Londres 2012 | Blog Espírito Olímpico, por Marcelo Laguna - iG

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sexta-feira, 10 de maio de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 16:53

Rio 2016 já tem prejuízo acumulado de R$ 149 milhões

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Visão geral de como ficará a Vila Olímpica durante os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro

Preocupante, para dizer o mínimo, os números demonstrados no balanço financeiro de 2012 do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio 2016. O diretor geral do Rio 2016, Sidney Levy, apresentou o resultado do último exercício fiscal da entidade organizadora das próximas Olimpíadas, que teve um déficit de R$ 90.637.209,00 em 2012. No acumulado de 2011 e 2012, o prejuízo  chega a R$ 149.773.968,00.

Chama a atenção no balanço o aumento no item “Despesos com pessoal”, que saltou de R$ 43,6 milhões em 2011 para R$ 76,8 milhões no ano passado. Também aumentou os valores gastos com eventos: R$ 58,5 milhões, contra R$ 2,9 milhões gastos em 2011. Em 2012, foram realizados inúmeros eventos promocionais para 2016, inclusive em Londres, durante os últimos Jogos Olímpicos, como por exemplo a participação do Brasil na cerimônia de encerramento.

O que serve de sinal de alerta em relação aos números apresentados pelo pessoal do Rio 2016 é que o orçamento final para a realização das Olimpíadas e Paraolimpíadas ainda não foi divulgado. Segundo o Portal da Transparência, os gastos estimados para a organização dos dois eventos passa dos R$ 12,5 bilhões. Mas uma revisão final está sendo feita e prometida para ser anunciada em julho. E os gastos com instalações esportivas, tomando como base a experiência com os estádios da Copa do Mundo de 2014,  pode elevar ainda mais o tamanho do prejuízo.

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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , ,

terça-feira, 7 de maio de 2013 Ciclo olímpico, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 10:46

Confira os brasileiros que largaram bem para 2016

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Ana Claudia bateu o recorde sul-americano dos 100 m e está entre as dez mais rápidas do mundo

Atualizado

O início do ciclo olímpico para as Olimpíadas do Rio, em 2016, em um ano sem grandes competições poliesportivas previstas no calendário mundial, vem trazendo alguns bons resultados para o esporte brasileiro. A temporada mal começou, mas já ocorreram resultados significativos, colocando inclusive alguns destes atletas no topo do ranking mundial de algumas modalidades. Nomes consagrados, como o do campeão olímpico e mundial Cesar Cielo, já começam 2013 brilhando, mas pintam algumas boas surpresas.

Confira abaixo quem já brilhou nestes primeiros cinco meses do ciclo olímpico, que incluí as Olimpíadas do Rio 2016 e o Pan-Americano de Toronto 2015.

Atletismo

De olho na preparação para o Mundial de Moscou, em agosto, os brasileiros correm em busca de índice para garantir sua presença na competição. Mas é no feminino que os principais resultados estão surgindo. A cearense Ana Cláudia Lemos alcançou o índice com direito a um recorde sul-americano nos 100 m rasos, cravando 11s13 em uma prova no último sábado, em Campinas, superando seu próprio recorde, que era de 11s15.

Esta marca coloca Ana Cláudia entre as dez melhores do mundo na prova. Antes dela, a paulista Franciela Krasucki já havia começado a temporada de 2013 com tudo, igualando o próprio recorde anterior de Ana Cláudia, com 11s15.

Também classificada para Moscou, Keila Costa obteve um feito extra no salto triplo: a marca de 14m37 obtida em Campinas, neste último sábado, além de carimbar seu passaporte para o Mundial, significou a melhor marca do mundo neste ano na prova, até agora.

Entre os homens, o brasileiro Mahau Suguimati, nos 400 m com barreiras, cravou o quarto melhor tempo do ano (e também índice para o Mundial), em uma prova no Japão, na última sexta-feira, com 48s79.

