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Posts com a Tag Londres 2012

quarta-feira, 5 de setembro de 2012 Histórias do esporte, Imagens Paralímpicas, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Vídeos, Ídolos | 13:22

Medalha de ouro e uma lição de vida

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Alessandro Zanardi comemora a medalha de ouro no ciclismo das Paralimpíadas de Londres

Há 11 anos, ele quase morreu em um pavoroso acidente em uma prova da F-Indy, na Alemanha, em Lauditz. O choque, com o canadense Alex Tagliani, foi a quase 300 km/h. Chegou a ficar em coma, os médicos duvidavam que ele sobrevivesse e por fim, as pernas tiveram que ser amputadas.

Diante de tudo isso, poderia se imaginar que o piloto Alessandro Zanardi caísse em depressão ou coisa parecida. Sua vida sempre tinha sido o automobilismo (antes da Indy, havia sido piloto de F-1). Mas em menos de dois anos do acidente de 2001, ele já estava competindo em corridas do Mundial de Turismo, em um carro adaptado. Depois, passou a competir em maratonas famosas como Nova York, na categoria bicicleta com as mãos (handbike).

Nesta quarta-feira, Zanardi deu mais uma lição de vida, ao ganhar a medalha de ouro na prova de ciclismo com as mãos, pelas Paralimpíadas de Londres 2012, ironicamente obtida em um autódromo, em Brands Hatch. Uma vitória para a história!

Só mesmo o esporte para proporcionar histórias que são verdadeiros roteiros de cinema na vida real.

Notas relacionadas:

  1. Ouro inédito no boxe mostra que há vida além do COB
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  3. Videoclipe medalha de ouro. Já a música…
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , ,

segunda-feira, 3 de setembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Seleção brasileira | 15:57

Ainda sobre os números dos deficientes físicos brasileiros

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Alan Fonteles recebe a medalha de ouro nos 200 m, ao lado de Oscar Pistorius: sucesso brasileiro nas Paralimpíadas de Londres

Diante da repercussão do post anterior, em que analisava alguns dos motivos pelos quais o Brasil é uma verdadeira potência esportiva no esporte paralímpico, alguns leitores questionaram os números que apresentei, baseados no último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que apontava que 24% da população do Brasil (ou mais de 45 milhões de pessoas) estão incluídas na categoria de deficientes físicos.

O problema está na própria forma que o IBGE fez esta classificação, contestada por entidades ligadas a movimentos ligados às pessoas com deficiência. Em contato com o CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), recebi do próprio presidente da entidade, Andrew Parsons, a informação que não existe um número oficial, em razão das várias maneiras de classificar a deficiência física de uma pessoa. Além disso, o critério do IBGE é abrangente demais, no qual pessoas com miopia elevada podem entrar nesta conta dos 24%.

Portanto, a CPB usa como número base dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), que aponta 10% da população do Brasil tendo algum tipo de deficiência física mais grave.

Ainda assim, são quase 20 milhões de pessoas, um número bastante expressivo e que também ajuda a explicar um pouco desta brilhante campanha brasileira nas Paralimpíadas de Londres.

Notas relacionadas:

  1. Alguns números do revezamento da tocha
  2. Conheça a tocha das Paralimpíadas de Londres 2012
  3. Brasil, potência paralímpica
Autor: Marcelo Laguna Tags: ,

domingo, 2 de setembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Seleção brasileira | 15:41

Brasil, potência paralímpica

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Daniel Dias ganha sua segunda medalha de ouro nas Paralimpíadas de Londres, nos 200 m livre

Atualizado em 3/09

As Paralimpíadas de Londres 2012 chegaram neste domingo a seu quarto dia de competições. Ou seja, ainda mal completou-se uma semana de disputas esportivas e, ao menos até agora, o Brasil vai cumprindo com competência o objetivo traçado antes da abertura dos Jogos: ficar no top 10 do quadro geral de medalhas.

