todo já sabe!

A guerra particular entre a líder e sua maior e mais perigosa competidora em toda a história da televisão brasileira, saiu das trincheiras e está sendo travada no front de batalha, principalmente, por que a Record vem conquistando pontos de market share e, por conta disto, ancariando milhões e milhões em receitas que estavam, há décadas, intocáveis no bolso dos Marinho e, este fato, já teve estar preocupando os executivos da Globo, haja vista que as projeções de crescimento da Record indicam que, em alguns anos, poderá superar sua arqui-rival.

Todo mundo tem conhecimento também de que a Rede Record foi adquirida pelo Bispo Macedo com os recursos oriundos da sua “holding”, a igreja fundada por ele mesmo. Até aí, tudo bem! Não há crime, muito menos pecado, pois, se este instrumento existisse na época da igreja primitiva, narrada nos Atos dos Apóstolos, do Novo Testamento da Bíblia, sem sombra de dúvida, os primeiros seguidores de Jesus teriam um canal de TV para cumprir uma das ordenanças de seu Mestre: Ide e pregai o Evengelho a toda criatura até os confins da terra … E isto é evidente: a TV alcança pessoas nos lares de todo o Brasil.
 
Todavia, o que deve ser questionado é o fato da TV Record pertencer a uma igreja evangélica – apesar da estratégia de desvinculação – que prega os ensinamentos deixados por Jesus Cristo e eternizados na Bíblia Sagrada. Entretanto, o que estamos assistindo é a Rede Record deixar de lado os princípios, os valores e até a Ética Cristã – muita bem descrita no artigo de Alderi Souza de Matos, publicado no portal do Mackenzie – para se valer de toda e qualquer arma disponível no Mundo dos Negócios da TV, inclusive, copiando, descaradamente, a maneira da Globo fazer televisão para tentar chegar ao topo.

Isso equivale a empresa que se diz perseguidora da Sustentabilidade mas, para conquistar seus objetivos, passa por cima da ética e da responsabilidade social e ambiental… Este tipo de empresa se esconde atrás do “Marketing da Ética”… E, por analogia, a Rede Record do “Marketing Gospel”.

Você sabe qual é a principal diferença entre a Record e a Globo?

Para os cristãos, o que está escrito na Bíblia é a “Palavra de Deus”… O Bispo Macedo e seus pastores a conhecem e deveriam ser os primeiros a praticar tudo aquilo que nela está escrito… Em contrapartida, os Marinho e seus executivos não a conhecem!!!

Fica aqui nossa sugestão: levar este assunto para o programa Fala Que Eu Te Escuto, da própria Record, com o tema: Rede Record: Uma TV para fazer a diferença ou uma TV como outra qualquer?

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
18/04/2009 - 12:05

O problema está na influência!

Não é de hoje que os publicitários do mundo inteiro utilizam a imagem de celebridades para vender os produtos de seus clientes.

É muito comum os famosos aparecerem vestindo a camisa de alguma empresa. E eles, além de proporcionar aumento nas vendas e conquistar market share, acabam potencializando os papéis destas empresas em bolsa.

Vamos pegar como exemplo a top model mais famosa do planeta, a brasileira Gisele Bündchen. Há algum tempo, a revista EXAME replicou uma matéria da Agência Estado dando conta de que a imagem desta beldade era responsável pela valorização de 15% das ações das empresas em que ela participava como garota propaganda e este resultado espantoso já estava abatido seu polpudo cachê, estimado em US$ 2 milhões para cada campanha publicitária que Gisele mostra sua carinha linda.

E é isto que a gigante Ambev pretende quando escalou o atacante Ronaldo, dito “o fenômeno”, para estrelar o mais novo comercial de uma das suas marcas de cerveja: a Brahma.

Apesar de toda a polêmica que o assunto vem causando entre os comentarístas do esporte e os artigos e matérias publicados em blogues e na mídia em geral, o problema não está em discutir se um atleta profissional deve ou não fazer um comercial de cerveja (ou de cigarro), o que deve vir a baila é exatamente a “influência” que o centro-avante do Corinthians tem junto as crianças, jovens e adolescentes.

A mensagem que vai ficar na cabeça destes “consumidores do futuro” é que se seu ídolo é “brahmeiro” ele também será!

Para nós, a imagem destes VIPs deveria ser utilizada para Mudar o Mundo e não só para engordar a conta bancária a qualquer preço!

Assim como as empresas, toda celebridade tem (ou deveria ter) a obrigação moral de devolver à sociedade parte daquilo que ela lhe dá. Por isso, poderiam abraçar uma causa ou exercer sua responsabilidade social influenciando as pessoas positivamente, mostrando aos seus fãs qual o caminho a seguir, incentivando aqueles princípios e valores deixados lá na época dos nossos avós e também motivar no jovem o trabalho voluntário, a cidadania, a solidariedade e todas as responsabilidades que todos nós temos em relação a integridade ética de conduta, ao cuidado com os mais necessitados e, especialmente, com o tão castigado meio ambiente.