Boxe

No final de abril, a seleção brasileira masculina participou do Torneio Feliks Stamm, um dois mais tradicionais no boxe amador, voltando para casa com três medalhas. O resultado mais importante foi a medalha de ouro obtida por Patrick Lourenço, na categoria 49 kg (peso mosca), derrotando na final o russo Vasilij Egorov.

Ginástica artística

No final de março, o campeão olímpico nas argolas em Londres, Arthur Zanetti, mostrou que continua em forma logo em sua primeira prova do ano, ao faturar a medalha de ouro na etapa de Doha (Catar) da Copa do Mundo de ginástica artística, obtendo a nota 15.700. Nas Olimpíadas, quando levou o ouro, marcou 15.900

Judô

A última atualização do ranking da FIJ (Federação Internacional de Judô), divulgada no dia 2, apresentou uma boa surpresa para o judô brasileiro: a primeira colocação de Victor Penalber  na categoria até 81 kg, superando por apenas 28 pontos o sul-coreano Kim Jae-Bum, atual campeão olímpico e mundial. Contribuiu para a escalada de Penalber no ranking a medalha de ouro obtida no recém-disputado campeonato pan-americano da categoria, realizado em San José, na Costa Rica.

No feminino, Sarah Menezes, campeã olímpica em Londres 2012 e também ouro no Pan de judô, lidera com folga a categoria até 48 kg, com 344 pontos de vantagem sobre a japonesa Haruna Asami.

Natação

Na corrida para garantir um lugar na delegação que disputará o Mundial de esportes aquáticos de Barcelona, entre 19 de julho e 4 de agosto, dois brasileiros brilharam neste início de temporada. O primeiro, uma barbada: após a frustração com o bronze nos 50 m livre em Londres 2012, César Cielo começou com tudo 2013, cravando o segundo melhor tempo do mundo durante a disputa do Troféu Maria Lenk, no final de abril. Com a marca de 21s58, Cielo ficou atrás apenas do francês Florent Manaudou, campeão olímpico nas últimas Olimpíadas, que tem 21s55 este ano.

No feminino, surge a grande novidade, com a incrível performance da jovem Graciele Hermann, de apenas 21 anos, que no mesmo Maria Lenk assegurou sua vaga na equipe que vai ao Mundial com o melhor tempo de sua vida. A marca de 25s10 corresponde ao 10º melhor tempo no ranking mundial da Fina (Federação Internacional de Natação).

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quarta-feira, 24 de abril de 2013 Ciclo olímpico, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:05

Boxe feminino brasileiro vive clima de guerra

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Adriana Araújo conquistou em Londres a primeira medalha para o boxe feminino do Brasil

O boxe brasileiro viveu um momento mágico nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, quando quebrou um jejum de 44 anos sem medalhas. Foram três pódios (uma de prata e duas de bronze), um deles justamente na estreia da categoria feminina. Mesmo depois de tudo isso, a modalidade passa por uma crise. E pelo visto, uma crise que dificilmente se resolverá facilmente.

O clima de guerra está armado no feminino, por conta da dispensa das três integrantes da equipe que foi a Londres, entre elas Adriana Araújo, dona da medalha de bronze na categoria até 60 kg. As outras que não foram incluídas na equipe que inicia um novo ciclo olímpico foram Roseli Feitosa (até 75kg) e Erika Matos (até 51 kg). Elas alegam que não tinham sido informadas e que ficaram sabendo quando viram que o pagamento do contrato de patrocínio da Petrobras não havia caído na conta. A CBBoxe (Confederação Brasileira de Boxe) contesta a informação.

