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terça-feira, 7 de maio de 2013 Ciclo olímpico, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 10:46

Confira os brasileiros que largaram bem para 2016

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Ana Claudia bateu o recorde sul-americano dos 100 m e está entre as dez mais rápidas do mundo

Atualizado

O início do ciclo olímpico para as Olimpíadas do Rio, em 2016, em um ano sem grandes competições poliesportivas previstas no calendário mundial, vem trazendo alguns bons resultados para o esporte brasileiro. A temporada mal começou, mas já ocorreram resultados significativos, colocando inclusive alguns destes atletas no topo do ranking mundial de algumas modalidades. Nomes consagrados, como o do campeão olímpico e mundial Cesar Cielo, já começam 2013 brilhando, mas pintam algumas boas surpresas.

Confira abaixo quem já brilhou nestes primeiros cinco meses do ciclo olímpico, que incluí as Olimpíadas do Rio 2016 e o Pan-Americano de Toronto 2015.

Atletismo

De olho na preparação para o Mundial de Moscou, em agosto, os brasileiros correm em busca de índice para garantir sua presença na competição. Mas é no feminino que os principais resultados estão surgindo. A cearense Ana Cláudia Lemos alcançou o índice com direito a um recorde sul-americano nos 100 m rasos, cravando 11s13 em uma prova no último sábado, em Campinas, superando seu próprio recorde, que era de 11s15.

Esta marca coloca Ana Cláudia entre as dez melhores do mundo na prova. Antes dela, a paulista Franciela Krasucki já havia começado a temporada de 2013 com tudo, igualando o próprio recorde anterior de Ana Cláudia, com 11s15.

Também classificada para Moscou, Keila Costa obteve um feito extra no salto triplo: a marca de 14m37 obtida em Campinas, neste último sábado, além de carimbar seu passaporte para o Mundial, significou a melhor marca do mundo neste ano na prova, até agora.

Entre os homens, o brasileiro Mahau Suguimati, nos 400 m com barreiras, cravou o quarto melhor tempo do ano (e também índice para o Mundial), em uma prova no Japão, na última sexta-feira, com 48s79.

Boxe

No final de abril, a seleção brasileira masculina participou do Torneio Feliks Stamm, um dois mais tradicionais no boxe amador, voltando para casa com três medalhas. O resultado mais importante foi a medalha de ouro obtida por Patrick Lourenço, na categoria 49 kg (peso mosca), derrotando na final o russo Vasilij Egorov.

Ginástica artística

No final de março, o campeão olímpico nas argolas em Londres, Arthur Zanetti, mostrou que continua em forma logo em sua primeira prova do ano, ao faturar a medalha de ouro na etapa de Doha (Catar) da Copa do Mundo de ginástica artística, obtendo a nota 15.700. Nas Olimpíadas, quando levou o ouro, marcou 15.900

Judô

A última atualização do ranking da FIJ (Federação Internacional de Judô), divulgada no dia 2, apresentou uma boa surpresa para o judô brasileiro: a primeira colocação de Victor Penalber  na categoria até 81 kg, superando por apenas 28 pontos o sul-coreano Kim Jae-Bum, atual campeão olímpico e mundial. Contribuiu para a escalada de Penalber no ranking a medalha de ouro obtida no recém-disputado campeonato pan-americano da categoria, realizado em San José, na Costa Rica.

No feminino, Sarah Menezes, campeã olímpica em Londres 2012 e também ouro no Pan de judô, lidera com folga a categoria até 48 kg, com 344 pontos de vantagem sobre a japonesa Haruna Asami.

Natação

Na corrida para garantir um lugar na delegação que disputará o Mundial de esportes aquáticos de Barcelona, entre 19 de julho e 4 de agosto, dois brasileiros brilharam neste início de temporada. O primeiro, uma barbada: após a frustração com o bronze nos 50 m livre em Londres 2012, César Cielo começou com tudo 2013, cravando o segundo melhor tempo do mundo durante a disputa do Troféu Maria Lenk, no final de abril. Com a marca de 21s58, Cielo ficou atrás apenas do francês Florent Manaudou, campeão olímpico nas últimas Olimpíadas, que tem 21s55 este ano.

