Vôlei | Blog Espírito Olímpico, por Marcelo Laguna - iG

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segunda-feira, 25 de março de 2013 Imprensa, Olimpíadas | 08:00

O legado de Nicolau Radamés Creti ao jornalismo poliesportivo

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Capa do livro "Vitória", que conta a história do primeiro ouro olímpico do vôlei brasileiro

É difícil demais falar algo sobre alguém tão querido e que partiu cedo demais. A tela do computador vira um branco total. Por isso, não é fácil escrever sobre a morte de Nicolau Radamés Creti, um dos melhores amigos que fiz no jornalismo, desde que entramos juntos na Faculdade Cásper Líbero, há exatos 30 anos.

A dor pela partida precoce de um grande companheiro, ocorrida no último sábado (23/3), após uma dura batalha contra um câncer, dificulta ainda mais essa tarefa. Outros colegas fizeram com mais talento e competência tocantes relatos a respeito da convivência e de suas recordações com o Nicolau, como o Luís Augusto Simon, o Menon, em seu blog no UOL, o Daniel Bortoletto, em sua coluna no Diário Lance!, ou o Diário de S. Paulo, jornal onde ele trabalhou por 19 anos.

Se falar da perda pessoal é quase impossível para mim, é mais fácil tentar analisar o que o adeus do Nicolau deixará para o jornalismo poliesportivo do Brasil. Nicolau Radamés foi uma dos maiores repórteres esportivos que conheci. Tornou-se uma referência na cobertura dos esportes poliesportivos (termo moderno para o que a gente costumava chamar antigamente nas redações de “esporte amador”, ou seja, tudo o que não era futebol), mais especificamente no vôlei, no qual foi setorista por anos.

E é justamente nesse ponto que o Nicolau fez a diferença, algo que não vejo com muita frequência nas redações atuais. Em um tempo onde não havia celular ou internet, ele ia a treinos, ficava horas fazendo uma “ronda” no telefone assim que chegava na redação, ligando para TODOS os clubes ou dirigentes atrás de informação, e nunca terminava o dia sem uma matéria. Muitas vezes, furando a concorrência. Era um “farejador de furos”, como definiu certa vez o Menon.

Com toda essa dedicação, não foi à toa que após cobrir “in loco” as Olimpíadas de Barcelona 1992, ele escreveu, ao lado de Cida Santos, outra grande repórter, o livro “Vitória”, contando a saga da conquista da medalha de ouro da seleção masculina de vôlei, a primeira do Brasil em esportes coletivos na história olímpica. Este é, sem dúvida alguma, o melhor livro já escrito no país sobre esportes olímpicos até hoje, com depoimentos emocionantes dos 12 jogadores daquela seleção e do técnico José Roberto Guimarães.

E não foi apenas no vôlei que o Nicolau mostrou seu talento. Cobriu como poucos o esporte olímpico, “cavando” ótimas reportagens em modalidades que ninguém dava atenção, como a ginástica rítmica desportiva (GRD) ou o hipismo CCE, sempre trazendo ótimos personagens e informações precisas. E quando precisava, também sabia ser contundente. Não foram poucas as ocasiões em que o vi debatendo de forma dura com Carlos Nuzman, desde os tempos em que ele presidia a CBV. Mesmo assim, Nuzman sempre o respeitou.

Ainda tentando digerir a realidade de não ter mais este velho amigo ao meu lado, tenho uma única esperança: que os jovens jornalistas, espalhados pelas redações deste Brasil e que apreciam a cobertura do poliesportivo, se inspirem e repitam o exemplo de Nicolau Radamés Creti. Ele foi um dos grandes, tenham certeza disso.

Notas relacionadas:

  1. Vitória contra o preconceito. Mas a luta só começou…
  2. Será que quebrou o encanto do vôlei brasileiro?
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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 Histórias do esporte, Isso é Brasil | 12:30

Hora de uma revisão histórica no esporte brasileiro

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Antonio dos Reis Carneiro, que presidiu a Fiba, entrega troféu para Wlamir Marques

Confesso que havia passado batido no tema, e assim prosseguiria se não fosse por um recado enviado pelo atento Alberto Murray Neto, editor do ótimo blog Alberto Murray Olímpico. Em 2012, em meio à festa promovida pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), e repercutida pela maioria absoluta da imprensa, enalteceu-se o feito de Ary Graça ao conquistar a presidência da FIVB (Federação Internacional de Vôlei).