Na verdade, o maior foco da crise está entre Adriana e a CBBoxe. Logo após ter garantido sua medalha de bronze, Adriana saiu disparando contra a entidade, em especial contra o presidente Mauro Silva. “Essa medalha é para calar a boca dele. Ele tentou me tirar da seleção, disse que eu não me classificaria e que não tinha condições de estar aqui. Mas vim e conquistei a medalha de bronze. Ele precisa aprender a valorizar os atletas do Brasil”, disse Adriana após a derrota na semifinal olímpica contra Sofya Ochigava (RUS), quando garantiu o bronze.

Segundo Silva, o problema do corte de Adriana foi sua falta de comprometimento e resistência em treinar em São Paulo. “Ela queria ficar na Bahia, com o técnico dela, mas em janeiro apresentou-se 14 kg mais gorda. Já tínhamos permitido isso outras duas vezes e os resultados foram terríveis”, disse o dirigente, através de sua assessoria de imprensa, em contato com o blog. As dispensas de Roseli e Erika ocorreram por deficiência técnica.

A confederação também nega que as atletas tenham sido pegas de surpresa com o corte. Segundo a assessoria de imprensa, após elas se apresentarem com o restante da equipe, em janeiro, foram avaliadas pela comissão técnica e dispensadas para voltar para casa, onde teriam que aguardar uma nova convocação, que não aconteceu. O vencimento do contrato de patrocínio delas ocorreu em abril e até então, receberam normalmente os salários.

No ano passado, logo após as críticas feitas por Adriana Araújo ainda em Londres, o iG ouviu outras pessoas ligadas ao boxe, entre eles o medalhista olímpico Servílio de Oliveira, que contestavam métodos e atitudes de Mauro Silva. Outro que critica o presidente da CBBoxe é Luiz Dórea, treinador de Adriana na Bahia e que também orienta Junior Cigano.

O pior é ver que o clima entre as duas partes não parece que irá se calmar tão facilmente assim. E o maior perdedor de tudo isso é o boxe brasileiro, que fica sem uma de suas melhores lutadoras, ao menos por enquanto.

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  1. Boxe brasileiro faz opção pragmática e ignora pesos pesados
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domingo, 21 de abril de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Ídolos | 20:43

O desabafo de Zanetti é uma vergonha para o Brasil olímpico

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Arthur Zanetti, o 1º brasileiro campeão olímpico na ginástica. Brasileiro por quanto tempo?

Muita atenção para a reprodução abaixo dos seguintes posts do Twitter neste domingo, repercutindo reportagem do programa “Esporte Espetacular”, da Rede Globo, sobre o ginasta campeão olímpico Arthur Zanetti:

Acima estão representadas opiniões de importantes atletas do movimento olímpico brasileiro. Um deles, o ex-jogador Nalbert, campeão olímpico e mundial com a seleção brasileira masculina de vôlei. Portanto, são opiniões de respeito.

Todos revoltados (e com razão) após a exibição da reportagem com o ginasta brasileiro Arthur Zanetti, ouro nas argolas nas Olimpíadas de Londres 2012, mostrando as condições precárias que ele tem para se preparar, em São Caetano do Sul. Um ginásio com equipamentos velhos, sem alojamento para descansar entre os treinos e precisando recorrer a marmitas para almoçar. Um campeão olímpico se submete a isso, é bom deixar claro.

Veja também: O Brasil olímpico que o ministro Aldo não conhece

O leitor do iG Esporte nem se surpreende com as imagens exibidas, pois no dia 15 de março, reportagem do companheiro Maurício Nadal já trazia cenas constrangedoras a respeito das condições de trabalho de Zanetti.

A surpresa no desabafo do ginasta ao Esporte Espetacular foi a possibilidade aberta por ele mesmo de não mais competir como brasileiro. “Eu já coloquei na minha cabeça que se surgir uma oportunidade legal, não só para mim, mas para o grupo de profissionais que vão me ajudar, eu pensaria, sim, em competir por outro país”.

É simplesmente impossível apenas imaginar essa possibilidade. Pior é ver o jogo de empurra-empurra entre todas as entidades responsáveis pela situação vexatória a qual Zanetti está passando: CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Ministério do Esporte, todos procurando justificar o injustificável.