No feminino, surge a grande novidade, com a incrível performance da jovem Graciele Hermann, de apenas 21 anos, que no mesmo Maria Lenk assegurou sua vaga na equipe que vai ao Mundial com o melhor tempo de sua vida. A marca de 25s10 corresponde ao 10º melhor tempo no ranking mundial da Fina (Federação Internacional de Natação).

Notas relacionadas:

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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012 Ciclo olímpico, Listas, Mundiais | 12:25

O calendário 2013 do esporte olímpico

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Cartaz promocional do Mundial de esportes aquáticos de 2013, em Barcelona

Atualizado em 3/1/2013

O primeiro ano do próximo ciclo olímpico não tem nenhum grande evento poliesportivo pela frente. Mas está longe de ser considerado um “ano morto” para quem gosta de acompanhar os esportes olímpicos. Em diversas modalidades olímpicas, estão programados campeonatos mundiais que para estes esportes têm uma importância considerável.

As vedetes do calendário 2013 serão os Mundiais de atletismo, em agosto, na Rússia, e de esportes aquáticos (natação, polo aquático, nado sincronizado, saltos ornamentais e maratona aquática), na Espanha, entre julho e agosto.

Mas o ano também reserva, além das principais competições do tênis internacional, como os tradicionais torneios do Grand Slam, os torneios continentais de basquete, eliminatórios para os Mundiais do ano que vem. E para não dizer que não há nenhuma competição poliesportiva no ano que bate à porta, 2013 terá a edição da Universíade, as Olimpíadas universitárias, em Kazan (Rússia), no mês de julho.

Confira abaixo o calendário 2013 dos principais eventos esportivos entre os esportes olímpicos.

Obs: agradecimento ao companheiro Guilherme Costa, do ótimo blog Brasil no Rio, pela correção em relação à informação sobre o Mundial de Hipismo, que na verdade refere-se a competições voltadas para cavalos novos e não se trata dos tradicionais mundiais da categoria

E o blogueiro aproveita também para desejar um Feliz 2013 aos leitores!

JANEIRO

11 a 27 – Mundial masculino de handebol – Espanha
14 a 27 – Aberto da Austrália de tênis

FEVEREIRO

1 a 3 – Copa Davis de tênis (1ª rodada)
18 a 24 – Liga Mundial masculina e feminina de hóquei sobre grama – Rio de Janeiro (BRA)
20 a 24 – Mundial de ciclismo de pista – Minsk (BLR)

ABRIL

5 a 7 – Copa Davis de tênis (4ª de final)

MAIO

4 a 26 – Giro d’Italia de ciclismo estrada – Itália
13 a 20 – Mundial de tênis de mesa de Paris (FRA)
27/5 a 9/6 – Torneio de tênis de Roland Garros – Paris (FRA)

JUNHO

7/6 a 21/7 – Liga Mundial masculina de vôlei – vários locais
15 a 30 – Campeonato Europeu feminino de basquete – França
22/6 a 1º/7 – Campeonato Mundial masculino e feminino de rúgbi 7 – Rússia
24/6 a 7/7 – Torneio de tênis de Wimbledon – Londres (ING)
24 a 28 – Campeonato Mundial de ciclismo BMX – Auckland (NZL)
29/6 a 27/7 – Tour de France de ciclismo de estrada – França

JULHO

1 a 8 – Copa Asiática feminina de basquete – local a definir
1 a 7 – Campeonato Mundial de vôlei de praia – Polônia
6 a 17 – Universíade – Kazan (RUS)
15 a 21 – Campeonato Mundial de taekwondo – Puebla (MEX)
19/7 a 4/8 – Campeonato Mundial de esportes aquáticos – Barcelona (ESP)
20 a 29 – Campeonato Mundial de atletismo paraolímpico – Lyon (FRA)
30/7 a 11/8 – Campeonato Mundial de vela 470 – La Rochelle (FRA)