Enquanto este post é escrito, os brasileiros já conquistaram nada menos do que 13 medalhas, sete delas de ouro, quatro a mais do que o país obteve nos Jogos Olímpicos, encerrados no dia 12 de agosto.

Nos últimos dias, torcedores que nunca acompanharam ou que têm pouco conhecimento do universo esportivo paralímpico se emocionaram com cenas de superação e conquista de heróis nacionais desconhecidos, como Daniel Dias e André Brasil, na natação, Antônio Tenório ou Lúcia Teixeira, no judô, Terezinha Guilhermina e Alan Fonteles Cardoso, no atletismo, só para citar alguns deles.

Tudo isso faz com que uma conclusão pareça óbvia: o Brasil é uma potência nos esportes para deficientes físicos. Mas o que levaria a esta situação?

É claro que eu não teria a pretensão aqui de tentar cravar uma resposta definitiva a esta questão, mas um dado do Censo de 2010, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) traz pistas que confirmam a tese. Segundo a pesquisa, o percentual de pessoas com deficiência física na população brasileira atualmente é de 24%, o que equivaleria a 45,6 milhões de pessoas.

Ou seja, o Brasil tem mais do que um Canadá em pessoas deficientes (a população canadense no último levamento, de 2010, é de pouco mais de 34 milhões de pessoas).

Em um país como o nosso, que a despeito de todos os benefícios alcançados pelo crescimento econômico nos últimos anos, ainda peca pela falta de oportunidades no mercado de trabalho para quem tem algum tipo de comprometimento físico, parece ser meio evidente que uma das saídas para as pessoas deficientes realizem sua inclusão social seja através do esporte.

Uma lição que todos os especialistas em esporte de alto rendimento sempre repetem é que da quantidade que se extraí a qualidade. Se em algumas modalidades para atletas sem deficiência falta “mão de obra”, nos esportes paralímpicos o potencial para o descobrimento de novos talentos no Brasil é enorme.  Não é à toa que a China, com sua população de mais de 1,3 bilhão de habitantes, já ganhou 71 medalhas em Londres 2012 até agora.

Se existe algo que o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e o Ministério do Esporte precisam aprender com o CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) é como aproveitar o enorme potencial esportivo que o Brasil possuí. E para isso, não basta ficar somente no discurso vazio e cheio de palavras bonitas…

Atualização: como alguns leitores questionaram os números apresentados pelo censo do IBGE, publiquei outro post com novos números, que são levados em conta pelo próprio CPB e que você poderá conferir aqui.

Notas relacionadas:

  1. Jornal americano prevê recorde de ouros do Brasil em 2012
  2. Potência olímpica precisa de mecenas?
  3. Sonho do COB em ver Brasil como potência olímpica nos Jogos de 2016 ainda é utopia
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 27 de agosto de 2012 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Vídeos | 12:34

Para matar as saudades de Londres 2012

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Simplesmente incrível o vídeo lançado pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) reunindo alguns momentos inesquecíveis dos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Para quem ainda está curtindo aquela famosa “ressaca olímpica”, é um vídeo obrigatório!

Notas relacionadas:

  1. Os brasileiros classificados para Londres 2012
  2. Quase tudo pronto em Londres 2012. Lição para o Rio 2016!
  3. Veja o trajeto virtual do revezamento da tocha de Londres 2012
Autor: Marcelo Laguna Tags:

sexta-feira, 24 de agosto de 2012 Imagens Paralímpicas, Paraolimpíadas, Seleção brasileira | 19:36

Londres começa a entrar no clima das Paralimpíadas

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A Tower Bridge, um dos cartões postais de Londres, enfeitada com o símbolo das Paralimpíadas

Nem bem curou a ressaca da maratona dos Jogos Olímpicos, encerrados no último dia 12, a cidade de Londres já começa a se preparar para curtir uma nova festa esportiva, desta vez com a realização das Paralimpíadas. O evento começará na próxima quarta-feira (29), mas já está, literalmente, tomando conta das ruas londrinas.