Sinceramente, não acho que Arthur Zanetti colocará em prática essa ameaça, que nem é inédita, especialmente na ginástica (outros atletas já competiram em Jogos Olímpicos por nacionalidades diferentes). Mas se esse absurdo acontecer, a fatura dessa conta precisará ser dividida entre as seguintes pessoas: Carlos Nuzman, Aldo Rebelo, CBG, COB, Ministério do Esporte.

A culpa será toda de vocês.

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quarta-feira, 17 de abril de 2013 Geração 2016, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:19

As herdeiras de Yane no pentatlo moderno

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Priscila Oliveira garantiu lugar na final da etapa da China da Copa do Mundo de pentatlo moderno, que será realizada nesta sexta-feira

Uma das medalhas mais festejadas pelo Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 foi o bronze da pernambucana Yane Marques, no quase desconhecido (ao menos por estes lados) pentatlo moderno. O fato de ter sido a última medalha brasileira conquistada em Londres certamente contribuiu para a enorme repercussão do feito da brava Yane. É óbvio que o Brasil não se tornou a pátria do pentatlo, bem longe disso. Mas já é possível ver que estão começando a aparecer frutos daquele bronze.

Nesta quarta-feira, em Chengdu, na China, uma pernambucana assegurou vaga na final da etapa da Copa do Mundo de pentatlo moderno. Mas não foi a medalhista olímpica Yane Marques e sim Priscila Oliveira. Aos 24 anos, ela terminou a etapa de qualificação em 24º na classificação geral, assegurando um lugar entre as 36 finalistas. A final feminina será na sexta-feira. Outra brasileira que disputou a etapa foi Larissa Lellys, que ficou em 54º na classificação geral e não avançou para a final.

O mais bacana que não foi a primeira vez que Priscila (59ª do ranking mundial) conseguiu um resultado significativo em competições internacionais do pentatlo moderno. Na etapa do Rio de Janeiro da Copa do Mundo, disputada em março, ela ficou em 11º lugar na final, deixando para trás inclusive a própria Yane Marques, atual nº 2 do ranking mundial e que terminou em 13º. Ela não participou da etapa da China.

O pentatlo moderno ainda está engatinhando no Brasil, mas a histórica conquista de Londres 2012 já começa a gerar as herdeiras de Yane.

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  1. Yane Marques brilha na Hungria
  2. Ranking motiva Yane na final da Copa do Mundo de pentatlo
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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , ,

domingo, 31 de março de 2013 Ciclo olímpico, Isso é Brasil, Seleção brasileira, Ídolos | 12:28

A pior derrota de Hortência

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Hortência não ocupa mais a direção do basquete feminino na CBB

Poucas pessoas na história do basquete mundial tiveram uma carreira tão vitoriosa quanto Hortência Marcari. Maior cestinha do Brasil, campeã mundial em 1994, vice-campeã olímpica em Atlanta 1996, campeã pan-americana em Havana 1991, campeã mundial de clubes, integrante do Hall da Fama do basquete em Springfield. Um currículo brilhante. Mas todos estes feitos dentro de uma quadra de basquete não se repetiram quando Hortência passou a atuar como dirigente.

Sua gestão como diretora de basquete feminino na CBB (Confederação Brasileira de basquete), nos primeiros quatro anos do mandato de Carlos Nunes, foi uma sucessão de equívocos. E com uma característica marcante: a frequente troca de treinadores. Paulo Bassul, Carlos Colinas, Ênio Vecchi e Luiz Cláudio Tarallo foram os técnicos da era Hortência na CBB.