Se algumas empresas, suas agências e as estrelas de campanhas publicitárias (e muito menos o Conselho de Ética do CONAR) não tem esta consciência, os “pais consumidores” deveriam ter!

Bom feriadão… Até quarta!

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mudar o Mundo, Mundo dos Negócios, Para você refletir Tags:
02/04/2009 - 09:36

O Vilão do Ambiente vem lá do Oriente

Não sou e nunca serei contra o crescimento econômico. Muito pelo contrário. Sem ele, não existe o necessário desenvolvimento social. O que sempre questiono são os resultados nocivos que o modelo atual impõe ao meio ambiente e, especialmente, à humanidade.

Muitas são as iniciativas na busca do Desenvolvimento Sustentável onde vários atores investem na chamada Energia Limpa e nos Produtos Sustentáveis. Contudo, ainda hoje, tudo que é ecologicamente correto é mais caro e, portanto, não existe muito interesse das empresas em produzir por que a maioria dos consumidores não está disposto a pagar mais caro por este tipo de produto.

Agora, constatamos o anúncio, com direito a holofotes e tudo mais, como se fosse a coisa mais fantástica da história pós-industrial, do lançamento do automóvel mais barato do mundo, o Nano, fabricado pela Tata Motors, montadora que integra o maior grupo da Índia e um dos maiores do planeta, o Tata, conduzido pelo empresário Ratan Tata, chegando ao mercado no próximo mês de julho ao preço de US$ 2 mil, algo em torno de R$ 4.500.

A princípio, o Tata Nano estará disponível somente na Índia, com produção limitada a 100 mil unidades e realizada sob encomenda. Aos interessados caberá o envio do pedido à montadora entre os dias 9 e 25 de abril e se caso a demanda ultrapasse a meta da empresa, os compradores serão apontados por sorteio.

No início do ano passado, quanto foi apresentado pela Tata Motors, o Nano, com dimensões de “mini-carro” com seus 1,6 metro de altura e 3,1 metros de comprimento, seria uma ótima solução para o complicado e caótico trânsito indiano, porém, como despertou interesse em outros mercados, a montadora resolveu expandir suas fronteiras com a exportação para outros países.

Com seu preço atrativo e com grande poder de penetração nas classes C, D e E, o Nano será, rapidamente, mais um dos Vilões do Planeta, porque mesmo nanico, irá despejar toneladas dos gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera.

As vezes, sou cético em relação a todo um discurso responsável, por que, o que constatamos, na prática, é outra coisa!

 

Autor: douglas - Categoria(s): A conclusão é sua, Mundo dos Negócios, Para você refletir Tags:
25/03/2009 - 00:11

A CVM quer abrir a caixa preta

O episódio do pagamento de bônus aos executivos do AIG, empresa que recebeu invejável aporte financeiro do governo, diga-se de passagem, dinheiro do povo americano, para não fechar suas portas com o impacto da atual crise (que crise?) global faz com que discutamos o quanto o exorbitante ganho destes executivos potencializaram (ou potenzializarão) os danosos efeitos do terromoto econômico em todo o mundo.

Lá nos EUA a remuneração dos CEOs (executivo chefe, na sigla em inglês) que englobam o salário fixo, os bônus por desempenho, o plano de opção de ações (stock option) e os demais benefícios giram na casa das centenas de milhões de dólares. O mais bem pago em 2006 foi o presidente da Occidental Petroleum (OXY), Ray Irani, embolsando US$ 322 milhões. Já Larry Ellison, proprietário e principal executivo da Oracle, conquistou “apenas” US$ 193 milhões.

Os analistas estimam que em terras tupiniquins, o principal executivo de grandes empresas recebem muito menos do que os comandantes das companhias americanas. Sim, estimativas! Pois, aqui no Brasil ainda não é obrigatório a divulgação individualizada da remuneração dos integrantes do Conselho de Administração (CA) nem da diretoria executiva. O que é exigido atualmente pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM), órgão regulador e fiscalizador do mercado de capitais nacional, é apenas o montante total pago ao CA e executivos. A alegação unânime é de que, ao divulgar o salário de altos executivos, as empresas estariam colocando estes colaboradores na berlinda, na mira de sequestratores…

Para você ter uma idéia, os especialista em remuneração divulgam que executivos como Márcio Cypriano, ex-CEO do Bradesco e o super-executivo Roger Agnelli, da brasileiríssima multinacional Vale, faturam R$ 14 milhões anuais cada um. Outros presidentes, como Antonio Maciel Neto, ex-Ford e atual principal executivo da Suzano Papel e Celulose, e Roberto Lima, presidente da Vivo, ganham R$ 4 e R$ 3 milhões, respectivamente.