AGOSTO

1 a 11 – Copa Asiática masculina de basquete – Líbano
2/8 a 1]/9 – Grand Prix feminino de vôlei – vários locais
4 a 11 – Campeonato Mundial de badminton – Guangzhou (CHN)
5 a 15 – Campeonato Mundial paraolímpíco de natação – Montreal (CAN)
8 a 18 – Copa Africana masculina de basquete – a definir
10 a 18 – Campeonato Mundial de atletismo – Moscou (RUS)
14 a 16 – Copa da Oceania masculina de basquete – a definir
23 a 31 – Campeonato Mundial de vela Finn – Talinn (EST)
24/8 a 15/9 – Vuelta a España de ciclismo estrada – Espanha
25/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de remo – Chungju (COR)
26/8 a 8/9 – Aberto dos EUA de tênis – Nova York (EUA)
27/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de canoagem velocidade – Duisburg (ALE)
27/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial individual e equipes de judô – Rio de Janeiro (BRA)
28/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de ginástica rítmica – Kiev (UCR)
29/8 a 7/9 – Campeonato Mundial de vela Star – San Diego (EUA)
30/8 a 11/9 – Copa América masculina de basquete – Caracas (VEN)
30/8 a 6/9 – Campeonato Mundial de vela Laser Radial – Dun Laoghaire (IRL)

SETEMBRO

1 a 3 – Copa da Oceania feminina de basquete – a definir
4 a 22 – Campeonato Europeu masculino de basquete – Eslovênia
11 a 15 – Campeonato Mundial de canoagem slalom – Praga (CHE)
11 a 15 – Campeonato Mundial de triatlo (final) – Londres (ING)
13 a 15 – Copa Davis de tênis (semifinal e repescagem)
14 a 25 – Campeonato Mundial de tiro esportivo (trap e skeet) – Lima (PER)
16 a 22 – Campeonato Mundial de lutas – Budapeste (HUN)
21 a 29 – Campeonato Mundial de vela 49er – Marselha (FRA)
23 a 29 – Copa Africana feminina de basquete – a definir
29/9 a 6/10 – Campeonato Mundial de tiro com arco – Antalya (TUR)
30/9 a 6/10 – Campeonato Mundial de ginástica artística – Antuérpia (BEL)

OUTUBRO

4 a 20 – Campeonato Mundial de boxe – Almaty (KAZ)
16 a 23 – Campeonato Mundial de levantamento de peso – Varsóvia (POL)
Data a definir – Copa América feminina de basquete – a definir

NOVEMBRO

4 a 11 – Finais da ATP de tênis – Londres (ING)
7 a 10 – Campeonato Mundial de ginástica trampolim – Sofia (BUL)
12 a 17 – Copa dos Campeões feminina de vôlei – Japão
14 a 23 – Campeonato Mundial de vela Laser Standard -Musannah (OMA)
15 a 17 – Copa Davis de tênis (final)
19 a 24 – Copa dos Campeões masculina de vôlei – Japão

DEZEMBRO

6 a 22 – Campeonato Mundial feminino de handebol – Sérvia

Notas relacionadas:

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  3. Veja quem são os atletas brasileiros classificados para as Olimpíadas de Londres 2012
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012 Ciclo olímpico, Geração 2016, Mundiais, Seleção brasileira | 13:47

Mundial só serve para testar nova geração da natação do Brasil

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Guilherme Roth é um dos integrantes da nova geração do Brasil no Mundial da Turquia

Com o início nesta quarta-feira do Campeonato Mundial de piscina curta (25 m), que está sendo realizado em Istambul (Turquia), certamente veremos uma cena que se tornou comum nesta competição: vários nadadores brasileiros subindo ao pódio. E com o final de ano se aproximando e a consequente falta de eventos importantes nos esportes olímpicos, não será surpresa vermos os feitos da turma brasuca serem exaltados por torcedores e até mesmo na imprensa. Exaltados com um certo exagero, diga-se de passagem.

O grande mérito deste Mundial, e que felizmente foi percebido pelos coordenadores técnicos da CBDA (Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos), é utilizá-lo como um grande laboratório para colocar atletas sem grande experiência internacional em ação num grande evento. Apenas isso! É o que está sendo feito na Turquia, acertadamente, onde a seleção brasileira é formada por alguns veteranos e muitos integrantes da nova geração, já de olho nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Não faz sentido ficar batendo bumbo para uma competição desfalcada de grandes astros da natação mundial, só por faturar uma dezena de medalhas. E olhe que estão em Istambul feras como o americano Ryan Lochte, o francês Florent Manaudou e a italiana Federica Pellegrini. Mas vamos falar a verdade, eles estão competindo já com a cabeça em 2013, pois o objetivo de todos eram as Olimpíadas de Londres 2012.