E pelo menos dois deles (Bassul e Vecchi) caíram por causa da aposta da dirigente numa jogadora:  Iziane Marques, a ala de algum talento e gênio intempestivo, que um dia recusou-se a entrar em quadra pela seleção por ter ficado no banco (pré-olímpico de Madri, em 2008), sob o comando de Bassul. O irônico é que faltando menos de uma semana para o início das Olimpíadas de Londres 2012, quando a seleção feminina fazia série de amistosos na França, Hortência foi obrigada a cortar Iziane, sua principal jogadora, por indisciplina. Ela levou um namorado para o quarto do hotel onde a equipe estava concentrada.

A notícia que saiu na última semana, dando conta que Hortência foi “rebaixada” na entidade, passando a ocupar agora uma protocolar “diretoria de assuntos institucionais” (Vanderley Mazzuchini acumulará a direção do masculino e feminino), significa sua maior derrota no basquete. E não estranharei se nas próximas semanas, Hortência anunciar sua saída da entidade.

Seria mais justo e digno com a história daquela que já foi chamada de “Rainha do basquete”, se a CBB, ao invés do “rebaixamento”, demitisse Hortência. Sem dramas ou mágoas. Vida que segue.

Notas relacionadas:

  1. A maior pivô do Brasil
  2. Agosto e as belas lembranças para o basquete feminino
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sexta-feira, 15 de março de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Ídolos | 21:41

Dois tristes retratos do Brasil Olímpico

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Peço atenção para as duas fotos que serão colocadas abaixo e que servem para ilustrar bem o país que será a sede das Olimpíadas de 2016:

Lagoa Rodrigo de Freitas, local da seletiva da seleção de remo, infestada de peixes mortos

A imagem, exibida em sites e jornais brasileiros, além de portais estrangeiros, como o do jornal inglês “The Guardian”, exibindo as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas repleta de peixes mortos, coincidentemente mesmo local onde etsá sendo realizada a seletiva da seleção brasileira de remo, é daquelas cenas que envergonha qualquer um.

A campeã mundial Fabiana Beltrame, por exemplo, disse que mal conseguia competir por causa do cheiro insuportável. Detalhe: a Lagoa Rodrigo de Freitas será a sede das provas de remo nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Será que em três anos o poder público do Rio de Janeiro conseguirá evitar que cenas bizarras como essa se repitam em plenos Jogos?

Ginásio onde o campeão olímpico nas argolas Arthur Zanetti treina, em São Caetano do Sul

Já a foto acima demonstra bem como é a estrutura que os atletas brasileiros têm à disposição. No caso, um campeão olímpico. Excelente reportagem do companheiro Maurício Nadal, do iG Esporte, mostra o local de treinamento de Arthur Zanetti, o primeiro ginasta brasileiro a conquistar uma medalha de ouro, em Londres 2012, em São Caetano do Sul. As imagens são impressionantes. Um ginásio velho, com equipamentos caindo aos pedaços e muito apertado.

Depois de Zanetti e seu técnico, Marcos Goto, reclamarem muito, o Ministério do Esporte e a prefeitura de São Caetano resolveram se mexer e irão ao menos construir uma nova academia de musculação, enquanto um novo ginásio não é erguido.

É de se espantar como num lugar como esse pôde sair um campeão olímpico. Só o talento e a força de vontade de Zanetti e  de seu treinador explicam esse milagre.

E ainda vem dirigente querendo bater no peito e dizer que o Brasil será em breve uma potência olímpica….

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  1. De olho em Londres 2012, mundiais agitam esporte olímpico
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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , ,

sexta-feira, 8 de março de 2013 Olimpíadas, Pan-Americano, Política esportiva | 19:27

O papel de Hugo Chavez no esporte da Venezuela

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O campeão olímpico Ruben Limardo, ouro na esgrima, cumprimenta Hugo Chavez no retorno da delegação da Venezuela de Londres

É indiscutível a importância do presidente venezuelano Hugo Chavez, que morreu última terça-feira, vítima de um câncer, na história da América Latina. Concorde-se ou não com sua ideologia política, é inegável a melhora na qualidade de vida da população carente venezuelana. Basta ver as fotos mostrando a multidão que acompanhou seu funeral e velório para se ter uma ideia de sua popularidade.