A CVM garante que abrirá a caixa preta dos ganhos dos executivos no país com a regulamentação deste assunto, iniciando por uma consulta pública.

Independente dos motivos para a não divulgação dos ganhos dos executivos da alta cúpula corporativa e a necessária adequação deste assunto para a equiparação as “Melhores Práticas” dos principais mercados mundiais, a TRANSPARÊNCIA deve ser a base da relação das empresas com todos os seus públicos (stakeholders), em especial, os investidores e acionistas que, de certa forma, são os responsáveis por estes pagamentos.

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
20/03/2009 - 12:18

O filão religioso

 

As Casas Bahia disputam o mesmo mercado que a Magazine Luiza. As duas lojas se engalfinham para abocanhar o filão dos eletrodomésticos, guarda-roupas de madeira aglomerada e camas de esponja fina. Buscam conquistar assalariados, serralheiros, aposentados e garis. Em seus comercias, o preço da geladeira aparece em caracteres pequenos, enquanto o valor da prestação explode gigante na tela da televisão. A patuléia calcula. Não importa o número de meses, se couber no orçamento, uma das duas, Bahia ou Luiza, fecha o negócio – o juro embutido deve ser um dos maiores do mundo.

Toda noite, entre oito e dez horas, a mesma lengalenga se repete nos programas evangélicos. Pelo menos quatro “ministérios” concorrem em outro mercado: o religioso. Todos caçam clientes que sustentem, em ordem de prioridade, os empreendimentos expansionistas, as ilusões messiânicas e o estilo de vida nababesco dos líderes. Assim, cada programa oferece milagres e todos calçam suas promessas com testemunhos de gente que jura ter sido brindada pelo divino. Deus lhes teria abençoado com uma vida sem sufoco. Infelizmente, o preço do produto religioso nunca é explicitado. Alardeia-se apenas a espetacular maravilha.

Considerando que a rádio também divulga prodígios a granel, como um cliente religioso pode optar? Para preferir uma igreja, precisa distinguir sobre qual missionário, apóstolo, pastor ou evangelista, Deus apontou o dedo. E se tiver uma filha com leucemia aguda, não pode errar. Ao apelar para uma igreja com pouco poder, perde a filha.

O correto seria freqüentar todas. Mas como? Em nenhuma dessas igrejas televisivas o milagre é gratuito ou instantâneo. As letrinhas, que não aparecem na parte de baixo do vídeo, afirmariam que, por mais “ungido” que for o missionário, um monte de exigência vem embutida na promessa da bênção. É preciso ser constante nos cultos por várias semanas, contribuir financeiramente para que a obra de Deus continue e, ainda, manter-se corretíssimo. Um deslize mínimo impede o Todo Poderoso de operar; qualquer dúvida é considerada uma falta de fé, que mata a possibilidade do milagre.

Lojas de eletrodoméstico vendem eletrodoméstico, óbvio. Igrejas evangélicas comercializam a idéia de que agenciam o favor divino com exclusividade. E por esse serviço, cobram caro, muito caro. Afinal de contas, um produto celestial não pode ser considerado de quarta categoria. A “Brastemp” espiritual que os teleevangelistas oferecem vem do céu.

O  acesso ao milagre se complica, porque todos mercadejam o mesmo produto. Os critérios de escolha se reduzem a prazo de entrega, conforto e garantia.

Opa, quase esqueci! As lojas, em conformidade com o Código do Consumidor, são obrigadas a dar garantia, mas as igrejas evangélicas não dão garantia alguma. O cliente nunca tem razão. Quando a filha morrer de leucemia, o pai, além de enlutado, será responsabilizado pela perda. Vai ter que escutar que a menina morreu porque ele “deu brecha” para o diabo, não foi fiel ou não teve fé.

Mercadologicamente, Casas Bahia e Magazine Luiza estão bem à frente das igrejas. Melhor assim, geladeira nova é bem mais útil do que a ilusão do milagre.

. Texto de autoria do pastor Ricardo Gondim enviado pelo pastor Celso Alvares.

 

Que você tenha um ótimo final de semana… Até segunda!

 

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
16/03/2009 - 13:36

Portabilidade… Oi?

Quando uma nova empresa quer abocanhar uma fatia do mercado, ela promete tudo… É que nem início de namoro, quando ambas as partes se arrumam para se encontrar e só conversam sobre as qualidades. Chega ser um delírio! Você fica encantado e vê mais defeito ainda no que tinha até então.

Assim aconteceu comigo quando um vendedor da OI me ofereceu seus planos, aparelhos e me fez mil promessas. Eu, cliente da VIVO, insatisfeita, fiquei apaixonada com todas as vantagens da OI. Assistimos à propaganda televisiva dessa nova empresa no Estado de São Paulo e ficamos, pasmem, com tantas vantagens.