Na época, a CBV divulgou, e todo mundo embarcou, que Graça tornava-se então o segundo brasileiro a alcançar a presidência de uma federação internacional esportiva, repetindo assim o feito de João Havelange, que comandou a Fifa por 24 anos (1974 a 1998).

Só que a informação está errada…

Houve um outro cartola brasileiro a ocupar a presidência de uma entidade mundial entre os esportes olímpicos. Entre 1960 e 68, a presidência da Fiba (Federação Internacional de Basquete) foi ocupada por um brasileiro, Antonio dos Reis Carneiro, que foi o terceiro homem a comandar a entidade. E vale lembrar que não foi numa época qualquer: Carneiro comandou a Fiba na era de ouro do basquete brasileiro, bicampeão mundial em 1959/63, além de ter obtido no período duas medalhas de bronze olímpicas (Roma 1960 e Tóquio 1964).

Carneiro foi, portanto, o primeiro brasileiro a ser eleito presidente de uma entidade esportiva internacional.

Fico aqui pensando com meus botões que raios a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) estava com a cabeça ao não toma alguma atitude mais enérgica para consertar esse erro histórico protestando com a CBV pela “propagando enganosa”. Na verdade, a entidade fez alguma coisa. Publicou uma nota em seu site no mês de setembro, mas em termos tão modestos, secretos, quase como se desculpando por estragar a festa de Ary Graça (que nem foi citado na nota!), que duvido que algum jornalista tenha se dado conta.

Por sua visão moderna do esporte, e tomando conhecimento da verdade, o próprio Ary Graça deveria vir a público e destacar o verdadeiro papel de Antonio dos Reis Carneiro no esporte brasileiro. E cá entre nós, até o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) deveria também fazer sua parte e ajudar a divulgar essa informação, pois ele também saudou o feito do atual presidente da FIVB na época.

Uma pequena revisão histórica não faria mal a ninguém.

Notas relacionadas:

  1. Cartola do tênis de mesa pode ser a solução para Nuzman
  2. As belas lembranças de outubro no esporte brasileiro
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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012 Ciclo olímpico, Listas, Mundiais | 12:25

O calendário 2013 do esporte olímpico

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Cartaz promocional do Mundial de esportes aquáticos de 2013, em Barcelona

Atualizado em 3/1/2013

O primeiro ano do próximo ciclo olímpico não tem nenhum grande evento poliesportivo pela frente. Mas está longe de ser considerado um “ano morto” para quem gosta de acompanhar os esportes olímpicos. Em diversas modalidades olímpicas, estão programados campeonatos mundiais que para estes esportes têm uma importância considerável.

As vedetes do calendário 2013 serão os Mundiais de atletismo, em agosto, na Rússia, e de esportes aquáticos (natação, polo aquático, nado sincronizado, saltos ornamentais e maratona aquática), na Espanha, entre julho e agosto.

Mas o ano também reserva, além das principais competições do tênis internacional, como os tradicionais torneios do Grand Slam, os torneios continentais de basquete, eliminatórios para os Mundiais do ano que vem. E para não dizer que não há nenhuma competição poliesportiva no ano que bate à porta, 2013 terá a edição da Universíade, as Olimpíadas universitárias, em Kazan (Rússia), no mês de julho.

Confira abaixo o calendário 2013 dos principais eventos esportivos entre os esportes olímpicos.

Obs: agradecimento ao companheiro Guilherme Costa, do ótimo blog Brasil no Rio, pela correção em relação à informação sobre o Mundial de Hipismo, que na verdade refere-se a competições voltadas para cavalos novos e não se trata dos tradicionais mundiais da categoria

E o blogueiro aproveita também para desejar um Feliz 2013 aos leitores!