Nesta sexta-feira, por exemplo, o símbolo oficial dos Jogos Paralímpicos 2012, chamado “The Agitos”, apareceu em alguns pontos turísticos conhecidos da capital britânica, como a Tower Bridge, Trafalgar Square e Kew Gardens. O símbolo dos Jogos também foi lançado em outras cidades da Grã-Bretanha, como Cardiff (País de Gales) e Edimburgo (Escócia).

O Brasil participará da edição dos Jogos Paralímpicos de Londres 2012 com uma delegação numerosa. No total, serão 182 atletas, sendo 115 homens e 67 mulheres e 16 acompanhantes de atletas (atletas-guia, calheiro e timoneiro). Também fazem parte da delegação brasileira quatro tratadores de cavalos, 31 profissionais da área da saúde e 86 oficiais técnicos e administrativos.

Em Pequim 2008, o Brasil enviou 188 atletas e conquistou um total de 47 medalhas, sendo 16 de ouro, 14 de prata e 17 de bronze.

Notas relacionadas:

  1. Conheça a tocha das Paralimpíadas de Londres 2012
  2. Brasil começa com derrota no Pré-Olímpico de polo aquático
  3. Handebol feminino vai de clima ecológico em Londres 2012
Autor: Marcelo Laguna Tags: ,

quinta-feira, 23 de agosto de 2012 Olimpíadas, Personagens olímpicos, Ídolos | 22:56

Yohan Blake, o homem mais rápido do mundo. Entre os mortais

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Yohan Blake comemora a vitória e sua marca histórica nos 100 m em Lausanne

Atualizado

Caro(a) leitor (a), não estranhe o título do post. No mundo real, dos mortais, é o jamaicanoYohan Blake quem pode ostentar o título de homem mais rápido do mundo. Sim, porque entre os extra-terrestres, a honraria pertence ao seu compatriota Usain Bolt, seis medalhas de ouro olímpicas no currículo e bicampeão dos 100 e 200 m rasos, repetindo um feito que ninguém alcançava desde Carl Lewis. Mas é bom que Bolt coloque as barbas de molho…

Nesta quinta-feira (23), Yohan Blake venceu com sobras a prova dos 100 m rasos, válida pela etapa de Lausanne (Suíça) da Liga de Diamante. O mais importante, contudo, foi a forma com que ele conseguiu o triunfo: ao cravar o tempo de 9s69, o jamaicano tornou-se o terceiro homem mais rápido do mundo na distância. Atrás somente de duas marcas obtidas justamente por Bolt, o recorde mundial da prova (9s58), de 2009, e o tempo que lhe deu o ouro em Londres 2012 (9s63).

Detalhe bastante relevante nesta estatística: Blake também detém o quarto e quinto tempos mais rápidos nos 100 m rasos em todos os tempos, com 9s75, obtidos na seletiva olímpica jamaicana, em junho deste ano, e nos próprios Jogos de Londres, quando levou a medalha de bronze. Vale lembrar que o americano Tyson Gay também cravou um tempo de 9s69 em 2009, em Xangai, mas com ajuda do vento de 2.0 m/s, acima do limite estabelecido pela IAAF (Associação das Federações Internacionais de Atletismo).

Com apenas 22 anos, Yohan Blake deu o azar de ter nascido na mesma época de Usain Bolt. O próprio colega de equipe costuma brincar sobre isso em entrevistas, quando deseja ressaltar sua supremacia nos 100 m. Mas acho que até mesmo Bolt já sentiu que não irá demorar muito tempo para que Blake o deixe para trás.

Vale lembrar que no Mundial de Daegu, no ano passado, Blake levou o título, beneficiado pela desclassificação de Bolt, após queimar a largada. E na seletiva jamaicana, Blake ficou em primeiro e Bolt, em terceiro. O bicampeão olímpico reconheceu em Londres que o desempenho do rival serviu para “acordá-lo” antes das Olimpíadas.

Portanto, se o trono de Usain Bolt continua inatingível por enquanto, é conveniente que ninguém se espante com o dia em que ele passar a ser ocupado por Yohan Blake. E pode ter certeza que este dia irá chegar.

