Este blog é uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Ética nos Negócios que tem como principal objetivo fomentar a Ética no meio empresarial e junto as crianças, jovens e universitários por que os estudantes de hoje serão os colaboradores, executivos e proprietários das empresas de amanhã. É desta forma, contribuindo para a melhoria da qualidade ética das empresas e com a formação de adultos-cidadãos e líderes eticamente responsáveis que potencializamos a perspectiva de um futuro mais ético e assim, naturalmente sustentável.
A indústria cinematográfica americana acaba de lançar o filme Public Enemy, no português Inimigos Públicos. Trata-se da história real de Melvin Purvis, um lendário agente do FBI que liderou uma verdadeira caçada humana para prender o gangster Jonh Dillinger e seus comparsas nos anos 30.
Na Wikipédia consta que John Herbert Dillinger, nascido em Indianápolis (EUA), em 1903, “foi um ladrão de bancos, considerado por alguns como um criminoso perigoso, e por outros idolatrado como um Robin Hood do século XX em virtude de muitos americanos culparem os bancos pela quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque em 29. As ações de Dillinger, além de suas fugas espetaculares da polícia e a rapidez nos assaltos, juntamente com outros criminosos da época, dominaram a atenção da imprensa que começou a chamá-los de Inimigos Públicos, impulsionando, inclusive, o desenvolvimento do próprio FBI” que disponibiliza em seu site a história de Dillinger na página destinada aos Casos Famosos.
Já batizei os homens revestidos de poderes constitucionais para governar, legislar e julgar que se desviam daquele que deveria ser seu principal objetivo e a razão do seu viver: o “Interesse Público”, de Inimigos do Brasil e também de integrantes da Máfia Brasileira… Agora já podemos chamá-los de “Inimigos Públicos”.
Se a sociedade não invocar as Leis e buscar os seus direitos contra este bando de corruptos, nada vai mudar… Precisamos arregaçar as mangas e começar a lutar – sem nenhum tipo de violência, é claro - mas sim, com legalidade e licitude, visando acabar com a Hipocrisia e a Impunidade que permeia as ações de todos os Inimigos Públicos do Brasil.
Observações Importantes:
1) Qualquer semelhança encontrada nas fotos do bandido americano e o (ainda) presidente do senado federal… É mera coincidência.
2) Peço desculpas pela quantidade de posts sobre corrupção, porém, além de retratar toda a minha indignação com esta “farra” e esta “falta de vergonha na cara”, é evidente, que a Ética na Política faz parte da Ética nos Negócios, digamos assim, da Ética nos Negócios Públicos.
Que você tenha um ótimo final de Semana… Até segunda!
Hoje, ao ler as notícias estampadas no Correio Popular, o maior jornal da Região Metropolitana de Campinas (RMC), fiquei ainda mais indignado com uma situação corriqueira, mas que é, sem dúvida alguma, o principal problema em nosso país: a impunidade.
No caderno de Economia, na seção Negócios, a jornalista Shelia Vieira, descreve um novo empreendimento na cidade de Campinas a ser instalado num terreno de 10 mil metros quadrados, onde funcionou o Shopping Jaraguá. Trata-se de “um moderno complexo com quatro torres de 27 andares cada, em estilo comtemporâneo, sendo duas unidades corporativas, com lajes de até 600 metros para locação e duas multiuso, com conjuntos a partir de 35m2. Haverá ainda um mall com serviços de apoio para os frequentadores do local, perfazendo um total de 4 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL)”.
A empresa responsável por esta obra é a Organizações Sol Panamby - holding que atua no ramo imobiliário e das comunicações, dentre eles: Shopping Serra Azul, na Rodovia dos Bandeirantes; rádio Nova Brasil FM; jornal financeiro DCI; emissoras afiliadas ao SBT (TVB Campinas e TVB Santos); Hotel Jaraguá e várias fazendas – que investirá um total de R$ 200 milhões no empreendimento, sendo 40%, nada mais nada menos, que R$ 80 milhões, de capital próprio.
A biografia começa assim: “Do menino do interior paulista a líder político de projeção nacional e empresário de sucesso, a trajetória de Orestes Quércia é um exemplo de luta, persistência, lealdade e preocupação com seus semelhantes”.
De fato, Quércia nasceu numa família extremamente humilde. Trabalhou desde menino, chegando a vender doces na estação de trem de sua cidade natal: Pedregulho. Sonhava em ser médico, mas seu paí não tinha condições financeiras para tal. Aos 17 anos, por problemas de saúde de sua mãe, mudou-se para Campinas. Nesta época, Quércia mantinha quatro empregos: escriturário concursado do DER, corretor de imóveis, locutor de rádio e repórter de jornal.