JANEIRO

11 a 27 – Mundial masculino de handebol – Espanha
14 a 27 – Aberto da Austrália de tênis

FEVEREIRO

1 a 3 – Copa Davis de tênis (1ª rodada)
18 a 24 – Liga Mundial masculina e feminina de hóquei sobre grama – Rio de Janeiro (BRA)
20 a 24 – Mundial de ciclismo de pista – Minsk (BLR)

ABRIL

5 a 7 – Copa Davis de tênis (4ª de final)

MAIO

4 a 26 – Giro d’Italia de ciclismo estrada – Itália
13 a 20 – Mundial de tênis de mesa de Paris (FRA)
27/5 a 9/6 – Torneio de tênis de Roland Garros – Paris (FRA)

JUNHO

7/6 a 21/7 – Liga Mundial masculina de vôlei – vários locais
15 a 30 – Campeonato Europeu feminino de basquete – França
22/6 a 1º/7 – Campeonato Mundial masculino e feminino de rúgbi 7 – Rússia
24/6 a 7/7 – Torneio de tênis de Wimbledon – Londres (ING)
24 a 28 – Campeonato Mundial de ciclismo BMX – Auckland (NZL)
29/6 a 27/7 – Tour de France de ciclismo de estrada – França

JULHO

1 a 8 – Copa Asiática feminina de basquete – local a definir
1 a 7 – Campeonato Mundial de vôlei de praia – Polônia
6 a 17 – Universíade – Kazan (RUS)
15 a 21 – Campeonato Mundial de taekwondo – Puebla (MEX)
19/7 a 4/8 – Campeonato Mundial de esportes aquáticos – Barcelona (ESP)
20 a 29 – Campeonato Mundial de atletismo paraolímpico – Lyon (FRA)
30/7 a 11/8 – Campeonato Mundial de vela 470 – La Rochelle (FRA)

AGOSTO

1 a 11 – Copa Asiática masculina de basquete – Líbano
2/8 a 1]/9 – Grand Prix feminino de vôlei – vários locais
4 a 11 – Campeonato Mundial de badminton – Guangzhou (CHN)
5 a 15 – Campeonato Mundial paraolímpíco de natação – Montreal (CAN)
8 a 18 – Copa Africana masculina de basquete – a definir
10 a 18 – Campeonato Mundial de atletismo – Moscou (RUS)
14 a 16 – Copa da Oceania masculina de basquete – a definir
23 a 31 – Campeonato Mundial de vela Finn – Talinn (EST)
24/8 a 15/9 – Vuelta a España de ciclismo estrada – Espanha
25/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de remo – Chungju (COR)
26/8 a 8/9 – Aberto dos EUA de tênis – Nova York (EUA)
27/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de canoagem velocidade – Duisburg (ALE)
27/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial individual e equipes de judô – Rio de Janeiro (BRA)
28/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de ginástica rítmica – Kiev (UCR)
29/8 a 7/9 – Campeonato Mundial de vela Star – San Diego (EUA)
30/8 a 11/9 – Copa América masculina de basquete – Caracas (VEN)
30/8 a 6/9 – Campeonato Mundial de vela Laser Radial – Dun Laoghaire (IRL)

SETEMBRO

1 a 3 – Copa da Oceania feminina de basquete – a definir
4 a 22 – Campeonato Europeu masculino de basquete – Eslovênia
11 a 15 – Campeonato Mundial de canoagem slalom – Praga (CHE)
11 a 15 – Campeonato Mundial de triatlo (final) – Londres (ING)
13 a 15 – Copa Davis de tênis (semifinal e repescagem)
14 a 25 – Campeonato Mundial de tiro esportivo (trap e skeet) – Lima (PER)
16 a 22 – Campeonato Mundial de lutas – Budapeste (HUN)
21 a 29 – Campeonato Mundial de vela 49er – Marselha (FRA)
23 a 29 – Copa Africana feminina de basquete – a definir
29/9 a 6/10 – Campeonato Mundial de tiro com arco – Antalya (TUR)
30/9 a 6/10 – Campeonato Mundial de ginástica artística – Antuérpia (BEL)

OUTUBRO

4 a 20 – Campeonato Mundial de boxe – Almaty (KAZ)
16 a 23 – Campeonato Mundial de levantamento de peso – Varsóvia (POL)
Data a definir – Copa América feminina de basquete – a definir

NOVEMBRO

4 a 11 – Finais da ATP de tênis – Londres (ING)
7 a 10 – Campeonato Mundial de ginástica trampolim – Sofia (BUL)
12 a 17 – Copa dos Campeões feminina de vôlei – Japão
14 a 23 – Campeonato Mundial de vela Laser Standard -Musannah (OMA)
15 a 17 – Copa Davis de tênis (final)
19 a 24 – Copa dos Campeões masculina de vôlei – Japão