Notas relacionadas:

  1. Bolt sem papas na língua
  2. O lado “democrático” do Mundial de Atletismo
  3. O segredo da vitória de Usain Bolt nos 200m rasos em Daegu
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 21 de agosto de 2012 Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira, Ídolos | 23:18

Hora de reflexão, mas sem caça às bruxas

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Cesar Cielo cura sua ressaca olímpica vencendo nos 50 m livres do Troféu José Finkel

Bem, chega de ressaca olímpica, inclusive para este blogueiro, que volta à labuta nesta quarta-feira, após uma pausa para recarregar as baterias, zeradas com a extenuante maratona olímpica em Londres. Mas é inevitável que ainda se fale (por um bom tempo, presumo) sobre a recém-encerrada edição dos Jogos Olímpicos 2012, em especial comentando a participação brasileira.

Mesmo nesta semana de descanso, pude acompanhar um pouco da repercussão dos resultados obtidos pelos atletas do Brasil, seja nas redes sociais, reportagens de jornal, colunas, blogs de especialistas que respeito muito e de outros que aproveitaram a ocasião para dar uma de “gato mestre”, como dizem alguns amigos meus cariocas. E diante de tudo que ouvi e li, é necessário fazer uma boa peneira e realizar uma reflexão cuidadosa sobre este “decepcionante” desempenho brasileiro.

Em primeiro lugar, uma coisa precisa ficar bem clara em relação ao adjetivo que encerra o parágrafo acima. Com exceção de cartolas que querem tapar o sol com a peneira e de alguns pachecos mais animadinhos (inclusive dentro da imprensa), o Brasil fez exatamente o que dele se esperava, com uma bela surpresa aqui, um vexame ali. Mas a realidade olímpica brasileira é exatamente este 22º lugar no quadro geral de medalhas em Londres. Por isso, soa como piada o sonho do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) em ver o Brasil terminar no Top 10 nos Jogos do Rio 2016, faturando pelo menos 30 medalhas.

É estranho ver cobranças sobre alguns atletas e modalidades esportivas nas quais não deveriam jamais ter criado falsas expectativas. É o tal efeito Pan, tão nocivo por mascarar o real potencial que estes mesmo atletas terão pela frente, quando confrontados com a elite do esporte mundial. O atletismo e a natação, por exemplo, foram grandes decepções, mas dentro da delegação brasileira, raros eram os atletas com chances reais de conseguir algum grande resultado, A maioria absoluta fez o que estava dentro de sua possibilidade.

Muito mais importante, e isso tenho visto com frequência, é uma forte cobrança ao trabalho do COB, que nunca teve tanto dinheiro público (via Lei Agnelo/Piva) para distribuir às confederações nacionais em sua preparação olímpica, mas novamente não conseguiu fazer uma gestão correta desta trabalho e transformá-lo em um resultado proporcional ao que foi investido. Não se enganem: duas míseras medalhas a mais do que foi obtido quatro anos atrás, em Pequim 2008 (17 a 15), é um resultado pífio.

Por fim, vale um alerta sobre a tentação de se começar uma espécie de “caça às bruxas” em relação aos grandes fiascos brasileiros em Londres. Sim, ocorreram decepções: ainda está mal digerida a desistência de Fabiana Murer em tentar seu último salto e terminar eliminada na qualificação do salto com vara; Cesar Cielo ficou devendo, ao terminar em sexto lugar nos 100 m livre e com o bronze nos 50 m livre, prova na qual defendia o título olímpico de 2008; Leandro Guilheiro e Tiago Camilo, que apesar de favoritos nem chegaram ao pódio no judô;  as inesperadas derrotas no vôlei de praia, com os favoritos Alison/Emanuel e Juliana/Larissa levando prata e bronze, respectivamente; e o futebol, onde nem mesmo todo o talento de Neymar foi capaz de dar à seleção brasileira uma medalha de ouro que insiste em escapar.