Primeiramente, como tenho VIVO Empresas precisei apresentar também para OI muitos documentos. Fui atrás de todos, como solicitado e disse ao vendedor que queria continuar com o mesmo número, pois na atualidade temos a portabilidade.

Que Alegria! Que evolução na telefonia móvel!

Ele me afirmou que faria isto e ficaríamos no máximo duas horas sem linha. Perguntei na frente de duas testemunhas: É no máximo duas horas mesmo? Pois todos os meus clientes só tem os números dos meus celulares.

- Sra. Reginah, só duas horas. Você ficará muito feliz com o nosso serviço!!!

Dia 31 de janeiro, meus telefones foram desligados sem nenhum aviso. Tudo bem, pensei! Hoje é sábado e não terei tanto problema.

Quando chegou segunda-feira, eu pegava nos celulares e nada da linha. Terça, Quarta… Com isto, já perdi muitos treinamentos pois os clientes ligavam e não conseguem falar com a empresa.

Todos os dias, ligo na empresa que me vendeu e eles falam que a culpa não é deles, e jogam para a Anatel; e esta diz a mesma coisa. Sendo que no site da Anatel diz que a transição é no máximo 5 dias úteis.

Cada dia meu prejuízo é maior e o que mais dói é o treinamento que a empresa ofereceu aos seus vendedores, pois eles são manipulados a mentir. Mentir dizendo de vantagens que não existe; são manipulados a enfeitar aquilo que não existe; a enganar o consumidor.

Fica aqui a minha indignação que tenho certeza, deve ser uma de milhares de clientes que estão perdendo negócios, encontros, ou outras coisas, por causa de uma “portabilidade dos sonhos”.

Dia 11 de março ligou-me uma funcionária da Oi dizendo que realmente foi erro deles e  que mentiram pois nunca haviam enviado nenhum aparelho (haviam dito que entregaram e não tinha ninguém para receber)… Pediram mais uma semana de prazo.

Isso é que é empresa séria e que respeita seus clientes.

 

. Mensagem enviada por Reginah Araújo sob o título “Portabilidade – A Vantagem que virou Prejuízo: 45 dias, três horas e vinte minutos e quarenta segundos sem MEU NÚMERO DE CELULAR!”

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
11/03/2009 - 08:00

A gordura da Responsabilidade Social

Há anos que o movimento da Responsabilidade Social Empresarial (RSE) vem se consolidando no país e já faz parte do dia-a-dia de um número cada vez maior de empresas.

Acontece que, para muitos, a RSE não passa de uma arma (barata) do marketing… Em parte, isto é até verdadeiro! Entretanto, mesmo não estando presente no DNA da empresa, mesmo não sendo feito com o coração corporativo, as ações de resposabilidade social acabam ajudando os que mais precisam e, com o passar do tempo, sensibiliza e “contamina” as pessoas e as empresas e assim, começa a fazer parte do caráter empresarial.

Os casos positivos são dezenas de centenas. Entretanto, também temos milhares de negativos os quais devem servir, não apenas para que façamos uma crítica pura e simples, mas com o objetivo de ser um exemplo para o maior, melhor e verdadeiro comprometimento com a responsabilidade social.

Um dos casos negativos foi revelado pelo Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC) e Instituto Alana envolvendo as maiores redes de fast food em atuação no país e suas “delícias” oferecidas às crianças que são acompanhadas por brinquedos. De acordo com estas instituições, estes alimentos podem conter até 70% da quantidade de sal e gordura saturada que uma criança pode ingerir por dia.

No McLanche Feliz do McDonald’s existe 0,4 g dessa gordura, o do Burguer King 2 g, e o do Bob’s 3,7 g. A ingestão da gordura trans não é recomendada em nenhuma quantidade porque aumenta o colesterol.

Por conta disso, após formalização de denúncia por parte do Instituto Alana ocorrida em 2008, o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) recomendou a interrupção da venda de lanches acompanhados com brinquedos nas lojas do McDonald’s, Bob’s e Burger King, mas qualquer outra lanchonete que venda brinquedos associados aos seus produtos deve se enquadrar.

Segundo Isabela Henriques, coordenadora do Instituto Alana, “se a legislação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre publicidade infantil já estivesse em vigor, nenhuma dessas promoções voltadas para as crianças poderia continuar existindo”.

Este tipo de “venda-casada”, além de estimular o consumo excessivo de um alimento muitas vezes com altos índices de sal e gordura por consumidores que não tem espírito crítico, como é o caso das crianças, fere, não só o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que proíbe o “uso profissional e calculado da fraqueza ou da ignorância do consumidor infantil”, mas também o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

De fato, as líderes do mercado de fast food nacional estão abusando da “gordura” da resposnsabilidade social.

 . Conheça o Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
10/03/2009 - 00:03

O Norte-Nordeste superam o Sul

O anuário Panorama SuperHiper 2009, da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado recentemente, apresentou os números consolidados do setor no ano de 2007.