DEZEMBRO

6 a 22 – Campeonato Mundial feminino de handebol – Sérvia

Notas relacionadas:

  1. De olho em Londres 2012, mundiais agitam esporte olímpico
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  3. Veja quem são os atletas brasileiros classificados para as Olimpíadas de Londres 2012
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira, Ídolos | 18:18

Prêmio do COB precisa ser repensado

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Sheilla e Arthur Zanetti foram eleitos os melhores atletas de 2012, segundo o COB

Nada, absolutamente nada contra a ponteira Sheilla Castro, que teve papel fundamental na conquista do bicampeonato olímpico pela seleção feminina de vôlei em Londres 2012. Aliás, a companheira Aretha Martins, em seu Mundo do Vôlei, analisou de forma bem completa o excelente ano que a jogadora teve. Mas considerei absolutamente injusto que ela tenha superado a judoca Sarah Manezes e a pentatleta Yane Marques na escolha do Prêmio Brasil Olímpico, promovido pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), divulgado nesta terça-feira.

Em primeiro lugar, a entidade teria que repensar a própria metodologia do prêmio, onde além de submeter a jornalistas especializados  a escolha dos indicados, submete os atletas a uma votação popular, pela internet. Aí começa o primeiro problema. Não há como negar que no universo olímpico, o vôlei tem muito mais popularidade que o judô, a começar pela exposição que o esporte tem na mídia (TV fechada e aberta). Depois, a própria exposição que Sheilla teve no período pós-Londres, com direito a ensaio sensual na revista VIP. E pra completar, o ouro do vôlei veio no penúltimo dia dos Jogos, enquanto que o de Sarah surgiu logo no primeiro dia de competição. O que fica mais vivo na memória do torcedor comum?

Por fim, vejo um desequilíbrio comparar o feito de Sheilla, obtido em um esporte coletivo e numa equipe acostumada com vitórias e pódios internacionais, em relação a Sarah Menezes. A judoca, que fez parte de sua preparação em Teresina (PI), nem sequer era apontada como favorita ao ouro em sua categoria (48 kg).

Muitos argumentaram ontem, nas redes sociais, que Yane Marques, do pentatlo moderno, que levou o bronze nos Jogos de Londres, também mereceria o prêmio. Sem dúvida que sim, seu feito foi igualmente notável, ainda mais por se tratar de um esporte ainda mais desconhecido e por Yane ter encontrado muito mais dificuldades em sua preparação.  Mas aí vejo que o critério do resultado em si serve como desempate.

Por fim, uma questão polêmica: será que vale a pena distribuir os prêmios para os melhores atletas por cada modalidade? Afinal, em alguns esportes, com exceção do pai, mãe, marido, esposa, namorada(o), ninguém faz a menor ideia de quem é o escolhido. Soa como uma premiação política, apenas para agradar aos presidentes das confederações.

Notas relacionadas:

  1. Potência olímpica precisa de mecenas?
  2. Uma noite de prêmios, emoção e piadas
  3. Escolha o melhor atleta do Brasil
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 21 de novembro de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira, Ídolos | 19:09

Escolha o melhor atleta do Brasil

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Os candidatos ao Prêmio Brasil Olímpico 2012 foram anunciados nesta quarta-feira

Já são conhecidos os candidatos ao prêmio de Melhor Atleta de 2012, categoria masculina e feminina, do Prêmio Brasil Olímpico, organizado pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Nesta quarta-feira, a entidade anunciou os três atletas na categoria masculina e os três na feminina que estarão na disputa, escolhidos pelo público através da internet a partir desta quinta-feira, no site do próprio COB (www.cob.org.br). A festa de premiação está marcada para o dia 18 de dezembro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Na verdade, não houve surpresa nas indicações, tendo sido escolhidos os destaques individuais do Brasil nos Jogos de Londres 2012. Entre as mulheres, estão concorrendo a judoca Sarah Menezes, medalha de ouro no judô; Sheilla Castro, integrante da seleção brasileira feminina de vôlei que faturou o bicampeonato olímpico; e Yane Marques, a melhor  surpresa em Londres, com medalha de bronze no pentatlo moderno.

Na categoria masculina, os escolhidos para concorrer ao prêmio são Arthur Zanetti, ouro na prova das argolas na ginástica artística masculina; Thiago Pereira, prata nos 200 m medley da natação em Londres; e Esquiva Falcão, também prata no boxe masculino olímpico.