Todos estes atletas merecem, é claro,  serem questionados pelo desempenho abaixo do esperado, mas nunca perdendo a perspectiva do que eles já fizeram e conquistaram em suas respectivas modalidades. Ou pode-se simplesmente jogar no lixo o título mundial de Fabiana Murer e Cielo, além das medalhas olímpicas de Guilheiro e Camilo?

Um país monoglota esportivo como o Brasil ainda precisa aprender muito sobre esportes olímpicos antes de sair por aí cobrando resultados sem qualquer parâmetro.

Notas relacionadas:

  1. Jornal americano prevê cinco ouros para o Brasil em 2012
  2. Eliminação da ginástica rítmica das Olimpíadas merece reflexão
  3. Jornal americano prevê recorde de ouros do Brasil em 2012
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 13 de agosto de 2012 Diário de viagem, Isso é Brasil, Olimpíadas | 07:00

Agora a bola está com a gente. Vamos fazer o dever de casa?

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Prefeito do Rio, Eduardo Paes, agita a bandeira olímpica, na cerimônia de encerramento em Londres

E terminou com uma belíssima festa uma das edições mais fantásticas já realizadas dos Jogos Olímpicos. A cidade de Londres deu um verdadeiro show dentro de pistas, quadras, campos, piscinas, os atletas não decepcionaram, conquistando resultados históricos e que ficarão marcados para a história. Mas agora que tudo acabou, chegou o momento de voltar os olhos para o maior desafio já enfrentado pelo esporte olímpico do Brasil: organizar as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

E uma pergunta que era recorrente  aqui em Londres, entre os jornalistas brasileiros, diante da quase perfeição de organização que os britânicos fizeram, era a seguinte: como vamos conseguir chegar perto disso?

Talvez a melhor resposta seja exatamente fugir da premissa da pergunta. É impossível copiar tudo o que Londres realizou simplesmente porque são cidades diferentes, com histórias diferentes, orçamentos diferentes, riqueza cultural, educacional e financeira totalmente opostas ao que temos no Rio de Janeiro.

Mas isso não é necessariamente uma coisa ruim.

Se havia algo irritante nestas Olimpíadas, era que esta organização impecável dos britânicos também esbarra em um traço cultural do próprio povo, que faz tudo “certinho”, não abre brechas para algo que fuja do script. Se um caminho mostra que você precisa dar a volta na esquina para chegar a uma entrada de metrô, não adiantava você tentar explicar para o segurança que bastava você atravessar aquela bendita calçada que chegaria no mesmo lugar, mais rápido. O sujeito não iria concordar com você e certamente começaria uma bela discussão caso você insistisse. Com risco até de chamar a polícia.

Se o Rio de Janeiro não terá a menor condição de copiar este sistema secular e fantástico do transporte público londrino, que te leva para absolutamente todos os lugares da cidade, tem ao menos a obrigação de fazer algo que tenha capacidade de atender uma demanda que promete ser gigantesca de pessoas e jornalistas. Se falhar nisso, será meio caminho para o fracasso.

Do ponto de vista das arenas, a melhor lição de Londres é aquela que costuma ser o nosso calcanhar de Aquiles: o gasto desenfreado com estádios que depois irão virar elefantes brancos. A Copa do Mundo de 2014 está aí para confirmar isso. Quantas arenas estão sendo construídas e ficarão praticamente ociosas após o Mundial?

No caso das Olimpíadas, Londres mostrou que instalações provisórias podem ser extremamente funcionais. Evitando problemas como os pontos cegos do Aquatics Centre, não é necessário se gastar milhões. E felizmente parece que o comitê organizador da Rio 2016 está sinalizando que esse deverá ser o caminho a ser adotado.

O Rio de Janeiro, se não tiver sonhos de megalomania, utilizar recursos públicos e privados com inteligência e, fundamentalmente, se organizar, poderá fazer uma edição de Jogos Olímpicos muito boa. Basta fazer o dever de casa. E a hora para isso já começou.