Mas Chavez também teve um papel fundamental na evolução do esporte olímpico da Venezuela. É visível o crescimento do país a partir do momento em que ele chegou ao poder, em 2002.  Com forte apoio estatal, especialmente em modalidades individuais, a Venezuela passou a deixar de ser conhecida apenas como o “país do beisebol” e começou a se destacar em outras modalidades. Ainda de forma tímida, é verdade, mas algo que não pode passar incógnito.

Para os Jogos de Londres 2012, por exemplo, o país investiu em sua preparação olímpica, segundo dados do Ministério do Esporte venezuelano, R$ 709 milhões, mais do que o Brasil investiu para a competição. Mesmo não mostrando o mesmo desempenho brasileiro em terras britânicas (foram 17 medalhas no total e três de ouro), a Venezuela conseguiu acabar com um jejum de 44 anos e conquistar sua segunda medalha de ouro na história, com Rubén Limardo, na esgrima. O outro ouro veio com Francisco Rodriguez, no boxe, nos Jogos da Cidade do México 1968.

Em outras competições poliesportivas, como Pan-Americanos e Sul-Americanos, o crescimento da Venezuela foi constante no período Chavez. Veja os números abaixo:

Jogos Sul-Americanos

Medalhas antes de Chavez assumir
Cuenca 1998 – 126 (50 ouro/ 47 prata/ 29 bronze)

Medalhas após Chavez assumir
Brasil 2002 – 231 (97 ouro/ 70 prata/ 64 bronze)
Buenos Aires 2006 – 278 (96 ouro/ 85 prata/ 97 bronze)
Medellín 2010 – 263 (89 ouro/ 77 prata/ 97 bronze)
No geral: 1191 (443 ouro/ 370 prata/ 378 bronze)

Jogos Pan-Americanos

Medalhas no último Pan antes de Chavez assumir
Winnipeg 1999 – 40 (7 ouro/ 16 prata/ 17 bronze) – 8º no geral

Medalhas após Chavez assumir
Santo Domingo 2003 – 64 (16 ouro/ 21 prata/ 27 bronze)
Rio de Janeiro 2007 – 70 (12 ouro/ 23 prata/ 35 bronze)
Guadalajara 2011 – 72 (12 ouro/ 27 prata/ 33 bronze)
No geral: 524 (85 ouro/ 182 prata/ 257 bronze)

Olimpíadas

Medalhas antes de Chavez assumir
Los Angeles 1984 – 3 (3 bronze)

Medalhas após Chavez assumir
Atenas 2004 – 2 (2 bronze)
Pequim 2008 – 1 (1 bronze)
Londres 2012 – 1 (1 ouro)
No geral: 12 (2 ouro/ 2 prata/8 bronze)

Mas o maior feito do período em que Hugo Chavez comandou a Venezuela não está propriamente no esporte de competição. Desde o ano passado, uma nova lei passou a assegurar o direito ao esporte na Constituição do país. Segundo esta lei, toda empresa com um  determinado faturamento tem que destinar 1% de seu lucro a um fundo de desenvolvimento do esporte. Além disso, torna obrigatória a realização das aulas de educação física nas escolas e estipula a eleição direta pelos dirigentes esportivos pelos próprios atletas.

Apenas para ficar neste último item, dá para ver que o Brasil esportivo tem o que aprender com a Venezuela de Hugo Chavez.