E não é apenas este blogueiro que pensa desta forma. O ex-nadador olímpico Rogério Romero (que também foi colunista do iG durante os Jogos de Londres)  também acha que há uma supervalorização do Mundial de piscina curta. Confira a opinião de Romero, que conversou com o Espírito Olímpico:

“Acredito que o Mundial de piscina curta surgiu de uma demanda para a natação ter mais campeonatos importantes todo ano. Assim, ao contrario de 93 para cá, quando surgiu a primeira edição de curta, temos mundial todo ano, além das demais competições, como Copa do Mundo, Pan, Europeu, Pan Pacifico e Olimpíadas. Para mim, acabou banalizando um pouco o status de campeão mundial e as grandes estrelas tiveram que priorizar alguns picos na temporada. Como os Jogos Olímpicos continuam sendo a referencia neste esporte, aqueles que tem como objetivo uma boa participação neles, acabam desprezando os eventos em piscina semi-olímpica.

Concordo que é uma oportunidade para novos talentos despontarem, não apenas no Brasil, mas no mundo. Recentemente li que as provas de 50 m não olímpicas (ou seja, fora o livre) não servirão mais para compor a seleção. Isso também vai de encontro à estratégia de priorizar eventos olímpicos. Nada mais acertado, porém demorado e feito depois da pressão de alguns técnicos.”

Notas relacionadas:

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  3. Encontro de gerações na natação feminina
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , ,

terça-feira, 6 de novembro de 2012 Ciclo olímpico, Seleção brasileira | 19:34

Encontro de gerações na natação feminina

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Graciele Herrmann e Fabíola Molina serão uma atração à parte em Guaratinguetá

Começa nesta quarta-feira em Guaratinguetá (SP) a última chance para os nadadores brasileiros obterem índice ao Campeonato Mundial de piscina curta (25 m), que será disputado em Istambul, na Turquia, em dezembro. Mas o 8º Torneio Open de natação também terá como atração um verdadeiro encontro de gerações.

De um lado, com 37 anos e já ensaiando um adeus às piscinas, está a paulista Fabíola Molina, com três Olimpíadas no currículo (Sydney 2000, Pequim 2008 e Londres 2012). Tem como melhor resultado a medalha de prata no Pan-Americano de 2007, disputado no Rio, nos 100 m costa.

Do outro, com somente 20 anos, a gaúcha Graciele Herrmann, que debutou em Olimpíadas justamente esse ano, em Londres, e que é considerada como uma das grandes esperanças na natação feminina brasileira para os Jogos de 2016, no Rio. Seu principal resultado também foi uma medalha de prata pan-americana, obtida em Guadalajara, em 2011.

Fabíola nadará em Guaratinguetá os 50 e 100 m costa, 50 e 100 m borboleta, enquanto Graciele competirá nos 50, 100 e 200 m livre.

Notas relacionadas:

  1. Natação faz aquecimento em alto estilo
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  3. O doping burro de Fabíola Molina, parte 2
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 21:05

O doping burro de Fabíola Molina, parte 2

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Fabíola Molina só poderá voltar a competir em abril. Vaga olímpica ficou mais difícil

E o currículo nada exemplar do esporte brasileiro em relação ao doping já dá o ar da graça em 2012, com a notícia da suspensão da nadadora Fabíola Molina, que nesta quinta-feira pegou seis meses de gancho após julgamento da CAS (Corte Arbitral do Esporte). O caso era referente ao exame positivo da nadadora, ocorrido em maio de 2011, durante a prova dos 100 m costa realizada na Tentativa de Índice do Mundial de Xangai.

A inspiração para o título deste post veio graças  a um outro publicado na época em que o caso explodiu, quando comentei a grande burrada cometida por Fabíola, uma nadadora experiente, de 36 anos, que por um descuido infantil tomou um suplemento alimentar contaminado e viu seu índice olímpico de Londres 2012 e vaga para o Mundial de Xangai irem para o lixo.

A burrice do doping de Fabíola – que acredito sinceramente não ter tomado o suplemento contaminado com a intenção de obter um ganho esportivo em relação às adversárias – ficou ainda maior com esta  decisão da CAS. Na época, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), em sua política de “passar a mão” na cabeça dos nadadores que lhe interessam, deu uma suspensão bem leve para ela, somente dois meses. Com isso, em julho ela já estava livre para representar o Brasil nos  “incríveis” Jogos Mundiais Militares e também no Pan de Guadalajara.

Veja também: Até quando o doping vai levar a melhor sobre o esporte?