Notas relacionadas:

  1. Esta é “The Albert”, a bola oficial das Olimpíadas 2012
  2. E o relógio está correndo…
  3. Custo da Casa Brasil em Londres é quase um ano de Lei Piva
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , ,

quinta-feira, 9 de agosto de 2012 Diário de viagem, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Personagens olímpicos | 09:26

O clima ‘contagiante’ da maratona aquática em Londres

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O torcedor não resistiu a tanta emoção na maratona aquática... e caiu no sono

A combinação maratona aquática de 10 km + sol forte do verão londrino pode produzir danos irreparáveis ao sono do torcedor que acompanha a prova no Hyde Park. Com duração prevista para cerca de duas horas, a competição dos Jogos Olímpicos de Londres e que conta com a participação da brasileira Poliana Okimoto tem sido uma prova de resistência até para os mais fanáticos.

Que o diga o torcedor da foto acima.

Notas relacionadas:

  1. Maratona da tocha de Londres-12 terá quase 13 mil km
  2. E o clima olímpico vai esquentando…
  3. Handebol feminino vai de clima ecológico em Londres 2012
Autor: Marcelo Laguna Tags: , ,

terça-feira, 7 de agosto de 2012 Com a palavra, Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 15:15

Até quando o brasileiro será iludido pelas glórias do Pan?

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Goleira Chana é consolada pela companheira Deonise, após a eliminação do Brasil no handebol feminino

“A gente fez um trabalho maravilhoso,  só que ainda ficamos nos detalhes. Falta de experiência em decisão também pesou. Por que decidir Pan-Americano ou Sul-Americano não tem comparação com jogo decisivo numa Olimpíada”



Declaração da pivô Dani Piedade, da seleção brasileira feminina de handebol, após a eliminação ocorrida nesta terça-feira para a Noruega, pelas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Londres. A despeito da tristeza que a derrota causou, as palavras de Dani merecem uma profunda reflexão de todos nós, jornalistas e torcedores, que acompanham e curtem esportes olímpicos.

Nesta terça-feira, vimos dois brasileiros competindo no triatlo, Reinaldo Colucci e Diogo Sclebin, chegarem longe do pódio; no levantamento de peso, Fernando Reis não conseguiu repetir sua melhor marca e não passou das eliminatórias; na vela, Ricardo Winicki, o Bimba, encerrou sua participação em nono lugar, sem nunca ter chegado perto da zona de medalha.

O que eu quero com tudo isso não é colocar estes atletas no paredão e mandar o pelotão de fuzilamento abrir fogo. Eles certamente fizeram o que estava dentro do possível, para a condição deles.

O que merece ser analisado é que, para uma parcela absoluta do público que não acompanha o dia a dia das modalidades olímpicas, a impressão que fica é que, sempre no ano seguinte após uma disputa de Jogos Pan-Americanos, o Brasil chegará às Olimpíadas e conseguirá repetir o desempenho. Pode ter certeza que essa é a imagem que fica.

E a culpa é de quem? Bem, algumas vezes do próprio atleta, que inebriado pela conquista de uma competição continental de nível mais fraco, acaba criando ele mesmo falsas expectativas; outra parcela cabe à própria imprensa, que por necessidade de audiência ou para vender mais jornais, acaba “bombando” demais um evento sem as necessárias ponderações críticas.

Por fim, cabe ao COB (Comitê Olímpico Brasileiro), que também ajuda a criar esta onda de oba-oba, ao sempre levar suas estrelas para competir, em muitas modalidades, com atletas de equipes “B” dos EUA ou Canadá.

Por isso, antes de procurar a primeira rede social para xingar aquele atleta que deu “vexame”, pense duas vezes. Talvez você também seja um destes iludidos do Pan.

Notas relacionadas:

  1. Relógio do Pan-11 inaugurado. Será que este vai funcionar?
  2. Hóquei brasileiro precisa mais do que acordos
  3. Pré-Olímpicos embalam feriadão do esporte brasileiro
Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , ,

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