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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013 Olimpíadas | 17:28

Decisão para manter a luta nas Olimpíadas será apenas política, avisa presidente da Confederação Brasileira de lutas

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Imagem que ilustra página no Facebook, criado pelo comitê americano de lutas, em defesa da permanência da modalidade no programa dos Jogos Olímpicos

Ainda se refazendo do baque com a decisão anunciada pelo comitê executivo do COI (Comitê Olímpico Internacional) nesta terça-feira, recomendando a exclusão das lutas do programa olímpico a partir dos Jogos de 2020, Pedro Gama Filho, presidente da CBLA (Confederação Brasileira de Lutas Associadas) já começa a se articular para ajudar a FILA (Federação Internacional de Lutas Associadas) a tentar convencer os membros do COI, na assembleia geral marcada para setembro, em Buenos Aires.

“Espero que tenhamos chance de reverter essa decisão em setembro, mas até lá teremos muito trabalho pela frente”, disse o dirigente, que entende que a decisão será exclusivamente política e não técnica, em entrevista ao blog. Confira abaixo:

Como vocês ficaram sabendo da decisão do COI? Desconfiavam que algo pudesse ocorrer na reunião desta terça-feira?

Pedro Gama Filho: Fiquei sabendo logo pela manhã, pela internet. Depois, recebemos os comunicados da FILA e do COI. Na véspera, fiquei sabendo que haveria essa votação, mas achava que as outras modalidades que seriam analisadas teriam mais chance de serem retiradas do programa olímpico do que uma modalidade fundadora, como é a luta olímpica.

Qual teria sido a motivação para esta recomendação?

Analisando friamente, creio que a razão seja política. Vejo a luta olímpica como um esporte democrático e universal, com audiência e tradição praticamente em todo mundo. Vi o sucesso do wrestling em Londres refletido em estádio lotado e público participativo. Acho que o grande erro da FILA foi acreditar que isto jamais aconteceria, enquanto outras modalidades que se sentiam ameaçadas certamente estavam trabalhando. No final de janeiro, o presidente da FILA, Raph Martinetti, esteve no Rio para inaugurar o CT da internacional na cidade, o primeiro das Américas, e sequer comentou sobre esta possibilidade. Ironia ou não, ele me falou para guardar a data de 12 de fevereiro, pois seria a provável data da entrada das três categorias femininas que faltavam no programa olímpico. Coube ao destino nos pregar esta peça, com uma decisão ao meu ver completamente equivocada do COI, apagando a sua própria história. Espero que tenhamos chances de reverter esta decisão em setembro, mas até lá, temos muito trabalho pela frente.

Houve algum problema com a luta olímpica nos Jogos de Londres, que pudesse motivar essa decisão?

Fora o mal relacionamento entre a Confederação da Grã-Bretanha com a FILA, tudo correu às mil maravilhas. Casa cheia, grande espetáculo nos tapetes, transmissões para o mundo todo, inclusive para o Brasil. Não vi nada em Londres que pudesse justificar essa retirada do programa.

Quais são os critérios usados para se excluir um esporte do programa olímpico?

Apesar da falta de clareza na nota emitida pelo COI, falaram em relatórios referentes a audiência (em Londres) ratings do broadcasting (dos Jogos de Londres) controle de doping, e universalidade da modalidade. Na minha opinião, o wrestling se saiu muito bem em todos os quesitos, e não acredito que nenhum destes tenha sido determinante para a decisão do COI. De qualquer forma, você medir uma modalidade pela audiência é bastante subjetivo, pois a popularidade na Grã-Bretanha é uma, a popularidade em Tóquio, para citar o exemplo de uma das possíveis futuras sedes para 2020, ou mesmo em Istambul, cidades (países) que tem o wrestling enraizado em suas culturas, seriam dados completamente distintos.

O taekwondo, que também é um esporte de luta, fez parte da análise do comitê executivo do COI, mas foi poupado. Qual o motivo do taekwondo ter sido mantido e as lutas não?

Acredito que tenha sido o trabalho político da Federação Internacional de Taekwondo. Como disse anteriormente, senti os dirigentes da FILA extremamente confiantes, no sentido de que o esporte sequer estivesse ameaçado de sair do programa, e isto realmente pode ter pesado.