Porém, se tivesse recebido uma pena decente logo de cara, talvez a mesma aplicada no tribunal da Suíça nesta quinta-feira, Fabíola teria ficado de fora dos Jogos Mundiais (não iria perder nada, diga-se de passagem) e do Pan-Americano. Com isso, chegaria em dezembro com sua pena já cumprida e estaria livre para se preparar para buscar a vaga olímpica em Londres nos vários eventos que a CBDA irá promover nos próximos meses.

Agora, como a CAS considerou como data inicial da suspensão a partir de 20 de dezembro de 2011, Fabíola Molina só estará liberada para competir em 20 de abril, quando terá somente duas competições para cravar o índice olímpico: o Troféu Maria Lenk (a partir de 24/4) e a Tentativa Olímpica (em maio).

Foi ou não um doping burro, este da nossa estimada Fabíola Molina?

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  1. Doping burro, o pior que existe
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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , ,

terça-feira, 10 de janeiro de 2012 Olimpíadas, Personagens olímpicos, Seleção brasileira, Vídeos, Ídolos | 15:28

Cesar Cielo e o ano da consagração

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Se existe algum atleta do Brasil que larga na frente na bolsa de apostas para ganhar uma medalha nas Olimpíadas de Londres 2012, este atende pelo nome de Cesar Cielo Filho. Ao completar 25 anos nesta terça-feira, Cielo aparece em todas as prévias como grande favorito a conquistar o bicampeonato olímpico nos 50 m livre. E olha que ele tem tudo para voltar com medalha nos 100 m livre também…

Ninguém brilhou tanto neste último ciclo olímpico quanto Cielo. Após o ouro em Pequim 2008, vieram os títulos e recordes mundiais nos 50 m livre, 100 m livre e 100 m borboleta e fez barba e cabelo nos Jogos Pan-Amnericanos de Guadalajara, em 2011.

Neste mesmo período olímpico, o nadador marcou um golaço e mostrou que é possível fazer uma preparação em alto nível sem precisar morar nos EUA, ao criar o PRO16, reunindo ao seu lados alguns dos melhores nadadores, técnicos e demais profissionais ligados à natação, cujo objetivo final é ganhar o maior número de medalhas possível nas Olimpíadas do Rio 2016.

Cielo passou também por um momento complicado em 2011, com o seu caso de doping por furosemida, que culminou na polêmica decisão da CAS (Corte Arbitral do Esporte) em confirmar somente a pena advertência dada pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), às vésperas do Campeonato Mundial de Xangai (China). O fato despertou a revolta de vários nadadores, entre eles um de seus maiores rivais, o francês Alain Bernard.

Polêmicas à parte, o fato é que Cielo tem tudo para entrar de vez na história como um dos maiores atletas brasileiros da história. Quem sabe repetindo o que fez há quatro anos, lá em Pequim, como mostra o vídeo abaixo.

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  1. César Cielo começa 2011 com tudo
  2. As mudanças que virão a partir da absolvição de Cesar Cielo
  3. O feito de Cesar Cielo é incontestável. Dentro d’água
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 9 de setembro de 2011 Isso é Brasil, Paraolimpíadas, Seleção brasileira | 15:57

Doping no Brasil ataca até no esporte paraolímpico

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Estava até estranhando a falta de notícias sobre doping no esporte brasileiro. Eis que o CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro) anuncia nesta sexta-feira o caso de teste positivo de Sandro Alves da Silva, do levantamento de peso, que no último dia 28 de maio foi flagrado no exame antidoping com a substância Metilhexanoamina, durante a etapa regional do Circuito Loterias Caixa Brasil de halterofilismo, em Brasília.

O Tribunal Disciplinar do CPB já anunciou que o atleta está suspenso por seis meses a partir da data do exame positivo e que todos os resultados obtidos por Sandro Alves da Silva desde então estarão anulados.

É mais um caso de doping no esporte brasileiro. E o pior, justamente numa categoria de atletas que carrega uma imagem altamente positiva para o grande público, em razão da força de superação exibida por todos eles nas competições.

Com certeza, um caso como este não contribuí em nada para a boa imagem do esporte paraolímpico brasileiro.