Esta tradicional publicação considerou baixa a concentração do mercado supermercadistas indicando que as 5 maiores redes do mercado detem 41,5% do faturamento nacional contra 86% verificado na Suiça e 51% nos Estados Unidos.

O estudo indicou ainda uma troca de posições entre os três líderes do país. O terceiro colocado no ranking anterior, o gigante francês Carrefour, assumiu a liderança, tirando o trono do Grupo Pão de Açúcar, agora na segunda posição seguido pelo americano Wal-Mart em terceiro… Juntos respondem por quase 40% do mercado.

Além disso, o faturamento consolidado do setor em 2007 superou a marca dos R$ 79 bilhões e, como sempre, o Sudeste respondeu por 54,6% deste total. Porém, o mais supreendente e inimaginável até agora foi que, pela primeira vez na história deste mercado, a região Norte-Nordeste ficou com 19,6% do faturamento nacional superando a região Sul com 19,4%.

Segundo os analistas, este resultado teve como responsável, em parte, o Programa Bolsa Família em razão do repasse de verbas federais para os estados da região Nordeste de mais de R$ 4,7 bilhões em 2007.

O país todo sabe que o Bolsa Família, sob a batuta do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS), é tido como o principal programa social do governo, capaz de ancariar votos e manter nas alturas a aprovação popular do Presidente da República.

Mas, sem querer defender o atual CEO do Brasil, devemos lembrar que o Bolsa Família nasceu, justamente, no governo FHC com a finalidade principal de angariar votos da camada mais pobre da população… Concordo que foi na gestão petista que este programa foi potencializado e os gastos anuais não param de crescer.

Entretanto, tenho absoluta certeza de que a intenção do presidente, além de, evidentemente, aproveitar uma excelente ferramenta do marketing político, foi o de garantir que o povo pudesse, ao menos, comer com mais dignidade… E isto o números da Abras comprovam que as pessoas da região mais pobre do país estão comendo melhor!!!

A atitude do Lula tem uma explicação simples e até lógica, e que o difere bastante do Fernando Henrique: a maior autoridade da República Federativa do Brasil conhece a dor de passar fome!

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
09/03/2009 - 08:00

O BC expõe os bancos

Que o Brasil é o país com a maior taxa de juros do planeta, todo mundo já sabe. Inclusive, esta prática é condenada por 11 entre 10 cidadãos e empresários que sentem no próprio bolso os efeitos nocivos dos juros lá nas alturas.

Até aí, tudo bem! São anos e anos convivendo com esta situação! Mas, pior do que isto é a falta de informação sobre o tamanho dos juros cobrados pelos bancos em suas variadas modalidades de crédito disponíveis ao consumidor deste tipo de dinheiro “fácil”.

Isto acaba contribuindo para o cerceamento de uma saudável concorrência no sistema financeiro nacional que poderia ser benéfica a todos os brasileiros.

A partir deste ano a festa acabou!

O Banco Central (BC) desnudou os bancos ao informar em seu website a quantas andam as taxas de juros praticadas (ao mês – a.m.).

Só para você ter um idéia da disparidade daremos alguns exemplos dos menores e dos maiores juros cobradas no início de março/09:

Pessoa Física

a) Cheque Especial
. Cruzeiro do Sul           :   1,86%
. HSBC                           :   9,82%

b) Crédito Pessoal
. Banco Mercedes-Benz:   1,61%
. Banco Carrefour         : 25,85%

c) Aquisição de Veículos
. Caixa                          :   1,51%
. Unibanco                    :   2,68%

Pessoa Jurídica

a) Desconto de Duplicatas
. Banco Itaú                  :   1,40%
. Banco do Brasil           :  4,34%

b) Capital de Giro Pré-fixado
. Citibank                     :   1,43%

. HSBC                          :   4,76%

c) Aquisição de Bens
. Caixa                         :   0,69%
. Unibanco                   :   3,83%

Em qualquer lugar do mundo com uma economia estável como é a nossa, os preços dos produtos são muito parecidos, as diferenças são até imperceptíveis e assim, as empresas para conquistar clientes, market share e melhores resultados financeiros acabam tendo que se destacar de seus concorrentes na prestação de serviços.

Deu prá notar que nos bancos a coisa não funciona bem assim! A diferença de seus produtos é exorbitante e a prestação de serviço é cobrada também.

Esta medida do governo vem dar mais transparência ao mercado finaceiro nacional e também sinaliza que outras medidas virão com vistas a evitar que os bancos andem livres, leves e soltos!

Enquanto isto não acontece, divulgue esta informação a todos os seus amigos para que quando forem abrir uma conta corrente ou precisarem de algum produto bancário, ou mesmo verificar se o seu banco é seu parcerio mesmo, acessem o site do Banco Central e compare os “preços”.

Nós podemos mudar o Brasil… Juntos!!!