Vocês imaginam que será possível reverter esse quadro até a assembleia geral do COI, em setembro? Atitudes como a criação de uma página no Facebook, tentando sensibilizar o COI, podem ter resultado, ou será uma decisão política?

Acho que temos que trabalhar com as ferramentas que temos em mãos. Redes sociais são mecanismos importantes para informar e conscientizar a opinião pública, e se a voz do povo é a voz de Deus, temos que gritar aos quatro cantos do mundo o grande erro que o COI está cometendo, apagando a sua própria história. Imagino o que o Barão de Coubertin acharia disso tudo, certamente estaria muito infeliz! A decisão será política sim, temos que procurar os membros executivos do COI com mensagens positivas, mostrando que o wrestling e Jogos Olímpicos são uma coisa só, e um não existe sem o outro, com sucesso. O trabalho deve ocorrer em todas as frentes visando reverter esta infeliz decisão.

Em caso negativo, qual será o futuro das lutas como modalidade esportiva? É possível que os atletas passem a migrar para outros esportes, como o MMA, por exemplo?

A luta faz parte da história da humanidade, foi o primeiro esporte praticado e passado de geração em geração. Não creio que a modalidade irá acabar por causa de uma decisão infeliz de um grupo. Eles podem enfraquecer a modalidade, que certamente terá no profissionalismo do MMA uma forma de sobreviver, mas o wrestling é maior do que qualquer decisão política, é um esporte universal, que une os povos, e está enraizado nas culturas pelo mundo todo. Se o pior acontecer, o que eu espero que não se concretize, o wrestling achará uma forma de sobreviver. Estamos falando dos homens e mulheres, mais preparados do mundo, certamente eles não irão sucumbir a uma derrota. cair e levantar faz parte do nosso jogo. Seguiremos lutando!

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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , ,

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013 Olimpíadas | 11:57

COI rasga sua própria história ao excluir a luta dos Jogos

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A brasileira Joice Silva participou dos Jogos de Londres 2012, como única representante na luta olímpica

Só pode ser pegadinha de carnaval, não há outra explicação….

A terça-feira que abre o último dia da comemoração carnavalesca começou com uma notícia bombástica para o esporte olímpico: em reunião realizada em Lausane pelo comitê executivo do COI (Comitê Olímpico Internacional), foi recomendado que a luta (cujas modalidades são livre e greco-romana) deixe de fazer parte do programa olímpico a partir dos Jogos Olímpicos de 2020, cuja sede será escolhida em setembro.

Assim, a luta tentará uma vaga ao lado de outras sete modalidades: beisebol/softbol, caratê, squash, escalada esportiva (!), esporte sobre patins, wakeboard e wushu (!!!). A decisão sobre o 26º esporte do programa olímpico sairá desta mesma assembleia geral do COI, que está marcada para Buenos Aires (Arg).

Em poucas palavras, os cartolas do COI estão querendo rasgar sua própria história ao sugerir a exclusão da luta olímpica!

A luta faz parte do programa olímpico desde a primeira edição dos Jogos, em Atenas 1896. Ficou fora somente nos Jogos de Paris 1900, que contou com uma aberração como o cabo de guerra entre as modalidades do evento. É, portanto, uma das bases do esporte olímpico moderno e também dos Jogos da Grécia Antiga, é bom lembrar.

Claro que a exclusão não é definitiva, e muita coisa pode acontecer até a realização da assembleia geral de setembro. Mas a palavra do comitê executivo tem muita força entre os membros do COI. Esportivamente falando, não há nada que justifique essa recomendação. Só mesmo a política explica tamanho absurdo.

Agora, só uma perguntinha: se for para excluir uma modalidade, por que não o badminton, que viu o escândalo da armação de resultados nos Jogos de Londres 2012, culminando com a expulsão de vários atletas?

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Autor: Marcelo Laguna Tags: , , , , , ,

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