Segundo o COB, a escolha dos três indicados ao prêmio em cada categoria foi feita por um juri composto por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte. Estes votos terão 50% de peso na eleição final, após serem computados os votos na internet. Em 2011, os escolhidos foram Cesar Cielo (natação) e Fabiana Murer (atletismo).

O blogueiro não fica em cima do muro e declara que seus votos foram para Arthur Zanetti e Sarah Menezes.

Notas relacionadas:

  1. Jornal americano prevê recorde de ouros do Brasil em 2012
  2. Joice Silva é a quinta atleta da luta brasileira nas Olimpíadas
  3. Uma noite de prêmios, emoção e piadas
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 25 de outubro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 16:43

Mais uma trapalhada no caminho do Rio 2016

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Vista do Maracanãzinho, durante a final da Superliga feminina de vôlei. Reformas previstas deixarão ginásio incapacitado para receber as partidas de vôlei durante as Olimpíadas de 2016

Quando menos se espera, eis que aparece mais uma bela dor de cabeça aos envolvidos na organização das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. E por uma triste coincidência, esta também envolve a polêmica reforma no complexo esportivo do Maracanã, que implicará na demolição de dois equipamentos tradicionais na história do esporte brasileiro, o Estádio Célio de Barros e o Parque Aquático Júlio Delamare. Agora, se não ocorrer nenhuma alteração no edital de concessão do governo do Rio, o Ginásio do Maracanãzinho não atenderá às exigências de capacidade do COI (Comitê Olímpico Internacional) para os Jogos.

A notícia divulgada pelo jornal “O Globo” esta semana pegou inclusive os integrantes do Rio 2016 de surpresa. Isso porque segundo o estudo de viabilização feito pela empresa IMX, o ginásio (que passou por profundas reformas para receber o Pan-Americano de 2007) teria sua capacidade reduzida dos atuais 11.424 lugares para 9.914, transformando o Maracanãzinho em forma de arena e com acessos retráteis.

O único “probleminha” nesta brincadeira é que o COI exige uma capacidade mínima de 12 mil lugares para o ginásio que receber as partidas de vôlei nas próximas Olimpíadas. Obviamente ninguém se preocupou em ler o caderno de encargos dos Jogos antes de soltar o edital.

Imediatamente, o comitê organizador entrou em contato com o governo carioca e estão tentando fazer os ajustes que permitam atender tanto às exigências olímpicas quanto aos interesses da futura empresa que irá controlar o complexo do Maracanã pelos próximos 35 anos.

Na mesma semana em que decretou a morte do Célio de Barros e do Júlio Delamare, estão querendo inviabilizar o histórico Maracanãzinho para as Olimpíadas de 2016. E se bobearem, é isso mesmo que irá acontecer.

Triste semana para o esporte olímpico brasileiro.

Notas relacionadas:

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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , ,

terça-feira, 23 de outubro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas | 23:07

Está para acontecer mais um duro golpe no esporte do Brasil

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Prefeito Eduardo Paes imita gesto de Usain Bolt, em visita do astro jamaicano ao Rio

O prefeito Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, recentemente reeleito para mais um mandato, que adora sair bem nas fotografias (vide o vasto e sempre presente material que sua atenta assessoria envia às redações), bem que poderia deixar o marketing um pouco de lado e tentar evitar um verdadeiro assassinato à história do esporte olímpico brasileiro: a demolição do conjunto esportivo localizado ao lado do Estádio do Maracanã, formado pelo Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio de atletismo Célio de Barros.

Por causa das reformas exigidas pela Fifa no Maracanã, visando a Copa do Mundo de 2014 (e que consumirão quase R$ 1 bilhão), tanto o conjunto aquático quanto o estádio de atletismo precisarão ser demolidos, para que a empresa que vencer o edital de concessão possa criar  uma estrutura mais rentável, com a instalação de lojas, restaurantes temáticos etc.

A velha desculpa, já usada no “estupro” ao Autódromo de Jacarepaguá na época do Pan 2007, é que as duas instalações passarão a funcionar em outro bairro do Rio de Janeiro.

Desculpem a expressão popular, mas isso é pura cascata!