PS: para efeito de registro, vale relembrar aqui os principais casos de doping do esporte brasileiro em 2011, sendo o mais rumoroso deles o do nadador Cesar Cielo, que acabou absolvido pea CAS (Corte Arbitral do Esporte) e pôde competir no Mundial de Xangai, onde conquistou duas medalhas de ouro

Notas relacionadas:

  1. Doping vai ganhando de goleada no esporte brasileiro
  2. Mais um caso de doping no Brasil termina em “advertência”
  3. Doping no esporte brasileiro também chega ao judô. Vergonha!
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , ,

quarta-feira, 3 de agosto de 2011 Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira, Ídolos | 20:19

O inoportuno silêncio de Cesar Cielo

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Cesar Cielo chega a Guarulhos e despista a imprensa, ao lado do pai e de seguranças

Tudo bem que encarar uma viagem de Xangai para São Paulo não é uma daquelas tarefas mais agradáveis. São pelo menos 26 horas atravessando o mundo. Desta forma, é perfeitamente compreensível que Cesar Cielo não estivesse muito a fim de encarar os jornalistas em seu desembarque a São Paulo nesta qiuarta-feira à noite, ao chegar da China, onde disputou o Mundial de Esportes Aquáticos e voltou para casa com duas medalhas de ouro. Pois é, nem sempre pode-se fazer tudo o que a lógica manda.

Por tudo que envolveu sua participação neste mundial, pelo fato de ele ter apenas dado uma declaração no dia do anúncio do doping; ter embarcado um dia antes para Xangai e assim fugir dos jornalistas; e por causa da polêmica absolvição aplicada pela CAS (Corte Arbitral do Esporte), que na verdade repetiu a pena de advertência aplicada pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Cielo tinha que ter falado com os jornalistas, sim!

Cesar Cielo já é o maior nadador da história do Brasil. Mas precisa demonstrar esta mesma grandeza diante de assuntos mais espinhosos e pouco agradáveis. Queira ou não, este caso de doping e a polêmica liberação para que ele competisse em Xangai irá acompanhá-lo em toda a carreira. Que ele saiba administrar melhor esta situação incômoda e mostrar a grandeza dos grandes campões. Na boa e na ruim.

Notas relacionadas:

  1. César Cielo começa 2011 com tudo
  2. As mudanças que virão a partir da absolvição de Cesar Cielo
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011 Imprensa, Mundiais, Seleção brasileira | 23:34

O Mundial de Xangai e o ouro de tolo

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Fantasiado, Cesar Cielo exibe as duas medalhas de ouro conquistadas em Xangai

“Quarto colocado no quadro de medalhas, o Brasil deixa o Mundial de Esportes Aquáticos de Xangai com a melhor campanha de sua história, ao menos em termos qualitativos. As quatro medalhas de ouro colocaram o país atrás somente de Estados Unidos, China e Rússia. Mas, ao se analisar o desempenho dos atletas como um todo, o resultado é pior do que o apresentado há dois anos em Roma, quando os brasileiros terminaram na 13ª colocação geral….”

Começa assim, conforme parágrafo acima, a boa reportagem de Pedro Taveira, do iG Esporte, fazendo uma análise do desempenho da equipe do Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai, encerrados neste domingo e que você pode ler a íntegra aqui.

Uma análise que mostra, sem pachequismo, o real valor do desempenho brasileiro. Se é incontestável que o país nunca ganhou tantas medalhas de ouro numa mesma edição, é verdade também que diminuiu sensivelmente a participação de atletas brasileiros em finais.

Até mesmo em modalidades nas quais o Brasil não tem tradição alguma, como os saltos ornamentais, houve uma piora em Xangai em relação ao desempenho em Roma, há dois anos. E a reportagem também mostra que das quatro medalhas de ouro conquistadas, somente o de Cesar Cielo nos 50m livre representa uma vitória em prova que está no programa olímpico – e vamos reconhecer, o que vale mesmo, na natação e no atletismo, são os resultados em Olimpíadas.

Os ótimos títulos de Cielo nos 50m borboleta; Felipe França, nos 50m peito; e o de Ana Marcela Cunha, nos 25km da maratona aquática, são relativos à provas só disputadas em Mundiais. Por isso, muito cuidado antes de sair por aí batendo no peito e chamando o Brasil de nova força na natação. Com o dinheiro público que é investido na CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), os resultados deveriam ser bem melhores.

Vale a leitura!