 

. Compare as taxas de juros

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
26/02/2009 - 10:32

As mais sustentáveis do planeta

Este ano, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, foi divulgado o ranking Global 100 que indica as Empresas Mais Sustentáveis do Planeta.

Este tradicional estudo é elaborado pela editora canadense Corporate Knights em parceria com a Innovest Strategic Value Adivisors, sendo analisadas 1.800 companhias internacionais de 15 países, comparando-as com as empresas do mesmo segmento e destacando as 100 empresas mais exemplares em práticas empresariais sustentáveis.

As nações com maior número de companhias são: Estados Unidos com 20, Reino Unido com 18 e Japão com 15. Estranhamente, nenhum empresa brasileira com atuação internacional aparece na lista do Global 100, não porque não tenhamos por aqui empresas deste gabarito, mas pelo desinteresse dos organizadores em avalia-las… E olha que o Brasil figura entre as 10 maiores economias do mundo!

Os critérios de avaliação das empresas são: eficiência e habilidade de gerenciamento nas áreas ambiental, social e econômica, além de bom desempenho em relação a oportunidades e riscos. Nesse ano também foi avaliado o relacionamento das companhias com os stakeholders.

Entre as premiadas constam empresas de grande reputação e conhecidas do grande público consumidor. Confira no quadro abaixo algumas delas:

Confira o ranking Global 100 completo.

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios, Sustentabilidade Tags:
12/02/2009 - 00:00

Não dá pra reclamar… Dá?

Este mês, o maior banco privado do país, o Bradesco, anunciou ao mercado uma queda de 27% no lucro do quarto trimestre do ano passado: R$ 1,605 bilhão contra R$ 2,193 bilhões conquistado no mesmo perído de 2007. Porém, com o ajuste, o lucro líquido foi de R$ 1,806 bilhão, apenas alguns míseros milhões a menos do que o lucro líquido ajustado do último trimestre de 2007: R$ 1,854 bilhão. 

Se olharmos o resultado apresentado no terceiro trimestre de 2008 (R$ 1,91 bilhão), com crise e tudo, os números são ainda melhores. Já em ativos, o Bradesco encerro 2008 com 33,2% a mais, cravando a invejável cifra de R$ 454,41 bilhões.

Em todo o ano passado, o banco apresentou lucro líquido de R$ 7,62 bilhões contra R$ 8,01 bilhões em 2007. Com o ajuste, o lucro líquido foi superior: R$ 7,625 bilhões contra R$ 7,21 bilhões em 2007.

Como se não bastasse, a competência e a excelência na gestão do Bradesco, fez com que o banco fosse apontado pela tradicional pesquisa anual da Brand Finance - em parceria com a revista inglesa The Banker - realizada com clientes bancários de mais de 100 países, como a instituição financeira mais valiosa do país, pois o Bradesco apareceu no ranking dos 500 bancos com maior valor de marca do planeta na 12ª posição, ante a 42ª em 2007. 

Dentre os Top 100 figuram ainda os brasileiríssimos Itaú (21º), Banco do Brasil (45º) e Unibanco (67ª). O campeão da lista é o HSBC Bank que levou a taça no ano passado também. Depois aparecem as instituições: Bak of America, Wells Fargo, Santander, ICBC, American Express, Citi, BNP Farpas, China Construction Bank e Chase.

Segundo a Brand Finance, o valor da marca do Bradesco é de US$ 7,7 bilhões; a marca Itaú foi avaliada em US$ 5,6 bilhões; o Banco do Brasil em US$ 2,9 bilhões e, o Unibanco, em US$ 1,52 bilhão.

Do jeito que o mercado financeiro internacional vem sofrendo este ano, em grande parte por incompetência, muito provavelmente, os bancos brasileiros alcançaram posições e valores de marca muito superiores na pesquisa do ano que vem.

Não dá pra reclamar… Dá?

 

Conheça a lista completa das 500 instituições bancárias mais valiosas.

 

Autor: douglas - Categoria(s): Crise? Que crise!, Mundo dos Negócios Tags:
09/02/2009 - 07:55

Só agora EXAME?

 

Desde a polêmica envolvendo a exclusão da Petrobras da carteira responsável da BM&FBovespa, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), ocorrida no final de novembro do ano passado, não só o Blog Ética nos Negócios publicou matérias sobre este assunto (A Petrobras está na berlinda?, A conclusão é sua! e A conclusão é sua [2]), mas a mídia em geral, em razão, é claro, da extrema relevância dos fatos, tanto para o mundo dos negócios quanto a todos os respectivos Stakeholders, principalmente, o cidadão comum: a Gestão e a Atuação Responsável Empresarial da, nada mais nada menos, maior empresa em atuação no país.