Em 1962, com apenas 25 anos, ingressou na vida pública como vereador na Câmara Municipal de Campinas e nunca mais saiu… Foi deputado estadual em 1966, prefeito de Campinas (1969), Senador (1974), vice-governandor de São Paulo (1982) e governador (1987). Em 1994, foi o canditado à presidência da República pelo PMDB, partido que ajudou a fundar e ainda é um dos seus “caciques”.
Durante a campanha da presidência, foi o primeiro candidato convidado do programa Roda Viva, da TV Cultura, episódio que ficou para a história… Um dos jornalistas tentou questionar Quércia sobre sua “FORTUNA” não compatível com os salários de homem público, mas aí… Bom, é melhor você tocar o play e conferir a postura e a “estratégia” do Orestes Quércia para evitar o embate.
Para terminar este post, quero convidar você a fazer uma conta simples. Imaginemos que o Quércia recebeu R$ 40 mil todo santo mês como político, dos 25 anos, quando se tornou vereador, até hoje. São 46 anos. R$ 480 mil por ano. Perfazendo um total de pouco mais de R$ 22 milhões.
Ora, só neste mega empreendimento em Campinas sua empresa investirá R$ 80 milhões!!!
Só não vê quem não quer! E por que até hoje este cidadão não foi punido por seus crimes¹? A resposta é simples: o Orestes Quércia está no País da Impunidade, onde as Leis só servem para alguns poucos e assim, os Inimigos do Brasil, integrantes da Máfia Brasileira, vivem livres, leves e soltos.
Confira também:
Você sabia que existe uma Lei que trata da Improbidade Administrativa e Enriquecimento Ilícito¹ daqueles que exercem funções públicas? E que qualquer Cidadão de Bem pode prestar denúncia-crime contra funcionário público, vereador, deputado, governador, senador e até contra o presidente da República?
Conheça estes dispositivo legais disponíveis à toda sociedade brasileira e exerça sua cidadania fazendo valer os seus direitos:
. LEI Nº 8.429 (02/Junho/1992): Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional e dá outras providências
. ATO COMPLEMENTAR Nº 42 (27/Janeiro/1969): Dispõe sobre a decretação do confisco de bens de de pessoa natural ou jurídica acusada de enriquecimento ilícito
Para que nós iniciemos o fim de semana com o pé-direito, fica aqui registrado registrado uma frase do corregedor-geral do Senado, o senador Romeu Tuma, para justificar a não abertura de sindicância para investigar o caso de seu colega, o senador da bancada cearense, Tasso Jereissati, que usou parte de sua verba oficial para custear o fretamento de jatinhos particulares ao invés da compra de passagens em aviões de carreira como qualquer cidadão comum.
O ex-delegado, além de invocar o ”regimento interno do Senado” que não proibi tal prática, emanou uma pérola que deverá constar nos livros de Filosofia em todo o mundo:
“A questão ética é pessoal…
Se não há impedimento,
o cidadão é que decide se pode ou não pode”
Faça-me o favor senador…
Vale a pena você (re)ver o vídeo do Leilão da Impunidade. Toque o play!
Em matemática a expressão Inversamente Proporcional é definida como: “duas grandezas são inversamente proporcionais quando, aumentando uma delas, a outra diminui na mesma proporção, ou, diminuindo uma delas, a outra aumenta na mesma proporção”.
E esta razão pode ser aplicada em várias áreas da nossa vida e da sociedade. Vamos pegar como exemplo uma dessas situações inversamente proporcionais: o caso do aumento do patrimônio dos integrantes das Mesas Diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
As análises das declarações de bens – no período de 10 anos (1998 a 2008) – de 11 deputados e 11 senadores que ocupam estes cargos de grande destaque e enorme poder indicam que seus patrimônios foram inflados chegando em até 207% no caso de um deputado federal. Dos 22 congressistas, sete tiveram variação patrimonial superior a 50%, de acordo com os dados “declarados” os quais foram entregues aos tribunais regionais eleitorais.
Dentre os privilegiados encontra-se Edmar Moreira, afastado da 2ª vice-presidência da Câmara e expulso do seu partido, o DEM, “somente” após a mídia noticiar que o deputado morava em um castelo avaliado em mais de R$ 20 milhões, imóvel não inserido em suas declarações de renda. Este palaciano teve seu patrimônio aumentado em quase 30% no período analisado.
A elevação de patrimônio dos congressistas e dos políticos é inversamente proporcional à vigilância e a cobrança que nós, seus eleitores e os que tem o direito constitucional de faze-lo, impomos sobre os seus atos.
Na verdade esta situação já deixou, há muito tempo, de ser apenas uma ato de corrupçao aqui ou alí… O que os políticos, de uma maneira generalizada e em todas as esferas de governo, fazem contra o nosso país e o seu povo, já está mais para uma Máfia Branca ou mesmo um Crime (pra lá de)Organizado.
Já passou da hora de começarmos a fazer alguma coisa, não?
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