Assim como o novo terreno do autódromo, que seria na região de Deodoro, jamais saiu do papel, podem ter certeza que atletas e nadadores que utilizam a estrutura do complexo poliesportivo do Maracanã, inaugurado na década de 70, ficarão na mão. A CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) já emitiu uma nota oficial protestando contra a decisão e exigindo a construção de um novo local primeiro.

O histórico Ginásio do Maracanãzinho só sobreviveu porque foi modernizado para o Pan 2007 e já está programado para receber os jogos de vôlei nos Jogos de 2016. Do contrário…

Por isso, caro prefeito Eduardo Paes, antes de ficar posando para fotos engraçadinhas ao lado de estrelas do esporte como Usain Bolt, seria bom ouvir as comunidades do atletismo e da natação. Como pelo jeito a demolição do Célio de Barros e do Júlio Delamare é inevitável, firme um compromisso público, registrado em cartório, que serão realmente construídos um novo estádio de atletismo e um de natação. Que tudo isso não vire conversa de político.

Que tal, senhor prefeito? Topa o desafio?

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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 15 de outubro de 2012 Histórias do esporte, Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira, Ídolos | 23:48

As belas lembranças de outubro no esporte brasileiro

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João Carlos de Oliveira bateu o recorde mundial no Pan de 1975

A memória sempre foi boa, mas é claro que às vezes falha. E a ajuda para estas recordações vieram em posts oportunos publicados pelas assessorias da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e CBB (Confederação Brasileira de Basquete) nesta segunda-feira, mostrando  o quanto especial é o mês de outubro para o esporte olímpico brasileiro.

Primeiro, foi a CBAt, que lembrou o feito histórico alcançado por João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, que em 15 de outubro de 1975, na Cidade do México, durante os Jogos Pan-Americanos, bateu no recorde mundial do salto triplo. A marca foi assombrosa: 17,89 m, transformando o então desconhecido sargento do Exército no João do Pulo, que ainda alcançaria duas medalhas de bronze olímpicas em Montreal 1976 e Moscou 1980.

O salto foi tão impressionante que o recorde demorou dez anos para ser batido, em 1985, quando João do Pulo já havia encerrado a carreira, após perder uma perna em um acidente automobilístico.

As outras imagens marcantes do mês de outubro para o esporte brasileiro vieram das quadras de basquete e vôlei. No dia 13 de outubro de 2002, um saque perfeito de Giovani deu à seleção masculina seu primeiro título mundial, ao vencer a Rússia por 3 a 2, na Argentina.

E foi num 14 de outubro, mas do distante ano de 1978, que a seleção brasileira masculina de basquete subiu pela última vez num pódio em um Campeonato Mundial, ao ficar em terceiro lugar no Mundial das Filipinas. No jogo decisivo, uma cesta incrível do ala Marcel de Souza, praticamente do meio da quadra, quando faltava somente um segundo para o final da partida, deu a vitória diante da Itália por 86 a 85 e a conquista da medalha de bronze.

A lembrança feita pela CBB, acompanhada por um histórico vídeo da Rede Globo, que transmitiu aquele jogo, na voz do locutor Luciano do Valle, trouxe para mim uma bela lembrança e a certeza que outubro é um mês especial para o esporte olímpico brasileiro.

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 10:45

Sonho do COB em ver Brasil como potência olímpica nos Jogos de 2016 ainda é utopia

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Ana Luiza Ferrão ficou em último na pistola 25 m em Londres. Será que a situação mudará em apenas quatro anos?

Eis que ao começar o dia e navegar pelos diversos portais de internet do Brasil, vejo que um dos assuntos mais comentados em relação aos Jogos Olímpicos de Londres 2012 tem a ver com um entrevero entre os jornalistas Galvão Bueno e Renato Maurício Prado, durante o programa “Conexão Sportv”, na última quarta-feira. Bem, respeitando todas as convicções editoriais de todos estes veículos, sinceramente acho que isso não passa de bobagem. Muito mais importante é analisar as palavras do superintendente do COB, Marcus Vinícius Freire, um dos entrevistados do programa.

O dirigente do COB disse durante o programa que vê o Brasil figurando no top 10 do quadro de medalhas dos Jogos do Rio, em 2016, com algo em torno de 30 medalhas. A aposta da entidade será obter estas medalhas em pelo menos nove modalidades:  vôlei, futebol, basquete, atletismo, judô, natação, vela, hipismo e o taekwondo. Além disso, ele aponta ser necessário fazer um trabalho intenso em outras modalidades que não tem tradição de medalha.