Naquela época, algo chamou nossa atenção: o Silêncio da Revista EXAME sobre este episódio. As edições da revista que se seguiram não deram uma única nota sequer. Fizemos contato com a jovem e competente diretora de redação, Claudia Josefina Vassallo, que informou: “a matéria havia sido destacada em várias matérias do portal EXAME (!?!?) incluindo posts no Blog da jornalista Ana Luiza Herzog”.

Porém, na segunda edição deste novo ano (11/02/09), a Revista EXAME noticia na seção Gestão & Idéias sobre a segunda premiação consecutiva da Petrobras como a Empresa Mais Socialmente Responsável do Brasil, de acordo com uma recente pesquisa (Monitor de RSC) realizada pelo Instituto Market Analysis.

A EXAME, pisando em ovos, diz que “apesar de agradar muitos entrevistados, a Petrobras foi lembrada por outros como a pior empresa nesta área”. Com certeza, esta percepção é reflexo do caso Expulsão do ISE que a revista impressa não destacou (!?!?).

Ora, quais os motivos que levaram a mais importante revista de negócios do país a não relatar a exclusão da Petrobras da carteira mais sustentável da BM&FBovespa no fervilhão da discussão com uma matéria a altura do tema? E só agora, ao exaltar a Petrobras, com todo cuidado, cita o caso que já está caindo na onda do esquecimento (inclusive porque as partes envolvidas já fizeram um acordo para melhorar a qualidade do diesel no país)?

Queremos saber sua opinião… A nossa tem a ver com o assunto do momento e que ocupou a maior parte das matérias desta edição da revista: a tal crise econômica mundial (!?!?) que já teve reflexo também no volume e no faturamento dos anúncios de todos os segmentos da mídia, inclusive deve ter respingado na própria EXAME.

Precisamos lembrar que a Petrobras tem como principal acionista o governo federal, comandado pelo presidente de maior aprovação pública da história e a pessoa que guarda no bolso a chave do cofre do país que dentre as receitas aprovadas está, exatamente, a poupuda e atrativa verba de publicidade dos órgãos federais, incluindo aí as suas empresas…

Em época de pré-campanha presidencial para 2010, a EXAME não seria maluca em correr o risco de perder uma fatia deste bolo… Ou seria?

Uma coisa é certa… A postura adotada por esta tradicional e respeitada publicação neste episódio específico, passou longe do respeito com seus leitores, da transparência e da Ética!

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
19/01/2009 - 07:53

A importância do nome

 

O nome de alguém, seja em que idioma for e se a pessoa é um “zé ninguém” ou super conhecida, é uma das coisas mais importantes que temos, é a nossa identidade e o carregamos por toda a nossa vida.

O primeiro nome surge por uma escolha dos pais (ou dos avós) e o sobrenome, geralmente, é composto pelo sobrenome do pai de nossos pais. Este nome, então, é oficializado na certidão de nascimento, gerando todos os demais documentos de qualquer cidadão e, mesmo após a morte, nosso nome fica gravado, não só na lápide, mas, especialmente, nos corações daqueles que nos amam.

Recordo-me que ganho servi o nosso país no 28º Batalhão de Infantaria Blindado, o 28º BIB de Campinas, meu “nome de guerra” não pode ser Douglas, pois já existia um xará na 1º Companhia, nem Flinto, porque o comandante do meu pelotão, o Tenente Lima, tinha a língua presa e me chamaria de “Frinto”. Então, durante mais de um ano, fui conhecido no exército como “Soldado Linares”.

No mundo corporativo não é diferente! Lá também temos um nome, digamos assim, de trabalho e este nome é, geralmente, o nosso primeiro nome. Exceto nas grandes empresas que, por ter muita gente, seus colaboradores sempre se apresentam pelo nome e sobrenome: Douglas Flinto.

Semana passada tive uma surpresa! Fui à São Paulo participar de duas importantes reuniões envolvendo nossas inéditas iniciativas: o Programa UniÉtica e a Pesquisa Código de Ética Corporativo 2009. No intervalo entre uma e outra, fui rever uma grande amiga que foi vizinha de minha família, quando residimos na capital paulista, na época que atuei na Agip do Brasil.

Durante o almoço colocamos os assuntos em dia e ao nos despedirmos recebi seu cartão empresarial… Percebi que seu sobrenome era o mesmo, mas seu nome não. Questinando o motivo da mudança, minha amiga se justificou dizendo que a empresa, uma das mais importantes imobiliárias de São Paulo, tem por diretriz contar com apenas um colaborador com um determinado nome. Para você entender melhor: se eu fosse trabalhar nesta empresa e já existisse um outro Douglas, eu teria que me chamar “Alexandre Flinto” ou “Leonardo Flinto” ou ainda “Roberto Flinto” ou qualquer outro nome, menos Douglas!!!

Diz minha amiga que “esta política é comum em inúmeras imobiliárias pois se trata de uma prática corriqueira neste ramo”.