Veja também:

>>O feito de Cesar Cielo é incontestável. Dentro d’água

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Notas relacionadas:

  1. Eliminações marcam dia de brasileiros no Mundial de Xangai
  2. As medalhas do Brasil nos Mundiais de esportes aquáticos
  3. Palpite para os 50m livre no Mundial de Xangai
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , ,

sábado, 30 de julho de 2011 Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira, Ídolos | 18:57

O feito de Cesar Cielo é incontestável. Dentro d’água

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Cesar Cielo exibe a medalha de ouro nos 50m livre do Mundial de Xangai

Se alguém ainda tinha alguma dúvida sobre o papel que o nadador Cesar Cielo irá desempenhar nos próximos anos no esporte brasileiro, teve como resposta a conquista espetacular neste sábado pela manhã do bicampeonato mundial nos 50m nado livre, do Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai, na China.

Cielo ganhou a prova com autoridade, marcando o ótimo tempo de 21s52 – o segundo melhor do ano -,  deixando para trás o italiano Luca Dotto (segundo colocado) e o francês Alain Bernand (terceiro), justamente ele quem mais criticou o brasileiro no episódio de advertência no doping por furosemida, dado pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) e ratificado pela CAS (Corte Arbitral do Esporte).

Não há ninguém na natação mundial mais rápido do que Cesar Cielo e o próprio brasileiro, deixando corretamente a modéstia de lado, colocou-se como um dos principais favoritos a conquistar o ouro nesta prova nas Olimpíadas de Londres, em 2012.

Dentro das piscinas, não há uma vírgula a se contestar das duas medalhas de ouro de Cesar Cielo (que neste mesmo Mundial de Xangai havia sido campeão mundial dos 50m borboleta). Mas fora d’água…

Sim, lá vem o mala falar (como fui definido outro dia por um tuiteiro) mal do Cielo. Não dele, especialmente, mas do que cercou sua participação neste Mundial de Xangai.

Num futuro distante, quando torcedores e jornalistas se debruçarem pelos arquivos digitais que certamente serão cada vez mais desenvolvidos, e resolverem pesquisar tudo o que cercou este mundial de esportes aquáticos, saberão que um grande ídolo brasileiro, que tinha testado positivo por doping meses antes – ocorrido por um descuido, é verdade – só pôde competir porque o tribunal definitivo de apelação esportiva da época tomou uma polêmica decisão de liberá-lo. Mesmo sabendo que casos idênticos, iguaizinhos ao dele foram julgados com muito mais rigor e que receberam penas de suspensão.

Por mais que isso irrite a pachecada (que não está restrita apenas ao futebol, mas em todas as modalidades esportivas nas quais o Brasil tem sucesso), a verdade é que Cesar Cielo sempre terá que conviver com esta espécie de asterisco em sua carreira.

Da mesma forma que a impecável seleção masculina de vôlei, que ganhou tudo e que deverá ganhar ainda mais no futuro, sempre será lembrada pelo jogo que entregou no Mundial da Itália, no ano passado, para a Bulgária, e assim, tirando proveito do regulamento estúpido, escapar de confrontos mais perigosos na fase seguinte.

E,  da mesma forma, o bravo Felipe França, campeão mundial dos 50m peito, será lembrado pelo movimento irregular que fez no finalzinho da prova em que garantiu a medalha de ouro.

Aos pachecos, lembro que esta minha análise não significa falta de respeito ou patriotismo em relação a Cesar Cielo. Primeiro porque patriotismo não tem nada a ver com esporte. E depois, considero Cielo um cara do bem, um atleta de personalidade e, acima de tudo, um gênio das piscinas.

Cielo pertence a uma casta rara de gênios esportivos nascidos no Brasil e que não jogam futebol, que inclui também Gustavo Kuerten, Maria Esther Bueno, Éder Jofre, Ayrton Senna, Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Joaquim Cruz, Adhemar Ferreira da Silva, João do Pulo, Giba, Oscar Schmidt, Wlamir Marques, Amaury Pasos, Robert Scheidt Torben Grael são alguns destes caras.

Mas se a Justiça tivesse o mesmo peso para todos, sem levar em conta títulos e medalhas, Cesar Cielo não deveria ter nadado em Xangai.

Veja também:

>>O desabafo e o protesto

>>As mudanças que virão a partir da absolvição de Cesar Cielo

>>O doping e a hipocrisia

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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , , ,

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