Na teoria, tudo muito bonito. A prática, contudo, mostra uma realidade completamente diferente.

Em primeiro lugar, o que vem sendo demonstrado aqui em Londres mostra que ainda há muito trabalho a ser feito. Mesmo em modalidades consideradas nobres aos olhos do COB, o Brasil tem patinado feio nesta primeira semana dos Jogos, vide os resultados do judô, que largou com duas medalhas e depois colecionou decepções (não estou computando Mayra Aguiar nesta lista). Resultados das seleções femininas de vôlei e basquete, além da natação, têm sido decepcionantes também, com as exceções de praxe (Cesar Cielo e Thiago Pereira).

Outro ponto que o dirigente do COB deveria ter ressaltado em sua entrevista: não se faz uma potência olímpica em quatro anos. Não existe uma política de massificação esportiva, mesmo com tanto dinheiro investido da Lei Agnelo Piva nos últimos ciclos olímpicos. Muito dinheiro mesmo.

O trabalho para 2016 tinha que ser iniciado, no mínimo, em Pequim 2008. Só assim não passaremos vexame em provas como tiro com  arco, tiro esportivo, ciclismo, sem falar em modalidades que nem conseguiram vaga para Londres, como ginástica rítimica e badminton, por exemplo.

Discurso sempre é bonito. Mas é preciso que esteja de acordo com a realidade, para que não se torne apenas um amontoado de palavras vazias.

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sexta-feira, 13 de julho de 2012 Almanaque, Olimpíadas, Seleção brasileira | 12:30

Será que quebrou o encanto do vôlei brasileiro?

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O corte de Mari na seleção feminina é mais um exemplo de que as coisas não andam bem no vôlei brasileiro

Desde 1992, o vôlei é sinônimo de sucesso no esporte olímpico brasileiro. Para aqueles de memória curta, foi a partir dos Jogos de Barcelona que o vôlei iniciou uma participação constante nos pódios olímpicos. Confira: ouro com a seleção masculina em Barcelona 1992; bronze com a feminina em Atlanta 1996 e Sydney 2000; ouro com a equipe masculina em Atenas 2004; e o ponto alto alcançado em Pequim 2008, com o ouro do time feminino e a prata do masculino.

O vôlei se transformou, nos últimos 30 anos pelo menos, no maior exemplo de sucesso de uma modalidade coletiva no universo olímpico brasileiro. Isso é indiscutível. Todo este êxito é fruto de muito trabalho, competência na formação de base e muito talento dentro de quadra. Mas se tem algo que o vôlei não se acostumou muito neste período vencedor foi conviver com crises. E quando elas chegam, sai de baixo…

O recente episódio do corte da ponteira Mari, na seleção feminina, e o fracasso da equipe masculina na Liga Mundial, quando terminou com sua pior colocação na fase final da competição, mostram bem que o momento pelo qual passa o vitorioso vôlei do Brasil é delicado. A impressão que fica para quem está de fora é que o encanto quebrou.

A entrevista de Mari nesta quinta-feira sinaliza que as coisas não andam muito bem dentro do grupo comandado pelo técnico José Roberto Guimarães. Por mais que escolhesse bem as palavras, Mari deixou no ar uma mágoa profunda com o treinador, ao dizer que ainda “tinha muita lenha para queimar”. O treinador rebateu de forma resumida, justificando como “critérios técnicos” o motivo do corte.

Embora Mari negue problemas de relacionamento dentro do grupo, essa é uma possibilidade que não pode ser descartada e por isso Zé Roberto teria optado em agir antes que o estrago fosse definitivo. De qualquer forma, Mari não vinha conseguindo render o suficiente, mesmo mudando de posição, após uma temporada repleta de lesões.

Na seleção masculina, as contusões dos principais jogadores (Giba, Dante, Murilo e Visotto), além de uma sensação de desgaste geral do grupo e do técnico Bernardinho, parecem conspirar contra a chance da equipe brigar pela terceira medalha de ouro olímpica no masculino.

Espero queimar a língua, mas há uma boa chance de que os Jogos de Londres 2012 quebrem a sequência de pódios olímpicos que o vôlei vem conquistando com competência e talento.

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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , ,

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