Confesso que nunca havia visto tal prática no mundo dos negócios. Pensava que isto só existia… Bom, deixa prá lá!

Que você tenha uma ótima semana cheia de sucesso e vitórias!

 

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
08/01/2009 - 08:57

A Bunge esclarece…

 

No final do ano passado, recebemos uma mensagem da Fundação Águas do Piauí (Funáguas) com a informação de que a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF), em Brasília, julgou improcedentes os embargos da Bunge Alimentos e do Governo do Piauí no processo em que esta ONG pede a suspensão da lenha como matriz energética da gigante alimentícia.

A Funáguas alega que este julgamento se prendeu no fato de que a multinacional não cumpriu o Termo de Ajuste de Condita (TAC) e a Bunge, tentando ganhar tempo, entrou com uma medida meramente protelatória chamada de Agravo de Declaração mas, a desembargadora, relatora do processo, indeferiu todos os pedidos da companhia.

O presidente da Funáguas, Judson Barros – que já havia participado de uma reunião com os representantes dos acionistas da Bunge em Nova Iorque em maio/2008 (conheça o pronunciamento) – disse que “as decisões da Justiça servem para mostrar a realidade que se passa no Cerrado do Piauí e, nesta última, a desembargadora determina que a Polícia Federal abra inquérito para averiguar a situação da Bunge e dos crimes ambientais cometidos no Estado do Piauí.”

Como sempre procedemos, foi feito contato com o CEO da Bunge Alimentos, Sérgio Waldrich, abrindo espaço no Blog Ética nos Negócios para seus comentários sobre o caso. Com isto, o setor de comunicação, na pessoa da Regina Hostin, nos enviou o posicionamento da empresa. Confira o texto na íntegra:

 
RESPOSTA BUNGE

A  decisão  do  Tribunal  Regional  da  1a Região em Brasília, do dia 16 de dezembro,  ratificou que não há nenhuma restrição quanto ao uso de lenha de origem  legal,  autorizada  pelo Ibama, na unidade da Bunge em Uruçuí (PI). Esta  decisão  foi uma resposta aos Embargos de Declaração interpostos pela Bunge,  onde  solicitava  esclarecimentos  sobre  decisão  do  Tribunal  em suspender  o uso de lenha na unidade de Uruçuí (PI) proferida em recurso da ONG Funáguas.

Entenda o caso

Em  agosto  de  2004  foi firmado entre a Bunge, a Promotoria de Justiça de Meio  Ambiente  do  Estado  do Piauí  e  a  Procuradoria da República, com anuência  da  União,  do  IBAMA  e  do próprio Estado do Piauí, um Termo de Ajuste  de  Conduta (TAC) no qual a Bunge se comprometeu a não usar madeira nativa  no  empreendimento  de  Uruçuí  a  partir  de  2010.  Este  TAC foi homologado por sentença do juiz da 2a Vara Federal em Teresina – Piauí.

A  homologação  do  TAC  acima  foi  objeto  de recurso interposto pela ONG Funáguas perante o Tribunal Regional Federal de 1a. Região com o intuito de anulá-lo, alegando a sua não participação e o risco de dano ambiental.

Mais informações

A  unidade  de  processamento  de soja da Bunge em Uruçuí foi inaugurada em 2003.  Durante  todo  o processo de construção e operação da unidade  foram contemplados todos os requisitos ambientais, inclusive o estudo de EIA-RIMA – Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto no Meio Ambiente, com audiências  públicas.  A unidade possui certificações ISO 9001 (qualidade), ISO  14001 (meio ambiente), HCCP e GMP (boas práticas), pois a Bunge sempre estimulou o diálogo e as parcerias para a melhoria da atividade agrícola no país e o desenvolvimento sustentável do agronegócio.. Sendo assim, optou-se por  lenha  como  matriz  energética  pelo  excedente  dessa alternativa na região,  bem  como  da  falta  de  outras fontes econômica e ambientalmente viáveis. A Unidade de Uruçuí compra lenha de desmate AUTORIZADO pelo Ibama, o  que  representa  somente  entre  3% a 4% de toda a lenha disponível pelo desmatamento  autorizado  pelo  órgão oficial para uso alternativo do solo.

Simultaneamente,  baseada  em  sua  política de sustentabilidade, a empresa possui  um  Programa de Fomento de Florestamento de Eucalipto. O objetivo é atingir  100% de sua matriz energética proveniente de fontes renováveis até 2010. Este projeto foi estudado e analisado pelo IPT/USP e STCP Engenharia, tendo  o reconhecimento e endosso da SAVCOR/INDUCOR (empresa Finlandesa com ampla  expertise  em  indústria  florestal e em desenvolvimento de recursos naturais  sustentáveis)  como  a  melhor  alternativa  de matriz energética atualmente nessa região.

Comunicação Corporativa

Autor: douglas - Categoria(s): Mundo dos Negócios Tags:
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